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Gamer Trials premia os jogadores que encontrarem bugs em jogos não lançados

Toda empresa de games tem uma divisão chamada “Quality Assurance”, cujo objetivo é garantir a qualidade de seus títulos antes de chegarem às mãos dos jogadores, removendo bugs e crashs inesperados. Em jogos online é muito comum que além dos testes uma parte da comunidade coloque as mãos no jogo para fazer testes (os chamados testes beta). O problema é que alguns desenvolvedores independentes não contam com pessoal o bastante para realizar os testes e garantir que seus games sejam lançados sem bugs. Mas essa história está para mudar graças ao Gamer Trials.

O Gamer Trials nada mais é que uma plataforma em que desenvolvedores colocam seus games ainda em fase de desenvolvimento e permite que os jogadores baixem o game para realizar os devidos testes a fim de encontrar bugs. Deste modo, os projetos podem ser lançados com a maior qualidade possível graças ao feedback da comunidade.

A premissa é simples: teste jogos ainda não lançados e ganhe jogos de acordo com bugs e sugestões enviadas ao desenvolvedor. Basicamente você se torna um tester de múltiplos jogos. A melhor parte é que a cada bug reportado e homologado você ganha pontos que equivalem a descontos na Nuuvem, loja digital parceira do Gamer Trials.

Aos usuários mais dedicados o prêmio é ainda melhor: aqueles que acumularem mais pontos podem escolher entre três jogos digitais para PC, sendo que as opções são Street Fighter V, GTA V e The Division.  Se você se interessou fique atento, pois o primeiro game para testes do Gamer Trials já está disponível: trata-se de Heavy Metal Machines, um título da Hoplon que mistura a jogabilidade e a trilha sonora insana do clássico Rock ‘n Roll Racing com elementos de MOBAs.

Para participar do Gamer Trials basta se cadastrar no site e pegar as keys quando disponibilizadas. Além dos descontos e jogos disponibilizados em primeira mão, essa é uma oportunidade de ver como é o trabalho dos invejados testers profissionais.

Abaixo tem o vídeo de Heavy Metal Machines, o primeiro jogo do Gamer Trials:

 

IGN Brasil apresenta a primeira edição da IGN Game Jam

Desde que chegou ao Brasil a IGN adotou como lema e objetivo “fazer o Brasil jogar mais”, e hoje vemos que tal frase não são apenas palavras. O portal de notícias gamer acaba de anunciar o IGN Game Jam, uma maratona de criação de jogos que colocará seis equipes de desenvolvedores para produzir um jogo completo em apenas 48 horas. O evento acontece na sede do site no dia 15 de janeiro às 20h e termina às 22h de 17 de janeiro.

O tema da Jam já foi definido pela comissão julgadora (composta pelos jornalistas Flávia Gasi, Gustavo Petró, Marcus Oliveira e Pablo Miyazawa). Entretanto, o tema apenas será revelado momentos antes do início do evento. De acordo com a IGN, os jogos desenvolvidos durante a Game Jam serão distribuídos gratuitamente através do IGN Brasil. Os participantes contarão com todo o suporte da IGN, incluindo espaço, estrutura e refeições.

“O principal objetivo da IGN Game Jam é oferecer para essas equipes independentes a oportunidade de ter seus games divulgados com a mesma grandeza de um título AAA, expandindo os horizontes de nossos desenvolvedores e mostrando a qualidade do cenário independente nacional”, afirma Aydin Sarmadi, Diretor do IGN Brasil.

Os participantes são os estúdios indie  Big Green Pillow, Catavento, Miniboss, Pocket Trap, Rogue Snail e Retromaze. Segundo os organizadores, as escolhas levaram em consideração o aproveitamento dos grupos em jams anteriores. Após o prazo de 48 horas, os jogos finalizados serão avaliados pela comissão julgadora com base em critérios de apropriação do tema da maratona, inovação, mecânicas e ludologia.

O estúdio vencedor receberá um vale-presente da loja Kabum no valor de R$ 5.000 e mais R$ 50 mil em divulgação para os projetos da equipe no site do IGN Brasil durante todo o ano de 2016. Já a vice-campeã da maratona também receberá um vale-presente da loja Kabum no valor de R$ 2.000, enquanto a terceira equipe colocada receberá um vale-presente da loja Kabum no valor de R$ 1.000.

Como acompanhar a IGN Game Jam

Pelo calibre desses estúdios podemos esperar grandes jogos, ainda que o tempo de uma Jam seja curto. Vamos ficar de olho, pois as possibilidades de jogos interessantes surgirem são muito grandes. Para mais informações, basta acessar o site da IGN Game Jam.

Produtora Loud Noises inicia semana criativa para impulsionar novos produtos e ideias

Começou nesta semana o evento Loud Week, um evento criado pela equipe do estúdio Loud Noises (Headblaster e Laut). O evento nada mais é que uma semana em que o time da Loud Noises se reúne com desenvolvedores para a criação de novos protótipos ou desenvolvimento de ideias que foram engavetadas. O objetivo é que ao fim da semana, alguns projetos estejam em um bom estágio de desenvolvimento.

O evento iniciou-se no dia 28 de setembro e finaliza em 4 de outubro. De acordo com a Loud Noises, algumas ideias já estavam encubadas e agora resta desenvolvê-las melhor. Entre elas estão:

Jogo #3”: um beat ‘em up inspirado pela arte pixelada  de Johan Vinet;

Bestiário”: um diário de monstros fictícios composto por ilustrações e textos explicativos sobre a vida, habitat natural e características peculiares de criaturas míticas;

RPG Narrativo”: que pleiteia ser uma mescla entre um sistema de RPG tradicional analógico com um jogo de narração colaborativa, ou seja, um jogo em que o narrador é alterado durante a aventura;

Jogo de Esporte”: um produto sem nome definido, mas cuja ideia é de um Jogo digital com multiplayer local para duas pessoas. Cada pessoa possui dois “atletas” e pode alternar o controle entre eles com um botão e dar uma corrida com outro botão. De acordo com a Loud Noises, o objetivo é chegar ao gol adversário para marcar um ponto, mas com algumas dificuldades pelo caminho;

INSERT NAME HERE”: um projeto sem nome, mas com uma dinâmica semelhante ao pega-pega. Trata-se de um multiplayer local disputado em rodadas em que os papéis são invertidos ao final de cada turno. Além disso, será possível comprar itens (como armadilhas) com moedas que estão espalhadas pelo cenário;

E por fim tem o “Lesbian Space Opera Visual Novel”: uma visual novel ambientada no espaço com aventura, romance e… lésbicas!? Quais motivos tudo isso se junta ainda é uma incógnita, mas parece algo surreal e inovador.

Já estão confirmados treze desenvolvedores na Loud Week, além dos três fundadores da Loud Noises (André Asai, Diego Castillo e José Osmar). Vamos aguardar para ver que tipo de jogos e projetos este evento vai proporcionar. Está interessado em alguma dessas idieas?

Games devem ficar de fora do Vale Cultura? Qual sua opinião?

Vale Cultura

Todos sabem que os videogames são uma forma pura de cultura, pois transmitem mensagens e valores tão profundos quanto qualquer livro conceituado ou música celebrada. Entretanto nem todos conseguem ver os videogames com os mesmos olhos.

No dia 19 de fevereiro de 2013 a Ministra da Cultura Marta Suplicy realizou uma audiência na Assembléia Legislativa de São Paulo para falar sobre o Vale Cultura, um projeto dedicado a disseminar as diferentes formas de cultura entre a população. A ideia básica é que pessoas que dispõe de até dois salários mínimos possam contar com pequeno recurso mensal disponibilizado pelo governo para desfrutar de cultura. O projeto ainda está em estágio inicial e, portanto, carece de formatação.

Devido a isso, a equipe da Ministra abriu sua agenda para ouvir as pessoas a fim de coletar opiniões e sugestões para incluir no projeto. Um dos participantes foi o Francisco Tupy, pesquisador e designer de games, que estava representando os jogadores do Brasil que naturalmente gostariam de saber a opinião da Ministra sobre a inclusão de entretenimento digital no projeto. Ao ser questionada sobre a inclusão dos videogames no Vale Cultura a ministra mostrou-se, de fato, uma política, conforme transcrição da matéria do site Geek, escrita por Kao Tokio:

 Francisco Tupy – “O que o ecossistema que trabalha com jogos digitais, pesquisadores, desenvolvedores, professores etc. pode esperar do Vale Cultura?”

Marta Suplicy – “No caso dos jogos digitais, o assunto ainda não foi aprofundado o suficiente, mas eu acho que eu seria contra. Eu não acho que jogos digitais sejam cultura […] Mas a portaria é flexível. Na hora em que vocês conseguirem apresentar alguma coisa que seja considerada arte ou cultura, eu acho que pode ser revisto. No momento o que eu vejo é outro tipo de jogo.

Encaminhem para o ministério as sugestões que vocês estão fazendo. Eu tenho certeza que talvez vocês consigam fazer alguma coisa cultural. Mas, por enquanto, o que nós temos acesso, não credencia o jogo como cultura. O que tem hoje na praça, que a gente conhece (eu posso também não conhecer tanto!) não é cultura; é entretenimento, pode desenvolver raciocínio, pode deixar a criança quieta, pode trazer lazer para o adulto, mas cultura não é! Boa vontade não existe, então, vocês vão ter que apresentar alguma coisa muito boa”.

O interessante é que com tantas pesquisas sérias sobre os videogames e com uma equipe tão estudada, a ex-prefeita de São Paulo ainda vê os videogames com uma visão tão retrógrada. Aparentemente os organizadores acreditam que pelo fato dos games ser primordialmente dominada por obras não produzidos no Brasil, eles não agregam valor de cultura brasileira, ignorando o fato de que atualmente existem vários estúdios brasileiros criando games com temáticas e folclore brasileiro.

Apesar do negativismo em relação à inclusão dos games no Projeto Vale Cultura, ainda existem chances de que a situação se modifique durantes as próximas semanas. Mas as expectativas não são das melhores.

Mas diga, qual sua opinião sobre a declaração da Ministra sobre o Vale Cultura?