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Um pequeno raio-x da indústria de games no Brasil

mano_games Sempre divulgamos aqui no GR notícias de cursos e tentamos ao máximo trazer informações para incentivar a formação de novos profissionais no setor. O desenvolvimento de games é voltado para apaixonados, mas paixão não é suficiente para garantir o sustento. Então, como está de fato o mercado por aqui?

Recebemos via email um estudo da Webcore Games a respeito da situação da indústria de games por aqui. O resultado é que o mercado está em crescimento, mas as vagas para os profissionais do setor ainda são escassas. São 42 empresas trabalhando no ramo de criação de games, e apenas 600 profissionais empregados.

A dica de Fernando Chamis, sócio da Webcore, é que os estudantes que almejam um lugar nesta indústria se esforcem. Não é suficiente gostar de jogar: é preciso se aprimorar, desenvolver habilidades diversas e investir em uma boa formação, sempre que possível enriquecendo o currículo com formações extracurriculares.

Os artistas gráficos e programadores são os profissionais que melhor buscam o aprimoramento para a entrada neste mercado, e chega a receber um valor médio de R$ 2.272,71. Mas, as exigências são muitas, e envolvem boa formação superior, domínio da língua inglesa e ainda de uma terceira língua, como o espanhol.

Somadas a produção de hardware e software, o produto nacional bruto do setor é de R$ 87,5 milhões, sendo que 43% da produção nacional de jogos é voltada para a exportação e quase 100% do hardware fabricado aqui continua por aqui.

A expectativa é que o mercado, que viu uma aceleração em seu crescimento nos últimos dois anos, continue a crescer ainda mais. Prova disso é a chegada de grandes estúdios por aqui, como a Ubisoft. Mas, por enquanto, os estúdios são pequenos e muitos formados continuam a procurar oportunidades fora, uma vez que muitas empresas estrangeiras do setor se mostram receptivas com os profissionais daqui.

Aos que querem arriscar e tentar fazer parte da história do desenvolvimento nacional, Chamis dá a dica: “Para os que querem trabalhar em empresas brasileiras, a dica é montar pequenos protótipos de games desde o início da formação. Desta forma, o jovem monta um portfolio e tem o que mostrar em uma entrevista de emprego”.

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