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Eckoblocks – Game inspirado em Minecraft ensina conceitos de sustentabilidade para crianças

Sustentabilidade é a palavra da vez. Ao passo que muita gente desdenha das boas práticas sustentáveis, há uma galera consciente e que não mede esforços para preservar o meio ambiente. Este é o caso do game Eckoblocks, título desenvolvido pelo Movimento Plástico que Transforma, e com inspiração no Minecraft. A ideia é promover o aprendizado sobre a importância da sustentabilidade para jogadores mais jovens.

Eckobocks conta com uma série de desafios que visam trazer conhecimento sobre o meio ambiente desde os primeiros anos de vida. O título foi inspirado no hit Minecraft, pois é um jogo muito amado pelas crianças e adolescentes. A ideia é que as crianças comecem a entender sobre desenvolvimento sustentável desde cedo. O Movimento Plástico Transforma tem por objetivo criar ações que mostrem como o plástico, aliado à tecnologia, à inovação e à responsabilidade, pode trazer inúmeros benefícios para a sociedade.

O título é composto por dois ambientes distintos – cidade e natureza – e os jogadores são estimulados a coletar resíduos recicláveis contemplando diversos tipos de materiais. O objetivo principal é promover o crescimento da cidade de forma sustentável, por meio da administração de recursos. Quanto mais limpa a cidade e a floresta for, melhor.

“Com o Eckoblocks, queremos desenvolver esta consciência na criança, com uma atividade que educa ao mesmo tempo que diverte”, diz Edison Terra, Vice-Presidente Executivo da Braskem. “Trata-se de mais um importante passo de aproximação com a sociedade, uma forma lúdica de evidenciar a relevância do consumo consciente e do descarte correto”, afirma José Ricardo Roriz Coelho, presidente da ABIPLAST.

Eckoblocks é a única versão de Minecraft cujo o foco é estimular atitudes sustentáveis de forma lúdica e educativa. O game é gratuito e está disponível para mobile. Se você quer ensinar valores de sustentabilidade para seus filhos, procure por este game e incentive-o a preservar o meio ambiente. A natureza agradece.

Abaixo tem o trailer de Eckoblocks:

Psikodelya – O jogo mais surreal que você vai ver hoje

Hoje o game é para quem curte aventuras que fogem do comum! Criado pelo estúdio Infinity Green, o game Psikodelya é indicado para quem procura por experiências surreais e um ambiente de jogo fora da caixinha. Conforme o título acusa, o game é inspirado em ambientes psicodélicos, de modo que o jogador vai explorar cenários totalmente fora do comum e será conduzido por sons industriais, dignos de uma viagem lisérgica.

Basicamente você é deixado para explorar uma dimensão psicodélica onde as cores são vibrantes e as coisas simplesmente não parecem reais. Entre árvores cor-de-rosa e portas fluorescentes, você deve explorar esses cenários enquanto resolve puzzles em uma pegada que lembra bastante Myst.

Uma vez que o jogador está em uma viagem surreal, algumas coisas improváveis podem ocorrer com frequência. Uma das dinâmicas mais recorrentes, aliás são os obstáculos que desafiam a gravidade. Cabe ao jogador imergir neste mundo louco e solucionar os enigmas que surgem, mas não pense que a tarefa será fácil em Psikodelya.

Psikodelya foi lançado no início deste mês de agosto e promete uma experiência bem incomum. Tal é o nível de imersão que a equipe de produção impingiu ao game que ele não é recomendado para quem sofre de ataques epilépticos e pessoas que sofrem de vertigem. Para os outros que sempre tiveram curiosidade de entender qual a sensação de uma viagem ácida, mas não tem intenção de usar drogas, este aqui pretende dar uma ideia do que seja.

O título conta tem o objetivo de te fazer questionar a sua sanidade e vencer desafios mesmo com a visão turva. São centenas de coletáveis e easter eggs para você encontrar neste “trippy game”, que já está disponível na Steam.

Abaixo você confere o trailer de Psikodelya:

ABRAGAMES leva comitiva brasileira de desenvolvedores para a Gamescom 2019

Mais uma vez o Brasil estará bem representado no evento Gamescom 2019, o maior evento de games da Europa. De acordo com a ABRAGAMES, Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos, a cidade de Colônia, na Alemanha, receberá nada menos que 21 estúdios brasileiros. Essa delegação é composta por aproximadamente 40 desenvolvedores e produtores, cujo o objetivo é atrair investidores e mostrar a força dos jogos brasileiros em terras estrangeiras.

Entre os produtores que compõem a delegação brasileira na Gamescom estão alguns dos maiores expoentes da atualidade do cenário nacional, como a Aquiris (Horizon Chase Turbo), Hoplon (Heavy Metal Machines), Iziplay (Junk Norris’ Impossible Challenges) e a Southbox (Árida: Backland’s Awakening). Voc/~e pode conferir toda a comitiva no site da Brazil Games.

Além de exibir seus novos jogos, a comitiva brasileira ainda participa de um happy hour com outros produtores da Colômbia e do Chile no dia 21. A expectativa é que novos negócios saiam daí e que o Brasil receba mais reconhecimento dos outros países como um mercado emergente e criativo da indústria de games.

Para quem não conhece, a Gamescom é considerado um dos eventos mais importantes da indústria mundial, sendo que seu viés é mais voltado para a captação de negócios, do que na exibição e anúncio de jogos, como a E3, por exemplo. A ABRAGAMES já realizou outras excursões no passado com resultados positivos para produtores brasileiros.

 

Próxima parada: Japão

Após passar pela Gamescom, parte da comitiva brasileira já começa a arrumar as malas para participar da Tokyo Game Show, o maior evento de games da Ásia. Essa é a primeira vez que desenvolvedores brasileiros vão até o evento, mostrando que nossa indústria caminha a passos largos para o reconhecimento global.

Diferente da Gamescom, a comitiva para a TGS é mais reduzida. De acordo com a organização, a comitiva será composta pelas empresas Bravery Software, Cafundo Creative Studio, Hoplon e a Ludiware Interactive. Todos os produtores estarão localizados no espaço Latin New Stars Area.

Conheça Árida, survival/adventure que se passa no Sertão brasileiro

Hoje vamos falar do primeiro lançamento do estúdio brasileiro Aoca Game Lab. Trata-se Árida, um jogo de aventura e sobrevivência ambientado no sertão brasileiro. Aqui o jogador deve auxiliar explorar ambientes hostis e tentar sobreviver as mazelas da seca nordestina. Você deve reunir recursos e coletar pistas que levem ao paradeiro dos pais da jovem Cícera, a protagonista do game.

Árida é ambientado no século XIX, de modo que o jogador irá se deparar com um ambiente ainda empobrecido e sem quaisquer infraestrutura. Nesse clima seco você deve encontrar Cícera e vivenciar uma jornada de sobrevivência e aventura. Muito da mecânica de jogo envolve reunir recursos, construir utensílios, aprender a utilizar ferramentas e interagir com outros sertanejos.

Para sobreviver, o jogador deve ter à mão equipamentos indispensáveis, como o facão e enxada para obtenção de alimentos, abrir caminho pelo cerrado ou ainda escavar para encontrar água. Outro equipamento importante são as pedras para afiar suas ferramentas. Em alguns momentos Árida faz lembrar o clássico Harvest Moon, afinal existe um sistema de crafting com os itens típicos da região.

Outro elemnto importante em Árida é a interação com NPCs: pessoas mais velhas a vila podem dar conselhos e até abrir novas quests que podem providenciar água e comida para Cícera. O ideal é sempre conversar com as pessoas e explorar a região em busca de novos recursos.

Árida não é apenas um game de sobrevivência, mas também uma forma de despertar o interesse do jogador pela região nordeste e conhecer mais sobre a geografia e a história do lugar. Afinal, o sertão é um lugar único do mundo, repleto de lendas e boas histórias para contar e com um povo forte e guerreiro. Conhecer um pouco dessa cultura, mesmo que pelos videogames é uma experiência encantadora.

De acordo com o estúdio Aoca, Árida: Backland’s Awakening é a primeira de três partes que contam sobre a jornada de Cícera em pleno sertão brasileiro do século XIX. O estúdio foi criado na Bahia e conta com 8 desenvolvedores, que acreditam que jogos eletrônicos são boas ferramentas para contação de história e comunicar valores. Após ver o projeto, temos de concordar. O título chega à Steam em 15 de agosto.

Abaixo tem o trailer de Árida Backland’s Awakening:

Game indie “A Jornada da Graciosa” reconta rota dos exploradores da Serra da Graciosa

Hoje vamos falar de mais um projeto indie bastante ambicioso e que tem tudo para fazer sucesso entre os fãs de jogos eletrônicos! Trata-se de “A Jornada da Graciosa“, um game de aventura e exploração criado pelo estúdio curitibano Hoyt Hoy. O game tenta ilustrar a chegada dos primeiros exploradores pela Serra do Mar Paranaense, em homenagem à sua terra natal.

De acordo com os produtores, “A Jornada da Graciosa” remonta uma era em que a localidade era mística e inexplorada e os homens chegavam pela floresta com bastante desrespeito pela mata, causando alerta na flora e na fauna. A protagonista é a mula guia, que dá nome ao jogo, e que tem uma das histórias mais reconhecidas de todo o Paraná.

Foi a mula Graciosa que descobriu de fato o caminho e, o constante uso de seu nome para indicar a trilha, acabou servindo de base para o nome final “Estrada da Graciosa” e, por fim “Serra da Graciosa”. Assim, o game deve contar com passagens do folclore paranaense e ilustrar ambientes reais da região.

Em “A Jornada da Graciosa” temos um jogo em 3D de aproximadamente 1h, para computador, seguindo o gênero de exploração e sobrevivência, onde o jogador será levado para a mata atlântica e encontrar os desafios de uma mata inexplorada. O diferencial está no caminho de cada cenário que será criado pela mula guia, assim, cabe o jogador se preparar e antever as situações até o caminho ser totalmente revelado. Esses caminhos da jornada irão de pontos famosos até hoje da serra como o Véu da Noiva, a base do Marumbi, o delicado caminho do Cadeado, o rio Nhundiaquara, entre outros pontos históricos e geográficos da serra.

O lançamento do jogo ocorre no dia 14/06/2019 às 19h na Gibiteca de Curitiba. No dia seguinte 15/06 às 14h acontece a Roda de Conversa sobre: Desenvolvimento de Jogos e o Processo de Criação no projeto “A Jornada da Graciosa”. A intenção é aproximar a comunidade de jogadores e os produtores do game para uma conversa divertida e repleta de segredos de bastidores. Para mais informações sobre o nosso jogo e lançamento acesse a página oficial do projeto.

Abaixo você confere o trailer de A Jornada da Graciosa:

Conheça Timo: The Game, o novo lançamento da Webcore Games para mobile

Hoje você vai conhecer Timo: The Game, um Point & Click extremamente premiado e que tem conquistado milhares de fãs em pouco tempo. Basicamente você vai viajar com o personagem que dá nome ao jogo em uma série de mundos fantásticos inspirados em livros de fantasia e usará esses livros para resolver puzzles de diversas maneiras. O título é vencedor do Edital da Spcine K.O. HQ de 2017 e conta com cenários em pixel art estilizados.

No jogo, o personagem Timo mergulha num livro e se vê perdido entre cinco mundos literários. Para que possa voltar ao mundo real, Timo precisa reunir os pedaços de um medalhão mágico que foi quebrado. Assim, ele parte numa aventura para encontrar a saída, desbravando diferentes universos por cada livro que visita. Nesse caminho, Timo encontrará muitos desafios e inimigos, mas também grandes companheiros e aliados.

00O primeiro dos mundos é uma realidade distópica, onde a leitura é coisa do passado e viagens para universos literários são incomuns, nosso protagonista, na companhia de seu pai, tenta sobreviver entre o real e o extraordinário. Os dois primeiros livros compõem a parte gratuita do jogo. Para jogar os outros três livros, o jogador precisa comprar a versão completa do jogo. De acordo com a desenvolvedora Webcore Games, os mundos que compõe Timo: The Game são das temáticas Medieval, Jurássico, Detetive, Fantasia e Pirata.

Com visão por cima, e os gráficos em pixel art, o game lembra bastante clássicos dos 16 bits, tais como a franquia Zelda, sendo que a diferença está na mecânica de jogo, focada no point & click. A aventura de Timo é bastante cativante e os cenários são belíssimos. O game já está disponível para iOS e Android.

Abaixo você confere o trailer de Timo: The Game:

Top 5: acontecimentos que incentivaram a criação de games nacionais

Podemos dizer que o mundo dos games hoje em dia está fervendo e crescendo de maneira extraordinária. Todos os dias vemos os grandes estúdios de criação de games apresentarem incríveis jogos com gráficos ultrarrealistas e mecânica que aproximam os personagens próximos a realidade.

É notável também a força dos produtores independentes, que de certa forma estão bastante encorajados a criar jogos, mesmo que sem grandes recursos financeiros ou um patrocinador. Seja como for, o mercado de games nacional se desenvolveu muito bem.

Mas alguns anos atrás as coisas não eram assim, pois era raro encontrar algum desenvolvedor de games independente, pois apenas os grandes estúdios e distribuidoras lançavam games. Os gamers então passaram por cima e quebraram esse paradigma, e após algum tempo o mercado foi só crescendo e crescendo, como era previsível.

Trouxemos alguns acontecimentos dentro da indústria dos games que ajudaram a evoluir o mercado, assim como podemos ver hoje. Alguns mais recentes, outros nem tanto, confira:

 

5 – Lançamento dos primeiros games indies

 

Ah, os Games Indies! Talvez você desconheça a importância que estes jogos criados por poucas pessoas (ou até mesmo uma) tem sobre o mercado de desenvolvimento de games no mundo e aqui no Brasil.

Os primeiros games independentes foram lançados no início da década de 90, e só ganharam relevância e popularidade com o tempo, chegando hoje em dia a títulos tais como Minecraft, pois acredite, ele foi criado por apenas uma pessoa.

Infelizmente não sabemos exato qual foi o primeiro jogo independente que foi lançado e nem a sua repercussão e aceitação dos players que jogaram, mas sabemos que este incentivou e mostrou que nem sempre é necessário ter grandes recursos para criar um game do zero.

Com certeza foi um bom incentivo para a atual geração de programadores, certo?

 

4- Steam abre portas para os produtores independentes

 

Erinia, um dos primeiros jogos brasileiros de longo alcance.

A Steam é referência na venda de games em mídia digital para PC e possui um catálogo gigante de games e muitos usuários ativos diariamente. Em agosto de 2012, a companhia decidiu apoiar fortemente os programadores e lançou o Steam Greenlight.

Os programadores podem enviar vídeos de algumas partes do jogo que está sendo desenvolvido e o mesmo participará de um processo de votação, se obter votos suficientes ele poderá ser publicado e divulgado dento da plataforma. Apesar da concorrência que o produtor poderá enfrentar, a popularidade da plataforma fala mais alto e ainda incentiva que o desenvolvedor dê o seu máximo e apresente uma boa proposta do jogo que está criando.

Infelizmente o Steam Greenlight  foi substituído pelo Steam Direct, que se tornou uma plataforma paga e cara, mas que produtor não quer ter o seu jogo dentro da Steam?

 

3 – Primeira Game Jam

 

Brasil Game Jam – hoje em dia ela é assim, não lembrando nada a precariedade das primeiras game jams nacionais.

Uma coisa é fato: os Gamers gostam muito e estão participando cada vez mais de eventos, prova disto é a BGS, CCXP, etc..  Apesar destes eventos citados serem apenas de entretenimento, existe uma parte de gamers e desenvolvedores que colocam a mão na massa com o objetivo de criar um game em até 72 horas (ou menos)

Em meados de 2002, um grupo de jovens programadores de games se uniram para criar uma Engine que suportassem várias animações sem comprometer na qualidade e no processamento dos componentes do game. Após o período de desenvolvimento da engine, os desenvolvedores convidaram um pequeno grupo de programadores para que eles criassem vários games com o motor gráfico construído, e assim aconteceu o primeiro evento de Game Jam da história.

 

2 – Lançamento da plataforma itch.io

 

Se você é familiarizado com games indies, provavelmente conhece a plataforma itch.io, lançada em março de 2013, que permite que pequenos desenvolvedores de games publiquem seus jogos independentes para venda e download.  Hoje em dia a plataforma possui mais de 40.000 jogos em seu catálogo e ainda é possível participar de games Jam através dela.

