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Newzoo: “Mercado de games para celulares vai movimentar US$ 68,5 bilhões em 2019”

Se você é produtor de jogos eletrônicos e está em início de carreira, olha só essa dica que os dados levantados pela pesquisa Global Games Market, da Newzoo, foram capazes de inferir: é extremamente recomendável começar investindo no mercado de jogos mobile. Isso porque o mercado de games para dispositivos móveis representa a maior parcela do faturamento da indústria de jogos eletrônicos. De acordo com a análise, em 2019 os games mobile vão movimentar US$ 68,5 bilhões em 2019.

A quantia equivale a 45% da receita total do mercado de games. Uma vez que esses jogos demandam orçamentos menores, é muito recomendável começar explorando esse filão. Ainda de acordo com a pesquisa da Newzoo, a receita proveniente de jogos mobile vai superar a dos games para PC e para videogames nos próximos anos. No brasil a hegemonia dos celulares já é evidente: dos 66% da população brasileira que joga videogames, 83% preferem fazê-lo por meio de um smartphone, conforme dados da Pesquisa Game Brasil 2019.

Com o avanço do poder de processamento, melhores redes 4G e a portabilidade, as empresas veem no mercado mobile uma forma de proporcionar experiências antes facilmente encontradas em consoles e PCs, na palma da mão.

“O brasileiro é apaixonado por internet e, neste sentido, possui um hábito de consumo semelhante ao perfil do público chinês”, explica Lucas Peng, gerente da Nimo TV, um dos principais serviços de streaming na China e que já oferece serviços no Brasil. “Estamos em sintonia com as tendências no mercado e por isso apostamos muito no consumo de celular”, completa.

Entre as novidades que a Nimo TV está trazendo para seu serviço está o Game Zone, área do site dedicada para reunir as principais notícias de seus games favoritos assim que for buscar por canais de seus principais streamers. O objetivo da Nimo TV é se tornar a principal plataforma de streaming mobile do Brasil. Para isso, a empresa oferece transmissão de campeonatos de games mobile e presença dos principais de Free Fire no catálogo da plataforma: Piuzinho, El Gato e Playhard estão entre os mais populares na plataforma, trazendo conteúdo e humor nas partidas de seus canais.

Estudo: indústria de games está perdendo até US$ 3 bilhões por não considerar jogadores com deficiência

Alguns estudos são banais, outros merecem atenção e surpreendem com seus resultados, como o publicado pelo blog Joystiq na segunda-feira (17 de maio).

Um relatório publicado em PDF, para download gratuito, pela Able Gamers Foundation (uma organização criada para jogadores com deficiências) afirma que a indústria de jogos está perdendo até US$ 3 bilhões em faturamento por não se dedicar mais a jogadores com necessidades especiais e idosos.

O estudo avalia que em 1995 a idade média dos jogadores era de 30 anos. Em 2007, a média cresceu para 33 anos e, em 2008, a média era de 35 anos. O que isso quer dizer é óbvio: os jogadores estão envelhecendo e, com isso, um novo nicho precisa ser explorado.

No relatório também é dito que as deficiências estão presentes em 7,2% dos homens de 5 a 15 anos e 4,3% das mulheres da mesma idade. Entre 16 e 64 anos a parcela aumenta para 19,6% e 17,6% e em mais de 65 anos o número é de 40,4% e 43%, respectivamente.

Outros dados dignos de nota são que 11% das casas com idosos entre 63 e 73 anos possuem um console e atualmente o mercado que jogos está perdendo 32,5 milhões de consumidores potenciais por causa da falta de acessibilidade.

Leitura recomendadíssima para quem está entrando na indústria ou planeja trabalhar com jogos. O PDF está em inglês e tem introdução escrita por Ralph Baer, criador dos videogames domésticos.

O site AbleGamers Foundation também merece o clique.

Faturamento de mercado de games nos Estados Unidos foi de mais de US$ 25 bilhões em 2009

Os consumidores americanos gastaram, durante o ano de 2009, US$ 25,3 bilhões no mercado de videogames, de acordo com um recente estudo da Newzoo.

A pesquisa foi conduzida com um grupo de 13 mil pessoas de diferentes idades, para que um “raio x” mais preciso do mercado fosse realizado. Deste valor, US$ 15 bilhões foram destinado a consoles e games portáteis, enquanto jogadores de PC gastaram US$ 4,15 bilhões (16% do total).

Quase metade dos gastos, 46%, foi para vendas em jogos, inscrições online, distribuição de jogos via download e microtransações. Em um estudo anterior, foi divulgado que os americanos gastaram US$ 3,8 bilhões em MMOs em 2009.

Understanding Games

Uma hipótese recorrente entre pessoas que estudam games é que quando alguém conseguir fazer um videogame sobre videogames, este poderá ser considerado um meio de comunicação completo.

E é mais ou menos isso o que o alemão Andreas Zecher está tentando fazer.

À imagem de Scott McCloud, que conseguiu com Desvendando os Quadrinhos (Understanding Comics) criar uma história em quadrinhos sobre histórias em quadrinhos, Zecher criou o Understanding Games, uma série que aborda de forma interativa conceitos básicos dos videogames.

Até o momento existem apenas três episódios, e apesar de o esforço de Zecher ser muito bem-vindo, o resultado não é muito satisfatório.

As simulações passam conceitos muito elementares e alguns até mesmo questionáveis, e em certos momentos os personagens, o tom ultra-didático e os joguinhos repetitivos se tornam cansativos.

A referência à McCloud no nome portanto é exagerada, Understanding Games não é o videogame metalinguístico definitivo, vale mesmo pela intenção do autor. Confira nos links:

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