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Hue Defense: novo jogo da BraveWolf é um defense tower que faz paródia com a política brasileira

O destaque de hoje é outro título indie que fez bastante barulho durante a Brasil Game Show: Hue Defense. Trata-se de um defense tower com uma crítica política singela, porém mordaz. A cortesia é do estúdio indie BraveWolf, que surgiu em 2015 coma intenção de trazer inovação nos jogos eletrônicos.  Estamos na pequena ilha de Hue (sacou a referência?), que está sendo invadida por duas espécies danosas e especialmente perigosas: os azuis e os vermelhos. Cabe ao jogador construir poderosas torres munidas com armamentos pesados para eliminar essas terríveis ameaças.

A jogabilidade lembra bastante o famoso Defense Grid, do Xbox 360, ou seja, os inimigos começam a andar em fila indiana e o jogador deve montar suas torres em pontos estratégicos para deter o avanço dos inimigos e impedir que eles tomem os diversos pontos de interesse da ilha. Para tanto, você tem à sua disposição sete diferentes tipos de torres, cada uma com um tipo de poder de fogo. O desafio vai aumentando à medida que os inimigos surgem em maior número e se tornam mais resistentes.

O grande macete de Hue Defense é que cada torre possui seus próprios poderes e servem a diferentes propósitos. Assim, o jogador deve montar uma estratégia para destruir todos os invasores, não sendo suficiente apenas montar estruturas de defesa a esmo. Você pode montar torres de coxinha, mandioca, entre outras. São mais de 30 habilidades únicas. Inclusive há um sistema de níveis bem estruturado para que o jogador melhore suas defesas ao passo que derrota os inimigos.

Hue Defense faz uma paródia do atual cenário político do Brasil com bastante bom humor e sátiras. Ao longo das 20 fases que compõe o game você vai se deparar com situações facilmente reconhecíveis da política brasileira. Durante a semana da BGS 2016 o estúdio BraveWolf chegou a dar uma amenizada no tema político na página da Steam, porém as características dele permanecem as mesmas. A ideia é fazer os jogadores se divertir, porém sem deixar de lado uma reflexão sobre a política nacional.

Abaixo tem um trailer de Hue Defense:

Top 8: Jogos educativos que você não sabia

Que os videogames podem ser educativos, você já sabia. Mas é muito fácil apontar jogos assim quando os exemplos são jogos educativos. Você já imaginou que tem uma série de jogos digitais bastante comerciais que podem ensinar algumas coisas surpreendentes sem que os jogadores se dêem conta? Sim, apostamos que em sua biblioteca de jogos tem muita coisa educativa.

Talvez pensando nisso, a Stoodi, startup de educação a distância que oferece videoaulas, plano de estudos e monitorias transmitidas ao vivo, selecionou uma lista com 8 jogos desse tipo, que podem fazer o estudante se divertir bastante, mas depois sair correndo para os livros e conhecer um pouco mais sobre tais conceitos.

 

1 – Sim City

Jogos

A primeira versão do Sim City – game no qual o jogador cria e controla a infraestrutura de uma cidade – foi lançada em 1989. De lá para cá, a qualidade dos gráficos melhorou bastante e os desafios ficaram mais complexos. Mas o que se manteve intacto em todas as edições do jogo é a coerência com a realidade. Liberar o funcionamento de jogos de azar na cidade, por exemplo, pode impulsionar a arrecadação do município, mas também vai fazer a criminalidade aumentar.

Se o jogador não souber investir de forma equilibrada nos diferentes setores da economia e não tiver claros conceitos de sustentabilidade, urbanismo e transporte público, sua cidade será caótica. O game é uma verdadeira aula de geopolítica, em especial a 4º versão, que é complexa e traz uma série de desafios que o jogador deve levar em consideração se quiser fazer a cidade crescer sem quebrar ou se tornar um lixão.

 

2 –  Democracy

Democracy

Se em Sim City, o jogador tem o cargo de prefeito, em Democracy ele pode ser presidente, primeiro-ministro e até um ditador austero. Apesar de não ser muito rico em atrativos gráficos, Democracy compensa na constituição dos regimes de poder, que é retratada com detalhes. O jogador vai sentir na ‘pele’ os efeitos causados por suas medidas de governo junto à população, que refletirão nas urnas na próxima eleição.