A distribuição do game é um fator muito importante para qualquer programador, pois a plataforma de distribuição pode definir o sucesso ou o fracasso de um game, e com o crescimento e aceitação dos games indie, a itch.io está cada vez mais popular entre os gamers.

Visto que o Steam Greenlight não está mais entre nós, a melhor opção totalmente gratuita para publicação de games fica com a Itch.io

 

1 – Primeira engine comercial

 

A Blender Game Engine era assim.

Outro grande acontecimento que fez com que as pessoas tivessem curiosidade e interesse na criação de games, foi o lançamento da primeiro motor de jogo liberado para a criação de games. E isso se deve pela comodidade que o programador tem, visto que já não é necessário ter um imenso trabalho para criar uma Engine do zero, ela simplesmente já está pronta, simples assim.

Também não se sabe ao certo qual foi a primeira Engine Comercial lançada, mas acreditamos que seja a Blender Game Engine, em que foi lançado o software de código aberto após a falência da empresa, estando disponível para download até nos dias de hoje.

Texto por: Samuel Almeida

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Cube Man, jogo indie brasileiro é prato cheio para quem curte alto desafio

O game de hoje é para quem busca desafio e alta qualidade no meio de tantos jogos independentes. Trata-se do jogo Cube Man, criado pelo desenvolvedor Lucas Kaue, que coloca os jogadores em uma série de fases que misturam os gêneros plataforma e puzzle. Basicamente você deve passar por desafios como serras elétricas, vulcões, estacas etc. Para ser bem sucedido você precisa de agilidade e reflexos rápidos.

Cube Man não esconde suas influências no mega hit Super Meat Boy, afinal, tal como no SMB, aqui o jogador toma o controle de um pequeno homem em formato cúbico que tem por objetivo resgatar seus amigos, que foram sequestrados de maneira misteriosa. Cabe agora desviar de toda sorte de armadilhas e passar pelos diferentes desafios a fim de ser bem sucedido na missão.

O título tem um nível de dificuldade elevado, de modo que jogadores incautos morrerão muitas vezes. É necessário destreza e muita paciência para triunfar. Um dos destaques é que Cube Man tem cores fortes e vibrantes, além de gráficos pixelados bastante trabalhados.

Cube Man ainda não foi lançado oficialmente, de modo que o desenvolvedor tem a previsão de lançar o produto final em meados de 2019. A expectativa é lançar primeiramente na Steam e em algum futuro próximo portá-lo para as plataformas de mesa.

Izotonic Studios vence Game Jam Sky, confira nossa entrevista com os produtores

No último final de semana entre 02 e 03 de fevereiro os desenvolvedores indies do Brasil tiveram um desafio bastante inusitado: criar um game com apenas 1,5 mb. Este era o desafio proposto pela Game Jam Sky, evento promovido pela empresa de TV a cabo, que visava unir o mundo dos games com alguns dos programas que ela transmite (filmes, séries etc). Quem venceu o desafio foi o time da Izotonic Studios, que criou um game casual bem promissor.

A vitória grantiu o prêmio de R$ 5 mil, além da possibilidade de ter o game publicado pela Sky em um futuro próximo. Resolvemos conversar com o Vinicius Yokomizo, sócio-fundador da Izotonic, que nos falou sobre esta game jam e um pouco sobre a história do estúdio.

 

  1. Nos fale sobre e a história da Izotonic Game Studios. Quando surgiu e que games já foram desenvolvidos?

Izotonic: Gostaria de agradecer o convite do “Dolemes” e Luiz! Fundamos o estúdio em meados de 2012, logo após a nossa formação em desenvolvimento de games. Esse ano completaremos 7 anos no mercado de desenvolvimento de games, começamos produzindo alguns jogos simples para vermos as limitações e principais características de cada um da equipe, isso nos possibilitou saber em quanto tempo conseguíamos produzir, começamos a participar também de algumas game jams como SPJam, fomos conquistando alguns clientes ao longo desse tempo, produzimos alguns títulos próprios, como: CMYK, Ikarus, etc. Alguns advergames para Petrobrás, Puma, Zap Imoveis, Zurick Seguros e projetos para área da saúde, como o Mentalplus, onde temos pesquisas e parcerias internacionais.

  1. Como chegou o convite para participar da Game Jam Sky?

Izotonic: Ficamos sabendo da Game Jam através de um grupo de desenvolvedores do whatsapp, logo após isso paramos tudo o que estávamos fazendo para nos inscrevermos na game jam, queríamos mostrar que estávamos todos engajados e totalmente interessados em participar, tanto que enviamos o formulário todos na mesma hora.  Houve uma seleção, levaram em conta diversos pontos, como experiencia, entre outras características.

 

Ikarus, um dos principais games do portfólio da Izotonic Studios.
  1. Qual foi o tema da Game Jam Sky? E assim que foi definido o tema, como foi o processo para definir que game criar em tão pouco tempo?
    Izotonic:
    Na verdade não houve um tema em especifico, mas alguns desafios, o game poderia ter qualquer tema dos parceiros relacionados aos canais deles, filme, serie, desenhos, etc. outro ponto foi que deveria ser um game bem casual, pois o limite para a versão final deveriam ter apenas 1,5 mb. Tínhamos 3 ideias iniciais, escolhemos uma em consenso da equipe.

 

  1. Vocês já participaram de algum evento semelhante? Qual foi o resultado?

Izotonic: A maior parte da equipe já havia participado de game jams, dois dos integrantes participaram a primeira vez Estevam que trabalha com desenvolvimento de modelos 3D e a Mariana artista conceitual, dois dos integrantes Leonardo e Lucas ambos programadores já participaram de game jams como a Game Jam Plus onde foram vencedores regionais em São Paulo, eu e meu sócio já participamos de outras como SPJam, fomos vencedores na edição de 2013, recebemos uma premiação da Nokia. Microsoft Game jam, Facebook Game Jam, Kolks Game Jam, e essa que considero uma das principais nas quais participamos.

  1. Nos fale como é o game que vocês criaram durante o evento. Qual o objetivo, personagens etc.
    Izotonic:
    Desenvolvemos uma Game totalmente focados no engajamento, então partimos do principio trazer uma linguagem simples, Não posso falar muito sobre, devido a alguns requisitos da Game Jam Sky, creio que em breve poderemos falar melhor e com mais detalhes sobre o game, fico muito empolgado e ansioso para falar sobre o game, mas infelizmente por hora não posso.
O jogo Mental Plus é um dos destaques do estúdio.
  1. Qual a diferença entre criar um game por contrato, independente ou durante uma game jam?

 

Izotonic: Desenvolver em si, todos temos o mesmo sentimento, prazer em produzir o que mais adoramos, games! O que muda por exemplo em um game por contrato é que as vezes o roteiro ou a ideia já vem do cliente, nós executamos a ideia, às vezes o prazo pode variar também alguns duram mais tempo outros menos. Creio que o maior desafio na indústria é desenvolver o próprio “indiegame” por completo, agora com o incentivo dos editais essa realidade se torna cada vez mais próxima, desenvolver o próprio game é bem mais emocionante pois você pode focar numa mensagem que você gostaria de passar, ou seguir um estilo de arte, focado em qual público você planeja atingir, etc.

Já numa game Jam as coisas mudam um pouco, as coisas precisam ser um pouco mais precisas, e organização é um ponto bem importante nesse processo, dividir as tarefas para o que cada um é melhor, ou ajudar alguém com dificuldade em alguma tarefa, fora o contato com outros desenvolvedores, e a troca de experiencias que é ótima!

 

  1. Quantas pessoas participaram do projeto?

Izotonic: Gostaria de agradecer muito minha equipe, estavam todos bem engajados, e proativos! Ao todo foram 7 pessoas, Eu (Vinicius) responsável pela direção de arte durante a Game Jam, Rafael C. Garcia meu sócio, responsável pela programação principal do game, Estevam Jannuzzi ficou responsável pela produção de conteúdos para o game junto com a Mariana Honorio. Leonardo Bapstista e Lucas Rocha foram responsáveis por outras partes da programação e também na produção de conteúdo para o game, conseguimos produzir mais de 150 conteúdos para o game, otimizamos tudo para ficar abaixo dos 1,5mb, foi uma superação de todas as equipes da Game Jam, todos estão de parabéns!

 

  1. Alguma chance de o game produzido na Game Jam Sky evoluir para um projeto completo e ser lançado no futuro para as grandes plataformas ?
    Izotonic
    : Sim, estamos conversando com a Sky para ver como iremos prosseguir com o desenvolvimento do Game. Vamos planejar como lançar e também as datas!
  2. Qual a parte mais legal de participar da Game Jam Sky? A Izotonic já participou
    de outros eventos do tipo?

    Izotonic:
    O evento foi muito bem produzido, a Sky está de parabéns, todo o cuidado que eles tiveram com cada desenvolvedor foi perfeita! Achei o desafio a melhor parte
    da game jam, não havíamos feito nada desse tipo em 7 anos. Chegamos no limite da otimização e produzir um conteúdo variado, usando muitas coisas nativas. Já participamos de outras Game Jams, algumas com alguns integrantes da equipe  e outros amigos, mas com a formação completa do estúdio, foi a primeira vez!
  3. Qual a dica que vocês podem dar para desenvolvedores que gostariam de participar de game jams?
    Izotonic:
    Nas Game jams você sempre acaba aprendendo algo novo, ou superando algum desafio, abrindo uma porta em alguma empresa, indicações, e contato com outros Desenvolvedores.

Sobre o estúdio: 

A Izotonic Games é um estúdio brasileiro que nasceu em 2012 com o propósito de desenvolver jogos digitais e soluções interativas de qualidade. Em seu portfólio constam trabalhos realizados para grandes marcas de agência e empresa: jogos casuais, advergames e design 3D oferecidos para plataformas atuais.

Abragames renova a parceria com Apex-Brasil para ações comerciais de jogos brasileiros

O ano de 2018 foi extremamente positivo para as empresas brasileiras de games, pois foi nesta temporada que diversos jogos nacionais alcançaram fama no exterior graças as participações em eventos reconhecidos mundialmente. Para 2019 as perspectivas são ainda melhores, já que a Abragames renovou a continuidade do Projeto Setorial de Exportação Brazilian Game Developers, BGD, com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Apex-Brasil.

“Trata-se de uma parceria que vem melhorando ano a ano como podem mostrar os resultados de presença de empresas no mercado externo e do conjunto de parceiros que o setor de games conseguiu articular em torno do projeto. Esse é um sinal de quão vibrante e promissor tem sido o segmento de desenvolvimento de games no Brasil e sua vocação global”, afirma Christiano Braga, coordenador de Projetos Setoriais de Serviços e Economia Criativa da Apex-Brasil.

A parceria entre a Abragames e a Apex-Brasil visa impulsionar a competitividade internacional dos jogos brasileiros. Para tanto, além de ajudar a promover os jogos em âmbito nacional, ocorrerão as famosas comitivas para levar os jogos brasileiros para os grandes eventos da América do Norte de da Europa.

De acordo com a Abragames, a parceria com a Apex-Brasil está renovada para até 2020. Além disso, o novo convênio prevê ainda apoio individualizado para até 8 empresas, contratação de assessoria e PR Internacional. Neste aspecto as informações ainda são escassas, mas as novidades serão reveladas em breve.

Abaixo estão as ações previstas da Abragames para 2019/2020:

Kidscreen Summit 2019/2020
Onde: Miami, Florida, USA
Quando: Fevereiro

Game Connection America 2019/2020
Onde: São Francisco, Califórnia, USA
Quando: Março

GDC – Game Developers Conference 2019/2020
Onde: São Francisco, Califórnia, USA
Quando: Março

PAX East – Peny Expo Arcade East 2019/2020
Onde: Boston, Massachusetts, USA
Quando: Março

BIG Festival 2019/ 2020
Onde: São Paulo
Quando: Junho

China Joy – China Digital Entertainment Expo and Conference 2019/2020
Onde: Xangai, China
Quando: Agosto

Gamescom 2019/2020
Onde: Gamescom, Colônia, Alemanha
Quando: Agosto

XDS – External Development Summit 2019/2020
Onde: Vancouver, Canadá
Quando: Setembro