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Start Up FazGame recebe prêmio Nexso do BID

Unir games e educação é uma barreira que vai sendo vencida aos poucos e que vai levar alguns anos para ser totalmente transposta. Sempre que uma iniciativa visa unir esses dois mundos é natural que desperte as atenções do público e da mídia. Este é o caso da Start Up FazGame, projeto criado para propiciar a mudança na sala de aula, inserindo ludicidade e autoria no ambiente educacional e proporcionando uma dinâmica de aprendizado motivadora.

O FazGame é uma ferramenta de simples uso, onde professores e alunos são autores, podendo criar, publicar e jogar games educacionais – sem precisar de conhecimentos adicionais de programação ou design. De acordo com os autores do projeto, a ideia serve para evitar a evasão escolar, incentivando que alunos egressos do Ensino Fundamental do Brasil vejam o ensino como algo menos desinteressante e mais envolvido com sua própria realidade.

Não por acaso o FazGame foi um dos premiados do Nexso, um concurso criado para premiar as Start Ups mais inovadoras da América Latina e do Caribe na Indústria Criativa e Cultural. O prêmio é cortesia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e reuniu mais de 500 start ups. O prêmio e a apresentação do FazGame no evento DemandSolutions 2016 do BID em Washington, acontecem junto com o lançamento da versão do FazGame em Espanhol e Inglês, um dos passos planejados para o lançamento global do software.

Ao realizar projetos FazGame, os alunos desenvolvem diferentes competências do Século XXI, como criatividade, colaboração, raciocínio lógico e resolução de problemas. O FazGame foi desenvolvido e está sendo aprimorado com recursos de fomento à inovação da FINEP e FAPERJ. Já foi aplicado em mais de 150 escolas, com impacto em 12.000 alunos do ensino público e privado, tendo mais de 500 games publicados, com mais de 65.000 acessos aos games.

Com essa conquista, é mais do que certo que o FazGame ganhará mais notoriedade e quem sabe investimento para transformar a vida de milhares de jovens que buscam uma profissão. Além disso, o programa FazGame certamente vai impulsionar a indústria de jogos digitais no Brasil.

Abaixo tem a lista de vencedores do Nexso, incluindo o FazGame:

Badabada – Popix produções, Brazil
Frei.re – Escribo Inovação e Educação, Brazil
Gamesquare, Brazil
Primeiro Livro – Centro de Autoria e Cultura, Brazil
FazGame – TecZelt, Brazil
Lorapp, Colombia
Nativo Digital – World Tech Makers, Colombia
Kits Artesanales – DIDART, Guatemala
BookFusion, Jamaica
Con Equis Niños, Mexico
Ecosistema contenidos digitales para lenguas originarias de América, Mexico
Mi Cartelera MX, Mexico

GameBau inicia operações no Brasil com o lançamento do jogo mobile Rainbow Pop

Hoje o destaque é o game mobile Rainbow Pop, lançado pela startup GameBau, que chegou ao Brasil no mês passado apostando alto no nosso mercado. O título é um puzzle casual em que o jogador deve auxiliar a Chapeuzinho Vermelho estourando bolhas da mesma cor. O título chegou gratuitamente para Android e iOS e aposta em cores vibrantes e jogabilidade simples para cativar os gamers.

Rainbow Pop possui mais de 230 fases e à medida que o jogador vai progredindo, novos poderes são habilitados. Além disso, surgem elfos da floresta para ajudar a vencer os desafios que ficam cada vez mais rápidos. O game é bastante parecido com o clássico Bust a Move, que fez bastante sucesso na geração 16 bits. A diferença é que os jogadores podem desafiar amigos e acompanhar o progresso online devido à integração com o Facebook. Também é possível conversar via chat dentro do próprio game.

Vale lembrar que o game é o primeiro lançamento da GameBau no Brasil. A empresa foi criada há cerca de três meses pelo chinês Sean Xiong, diretor executivo, e pelo português Pedro D’Aguiar, diretor de operações.

“A GameBau é uma empresa global, com operações no Brasil, México, Alemanha e China. Nossa proposta é integrar conteúdo digital de qualidade ao estilo de vida das pessoas e ao gosto do mercado latino-americano, colaborando com parceiros regionais”, explica Pedro D’Aguiar. De acordo com a GameBau, o próximo lançamento é Mini Warriors, que deve chegar ao mercado em agosto.

Rainbow Pop já está disponível gratuitamente para Android e iOS.

Abaixo está o trailer do game Rainbow Pop:

Behive: startup cria novo time brasileiro de e-Sports para competições mundiais

Imagine um processo seletivo em que o cargo pleiteado é ser um jogador de videogame profissional, com direito a salário e tudo o mais. Essa é a ideia da Behive, startup criada com o intuito de formar equipes profissionais de e-sports e competir no cenário mundial de e-sports.

A ideia é ambiciosa e o processo seletivo está a todo vapor, na verdade a última etapa ocorre neste final de semana na Unidade Guarulhos da Escola Saga. No local, 60 candidatos concorrem as 10 vagas de emprego como cyber atleta. Tudo o que eles devem fazer é jogar League of Legends em condições intensas do ponto de vista técnico e emocional, e uma entrevista individual. Os escolhidos integram os dois times criados pela Behive.

“O tryout é só mais uma etapa de um modelo absolutamente inovador de montagem de time de e-Sports no Brasil, e abre um novo capítulo na história dos cyber atletas”, diz Anderson Lourenço, um dos idealizadores da Behive.

A Behive deve agir como uma instituição esportiva, como os times de futebol profissional. Ou seja, eles contratam talentos, dão treinamento, firmam contratos com os atletas e passam a gerir a carreira profissional, além de inscrever os membros do time em competições mundiais e nacionais dos games que estiverem treinando. A meta é vencer os milionários torneios que surgem ao redor do mundo.

Parte do trabalho da Behive já está pronto: já existe o técnico do time, no caso o experiente cyber atleta Guilherme “Necro” da Silva, que já foi técnico da equipe paiN Gaming, que também jogo LoL profissionalmente. “Vou fazer o trabalho de um verdadeiro treinador: pegar talentos da base e transformá-los em campeões. Esse é o meu desafio pelos próximos anos na Behive”, afirma.

Os 60 candidatos saíram de um processo que perdura desde o mês de abril e contava com cerca de mil candidatos inscritos pela página da Behive no Facebook. Para chegar nesta fase os candidatos precisavam ser maiores de idade até janeiro de 2015 e passar por uma avaliação de perfil comportamental.

“A ideia é de trabalho e cooperação, como acontece numa colmeia (hive, em inglês) onde as abelhas trabalham de forma organizada e harmônica para o bem-estar comum. Por isso também a junção com be, do verbo ser em inglês”, explica Miriam, master coach da Behive.

Evidentemente, a Behive está de olho nas gordas premiações que campeonatos de e-sports oferecem aos vencedores. Este ano, a final do Campeonato Mundial de LoL foi no Sagam, um dos estádios da Copa do Mundo de Futebol de 2002, na Coréia do Sul, e a equipe vencedora faturou US$1 milhão. Ocorreram outros campeonatos semelhantes ao redor do mundo. Imagine quanto dinheiro uma equipe bem estruturada e capacitada pode lucrar, se vencer diversos campeonatos?

A Behive pretende ainda que o centro de treinamento seja diferente das chamadas gaming houses. No caso, o que vai ser feito é uma gaming office, ou seja, um escritório montado de maneira lúdica, mas que não lembra um ambiente doméstico. A intenção é transformar uma equipe de e-sports em negócio mesmo.

“Inspiramos-nos nas outras modalidades esportivas, em que os atletas vão para seus clubes treinar, mas voltam para suas casas e levam uma vida social como qualquer outra pessoa”, explica Lourenço. “Dessa forma, também estimulamos nossos atletas a continuarem seus estudos”, acrescenta Miriam.

Os dez selecionados pelo tryout começam a ‘trabalhar’ em janeiro de 2015, quando será anunciada a localização do escritório e outras informações sobre o espaço, horários de treinamento etc. Os jogadores da Behive também terão remuneração mensal e outros direitos comuns aos trabalhadores brasileiros. Inicialmente, os dez jogadores irão compor dois times de LoL e a expectativa é de, em 2015, disputarem o Campeonato Brasileiro de League of Legends e, em 2016, vencerem alguma competição.

A fase final de seleção – o Tryout – aconteceu no último final de semana (15 e 16 de novembro), na Saga Guarulhos, às 8h30, com uma apresentação da master coach Miriam Tsugawa, e um briefing do técnico Necro.  Os dez selecionados serão conhecidos na semana de 17 a 21 de novembro.

Fragmentorum Alba: startup de games lança primeiro jogo dentro de aceleradora

A Otus, desenvolvedora brasileira e primeira startup surgida dentro de uma aceleradora no Rio Grande do Sul (Estarte.Me) acaba de anunciar que seu primeiro jogo chega ao mercado em setembro deste ano. O game chama-se Fragmentorum Alba e levou um ano inteiro para ser desenvolvido.

O game segue o gênero de terror e conta a história de um professor britânico que recebe uma mensagem gravada em uma misteriosa fita. O conteúdo da fita é desconhecido, pois sempre que o professor tenta ouvi-la ocorrem distúrbios relacionados a eletrônicos e tecnologia.

O professor acredita que a fita vem de algo maior e desconhecido e resolve ir aos EUA tentar decodificá-la. Ao entrar no elevador do hotel Arx Rubra, um novo distúrbio ocorre, deixando o professor preso no prédio. Neste local ocorrerão diversos fenômenos estranhos, cabendo ao jogador guiar o pobre professor a descobrir o que se passa no local.

O game busca inspiração em clássicos do terror para obter seu tom sinistro como os filmes Eraserhead, Cidade dos Sonhos, O Iluminado e a série Além da Imaginação. Além deles, “(…) Séries como Mad Men foram de grande valia para estudarmos a vestimenta da época e criar cenários de acordo com o período histórico do jogo”, disse Tiago Rech, um dos membros da Otus.

O game promete muito suspense e cenas de congelar a espinha. O interessante é que o projeto é a primeira obra gerada através de uma aceleradora no RS, prática que aos poucos vai se popularizando pelo Brasil. A Otus, aliás, é bem conhecida do público brasileiro, afinal a desenvolvedora conquistou destaque em alguns eventos como primeiro lugar no Desafio de Games Sebrae, primeiro lugar na categoria ambientação na Ludum Dare #25, terceiro lugar na categoria ambientação na Ludum Dare #27 e finalista da Indie Speed Run 2013.

“Os desafios nos deram a possibilidade de testar detalhes do Fragmentorum Alba, como iluminação, cor, elementos de som, cenários 3D e sistema de rotação de câmera”, conta Klos Cunha, desenvolvedor na Otus.

O teaser de Fragmentorum Alba pode ser conferido abaixo: