Arquivo da tag: retrô

Tectoy relança o Pense Bem, eletrônico de grande sucesso nos anos 80

Após relançar o Mega Drive, a Tectoy mostra que abraçou mesmo a onda do revival. Só vai lembrar desse brinquedo quem foi criança na década de 80. Pense Bem foi um eletrônico lançado pela Tectoy no final dos anos 80 e foi um dos produtos mais bem sucedidos da companhia. Agora ele está de volta! “Muito mais que um brinquedo, quase um computador” era o slogan do brinquedo e servia para sintetizar a pretensão do aparelho.

A nova versão mantém a essência que o consagrou na época: é um brinquedo educativo e lúdico, que por meio de jogos e livros de atividades de perguntas e respostas, estimula o raciocínio e promove o aprendizado de temas que vão de música a história. O novo Pense Bem possui design semelhante ao da versão original e já está em pré-venda exclusiva pelo site da Tectoy por R$269.

“Relançar o Pense Bem, um dos maiores êxitos da indústria de brinquedos de todos os tempos, foi mais uma forma que encontramos para comemorar os 30 anos da Tectoy e do próprio produto, que completará 30 anos em 2018”, disse Stefano Arnhold, presidente do conselho da Tectoy.

Mais sobre o Pense Bem

O novo Pense Bem será produzido na fábrica da Tectoy em Manaus e, como no modelo lançado em 1988, já virá com dez jogos embarcados no aparelho, como desafios de matemática e memória, e um “Livro de Atividades Programadas” para testar os conhecimentos em 150 questões de várias áreas do conhecimento.

“A Tectoy lançou o primeiro Pense Bem em um momento que a informática avançava no Brasil. Quase três décadas depois, a vida digital é uma realidade e o Pense Bem é uma alternativa inteligente de diversão e aprendizado fora do mundo virtual”, acrescentou Tomás Diettrich, CEO da Tectoy.

Quem adquirir o aparelho ainda na pré-venda terá um desconto de R$30 no valor final do produto, que, quando lançado à pronta entrega, em setembro de 2017, custará R$299. Com caixa inspirada em sua primeira embalagem, o Pense Bem funciona com uma fonte de alimentação, que acompanha o produto, ou a pilhas. Mais informações sobre o Pense Bem e outros produtos da Tectoy estão disponíveis no site da Tectoy.

A Era dos Games: Exposição interativa sobre videogames desembarca no Brasil

Após passar por 33 cidades de 25 países, a exposição “A Era dos Games” finalmente chega a São Paulo. Idealizada pela Barbican Centre de Londres, a exposição é apresentada pelo Ministério da Cultura e Brasilprev, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A mostra ocupará o Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, entre 16 de agosto e 12 de novembro e vai mostrar a evolução dos jogos eletrônicos desde o Atari até a geração atual.

Depois de São Paulo, a exposição segue para o Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro, onde ficará em cartaz de 6 de dezembro a 05 de março de 2018. Nas duas cidades, o público poderá interagir com mais de 150 jogos de sucesso. É uma oportunidade ótima de conhecer e interagir com verdadeiras pérolas dos jogos eletrônicos.

A exposição consumiu dois anos de trabalho intenso a um custo de um milhão de libras inglesas. São cerca de seis décadas escrutinadas, em 13 seções temáticas distintas. Dentre os mais de 150 jogos selecionados há uma longa lista de destaques, a começar pelo Pong, um jogo de tênis extremamente sintético. Criado em 1972, rodou o mundo e deu início a uma das megaempresas do setor, a Atari, que lidera o segmento ao lado de Nintendo, Sega, Microsoft e Sony. O Brasil também estará presente através de alguns jogos com tecnologia verde e amarela.

“Não há dúvida de que os videogames tiveram um grande impacto na cultura visual contemporânea. A Era dos Games pretende demonstrar a força criativa considerável que sustenta a indústria, destacando as contribuições de indivíduos e empresas-chave que desempenharam um papel na sua evolução. A exposição explora a influência de músicos, cineastas e artistas e mostra claramente que algumas das inovações mais criativas do nosso tempo passaram por este meio fenomenal”, resume NeilMcConnon, diretor do Barbican.

O público poderá conhecer personagens que fizeram história, como Super Mario — o encanador italiano criado pela Nintendo em 1985 e que chegou a ser usado pelo Japão na cerimônia de encerramento das últimas Olimpíadas como símbolo nacional; a crescente importância dos jogos infantis e seu potencial como ferramenta educativa; e ainda os enormes avanços tecnológicos que continuam sendo feitos, como o uso cada vez mais sofisticado da tecnologia 3D, a captação mais sensível dos movimentos pela tela ou por sensores e a constatação de que a realidade virtual é algo cada vez mais próximo.

Um embrião da exposição Era dos Games foi apresentado no Museu da Imagem e do Som de São Paulo em 2011. Batizada originalmente de Game On, mais tarde o evento incorporou o número 2.0 ao título para dar conta das atualizações tecnológicas surgidas ao longo do período em que excursionou pelo mundo. A edição que desembarca agora no país chega em versão ampliada, com games de última geração e inclui jogos produzidos no Brasil.

“Acreditamos muito no potencial dessa exposição. Ao apresentar a história do videogame de forma lúdica e divertida, ela integra diferentes gerações e proporciona um excelente programa para toda a família”, explica Cinthia Spanó, gerente de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Brasilprev.

As visitas à exposição Era dos Games terão horários pré-agendados e serão realizadas em seis sessões diárias, com 90 minutos de duração cada. O público poderá adquirir ingressos antecipadamente online já a partir desta quarta, 5 de julho. Vendas de ingressos na bilheteria somente a partir da data de abertura, 16 de agosto.

 

SERVIÇO – A ERA DOS GAMES – Uma exposição do Barbican Centre de Londres

Quando: De 16 de agosto a 12 de novembro de 2017 – Terça a domingo, das 11 às 20 horas – Sessões diárias às 11h, 12h30, 14h, 15h30, 17h e 18h30

Quanto: Preço R$40,00 / R$20,00 meia entrada*

Onde: Endereço: Pavilhão da Bienal – 3º pavimento – Acesso pela rampa externa

Parque Ibirapuera – Portão 03 – Av. Pedro Alvares Cabral S/N – CEP 04094-000 – São Paulo, Brasil

Atari Flashback 7 da Tectoy chega para agarrar os fãs de retro games

Após o lançamento do Mega Drive, a Tectoy decidiu continuar investindo na linha de consoles retrô. Desta vez foram os fãs do icônico Atari 2600, um dos consoles mais bem sucedidos de todos os tempos. Nomeado como Atari Flashback 7, o console vem com 101 jogos na memória, entre eles clássicos como Centipede, Frogger e Space Invaders.  O lançamento foi realizado no dia 22/03, pelas mãos da Tectoy, e os fãs já podiam comprá-lo pelo preço sugerido de R$ 499,00 através do site da Tectoy.

Você também pode comprar o Atari Flashback 7 aqui.

O design do console respeita os traços da versão original do Atari 2600, porém mais compacto e com alguns botões coloridos na parte superior da carcaça. Um plus é que, apesar de vir com dois controles, o jogador que tiver controles clássicos pode utilizar nesta versão flashback. Na parte visual os jogadores não têm do que reclamar, visto que o design do Atari 2600 é um ícone da cultura pop.

atari“O Atari Flashback 7 remete à primeira versão de 8 bits do Atari, aquele que foi lançado em 1977 nos EUA e que chegou ao Brasil em 1983”, conta Tomas Diettrich, CEO da Tectoy. “Temos certeza que aqueles que adquirirem o Atari da Tectoy irão reviver uma experiência única dos videogames nos anos 80.”

Agora vamos aos pontos negativos. O Atari Flashback 7 não tem entrada para cartuchos e nem cartões de memória. Em outras palavras, você vai jogar somente os jogos que vêm nele. Apesar da quantidade de jogos (101) ser bastante grande e variada, vale mencionar que alguns dos maiores clássicos do Atari como Enduro, Pitfall e Pacman (entre outros games da Activision) ficaram de fora do pacote. O preço também foi duramente criticado pela comunidade, mesmo entre os retro gamers. O console já está disponível no site da Tectoy.

Abaixo você confere um vídeo promocional do Atari Flashback 7:

Mustache in Hell é aventura desafiante à moda antiga

Outro jogo indie brasileiro que tem tudo para fazer sucesso é Mustache in Hell, do estúdio Brasileiro Iduna. Trata-se de um game saltado para o humor com estilo retrô é que prioriza a alta dificuldade para agradar os jogadores carentes de títulos mais desafiantes. Mustache in Hell alterna momentos de pura ação e adrenalina em batalhas épicas contra criaturas e chefes surpreendentes com momentos de exploração em busca de itens ocultos e resolução de pequenas quests e puzzles.

Você controla John Mustache, um oficial durão, que após sonhos inquietantes, acorda em um estranho lugar e precisa fazer um inesperado acordo com o Ceifador para ganhar de volta sua vida. O acordo consiste em recuperar cubos de poder que por um motivo particular estão no submundo e são guardados por criaturas mitológicas como demônios, golens, górgonas, aranhas gigantes, monstros marinhos e outros.

Para derrotar estes seres John conta com sua munição terrena como pistolas, shotguns, SMG, lança-chamas, granadas e outras, além de suas habilidades em combate. Os ambientes são exploráveis, de modo que os jogadores mais dedicados são presenteados com itens secretos bastante úteis.

O jogo pode ser descrito como o encontro perfeito do pixel art retrô com um clima intimidador em batalhas de pura ação. Dificilmente você vai passar as fazes sem perder vidas. Lembra algo de Ghouls ‘n Goblins pelo nível de dificuldade. Felizmente há suporte para o controle do Xbox 360, o que torna a jogatina um pouco mais fácil.

Abaixo tem o trailer de Mustache in Hell:

PoPixel é o novo game do estúdio indie CGGames

Nosso destaque do dia é o jogo indie PoPixel, da produtora CGGames, os mesmos caras por trás dos jogos Milford Heaven e Luken’s Chronicle. A nova empreitada do estúdio é um game de plataforma para mobile com uma mecânica bastante desafiante de um estilo artístico puxado para o pixel art. De acordo com os desenvolvedores, ele une elementos de jogos casuais e aventura da geração 16 bits.

Você controla um homem-bala acrobata que explode balões pulando em cima deles, mas não é tão simples assim, cada balão tem uma função e um comportamento diferente.  O objetivo é coletar as três moedas de cada um dos níveis. São quatro mundos, com 30 fases em cada um, de modo que para encontrá-los, o jogador deve ter perícia nos saltos e resolver pequenos puzzles. O macete é utilizar os diferentes efeitos de cada balão para chegar ao final das fases.

O elemento que mais chama as atenções em PoPixel é seu estilo retrô, facilmente associado aos jogos da geração 16 bits. Os visuais coloridos e a jogabilidade fácil e viciante dão o tom certo para um game que merece ser conhecido. Parece que a ideia era unir a jogabilidade clássica com mecânica casual. O resultado é satisfatório. Popixel está disponível para usuários Android em duas versões: a demo gratuita e a versão final, que custa R$ 2,00.

Abaixo tem um trailer de PoPixel:

BGS terá exposição de consoles antigos e maquinas de arcade clássicas para testar

Como todos sabem, no próximo dia 8 de outubro a Brasil Game Show abre suas portas para receber milhares de jogadores de todo o Brasil. O evento vai reunir as maiores empresas do mercado para apresentar ao publico as novidades mais quentes da temporada.

O que alguns não sabem e que a Brasil Game Show não e um espaço apenas para novidades, na verdade ha lugar ate para consoles antigos como o Atari 2600 e o Telejogo. Isto porque haverá uma exposição chamada “A Evolução do Videogame”, que reunira exemplares raros dos principais consoles já lançados. O acervo e cortesia do próprio Marcelo Tavares, fundador da BGS.

De acordo com a organização, serão expostos mais de 100 consoles, alem de variados jogos que recontam a historia dos videogames. Deste modo, os jogadores podem conferir de perto verdadeiras relíquia como o Odyssey, o Atari, o 3DO, entre outros. Alem dos consoles, os jogadores poderão experimentar alguns jogos clássicos dessas plataformas através de 80 maquinas de arcade instaladas no lugar. Em outras palavras, um verdadeiro túnel do tempo sera montado na BGS.

“A exposição ‘é uma oportunidade única para os fãs de games acompanharem as mudanças nos consoles e jogos nos últimos 40 anos e entenderem a importância de cada geração para que a tecnologia avançasse até o nível atual”, diz Tavares.

Se você vai prestigiar a BGS, não deixe de conferir essa exposição e mostrar aos seus filhos, sobrinhos ou colegas mais jovens. Afinal, não e todo dia que temos a oportunidade de reviver a era de ouro dos videogames e constatar que houve um tempo que bons jogos não eram feitos apenas de gráficos realistas.

Pixtoy lança beat ‘em up War Dogs durante a BGS 2015

Durante a Brasil Game Show a desenvolvedora Pixtoy, localizada em Vitória (ES), lançará seu mais novo game. O título chama-se War Dogs e ele é do gênero beat ‘em up e tentará agarrar os jogadores graças ao design especialmente produzido para homenagear os games do estilo.

De acordo com a Pixtoy, War Dogs mesclará os esportes de impacto, ou seja, diversas artes marciais com a jogabilidade clássica em que os jogadores percorrem os ambientes enquanto derrotam centenas de adversários. O protagonista é Red, um pitbull red-nose mutante  que teve de aprender diversos estilos de luta para sobreviver.

A ação se passa em Xtreme Town, uma das maiores metrópoles do Novo Mundo, com um estilo cyberpunk. O mundo do jogo é distópico e a ambientação é explicada devido a uma guerra nuclear que dizimou quase todos os seres humanos. Deste modo, os poucos sobreviventes sofreram mutações dividindo-se ente os Mastiffs, humanoides com cabeça de cachorro e Hound Wars, uma nova raça de cyborgs com inteligência humana e poder físico canino e robótico.

Neste ambiente caótico a sobrevivência tem de ser garantida com punhos e violência. É então que o restaurante de uma amiga de Red é atacado e o protagonista resolve tirar a história a limpo enfrentando grupos de Mastiffs e de Hound Wars. Para isso, ele utiliza as “Habilidades”, que são estilos de diversas artes marciais, como Boxe, Karatê, Muay Thay e Jiu-Jitsu.

O game estará disponível para Android e iOS no estande da Pixtoy durante a BGS e a produtora já deixou o convite aberto para todos os fãs de beat ‘em up conhecê-los.

Conheça o shoot ‘em up Racketboy do estúdio Double Dash

Hoje vamos falar sobre o jogo Racketboy da produtora carioca Double Dash Studios. O game é uma mistura de shoot ‘em up (shmup) e block breaker que está dando o que falar nas redes sociais. O game venceu uma competição internacional promovida pelos canais do Pewdiepie, Markiplier e o Jacksepticeye. Desde então o game conquistou bastante destaque entre os jogadores.

Racketboy está em uma campanha de levantamento de fundos no Indiegogo. O título conta a história de uma garota que está em uma missão para salvar a galáxia da invasão de criaturas destrutivas (mas bem engraçadinhas). Tal como nos jogos de “navinha”, para ter sucesso nas missões é necessário desviar de chuvas de balas e ter reflexos rápidos. O contra-ataque é feito com a raquete que o garota segura, pois ela serve para rebater os ataques inimigos.

Um dos pontos altos do game é o alto grau de desafio: quem jogou pôde comprovar que a dificuldade aumenta progressivamente. No princípio o jogador está ocupado em somente rebater e desviar dos tiros, porém ao final as coisas tornam-se desafios à coordenação motora do jogador. Fácil de jogar, difícil de dominar.

O game tem visual bastante colorido e remete às gerações 8-16 bits. Até mesmo a trilha sonora é bem retrô, de modo que o jogo lembra clássicos como Parodius e Keio Flying Squadron. O pacote de jogos oferece seis mundos diferentes com quinze batalhas contra chefões e cerca de trinta inimigos diferentes. Para auxiliar nos combates, existem os famigerados power ups.

Racketboy está em desenvolvimento para as plataformas PC, Mac e Linux. Para sair do papel ele precisa da contribuição dos jogadores através do site de crowdfunding Indiegogo. Entretanto já é possível jogar a demo do jogo.

Abaixo está o trailer de Racketboy:

Inverta os lados em Space Spacy, jogo inspirado no clássico Space Invaders

Quem não se lembra do clássico Space Invaders? O game e praticamente um ícone do mundo dos games. Foi em homenagem a este jogo icônico que o desenvolvedor independente Henry Gosuen criou o game Space Spacy, um título que busca colocar o jogador no papel inverso do que estávamos acostumados em Space Invaders.

Em suma, você controla uma nave que está no topo do cenário e deve desviar dos tiros deflagrados por uma nave posicionada na parte inferior da tela. O objetivo é se aproximar do chão. Conforme as fases avançam, surgem chefões que  disparam tiros mais rápidos, mais devastadores e em maior quantidade. O jogador precisa de reflexos rápidos para sobreviver.

Para facilitar a vida do jogador, a nave possui uma barra de HP que lhe permite ser alvejada até duas vezes durante as fases. Quando isso acontece, todavia, ainda há uma chance de prosseguir na missão: o piloto fica vagando no espaço, dando ao jogador uma chance de agarrar qualquer coisa que passar de vassoura a tapete mágico, para ganhar mais um ponto de HP. Há também itens de auxilio como: bolhas de escudo e um relógio que diminui a velocidade das balas inimigas, além de um imã que atrai energia.

É como se Space Invaders fosse recriado com as técnicas e ideias de um desenvolvedor dos tempos modernos. O desenvolvedor, aliás, já havia lançado dois games para mobile: North Wind: Trill of Consciousness e o the trip. Space Spacy tem jogabilidade simples e belo acabamento, de modo que é uma boa opção para jogadores saudosistas. O download está disponível para Android e iOS.

Abaixo tem o trailer do game Space Spacy:

Nostalgia: como Half-Life mudou os FPS em 1998

Hoje nosso texto é especial, pois foi contribuição do leitor Kairon Ribeiro. Neste artigo ele presta uma homenagem bastante merecida à Half Life, clássico da Valve lançado para PCs em 1998. Nem precisamos lembrar que o game é um marco na história dos videogames e influenciou muito o gênero FPS. Confira o texto do leitor:

“Lançado em 1998 e desenvolvido pela produtora Valve, Half-Life acabou se tornando um marco não só na história de games para PC, mas do gênero FPS. Foi premiado jogo do ano e comparado a Doom por sua mecânica inovadora, adicionando elementos que mais tarde se tornaram tendência em jogos de tiro em primeira pessoa (FPS). Também foi o precursor de Counter-Strike (por conta da dimensão que o game conseguiu, acabou se tornando MOD oficial de Half-Life).

Na trama, o jogador controla o personagem Gordon Freeman, um físico do MIT que faz seu Ph.D no laboratório de materiais anômalos da Black Mesa Research Facility  (onde grande parte do jogo se passa) orientado pelos doutores Eli Vence e Isaac Kleiner. Para conduzir os experimentos, Gordon entra na câmara de testes e ativa o espectrômetro de anti-massa e insere a amostra, dando origem, assim, ao incidente conhecido como resonance cascade (algo como “ressonância em cascata”), onde desencadeia todo o acontecimento e início da ação do game. O fenômeno de resonance cascade permite que um material entre em grande ressonância durante um experimento, criando aleatoriamente diversas fendas dimensionais.

Depois do acidente, Black Mesa se mostra extremamente danificada. Vários portais vão surgindo aleatoriamente trazendo consigo uma variedade de aliens hostis. Na busca por algum entendimento sobre o confuso acontecido, Gordon encontra diversos cientistas e vai recolhendo as informações que lhe chegam. O objetivo, a partir daí, é chegar num complexo chamado Lambda (área aparentemente esquecida da Black Mesa). Lá ele é informado de que é preciso chegar ao reator do complexo, onde cientistas o aguardam. No reator, descobre que foram os cientistas do Complexo Lambda os desenvolvedores da tecnologia de teletransporte para ir a um planeta alienígena chamado Xen.

Outro objetivo surge: eles dizem à Gordon que não é possível fechar o portal, pois um ser está o mantendo aberto do outro lado (no planeta Xen), que conhecemos a partir daí como Nihilant. Para fechar o portal e conter a invasão alienígena, Gordon teria que ir à Xen pessoalmente matar a criatura. Fazendo isso, ao final do jogo um misterioso personagem fala com nosso protagonista, conhecemos como G Man. G Man aparece durante todo o jogo em várias partes, sempre em algum lugar onde o jogador nunca pode alcançar. O término do game chega com as “opções” que G Man propõe: enfrentar uma guerra que Gordon não pode vencer ou aceitar uma suposta oferta e entrar em um portal.

Half-Life fascina em todos os sentidos. História complexa, jogabilidade bem bolada e gráficos excelentes (para época). O incrível de Half-Life está nos detalhes, os “restiços” de história que nos são jogados durante o game para evitar furos e complementar a complexidade da trama. Os diálogos são essenciais, pois ajudarão nos puzzles que cercam todo o game. A famosa ideia inovadora de um início opcional, com uma espécie de treinamento, ensinando a movimentação básica do jogo, também ajudando a operar sua roupa especial que lhe segue no jogo (HEV Suit) está presente no jogo. Numa sacada criativa, detalhes são revelados durante o jogo para que a gente tenha noção do acontecido. As falhas nos computadores, os diálogos suspeitos dos cientistas que contradizem o que já descoberto antes, tudo colocado de forma bem bolada exigindo bastante atenção e inteligência.

A exploração ambiental e de roteiro foi digno de seu reconhecimento, a forma como tudo no game está lá por algum objetivo, algo que complemente a história. Half-Life é um jogo cheio de mistérios, sua fascinante abordagem na ficção científica casou perfeitamente com a temática de ação. Servindo de influência até hoje para games do gênero.”

Trailer oficiais de Half-Life: