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10 dicas de como fazer um game de sucesso para iPhone e Android

Por Rafael Rodrigues, da Aquiris Game Experience

Alguns jogos para iPhone e Android foram sucesso instantâneo de vendas e viraram a coqueluche dos mercados de games. Vários desenvolvedores, principalmente os independentes, esperam criar o próximo “joguinho” e se transformar em milionário da noite para o dia.

Esse cenário só é possível com o surgimento de novos modelos de distribuição de games, aliado à proliferação de ferramentas que tornam a criação de jogos para essas plataformas algo muito simples e democrático de ser feito.

Mas a grande verdade é que essa facilidade pode ser também o caminho para desenvolvedores que estão apenas começando, e querem ter a oportunidade de colocar o seu game no mercado. Passar por todo o processo de criação de um jogo, de seu planejamento até a sua publicação, é uma das grandes maneiras de se ganhar experiência na indústria, e preparar quem está começando para o que está por vir.

Por isso resolvi criar uma lista de dez dicas de sucesso para o desenvolvimento de jogos para essas plataformas. Apenas explicando: essas dicas foram criadas de maneira subjetiva, sem nenhuma análise científica. Elas são frutos apenas da minha observação em jogos que já foram sucesso e que, se não garantir o sucesso, poderão ajudar a pensar em como criar o seu game.

Dicas de como fazer um game de sucesso para iPhone e Android


Acigames e Square Enix promovem concurso de criação de jogos

Uma novidade um tanto inesperada e bem interessante para desenvolvedores de jogos que esperavam uma boa oportunidade para despontar no mercado: a Acigames e a gigante dos RPGs, a Square-Enix, acabaram de firmar uma parceria para a criação de um concurso chamado “Latin America Game Contest”.

Basicamente, os competidores apresentarão seus projetos através de um site definido pela organização do concurso a fim de conquistar alguma verba para seus projetos. Após a análise dos organizadores serão escolhidos os três melhores projetos, que serão julgados por critérios como criatividade, originalidade, diversão, jogabilidade e qualidade do produto final.

Além disso, os vencedores e participantes mais audaciosos poderão ter a oportunidade de trabalhar com a Square como parceiros de desenvolvimento se houver acordo entre as partes. A Acigames irá prestar serviço de auxílio e orientação aos desenvolvedores com o objetivo de melhorar a qualidade de seus produtos.

“O objetivo através do Concurso, é atrair profissionais mais qualificados para a indústria de games da América Latina, resultando no fortalecimento da indústria do jogo e beneficiando toda a economia,” disse Gerson Souza, representante da Square Enix Co. Ltd. no Brasil.

Para participar, os interessados terão de inscrever seus projetos na página do concurso (ainda a ser divulgado) durante todo o mês de agosto. Só poderão participar pessoas e empresas estabilizadas na América Latina. Além disso, os projetos precisam estar nas plataformas Android OS (2.2 ou superior), iOS (4.0 ou superior), Windows Mobile (superior ao 7.1) e jogos para PC baseados em Web Browser.

O gênero dos games ficará a critério dos participantes, a única restrição é comm relação ao idioma, devendo os projetos estar em Português, Inglês ou Espanhol. A primeira colocação embolsa US$ 20,000, o segundo fica com US$ 10,000 e o terceiro com US$ 5,000. Os ganhadores serão anunciados em 31 de outubro.

Detalhes adicionais do 1º Latin America Game Contest deverão ser divulgados durante a feira GameWorld 2012, que ocorre neste final de semana no shopping Frei Caneca em São Paulo. Ficaremos atentos para repassar as novidades a você, leitor do GameReporter.

Conheça o TEC: o Robo, game desenvolvido por ex-alunos da PUC-SP

Depois de ter sua nave danificada, TEC: o Robo fica preso em um planeta desconhecido. Para voltar ao seu planeta de origem, ele precisa reconectar as baterias de sua espaçonave.

O objetivo deste jogo é acender todas as luzes do chão de forma que a sua última posição precisa estar posicionada ao lado da saída. Conforme você progride através dos estágios, o nível de dificuldade aumenta. O game é divido em 3 níveis: fácil, moderado e difícil.

Complete todas as 45 etapas atingindo todos os 3 níveis para ajudar TEC a reiniciar sua nave espacial. Um jogo que instiga sua mente através de caminhos e desafios.

O jogo foi desenvolvido por ex-alunos do Curso de Jogos Digitais da PUC-SP. Fernando Pepe B. Pereira, Marcos Melendez, André Luiz Teodoro e Tiago Casagrande, do Mayness Studios, fazem parte da equipe de desenvolvimento do game TEC: o Robo.

Gostou? Baixe o TEC: o Robo na App Store Brasil. Caso queira conhecer o game, pode também baixar a versão Lite aqui.

Audaciosamente indo onde nenhum desenvolvedor jamais esteve!

Por Renato Degiovani, especial para o GameReporter

Quando propus a questão do jogo sem narrativa embutida, descrita no post “Não, não se trata de criar a Skynet!” estava na verdade fazendo uma provocação ao Arthur Protasio e seus instigantes vídeos sobre narrativa. Todo exercício de raciocínio deve ser levado ao extremo das suas possibilidades, para que deles possamos tirar algum proveito ou aprendizado.

Isso quer dizer que não acredito numa solução para a proposta? Bem, sempre há alguma esperança. E não, não estou dizendo que isso é a salvação da pátria para nenhum jogo ou desenvolvedor. É apenas uma (como tantas outras) importante forma de entender como as coisas funcionam, no mundo da criação. Afinal, todo mundo quer que o seu jogo seja considerado “o” máximo dos máximos, em termos de diversão e entretenimento.

Sempre que entro no modo introspecção analítica e incorporo o caboclo narrativa, tento ir reduzindo as características do “jogo” (jogo aqui no sentido conceitual) até o ponto em que a narrativa embutida tenda a zero. O jogo seria, como já disse, basicamente um sistema de aprendizado.

Se você leitor assistiu ao recente filme Real Steel, no qual um garotinho “treina” o seu robô de luta, está perto de entender o que estou dizendo. No filme, o robô opera em dois modos: luta e aprendizado. No modo aprendizado ele registra e repete todos os movimentos do garoto, ampliando assim a sua base de dados para usar no modo luta. Espero que tenha percebido a sutil diferença entre programar os movimentos do robô e ensiná-lo a movimentar-se.

No início do jogo é como se o jogador estivesse diante de uma página em branco. Ops! A página já é um princípio de narrativa embutida, pois ela define não apenas limites mas o que é possível ou não de ser produzido ou reproduzido nela.

No meu caso, por lidar com jogos de computador, termino (ou começo) sempre numa tela preta, com um cursor piscando no canto inferior esquerdo. Ops! Ok, ok, vamos dar um pequeno desconto aqui, senão teremos que partir para o uso da imaginação como sendo a interface do jogo e ai vai ser preciso mais maionese que o normal, para a viagem.

Na tela preta consigo visualizar o que está por trás: um sistema de aprendizagem, que receberá as orientações de “como fazer”. Mas sem nenhum enredo ou ponto pré definido, que direção o jogador vai tomar? O que ele vai fazer? O que passará pela sua imaginação, naquele instante?

Aposto 100 contra 1 que muitos nesse ponto dirão: isso não tem a menor graça e o jogador vai desligar o monitor ou vai jogar outra coisa (paciência?) ou pior ainda, vai para as redes sociais falar mal do nosso jogo: não tem nada lá, só uma tela preta.

Ótimo isso, pois assim ficamos só uns 3 ou 4 que entenderam o exercício e toparam ir adiante. Então vamos.

A amplitude das possibilidades é tamanha que fica difícil resistir à tentação de impor alguma regra inicial. Se você pensou em medieval, espacial ou segunda guerra, errou feio. Qualquer “tema” desses nos obrigaria a definir inúmeras outras regras e sub regras, mais regras da regra, exceções, etc.

Precisa ser algo mais simples, mais direto e mais objetivo. O que nos sugere a página em branco? Ou o monitor com a tela preta? Como tirar algo do nada e que seja ao mesmo tempo instigante e divertido? Estamos no km zero da estrada e o que vier à frente é lucro.

Difícil? Complicado? Impossível? Quer pensar mais um pouco antes de prosseguir? Eu espero. Assim, quem sabe a gente sai um pouco do campo das especulações e entra no campo da experimentação prática.

Enquanto isso não acontece…

É aqui que eu disse anteriormente que (ainda) não tinha encontrado uma solução que me agradasse realmente, mas alguns indícios apontam em uma das possíveis direções. Pelo que me recordo, as poucas vezes em que estive diante da página em branco, digo, do monitor preto, (filosoficamente falando) foi quando iniciei a criação de um jogo.

Mais até do que o resultado final, o processo de construção do jogo foi pra lá de divertido. E realmente foi uma partida do zero, sem ter muitas definições ou amarras. Afinal, tudo o que foi definido e estabelecido (narrativa embutida) foi feito depois de iniciado o processo e portanto criar a narrativa embutida fez parte da narrativa emergente (fala a verdade, você não esperava por essa, não é mesmo?).

Mas, mas, mas… Criar um jogo não é jogar. Jogar é essencialmente competir (consigo mesmo, com o computador ou com outros jogadores).

Será mesmo? Não? Não mesmo? Já ouviu falar em Global Game Jam? Subverti as regras? Mudei o paradigma? Trapaceei? Bem, James T. Kirk fez o mesmo no teste do Kobayashi Maru e…

Alguns motivos para não trabalhar na indústria de games

Muita gente quer entrar na indústria de jogos, muito se fala de como é legal trabalhar com aquilo que se ama e como deve ser divertido passar da posição de jogador para gamedev.

Será? Nem tudo são rosas. O site Dorklyst publicou uma lista de sete razões pelas quais você NÃO quer trabalhar na indústria de videogames.

Entre os motivos estão “você não vai trabalhar em um game que você gosta” até “as pessoas não entenderão o que você faz”, passando pelo clássico “os fãs atacarão você por qualquer motivo”.

O artigo é interessante e aborda pontos de vista diferentes. Mas, será que é tão ruim assim? Comente?

:: 7 razões pelas quais você não quer trabalhar na indústria de games

Inscrições para primeiro campeonato G4C terminam em outubro

A Universidade de São Paulo está realizando o primeiro concurso de jogos digitais voltados para a promoção de transformações sociais, e as inscrições já estão abertas.

Essa é a primeira edição do “Games for Change” na América Latina, um campeonato com objetivo de promover a pesquisa, criação e aplicação de videogmaes com potencial de transformar a sociedade.

São três categorias: playground, engenho e brincriação. As inscrições para as duas primeiras vai até o dia 31 de outubro, e para a terceira, até o dia 11 de novembro. O regulamento que detalha as exigências de cada uma delas está disponível no site do G4C.

Alguém aqui participará?

Um panorama sobre o desenvolvimento de games para iPhone

Vitor Almeida da Silva, do site VSoftGames, publicou ontem um artigo interessante em que aborda um pouco o desenvolvimento de jogos para iOS (o sistema do iPhone, iPod touch e iPad).

A ideia é que o artigo dê um panorama atual do mercado de games para o portátil a quem quer que esteja pensando em começar a desenvolver pela plataforma.

Como pano de fundo, Vitor usou o aprendizado da MyPlay Mobil, empresa em que trabalha, que criou nove projetos para o portátil, e ainda cita cases de sucesso como o famoso Angry Birds.

:: Leitura altamente recomendada

Gamedevs planejam viabilizar o primeiro Encontro Brasileiro de Game Developers (EBGD)

Adoramos iniciativas para a criação de eventos. Foi assim com o catarinense Gamevicio, que vocês acompanharam desde o começo aqui no GR, e esperamos que este que falaremos agora também vingue.

Um grupo de gamedevs está tentando tornar real o primeiro Encontro Brasileiro de Game Developers (EBGD), um encontro sem a cara acadêmica, mas que promova a troca de ideias e ensinamentos que possam ser aplicados a indústria.

Por enquanto, o que os organizadores precisam é divulgação entre quem já trabalha com jogos, mesmo de forma independente. É o seu caso? Preencha o formulário criado. Trabalha em um estúdio? Passe para seus colegas.

O formulário é curto, apenas quatro perguntas, e pode render no futuro próximo a viabilização de um novo tipo de evento por aqui. Estamos torcendo!

Kit de desenvolvimento oficial de Kinect para Windows é confirmado

O kit oficial de desenvolvimento do Kinect para as plataformas Windows deve ser disponibilizado pela Microsoft em breve.

O SDK permitirá utilizar as capacidades de reconhecimento do aparelho em softwares para computadores pessoais equipados com Windows, algo que não é novidade graças ao esforço de hackers dedicados.

A novidade aqui é que a solução agora será oficial e, para a alegria geral da nação dev, gratuita. O projeto colaborativo entre a Microsoft e a Interactive Entertainment Business resultará em um SDK não comercial, mas não deve demorar até que uma solução voltada para a indústria apareça oficialmente. Será?

[Via Joystiq]

Campeonato de desenvolvimento indie acontece no fim de semana

O professor Bruno Campagnolo de Paula, da PUCPR, entrou em contato conosco para avisar que a próxima edição do Global Game Jam acontece neste fim de semana.

O evento organizado mundialmente coloca equipes de desenvolvimento independentes trabalhando em um game em apenas 48 horas, com temática a ser definida no local.

Segundo Bruno, o evento acontecerá em mais de 40 países. Para se ter uma idéia, na edição do ano passado foram 4000 participantes, em 140 locais, gerando 900 jogos. Espera-se que este ano sejam mais de 5 mil desenvolvedores, espalhados em 170 lugares e rendendo cerca de 1.000 jogos.

A PUC do Paraná é uma das maiores sedes mundiais, com 100 vagas. O evento começa às 17 horas da sexta-feira, com uma palestra de Keita Takahashi, criador de Katamari Damacy, que será transmitida para todas as sedes. Acaba no domingo às 17 horas, com a apresentação dos resultados obtidos.

Mais informações sobre o Global Game Jam podem ser obtidas no site do evento. No site criado para a divulgação do GGJ em Curitiba a informação é que as inscrições estão encerradas. Porém, o professor Bruno contou que existe uma lista de espera que encaixará participantes em vagas que não forem confirmadas ainda hoje.

E aí, algum leitor nosso participará?