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Do a Barrel Throw da UNESP disputará final da Imagine Cup

Provavelmente não exista nada melhor para os desenvolvedores indie do que ver seus projetos ganhando reconhecimento do público e da crítica, além de disputar prêmios mundo afora. Pois é justamente essa a sensação vivenciada por estudantes da UNESP de Bauru, pois o projeto Do a Barrel Throw, desenvolvidos por eles está na etapa final da 14º Imagine Cup.

Para quem não conhece, a Imagine Cup é uma competição organizada pela Microsoft que premia projetos pioneiros. Essa disputa é bastante disputada e é considerada a Copa do Mundo da Computação. Para ter ideia, a edição deste ano contou com 245 projetos inscritos, mas apenas nove foram selecionados para a fase final do circuito brasileiro.

“Do a Barrel Throw” competirá na categoria games. Além disso, o game concorre em outras duas categorias, sendo elas: cidadania e inovação. Apenas um projeto nas três categorias deve ser o ganhador da etapa nacional da “Imagine Cup” e a equipe ganhará uma viagem para representar o Brasil na fase mundial, em Seattle, com a chance de ganhar um prêmio de 50 mil dólares.

O jogo Do a Barrel Throw coloca o jogador no papel de uma garota russa com o objetivo de recolher barris e lança-los ao chão para que possa saltar cada vez mais alto e, assim, vencer os obstáculos e marcar pontos. O jogo não tem limite de pontuação e já até cativou alguns estudantes que puderam testá-lo na universidade. O game presta homenagem aos clássicos da era 16 bits. Inclusive o nome do game é uma referência ao consagrado movimento “Do a Barrel Row” do Game Star Fox, da Nintendo.

O projeto foi monitorado pelo professor Eduardo Martins Morgado e tem como desenvolvedores os alunos Alessandra Sasaki, Gabriel Soares, Raissa Rodrigues e Victor Cardoso. De acordo com Alessandra, o jogo foi construído em outubro passado em menos de duas semanas, justamente com foco na competição.

“Nós até dormimos e comíamos no laboratório da UNESP para dar tempo de finalizar antes que acabassem as inscrições”, lembra a estudante. “Unimos partes de jogos de projetos antigos que cada um dos integrantes da equipe tinha e montamos tudo. O cenário, por exemplo, é uma parede com quadros e uma estante de livros, que foram adaptados ali, assim como a personagem”, detalha a jovem. “Na verdade, foi uma surpresa sermos selecionados”, completa.

Do a Barrel Throw na Imagine Cup

A Imagine Cup tem como objetivo inspirar jovens de todo o mundo a aprimorar a forma como vivemos por meio do uso da tecnologia. Os alunos das mais variadas disciplinas colocam nos seus projetos toda a criatividade e conhecimento na competição.

Mais de 200 mil brasileiros já participaram do campeonato e, em nove das treze edições, equipes nacionais foram reconhecidas. Os grandes vencedores da edição 2016 serão conhecidos no dia 28 deste mês. Tal conquista é uma oportunidade de alcançar maior visibilidade e orçamento para seus desenvolvedores.

Sprace leva os jogadores ao universo das partículas subatômicas

Já imaginou presenciar a criação do universo? E recriá-lo? Como todos sabem, há um grupo de cientistas trabalhando no Colisor de Hádrons, o maior acelerador de partículas do mundo, a fim de simular as condições surgidas após o Big Ben. O que pouca gente sabe é que tal cenário já pode ser visto pelo computador através do Sprace Game 2.0.

Basicamente, o Sprace é um jogo que permite ao usuário capturar as partículas subatômicas e utilizá-las para construir prótons, nêutrons e as bases atômicas que compõem o universo. O game foi criado pelo São Paulo Research and Analysis Center (Sprace) da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O grande destaque é que o jogo foi desenvolvido não como um simulador, mas sim como um game comercial, de modo que o jogador possa se divertir enquanto aprende conceitos da física das partículas subatômicas.

O jogador embarca em uma nave reduzida ao tamanho subatômica e deve utilizar um campo de energia para capturar quarks, as partículas subatômicas que formam prótons e nêutrons – que, por sua vez, compõem o núcleo atômico. Uma vez capturadas, o jogador leva as partículas ao laboratório, onde elas serão identificadas e ajudam a calibrar os sensores da nave a fim de encontrar novas partículas a distância.

Posteriormente, o jogador pode até recombinar as partículas para construir prótons e nêutrons, que devem formas núcleos atômicos necessários à sustentação da vida. Em outras palavras, Sprace vai permitindo gradativamente que o jogador recrie o universo.

A jogabilidade é em 2D e as ações é bastante simples, sendo que os comandos são executados pelo mouse. Ao todo existem 17 fases, que quando completadas garante ao jogador um troféu semelhante ao sistema de conquistas. A primeira versão de Sprace foi lançada em 2010 e era bem mais enxuta do que a atual. Para se ter ideia, a primeira versão tinha apenas 4 fases e não tinha o mesmo polimento gráfico e conceitual. Para traçar um parâmetro, basta imaginar que a mecânica lembra os saudosos games de navinha (shmups).

“O Sprace Game alcança agora um potencial ainda maior de difusão de conceitos da física das partículas subatômicas, levando crianças e adolescentes a superar as dificuldades encontradas em sala de aula para o aprofundamento desse conhecimento. A partir desse mundo subatômico é possível se aprofundar na natureza elementar de tudo o que existe”, disse Sérgio Ferraz Novaes, coordenador do Sprace e professor do Instituto de Física Teórica da Unesp.

O jogo foi projetado para funcionar em qualquer computador com sistema operacional Windows, Linux ou do Macintosh, exigindo apenas a instalação da versão mais recente da plataforma Java, que pode ser obtida gratuitamente na Internet. A nova versão do Sprace Game pode ser acessada gratuitamente no site do game. Ele está disponível para Windows, Linux e Macintosh com suporte aos idiomas português, inglês e alemão.

Abaixo está o trailer do game Sprace:

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