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Tectoy Studios abre vaga para estagiário em programação

A Tectoy Studios acaba de abrir uma vaga de estágio em programação e implantação para universitários que estejam cursando Ciência ou Engenharia da Computação, ou ainda cursos similares. Obviamente o profissional irá trabalhar no desenvolvimento de jogos para dispositivos móveis ou redes sociais, além de portar games estrangeiros para o mercado nacional.

Um dos requisitos é que o candidato tenha boa formação em computação gráfica e arquitetura de computadores, além disso, é necessário ter experiência em programação Java ou C/C++ e inglês fluente. Também ajuda se o candidato tiver disponibilidade para morar na cidade de Campinas, que é onde fica localizada a Tectoy, e, obviamente, paixão por jogos eletrônicos.

Com relação aos benefícios, a empresa oferece vale-refeição e vale-transporte. Se isto não é o bastante, o profissional ainda vai ter em seu currículo a experiência de trabalhar numa das mais antigas e respeitadas empresas ligadas à indústria de games no Brasil. Os candidatos devem encaminhar o currículo para careers@tectoystudios.com, informando no assunto: “Vaga de estágio em programação”. Em seguida é torcer para que tudo corra bem.

15 opiniões sobre “Tectoy Studios abre vaga para estagiário em programação”

  1. Olha, muito foda e tal eles abrirem vaga para estagiário para programação e tal mas… Infelizmente o mercado de T.I. é insano dessa forma. Eles pedem que a pessoa tenha uma boa formação em computação gráfica e ter experiência em Java ou C/C++. Agora repito o que está no início desse artigo: "vaga de estágio em programação". Sério, só faltava pedir 8 anos de experiência na área.

  2. Foi a primeira coisa que me chamou atenção na matéria. É pra um estudante de universidade, mas que deve ter boa formação, com experiência em Java ou C/C++. Mamar na vaca ninguém quer não?

  3. A Tectoy não quer um estagiário, quer um profissional barato, por um custo menor. O mesmo ocorre em outros setores de engenharia, ou até mesmo em outras áreas. As empresas não esperam formar o profissional, esperam um profissional completo de baixo custo, o que fere, eticamente, o senso do que é um estágio.

    1. Como diversas empresas aqui. Brasil é assim mesmo, dá dinheiro alto para gringo que vem de fora (que diga-se de passagem, está vindo pra cá pela falta de emprego lá fora devido a crise) e brasileiro sempre é subvalorisado.

    2. Guilherme, ótimo lembrete. Como se não bastasse esse problema do estagio e estagiário, há então o discurso e a ação concreta de contratação de estrangeiros para suprir as vagas deixadas pela falta de engenheiros e profissionais locais, que poderiam ser formados localmente, se houvesse uma política correta de estágios e treinamentos. É uma pressa misturada com burrice empresarial e de recursos humanos que dá raiva. Isso não desmerece os estrangeiros, mas é demogago no final das contas.

    3. Eduardo Azevedo, sem citar nomes, acompanhei isso com contratantes e mais com contratados (ou não contratados) ao longo dos anos, por experiência pessoal e por informações de dados secundários coletadas ao longo do tempo. Deixando claro que a opinião acima apesar de citar a Tectoy, como especulação, claro, se refere mais ao geral. Mas no que exatamente você discorda da opinião?

    4. Eduardo Azevedo, você citou bem. O anúncio não é claro quanto ao grau de experiência. Nesse caso, entende-se o comportamento padrão das empresas, ligadas à tecnologia, computação, engenharia, publicidade, e diversos outros setores, onde isso tem ocorrido. E isso não deveria ocorrer, ou não deveria ter piorado. Há interconexão entre governo, universidades e empresas em suas má gestões que leva a esse problema, cultural e prático. É preciso ter todos o interesse em formar aprendizes e contratar estagiários, em oferecer oportunidades aos estudantes, inclusive o setor da nascente indústria de games aqui, conscientemente, cada empresa conforme seu porte e suas limitações. O que não dá mais é a velha consciência. É o atraso.

    5. Eduardo Azevedo, obrigado, mas se é sábia ou não, não sei. Há uma ausência de políticas públicas, de modo específico, na indústria dos jogos, ou mesmo nas indústrias criativas, que promova isso de forma real, seja através do governo com subsídios, seja através de acordos entre associações ligadas a instituições no ensino superior e empresas, não em casos específicos e unilaterais, entre uma instituição e uma empresa priveligiada, mas entre todos. Todas as associações que vi, da Abragames à atual Acigames, falharam nisso, e mesmo em tornar isso um ponto central de discussão. Dada sua utilidade, a discussão das teorias das partes que compõe um game, seja design, seja computação ou arte, e dos aspectos práticos dos negócios, frente ao que acontece lá fora e aqui tenta-se copiar, coloca esse ponto em segundo plano, e privelegia o indivíduo, não o coletivo. Esse assunto deveria estar em evidência e ação, já que é base de tudo, e que essa massa perambula e não forma nem empresas, nem entra nas existentes, nem faz nada, se perde. É o atraso mesmo.

  4. Numa boa… qual cidadão que tenha boa formação em computação gráfica, arquitetura de computadores, experiência em programação Java ou C/C ++ e inglês fluente vai querer ser estagiário? E ainda ir ter que morar em outra cidade. O sujeito vai ser tradutor, programador e design gráfico para ganhar como estagiário. A Tectoy é bem fanfarrona.

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