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Site cria vídeo explicando a indústria de games no Brasil

Indústria de games no Brasil

Para nós, que somos brasileiros e apaixonados por games, é muito fácil falar para as pessoas de fora quais são as maiores dificuldades enfrentadas pela nossa indústria. Nem precisa ser um estudioso para saber que os altos impostos e a pirataria minaram por anos o crescimento do mercado de games por aqui.

Entretanto é interessante saber qual a visão que os europeus e americanos tem do nosso país, afinal todo mundo fala que o Brasil é a bola da vez. O pessoal do site Penny Arcade iniciou uma série de vídeos que visa mostrar os diferentes mercados de games pelo mundo e o primeiro episódio é justamente sobre o Brasil.

Durante os mais de 9 minutos de vídeo vemos algumas impressões que são partilhadas pelos americanos, na verdade parece que foi feito um estudo sobre o mercado local de games. O resultado são algumas verdades incontestáveis como os altos impostos, pirataria, falta de investimentos etc.

Naturalmente o vídeo carece de algumas informações e em alguns momentos os problemas parecem mais exagerados do que o são. O vídeo ainda fala sobre a posição de destaque populacional e econômica que o Brasil ocupa na América do Sul, incentivando que os empresários prestem atenção em nosso país também. Mas ainda assim temos um resumo muito bom sobre a indústria de games no Brasil.

Confira no vídeo sobre a indústria de games no Brasil:

Acigames promove nova campanha para baratear games e combater a pirataria

Após o movimento Jogo Justo, a Acigames resolveu promover mais uma ação com a finalidade de reduzir os preços dos games e combater a pirataria. A campanha chamada “Eu Tô Legal” irá promover comerciantes e lojistas que trabalham com produtos legalizados, além disso, a campanha irá prestar esclarecimentos aos consumidores o que se ganha quando você compra produtos originais.

A campanha começara durante o evento Game World 2012, entre os dias 30, 31 e 1º de abril e contará com mais de 20 títulos que terão o preço reduzido, esses títulos, obviamente estão disponíveis para as principais plataformas do mercado. A lista de jogos, preços e lojas participantes da campanha estão disponíveis no site da Acigames.

“A pirataria é o maior problema para o mercado de games nacional. Enquanto não conscientizarmos o consumidor que ao adquirir um produto pirata ele está lesando não só a indústria e o comércio, mas também a si próprio este cenário não irá mudar”, analisa Moacyr Alves, presidente da Acigames.

De acordo com os organizadores, esta será a maior ação já realizada pela Acigames e deverá se estender até que os estoques se esgotem. Vale lembrar que a feira Game World ocorre no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca em São Paulo. O GameReporter irá acompanhar de perto esta ação para informar a você, leitor, como serão as coisas.

Gamedevs independentes pirateiam próprio jogo de forma bem humorada

As chatas proteções DRM não são a única solução para a pirataria, já sabemos. Mas o que o pessoal da desenvolvedora independente tinyBuild fez parece inédito.

Junto com o lançamento de No Time To Explain, seu mais recente game, os desenvolvedores Alex Nichiporchik e Tom Brien lançaram também uma versão pirata no site The Pirate Bay.

A versão pirata tenta, logicamente, trazer o jogo para o foco dos comentários. E, como fazer isso? Alterar levemente o game, colocando chapéus de pirata em todos os personagens e rum em todos os lados. A versão pirata, também, não é atualizada com correções de bugs, então acaba servindo como uma “demonstração completa”.

“Estamos usando a pirataria para alavancar as vendas e ganhar divulgação”, explicou Tom Brien ao Gamasutra, acrescentando que o game já seria pirateado de qualquer forma, então foi melhor criar algo divertido em cima disso.

“Então algumas pessoas não comprarão nosso game de qualquer forma, mas se outras gostarem de nosso humor, eles podem apenas apoiar nós desenvolvedores independentes”.

O que você acha da ideia?

[Via IndieGames]

Fundador de estúdio criador de Just Cause diz que DRM é prejudicial

Proteções DRM são muito criticadas por gamers, por desenvolvedores independentes e, vez ou outra, por membros em posições privilegiadas da indústria. Foi o caso das declarações recentes de Christofer Sundberg, fundador da Avalanche, criadora de Just Cause.

Em entrevista ao site da revista Edge, o executivo afirmou que embora a pirataria afete bastante o mercado de games, principalmente para PCs, proteções DRM não são a solução, e apenas punem o consumidor legítimo.

“Se um sistema DRM precisa ser defendido constantemente, algo deve estar errado”, comentou acrescentando que esse tipo de proteção é mostrar ao consumidor baixa confiança.

E, o mais grave, é que o jogador punido é o que paga pelo game, afinal, as cópias pirateadas vem sempre com a proteção quebrada. “Eu conheço pessoas que compram o jogo, mas baixam a versão pirata apenas para se livrar da proteção always-on”, afirmou, se referindo aos jogos cuja proteção DRM exigem que o jogador esteja sempre online.

“Jogos de PC sempre foram e sempre serão pirateados, destravados, modificados e o que você pensar. Essa é a natureza do PC como plataforma; você nunca poderá resolver esse problema”, defendeu acrescentando que acredita que a solução é provar aos clientes que há valor em comprar uma cópia original, ouvindo suas demandas e tentando atendê-las.

É claro que, em muitos casos, o desenvolvedor tem pouca responsabilidade no uso da DRM. “Não temos muita escolha, já que a distribuidora detém os direitos da franquia, mas posso garantir que gritaríamos antes de qualquer coisa assim acontecesse em um título da Avalanche”, disparou.

Criadores de Super Meat Boy não estão nem aí para pirataria

Enquanto a indústria combate a pirataria com ferro e fogo, alguns desenvolvedores não podiam se importar menos. É o caso de Tommy Refenes e Edmund McMillen, criadores do independente – e genial – Super Meat Boy.

Em uma declaração ao podcast DarkZero, eles disseram que o game foi amplamente pirateado e eles não estão nem aí.

“Se tivermos, vamos dizer, 200 mil cópias de Super Meat Boy que estão sendo pirateadas, são 200 mil pessoas que estão jogando o game”, comentaram, concluindo que isso gera publicidade gratuita e indicações para outros amigos que eventualmente comprarão o jogo para testar.

Você concorda?

[Via CVG]

Brasil é um dos cinco países mais responsáveis pela pirataria de games

Um estudo da Entertainment Software Association (ESA), órgão dos EUA que zela pelos interesses da indústria de games, apontou que cinco países são os responsáveis por mais da metade da pirataria mundial. No top 5 está o Brasil.

A lista foi compilada com base em dados coletados pelo compartilhamento de arqquivos em 2010, e além do Brasil, a óbvia China também aparece, junto com Itália, Espanha e França.

Segundo a ESA foram detectados 144 milhões de conexões usadas para fins de compartilhamento ilegal em mais de 200 países, e somados, os países do top 5 foram responsáveis por mais de 78 milhões delas, o equivalente a 54% do volume total.

E você se surpreendeu com a lista dos países mais problemáticos?

[Via CVG]