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Gamellito – Jogo produzido na UEL ensina os cuidados que a criança diabética deve ter

Um game criado na Universidade Estadual de Londrina (UEL) tem tudo para se tornar um instrumento no tratamento da diabetes. Trata-se do jogo Gamellito Adventures, um pet virtual em que o jogador deve ajudar o alienígena Mellito a se adaptar a doença da diabetes tipo 1 (DM1). Toda a interação ingame tem por objetivo fazer com que as crianças se identifiquem com o personagem e aprendam a lidar com a patologia de forma divertida.

Durante a jogatina a criança deve ficar atenta aos níveis de insulina do Mellito, pois se ela ficar baixa, o personagem fica enfraquecido. Outra coisa a se preocupar é se a insulina ficar alta demais, pois se isso acontecer, o personagem pode até morrer. O macete é dar a noção para quem tem diabetes de que é uma doença que demanda atenção frequente. Deste modo, a criança aprende a se cuidar se divertindo.

A trama de Gamellito narra a história de Mellito, um alienígena laranja que vive no planeta Záccari, onde todos os seus amigos são cinzas. Vez por outra Mellito sente fraquezas, sede e fome excessiva, além de outros sinais de que há algo errado com sua saúde. Após uma breve pesquisa, o personagem descobre o planeta Terra, onde crianças possuem os mesmos sintomas. Mellito manda um sinal ao nosso mundo a fim de encontrar uma criança que possa ajudá-lo a aprender mais sobre a diabetes e como tratar a doença.

Gamellito é composto basicamente por três mini games: um shmup, para representar a viagem do Mellito para a Terra; uma esteira para selecionar alimentos saudáveis; e um speed runner, em que o jogador deve desviar de alimentos inapropriados como bolos e chocolates. Nesta última parte, aliás, há até metáforas do que as crianças diabéticas enfrentam, tais como preconceito, piadas e imposição de hábitos por parte de adultos. Não fosse o bastante, o título ainda conta com quizzes para firmar alguns ensinamentos sobre o tratamento da doença.

De acordo com Vânia Vargas, psicóloga da UEL, Gamellito ajuda as crianças a se adaptar melhor à diabetes, pois a criança acaba por entender os cuidados que irá precisar ter durante sua vida. Além disso, a abordagem de pet care do Gamellito faz com que se gere um sentimento de empatia para com o visitante espacial.

Gamellito ainda está em fase final de desenvolvimento através da produtora Coffe & Coffe,  startup da Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (Intuel). O desenvolvimento já dura quatro anos pelos estudantes do departamento de computação da UEL. Há duas versões do game: “Pró” e “Kids”.

A primeira é mais voltada para profissionais de saúde que desejam usar a aplicação como instrumento no tratamento das crianças mais jovens. Já a versão kids é recomendada para crianças como meio de diversão lúdica, de modo que pode-se jogar sozinha ou com acompanhamento dos pais. Se você ficou interessado em Gamellito, basta entrar em contato com os desenvolvedores através da página do game para ter acesso a uma versão de testes.

Abaixo tem um trailer de Gamellito Adventures:

Óculos de Realidade Virtual faz mal para os olhos?

Quem nunca ouviu a frase “videogame estraga a televisão”, ou “televisão prejudica a visão”.  Pois é, a tecnologia é alvo de discussões há tempos. A bola da vez é a realidade virtual, já que é o próximo nível evolutivo dos videogames e da indústria cinematográfica. A pergunta que fica é: será que a realidade virtual pode prejudicar sua saúde, já que os óculos ficam realmente muito perto dos olhos?

De acordo com os especialistas da iorj, diversas atividades podem representar ameaças à visão, tais como ler por longos períodos, assistir televisão ou jogar videogames por horas. Entretanto ainda não há estudos significativos que possam listar de forma conclusiva os perigos. De acordo com os especialistas do Instituto de Oftalmologia do Rio de Janeiro (IORJ), não é possível traçar um parâmetro dos danos causados pela VR, pois tal tecnologia ainda não atingiu bilhões de pessoas e não está em uso há décadas.

“Apesar da falta de estudos de longo prazo e do uso limitado da realidade virtual, oftalmologistas de todo o mundo levantaram algumas preocupações. A exposição constante a essas tecnologias variados em fones de realidade virtual pode causar alguns problemas. Fabricantes de headsets de realidade virtual têm limites de idade rigorosos e não aconselham crianças de treze ou doze anos para usá-las”, diz o comunicado da IORJ. “Isso pode ser devido aos efeitos desconhecidos da realidade virtual em crianças cuja visão ou visão ainda está se desenvolvendo e talvez possa haver um impacto adverso. Tal medo também é infundado, pois nenhuma pesquisa ou estudo inferiu qualquer dano potencial ao desenvolvimento dos olhos, sua saúde e função”, continua o comunicado da entidade.

Dois problemas com os quais todos os usuários terão que lidar são fadiga e esforço

De acordo com o estudo da iorj, o cansaço visual não é exclusivo em caso de realidade virtual ou um problema com os fones de ouvido. Isso vale para todas as atividades que demandam foco de visão por um longo período de tempo. Assista televisão por horas ou leia quinhentas páginas de um livro de uma só vez e você vai sentir fadiga ocular e tensão. É impossível não sentir qualquer desconforto depois de usar fones de realidade virtual por um longo período de tempo.

Os olhos também podem ficar mais secos do que o normal. Algumas pessoas sentirão tontura. Observar constantemente imagens em movimento obriga o cérebro a pensar que o corpo está se movendo ou que há movimento físico real dos objetos. Aqueles que têm a doença do movimento experimentarão sintomas.

Pessoas com um desequilíbrio diagnosticável na força da visão entre os olhos, olhos desalinhados, percepção de profundidade limitada e qualquer condição que interfira no foco terão alguns problemas. De acordo com Kléber Leite, oftalmologista da iorj.med.br, se você tem ambliopia ou estrabismo, então você deve consultar seu oftalmologista para descobrir a melhor maneira de usar um fone de realidade virtual. Algumas pessoas podem ter que usar seus óculos enquanto usam fones de ouvido de realidade virtual.

Vale lembrar que quando a Nintendo lançou o 3DS, a própria empresa recomendava que não se usasse o modo 3D por longos períodos para não prejudicar a visão. No caso dos óculos de realidade virtual, o caso é ainda mais sensível, já que eles ficam muito mais perto da visão e minam qualquer possibilidade de uso da visão periférica para descansar os olhos. Deste modo, recomenda-se uso por tempos limitados. Afinal, vale a máxima: tudo em excesso faz mal.

 

16º Encontro Game Developers Brazil discute o uso de games na saúde e no desenvolvimento infantil

Na próxima quarta-feira (26 de setembro), a cidade de São Paulo irá recebe o 16º Encontro de Game Developers Brazil, um encontro de desenvolvedores de jogos nacionais que visa debater alguns aspectos de nossa indústria. Na edição deste ano, o evento recebe o Bruno Tachinardi, Co-fundador e Diretor de Produtos da Startup Fofuuu, para compartilhar um pouco da sua experiência e contar um pouco da trajetória da Fofuuu, que recentemente foi premiada durante o BIG Festival 2018 com seu jogo Fófuuu, na categoria de melhor jogo infantil.

O grande tema discutido por Tachinardi é a interação entre games e a sua usabilidade para a saúde. Basicamente o desenvolvedor irá discutir como os games podem ajudar no tratamento de crianças com Lábio Leporino, Síndrome de Down, Autismo, Apraxia e Atraso na fala. O executivo conta ainda como é possível unir fonoaudiologia, neurociência e o lúdico dos games para ajudar na saúde e desenvolvimento infantil de milhões de crianças com distúrbios da comunicação.

 

O encontro é uma ótima oportunidade para se conhecer os desafios que os desenvolvedores encontram para criar um produto que engaje e conecte pais, fonoaudiólogos e crianças no tratamento, que vai desde o design pensado para múltiplas personas, inovações tecnológicas envolvendo Inteligência Artificial e Realidade Aumentada, além de estudos acadêmicos e comprovações científicas da eficiência dos jogos na terapia. Você consegue mais detalhes através da página da Fofuuuno Facebook.

Além de Bruno Tachinardi, o Encontro de Game Developers Brazil também recebe Pedro Bruno (PBoss) que atualmente trabalha na Fofuuu e irá compartilhar um pouco de sua experiência e trajetória no mercado de games. O evento irá acontecer no auditório da Alura, próximo ao metrô vila mariana.

Para participar do evento você deve trazer sua carteira de identidade. Leve também cartões de visitas e blocos de notas para o networking e anotações. As vagas para o evento são limitadas, portanto é recomendado que se não puder comparecer ao evento (e já tiver confirmado presença) libere a vaga para outros membros da comunidade. Se no momento de sua inscrição as vagas estiverem lotadas, você pode ficar na fila de espera, e assim que uma vaga for liberada ela será disponibilizada aos membros da fila de espera.

Obs: Mesmo que não consiga uma vaga, recomendamos tentar dar uma passada pelo local do evento para checar se houve alguma desistência de última hora.

 

Sobre o GDBR

O Game Developers Brazil foi fundado com o intuito de aproximar profissionais e entusiastas da área de jogos, passando por desenvolvedores, artistas, músicos, roteiristas, dubladores, game designers, estudantes, e demais profissionais da área. Nosso objetivo e ser ferramenta na construção desta indústria no Brasil.

O Game Developers Brazil tem uma curadoria que busca em seus eventos, conteúdos relevantes e inspiradores para ser transmitido em nossos eventos. Para isso sempre levamos players renomados na indústria de games.

 

Serviço – 16º Encontro Game Developers Brazil

Quando: 26 de setembro de 2018 (19:00 até 22:00)

Onde: Auditório Alura – R. Vergueiro 3185 – 2º Andar · São Paulo

Inscrições: https://www.meetup.com/pt-BR/Game-Developers-Brazil/events/254875562/

PlayTable – Games interativos para pedagogia hospitalar são destaques da Hospitalar 2018

Já falamos inúmeras vezes o quanto os jogos digitais e suas aplicações são importantes para a àrea médica. Uma das empresas mais focadas nessas interações é a Playmove, criadora da PlayTable, a mesa digital que tem foco no aprendizado e integração de crianças mais jovens. A PlayTable é um dos destaques da feira Hospitalar 2018, evento que mostra as novas pesquisas da área da saúde. Esta é a primeira que a Playmove participa do evento.

A feira Hospitalar 2018 acontece entre os dias 20 a 25 de maio em São Paulo (SP) e deve reunir mais de 90 mil visitantes de mais de 70 países. A ideia da produtora é mostrar como os jogos digitais podem ser ferramentas de aprendizado para crianças a partir de três anos. Entre as opções a serem mostradas no evento estão games que seguem a matriz curricular brasileira e englobam lições relacionadas às disciplinas de português, matemática e ciências, que formam a base do ensino fundamental.

Um dos jogos participantes é o Guardiões da Natureza, que fala sobre a fauna brasileira e é um instrumento de apoio à aprendizagem relacionada ao tema, como a característica dos animais que compõem o bioma. Outros jogos também fazem parte da mostra, como o Papa-Letras e o Alfabééto, que auxiliam na alfabetização e são ideais para utilização também na pedagogia hospitalar. Um exemplo de utilização da mesa é o Hospital Santo Antônio, de Blumenau (SC), que integra os jogos ao ensino regular voltado a crianças com internação prolongada. Outra entidade que utiliza o equipamento para entretenimento e educação é a Rede D’Or. A ideia é tornar o tratamento médico mais tranquilo para os pequeninos.

A PlayTable utiliza uma superfície sensível a vários toques a fim de facilitar o uso por crianças com dificuldades motoras ou uso de cateteres, soros, curativos e outros materiais hospitalares. O portfólio de jogos apoia no desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas. A Playmove espera que a tecnologia seja utilizada de modo a tornar o aprendizado mais rápido e divertido, de modo que crianças em tratamento médico prolongado não tenham o aprendizado interrompido por sua condição.

“Além de trazer um ambiente lúdico, que deixa a criança mais confortável durante o tratamento e a tira do foco do seu problema de saúde, os jogos também ajudam o profissional responsável por aplicar as lições educacionais. Temos games com conceitos matemáticos, de português, ciências, geografia e até mesmo educação financeira”, diz Marlon Souza, CEO da Playmove. Mais informações no site da empresa. O cronograma da Hospitalar 2018 pode ser visto aqui.

