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Conexão Férias – jogo de realidade virtual ajuda crianças a explorar município

Muitos Acadêmicos acreditam que a melhor época para estudar é no período de férias, pois os alunos não terão as mesmas pressões para aprender um determinado conteúdo em pouco tempo e sem obrigação de realizar provas e trabalhos escolares, de modo que o estudo pode ser feito como hobby, não como obrigação. O problema é que os jovens preferem utilizar esse tempo de férias para o lazer ao invés de dedicar o tempo para assimilar conteúdo. Talvez fosse pensando nisso que o time da Shout Publicidade criou o jogo de realidade virtual Conexão Férias.

Conexão Férias se trata de um jogo de realidade virtual que visa ensinar as crianças sobre seus municípios de origem. Antes do encerramento do ano letivo do ano passado, mais de 12 mil alunos do Ensino Fundamental da rede pública de ensino de São Caetano do Sul, na região do Grande ABC, em São Paulo, receberam uma revista interativa com as instruções para o Conexão Férias. Basicamente as crianças são guiadas por uma mascote chamada Aninha e ao longo da aventura as crianças devem desvendar alguns enigmas que levam a uma sequência de dez diferentes espaços públicos da cidade.

O primeiro passo para jogar “Conexão Férias” é baixar o aplicativo Zappar (na Apple Store para quem tem iPhone e na Play Store para quem tem Android). Depois, o ponto de partida é desvendar um enigma que está na revista, que levará a um dos locais que integra o roteiro do jogo. Em cada local há um símbolo de identificação do jogo e, ao apontar para ele a câmera do celular, um vídeo com a Aninha trará um novo enigma que indicará para o jogador qual o próximo local a ser visitado.

Em cada um dos locais, o jogador pode tirar uma selfie com a mascote Aninha e preencher a revista com as imagens registradas, até completar os dez pontos. A ideia é que as crianças conhecçam mais sobre seu município enquanto se divertem, de modo que é uma forma lúdica de estudar a história da cidade. A expectativa é que Conexão Férias se multiplique em outras cidades. Você consegue mais informações aqui.

Nem só de Xbox e Playstation vive a indústria! Conheça o Playdate, o console que chega em 2020

Engana-se quem pensa que o Xbox Series X e o Playstation 5 são os únicos lançamentos de consoles para o ano de 2020. A empresa Panic Inc, dos Estados Unidos, tem sua carta na manga: o console Playdate! Trata-se de um portátil que visa trazer de volta o sentimento nostálgico dos portáteis fabricados apenas para jogar, desafiando a onda dos smartphones.

O Playdate tem um visual que claramente remete aos idos dos anos 90, quando o Gameboy era o console portátil mais querido de todos. Sua cor é amarela, e seu formato é bem quadradinho, deixando de lado curvas mais arrojadas e cores mais tradicionais como preto ou branco. O detalhe mais destacável no console da Panic é que ele conta com uma manivela!? Sim, isso mesmo, uma manivela que será utilizada para o jogador interagir em determinados jogos.

De acordo com os fabricantes, a manivela será a ferramenta capaz de levar o jogador a interagir com os jogos de uma maneira jamais realizada antes. Imagine que uma determinada parte do cenário dependa do uso da manivela para ser descoberto ou que o personagem possa crescer ou diminuir com o uso da manivela, por exemplo. A ideia é que os desenvolvedores de jogos utilizem o recurso de maneira lúdica, imersiva e divertida. Alguns games não precisarão da manivela para nada, enquanto outros exigem o uso para prosseguir no game.

O portátil conta ainda com uma tela LCD colorida baseada na mesma tecnologia de leitores de livros digitais, ou seja, cada pixel se lembra de sua posição quando o aparelho está em stand by, de modo que o usuário pode acessar seus jogos rapidamente e com economia sensível de energia. De acordo com os produtores é possível jogar em diferentes condições de iluminação sem ter de forçar os olhos.

Outro detalhe importante é que os games já vem dentro da memória do videogame e serão lançados em um sistema de temporadas. A princípio o jogador tem acesso a 12 jogos no catálogo e ano a ano esses jogos são atualizados, sem que o jogador tenha de pagar mais nada. Além disso, a conexão wi-fi servirá também para baixar novos jogos que forem lançados para o Playdate.

Você deve estar se perguntando como serão os jogos do Playdate, certo? Pois então, esqueça os gráfico ultra-realistas e o show de luz e sombras das plataformas atuais! O portátil será focado em games simples, em 2D, de modo que a proposta é apostar em aficionados por jogos retrô. Sim, o público alvo são jogadores que buscam por experiências novas e jogadores mais novos, fugindo um pouco dos jogadores hardcore. Até agora a Panic já revelou os seguintes jogos: Crankin’s Time Travel Adventure, b360, Zipper, Executive Golf DX, Snak e Sasquatchers.

Se a ideia vai funcionar, depende de uma série de fatores, mas o Playdate conta com uma série de empecilhos pelo caminho. O primeiro é o desconhecimento do grande público. Apesar de ter sido revelado em maio de 2019, pouca gente ouviu falar do console em seu país natal. No Brasil é improvável que ele seja lançado oficialmente. Outro desafio a ser enfrentado é a questão preço: a Panic estabeleceu o preço de US$ 149,00, um preço alto para uma plataforma tão modesta, mesmo para os norte-americanos. Caso você queira importá-lo, não deve desembolsar menos de R$ 600,00, sem contar a taxação e as tarifas alfandegárias.

Mas e aí, o que você achou do Playdate?

Abaixo você confere um vídeo do Playdate realizado pela IGN:

Top 7 – Lançamentos mais aguardados de 2020 para a indústria de games

O ano de 2019 deixará saudades para os aficionados por videogames, pois foi neste ano que diversos lançamentos surgiram e encantaram os jogadores, todavia o show deve continuar e o ano de 2020 promete ser tão espetacular quanto o anterior graças a uma infinidade de lançamentos bombásticos ao longo do ano. Afinal, como todos sabemos, em 2020 presenciaremos o nascimento de uma nova geração de consoles, além de jogos incríveis que estão no forno.

Confira abaixo os 7 principais lançamentos da indústria de games para 2020:

7 – The Last of Us Part II

Quando The Last of Us surgiu a comunidade havia perdido as esperanças no gênero terror, afinal já havia alguns anos que qualquer jogo do gênero desapontava. O título do PS3 foi buscar inspiração na indústria de Hollywood e a Naughty Dog mostrou que de fato era a melhor produtora de games da atualidade, podendo fazer mais do que a franquia Uncharted. O enredo cinematográfico, a jogabilidade tensa e os cenários maravilhosos credenciaram o título como um dos expoentes de seu tempo e permitiu que (mesmo com seu final fechadinho) os jogadores implorassem por uma sequência.

Sabe-se que a trama se passa 5 anos após os eventos do primeiro game e que a protagonista da vez será Ellie, a pretensa salvação do mundo. A Naughty Dog já adiantou que um dos temas recorrentes do game será o ódio e as reviravoltas devem proporcionar momentos chocantes. O poder do PS4 deve permitir que os produtores criem um dos games mais bem acabados e emocionantes de 2020.

6 – Cyberpunk 2077

A CD Project RED é uma empresa de poucos, porém valiosos, jogos. The Witcher III é seguramente um dos melhores RPGs da geração e o tempo de desenvolvimento de Cyberpunk 2077 é um belo indicativo de que a empresa prepara um dos maiores e mais completos jogos que a comunidade verá. Sai o ambiente medieval, entra uma sociedade distópica viciada em tecnologia.

Neste ambiente você será um mercenário com altas habilidades em hack e em máquinas que deve cumprir variadas missões. Um fato que desagradou parte da comunidade é que ele será em primeira pessoa, mas os produtores garantem que a sensação de imersão será incomparável. Há ainda outros dois grandes motivos para hypar Cyberpunk 2077:

1 – Ele conta com fortes influências de verdadeiros clássicos como Blade RunnerGhost in the ShellSystem Shock e Deus Ex.

2 – Tem participação do Keanu Reaves

5 – Resident Evil 3

Se há algo que a Capcom não decepciona é com os remakes de sua franquia mais famosa. Desde os idos do Game Cube, a empresa se mostrou eficiente em recriar os horrores de Resident Evil de maneira que superasse o original em todos os aspectos. A versão relançada para PS4 e Xbox One confirmou a premissa e o mais recente Resident Evil 2 só tornou a aventura ainda mais bacana. Agora é a vez de reviver a aventura de Jill Valentine enquanto foge da arma biológica da Umbrella chamada Nemesis. É seguro dizer que a Capcom vai entregar um dos, senão o melhor, jogo de terror de 2020. S.T.A.R.S.

4 – Ori and the Will of the Wisps

O primeiro Ori (Blind Forest) foi grandioso, mostrando que jogos 2D ainda tinham espaço sim na comunidade. Seus gráficos estilizados e jogablidade rasteira praticamente o transformaram em um clássico instantâneo. O segundo game promete fazer ainda melhor, com um ambiente mais soturno e novas mecânicas de combate. Uma vez que Will of the Wisps é apenas o segundo jogo da Moon Studios, será a oportunidade de eles mostrarem que o primeiro Ori não foi um mero golpe de sorte, de modo que a sequência tem tudo para posicioná-los como um dos principais estúdios de desenvolvimento de games da atualidade. Além disso, o primeiro Ori por si só é uma obra de arte. O segundo tem tudo para ser o jogo mais artístico de 2020.

3 – Final Fantasy VII Remake

A primeira vez que se falou em um remake de Final Fantasy VII foi em 2005 durante a exibição de uma demo tecnológica mostrando a abertura recriada para o PS3, desde então as exigências da comunidade foram crescentes. Foi somente 10 anos depois disso que a Square-Enix anunciou oficialmente a produção de um remake para o PS4. O tempo de produção já perdura 5 anos. Esse tempo arrastado geralmente é um indicativo de que o game final será uma bomba fedorenta, mas neste caso os indicativos são outros.

Sabe-se que a produção atrasou muito em decorrência de Tetsuya Nomura ter se ocupado com Final Fantasy XV e Kingdom Hearts III, além disso, a Square parece empenhada em entregar um game que faça jus ao legado do original. Para isso, vale mudar a jogabilidade, contratar novos dubladores e recriar o título com gráficos atuais. O objetivo é garantir que Final Fantasy VII esteja conectado com os jogadores atuais, ao invés de apenas copiar e colar o que deu certo no passado. Se as promessas forem cumpridas, pense neste game como uma bela despedida da Square a PS4.

2 – Xbox Series X

A Microsoft passou por tempos turbulentos na atual geração: o início de vida do Xbox One foi nada menos que desanimador, mas aos poucos Phil Spencer ajustou o Xbox com as demandas da comunidade, tornou o console retrocompatível com seus parentes mais velhos, melhorou o serviço Xbox Live Gold e criou o Game Pass, que praticamente tornou o Xbox na plataforma mais vantajosa para os hard players. No final de 2019 a empresa já antecipou os planos para 2020 com o anúncio do Xbox Series X, o console que promete ser o videogame mais poderoso jamais criado.

Os engenheiros encheram a boca ao anunciar que a máquina terá resolução 8K, ray tracing, alta velocidade e um desempenho irreprimível. Mas se há algo que a empresa de Redmond foi capaz de fazer que torna o Xbox Series X mais desejável é sua nova política de produção de jogos First Parties: a empresa saiu comprando todo estúdio talentoso possível, desde a Undead Labs (State of Deay) até a Obsidian (Fallout: New Vegas). Ao todo a Xbox Game Studios conta com 16 subsidiárias, garantindo que o próximo Xbox deve receber uma infinidade de jogos exclusivos ao longo dos anos.

1 – Playstation 5

A marca Playstation é sem dúvidas a mais respeitada da indústria do jogos eletrônicos em quesito hardware. O excelente trabalho realizado pela Sony com o Playstation 4 certamente serviu para calar os críticos que consideravam a empresa retrógrada e pouco conectada com sua comunidade. A gigante japonesa ainda guarda a sete chaves os detalhes do PS5, mas sabe-se que ele será capaz de rodas jogos em 8K e deve seguir a premissa de entregar uma máquina poderosa e com jogos desejáveis. A falta de notícias sobre a máquina só deixa uma certeza no ar: a Sony prepara algo grandioso para 2020 e a estratégia é não deixar a concorrência se aproveitar das ideias que poderão advir da nova máquina.

Bônus – Sonic The Hedgehog

Sim, não é bem um game, mas sim o filme do ouriço da SEGA. Após a polêmica do primeiro trailer, os produtores mudaram o design do Sonic ao custo de cerca de US$ 35 milhões. Goste ou não, Sonic é um dos personagens mais carismáticos e adorados dos videogames, o que deve levar um caminhão de fãs para as portas dos cinemas. Além disso, ter Jim Carrey no papel de Robotink dá ao projeto a oportunidade de ser visto por mais pessoas, mesmo àquelas que não se importam com videogames, e a possibilidade de ter um filme mais divertido e leve. Não, na realidade não achamos que será um filme verdadeiramente bom, mas ainda assim, vamos dar um voto de confiança ao pobre (e já acostumado a ser surrado em outras mídias) Sonic.

 

 

OhShape – Jogo de ritmo com realidade virtual é lançado para SteamVR, Oculus e Viveport

Entra ano, sai ano, o objetivo de muita gente permanece o mesmo: entrar em forma. Talvez fosse pensando nesse público que a desenvolvedora Odders Lab acaba de lançar a versão final do jogo OhShape para os óculos de realidade virtual SteamVR, Oculus e Viveport. Trata-se de um game que desafia o jogador a utilizar todo o seu corpo para desviar de obstáculos. O objetivo, é claro, é se exercitar.

Durante a jogatina os jogadores se deparam com diversos obstáculos como muros e plataformas e para avançar deve utilizar seus braços e pernas, seja desviando, saltando ou socando os obstáculos. A realidade virtual é responsável por tornar a jogatina imersiva e divertida, mais ou menos no mesmo esquema de Beat Saber, pois o gamer deve seguir o ritmo das músicas para avançar. De acordo com os produtores, o título tem como inspiração o programa de TV japonês “Hole in the Wall”.

OhShape

“A experiência de jogo do OhShape é muito satisfatória, pois qualquer jogador, com bastante prática, pode superar até os níveis mais exigentes. OhShape treina sua agilidade mental e física, bem como sua capacidade de reagir. O ritmo desempenha um papel fundamental, já que cada nível é uma coreografia projetada por dançarinos profissionais para fazer você se sentir o mestre da pista”, diz o comunicado à imprensa.

Um dos destaques de OhSahpe é seu modo editor, que permite que a própria comunidade continue alimentando o jogo com novos conteúdos. Assim, a expectativa é que o título se torne um dos queridinhos entre os entusiastas por jogos de realidade virtual e deva figurar nas casas de arcade do gênero.

Ainda de acordo com os produtores, OhShape chega a sua versão final com uma jogabilidade refinada e bem simples, de modo que qualquer jogador pode apreciar, mesmo que não seja um exímio dançarino. A versão final, vale dizer, possui 12 fases, além da possibilidade de a comunidade criar seus próprios cenários através do modo editor.

Abaixo você confere o trailer de lançamento de OhShape:

7 coisas que você precisa saber sobre o Xbox One Series X

Durante a The Game Awards a Microsoft deu o pontapé inicial da nova geração de videogames ao anunciar o Xbox Series X, sucessor do One. Poucos detalhes foram revelados, porém algumas coisas já foram ventiladas no evento e em conversas de corredores. Hoje vamos dissecar sete coisas que você precisa saber sobre o novo videogame da Microsoft.

 

Tudo em família

A primeira coisa que você deve ter em mente é que a máquina apresentada na TGA não é a única plataforma que os engenheiros da Microsoft estão trabalhando. Na verdade ele é apenas um dos membros da família denominada “Xbox”. Em outras palavras, a próxima geração da Microsoft não se resumirá em apenas um único console, mas sim em diferentes versões capazes de rodar os mesmos jogos ou com funções diferenciadas, tal como vimos ocorrer recentemente com a versão All Digital do Xbox One. Essa pista deixa a impressão de que a Microsoft deve seguir um caminho semelhante ao que a Apple já faz ao lançar diferentes versões do iPhone.

 

Preço

Ainda é cedo para falar de preço e entendemos o porquê a Microsoft não ter dado nenhum indicativo de quanto teremos de economizar até o lançamento, afinal a concorrência se ajustaria rapidamente ao que a empresa de Redmond faria. Entretanto, se serve de alento, a Microsoft já disse que não cometerá os mesmos erros de preço do Xbox One na ocasião de seu lançamento. O que isso significa? Bem, o atual console da empresa norte-americana chegou custando US$ 499,00, cerca de US$ 100,00 acima de seu concorrente direto, o Playstation 4. Com isso, analistas apostam que o preço do console no lançamento deva ser de US$ 399,00.

Data de lançamento

O que se sabe é que tanto o Xbox Series X quanto o PS5 chegam ao mercado durante o ano de 2020. Um tanto vago, hein? Mas se quiser uma data mais precisa, a própria Microsoft deu uma dica – “Holiday 2020”, ou seja, o lançamento se dará entre os meses de outubro e dezembro de 2020. Com certeza a fabricante não irá querer deixar escapar a chance de lançar seu console a tempo do feriado de ação de graças + Black Friday + Natal.

Configurações

Neste quesito ainda faltam muitas informações, mas alguns detalhes já são públicos: a Microsoft afirmou que o Xbox Series X será quatro vezes mais poderoso que o Xbox One X e oito vezes mais poderoso que o Xbox One original; apresenta a arquitetura de CPU Zen 2 da AMD e a arquitetura gráfica RDNA, uma unidade de estado sólido projetada sob medida, GDDR6 SDRAM e suporte para Ray Tracing em tempo real e VRS. Além disso, a máquina terá poderio de renderização de até 120 quadros por segundo e resolução de até 8K. A Microsoft também promoveu o “modo automático de baixa latência” e a “entrada dinâmica de latência” para melhorar a capacidade de resposta.

Para eliminar telas de loading, a empresa optou pelo armazenamento do tipo NVMe SSD. Imagine um novo Forza rodando a 8K nativo sem telas de loading rodando em até 120 quadros por segundo. Parece surreal, mas é o futuro!

É retrocompatível?

Sim! Seguindo a cartilha adotada no Xbox One, a Microsoft garantiu que o Series X terá suporte aos títulos existentes do Xbox One, bem como aos títulos do Xbox e Xbox 360 compatíveis com o Xbox One. De acordo com a empresa, para garantir a função foi necessário interromper o programa de retrocompatibilidade no Xbox One para focar os esforços no Series X. Se a promessa for cumprida, e parece que vai, a nova plataforma já ganha uma biblioteca gigantesca antes mesmo de chegar ao mercado. Será que a Sony consegue revidar o golpe?

Terá jogos exclusivos?

Uma das fraquezas mais lembradas por fãs de videogames em relação à Microsoft quando comparada com suas rivais era a evidente falta de estúdios de desenvolvimento first parties capazes de criações únicas e desejáveis. Entre 2018 e 2019 a Microsoft saiu desembestada comprando todo estúdio que parecesse promissor e o resultado dessas aquisições é que atualmente a Microsoft Studios conta hoje com 15 subsidiárias, todas trabalhando em novos jogos para o Series X – atualmente a Sony conta com 14 subsidiárias.

Entre os jogos já anunciados, apenas Halo Infinite e Senua’s Saga: Hellblade II por enquanto, mas ao longo do próximo ano novos anúncios serão feitos. Vale ainda lembrar que algumas third parties já trabalham em outros projetos como a Ubisoft com Watch Dogs: Legion, Gods and Monsters e Rainbow Six Quarantine. Outros jogos também no forno são Battlefield 6 e Elder Scrolls VI. A próxima E3 será imperdível!

Design

O design do Xbox Series X foi motivo de memes – e não é por menos – ele possui um formato semelhante a uma “torre” ou a um “gabinete”, de modo que ele é projetado para ficar na posição vertical. A princípio causa estranheza, mas seus traços minimalistas podem ser o ar futurista que sua sala de estar está esperando.

De cordo com Phil Spencer, chefe da divisão Xbox, a ideia por trás do design do Series X é que ele “desapareça” da sala, o que permitiria uma experiência mais imersiva. Dito isto, espera-se que a máquina seja bastante silenciosa.

Controle

“Em time que está ganhando não se mexe”. Foi seguindo esse mantra que a Microsoft manteve o mesmo design do Xbox Wireless Controller, do Xbox One. A única novidade é o botão Share, que permite tirar capturas de tela e compartilhar vídeos rapidamente nas redes sociais, função que o Dual Shock 4 já executa com esmero. Mas espere, de acordo com a Microsoft, o controle tem curvas mais confortáveis e seu tamanho mais adequado para se encaixar na mão da maioria das pessoas. O objetivo é unir conforto e praticidade em um produto já testado e aprovado.

Conheça Antifa, o game que quer ensinar os gamers a combater o fascismo

O reino de Dumpland está em apuros! Um líder verborrágico usou sua influência política e sobre os meios de comunicação para perpetuar seu discurso fascista sobre este reino. Centenas de pessoas acabaram aprisionadas em celas por falar contra o governo e os canais de TV parecem presos à imagem hipnótica dos discursos inflamados desse líder. Cabe a um jovem revolucionário combater esse governo controverso utilizando apenas uma máscara de gás e coquetéis molotov para combater o político. Esta é a premissa de Antifa, o jogo do estúdio indie Wobbly Dev, cujo objetivo é justamente trazer um discurso político para os jogos eletrônicos.

Antifa é o herói que dá nome ao jogo e seu antagonista é o líder político Humpel Dumpty, uma analogia clara ao 45º Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O vilão do game conseguiu utilizar sua influência para entupir os televisores com seus discursos inflamados e – não satisfeito – colocou seus capangas para calar quem se opõem a sua ideologia. Para libertar a população, Antifa deve destruir as TVs com a imagem de Dumpty  e derrotar os capangas saltando sobre suas cabeças. No mundo de Dumpland não há meio termos: para derrotar o fascismo é necessário lutar.

A sátira não passa despercebida e graças a seu tom humorado angariou as atenções dos jogadores, tanto de opositores de Trump quanto dos apoiadores, o que gerou revolta de muita gente pela internet assim que ficou disponível na plataforma itch.io. A jogabilidade e o estilo gráfico não deixam enganos: a inspiração foi Super Mario World, da Nintendo. Inclusive algumas caixas devem ser destruídas para obter suprimentos para continuar a luta, tais como os coquetéis molotov.

Suas mecânicas são básicas, ou seja, progredir da esquerda para a direita e saltar sobre as plataformas para desviar dos capangas, destruir as TVs ou derrotar os inimigos. Ainda que pareça simples, não é muito simples se adaptar aos comandos, pois os controles não são muito responsivos (até lento). Ao final das fases, o jogador deve confrotar sub-chefes, que são analogias aos grandes fascistas da América do Norte. Durante a jogatina o jogador passa por prisões, esgotos, cidades etc, até chegar na infame Dumpel Tower e enfrentar Dumpty pessoalmente.

“O impulso por trás de fazer o jogo Antifa foi simplesmente a falta de jogos de computador abertamente antifascistas”, disse Wobbly Dev para o site VICE, com tradução pela Vice Brasil. “Considerando o entendimento equivocado geral da importância histórica e contemporânea do movimento antifascista, eu queria fazer um jogo que fosse acessível, fofo e inconfundivelmente antifascista em seu conteúdo.”

A jogabilidade é a coisa menos relevante de Antifa, pois o foco mesmo é o conteúdo. A ideia básica é que os fascistas comandados por “Dumpty” devem ser confrontadas pelas pessoas comuns, caso desejem ver a liberdade novamente.

“A primeira fase da prisão é só o começo dos horrores”, diz Wobbly Dev. “As próximas fases vão revelar um mundo maior contra o qual o jogador tem que lutar.”

Abaixo tem o trailer de Antifa:

USP lança, a Games for Change, nova aceleradora de jogos do Brasil

O dia 5 de dezembro será marcado como um acontecimento positivo para nossa indústria de games., pois é nessa data que a USP lança sua nova aceleradora de desenvolvimento de jogos de alto impacto social, a Games for Change. A iniciativa será uma subsidiária da G4C Accelerator de Nova York, em parceria com as agências da ONU para drogas e crime – UNODC, para educação, ciência e tecnologia – UNESCO e apoio da Associação Brasileira da Indústria de Jogos, ABRAGAMES.

“A indústria brasileira nascente na área de jogos digitais já se mostrou tão criativa e competente quanto as melhores do mundo em segmentos como aventura, fantasia e simuladores. Mas é óbvio que nosso potencial criativo precisa ser dirigido para a solução de problemas de natureza social, de saúde individual e coletiva, ambiental e cultural”, afirma Gilson Schwartz, que há 10 anos representa a rede Games for Change na América Latina.

A competição Pitch for Change, que faz parte da primeira edição da SPPW – São Paulo Play Week, marca o lançamento da iniciativa no Brasil. A Comissão Julgadora avalia no dia 5 de dezembro, no Centro de Estudos de Negociações Internacionais do Instituto de Relações Internacionais da USP, mais de 20 projetos pré-selecionados nas categorias ideias, protótipos e jogos em desenvolvimento avançado.

“O futuro da economia criativa no Brasil está nas mãos de quem encontrar o ‘mix’ adequado entre competição por mercado e colaboração para a solução de problemas, tanto por meio de jogos digitais quanto analógicos, brinquedos e aplicativos”, completa Schwartz.

Os vencedores terão apoio da Games for Change para levar seus projetos adiante, apresentar os resultados no festival em Nova York em junho de 2020 e atuar intensivamente no mercado internacional com apoio da CAPES, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do Ministério da Educação, que apoia a iniciativa de aproximar o grupo da USP de universidades e centros de pesquisa sobre jogos e economia criativa na Inglaterra, Alemanha, Espanha, Israel e EUA. Mais detalhes e inscrição para o evento aqui.

SERVIÇO: Pitch for Change 2019

Data: 5 de dezembro de 2019

Local: Auditório do Instituto de Relações Internacionais

Líder indígena Kaka Werá fala sobre a concepção do game Karena na ESPM Soul

Se você é apaixonado pela cultura brasileira e gosta de vê-la representada em jogos eletrônicos, fique atento na programação da escola ESPM SP, pois a instituição está promovendo uma roda de discussões e palestras sobre este rico universo. A novidade da vez é que o líder indígena Kaka Werá participa do evento para contar os detalhes da lenda Tupi, que serviu de inspiração para o game Kerena.

Kaka Werá Jecupé é presidente do Instituto Arapongy e teve participação chave para a criação do jogo Kerena. Durante a palestra, o líder indígena falará sobre as lendas e mitos dos indídios que serviram de inspiração para o game. Além de Werá, a mesa de debate sobre o título conta com Saron e Sawara S. S., do Instituto Arapongy, professora do curso de Cinema e Audiovisual, Adriana Sá Moreira, e Vince Vader, professor e pesquisador da ESPM na área de games.

De acordo com a organização, neste ano, serão 161 atividades, que reunirão mais de 280 palestrantes, entre professores da instituição, especialistas e profissionais do mercado. As discussões sobre o universo dos games terão destaque. O ESPM Soul promove entre os dias 12 e 13 uma maratona de atividades do universos dos games, dos negócios, artísticas e culturais gratuita e aberta ao público.

Serviço: ESPM Soul – edição 2019

Debate Game Kerena: Uma Modelagem da Lenda Tupi Guarani – 13/11 – das 14 às 16 horas – Ludoteca, prédio da Biblioteca, 2º andar.

Endereço: Rua Dr. Álvaro Alvim, 123, Vila Mariana

Para conhecer toda a programação do ESPM Soul acesse o site da instituição.

 

Purposyum, Challengers of Justice –  jogo da ONU será lançado na “São Paulo Play Week”

Um dos games que mais devem chamar as atenções durante o evento São Paulo Play Week, a ocorrer em 28/11/2019, é o Purposyum, Challengers of Justice, um game criado pelos alunos da ETEC Parque da Juventude com a mediação de pesquisadores do grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento da USP. Trata-se de um jogo de cartas que coloca os jogadores em um ambiente colaborativo. A ideia é que os jogadores se unam para defender o sistema solar.

Purposyum, Challengers of Justice foi selecionado pela Organização das Nações Unidas para Drogas e Crime (UNODC) em parceria com a UNESCO entre os dez jogos da campanha “Educação para a Justiça”. O motivo para isso é que o game tem um viés social bastante social e impactante. No jogo há uma disputa colaborativa entre planetas que podem se unir para propor soluções que superem os “Desafios da Justiça” e assim evitar a destruição do sistema solar. As soluções propostas são avaliadas pelos jogadores. O macete é que se não houver a resolução de um mínimo de desafios, todos perdem.

Durante a partida, vão surgindo algumas questões como “Salvar a todos ou salvar a mim mesmo?” e “O meu planeta é mais importante que os outros?” que ajudam os participantes a refletir e trabalhar noções e problemas atuais como xenofobia, discursos de ódio, homofobia e porte ilegal de armas.

A ideia do projeto Purposyum, Challengers of Justice ganhou maturidade após Gilson Schwartz, coordenador do grupo “Cidade do Conhecimento” na USP e diretor para América Latina da rede “Games for Change”, convidar alunos da ETEC Parque da Juventude para participar ao longo de 2018 do desenvolvimento do projeto a fim de participar do concurso da ONU, que pedia jogos não-digitais que promovessem a consciência crítica sobre direitos humanos, racismo, porte de armas, guerras, violência de gênero, corrupção, crimes ambientais e respeito às leis.

A participação no São Paulo Play Week serve ao propósito de abrir o projeto à participação de escolas de todo o Brasil, criando cartas com “ícones da justiça” próprias ou até novos jogos que fortaleçam a campanha mundial de “Educação para a Justiça”. De acordo com Schwartz, o evento na USP será uma oportunidade para mobilizar a participação e também para ampliar as fontes de patrocínio e investimento no projeto, por meio de “criptomoedas criativas” (moedas digitais).

“Por meio desse estímulo, veremos que é possível aprender, brincando, sobre justiça, igualdade, diversidade, paz e reconhecimento, estado de direito e tolerância “, disse Gilson Schwartz, coordenador do projeto.

Fotos: Reprodução/TV Globo

Sobre o São Paulo Play Week

O São Paulo Play Week 2019 tem como tema a “Acessibilidade, Diversidade e Justiça” e será realizada em São Paulo, entre os dias 28 de novembro e 8 de dezembro. O evento é conhecido como  o maior evento brasileiro voltado à criação de games, jogos e brinquedos de impactos social e pessoal transformadores, de modo que ele é organizado pela rede mundial “Games for Change” na América Latina em parceria com a ETEC Parque da Juventude e coordenação do grupo de pesquisa “Cidade do Conhecimento” da Universidade de São Paulo (USP). Para saber mais, acesse o site do evento.

Abragames divulga detalhes das Bolsas da Diversidade para a GDC 2020

Já imaginou participar da Game Developers Conference 2020 (GDC), um dos maiores eventos da indústria de jogos digitais da atualidade? Pois é justamente essa a oportunidade que a Abragames, em parceria com a federação Latino-Americana de desenvolvedores de Jogos de Vídeo, irá oferecer através de 10 bolsas scholarships. A ideia é conceder oportunidades aos indivíduos menos representados da indústria.

As inscrições serão abertas em 25 de novembro e devem ser validadas de acordo com os padrões internacionais exigidos pelo programa de Scholarships da GDC e receberá pontuação de acordo com determinados critérios (explicado abaixo). Os scholarships serão distribuídos para os 10 candidatos com maior pontuação e em caso de empate, o contemplado será decidido via sorteio.

Sua inscrição será validada de acordo com os padrões internacionais exigidos pelo programa de Scholarships da Game Developers Conference e receberão pontuação de acordo com a pontuação recebida que é definida em tabela. Os scholarships serão distribuídos para os 10 candidatos com maior pontuação e em caso de empate, o contemplado será decidido via sorteio.

Fatores que serão considerados para a validação:

– Diversidade racial;
– Diversidade de gênero;
– O candidato DEVE ter condições de custear a viagem (Passagem aérea, hospedagem e custos adicionais não estão incluídos no scholarship);
– Tempo de indústria (serão priorizados iniciantes);
– Quantas vezes você já visitou a GDC? (serão priorizados novos participantes).

O scholarship inclui:

Uma credencial “GDC Core + Summits” (valor US$ 2.199). Confira tudo o que essa credencial dá acesso na tabela abaixo ou no link:

Prazo de inscrição:

25 de novembro às 23h59, horário de Brasília
Resultado preliminar dos contemplados:
05 de dezembro

Exigências:

– Ter mais de 18 anos
– Confirmação de que o/a candidato/a pode cobrir os custos e procedimentos da viagem (estadia, visto, passagem aérea, transporte, alimentação, etc.)
– Ser residente, a pelo menos 2 anos, no BRASIL
– Explicar o impacto que o scholarship terá, se obtido (esta pergunta também será pontuada)
– Não ter sido contemplado/a com o Scholarship da Federação Latino-Americana de Desenvolvedores de Jogos de Vídeo, Latam VGF em 2019 (se você ganhou o scholarship, mas não o utilizou – cedendo o espaço para outra pessoa – você está apto/a a aplicar novamente).

IMPORTANTE:

– O bolsista deverá enviar a confirmação de ter passaporte e visto americano válido ou então confirmar a entrada nos processos para retirada desses documentos até dia 15 de dezembro, caso contrário a Associação poderá transferir o scholarship.
– O scholarship da GDC NÃO pode ser vendido ou transferido.