O jogo dá até opções de usar manobras questionáveis para ‘manchar’ a imagem dos candidatos concorrentes. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Aqui você ganha noções de Filosofia Política, matéria muito importante na grade de universidades como Relações Internacionais.

 

3 – SPORE

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Nada dá mais prazer a um gamer do que observar seu personagem – inicialmente uma criatura frágil – evoluir com o tempo, ganhar habilidades e conquistar o mundo. O que dizer então do SPORE, que remonta a origem do universo? O game dá noções importantes sobre Biologia e Ecossistema. A ideia vem sendo aclamada porque faz o jogador começar seu desafio como um simples micróbio que luta para se manter vivo na face do planeta. Com o tempo e, dependendo das escolhas que fizer, o jogador poderá destravar novas formas de vida, desenvolver-se como uma nova criatura, unir-se em tribos, construir cidades e até conquistar novos territórios.

 

4 – Bioshock: Infinity

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Outro fenômeno da crítica, Bioshock Infinity ganhou 85 prêmios somente na época de seu lançamento por não ter medo de abordar temas polêmicos. O jogo se passa em Columbia, cidade em que está prestes a eclodir uma guerra civil. De um lado, o governo ultranacionalista defende um Estado exclusivo para brancos norte-americanos. Do outro, um grupo de rebeldes, que luta para tomar o controle do poder e restabelecer direitos para cidadãos de todas as raças e religiões.

Como se não bastasse, há ainda fendas abertas no espaço-tempo, que usa conceitos da Teoria da Relatividade para explicar a aparição de estranhos elementos do futuro no passado. Você está se perguntando o que pode ser aprendido com este jogo? Para começar temos noções claras de Filosofia, Religião e Física Quântica.

 

5 – Battlefield

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Por mais triste que seja, aprender sobre as grandes guerras que ocorreram é essencial para entender como o mundo funciona. O Battlefield é um prato cheio para quem curte História, pois ele recria com máxima fidelidade as batalhas que aconteceram, inclusive com armas, veículos, trajes e objetivos idênticos aos cumpridos pelos soldados reais.

A primeira versão do jogo se passava na 2ª Guerra e transportava o jogador para as batalhas de Normandia, de Midway e de Guadalcanal, mas a franquia já abordou combates contemporâneos com exércitos norte-americanos e do Oriente Médio. Com lançamento programado para outubro, o novo Battlefield recriará a 1ª Guerra Mundial.

 

6 – Assassin’s Creed

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Outro jogo que pega forte em História é Assassin’s Creed. A franquia da Ubisoft já vendeu mais de 75 milhões de cópias ao redor do mundo por conseguir mesclar com maestria a história real com a do jogo. O segundo jogo da série, por exemplo, se passa no Período Renascentista e nele é possível observar grandes obras da arquitetura como a Basílica de Santa Maria Del Fiori, em Florença e até pedir ajuda a Leonardo Da Vinci para resolver um enigma.

 

7 – God of War e Dante’s Inferno

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Inspirada na mitologia grega, God of War virou um sucesso de público desde sua primeira edição. Nela, o jogador vive Kratos, um semideus que comanda um exército em Esparta e enfrenta diversos dilemas morais que terão consequências no resultado final. Apesar do clima de fantasia, o game apresenta toda a cultura religiosa da Grécia antiga.

Já o concorrente, Dante’s Inferno tem inspiração nos contos de Dante Alighieri para a Divina Comédia. Tal como no livro, o jogo retrata os núcleos do Inferno, de modo que questões filosóficas, religiosas e históricas são bem presentes na obra. Ah, nossa chamada são 8 games, mas não podíamos deixar de citar Dante’s Inferno, certo?

 

8 – Angry Birds

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Aqui não temos um capítulo da nossa História, mas aprender Física pode ficar mais divertido com o jogo Angry Birds, onde saber aplicar o conceito de movimento parabólico é essencial para lançar o passarinho no alvo com precisão. O game envolve energia mecânica, energia potencial gravitacional, energia cinética, energia elástica, aceleração, velocidade, força, atrito, massa, impulso, trabalho e gravidade, ufa! Angry Birds foi baixado em 2 bilhões de celulares e ostentava o título de mais popular do planeta até a chegada do Pokémon Go

 

Lava Jato Wars é o game para quem quer combater a corrupção

A política brasileira e o bom humor são os elementos do jogo Lava Jato Wars do estúdio indie Triplex Games. O título é uma sátira sobre a Operação Lava Jato que investiga atos de corrupção de alguns políticos. De acordo com o criador do projeto, Edson Júnior, o objetivo é divertir os jogadores ao mesmo tempo em que faz uma crítica social.

Basicamente é um shooter em que o jogador controla o Juiz Sérgio Moro ou o Japonês da PF e deve jogar algemas nos adversários que surgem no caminho. Os vilões são representados por políticos como Lula, Dilma, Aécio, Eduardo Cunha, Delcídio e os militantes do PT. A ideia é prender os inimigos da democracia e ajudar o Brasil a ser um país melhor.

Além dos vilões, o jogador deve desviar de obstáculos que impedem o progresso do país, como pão com mortadela e maços de dinheiro ilícitos. O humor é bastante ácido e o jogador deve ficar atento a essas referências. Não por acaso Lava Jato Wars está sendo lançado agora, a fim de aproveitar o embalo das investigações que ocorrem na vida real.

Até mesmo o nome da produtora é uma referência ao que está ocorrendo (Triplex Games), mas Edson destaca que é um projeto solo e se distancia de seus outros jogos, por isso criou este novo selo apenas para divulgar este novo game. Lava Jato Wars foi lançado a princípio apenas para Android, mas a versão para iOS está para chegar em breve. O game pode ser acessado gratuitamente.

Abaixo tem o gameplay de Lava Jato Wars:

Galeria digital da Fiesp vira tela gigante para o game Star Pato

Que o Brasil é campeão de impostos, todo mundo já sabe. E “ai” daquele que não pagar suas contribuições ao governo. Se há algo que podemos fazer livremente é protestar. E é justamente em forma de protesto que a Frente Nacional contra o Aumento de Impostos criou o jogo Star Pato, um título bem humorado e parte da campanha “Não Vou Pagar o Pato”. Para tornar o game ainda mais notório, os organizadores do protesto deixaram-no disponível para gameplay em um grande painel de LED instalado no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista, em São Paulo.

O gameplay é claramente inspirado no clássico Space Invaders, o sucesso dos anos 70, e possui 5 fases. Ao invés de uma nave espacial, o jogador controla um pato e deve exterminar uma série de impostos cobrados abusivamente, como  combustíveis, eletrodomésticos, automóveis, energia elétrica e a revoltante CPMF. Além de Space Invaders, Star Pato tem algo de Star Wars em seu design de arte.

Na Fiesp, os jogadores podem acessar o game através de controles posicionados em frente à sede da Federação. Quem não puder ir até lá, mas quer conhecer esse projeto, basta acessar a versão de, ou pelo celular. De acordo com os organizadores, o objetivo dessa campanha é conscientizar a sociedade sobre os altos impostos já pagos em produtos e serviços e evitar novos aumentos da carga tributária.

Ao que parece, essa campanha está surtindo um efeito muito positivo: a página da internet “Não Vou Pagar o Pato” já recolheu mais de 880 mil assinaturas. Quando chegar em um milhão de assinaturas, o abaixo-assinado será encaminhado ao Congresso Nacional, para desespero de Dilma e seus amigos

Star pato: eu não vou pagar o pato

Corrupção Free: game indie conviada jogador a combater políticos corruptos

Ano de eleições no Brasil. Quer um país ou época melhor para criar um game que critique a política? Um desenvolvedor indie chamado Danilo Carlessi criou um jogo chamado Corrupção Free. O título é do mesmo criador do jogo Rolezinho Ascenção Social 2.

O game coloca o jogador no controle do ministro Joaquim Barbosa em uma saga contra políticos corruptos. De acordo com a descrição do jogo “(…) apenas um herói pode nos salvar da tirania dos Corruptos”.  Porém há a advertência de que não será fácil livrar o país dos corruptos.

A versão gratuita do game conta com 5 fases, 4 personagens inimigos, uma jogabilidade simples e uma trilha sonora que promete envolver os jogadores. O objetivo é capturar 3 mapas do Brasil em cada um dos cenários. Além dos mapas, é importante coletar também moedas da justiça espalhadas pelos cenários. Essas moedas são o pagamento do que é certo para os justos e as moedas deixadas para trás ficam com os corruptos.

Independente da sua inclinação política, o jogo trás uma crítica social bastante pertinente e possui uma jogabilidade funcional. Em tempos de eleição é bom que surjam jogos eletrônicos que divirtam e passem alguma mensagem social. O título pode ser encontrado no Google Play.