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Testamos o Oculus Rift. E gostamos do que vimos!

O Oculus Rift é sem dúvidas um dos gadgets mais desejados desde que o projeto foi anunciado no Kickstarter. Tanto é verdade que ele conseguiu a arrecadação necessária em poucos dias (em 36 horas a campanha já angariava mais de US$ 1 milhão). O aparelho era tão interessante que mesmo com o financiamento garantido através da ajuda dos consumidores finais, o Facebook decidiu comprar a Oculus VR e trabalhar mais no eletrônico a fim de lucrar com ele mais à frente.

Não demoraria também para a gigante Sony revelar seu próprio óculos de realidade virtual, o Project Morpheus. De acordo com a Oculus VR, o acessório deve ser lançado somente em 2015, mas isso não quer dizer que não existem pessoas com o aparelho em mãos, e que já estejam desenvolvendo ideias para ele. Uma das poucas empresas que detém o Rift no Brasil é a Enken, uma companhia mais dedicada à publicidade do que em jogos eletrônicos em si. No escritório da empresa em São Paulo está a versão DK 2 do gadget. A Enken gentilmente convidou o GameReporter para uma bateria de testes do Rift a fim de darmos nosso parecer do que nos reserva a realidade virtual em alguns anos.

Em nossos testes tivemos acesso a quatro demonstrações de como a realidade pode ser explorada nos jogos eletrônicos e, acredite, coisa boa vem por aí. A primeira coisa que chama a atenção no Rift é a qualidade de definição da tela e o efeito 3D produzido (semelhante ao do Nintendo 3DS). Ao fixar o head na cabeça, nota-se que ele é bastante leve e não causa incômodo. O ajuste é feito posicionando os óculos de acordo com o que você observa nas duas telas de OLED.

O primeiro Demo testado foi uma das mais impressionantes vistas. Trata-se de um passeio de montanha russa. Nele, não temos qualquer tipo de controle sobre a ação, mas o efeito em três dimensões consegue passar a sensação de estar em uma montanha russa verdadeira. Chego até a sentir o típico frio na barriga antes da derradeira descida antes de pegar velocidade. Neste sentido, o isolamento da vista com a ação que ocorre fora dos óculos contribui para o cérebro ser enganado. Certamente que pessoas que passam mal neste brinquedo devem sentir enjoo ao fazer o teste no Rift. Quando viramos a cabeça, podemos visualizar os entorno dos trilhos.

A volta na Montanha Russa não é um jogo, mas serve bem para mostrar as capacidades do gadget. Outro ponto interessante é que a vista não se sente cansada como ocorre quando usamos o efeito 3D do portátil da Nintendo.

De acordo com a Enken, a versão 2.0 do Rift melhorou muito a latência em relação à primeira versão e é justamente isso que garante a ausência de desconforto. Há ainda uma câmera semelhante ao Kinect posicionada na tela do monitor à frente do Rift. Com ela é feita a captura de movimentos que permite que os movimentos executados a cada virar de cabeça sejam mais preciso.

Nosso segundo teste foi com outra demo técnica que não chega a ser um jogo. Tratava-se de uma aplicação que visa assustar os usuários mais desprevenidos. No demo, encontramo-nos em uma sala com um notebook na mesa e somos advertidos de que nossa coragem será testada até os últimos limites. A ideia é segura algumas teclas no computador e não soltá-la por nada. Uma vez que as teclas sejam liberadas significa “game over”.  O primeiro desses testes é uma invasão de moscas e varejeiras. O barulho das criaturas e ensurdecedor, mas não chegam a assustar de fato. O verdadeiro susto viria depois…

Há uma porta aberta à frente e de lá surge um velociraptor. O dinossauro posiciona-se à nossa frente rugindo de forma ameaçadora. Graças aos fones de ouvido de alta definição da Sony, a sensação de realidade é maximizada. Mais real que isso somente se fosse possível sentir o cheiro do animal e o vento produzido por sua respiração à nossa frente. De repente surgem facas que ficam sobrevoando à minha frente. Sem aviso elas caem muito próximas à minha mão. Desta vez sim, o instinto de alta preservação falou alto e por pouco não tirei o braço do caminho das facas.

Passados alguns segundos, as facas desaparecem para dar lugar a um novo horror: atrás do notebook surge uma aranha. A criatura começa a subir por meu braço direito de forma assustadora até chegar à minha orelha. O barulho reproduzido pelos fones é angustiante e foram produzidos a fim de causar pânico em pessoas que sofrem de aracnofobia.

Mesmo a ambientação não foi o bastante para convencer de que tudo o que ocorria era real o bastante para me fazer soltar os botões. Após passar pelo teste, o notebook avisa que somente há mais um teste a ser vencido. De trás do notebook salta em direção aos meus olhos outra aranha, desta vez em movimento de ataque como ocorre em filmes que exploram o temor das pessoas por aracnídeos. O susto não foi pouco, mas conseguir resistir até o final. A aplicação serviu para mostrar que o Rift será um acessório capaz de mexer com a sensação do jogador de forma que nenhum aparelho de imersão foi capaz até hoje. Imagine um game de terror como Slender: The Eight Pages ou Silent Hills, que explore as funcionalidades do Oculus Rift.

Nosso terceiro teste foi com Alien Isolation com a ajuda do controle do Xbox One. A imersão do game não é lá essas coisas, visto que todo o controle do personagem é feito com o controle. O Rift serve apenas para olhas pelos cantos. Quem já jogou Alien Isolation sabe que o game não é nada espetacular e, portanto, mesmo o headset de realidade virtual não pôde fazer milagres. A impressão que a menos que um game seja desenvolvido com o Rift em mente, o gadget torna-se dispensável.

O quarto e último teste foi com um game do gênero shooter espacial. Este sim, desenvolvido especialmente para o Rift. A jogabilidade é feita apenas movendo a cabeça para mirar nos inimigos que surgem ou para desviar de lixo espacial que está espalhando pelo espaço. Os tiros são efetuados automaticamente assim que a mira é travada nos inimigos. O game não é nenhum primor, mas apresenta ambientes bem trabalhados que proporcionam paisagens belíssimas. O fator desafio é mínimo e em geral, o game apenas serve para mostrar como o Rift pode ser usado como controle em um game de verdade.

De acordo com a Enken, muita coisa do Rift 2.0 ainda está sendo trabalhada pela Oculus VR e será aprimorada até chegar à versão final. Mas nosso teste provou que a imersão possível no headset é fantástica. Em jogos de ambientação de terror ou em aplicações que simulam situações reais como a montanha russa, o Rift mostra sua força. A Enken, inclusive, tem algumas ideias de possíveis aplicações para o Rift. Ao consumidor final, resta aguardar pelo lançamento do “brinquedo”, ciente de que todo o ceticismo é descabido: o Oculus Rift será o sonho de consumo de todo gamer. Resta esperar para ver se a Microsoft vai mesmo ignorar a realidade virtual, ou vai seguir os passos da Sony com seu Playstation 4.

Heroes of the Storm: brasileiro​s começam a ser chamados para fase de testes

A Blizzard Entertainment anunciou que liberou a primeira onda de convites para testes da versão alphade Heroes of the Storm para os brasileiros que haviam se inscritos no site do game.

O game ainda está em inglês, entretanto os jogadores brasileiros já encontram a facilidade de formas de pagamento em reais. Deste modo, quem quiser poderá efetuar pagamentos sem a obrigação de cartões internacionais. Além disso, a Publisher já anunciou que em breve disponibilizará versão em português do jogo.

Quem não conseguiu convite para essa fase de testes poderá participar da próxima, basta ter Heroes of the Storm selecionado na página de configurações da conta Battle.net. Ao adicionar o jogo na lista, as chances de receber o convite aumenta à medida que os meses vão passando.

A Blizzard espera conquistar muitos feedbacks nos fóruns oficiais, a fim de melhorar o game antes do lançamento oficial.

Abaixo tem um vídeo do jogo Heroes of the Storm: