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Startando e GameReporter: abrindo portas para os games independentes

Nestes dez anos de atuação do GameReporter (sim, este ano fazemos 10 anos) sempre buscamos apresentar aquilo que há de melhor no mundo dos games, buscando trazer informações e também destacar oportunidades para nossos usuários.

E foi assim que nós chegamos até o Startando, plataforma de crowdfunding (financiamento coletivo), que é o mais novo parceiro do site. Para quem não conhece, o crowdfunding é um instrumento onde você pode lançar uma campanha para arrecadar os recursos necessários para desenvolver um trabalho através de contribuições financeiras e , em troca, oferece recompensas para quem apoiar sua campanha.

É uma excelente oportunidade para estúdios e desenvolvedores de games independentes tirarem aquele projeto da gaveta. E o melhor, além de você ter a oportunidade de levantar capital para o seu projeto relacionado a games, você recebe todo o suporte na comunicação da campanha tanto por parte do Startando quanto por parte do GameReporter.

Os usuários do Game Reporter que inscreverem seus projetos no Startando e indicarem que são nossos leitores irão receber um atendimento personalizado para elaboração da campanha, serão destaque na plataforma e terão matérias publicadas aqui no GameReporter. É sua chance de transformar uma boa ideia em um grande projeto.

E fiquem atentos, muitas novidades estão por vir. Essa parceria promete abrir muitas portas para os games independentes.

Para conhecerem um pouco mais do Startando, acessem o site.

Como funciona o Startando?

Jogo de tabuleiro Caçadores da Galáxia alcança arrecadação em tempo recorde no Kickante

Há menos de um mês a equipe da Histeria Games, em parceria com o desenvolvedor Daniel Alves e a Taberna do Dragão, lançou o projeto Caçadores da Galáxia, um game de tabuleiro  focado em estratégia com elementos de RPG. Pois bem, o projeto esteve em fase de arrecadação de fundos no site Kickante, mas para surpresa dos desenvolvedores, o jogo conseguiu um feito incrível.

Em apenas meia hora em que esteve no ar a campanha arrecadou todo o valor solicitado, ou seja, os R$ 25 mil. Atualmente o game está com mais de R$ 98 mil arrecadados, isto significa que o time de desenvolvimento pode adicionar coisas ao jogo. Vale lembrar que a campanha fica no ar por 60 dias.

Caçadores da Galáxia tem ambientação futurista, apresentando diversos robôs e batalhas colossais. O diferencial entre este jogo e demais de tabuleiro é que a mecânica deste baseia-se em estratégia, de modo que durante os turnos o jogador deve gerenciar recursos e possuir ótimo planejamento. O fator sorte é praticamente deixado de lado aqui.

“Dezenas de testes foram realizados com gamers especialistas e críticos de diversas regiões do país. Regras foram desenvolvidas de forma meticulosa, tornando o jogo equilibrado e possibilitando a execução de diferentes estratégias para vencer. Além disso, agregamos ao Caçadores peças idealizadas com olhares cuidadosos e criativos de designer, aliando produção visual e gráfica de alta qualidade”, disse Daniel Alves.

No breve enredo, estamos em um futuro distópico em que vários planetas estão arruinados pelos erros de megacorporações. Tais empresas empregam robôs gigantes como armas de guerra em planetas pacíficos. Eis que surge a oportunidade para sujeitos ousados tornarem-se Caçadores da Galáxia, e é aí que o jogador entra na história. Seu dever é batalhar contra outros caçadores e garantir os recursos naturais dos planetas que estão em disputa.

“A proposta é nobre e as expectativas estão altíssimas! Contando com o apoio de muitos jogadores e amigos, conseguimos aprimorar o jogo ao longo do tempo de desenvolvimento, e agora, a promessa é levar à casa dos interessados, muita diversão e estratégia, meio às grandiosas batalhas na Galáxia. De antemão, agradecemos a importante contribuição de todos”, explica o desenvolvedor.

Vale lembrar que o jogo é fruto da mente de Daniel Alves, um dos criadores do sucesso Masmorra de Dados. Para mais informações, basta acessar a página da campanha.

Caçadores da Galáxia

Games for Change seleciona projetos para receber investimentos

Durante os dias 6 e 7 de dezembro, realizou-se na PUC-SP a 4º edição do Games For Change, o evento mundial que visa apresentar projetos sociais ligados aos jogos eletrônicos. Com o apoio do Broota, plataforma pioneira de equity crowdfunding de startups no Brasil, o evento agora seleciona projetos protótipos para receber investimentos e ajudar a tirar as melhores ideias do papel.

Com o tema “Gamificando a Internet das Coisas”, o evento promoveu o pitching “Games e apps Gamificados”, no qual foram apresentados projetos e protótipos com potencial para fortalecer uma internet lúdica, a fim de resolver problemas e transformar o mundo de maneira prática e benéfica. Mais de 15 projetos foram apresentados e divididos entre “ideias-semente”, “incubação” e “aceleração de protótipos”, pela comissão julgadora.

Os grandes vencedores na categoria ideia-semente foram os jogos Think&Play, um projeto educativo sobre política; e o Projeto #AJogada, movimento pela gamificação da cultura de escritório. Já na categoria protótipo, os escolhidos foram GameSquare, plataforma para games em praça pública, e Deborah Game, para ensino de História da Contabilidade. Os projetos selecionados foram encaminhados para a plataforma do Broota, onde irão se preparar para receber investimentos financeiros e mentoria.

“Ficamos muito contentes de participar do evento. O Broota desenvolveu uma ferramenta específica para os jurados e parceiros do Games For Change avaliarem os projetos e agora eles poderão acompanhar o progresso dos selecionados pela plataforma do Broota, que ainda poderá ser usada para captar investimentos, assim que os projetos estiverem mais maduros. Reforçamos nossa crença na força dos jogos para a transformação social e já estamos ansiosos para o próximo ano, quando pretendemos colocar em prática as inúmeras iniciativas que surgiram como desdobramento dessa edição”, disse Frederico Rizzo, fundador do Broota.

Os jogadores podem conhecer esses jogos e ajudar na campanha de arrecadação de valores através do site Broota.

Além da Vida: CR Game Studio lança projeto no Catarse

Além da Vida é um projeto brasileiro que busca financiamento no site de crowdfunding Catarse. Seu grande trunfo para conquistar a simpatia dos jogadores é sua premissa baseada em espiritismo e uma história comovente. Na trama, o jogador assume o papel de um espírito recém-chegado aos portões do paraíso que estão fechados e não o permitem adentrar por causa de sua vida terrena desregrada.

A partir daí, o personagem sai em busca de redenção em uma jornada de autodescobrimento e enfrentando a si mesmo em um mundo abstrato. De acordo com a desenvolvedora, o game baseia-se em escolhas pessoais que irão definir o desfecho da aventura. Além disso, o título buscou inspiração no elogiado Journey do Playstation 3.

O game é em 3º pessoa está em desenvolvimento exclusivamente para PC e deve ser lançado pela Steam com suporte aos idiomas português e inglês. Um ponto interessante é que o game não possui inimigos espalhados pelo cenário e não há meios em que o personagem possa morrer. Além da Vida terá diversos puzzles a serem resolvidos e de forma geral o título será bastante linear, porém com decisões a serem tomadas ao final das fases.

O game é fruto dos esforços do C.R Game Studio, um estúdio independente que conta atualmente com 7 jogos publicados, todos para a plataforma Mobile/Android. A meta de arrecadação é de R$ 15 mil. Quando lançado o game será pago, porém os contribuintes durante a fase de crowdfunding terão direito ao game gratuitamente. Mais informações, descrição e imagens do game estão disponíveis no site da campanha.

Abaixo está o trailer do game Além da Vida:

You Are Surrounded: game de zumbis inovador criado por brasileiro

You Are Surrounded

Os zumbis estão em alta mesmo! Se você curte games de zumbi, fique de olho no título You Are Surrounded um projeto desenvolvido para plataformas iOS e Android que promete mudar os conceitos de como deve ser um survival horror. O game é outra aposta do game designer brasileiro Renan Reis da Lucid Dreaming, que já apareceu por essas páginas com Gritar Hero e na final do Square-Enix Latin America Game Contest.

Sobre o jogo: A ação é em primeira pessoa e a grande sacada é que os produtores priorizaram o uso do sensor de movimentos dos smartphones e tablets. O objetivo foi dar a habilidade do jogo interagir com o ambiente rotacionando o gadget em 360º. Basicamente o jogador mira seus alvos em tempo e forma real, simplesmente movendo o gadget para cima ou para baixo. A equipe de desenvolvimento tencionou colocar o jogador num apocalipse zumbi, literalmente.

Outra funcionalidade bem interessante que faz uso do sensor de movimentos é a possibilidade de o jogador desviar das mordidas dos zumbis apenas movimentando-se na vida real, isso também é utilizado para movimentar-se nos cenários. You Are Surrounded descarta o uso de qualquer controle virtual, tudo pode ser feito apenas com os sensores de seu gadget. Em relação ao game em si, você faz muito do que já deve ter visto em outros survival horror, ou seja, resolve puzzles, explora salas sombias, coleciona itens e elimina os zumbis.

Nos aspectos técnicos, o jogo também promete inovação graças a gráficos realistas. De acordo com o desenvolvedor, foi utilizada uma tecnologia de otimização gráfica inspirada na franquia Call of Duty. A finalidade foi driblar as limitações de hardware dos smartphones e tablets.

O projeto ainda não foi lançado, pois precisa de uma ajudinha dos jogadores. O responsável pelo game colocou o projeto no site Indie Go Go, uma página de crowdfunding. A meta é conseguir US$ 72 mil para viabilizar a produção. Como trunfo para alcançar tal objetivo os produtores enaltecem o uso inovador dos sensores de movimento e a o respeito por obras que envolvem zumbis. “O gameplay causa panic como em Resident Evil 4 e medo como em Resident Evil 2”, diz o anúncio no Indie Gogo.

Abaixo você confere o vídeo de apresentação do projeto e a reação de alguns jogadores ao testar o You Are Surrounded:

Conheça e ajude a fundar o AL Project: uma HQ interativa

Al Project

De 28 de janeiro à 02 de fevereiro de 2013 aconteceu em São Paulo no Espaço Anhembi a sexta edição da Campus Party e estive novamente acampado por lá.

Ao me sentar para assistir a primeira palestra no palco de games conectei meu computador e acessei um link que um amigo me enviou via GTalk. Ao fazer isso, uma pessoa educadamente me chama para perguntar como fiquei sabendo deste site que tinha acabado de abrir.

E foi assim que conheci Demétrio Dias Soares e sua HQ interativa, o AL Project e aproveitei a oportunidade de estarmos na Campus Party para fazer uma entrevista com ele.

1 – Qual seu nome, idade, formação?

Meu nome é Demetrio Dias Soares, tenho 26 anos e sou formado em Sistemas de Informação.


2  O AL Project é seu primeiro projeto relacionado com games?

Na verdade não. Meu primeiro projeto de game propriamente dito foi meu trabalho de conclusão de curso na faculdade em 2007, desenvolvi um RPG baseado em turnos para a plataforma JME (Java mobile), depois disso criei vários projetos pessoais, alguns sozinho e outros com amigos, e em meados de 2011 publiquei a minha primeira hq/game num formato parecido com o AL Project, a já extinta série Geek Boy.


3  O que te motivou a tirar essa ideia do papel?

A paixão por games é com certeza o maior combustível para publicar algo como o AL Project. No cenário atual um projeto indie como ele ainda tem poucas chances de realmente se destacar no mercado, e gerar lucro de alguma forma. Portanto a principal razão é de realmente fazer algo que eu gostaria de ver publicado. Antes de iniciar qualquer tipo de desenvolvimento, eu já era apaixonado pela idéia, e essa paixão que conta na hora de perseverar diante dos desafios do desenvolvimento independente.


4 – Quais tecnologias (eg. softwares e linguagem de programação) foram usados para fazer o game?

O game foi todo produzido utilizando a plataforma de desenvolvimento Adobe Flash, sem o uso de frameworks específicos e a linguagem utilizada foi o ActionSript 2.


5 – Quais foram suas influências e referências pra fazer a arte e a história deste game?

As influências são muitas, tanto de games como de quadrinhos, filmes e séries, mas as principais que me inspiraram bastante foram Metal Gear Solid, Resident Evil e o recente game da série The Walking Dead.

6 – Você já sabe quantos capítulos terão a história completa?

Para a primeira “temporada” que fecha o primeiro ciclo da história, serão 6 capítulos. O enredo foi concebido para ter três ciclos como esse que fecham a saga por completo. A história já está definida, mas o roteiro dos dois ciclos seguintes ainda não foi escrito. Portanto não dá para afirmar quantos episódios terão cada ciclo (ou “temporada”).

7 – Atualmente, seu trabalho “principal” é desenvolvedor de games?

Mais ou menos. Eu atuo como desenvolvedor de aplicações web empresariais acerca de 5 anos, mas para viabilizar a produção do AL, fiz uma reserva financeira no último ano, e no final de 2012 saí do emprego para me dedicar ao projeto. Finalizado esse primeiro capítulo, estou agora na segunda parte do meu plano que consiste em conseguir apoio coletivo utilizando o sistema de crowdfunding do site catarse, onde o projeto está atualmente cadastrado www.catarse.me/al e dessa forma planejo financiar a produção da primeira temporada completa.


8 – A trilha sonora do AL Project foi feita pelo Thiago Adamo (também conhecido por PXL DJ). Como foi o processo criativo desta trilha?

Eu mostrei o projeto sem som para o Thiago, pedindo dicas de sites onde eu poderia conseguir baixar temas gratuitos para utilizar. E assim que ele conheceu, gostou da idéia do projeto e se ofereceu para criar a trilha sonora (imagine minha alegria nesse momento). Trabalhar com ele foi incrível, ele conseguiu – num curto espaço de tempo – capturar a idéia passada pelas imagens e produzir uma trilha sonora com uma identidade única, e perfeita para criar a atmosfera do game. A experiência dele tem sido crucial para a boa aceitação do projeto.


9 – Como está sendo o recebimento do 1o capítulo do seu game?

Estou tendo feedbacks muito positivos até o momento, apesar da plataforma flash sofrer um certo preconceito por algumas pessoas, a experiência de jogo, o enredo, e a idéia de misturar HQ com games tem sido bem aceitas. Atualmente é difícil chamar atenção para projetos como esse, mas dentro das nossas metas o resultado está sendo positivo.

10 – Você foi na Campus Party desse ano, correto? O que você achou do evento? Como ele te ajudou, tanto em conhecimentos técnicos como na divulgação do seu trabalho e em networking?

Foi minha primeira Campus Party, e agora posso dizer sem dúvida que não falto mais em nenhuma. É um evento obrigatório para todo mundo que trabalha, empreende ou somente curte tecnologia e internet em geral. Me senti dentro de outro universo, extremamente rico em possibilidades. Fiz contatos valiosos, aprendi muito e peguei dicas importantes de estudos e e conselhos sobre rumos a traçar a partir de agora, além de ter feito boas novas amizades. Essa entrevista mesmo é fruto dos bons contatos que fiz no evento. A Campus Party foi realmente incrível.

Conhecendo o AL Project from Demetrio Dias on Vimeo.

Universe Project: o projeto de game mais ambicioso da história

universe project

Sabe aquelas ideias loucas e futuristas de viver na Matrix? Aquela ideia que já deve ter passado por todo gamer de criar um avatar e fazer o que quiser com ele num mundo virtual? Ter um game que pudesse ser jogado como um game de luta, ou um RPG, ou um gerenciador de construções ao mesmo tempo? Está na hora de conhecer o Universe Project.

Se você joga videogames certamente já pensou que seria o máximo ter um jogo que o deixasse fazer o que quisesse, certo? Candidatos ao posto de “vida alternativa” não faltaram ao longo dos anos, vide The Sims e Second Life que, diga-se de passagem, fizeram muito barulho por aí.

Mas o fato é que um game que permitisse liberdade irrestrita ao jogador parecia muito longe de ser criado, até agora. Um grupo de desenvolvedores decidiu colocar em prática a ideia de criar um universo virtual. Para eles, um game assim só surgiria em mil anos, porém pode ser feito hoje se tiver pessoas dedicadas e recursos necessários.

Conheça o Universe Project

Apelidado de Universe Project, o game promete se tornar uma verdadeira realidade virtual alternativa para todos os jogadores e poderá ser jogado em qualquer plataforma, seja ela PC, consoles, tablets ou smartphones.  Além disso, cada personagem do game será controlado por uma pessoa real, ou seja, nada de NPCs (personagem não jogável).

O game será um gigantesco MMO com um mundo do tamanho do planeta Terra. Os jogadores podem construir suas próprias cidades, plantar coisas, roubar outros jogadores, criar exércitos, enfim, viver uma vida alternativa dentro do jogo, sem que haja leis ou impedimentos para fazer o que sempre quis.

O problema é que um game desse tamanho ainda não existe, e sequer está no forno. A obra demanda recursos financeiros que esses desenvolvedores ainda não têm. Por isso eles planejam lançar uma campanha de crowdfunding para arrecadar a grana necessária para iniciar o processo de desenvolvimento. A meta planejada ainda não foi informada. Os investidores interessados devem mandar seus e-mails no site  da (pré) campanha . De acordo com o site, os futuros doadores na campanha serão contemplados com desconto na hora de comprar o produto final.

Se o projeto vingar e for bem executado, tem tudo para se tornar uma boa razão para abandonar sua vida social. Porém, até que a verba seja garantida, vamos esperar para ver no que vai dar. Abaixo você confere o vídeo da campanha que explica melhor como o game funciona e o plano traçado pelos desenvolvedores:

Miris Studio precisa de apoio para o projeto Keep of Indra. Vamos ajudar?

Keep of Indra

Hoje vamos voltar a falar do Miris Studios, o estúdio brasileiro responsável pelo game Shadow of a Pirate. Se você não viu o jogo, poderá jogar a demo aqui. Porém desta vez vamos falar sobre o outro projeto do estúdio que precisa do apoio da comunidade gamer para sair do papel.

Keep of Indra é o atual projeto da equipe, com previsão de lançamento para novembro de 2012. Em poucas palavras, trata-se de um jogo com elementos de estratégia e ação destinado a dispositivos mobile (a princípio apenas para Android e posteriormente para iOS).

Você deve assumir o controle de um aprendiz de mago que precisa descer todos os andares de uma grande torre numa montanha a fim de restaurar a magia que havia desaparecido do mundo sem qualquer motivo aparente.

Durante a descida, o jovem mago confronta vários monstros e armadilhas. Felizmente, para nosso herói, nem tudo é problemática: ao derrotar alguns inimigos ele ganha habilidades especiais que o ajudarão a continuar a descida. Cabe ao jogador utilizar essas habilidades nas horas mais apropriadas.

Como o game ainda é um projeto e o Miris Studio é uma produtora pequena e com poucos recursos, o game Keep of Indra precisa de investimento para ser lançado ainda em novembro. Como é difícil achar um investidor, o pessoal do Miris resolveu colocar o projeto em um site de crowdfunding chamado Catarse.

A ideia é que jogadores e potenciais interessados façam contribuições até que o game possa ser lançado. Os jogadores poderão doar qualquer quantia até o dia 1 de novembro. Caso a meta não seja alcançada, os valores arrecadados serão devolvidos aos jogadores e o game fatalmente será adiado para o ano que vêm com diversos cortes da versão planejada.

O game já está em campanha no Catarse, com meta de R$ 9.769,00, restando pouco mais de 20 dias até o fim da campanha. Na própria página do Catarse os jogadores têm acesso a mais informações sobre o projeto, além disso, a equipe disponibilizou um e-mail (miris@mirirsstudio.com) para esclarecer dúvidas dos investidores.

E você, apoiaria um projeto nacional?

Confira abaixo o vídeo do projeto abaixo, no Vimeo:

Keep Of Indra – Vídeo Campanha Catarse from Miris Studio on Vimeo.

Conheça o OUYA, o console de US$ 99,00 que promete mudar o mercado de games

OUYA
Antes de falar sobre esta notícia, gostaria de fazer uma introdução sobre o Kickstarter: um site de crowdfunding, onde as pessoas, por meio de doações em dinheiro, ajudam a viabilizar projetos dos mais diversos tipos, desde video-games até óculos escuros. Uma quantia mínima estipulada é colocada como meta e conta com o prazo de 30 dias para que seja alcançada. Quem estiver interessado, poderá fazer sua doação e de acordo com a quantia doada, alguns projetos oferecem recompensas especiais, por exemplo, um par de óculos escuros para doações superiores a 100 dólares. Para saber mais sobre o Kickstarter, acesse a página de perguntas e respostas sobre o site.

Lançado em 10 de julho deste ano (2012), o Kickstarter de um console chamado OUYA está atraindo muita atenção da mídia especializada em videogames. O motivo desse interesse aconteceu devido à proposta do OUYA: ser um console “de mesa” baseado em Android, totalmente aberto para modificação e desenvolvimento e que seja também uma plataforma simples de publicação de jogos independentes. Outro grande motivo para essa “polêmica” é seu preço estipulado de venda de US$ 99,00.

A quantia mínima necessária para viabilizar esse projeto é de US$ 950.000,00 e essa meta foi alcançada em pouco mais de 8 horas de acordo com o site Engadget ,representando a maior quantia arrecada em um primeiro dia, conforme informado pelo próprio Kickstarter. Ao final do período de captação de recursos, o OUYA atingiu a incrível marca de 63.416 apoiadores e uma quantia arrecadada de US$ 8.596.475,00.

Diversos nomes de peso da indústria se pronunciaram sobre este projeto; dentre eles, desenvolvedores independentes como: Edmund McMillen do Team Meat, um dos criadores do Super Meat Boy; Markus Persson, ou @Notch, criador de Minecraft; Nathan Fouts, responsável pelo jogo Serious Sam Double D XXL, dentre outros.
Nessa matéria em inglês, do Joystiq, você pode conferir o que esses e outros desenvolvedores indies disseram sobre o OUYA.

Um dos responsáveis pelo design do console é Yves Behar. Além de renomado designer de produto, é criador de diversos produtos famosos, dentre eles a lâmpada em folha Leaf lamp, a linha de fones e alto-falantes Jawbone e pelo XO, o notebook de menos de 100 dólares que fazia parte da campanha de distribuição de um laptop por criança. Adicionalmente, Yves já participou duas vezes do TED: em um deles apresenta uma motocicleta com motor elétrica que montou juntamente de um engenheiro, e no outro, Yves fala sobre seu processo de criação e de como trabalha de forma que seus produtos contem suas histórias através de seus designs.

As especificações técnicas do hardware são:

  • Processador Tegra3 quad-core.
  • 1GB RAM
  • 8GB de memória flash interna.
  • Conexão HDMI para a TV, incluindo suporte a 1080p HD.
  • WiFi 802.11 b/g/n
  • Bluetooth LE 4.0
  • Uma Entrada USB 2.0.
  • Controle wireless com botões “padrão” (dois analógicos, um D-Pad, oito botões de ação e um botão de sistema), um touchpad.
  • Android 4.0.
  • Saída Ethernet.
Até o momento, as principais empresas que anunciaram interesse em lançar jogos para o OUYA são: Square Enix (lançando Final Fantasy III), Namco Bandai (inclusive você pode comentar no Facebook da Namco Bandai sobre qual jogo gostaria de ver no OUYA), U4iARobotoki (com o prequel do jogo Human Element que será lançado em 2015). O OUYA também firmou parceria com diversos serviços como TwitchTV, TuneIn, OnLiveXBMC, Plex, entre outros.

Sinceramente, acredito que o OUYA  repercurta em buzz da mídia, devido à proximidade com sua comunidade de desenvolvedores e gamers. Afinal de contas, é um console que está prestes a nascer e conta com mais de 60.000 membros fundadores que arrecadaram juntos mais de 8,5 milhões de dólares. Esse projeto pode ser considerado um ótimo exemplo da definição de crowdfunding: colaboração financeira em conjunto para financiar um objetivo em comum. Naturalmente que com essa quantidade de apoiadores haja uma pressão proporcional para se obter um produto de qualidade. Ainda mais com um projeto dessa dimensão, que além de desafiar os líderes da indústria promete mudar o mercado de games como nós o conhecemos.

Caso seu inglês esteja em dia, vale a pena conferir o post no Reddit feito pela Julie Uhrman, CEO da empresa OUYA (nome homônimo do console). Julie fez um post intitulado de AMA (do inglês Ask Me Anything) que teve mais de 450 mensagens, onde os usuários e apoiadores do projeto tiveram uma excelente oportunidade de questionar os responsáveis pelo console que estão ajudando a fundar.

Para saber mais sobre o OUYA, veja o vídeo abaixo e nos fale o que você achou. Você pode também seguir o perfil no twitterFacebookGoogle Plus entre outras redes sociais.

E caso você queira saber ainda mais sobre o projeto, acesse o Kickstarter do OUYA . =)

Projeto brasileiro pede apoio de gamers

Noticiamos aqui no GR, há pouco tempo, o side-scroller indie brazuca “A Luz da Escuridão”. Agora, o gamedev Fernando Rabello, responsável pelo título, retomou o contato conosco para pedir uma força em uma campanha de apoio que está sendo conduzida a partir do site Kickstarter.

O site de crowdfunding permite que usuários colaborem com doações, e em troca recebam recompensas que vão de papéis de parede exclusivos (para quem doar US$ 1) até um logo na tela de abertura do game (para quem colaborar com US$ 400+). A campanha tem duração de 40 dias (faltam alguns dias agora) e dos US$ 22 mil pretendidos, quase US$ 5 mil já foram alcançados.

O game está sendo desenvolvido para PC e Mac, e há planos para que seja adaptado também para iPhone e Android. No enredo, duas culturas opostas – uma da luz e outra da escuridão – vivem em conflito, impulsionadas pelo ódio e preconceito. Até que surge um ser híbrido, chamado Sephius, que tem como objetivo descobrir sua própria origem, enfrentando o preconceito e o ódio dos dois mundos.

:: Conheça melhor o game