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Casa Gamer Banco do Brasil: a união de cultura e Esports no CCBB Brasília

Videogame é cultura, disso você já sabe. Agora é hora de mostrar a toda a sociedade que os videogames são parte de nossa cultura. Pelo menos é isso o que o Banco do Brasil irá fazer ao promover e patrocinar a primeira edição do espaço “Casa Gamer Banco do Brasil”, uma que transforma os Centros Culturais Banco do Brasil de Brasília e Belo Horizonte em espaços para jogatina livre.

Inicialmente previsto para ficar no CCBB Brasília de 28 de dezembro a 19 de janeiro, a casa de jogos teve sua temporada prorrogada até o dia 26. Desde que chegou ao Centro Cultural, a “Casa Gamer” tem proporcionado aos seus visitantes momentos de diversão, interatividade e nostalgia. As estações fixas contam com jogos que vão desde os fliperamas antigos até os jogos mais recentes. O pavilhão de vidro abriga uma pista de dança, várias estações para jogos mobile, seis consoles com jogos de futebol e corrida e uma arena de Counter-Strike de nível profissional. Nos fins de semana, a arena abriga uma competição amadora de CS:GO. A intenção é agradar o público de todas as idades.

De acordo com a organização do evento, além da arena de jogos no pavilhão de vidro, há ainda fliperamas espalhados pelo CCBB e jogos vintage localizados em um lounge montado ao lado da bilheteria.

“Esse ambiente foi feito para reunir as pessoas, as famílias e descontrair. Já somos referência no esporte de ginásio, quadra e praia. Queremos também ser referência nos jogos eletrônicos”, afirma Mauro Ribeiro Neto, vice-presidente corporativo do Banco do Brasil.

Abaixo você confere a programação completa:

 

ARENA DE GAMES DIGITAIS (FIXO)

Espaço equipado com jogos free play de futebol, dança, corrida e jogos first person online. Nos finais de semana, a arena de Counter-Strike abrigará uma competição amadora entre quatro equipes.

Data: 28/12 até 26/01

Horário: quinta a domingo, das 10h às 21h

Local: Pavilhão de vidro

Jogos: Just Dance, Mario Kart, CS:GO, Fortnite, Fifa e Mobile.

 

Just Dance

Com uma pista de dança iluminada, um telão para o público acompanhar os passos e espaço para até quatro pessoas jogarem ao mesmo tempo, a estação do jogo Just Dance tem animado crianças, adolescentes e adultos de todas as idades, além de revelar grandes dançarinos.

No rol de músicas, clássicos e sucessos atuais, nacionais e internacionais, podem ser escolhidos pelos jogadores para se soltarem e dançarem no espaço.

 

Mario Kart

Um dos jogos mais famosos de todos os tempos, que, inclusive, ganhou uma versão para smartphones no ano passado, possui uma estação com dois consoles (Nintendo Switch) e possibilidade de duas duplas por vez.

Pais e filhos, amigos, desconhecidos, todo têm se divertido com a corrida mais clássica que conhecemos. Alguns voltando no tempo e apresentando para as novas gerações um jogo que marcou época e outros descobrindo juntos as maravilhas (e armadilhas) desse jogo emocionante.

 

Counter-Strike e Fortnite (Arena First Person)

A Casa Gamer conta com uma arena de First Person games de nível profissional. São duas estações com 5 computadores cada, todos com periféricos próprios para jogos, fone para comunicação entre os jogadores e cadeira gamer.

No espaço, os visitantes podem jogar CS:GO (da franquia Counter-Strike) ou Fortnite (sucesso com os jogadores mais jovens). Nos fins de semana, a arena sediará uma competição amadora de CS:GO de tirar o fôlego.

 

Arena de Futebol

Com arquibancada, grama sintética e pufes em formato de bola de futebol, a área destinada ao jogo possui quatro consoles (Playstation), permitindo que quatro duplas joguem ao mesmo tempo, proporcionando momentos emocionantes entre pais e filhos, amigos e até entra aqueles que se conheceram na fila.

Na arena, os visitantes podem escolher entre o FIFA 20 ou o PES (Pro Evolution Soccer), atendendo aos amantes dos dois jogos, concorrentes no título de melhor jogo de futebol do mundo há alguns anos.

 

ESTAÇÃO DE JOGOS RETRÔ (FIXO)

Datas: 28/12 até 26/01

Horário: quinta a domingo, das 10h às 21h

Local: Área Externa – Ao lado da bilheteria

Jogos: Sonic, Street Fighter, RiverRaid

 

Lounge Vintage

Além do pavilhão de vidro, há um lounge com jogos vintage, com consoles Atari e Mega Drive e fliperamas, para trazer de volta os tempos de infância dos mais crescidos e apresentar aos mais novos os clássicos que nunca deixaram de encantar gerações.

 

Serviço – Casa Gamer CCBB

Local: CCBB Brasília – SCES Trecho 2 – Brasília/DF

Tel: (61) 3108-7600

28 de dezembro de 2019 a 26 de janeiro de 2020

Quinta a domingo

10h às 21h

Entrada franca com retirada de ingressos na bilheteria do CCBB.

Mais informações aqui.

 

Anima Recife 2020 – SAGA será uma das patrocinadores da 10ª edição do evento

A cidade de Recife está pronta para receber mais uma mega edição do Anima Recife, um dos maiores eventos da cultura geek brasileira. Como não poderia deixar de ser, a SAGA, maior rede de escolas de games, computação gráfica, design e efeitos visuais do Brasil, é uma das principais patrocinadoras do evento, que acontece neste sábado (25) e domingo (26), das 10h às 21h, no Clube Português, em Recife-PE.

O Anima Recife contará com diversas atrações para os fãs de mangás, animes e filmes ligados à cultura pop asiática. Ao final de cada dia do Anima Recife, a SAGA distribuirá brindes, como action figures de personagens icônicos da cultura pop, no palco principal do evento. A intenção é fortalecer a marca SAGA no meio geek.

“Recife é um dos maiores polos tecnológicos do país e tem muitos fãs da cultura pop. Prova disso é o sucesso do Anima Recife, que vai para sua décima edição, sempre com grandes nomes do setor e muitas atrações para o público. Para a SAGA é sempre um prazer participar e apoiar eventos como este, que combinam arte, cultura e entretenimento”, disse Alessandro Bomfim, fundador e CEO da SAGA.

Mais informações sobre a SAGA e seus cursos estão disponíveis no site da empresa.

Serviço – SAGA no Anima Recife

Local: Clube Português – Av. Conselheiro Rosa e Silva, 172 – Graças – Recife-PE

Data: Sábado (25) e domingo (26)

Horário: Das 10h às 21h

Preço: A partir de R$ 35

SuperSUS – game da Fiocruz mostra os direitos do cidadão ao utilizar o SUS

A história já é conhecida: você fica doente, tem de ir até um hospital ou unidade de pronto atendimento e fica horas esperando para ser recebido pelo médico, que lhe dispensará poucos minutos de sua atenção, dirá que está com virose e receitará um medicamento qualquer. Se há um consenso entre os brasileiros é que o SUS é pouco eficiente e que precisa de muitas melhorias. Entretanto, poucas pessoas conhecem de fato seus direitos na área da saúde. Foi pensando nos direitos dos paciente que o time de pesquisadores da Fiocruz Pernambuco lança o game SuperSUS, cujo objetivo é contribuir para que o cidadão conheça seus direitos no campo da Saúde Pública.

De acordo com os produtores, SuperSUS permite que os jogadores descubram os serviços oferecidos pelo SUS que são poucos conhecidos pela maioria da população. A ideia é que os cidadãos conheçam seus direitos e lutem por eles a partir do conhecimento pleno do que pode e do que não pode. Para isso, a Fiocruz Pernambuco disponibiliza o título gratuitamente através da Play Store e na App Store.

O jogo é inspirado na conquista do direito a saúde com o Sistema Único de Saúde (SUS), assim o jogador assume o papel do SUS e percorre trajetórias de lutas e conquistas. Em um passeio pela rede de saúde, cada fase do jogo envolve atividades que são ofertadas como serviços e/ou programas do SUS, cada desafio cumprido o jogador vai acumulando conquistas e alcançando objetivos do desenvolvimento sustentável – ODS (com dimensões ambientais, sociais e econômicas).

São 12 minis jogos, nos quais o desafio é conquistar os princípios e diretrizes do SUS, atingindo assim os objetivos de desenvolvimento sustentável preconizados pela Organização Mundial da Saúde. Quem perde, descobre a falta que o SUS faz no dia a dia e os problemas que isso acarreta.

Você pode ver mais detalhes do SuperSUS aqui.

Top 7: MMORPGs interessantes que você deveria testar

Os MMOrpgs vem perdendo um pouco de força entre os jogadores, o estilo de jogo que antes já foi um dos mais jogados em lan houses no início dos anos 2000, agora sobrevivem de servidores com menos da metade da quantidade usuários que costumavam frequentar o jogo.

Mesmo assim, separamos alguns jogos online que merecem parte da sua atenção antes de, algum dia, desaparecerem do mapa como muitos fazem de uma hora pra outra, com assinaturas tanto free-to-play quanto pagas.

 

7 – Monster Hunter Online

MMORPG

Se você está a procura de ser um caçador de criaturas grandes e perigosas com gráficos de alta qualidade e ainda ter a opção de usar dezenas de armas para realizar suas quests, Monster Hunter Online será um ótimo MMOrpg para você.

Não muito diferente dos últimos lançados para consoles, lançado em 2016, Monster Hunter Online é um MMOrpg free to play de ação desenvolvido pela Capcom e Tecent Games. O jogo é ambientado no mesmo universo da série de jogos com mesmo nome também desenvolvido pela Capcom.

 

6 – Bless Online

Um dos MMOrpgs mais recentes, desenvolvido pela empresa Neowiz Bless Studio, teve o acesso antecipado da steam em maio 2018 e o lançamento aconteceu no dia 23 de outubro de 2018. Sendo assim, ainda há tempo de fazer sua conta e aproveitar o jogo fresquinho para baixar pela Steam.

O jogo seguiu o modelo buy-to-play em seu lançamento, ou seja, pagava-se pelo jogo e nada a mais, sem assinaturas mensais ou anuais. Porém, atualmente, após o lançamento na Steam podemos encontrar o jogo para ser baixado gratuitamente, ou seja, ele se tornou free-to-play.

Bless Online é mais um jogo que você não pode de deixar de conferir, principalmente por toda experiência visual que ele proporciona. O único contra do jogo é que não há versão em português brasileiro do jogo, em um mundo dos jogos que estão saindo até mesmo dublados em nosso idioma; para jogar Bless Online é preciso estar familiarizado com o inglês.

 

5 – Dungeons & Dragons Online

Para os fãs de RPG de mesa tradicional, um dos sistemas mais conhecidos de RPG tem o seu MMORPG, o Dungeons & Dragons Online, ou melhor, DDO. O jogo é baseado no cenário de regras da terceira edição do sistema de RPG de mesa (mais especificamente a edição 3.5). Conforme o sistema, ele te fornece dezenas de habilidades e perícias para você colocar em seu personagem e assim evoluir conforme o avanço do jogo.

Lançado em 2012, também foi um projeto que a Turbine iniciou, mas que atualmente pertence a Standing Stone Game, como o The Lord of The Rings Online. O jogo conta com o modelo free-to-play.

 

4 – Ragnarök 2

Desenvolvido pela empresa Gravity Corporation, Ragnarok 2 é a sequência do famoso Ragnarok Online ainda ativo, e foi lançado em 2013. O jogo consiste dos mesmos aspectos que seu jogo anterior, mas com menor variedade presente, mesmo anos depois de lançamento, o que é uma pena. Afinal, quem nunca passou dias fazendo “grind” em mapas com biodiversidades e monstros dos mais variados e finais de aventuras em cidades baseadas em localizações reais como Brasilis, que é baseada no nosso amado Brasil ou em de Comodo ao lado dos cassinos paradisíacos com máquinas caça-níquel que remetem aos cassinos reais.

Com algumas melhorias, como por exemplo, dos gráficos, os personagens que antes eram 2D agora são 3D, apesar de não ter sido muito bem recebido pelos fãs, Ragnarok 2 tem muito a oferecer para o jogador, porém se ainda quiser experimentar é melhor correr, pois há fortes indícios que  os servidores do jogo logo serão fechados.

 

3 – Secret World Legends

É um jogo desenvolvido pela Funcom lançado em 2017 que consiste em um mundo aberto onde você tem que combater monstros sobrenaturais com os seus poderes sobre humanos para sobreviver. O jogo é free-to-play e pode ser baixado na Steam.

 

2 – Skyforge

O jogo consiste no personagem ser um imortal que combate para proteger o universo do jogo de deuses hostis para que no final venha a se tornar um deus definitivamente.

Fugindo um pouco de todo MMOrpg, ele não tem o que podemos chamar de “nivelamento”, o seu avança é conforme o seu prestígio permitindo que o jogador desenvolva e alternem para as classes disponíveis a qualquer momento.

Skyforge foi lançado primeiramente para PC em 2015, depois em abril 2017 para PS4 e por último em novembro de 2017 para Xbox One. Ele é um free-to-play desenvolvido pela Allods com a colaboração da Obsidian Entertaiment.

 

1 – World of Warcraft

Um dos MMOrpg mais populares do mundo, World of Warcraft, mais conhecido como WOW, segue ainda ativo desde o seu lançamento 2004, hoje com mais de 15 anos de vida e correndo continuamente com uma alta gama de jogadores. O jogo foi desenvolvido e ainda pertence a Blizzard, criadora também do RPG Diablo.

O jogo é pay-to-play, ou seja, você tem valores mensais ou anuais a serem pagos para ter acesso aos servidores, fora a key que é fornecida para validação após a compra do jogo. Porém, mesmo pagando, o jogo vale o dinheiro investido nas mensalidades e na compra.

Retrô – uma saga para encontrar a maior criminosa dos games. Relembre o clássico Carmen San Diego

Jogar qualquer tipo de game hoje em dia é muito fácil, bastando ter uma conexão com a internet (provável que todo mundo que tem um PC, tenha conexão) para ter acesso aos mais variados tipos de games do mercado, muitas vezes gratuito. Jogos para smartphone, jogos online para crianças, jogos competitivos famosos que tomaram estádios de futebol como League of Legends, até mesmo serviços de jogos de apostas como o sportingbet que é um deles são possibilidades para se divertir, caso queira. A tecnologia é tanta, claro, que hoje tem jogos de última tecnologia onde você vê a pele do seu personagem com mais detalhes e poros do que a sua própria pele real em carne e osso.

Só que antigamente as coisas não eram tão fáceis. Os jogos, por mais simples que fossem, precisavam ser comprados na loja e, muitas vezes, aquele game que você tanto queria não estava lá, o que era motivo de grande frustração para muita gente. Foi assim que, conversando com um amigo meu da época, ele me copiou em disquete o jogo “Onde no mundo está Carmen San Diego?”, jogo desenvolvido pela Broderbund Software e lançado durante a década de 80.

O jogo pesava apenas alguns KB (sim KB, não chegava nem a 1 MB), não possuía músicas e apenas uma interface gráfica bem limitada. Por outro lado, o título era extremamente viciante, além de ser educativo sem entrar no “careta” e no “sem graça”, tendo valores pelo gameplay e ser uma verdadeira aula de geografia. Basicamente, você é um detetive que deve investigar ladrões que estão roubando artefatos ao redor do mundo.

Para isso você deve buscar informações em diversos países e conversar com pessoas que podem te dizer coisas valiosas, não só para onde a pessoa fugiu, mas também as características que podem permitir que você tenha um mandato de prisão. Sem este último, o caso não é resolvido, e você é obrigado a reiniciar a aventura.

Lá aprendemos sobre as bandeiras dos países, as moedas correntes da época (pensar que hoje em dia diversas citações do game referentes às moedas da Europa foram substituídas pelo Euro) e o objetivo era investigar criminosos e capturá-los emitindo uma ordem de prisão.

O mais interessante é que o game foi localizado, com textos inteiramente traduzidos para o português brasileiro. Até hoje não sei quem foi a responsável por ele, mas tenho minhas suspeitas de que tenha sido a Tectoy, já que há uma edição do game também para o Master System, mas essa em si eu nunca joguei.

Fenômeno no mundo inteiro, o jogo que originalmente foi lançado em 1985 vendeu cerca de 4 milhões de cópias e acabou rendendo uma franquia, com direito a outros jogos com aulas de história, reboots, e até mesmo desenhos animados para a televisão. É verdade que nenhuma das outras edições tem o mesmo carisma do bom e velho jogo que pesava apenas alguns KB, mas todos os games da série são bem divertidos e merecem uma conferida.

Não é a velhice, ou se hoje em dia não se fazem mais jogos educativos como antigamente. Adquirir conhecimentos gerais com esse jogo era tão bacana, não sentíamos o tempo passar e simplesmente íamos jogando e rejogando até zerar.

Temos hoje toda a tecnologia do mundo, mas talvez falte um pouco de aprendizado envolvendo o entretenimento. E vocês leitores, o que acham? Fica a dúvida.

ANCINE permanece paralisada. Como isso impacta a indústria de jogos eletrônicos?

Na última semana a ANCINE (Agência Nacional do Cinema), que já está em processo de reestruturação desde 2019 quando o atual governo de Jair Bolsonaro assumiu o Planalto, anunciou ainda em 2019 uma medida que assustou parte da comunidade de produtores de cinema: a paralisação de todas as análises do plano gestão anual de 2020. Conforme já analisado pelo site O Globo, a ação deve começar a impactar a produção de filmes a partir do segundo semestre deste ano, mas se seguir neste ritmo apresentará todo seu impacto a partir do segundo semestre de 2020.

De acordo com matéria publicada pelo Tecmundo em agosto de 2019, a Ancine já vinha capengando a olhos vistos, de modo que a produção de filmes estavam completamente paradas pela falta de recursos advindos da FSA (Fundo Setorial do Audiovisual). Normalmente a verba é liberada no início do ano e ao longo de todo o ano passado nenhum edital foi publicado, cenário que deve se repetir em 2020, visto a paralisação das análises do plano gestão permanecem. Nada de filmes da Bruna Surfistinha, conforme promessa de campanha, tá ok? Mas e como isso impacta a indústria de games?

Conforme bem lembrado pelo Drops de Jogos, a ANCINE conta apenas com um dos quatro diretores em seu quadro de funcionários e para a análise da produção de audiovisual é necessário que haja deliberação coletiva, conforme regimento interno da instituição. Um despacho do dia 30 de dezembro, apurado pela revista Época, deixa bem claro que as atribuições da agência permanecem suspensas.

Atualmente, o único diretor da agência é Alex Braga e sua vida não está fácil devido a desentendimentos com membros do governo. Uma vez que a produção de filmes, algo de extrema importância cultural, é ignorado, o que dizer da produção de jogos eletrônicos? Há quem ainda veja os jogos eletrônicos como meras distrações sociais e em um momento de contenção de gastos é improvável que algum edital beneficiando os produtores de jogos seja publicado, mesmo em um hipotético cenário em que a ANCINE contasse com seus quatro diretores.

“É essencial investir neste promissor mercado, valorizando inclusive a diversidade de produção criativa brasileira, o que estamos fazendo ao promover cotas regionais nos editais”, afirmou, à época, o então ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão.

De acordo com apuração do Drops de Jogos, ainda no final de 2018, sob o governo Temer, a ANCINE publicou edital disponibilizando R$ 35 milhões para a produção e comercialização de jogos e projetos de VR e AR. Os dias de glória ficaram para trás, agora são os dias de luta.

Conexão Férias – jogo de realidade virtual ajuda crianças a explorar município

Muitos Acadêmicos acreditam que a melhor época para estudar é no período de férias, pois os alunos não terão as mesmas pressões para aprender um determinado conteúdo em pouco tempo e sem obrigação de realizar provas e trabalhos escolares, de modo que o estudo pode ser feito como hobby, não como obrigação. O problema é que os jovens preferem utilizar esse tempo de férias para o lazer ao invés de dedicar o tempo para assimilar conteúdo. Talvez fosse pensando nisso que o time da Shout Publicidade criou o jogo de realidade virtual Conexão Férias.

Conexão Férias se trata de um jogo de realidade virtual que visa ensinar as crianças sobre seus municípios de origem. Antes do encerramento do ano letivo do ano passado, mais de 12 mil alunos do Ensino Fundamental da rede pública de ensino de São Caetano do Sul, na região do Grande ABC, em São Paulo, receberam uma revista interativa com as instruções para o Conexão Férias. Basicamente as crianças são guiadas por uma mascote chamada Aninha e ao longo da aventura as crianças devem desvendar alguns enigmas que levam a uma sequência de dez diferentes espaços públicos da cidade.

O primeiro passo para jogar “Conexão Férias” é baixar o aplicativo Zappar (na Apple Store para quem tem iPhone e na Play Store para quem tem Android). Depois, o ponto de partida é desvendar um enigma que está na revista, que levará a um dos locais que integra o roteiro do jogo. Em cada local há um símbolo de identificação do jogo e, ao apontar para ele a câmera do celular, um vídeo com a Aninha trará um novo enigma que indicará para o jogador qual o próximo local a ser visitado.

Em cada um dos locais, o jogador pode tirar uma selfie com a mascote Aninha e preencher a revista com as imagens registradas, até completar os dez pontos. A ideia é que as crianças conhecçam mais sobre seu município enquanto se divertem, de modo que é uma forma lúdica de estudar a história da cidade. A expectativa é que Conexão Férias se multiplique em outras cidades. Você consegue mais informações aqui.

Nem só de Xbox e Playstation vive a indústria! Conheça o Playdate, o console que chega em 2020

Engana-se quem pensa que o Xbox Series X e o Playstation 5 são os únicos lançamentos de consoles para o ano de 2020. A empresa Panic Inc, dos Estados Unidos, tem sua carta na manga: o console Playdate! Trata-se de um portátil que visa trazer de volta o sentimento nostálgico dos portáteis fabricados apenas para jogar, desafiando a onda dos smartphones.

O Playdate tem um visual que claramente remete aos idos dos anos 90, quando o Gameboy era o console portátil mais querido de todos. Sua cor é amarela, e seu formato é bem quadradinho, deixando de lado curvas mais arrojadas e cores mais tradicionais como preto ou branco. O detalhe mais destacável no console da Panic é que ele conta com uma manivela!? Sim, isso mesmo, uma manivela que será utilizada para o jogador interagir em determinados jogos.

De acordo com os fabricantes, a manivela será a ferramenta capaz de levar o jogador a interagir com os jogos de uma maneira jamais realizada antes. Imagine que uma determinada parte do cenário dependa do uso da manivela para ser descoberto ou que o personagem possa crescer ou diminuir com o uso da manivela, por exemplo. A ideia é que os desenvolvedores de jogos utilizem o recurso de maneira lúdica, imersiva e divertida. Alguns games não precisarão da manivela para nada, enquanto outros exigem o uso para prosseguir no game.

O portátil conta ainda com uma tela LCD colorida baseada na mesma tecnologia de leitores de livros digitais, ou seja, cada pixel se lembra de sua posição quando o aparelho está em stand by, de modo que o usuário pode acessar seus jogos rapidamente e com economia sensível de energia. De acordo com os produtores é possível jogar em diferentes condições de iluminação sem ter de forçar os olhos.

Outro detalhe importante é que os games já vem dentro da memória do videogame e serão lançados em um sistema de temporadas. A princípio o jogador tem acesso a 12 jogos no catálogo e ano a ano esses jogos são atualizados, sem que o jogador tenha de pagar mais nada. Além disso, a conexão wi-fi servirá também para baixar novos jogos que forem lançados para o Playdate.

Você deve estar se perguntando como serão os jogos do Playdate, certo? Pois então, esqueça os gráfico ultra-realistas e o show de luz e sombras das plataformas atuais! O portátil será focado em games simples, em 2D, de modo que a proposta é apostar em aficionados por jogos retrô. Sim, o público alvo são jogadores que buscam por experiências novas e jogadores mais novos, fugindo um pouco dos jogadores hardcore. Até agora a Panic já revelou os seguintes jogos: Crankin’s Time Travel Adventure, b360, Zipper, Executive Golf DX, Snak e Sasquatchers.

Se a ideia vai funcionar, depende de uma série de fatores, mas o Playdate conta com uma série de empecilhos pelo caminho. O primeiro é o desconhecimento do grande público. Apesar de ter sido revelado em maio de 2019, pouca gente ouviu falar do console em seu país natal. No Brasil é improvável que ele seja lançado oficialmente. Outro desafio a ser enfrentado é a questão preço: a Panic estabeleceu o preço de US$ 149,00, um preço alto para uma plataforma tão modesta, mesmo para os norte-americanos. Caso você queira importá-lo, não deve desembolsar menos de R$ 600,00, sem contar a taxação e as tarifas alfandegárias.

Mas e aí, o que você achou do Playdate?

Abaixo você confere um vídeo do Playdate realizado pela IGN:

Top 7 – Lançamentos mais aguardados de 2020 para a indústria de games

O ano de 2019 deixará saudades para os aficionados por videogames, pois foi neste ano que diversos lançamentos surgiram e encantaram os jogadores, todavia o show deve continuar e o ano de 2020 promete ser tão espetacular quanto o anterior graças a uma infinidade de lançamentos bombásticos ao longo do ano. Afinal, como todos sabemos, em 2020 presenciaremos o nascimento de uma nova geração de consoles, além de jogos incríveis que estão no forno.

Confira abaixo os 7 principais lançamentos da indústria de games para 2020:

7 – The Last of Us Part II

Quando The Last of Us surgiu a comunidade havia perdido as esperanças no gênero terror, afinal já havia alguns anos que qualquer jogo do gênero desapontava. O título do PS3 foi buscar inspiração na indústria de Hollywood e a Naughty Dog mostrou que de fato era a melhor produtora de games da atualidade, podendo fazer mais do que a franquia Uncharted. O enredo cinematográfico, a jogabilidade tensa e os cenários maravilhosos credenciaram o título como um dos expoentes de seu tempo e permitiu que (mesmo com seu final fechadinho) os jogadores implorassem por uma sequência.

Sabe-se que a trama se passa 5 anos após os eventos do primeiro game e que a protagonista da vez será Ellie, a pretensa salvação do mundo. A Naughty Dog já adiantou que um dos temas recorrentes do game será o ódio e as reviravoltas devem proporcionar momentos chocantes. O poder do PS4 deve permitir que os produtores criem um dos games mais bem acabados e emocionantes de 2020.

6 – Cyberpunk 2077

A CD Project RED é uma empresa de poucos, porém valiosos, jogos. The Witcher III é seguramente um dos melhores RPGs da geração e o tempo de desenvolvimento de Cyberpunk 2077 é um belo indicativo de que a empresa prepara um dos maiores e mais completos jogos que a comunidade verá. Sai o ambiente medieval, entra uma sociedade distópica viciada em tecnologia.

Neste ambiente você será um mercenário com altas habilidades em hack e em máquinas que deve cumprir variadas missões. Um fato que desagradou parte da comunidade é que ele será em primeira pessoa, mas os produtores garantem que a sensação de imersão será incomparável. Há ainda outros dois grandes motivos para hypar Cyberpunk 2077:

1 – Ele conta com fortes influências de verdadeiros clássicos como Blade RunnerGhost in the ShellSystem Shock e Deus Ex.

2 – Tem participação do Keanu Reaves

5 – Resident Evil 3

Se há algo que a Capcom não decepciona é com os remakes de sua franquia mais famosa. Desde os idos do Game Cube, a empresa se mostrou eficiente em recriar os horrores de Resident Evil de maneira que superasse o original em todos os aspectos. A versão relançada para PS4 e Xbox One confirmou a premissa e o mais recente Resident Evil 2 só tornou a aventura ainda mais bacana. Agora é a vez de reviver a aventura de Jill Valentine enquanto foge da arma biológica da Umbrella chamada Nemesis. É seguro dizer que a Capcom vai entregar um dos, senão o melhor, jogo de terror de 2020. S.T.A.R.S.

4 – Ori and the Will of the Wisps

O primeiro Ori (Blind Forest) foi grandioso, mostrando que jogos 2D ainda tinham espaço sim na comunidade. Seus gráficos estilizados e jogablidade rasteira praticamente o transformaram em um clássico instantâneo. O segundo game promete fazer ainda melhor, com um ambiente mais soturno e novas mecânicas de combate. Uma vez que Will of the Wisps é apenas o segundo jogo da Moon Studios, será a oportunidade de eles mostrarem que o primeiro Ori não foi um mero golpe de sorte, de modo que a sequência tem tudo para posicioná-los como um dos principais estúdios de desenvolvimento de games da atualidade. Além disso, o primeiro Ori por si só é uma obra de arte. O segundo tem tudo para ser o jogo mais artístico de 2020.

3 – Final Fantasy VII Remake

A primeira vez que se falou em um remake de Final Fantasy VII foi em 2005 durante a exibição de uma demo tecnológica mostrando a abertura recriada para o PS3, desde então as exigências da comunidade foram crescentes. Foi somente 10 anos depois disso que a Square-Enix anunciou oficialmente a produção de um remake para o PS4. O tempo de produção já perdura 5 anos. Esse tempo arrastado geralmente é um indicativo de que o game final será uma bomba fedorenta, mas neste caso os indicativos são outros.

Sabe-se que a produção atrasou muito em decorrência de Tetsuya Nomura ter se ocupado com Final Fantasy XV e Kingdom Hearts III, além disso, a Square parece empenhada em entregar um game que faça jus ao legado do original. Para isso, vale mudar a jogabilidade, contratar novos dubladores e recriar o título com gráficos atuais. O objetivo é garantir que Final Fantasy VII esteja conectado com os jogadores atuais, ao invés de apenas copiar e colar o que deu certo no passado. Se as promessas forem cumpridas, pense neste game como uma bela despedida da Square a PS4.

2 – Xbox Series X

A Microsoft passou por tempos turbulentos na atual geração: o início de vida do Xbox One foi nada menos que desanimador, mas aos poucos Phil Spencer ajustou o Xbox com as demandas da comunidade, tornou o console retrocompatível com seus parentes mais velhos, melhorou o serviço Xbox Live Gold e criou o Game Pass, que praticamente tornou o Xbox na plataforma mais vantajosa para os hard players. No final de 2019 a empresa já antecipou os planos para 2020 com o anúncio do Xbox Series X, o console que promete ser o videogame mais poderoso jamais criado.

Os engenheiros encheram a boca ao anunciar que a máquina terá resolução 8K, ray tracing, alta velocidade e um desempenho irreprimível. Mas se há algo que a empresa de Redmond foi capaz de fazer que torna o Xbox Series X mais desejável é sua nova política de produção de jogos First Parties: a empresa saiu comprando todo estúdio talentoso possível, desde a Undead Labs (State of Deay) até a Obsidian (Fallout: New Vegas). Ao todo a Xbox Game Studios conta com 16 subsidiárias, garantindo que o próximo Xbox deve receber uma infinidade de jogos exclusivos ao longo dos anos.

1 – Playstation 5

A marca Playstation é sem dúvidas a mais respeitada da indústria do jogos eletrônicos em quesito hardware. O excelente trabalho realizado pela Sony com o Playstation 4 certamente serviu para calar os críticos que consideravam a empresa retrógrada e pouco conectada com sua comunidade. A gigante japonesa ainda guarda a sete chaves os detalhes do PS5, mas sabe-se que ele será capaz de rodas jogos em 8K e deve seguir a premissa de entregar uma máquina poderosa e com jogos desejáveis. A falta de notícias sobre a máquina só deixa uma certeza no ar: a Sony prepara algo grandioso para 2020 e a estratégia é não deixar a concorrência se aproveitar das ideias que poderão advir da nova máquina.

Bônus – Sonic The Hedgehog

Sim, não é bem um game, mas sim o filme do ouriço da SEGA. Após a polêmica do primeiro trailer, os produtores mudaram o design do Sonic ao custo de cerca de US$ 35 milhões. Goste ou não, Sonic é um dos personagens mais carismáticos e adorados dos videogames, o que deve levar um caminhão de fãs para as portas dos cinemas. Além disso, ter Jim Carrey no papel de Robotink dá ao projeto a oportunidade de ser visto por mais pessoas, mesmo àquelas que não se importam com videogames, e a possibilidade de ter um filme mais divertido e leve. Não, na realidade não achamos que será um filme verdadeiramente bom, mas ainda assim, vamos dar um voto de confiança ao pobre (e já acostumado a ser surrado em outras mídias) Sonic.

 

 

OhShape – Jogo de ritmo com realidade virtual é lançado para SteamVR, Oculus e Viveport

Entra ano, sai ano, o objetivo de muita gente permanece o mesmo: entrar em forma. Talvez fosse pensando nesse público que a desenvolvedora Odders Lab acaba de lançar a versão final do jogo OhShape para os óculos de realidade virtual SteamVR, Oculus e Viveport. Trata-se de um game que desafia o jogador a utilizar todo o seu corpo para desviar de obstáculos. O objetivo, é claro, é se exercitar.

Durante a jogatina os jogadores se deparam com diversos obstáculos como muros e plataformas e para avançar deve utilizar seus braços e pernas, seja desviando, saltando ou socando os obstáculos. A realidade virtual é responsável por tornar a jogatina imersiva e divertida, mais ou menos no mesmo esquema de Beat Saber, pois o gamer deve seguir o ritmo das músicas para avançar. De acordo com os produtores, o título tem como inspiração o programa de TV japonês “Hole in the Wall”.

OhShape

“A experiência de jogo do OhShape é muito satisfatória, pois qualquer jogador, com bastante prática, pode superar até os níveis mais exigentes. OhShape treina sua agilidade mental e física, bem como sua capacidade de reagir. O ritmo desempenha um papel fundamental, já que cada nível é uma coreografia projetada por dançarinos profissionais para fazer você se sentir o mestre da pista”, diz o comunicado à imprensa.

Um dos destaques de OhSahpe é seu modo editor, que permite que a própria comunidade continue alimentando o jogo com novos conteúdos. Assim, a expectativa é que o título se torne um dos queridinhos entre os entusiastas por jogos de realidade virtual e deva figurar nas casas de arcade do gênero.

Ainda de acordo com os produtores, OhShape chega a sua versão final com uma jogabilidade refinada e bem simples, de modo que qualquer jogador pode apreciar, mesmo que não seja um exímio dançarino. A versão final, vale dizer, possui 12 fases, além da possibilidade de a comunidade criar seus próprios cenários através do modo editor.

Abaixo você confere o trailer de lançamento de OhShape: