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Criador da Video Game Orchestra, estará na 11ª edição da Brasil Game Show

Mais um convidado especial acaba de ser confirmado para a Brasil Game Show, a maior feira de games da América Latina, o criador da Video Game Orchestra, Shota Nakama, será um dos convidados especiais do evento. Nakama ganhou notoriedade por seu papel protagonista na criação do evento que homenageia algumas das composições da videogame music em formato de orquestra.

De acordo com os organizadores da BGS, Nakama, irá participar de sessões de meet & greet gratuitas, será jurado nos concursos de cosplay e fará apresentações no BGS Talks. Ele também será um dos homenageados no Wall of Fame da BGS, que acontece de 10 a 14 de outubro, em São Paulo. Será uma oportunidade de conhecer mais o trabalho de uma das figuras mais aclamadas da contemporaneidade.

O compositor em uma de suas apresentações.

A 11º edição da Brasil Game Show acontece entre 10 e 14 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo. Os fãs do trabalho de Nakama poderão tirar fotos e pegar autógrafos; conferir apresentações no palco do BGS Talks, onde vai falar sobre sua trajetória na música e nos games; e desempenhará papel de jurado nos concursos de cosplay. Além de interagir com os visitantes em vários momentos, ele também terá as mãos gravadas no Wall of Fame, homenagem da BGS às personalidades da indústria de games.

“Asim como nos filmes, séries e comerciais de TV, também nos jogos eletrônicos a música tem cada vez mais relevância e é fundamental para a imersão do jogador. Ter um convidado com o talento e o trabalho musical de Shota Nakama, que é reverenciado mundialmente, é um presente e uma inspiração não apenas para o público da BGS, mas para desenvolvedores, produtores, profissionais de áudio para games, enfim, para todos os envolvidos nesse universo”, diz Marcelo Tavares, CEO da BGS.

A Video Game Orchestra começou em 2008 e se tornou famosa por introduzir o conceito de apresentação “rockestral”, em que os concertos são realizados com orquestra, coro e banda de rock. O projeto foi lançado em Boston (EUA), para 150 pessoas, e acabou se tornando um dos mais importantes concertos de videogame, com turnê pelos EUA, Canadá, Japão, China e Taiwan.

Nakama também é produtor do Capcom Live, que segue os mesmos moldes da Video Game Orchestra mas em que são executadas as trilhas de games da Capcom, e já compôs, organizou, orquestrou, gravou e mixou para franquias, como Final FantasyKingdom Hearts, Sonic Mania, Little Witch Academia (Netflix), entre outros. Ele ainda comanda a SoundtRec, empresa responsável pela produção musical de games, filmes e animações, e está produzindo o Sonic the Hedgehog Live, lançado em 5 de agosto.

Além de Shota Nakama, outros nomes são confirmados na BGS 2018

 

A 11ª edição da Brasil Game Show terá também muitas atrações internacionais. Além de Nakama, já estão confirmados: Fumito Ueda, criador dos aclamados jogos Shadow of the Colossus, Ico e The Last Guardian; Charles Martinet, dublador de Mario, famoso personagem da Nintendo; Nolan Bushnell, criador do Atari; Daniel Pesina, intérprete de diversos personagens icônicos de Mortal Kombat; Katsuhiro Harada, diretor de Tekken e de Soul Calibur, ambas importantes séries de jogos de luta; Michiteru Okabe, produtor sênior de Devil May Cry 5 e Yoshiaki Hirabayashi, produtor de Resident Evil. Também está garantida a participação da line-up de Counter Strike: Global Offensive (CS:GO) da MIBR, que conta com ídolos dos eSports como os jogadores brasileiros Marcelo “coldzera” e Gabriel “FalleN”.

 

Serviço – Brasil Game Show 2018

Quando: 10 a 14 de Outubro (1º dia exclusivo para imprensa e negócios)

Onde: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo – SP

Horário: 13h às 21h

 

Shopping de São Paulo recebe primeira unidade do Voyager, nova casa dedicada à realidade virtual

Na última quinta-feira (09 de agosto) a cidade de São Paulo ganhou um novo centro de entretenimento voltado para os fãs de jogos digitais: o Voyager. Localizado no terceiro andar do Shopping JK Iguatemi, o Voyager foi criado pelo estúdio ARVORE e promete uma experiência pioneira no Brasil, um centro de entretenimento dedicado à realidade virtual. Podemos simplificar o projeto como um fliperama totalmente dedicado à jogos, cinemáticas e demais experiências que fazem uso dos óculos de realidade virtual.

O espaço possui 350 metros (bastante aproveitado ) e comporta jogos e experiências diversificadas, tais como o multiplayer Jousting Time, que tem ambientação medieval; o famoso Beat Saber; a animação Asteroids; e o brasileiro Pixel Ripped 1989. A intenção é oferecer variedade e divertir os jogadores. De acordo om Ricardo Laganaro, Chief Storytelling Officer da ARVORE, o Voyager conta com um catálogo de 20 jogos que serão trocados de tempos em tempos.

Ricardo Laganaro, Chief Storytelling Officer da ARVORE

“Temos cerca de vinte jogos aqui no Voyager, eles devem ser trocados em cerca de quinze a 20 dias para as pessoas conheçam coisas novas”, disse Ricardo Laganaro. Segundo o executivo a ideia é abrir seis unidades até o final do ano, de modo que a Voyager não ficara restrita apenas aos jogadores de São Paulo. Outra ideia para o futuro é abraçar produções nacionais, diz Laganaro. “Os produtores independentes terão sim a oportunidade de colocar seus jogos no Voyager. Temos planos de abrir espaço para a indústria nacional, até porque o mercado de VR ainda é bastante experimental”, conclui o executivo.

Além de a tecnologia VR ainda não ser massificada, um fato destacado por Ricardo Laganaro é que o tempo de jogatina no Voyager é de cerca de uma hora, inviabilizando jogos grandes que já fazem uso do VR, tais como Resident Evil 7 ou Skyrim. Ainda assim, é possível que os jogos estejam em formato de demonstração, tal como Pixel Ripped 1989, da própria ARVORE, que na versão final tem cerca de quatro horas de jogo.

Um dos destaques do Voyager é o viral Beat Saber

A aposta da ARVORE não é injustificada: de acordo com relatório da Goldman Sachs, a realidade virtual movimentou cerca de US$ 2 bilhões apenas em 2017 e a previsão é de alta, principalmente no Brasil. A expectativa é que o público jovem conheça a experiência e passe mais tempo conhecendo a tecnologia.

E engana-se quem pensa que só os videogames são afetados pelo VR: as empresas de publicidade, cinema, automobilismo e telecomunicações já sonham com os lucros da realidade virtual. Para se ter ideia, só no Brasil o número de empresas que começaram a trabalhar com o VR subiu de 8 para 150. Até mesmo o Grupo Globo já cresceu os olhos para a tecnologia.

Por que vale a pena o ingresso para o Voyager?

Durante nossa visita pudemos testar vários dos jogos expostos no Voyager. Desses, podemos destacar quatro projetos em especial que merecem uma jogada: Pixel Ripped 1989, Life of Us, Dreams of “O” e o Race FX. Esses quatro são os mais indicados para entender o Voyager e a tecnologia de realidade virtual e todas as suas possibilidades.

 

Pixel Ripped 1989

Pixel Ripped

Já falamos algumas vezes sobre o projeto criado pela Ana Ribeiro, mas vale a pena falar sobre as primeiras impressões. O jogo transportar o jogador para um mundo fantástico em que videogame e vida real se misturam. Você é uma garota no meio da sala de aula que não consegue evitar uma partida de seu Gameboy. O problema é que a professora está atenta e vai fazer de tudo para o jogador largar o console. Em alguns momentos, Pixel Ripped mistura o 2D e o 3D de uma maneira que surpreende bastante. Mesmo nos momentos em que o objetivo é distrair a professora, Pixel Ripped consegue soluções inventivas para não entediar o jogador.

 

Life of Us

Este aqui não é bem um jogo, mas sim uma experiência interativa onde duas pessoas passam por toda a história da vida na Terra, passando por diferentes fases da nossa existência. O jogador vai ter a oportunidade de ser um peixe pré-histórico ou mesmo um dinossauro. O conceito e bastante interessante e os gráficos são bem desenvolvidos.

 

Dreams of “O”

Outra experiência sensorial é o Dreams of O, inspirado no Cirque du Soleil. Basicamente o jogador se torna um expectador de acrobacias e números audaciosos de artistas do circo mais famoso do mundo. A trilha sonora e os efeitos visuais são o ponto alto. Como é uma experiência mais voltada ao visual, Dreams of O pode ser apreciado por pessoas pouco familiarizadas com videogames. É uma experiência bem artística.

 

Race FX

 

Esta experiência é ideal para quem gosta de corrida. Trata-se de um simulador de formula 1, incluindo um cockpit em tamanho real com giroscópio. Ao usar os óculos de realidade virtual, espera-se uma experiência bem próxima de um carro de verdade. Já que o cockpit se move de um lado a outro, o jogador acaba sentindo na pele as colisões e curvas. Mas não se engane: é uma experiência intensa e pode causar estranheza em quem não tem familiaridade com arcades. Já dá para imaginar como as coisas vão ser no futuro quando autoescolas implantarem realidade virtual com gráficos foto realistas.

 

Serviço – Voyager

Onde: Shopping JK Iguatemi – Av. Juscelino Kubitschek, 2041, Vila Olímpia, SP

Quando: Segunda a Domingo das 10hs às 21:30hs

Idade: a partir dos 7 anos

Quanto: R$ 59,90

Abaixo tem fotos do Voyager (autoria de Wolfigang Emiliano)

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Jogos de fuga – Conheca o desafio Jogos Mortais do Escape Time

Quem gosta de jogos de fuga e de ambientes de terror, a dica é encarar o novo desafio da Escape Time: a sala Jogos Mortais. A série de filmes Jogos Mortais é o mais novo tema da sala de fuga do Escape Time.  O ambiente é um dos grandes chamarizes para se sentir imerso na experiência, ao entrar na sala a sensação que dá é que estamos mesmo prestes a morrer se não realizarmos os desafios.

A sala é inspirada no filme, levando apenas o nome com direitos autorais. Não espere encontrar elementos ou identidade visuais idênticos. O jogo presta uma bela homenagem a quem curte terror, incluindo elementos do filme. O desafio é descobrir quem o terrivel assassino que faz jogos mentais com suas vitimas.

A convite do Escape Time jogamos a sala. Abaixo detalho como foi a nossa experiencia nesta sombria situação.

Nossa experiência:

Não espere por facilidade o desafio exige raciocínio rápido então caso seja novato em salas de fuga é recomendado que opte por outra sala para adquirir experiência. Sim, o desafio é realmente complicado e vai medir sua capacidade intelectual e com seus medos.

Os enigmas encontram-se nos mínimos detalhes e transmitem com bastante competência a sensação macabra dos filmes. Existem soluções bastante criativas e “econômicas” para a construção de todo o cenário, e isso chama atenção logo de cara. Em uma hora de jogo tivemos que fazer diversos enigmas, alguns para apenas começar a “brincadeira”.

Logo de início você irá presenciar uma situação claustrofóbica e deve manter a calma para sair dela. Aqueles que não tiverem certamente irão gastar muito tempo apenas no início.

O jogador possui cinco dicas que servem para auxiliar nas situações apertadas, no melhor estilo mestre dos magos. Então não espere por respostas simples, elas são enigmáticas e isso deixam as coisas ainda melhores.

Infelizmente não conseguimos finalizar a sala. Pois acreditem é uma sala bem difícil.

Porém a experiencia de perder pode vir a ser um ponto forte, principalmente aos curiosos que estão loucos para descobrir o que tem no fim. Então sendo assim digo que o fator “tente novamente” funciona para este cenário.

Vale a pena jogar devido a:

– Ambientação.

– Dificuldade elevada deixa você com vontade de voltar, caso perca na primeira vez.

– Desafio elevado lhe coloca a prova e mostra como você reagiria numa situação daquelas, e possivelmente mostra como você sairia dali (vivo ou morto).

– Cumpre muito bem o papel do trabalho em equipe.

– Exige escolhas que podem impactar em todo desempenho.

Nota: 95%

Artigo por Victor Cândido

 

Servico – Escape Time – Jogo Mortais

O Escape Time está localizado na Av. Nova Independência, 1056 – Cidade Monções, São Paulo (De trem a estação mais próxima é a Vila Olímpia).

Red Bull Station recebe galeria de realidade virtual inédita no Brasil

A realidade virtual é a grande aposta do mercado de jogos eletrônicos e do marketing mundial. Quem quer conhecer essa tecnologia e suas variadas aplicações, basta ir no espaço Red Bull Syayion nos dias 27 e 28 de outubro, onde haverá diversas sessões interativas e gratuitas. A Galeria de Realidade Virtual Red Bull Doodle Art é inédita no Brasil e ficará instalada entre 11h às 20h, na Praça da Bandeira, em São Paulo.

Os visitantes da galeria poderão, por meio de óculos HTC Vive, entrar numa cidade virtual e mergulhar em cadernos tridimensionais com as obras dos vencedores do Red Bull Doodle Art, uma competição universitária global de desenhos e rabiscos cuja final deste ano ocorreu na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos. Dentro dessa cidade, o visitante será levado a interagir com um mundo totalmente virtual e a entrar nas galerias onde estão exibidos os trabalhos de artistas de 37 países diferentes. As obras poderão ser vistas de todos os ângulos, como numa experiência em 3D completa.

O Red Bull Doodle Art é uma competição de arte mundial em que estudantes universitários de todo o mundo apresentam seus doodles para serem julgados por seu estilo e criatividade. Um competidor, oudoodler, de cada país participante é convidado para a final mundial, que este ano aconteceu em São Francisco. Os rabiscos vencedores de cada país são os exibidos nesta galeria virtual global.

Essa galeria virtual chega por aqui como pioneira: o Brasil foi o primeiro país escolhido a recebê-la depois de estrear nos Estados Unidos. Vale destacar que a grande aposta da comunidade gamer, conforme vimos na BGS, é a realidade virtual. Então a galeria da Red Bull deve ser uma das muitas ações que as empresas devem fazer utilizando essa tecnologia.

Serviço: Galeria de Realidade Virtual Red Bull Doodle Art

Data: 27 e 28/10/2017
Horários: 11h às 20h
Local: Red Bull Station (

Pça. da Bandeira, 137 – Centro); galeria principal
Entrada gratuita
Evento: 
https://www.facebook.com/events/123116971723034/

Exposição do Goethe Institut mostra games que resgatam questões políticas e sociais

Além de organizar uma divertida Game Jam com temática política, o Goethe Institut de São Paulo está organizando uma exposição de jogos com o mesmo viés político. O objetivo é mostrar que jogos eletrônicos são reflexo da sociedade na qual surgem e ao mesmo tempo, têm efeito sobre essa mesma sociedade. Deste modo, a exposição deve contar com jogos que trazem questões sensíveis como leis trabalhistas, consciência democrática, vigilância do Estado, conflitos armados e refugiados.

Também vale destacar que ao mesmo tempo, os games podem ser empregados para disseminar propaganda e ideologias, tal quais outras mídias que podem ser utilizadas em prol de interesses políticos. A mostra Games e Política do Goethe Institut deve mostrar o potencial político dos games para o bem e para o mal. É uma oportunidade para os visitantes exercitarem o próprio senso crítico e criar uma noção de que games não são meras imagens interativas, mas sim produtos com peso transformador.

Mais sobre a exposição Games e Política

A exposição ocorrerá no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000), em cooperação com o Festival de Jogos Independentes, o BIG Festival. De acordo com o Goethe, serão dezoito games digitais do mundo inteiro que resgatam algumas importantes questões sociais e políticas a fazer parte da exposição. Este espaço é interativo e foi possível graças a cooperação com o Zentrum für Kunst und Medien Karlsruhe (ZKM), e estará em cartaz de 24 de junho a 23 de julho. A entrada é franca e os visitantes poderão jogar os games no espaço da exposição.

A exposição também objetiva questionar as possibilidades e as fronteiras dos games, a fim de esboçar uma posição contrária dentro da indústria do entretenimento, desenvolvendo assim um potencial crítico. Em uma documentação que acompanha a mostra, especialistas em mídia e cultura, bem como desenvolvedores de jogos, falam sobre o potencial político dos games. Mais informações no site do Goethe Institut.

 

Serviço – Exposição Games e Política / Goethe Institut

Quando: 24 de junho a 23 de julho

Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro , 1000 – São Paulo, SP

Quanto: Gratuito

Game Street Crosser estará disponível para jogatina no Metrô República

Como todos sabem, estamos no Maio Amarelo e por isso ocorrem várias ações com o intuito de prevenir acidentes de trânsito e zelar pela segurança dos pedestres. Uma das ações de conscientização envolve até mesmo um game eletrônico chamado Street Crosser. Este jogo está disponível para jogatina gratuita na estação de metrô República. A obra faz uso de uma mecânica de jogo semelhante ao Frogger, clássico do Atari.

De acordo com os desenvolvedores, Street Crosser estimula os jogadores a atravessarem uma avenida movimentada sem serem atingidos. Além de cruzarem a rua em segurança, eles também devem ajudar outros personagens do jogo a fazerem o mesmo. O game é uma crítica ao (péssimo) hábito de atravessar a rua fora da faixa de pedestres, como também à ausência de áreas seguras para cruzamento em determinados pontos da cidade. Através de botões coloridos acoplados a uma mesa de acrílico ou de tablets, dois jogadores controlam um pedestre cada. A partida tem duração de 30 a 90 segundos.

img_6083Street Crosser é obra dos artistas Noobware e Nutone e já esteve na Avenida Paulista em 2014 durante a 2º Mostra Play! – exposição de arte digital que transformou o edifício FIESP/SESI num enorme videogame interativo (foto ao lado). Além de estar disponível no Metrô República, o jogo também dará as caras na Galeria de Arte Digital SESI-SP. O game fica exposto até o dia 28 de maio e pode ser jogado por duas pessoas simultaneamente. Tudo gratuito.

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Serviço – Street Crosser – Maio Amarelo

Onde: Estação República do Metrô – área cultural

Dias: 17 a 21 e 24 a 28 de maio (de quarta a domingo)

Horário: das 13h às 19h

Obra interativa: Street Crosser – 2 jogadores via mesa

 

VR Gamer, a primeira Casa de Arcade de realidade virtual do Brasil, é inaugurada em São Paulo

Os óculos de realidade virtual já conquistaram o status de “tendência dos games” para o futuro. O grande problema é que esses assessorios não devem custar pouco nos primeiros anos, o que der afastar muitos dos jogadores. Entretanto Ja existe uma alternativa para quem quer conhecer os jogos VR mas não podem investir no equipamento por enquanto: a VR Gamer, uma casa de games dedicada aos jogos de realidade virtual.

A VR Gamer é a primeira Casa de  Arcade de realidade virtual do Brasil. O recinto foi recém-inaugurado em São Paulo, no bairro Vila Mariana. Lá os jogadores encontram salas individuais bastante confortáveis e uma biblioteca com mais de 60 títulos. A VR Gamer possui cinco salas equipadas com um set completo de realidade virtual com ambiente mapeado, óculos HTC Vive, o mais avançado do mercado, e computadores de última geração.

Para quem nunca jogou, a realidade virtual é uma experiência indescritível. Os óculos cobrem totalmente os olhos e os fones de ouvido garantem o som ambiente do game. São possibilidades de experiências únicas, como voar pelo sistema solar e ver os planetas de perto, em todos os detalhes, e até pegá-los na mão; ou observar as criaturas abissais do oceano, ou passear por um recife de coral colorido, ou explorar o corpo humano em detalhes. Para os fãs de Star Wars, a experiência de Trials on Tattooine, em que a espaçonave Millenium Falcon pousa sobre o jogador e o droid R2-D2 lhe entrega um sabre de luz, estão além de qualquer descrição.

Os óculos HTC VIVE possuem um sistema de rastreamento e mapeamento do ambiente e dos controles de movimento, que são recriados em modelos tridimensionais dentro do jogo. Os controles se transformam nos objetos que o jogador usa nos games, como armas, lanternas, espadas e todo o resto. É impressionante poder aproximar esses objetos do rosto e vê-los com perfeição.

Entre os títulos, alguns que merecem destaque são o aclamado ADR1FT, de sobrevivência e exploração espacial; The Brookhaven Experiment, jogo de terror em que o jogador precisa exterminar hordas de zumbis que tentam matá-lo; o premiado Job Simulator, que simula diversas profissões, como mecânico, vendedor, cozinheiro, e outras; The Lab, a experiência de realidade virtual da Valve, criadora do Steam, com diversas opções de jogos (como defender um castelo com arco-e–flecha no puro estilo tower defense; controlar uma pequena espaçonave dando tiros de raio laser para atingir os inimigos),  dentro de um laboratório experimental da Aperture Science, de Portal, que inclui um simpático cachorrinho robô! E muitos, muitos outros, como Holopoint, House of the Dying Sun e Vanishing Realms.
Vale muito a pena conhecer.

A VR Gamer disponibiliza uma ferramenta online de agendamento para evitar filas muito grandes na casa – pois é garantido que os usuários desfrutem dos jogos e demais experiências imersivas por horas, inclusive com a possibilidade de jogar em rede com os amigos. Mas, para quem for lá  sem prévio agendamento, a casa possui uma sala de espera com PlayStation 4 à vontade e uma área externa com som ambiente, onde são servidas algumas bebidas.

Além do arcade de realidade virtual, a VR Gamer se posiciona como um espaço para eventos, particulares ou corporativos, e também oferece um serviço único de captação, gravação e edição de gameplays em uma sala com fundo verde (chroma key).

Serviço – VR GAMER Realidade Virtual

O que:  Arcade de realidade virtual; mais de 60 jogos e experiências com HTC VIVE
Onde: Rua Dona Inácia Uchoa, 373 – Vila Mariana – São Paulo/SP
Funcionamento: De segunda a segunda, das 13h às 22h.
Quanto: R$ 30/30min. Preço promocional de R$ 15/30min no período das 13h às 18h

Crescimento da indústria nacional de jogos é um dos temas da SBGames 2013

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Sempre que uma empresa de grande porte investe no Brasil bate àquela sensação de que enfim estão olhando para nós, certo? Basta ver que anos atrás era impensável que o Playstation 3 fosse fabricado por aqui ou que a Microsoft incluiria o Brasil em seus planos para o lançamento de um novo console. Nada disso é por acaso!

De acordo com o Sebrae, nós somos o quarto maior mercado do mundo de jogos eletrônicos, com mais de 35 milhões de jogadores. Somente em 2012 a indústria de jogos eletrônicos movimentou cerca de R$ 5,3 bilhões (um aumento de 32% em relação ao ano anterior). Em outras palavras, toda empresa de respeito vai querer uma fatia desse bolo (exceto a Nintendo que ainda não conseguiu lançar o WiiU em terras tupiniquins).

De qualquer modo, estudar a indústria como um todo é uma tarefa muito importante para quem quer atuar efetivamente na área. Uma boa oportunidade para conhecer o mercado de games nacional é o SBGames (Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital), que ocorre entre os dias 16 e 18 de outubro, na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo.

O evento chega a sua décima edição já consagrado como o maior evento acadêmico de games da América Latina. Lá serão discutidos diferentes aspectos do setor sob o viés de quatro focos distintos, sendo eles: arte e design, computação, cultura e indústria como um todo. Deste modo, os visitantes poderão conferir temas como realidade virtual aumentada em serious games, educação infantil aplicada por meio de jogos eletrônicos, saúde, ciências, literatura, filosofia, psicologia, etc. Ou seja, os games aplicados em diferentes áreas do saber. Além dos workshops, a SBGames terá outras atividades como mostra de artes e exposição de trabalhos artísticos em técnicas realizadas a partir de referências estéticas e conceituais advindas dos games.

Segundo Pollyana, “O crescimento do mercado de games é uma oportunidade de negócios para o segmento denominado Economia Criativa”, disse Pollyana Mustaro, organizadora do evento. Vale ressaltar que, de acordo com projeções, a movimentação financeiras das empresas do setor deve quadruplicar até 2013 graças ao avanço de plataformas como tablets e celulares, além da enxurrada de títulos com temática para a Copa do Mundo de 2014.

O SBGames promete assim ser um evento ideal para aprender mais sobre a indústria e os caminhos que ela deve seguir nos próximos anos, além de expandir o networking das pessoas que já trabalham no setor. Imperdível para os profissionais da indústria nacional.

 

Serviço: SBGames 2013

Local: Universidade Presbiteriana Mackenzie

Endereço: Rua da Consolação, 930 – Consolação – São Paulo – SP – Brasil

Datas: 16 a 18 de Outubro de 2013

Informações: www.sbgames.org/sbgames2013/

Game V de Vinagre ironiza violência policial no Brasil

v de vinagre

Como todos sabem, São Paulo foi tomada no último dia 13 de junho e também no dia 17 de junho de 2013 pela população que está reivindicando vários direitos como redução do transporte público e seriedade dos políticos com o dinheiro público. A ação dos manifestantes reverberou pelas redes sociais e inspiraram diversos outros movimentos em tantas outras capitais do país. Literalmente é o povo mostrando que detém o poder.

Apesar disso, os políticos não parecem querer ceder tão facilmente, como é o caso do prefeito da capital paulista Fernando Haddad, que já disse não reduzir os preços das passagens de ônibus.  Como as manifestações não perderam força, os governantes colocaram a PM nas ruas para evitar possíveis depredações. Essa ação ocasionou confronto entre a polícia e manifestantes, além de algumas das cenas mais dignas de pena da Polícia Militar de São Paulo, como atirar na imprensa, quebrar o próprio carro e (a mais esdrúxula de todas) dar voz de prisão ao repórter Piero Locatelli da revista Carta Capital que estava de posse de um frasco de vinagre.

Baseado no triste episódio, o time da Flux Game Studio criou o game V de Vinagre para satirizar o amadorismo e violência empregada pelo “dito” do PM em serviço. No jogo os jogadores assumem o controle de um adolescente portando vinagre que deve fugir da truculência policial como se fosse o marginal mais perigoso da história.

Um roteiro no qual um manifestante precisa fugir da polícia por portar potes de vinagre em sua mochila poderia muito bem ser de um game 100% de ficção – o problema é que, neste caso, é inspirado em uma triste realidade com a qual não podemos compactuar”, afirma Paulo Luis Santos, Diretor da Flux e um dos desenvolvedores do projeto. “A maneira como a polícia atuou infelizmente foi digna dos mais violentos filmes ou jogos, e não podemos simplesmente ficar de braços cruzados”.

A ideia do estúdio é digna de aplausos, visto que violência e abuso policial são um tipo de mal que já deveria ter sido extirpado da sociedade, mas que não cessa devido ao governo que coloca qualquer um para representar lei, mesmo os homens mais mal preparados que se possa ter. Evidentemente este texto exprime fúria e indignação, porém é impossível ficar indiferente ao ver tamanho despreparo de quem deveria proteger a sociedade. O próprio time da Flux Game Studio tem uma ideologia semelhante e aposta que o jogo para Facebook tem tudo para ampliar a conscientização geral sobre a situação que decorre na mais rica e mal protegida cidade do Brasil.

As sacadas são irônicas e os gráficos são divertidos para tentar levar o caso às pessoas que não leem jornal ou assistem TV, ou seja, o público mais jovem. “O game é, talvez, a mídia com a qual a conexão é mais forte e sólida para uma galera mais nova – de pré-adolescentes e adolescentes ainda na escola”, pondera Paulo. “Estamos manifestando uma opinião ideológica importante com o ‘V de Vinagre’, e sabemos que as pessoas que o jogarem serão expostas e talvez até influenciadas por ela. Esse é o ponto”.

O nome do jogo faz analogia ao cultuado personagem V do quadrinho (e filme homônimo) V de Vingança. Quanto mais vinagre for coletado pelo jogador, mas procurado ele será. Ao final, dependendo da quantidade de vinagre coletada, o jogador recebe títulos como “meliante” ou “comunista” pela polícia. Faz lembrar os tempos da Ditadura Militar, hein? Faz-nos pensar que se a polícia empregasse tanta vontade em acabar com o tráfico de drogas, assaltos e homicídios o Brasil estivesse melhor…

Quisemos fazer uma coisa bem-humorada, mas que expusesse bem o assunto”, comenta Stiven Valerio, Artista Líder e principal idealizador do projeto. “Nós não participamos dos atos, mas esse é o nosso jeito de contribuir no sentido de uma mudança para a melhor”.

Um dos fatos surpreendentes é que o game foi desenvolvido no formato Game Jam, uma maratona de 18 horas de trabalho. “Optamos por fazer tudo muito rapidamente por dois motivos: primeiro, nos propusemos este desafio de fazer um jogo em pouco tempo; e, depois, porque o assunto é urgente e não poderíamos investir muito tempo em polimentos – valia mais a pena lançar de uma vez do que perder o timing”, detalha Juliano Gomes, Programador Líder do game, lembrando que há uma nova manifestação marcada para segunda-feira, dia 17/06.

A empresa está monitorando a receptividade e alcance do jogo para decidir se é importante melhorá-lo com correções de problemas e novas features, ou eventualmente até ampliá-lo com mais conteúdo e portá-lo para dispositivos móveis. “Tudo vai depender do que o público achar do ‘V de Vinagre e do quanto ele viralizar”, explica Paulo.

Nossa dica é que você conheça o jogo e compartilhe-o pelas redes sociais. Mostre que você também faz da parte da revolução, mesmo que tenha de sair carregado com vinagre apenas no jogo. Afinal de contas, nem todos podemos nos dar ao luxo de sermos presos por causa de produtos alimentícios, certo?

V de Vinagre: abaixo está o vídeo do game que deveria ser visto pelo Capitão Toledo:

Inscrições para SPJam estão abertas e vão até 16 de novembro

O leitor Andre Asai entrou em contato conosco para avisar que as inscrições para o SPJam, maratona de desenvolvimento de games que acontecerá em São Paulo em fim de novembro, já estão abertas.

O evento – que reúne apaixonados por videogames, tabuleiros, cardgames e RPGs de mesa – acontecerá nos dias 18, 19 e 20 de novembro e propõe aos gamedevs a criação de um game em 48 horas.

O jogo pode ser pequeno, mas precisa ser bom e estar finalizado. O SPJam tem três etapas, o gamejam, que são as 48 horas de desenvolvimento, a exposição dos games finalizados e palestras com profissionais e, por fim, a festa de encerramento.

As inscrições começam em R$ 20 (há diversos “planos”, que vão do starter ao Ultimate, que custa R$ 70 e oferece o feedback pessoal de empresas parceiras).

O SPJam acontecerá no Instituto de Artes da UNESP, que fica na Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271, na Barra Funda, São Paulo (SP). As inscrições vão até dia 16 de novembro.

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