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Executivo da Sega não acredita em morte de portáteis

Há quem aposte que a ascenção de smartphones como o iPhone podem ferir mortalmente os portáteis dedicados, mas para Jurgen Post, executivo da divisão européia da Sega, este não é o caso.

Para Post, os jogos de smartphone continuarão a co-existir com os de portáteis como o PSP e o DS. O executivo citou o caso do Football Manager, que foi lançado para PSP e para iPhone e está tendo bom desempenho nas duas plataformas.

“Lançamos no ano passado e acabamos de liberar uma nova versão. Também lançamos para o PSP. O engraçado é que a versão de iPhone custa 5 libras e está vendendo bem, mas a versão de PSP é muito mais cara – e ainda assim estamos vendo desempenho semelhante ao que víamos anteriormente”, comparou.

Seria este um bom indicativo?

[Via CVG]

Opinião: NGP e 3DS serão os últimos portáteis dedicados, diz Carmack

Para John Carmack, icônico designer de games da também famosa id Software, os celulares acabarão com os videogames portáteis dedicados.

Em entrevista, Carmack apostou suas fichas no Sony NGP e no Nintendo 3DS como os últimos portáteis dedicados. O motivo? As pessoas já possuem um smartphone que também são capazes de rodar jogos.

A declaração não é nova, mas levanta a bola. Será que NGP e 3DS se sagrarão como os últimos videogames portáteis dedicados da história? Quais são suas apostas?

[Via GamesIndustry]

Opinião: CEO da EA diz que digital ultrapassará vendas físicas em 2011

Ao que parece, todo mês surge alguém dizendo que a distribuição digital de games superará (algumas mais drásticas dizem acabará) com as vendas físicas. Alguns usam o sucesso de redes como a Steam, ou então as que recentemente ganharam fôlego como a PSN, Live, ou App Store (que agora rola para Mac, não apenas iPhones, iPods e iPads) para justificar a opinião.

John Riccitiello é um desses que acreditam que o download superará em breve as vendas físicas. “Até o fim de 2011, o mercado digital será maior que o negócio de vendas físicas”, comentou o CEO da Electronic Arts em entrevista, que disse que “não tem dúvidas” e que a empresa procurará formas de vendas físicas em “pedaços” (episódios, talvez?) além de assinaturas e micro-transações.

Riccitiello ainda afirmou ao site IndustryGamers que a renda de jogos free é a que traz maior faturamento por usuário. “Temos pessoas que pagam US$ 5 mil por mês para jogar FIFA Ultimate Team. E é de graça”, comentou.

Ao que parece, 2011 será um ano chave para a EA. Você aposta em uma mudança drástica no modelo de vendas por parte das grandes distribuidoras para esse ano?

Opinião: games podem ser ensaio para filmes de Hollywood, diz criador de Tron

Steve Lisberger, criador de Tron e produtor do novo Tron Legacy, acredita que os games tem um papel importante no cinema e podem ser usado como plataforma de testes de Hollywood.

Para ele, os games podem ser um ambiente útil e de baixo risco para experimentar idéias mais malucas para Hollywood, tanto em aspectos visuais quanto de narrativa.

O namoro entre games e cinema já não é novidade, mas acho que essa é a primeira vez que ouvimos um produtor citar a importância dos games e seus mecanismos na elaboração de idéias a serem aplicadas ao cinema.

O que você acha disso?

[Via Gamasutra]

Microsoft promete competição alta com Windows Phone 7

Kieron Connell, executivo da Microsoft Games Studios, falou durante uma conferência na Inglaterra, que a Microsoft tratará com seriedade seu sistema Windows Phone 7.

Para o executivo, a empresa não se sentará e permitirá que outras companhias dominem o mercado de celulares, uma referência clara ao domínio atual da Apple com seu iOS.

Quando perguntado se o domínio da Apple é uma realidade e veio para ficar por um longo tempo, Connell comentou que muita gente com muito dinheiro investiu para que a Apple ganhasse em termos de sobrecarregar o mercado como um todo.

A Microsoft, por outro lado, estaria disposta a proteger esta parte do mercado. Connell acredita que certamente será “um período bem interessante”. Quanto ao Android, Connell acredita que sua maior representatividade esteja no mercado oriental, mas que mesmo assim o modelo de distribuição do sistema da Google é inferior.

Será que a Microsoft vai conseguir fazer o Windows Phone 7 deslanchar? E o que será que isso representará para o mercado de games? Quais são as suas apostas?

[Via GamesIndustry]

Opinião: para executivo da Zynga, games não são arte, e sim ofício

Na primeira semana de dezembro, durante a GDC China, o gerente geral da Zynga de Pequim, Andy Tian, deu algumas declarações interessantes, e um pouco polêmicas, sobre os games sociais e o mercado de games.

Para Tian, a indústria de games não é arte, mas sim ofício, e as decisões criativas são menos importantes para os games sociais que a métrica e a pesquisa dos jogadores.

“Não estamos criando recursos “legais” – sabemos que estamos criando recursos relevantes. Queremos ter certeza que um monte de gente ache que algo é divertido, mas também procuramos atingir sucesso comercial, não algo que a equipe de desenvolvimento ache legal”, comentou.

Sobre ser uma companhia de games, Tian disse que a Zynga não deve ser necessariamente vista como uma empresa de games, mas sim uma empresa baseada em web, como a Amazon e a Google.

Você concorda com Andy Tian que games não são arte e sim ofício? E que para os games sociais a quantidade de jogadores é mais relevante que as decisões criativas?

[Via GamesIndustry]

Opinião: executivo da EA acha que era dos “games desconectados” acabou

O multiplayer em games já deixou de ser um diferencial e agora está virando necessidade. De acordo com Frank Gibeau, executivo da Electronic Arts, a era dos jogos apenas com modo individual chegou ao fim.

Durante uma entrevista para o site da revista Develop, o jornalista Rob Crossley mencionou elementos de redes sociais em uma de suas perguntas. Na resposta, Gibeau afirmou que todos os responsáveis pelos estúdios ligados à EA concordam que é preciso pensar em jogabilidade conectada.

Gibeau acha que não importa se o game é cooperativo, multiplayer ou conectado a serviços online. O que importa é parar de pensar em jogos desconectados. Para o executivo, games individuais, limitados a 25 horas de ação, é um modelo que morreu. “Online é onde a inovação, e a ação, está”, ressaltou.

Você concorda?

[Via Big Download]

Opinião: Move e Kinect são essenciais para o prolongamento da atual geração, diz analista

Jesse Divnich, analista da EEDAR, comentou que os novos periféricos Kinect e Move, que trazem aos consoles Xbox 360 e PlayStation 3 reconhecimento de movimentos, são críticos ao sucesso do prolongamento da atual geração de consoles.

O mercado até hoje viu gerações curtas, de no máximo cinco anos, ao contrário do que está se desenhando para esta geração. Mas isso, todos nós já sabiamos. Há tempos comentamos opiniões de membros da indústria corroborando esta informação.

Para não ficar só “chovendo no molhado”, Divnich deu algumas outras declarações interessantes. Primeiro, que não há previsão de qualquer queda no preço atual dos aparelhos. “Diferente das gerações anteriores, o objetivo esta vez é aumentar o valor dos consoles com o tempo. Já vimos isso acontecer com a inclusão de maiores discos rígidos, Wi-Fi e vários serviços online”, disparou.

E a Nintendo, como fica nessa? Para Jesse, a Nintendo tem uma estratégia interessante, que é a de operar em ciclos mais curtos, ou seja, provavelmente será a primeira a se lançar na próxima geração.

E aí, concorda com o analista?

[Via CVG]

Diretor de documentário sobre vício nos games diz que assunto precisa ser pesquisado

Emeka Onono, produtor e diretor de um especial da BBC sobre games chamado Panorama, jogou mais lenha na fogueira do vício dos games.

Em entrevista ao site GamesIndustry, Onono acusou a indústria de games de ser “muito defensiva” e defendeu que o assunto merece ser pesquisado e reconhecido.

O documentário da BBC aborda durante 30 minutos casos de jogadores britânicos e sul coreanos que teriam sido vítimas de problemas sociais e emocionais com base em seus exageiros nos games.

Para o produtor, porém, o documentário não é anti-games. “O que sabemos e deixamos claro é que para a vasta maioria das pessoas os jogos são bons”, declarou acrescentando que mesmo assim é preciso ter os olhos voltados para o assunto.

Ficou curioso? Panorama pode ser visto, em duas partes, no YouTube. Os links estão aqui (parte 1 / parte 2).

Opinião: um console da Apple daria certo, diz vice-presidente da EA

Quando lançou o iOS, a Apple se estabeleceu como uma plataforma importante para os games portáteis. Mas, será que a companhia conseguiria fazer um console vingar?

Mesmo um mercado fechado e difícilimo de entrar, como o de consoles, não seria um obstáculo instransponível para a Apple, segundo o vice-presidente da EA, Eric Soderlund.

“Se fosse para qualquer um sem ser a Apple, eu diria que seria muito difícil. Eu acho que ainda seria extremamente difícil para eles, mas eles já surpreenderam muita gente antes”, disse Soderlund em entrevista, se referindo a uma possível entrada da Apple no mercado de consoles.

Claro que isso é apenas suposição e talvez estrategicamente uma aposta em um console por parte da Apple não fosse inteligente. Mas, diz aí, você concorda com Soderlund? Um novo console, vindo da Apple, teria chance de sucesso? Ou é melhor a empresa ficar só nos portáteis mesmo?

[Via MCV]