Projeto BeOk ajuda a prevenir o uso de drogas com recompensas

A ciência e a medicina já se ligaram que os videogames são plataformas extremamente eficazes em diversas formas de tratamento. Ainda assim, já imaginou um game que pudesse ajudar na luta contra as drogas? Pois foi exatamente essa a ideia de um professor da USP e duas psicólogas do Hospital das Clínicas de SP. O projeto chamado BeOK utiliza um GPS para alertar o usuário sobre áreas de risco, em que o acesso a substâncias psicotrópicas são facilitadas.

Basicamente o aplicativo oferece alternativas para os usuários que estiverem passando perto daquele bar ou “biqueira”, tais como um teatro, ou apresentação musical. Mas até então parece apenas um aplicativo, certo? Na verdade o caráter gamer se dá pelas recompensas emocionais que o usuário recebe ao resistir à recaída. Receber um ingresso para uma peça bacana é um claro exemplo de recompensa, mas há muitas ideias ainda em desenvolvimento.

No entanto, menos de 17% das pessoas que possuem problemas com drogas no Brasil recebem tratamento. Isso porque muitos consideram esse tema um tabu, e nem chegam a buscar ajuda. Além disso, a maioria desiste do tratamento pela dificuldade de acesso ao serviço e por imensas filas de espera. Sem contar que nem todas as cidades possuem tratamento especializado.

De acordo com os criadores, BeOk terá um botão de pânico para acessar pessoas cadastradas – caso de parentes ou amigos – em situações de emergência, como recaídas ou crises de abstinência. Vale destacar que o aplicativo vai contar com uma série de vídeos de treinamento para relaxamento e dicas de psicólogos e profissionais de saúde engajados em combater o vício em drogas.

Como se não bastasse, o BeOk um diário de consumo da droga e do estado emocional do usuário, para medir a redução do uso e da severidade da dependência. O projeto já possui uma versão demo, mas o lançamento definitivo depende de uma campanha de crowdfunding no Kickstarter.

A médio e longo prazos, o intuito do BeOk é constituir uma startup e alcançar cerca de 10 mil dos mais de 2 milhões de brasileiros em tratamento por dependência de drogas. Em paralelo, funcionaria também um meio de combate à formação de cracolândias. Para saber mais sobre o projeto e para fazer a sua contribuição, basta acessar a página do projeto no Kickante ou no Facebook.

Abaixo tem o vídeo do BeOk:

Ministério da Saúde entra no universo dos games em nova Campanha de Vacinação

Ciente da força dos videogames entre os jovens, o Ministério da Saúde entrou de cabeça no universo dos jogos eletrônicos para a nova campanha de vacinação contra a Meningite C e o HPV. A intenção é atingir o maior número possível de jovens entre 9 e 14 anos. Com o conceito “É nessa fase que você fica mais forte”, a campanha estreia com o filme em uma linguagem que mistura o mundo real com o mundo dos games, em 8 Bits e 3D, para contar a história da aventura de dois jovens que fogem dos vírus para encontrar uma unidade de saúde e se vacinarem.

MS_Cartaz_460x640mm.inddA locução é do embaixador da campanha, o famoso Youtuber dos games, Zangado. Adolescentes poderão assumir o controle da aventura ao baixar o jogo para mobile, Detona Vírus, onde enfrentarão vilões dentro do corpo humano, recebendo a cada nova fase, conteúdos importantes sobre a saúde e a importância de tomarem as vacinas. A expectativa é que muitos jovens se conscientizem e tomem a vacina durante a campanha.

Algumas pessoas e organizações se mostraram contra a nova campanha do Ministério da Saúde, utilizando argumentos de que é um desperdício de dinheiro e que o foco deveria ser a prevenção. Entretanto, o governo e o Ministério entendem que é importantíssimo alertar os jovens sobre a importância de tomar a dose da vacina. Não é a primeira vez que governos utilizam as novas mídias para se comunicar com os mais jovens (vide a campanha de prevenção ao HIV) e é extremamente importante que as autoridades se voltem para as novas mídias.

Como o principal ponto de contato entre os jovens e o Ministério da Saúde serão as plataformas digitais, haverá uma Websérie com 4 episódios na linguagem Minecraft no canal do Youtuber Fê Batista e uma ativação com os principais atletas de E-sport do país, competindo entre si no Detona Vírus. Você pode encontrar mais informações sobre a campanha no site do Ministério da Saúde.

Abaixo você confere o vídeo da campanha do Ministério da Saúde:

Jogos Ativos: PUCPR sedia evento voltado a games e saúde

Durante os dias 19 a 21 de setembro a cidade de Curitiba sediará o evento Jogos Ativos: Possibilidades e Implicações para a Promoção, Tratamento e Reabilitação no Contexto da Saúde. O evento tem como objetivo reunir profissionais da área da saúde e computação para criar e discutir jogos que utilizem o corpo, ou seja, algo que vai de acordo com as intenções da Nintendo.

O evento ocorre no Ginásio de Esportes da PUCPR, em Curitiba. Nesses três dias de evento ocorrerão palestras e tutoriais voltados aos públicos de ambas as áreas e uma Game Jam com duração de 40 horas, cuja finalidade é criar um “exergame”. Para  participar do evento, basta preencher uma ficha de inscrição no site oficial.

O Jogos Ativos promete dois prêmios muito interessantes para os melhores desenvolvedores. A primeira é a premiação SENAI, que confere uma pré-qualificação para a equipe vencedora para a etapa final do processo seletivo da Incubadora SENAI, que ocorre em fevereiro de 2015. Além disso, os desenvolvedores ganham 1 mês de participação gratuita no Clube do Empreendedor SENAI durante o segundo semestre de 2014.

Há ainda a premiação Unity, que dá ao time vencedor uma licença completa da última versão da ferramenta de desenvolvimento Unity, uma das engines mais utilizadas nos últimos tempos e que está sendo cada vez mais solicitada no portfólio de profissionais por estúdios de games no Brasil.

Serão vendidos quatro tipos de ingressos para o evento, sendo eles Game Jam, Acadêmico PUCPR, Público Externo e Evento Completo. Cada um tem seu preço afixado e serão comercializados em três lotes (julho, agosto e setembro), com variações de preços. Então é bom ficar de olho! As inscrições se encerram em 14/09.

Serviço: Jogos Ativos

Onde: Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho, Curitiba – PR.

Quando: de 19 a 21 de setembro

Contato: jogosativos2014@gmail.com

Pesquisadores da Unifesp desenvolvem jogo para treinar controle inibitório

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Quem diria que os videogames ganhariam mais uma utilidade que não fosse a de divertir? Sim, os games em breve serão utilizados para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O plano está em fase de desenvolvimento graças a pesquisadores do Departamento de Psicologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o departamento de Medicina Molecular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com a Duke University, dos EUA, que estão criando um game cujo objetivo é justamente treinar o controle inibitório.

Quando o controle inibitório não está bem desenvolvido, muitos problemas podem acontecer, como abuso de substâncias, sexo sem proteção, brigas e acidentes”, disse Thiago Strahler Rivero, neuropsicólogo e autor de pesquisa de doutorado apoiada pela FAPESP e orientada por Orlando Francisco Amodeo Bueno, docente do Departamento de Psicobiologia da Unifesp.

A ideia é que o tratamento com videogames seja ministrado para adolescentes, pois, segundo Rivero, esta fase é marcada pela impulsividade naturalmente exarcebada e em que as estatísticas de envolvimento em situações de risco ligadas ao TDAH são mais alarmantes. “Fazer um adolescente aderir ao tratamento e mantê-lo motivado é uma de nossas maiores dificuldades na clínica. Por isso optamos pelo videogame”, diz Rivero.

O game foi batizado de Project Neumann e apresenta quatro fases, que representam reinos diferentes e estão relacionadas a diversos sintomas presentes na falta de autocontrole. Existem quatro heróis no game, cada qual baseado em alguma característica do TDAH e em teorias da Psicologia, Neuropsicologia e Neurociência.

Os quatro heróis coadjuvantes representam algumas das características mais prevalentes do transtorno: dificuldade de focar a atenção, dificuldade de controlar impulsos motores, dificuldade para ignorar distrações e dificuldade no controle do planejamento, que é a incapacidade de moldar as ações do presente pensando nas conseqüências futuras”, explicou o pesquisador.

De acordo com os profissionais envolvidos, o Project Neumann servirá não apenas para treinar essas capacidades dos jogadores, mas também para avaliá-las. Outro benefício do game para quem possui TDAH é que o game é cheio de informações sobre a doença, servindo para conscientizar os portadores de suas próprias dificuldades e estratégias para superá-las.

Para medir a eficácia do jogo, os desenvolvedores criaram um sistema gerador de gráficos e relatórios de desempenho no fim de cada fase que ajuda a acompanhar a evolução dos jogadores com o tratamento. De acordo com Rivero, já foram feitos três rodadas de testes com voluntários, onde foi possível coletar dados para comparar com escalas de avaliação padrão ouro para ver se há correlação e enfim efetuar a validação estatística.

O projeto é tão sério que há até planos de colocar os voluntários para jogar em um ambiente capaz de ressonância magnética. “Pretendemos fazer isso para ver se as regiões do cérebro que são estimuladas no exame são as que queremos estimular. Para isso, estamos firmando uma parceria com a University of Southern California, dos Estados Unidos”, contou. A equipe também envolve colaboradores da área de design e desenvolvimento de games.

De acordo com o site da agência FAPESP, os resultados preliminares foram apresentados em meados de junho durante o World Congresso n Brain, realizado na capital Paulista. Além disso, o projeto também foi levado até a E3, após o grupo conquistar a posição de número 3 na competição de jogos Indies Crash.

Para o futuro, Rivero contou que planeja utilizar o game para o tratamento de outras doenças como autismo, transtorno bipolar, entre outras doenças psiquiátricas. Vamos torcer para que o projeto vingue, afinal ele prova que games são mais que diversão. Será que a mídia que gosta de relacionar games com violência vai falar uma linha que seja do Project Neumann?

Projeto Neumann: equipe brasileira desenvolve game de saúde que pode ir à E3

Projeto Neumann

Com certeza você não se espanta com a afirmação de que videogames não são apenas meros passatempos de jovens nerds, certo? Afinal de contas, anos e anos de jogatina e experiências com os controles em mãos nos provaram que videogames podem ser educativos, terapêuticos e, (por que não?), benéficos para a saúde.

Mais uma prova disso é o Projeto Neumann, um game que tem a intenção ajudar as pessoas a treinar a atenção, planejamento, controle de inibição e demais habilidades cognitivas. O objetivo é que o game se torne uma ferramenta de uso psicoeducativo para crianças em tratamento que apresentem algumas dessas dificuldades, reforçando o aprendizado, autonomia e autoconhecimento de forma que desenvolvam tais habilidades ao mesmo tempo em que interagem com um jogo imersivo e divertido.

Tal projeto é fruto de duas mentes brilhantes: o neuropsicólogo Thiago Riveiro e o Prof. Orlando Francisco Amodeo Bueno. Para eles, o game tem tudo para se tornar uma importante ferramenta para o tratamento de crianças e adolescentes que apresentem desvio de atenção e controle inibitório. Além deles, o projeto conta com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, da Duke University, entre outros.

Basicamente o game mistura elementos de aventura e RPG, incentivando ao longo da jogatina que o jogador mantenha sua atenção ao mesmo tempo em que controla impulsos motores e do pensamento. Sem dúvidas este é um projeto muito bem intencionado e que deve render bons resultados para a pesquisa do tratamento de desvio atencional. Vamos torcer pelo sucesso da pesquisa. E vale mais uma vez o slogan: Games divertidos e científicos são possíveis!

O Projeto Neumann é um candidato a participar da E3 2013, onde será apresentado por seus idealizadores e terá a chance de alçar grandes voos. Mas para que isso aconteça, os criadores precisam angariar votos o bastante em uma votação que tenciona levar alguns desenvolvedores para L.A. Você pode ajudar, bastando apenas votar no jogo e deixar com que a E3 também seja palco para games científicos. No site do projeto você conhece mais sobre o game e como ele pode ajudar as pessoas e diverti-las.

Abaixo você confere o vídeo de gameplay da fase da Caça a Bruxa, nela os jogadores devem planejar cuidadosamente seus movimentos e evitar bolas de fogo.De acordo com os desenvolvedores, ela ajuda com planejamento visual, atenção visual, planejamento e tolerância a frustração:

Confira o vídeo do Projeto Neumann: