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Projeto Terror Imersivo está em campanha de crowdfunding

Para quem curte histórias de terror, a dica é o projeto “Terror Imersivo”, criado pelo game designer Leandro Siqueira, que nada mais é que uma coletânea de 10 livros-jogos em formato de aplicativo. São dez histórias de terror que tem potencial para entreter adultos e crianças. Aqui os jogadores devem explorar fases e resolver mistérios para sobreviver, porém, ao invés de um jogo tradicional, o foco está no enredo e não nas mecânicas de jogo.

Terror Imersivo está em campanha de crowdfunding no apoia.se. De acordo com o desenvolvedor, escolher o formato de aplicativo permite dar uma liberdade e interação maior ao jogador. Para que o público pudesse entender melhor o projeto foi disponibilizado um demo de uma das histórias que compõe o aplicativo, o “cemitério do desespero“.

Esta demo pode ser baixada para Android ou para PC. Os demos são apenas para entendimento do projeto, o produto final será muito superior, promete Leandro. O valor arrecadado na campanha vai pagar os profissionais envolvidos no projeto como artistas, revisores de texto e programadores.

Segue abaixo os títulos de cada livro-jogo que compõe o Terror Imersivo:

– Cemitério do Desespero.

– 2 minutos para a meia-noite.

– A tumba do rei maldito.

– Vila Fantasma.

– Floresta sangrenta.

– Fim da linha.

– A morte está no quarto ao lado.

– 7 meninas.

– Pânico na estação.

– O Abismo profundo.

 

Abaixo tem o vídeo explicativo do projeto Terror Imersivo:

Conheça o jogo de terror e stealth Hello Neighbor

Hoje vamos falar de um jogo ainda não lançado, mas que demonstra potencial para se tornar um dos indies mais divertidos da temporada. Hello Neighbor, um jogo da produtora independente tinyBuild que mistura terror e stealth de maneira engenhosa. Aqui você encarna um garoto que está numa missão de invasão na casa de um vizinho bastante suspeito. Parece que os desenvolvedores buscaram inspiração no filme A Casa Monstro, pois até mesmo o estilo visual é bem cartunesco.

Você é o novo morador do bairro e em pouco tempo percebe que um de seus vizinhos age de maneira estranha, como se estivesse escondendo algo no porão. A coisa mais lógica a fazer é investigar a casa por si próprio e descobrir que mistérios estão escondidos lá. Porem a tarefa não é simples, pois a casa esconde várias armadilhas. Cabe ao jogador utilizar a inteligência e habilidade para fugir das diversas armadilhas e resolver os puzzles até descobrir o grande segredo da estranha casa.

O jogo é em primeira pessoa, de modo que o jogador se sente na pele do garoto. Não faltam momentos de tensão ao longo do game, pois o jogador deve investigar a casa sem se deixar ser pego pelo vizinho que está em constante alerta. A ideia é tentar entrar na casa sem ser pego, mas a cada vez que você é encontrado o vizinho aprende com sua tática anterior, de modo que você deve elaborar um novo truque.

Hello Neighbour é um jogo furtivo de terror sobre invadir a casa do vizinho. Um dos elementos mais significativos é inteligência artificial avançada, capaz de evoluir em conjunto com o jogador. O vizinho será controlado pela inteligência artificial, que irá aprender com as ações do jogador.”, disse Yulia Vakhrusheva, produtora do jogo.

Hello Neighbor está na 4º fase alfa e já pode ser adquirido através do GoG. O lançamento oficial está agendado para o dia 29 de Agosto. Para celebrar sua eminente chegada, o resto do catálogo da tinyBuild, desenvolvedora do jogo, e alguns outros games de furtividade estão em promoção, com até 80% de desconto na GoG.

Abaixo tem o trailer de Hello Neighbor:

Isaac e o Enigma do Explorador é jogo indie de terror ambientado na região de SC

A dica é para quem procurar um jogo aterrador e repleto de mistério: o Laboratório de Tecnologias Computacionais – LabTeC – da Universidade Federal de Santa Catarina – acaba de lançar o jogo Isaac e o Enigma do Explorador, um título que coloca o jogador no papel de um jovem garoto em uma missão para resolver o mistério por trás do desaparecimento de seu avô. O game é repleto de momentos de tensão e muitos puzzles.

A trama começa após Isaac descobrir um cofre misterioso do Museu Histórico de Araranguá que contém pedaços de pergaminhos. Esse documento é parte de uma pista que o direciona até a Mina de Visitação Octávio Fontana em Criciúma. Dentro desse ambiente, o menino explora com uma lanterna que pode ser a luz que orienta o seu caminho, além de proteger dos perigos que somente a escuridão esconde.

O jogo se passa na cidade de Araranguá, que é a localização do LabTeC. Ou seja, além de transmitir uma sensação de pura tensão, o game permite ao jogador viajar pela história das cidades de Araranguá e Criciúma. A ideia é que o jogador tenha a sensação de estar em um ambiente mais realista. Perigosos desafios surgem a todo o instante e Isaac precisa ser cauteloso para que consiga ir até o fim em sua aventura.

Um dos pontos altos de Isaac e o Enigma do Explorador é a exploração das minas de Criciúma, pois ali a sensação de horror psicológico se torna mais denso. Aqui o jogador vai adentrar por subterrâneos lúgubres e frios, andar por um cofre misterioso, recolher lanternas e itens para se proteger de monstros horrendos. Os sustos são bem frequentes.

Como se não bastasse, Isaac deve resolver diversos puzzles e enigmas sobre as cidades de Araranguá e Criciúma, pertencentes ao sul de Santa Catarina. A intenção dos desenvolvedores foi de que os jogadores apreendessem sobre a história da região e seus pontos turísticos se divertindo. Durante o jogo pode-se recolher itens para montar um altar mágico e uma profecia misteriosa.

Apesar do clima pesado, Isaac não chega a afastar jogadores acostumados a jogos como Slender the Eight Pages ou Silent Hill, pois o enfoque é mais didático, o jogador vai aprender mais sobre os pontos turísticos de Araranguá e Criciúma de maneira prática e divertida. Para download gratuito do jogo, além de mais informações sobre o projeto, você pode acessar o site oficial do jogo.

Abaixo tem o trailer de Isaac e o Enigma do Explorador:

Editora Intrínseca lança o livro Five Night at Freddy’s Olhos Prateados no Brasil

Nenhum outro game de terror causou impacto tão imediato e sensível aos jogadores nos últimos anos quanto a franquia Five Nights at Freddy’s. Não por acaso, desde o lançamento do original em 2014 já existem cinco jogos principais e dois spins-off. Pois bem, a série de terror não vai se limitar aos jogos eletrônicos: no fim do ano passado, o universo da série se expandiu com o lançamento do primeiro livro da trilogia Five Nights at Freddy’s: Olhos Prateados.

Gostou? Compre o livro Five Night at Freddy’s Olhos Prateados no Brasil agora

O lançamento foi tão bem sucedido que o livro está há mais de quinze semanas na lista de mais vendidos do New York Times. Os fãs brasileiros poderão colocar as mãos na obra literária em breve, pois a editora Intrínseca está trazendo este lançamento em nosso país. Olhos Prateados foi escrito pelo próprio Scott Cawthon, o criador da série Five Nights at Freddy’s, ou seja, é uma obra canône e com bastante detalhes sobre a trama.

olhos-prateadosO mais interessante é que o lançamento de Olhos Prateados pode responder muitos mistérios que permeiam a obra de Cawthon. E já não era sem tempo: a própria comunidade criou centenas de teorias sobre os acontecimentos vivenciados ao longo dos cinco games. Na série de jogos, o gamer assume o papel de um vigia noturno, contratado para cuidar de uma pizzaria que abriga grandes bonecos eletrônicos. Estes, porém, não só ganharam vida como passam a perseguir o vigia.

O horror em Five Nights at Freddy’s: Olhos Prateados

Já o livro Olhos Perdidos leva o leitor ao mundo de Charlie, uma adolescente que volta para sua cidade natal quando é convidada para participar de uma homenagem a um de seus amigos de infância, morto misteriosamente na pizzaria que pertencia ao pai da garota.

Dez anos depois, ela está de volta à cidade do assassinato e, com os amigos, decide revisitar o lugar que marcou a todos de forma tão pesada: a Pizzaria Freddy Fazbear’s. O local, cujas principais atrações eram os animatrônicos, ainda está de pé, mas, abandonado, se assemelha agora a um cenário de filme de terror.

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A atmosfera angustiante está presente tanto no jogo eletrônico quanto no livro. Se, no computador, os sustos causados pela aproximação dos bonecos são o grande ápice, no livro, o mistério que ameaça os jovens e as reviravoltas do enredo dão o tom de tensão, que se tornou marca registrada de Five Nights at Freddy’s.

Ao longo das 368 páginas o leitor vai mergulhar em um mundo de terror psicológico recheado de detalhes. A tradução ficou a cargo da Glenda D’Oliveira e o leitor encontrará o livro em formato impresso e em eBook pelos preços de R$ 39,90 e R$ 24,90, respectivamente.

Colina Legacy é o game de terror psicológico da Samurai Games

A dica de hoje é para quem curte horror psicológico e clima de suspense. Colina Legacy é um jogo publicado pela Samurai Games e não é nenhuma novidade (ele foi apresentado ao público durante a BGS 2016 e teve a demo liberada no início de outubro). Você controla, um jovem chamado Alex que vai até a antiga casa da colina onde sua avó vivera um dia. Nesta estranha casa acontecem muitos fenômenos paranormais e acontecimentos que colocam sua vida em perigo. Cabe a Alex descobrir o que está acontecendo na casa e onde estão as outras pessoas.

O game começa assim que Alex acorda dentro do carro de seus pais sozinho e em frente a casa da colina. Sem alternativas a não ser procurar por seus pais, Alex adentra a casa ciente de que algo está muito errado. O game não é linear, de modo que há um clima de incerteza do que se vai encontrar em sua jogatina a cada corredor ou nova porta. De acordo com a Samurai Games, a ideia é manter o suspense, ou seja, os elementos de ambientação do gameplay são dinâmicos e cada partida é única.

Diferente do habitual, Colina Legacy tem jogabilidade em 3º pessoa, pois, de acordo com os desenvolvedores, havia a intenção de reviver a experiência de terror psicológico old school. Os puzzles também são bem complicados, lembrando games da era 32/64 bits como Silent Hill e Resident Evil. Mas a Samurai Games deu um jeito de colocar mecânicas mais novas para prender a atenção dos jogadores mais novos, bem à lá Alan Wake em que você enfrenta inimigos com a luz da lanterna. Os gráficos também são bem bonitos e a ambientação é bem aterrorizante e contribui com  clima de mistério e suspense.

Para quem não conhece, a Samurai Games é uma pequena produtora brasileira de jogos. A demo está disponível para download na Steam. A ideia inicial era lançar Colina Legacy no final deste ano, porém os desenvolvedores tiveram de alongar o prazo e a expectativa é lançar a versão final em meados de 2017. O game é uma boa pedida para quem curte horror psicológico e sente saudades da pegada Silent Hill clássica.

Abaixo você confere o trailer de Colina Legacy:

Já conhece o game de terror psicológico Room 404?

Hoje vamos falar de um título que não é exatamente novidade, mas que merece destaque pela comunidade, pois trata-se de um título que tenta reviver o gênero de terror psicológico que fez fama no fim dos anos 90. Room 404 é fruto de uma parceria entre os estúdios brasileiros Machine Bear e 3DTM e possui mecânica em 1º pessoa. O jogo mescla horror psicológico com uma atmosfera sobrenatural, para contar a historia de Alex, um homem que perdeu o filho num misterioso acidente dentro do quarto 404 de um antigo hotel.

A trama narra a história de Alex, um homem que perdeu seu filho de maneira trágica dentro do quarto 404 de um misterioso hotel. O menino foi assassinado e sua mãe Catherine ficou foi encontrada ao lado do corpo, totalmente catatônica. Este fato a levou a completa loucura e internação em um manicômio. Após algum tempo, Catherine foge do hospital e os indícios apontam que ela tenha voltado ao quarto 404 atrás do filho falecido. Agora Alex tem que voltar ao Hotel, em busca de sua esposa, enquanto lida com o sobrenatural.

O game tem elementos típicos de horror psicológico, lembrando algo de Silent Hill ou Outlast. Parece que o objetivo do estúdio é deixar o jogador o mais perturbado possível. Para isso, foram colocados elementos para tornar o game mais tenebroso, como cenários que mudam sozinhos e uma trilha sonora bem sombria, além de terríveis aparições dignas de pesadelos.

Room 404 foi produzido com a Unreal Engine 4 e, por isso, consegue efeitos de luz e sombra dignos de menção. A física também é bem interessante, tal como o gameplay. Por se tratar de um game com atmosfera densa, não é indicado para jogadores mais novos. Há diversos quebra-cabeças a serem resolvidos e jump scares à lá Slender: The Eight Pages. O game já está disponível (exclusivo de PCs) através da Steam.

Abaixo temos o trailer de Room 404:

Night Terrors: The Beginning vai transformar sua casa em um cenário de filme de terror

Pokémon Go foi o primeiro grande título a utilizar realidade virtual no celular. Portanto, não é de se espantar que após o sucesso do jogo da Niantic outros jogos viessem nesse embalo. A próxima grande tacada é Night Terrors: The Beginnig, cuja temática deixa os monstrinhos fofinhos para apresentar verdadeiras aparições macabras (fantasmas, demônios e monstros) para assustar o jogador.  Apesar da fama de ser um clone sinistro de Pokémon Go, Night Terrors surgiu antes do jogo da Niantic Labs através do site de crowdfunding IndieGogo, porém o longo tempo de desenvolvimento atrasou o lançamento.

O detalhe é que assim como Pokémon Go, Night Terrors utiliza a câmera para mostrar as aparições como se estivessem nos corredores de sua casa. Ah, o jogo só funciona à noite, para dar mais um toque de horror na jogatina. Como se não bastasse, você precisa conectar os fones de ouvido para desfrutar da experiência, Além disso, o aparelho celular começa a funcionar de maneira estranha, como o flash piscando e interferências estranhas. É importante ressaltar que o game só funciona plenamente em ambientes internos e você deve desligar todas as luzes de casa.

Night Terrors junta elementos do filme Rec e da franquia Silent Hill, ou seja, você se guia através da escuridão da sua casa usando a parca iluminação do flash (que serve como lanterna). De tempos em tempos o celular tira fotos com aparições estranhas e objetos da casa se movem através da tela do celular. A ideia é fazer parecer que equipamentos eletrônicos sofrem interferência quando estão próximos de criaturas sobrenaturais.

A desenvolvedora Novum Analytics caprichou nos detalhes para tornar a experiência mais tenebrosa: o jogo até mesmo usa os sensores do smartphone para saber se o usuário está parado ou se movimentando. Todas as informações alimentadas pelo ambiente ditam o rumo da narrativa.  O objetivo inicial é encontrar uma garota perdida seguindo uma estranha frequência, porém, conforme as aparições surgem, seu objetivo rapidamente torna-se sobreviver. Caso você “morra”, seu progresso vai a zero e você deve recomeçar sua escabrosa aventura.

Segundo a Novum Analytics, após jogar Night Terrors, o jogador jamais verá a própria casa do mesmo modo. Se você ficou empolgado, saiba que o game já está disponível para download (por enquanto apenas para usuários iOS). A desenvolvedora promete que a versão para Android chega em breve, basta ficar antenado. Segundo os desenvolvedores, serão feitos updates de tempos em tempos para tornar a experiência melhor.

Abaixo tem o trailer de Night Terrors: The Beginning:

Capcom celebra os 20 anos de Resident Evil

Este final de março marca o aniversário de 20 anos de uma das franquias mais amadas de todos os tempos entre os jogos eletrônicos. Quando lançou Resident Evil, a Capcom sequer esperava que a série de terror se tornaria tão popular quanto se tornou e muito menos que ela sobreviveria por tantos anos, apesar dos altos e baixos.

Resident Evil narrava a aventura do aloja tema em busca de respostas acerca do desaparecimento da equipe bravo tema que desapareceu nas florestas próximas a Raccoon City, a aventura os levam até uma mansão infestada de zumbis e criaturas saídas de pesadelos. O Game revolucionou o significado da palavra survival horror ao entregar uma trama envolvente, puzzles desafiadores e uma ambientação típica de filmes de zumbi.

O jogo era pontuado por corredores escuros, aposentos agourentos, jump scares e momentos tão arrepiantes que qualquer um ficaria com a espinha congelada. Quem não se lembra da clássica cena do primeiro zumbi encarando o jogador? O peso da marca Resident  Evil é enorme e sem sombra de dúvidas é sinônimo de sucesso e já deixou seu nome registrado como ícone da cultura pop.

São mais 66 milhões de jogos vendidos, além de filmes e livros licenciados. Para celebrar o 20º aniversário da série, a Capcom lança uma série de entrevistas com os desenvolvedores, com comentários de alguns dos mais influentes membros da equipe até hoje. Os responsáveis pela franquia reabrem as portas da mansão para rememorar os primórdios do fenômeno do survival horror e sua ascensão épica ao longo dos anos.

O primeiro vídeo, com o produtor Hiroyuki Kobayashi, já está disponível no canal oficial do YouTube com legendas em português brasileiro (é preciso ativar as legendas no player). De acordo com a Capcom, as comemorações do aniversário irão continuar ao longo dos próximos 12 meses e a equipe está trabalhando duro para revelar algumas surpresas incríveis. Uma das novidades, aliás, já foi revelada: o novo filme em CGI Resident Evil: Vendetta. Além disso, a Capcom relançou Resident Evil 6 para Xbox One e Playstation 4.

Já para aqueles que querem sentir o gosto de nostalgia de um dos jogos mais emblemáticos da geração 32 bits, a dica é jogar Resident Evil Origins Collection, que foi lançado há pouco tempo para os consoles de nova geração. Ainda que a nova versão seja um revival do jogo lançado em 2002 para o Game Cube, a experiência está toda lá, porém melhorada. Nele você revê todos os momentos clássicos como o encontro com o primeiro zumbi, o ataque dos cachorros infectados e as batalhas contra cova gigante e chefão do jogo.

Abaixo fica o primeiro vídeo especial dos 20 anos de Resident Evil:

O mistério do game Ben and Ed

A internet é cheia de coisas raras e um espaço comum para teorias terríveis e conteúdos obscuros. Nosso tema de hoje é o jogo indie Ben and Ed, um “jump & run” lançado em dezembro de 2015 que a princípio parece bem inocente, mas que por trás pode esconder um mistério muito inquietante. No jogo você controle Ben, um zumbi que é forçado a participar de um bizarro programa de TV cujo objetivo é desviar de armadilhas e obstáculos até que se chegue ao final e salve seu amigo humano chamado Ed.

As armadilhas são mortais, de modo que Ben deve pular para desviar de lâminas e martelos enquanto corre em um cenário linear. A jogabilidade é bem simples e o macete é a dificuldade que aumenta gradativamente. Até aqui o jogo não tem nada de espetacular, certo? Mas as coisas ficam mais sombrias ao passo que, apesar dos visuais cartunescos, as mortes no jogo deixam uma péssima sensação. Desmembramentos, quedas e esmagamentos são frequentes. O game possui easter eggs bem sombrios, como a aparição de Ben Drowned, da famosa creepypasta de Zelda. Mas isto não é nada…

Ao passar todas as armadilhas e terminar o game (spoiler alert), você recebe seu prêmio que é reunir-se com o menino Ed. Adivinhem o que Ben faz ao encontrar seu amigo? Começa a devorá-lo. Um final nada feliz. No mesmo dia em que o jogo foi lançado, surgiu no Facebook uma página chamada Bennnnnnn, cuja descrição é “Chopped up, hiden” (picado, escondido) e que trazia ilustrações dos personagens do jogo e uma foto com as escritas “press e to celebrate”, a mesma que aparece no final do game. A ligação da página com o jogo era óbvia.

Além desta imagem, a página contém muitas outras fotos com mensagens desconhecidas e rostos encobertos pelas sombras. Há até fotos de Armin Meiwes (o notório Canibal de Rotenburg), que pode significar uma alegoria do final do game. Com tantos segredos, não demorou para o game ser postado na comunidade 4Chan, onde os internautas descobriram coisas interessantes, como a localização das estranhas fotografias.

De acordo com as pesquisas utilizando geolocalização, chegou-se à conclusão que o local das fotos são as imediações de Essen, uma cidade na Alemanha repleta de bosques. Uma das fotos foi claramente tirada em uma dessas áreas florestais. Pois bem, um dos interunautas chamado Ryan que mora nas proximidades de Essen teria resolvido ir até o local para esclarecer o mistério entre a ligação entre o jogo Ben and Ed e a página do Facebook. O que Ryan descobriu é perturbador: um iPod abandonado e restos de uma ossada.

Até então ninguém pode ter certeza do que tudo isto significa, mas há quem acredite que o jogo é uma alusão a um crime de morte e canibalismo real. Será que o suposto assassino seria um desenvolvedor de jogos que utilizou sua obra como alegoria como uma metáfora para suas atividades depravadas? Seja como for, há de se concordar que a ligação entre o jogo e a página é bastante perturbadora. Ainda assim, a popularidade da teoria certamente teria despertado a atenção das autoridades e o caso já teria sido solucionado.

O caso circulou a internet e até apareceu no canal DrossRotzank, onde alcançou uma grande audiência. Se você ficou curioso acerca deste mistério, junte-se aos outros internautas e tente solucionar o mistério acerca deste game. O jogo é para PCs e pode ser acessado através da Steam.

Abaixo tem o trailer de Ben and Ed:

“Pesadelo – Regressão” está disponível no Steam

Após uma longa espera finalmente os jogadores poderão jogar Pesadelo – Regressão, a sequência de terror do jogo da Skyjaz Games. O novo game é um survival horror com elementos do folclore brasileiro e ele chega ai mercado com dublagem em português e opção de legendas em inglês. O lançamento ocorre hoje (11/02) apenas para PCs e Mac. A Skyjaz está bastante animado com este lançamento, pois o jogo anterior (Pesadelo – O Início) foi baixado mais de 2 milhões de vezes.

A trama conta a saga de Alex, um jovem comum sem memórias de seu passado. Após conhecer Sara, uma cientista que o incentiva a ser cobaia em um programa de recuperação de memórias, Alex passa a adentrar um pesadelo de onde será difícil sair ileso. Alex é conectado a um software que reconstrói memórias perdidas, recriando cenários e projetando-os através de sonhos. É aí que as coisas começam a dar errado para ele. Em um desses sonhos, Alex passa a ser perseguido por uma garota que ele atormentava na escola quando criança, e que, agora, busca vingança.

O jogador toma controle do personagem em um mundo sombrio criado por sua própria mente, enfrentando problemas que ele preferiria manter esquecidos. Entre os ambientes visitados neste pesadelo estão um cemitério, uma igreja, laboratórios, florestas, mausoléus e escolas abandonadas. Em cada um deles o personagem deve encontrar pistas que o ajudem a descobrir mais de seu próprio passado.

O grande macete é que o game é pontuado por criaturas do folclore brasileiro como a Mula-Sem-Cabeça e o Curupira. Eles fazem parte das memórias do personagem, e por isso, deve-se enfrenta-los para lidar com seus medos. Este é um dos primeiros games indie brasileiro a fazer uso do folclore nacional para assustar os jogadores.

Tal como em jogos de survival horror clássicos, Pesadelo – Regressão não possui armas para enfrentar os inimigos. Para ajudar na missão, Alex carrega consigo um cinto de utilidades com objetos coletados pelo caminho como chaves, isqueiro e plantas medicinais. A ambientação é bem escura e a lanterna é o item mais importante de todos, de modo que os sustos podem ocorrer a qualquer momento.

O trabalho de áudio contribui e muito para o clima de tensão. A trilha e efeitos foram desenvolvidos para que os jogadores fiquem sempre atentos aos mínimos ruídos. A ambientação sonora dos cenários foi captada em locais reais, como fazendas, currais e escolas. Regressão, aliás, foi criado através da Unreal Engine 4, portanto houve um trabalho meticuloso e tecnologia avançada para criar um produto de padrão AAA. A intenção da Skyjaz é que o jogo seja lançado também para o Playstation 4, futuramente.

Pesadelo – Regressão está disponível na Nuuvem e na Steam. Abaixo tem o trailer do game: