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Videogame de clássicos deve ser lançado na E3

Uma companhia de periféricos chamada Hyperink anunciou que lançará durante a E3 seu RetroN3, um console capaz de rodar jogos em cartuchos de Nintendo (8 bits), Super Nintendo (16 bits) e Mega Drive (16 bits).

O método utilizado é o mesmo que alguns clones de Nintendo utilizavam para dar suporte aos cartuchos americanos e japoneses, que tinham pinagens diferentes, com um slot para cada sistema.

Além da possibilidade de rodar os três aparelhos, o videogame vem com dois controles sem fio, além de trazer portas para conectar os joysticks clássicos dos três aparelhos. O preço do aparelho? US$ 70, uma barganha para colecionadores.

Depois de cairem na ilegalidade com os games emulados, os jogos antigos conseguiram um novo respiro com a distribuição digital e com iniciativas como o Virtual Console, que vende clássicos por meros dólares.

Tais movimentos entusiasmam não apenas saudosos jogadores, como também a indústria. A Sega, por exemplo, anunciou uma parceria com a rede de distribuição de jogos Steam, da Valve, para trazer o Sega Genesis Classics, uma série de clássicos de consoles adaptados para PCs, que devem custar a partir de US$ 3 cada.

A partir do dia 1º de junho, jogos como Comic Zone, Altered Beast, Crack Down, Gain Ground, Ecco the Dolphin, Shadow Dancer: the Secret of Shinobi, Golden Axe, Sonic 3D Blast, Vectorman, Shinobi III e Space Harrier II serão os games da primeira leva. O que significa que podemos esperar novas adaptações caso essa primeira seja bem recebida.

Quem poderia tentar algo semelhante é a Atari. A empresa que já foi o nome mais forte em videogames domésticos na década de 80, hoje desapareceu no mercado. Uma pesquisa recente realizada pela E-Poll mostrou que apenas 34% dos jogadores entre 13 e 24 anos conhecem a marca, comparado a 63% dos jogadores de 25 a 54 anos.

A pesquisa mostrou que a marca está associada a palavras como “clássico”, “fora de moda” e “nostálgico”. Será que a recente volta de Nolan Bushnell, fundador da Atari, à companhia vai melhorar a visão do público com relação à empresa? É esperar para ver…

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