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Produtor de FFXIII-2 diz que franquia está se afastando de suas raízes de RPG em turno

Antigas franquias, revisitadas inúmeras vezes, mais cedo ou mais tarde acabam tendo sua mecânica completamente mudada. Seja por questões naturais, como a evolução dos consoles, seja por adaptações ao mercado e ao gosto das novas gerações.

Aconteceu com os adventures, hoje praticamente extintos se comparado com a avalanche de bons títulos em décadas passadas, e acontece também com jogos turn-based (em turno, aqueles games em que você executa uma ação, espera a resposta do outro jogador/máquina e decide a sua próxima ação).

Além da escassez de estratégias em turno, alguns outros títulos adaptam suas mecânicas de combate para o novo modelo. Gamers fãs da série FF já acompanham isso e, o produtor de Final Fantasy XIII-2, Yoshinori Kitase, declarou em entrevista que agora a franquia pode se afastar de vez de suas raízes de RPG em turno.

É o action-RPG chegando a toda, e a declaração pode significar que uma das coisas mais características da série está em vias de se perder para sempre. Para muitos, é uma evolução natural e bem-vinda. Mas é óbvio que essa opinião não é compartilhada pelos mais puristas.

O que você, leitor, acha desse tipo de mudança?

[Via CVG]

Analista declara que era dos consoles está ficando para trás

Para David Cole, analista da VentureBeat, o mercado de consoles atingiu seu auge, e seus dias de glória já ficaram para trás.

A opinião de Cole é interessante, ele acha que a Sony e a Microsoft estão demorando a lançar novos hardwares por ainda estarem tirando lucro do PS3 e do Xbox 360, mas afirma que quanto maior é a espera, mais terreno o mercado de consoles acaba perdendo.

É aí que plataformas como celulares e tablets estariam abocanhando uma parte do mercado. “Sistemas como o Xbox 360 e o PlayStation 3 estão tendo suas melhores vendas a cada cinco ou seis anos depois de seus lançamentos. Infelizmente, isso significa que a Microsoft e a Sony não tem pressa em lançar novos sistemas que gerariam empolgação substancial no consumidor e gasto”, afirmou acrescentando que o mercado de consoles dedicados ainda é o maior condutor do crescimento da indústria, mas que atingiu seu máximo com a atual geração.

Quanto ao Wii U, Cole aposta que venderá bem, mas não no nível que o Wii vendeu.

E você? O que acha? Concorda com Cole?

[Via CVG]

Fundador de estúdio criador de Just Cause diz que DRM é prejudicial

Proteções DRM são muito criticadas por gamers, por desenvolvedores independentes e, vez ou outra, por membros em posições privilegiadas da indústria. Foi o caso das declarações recentes de Christofer Sundberg, fundador da Avalanche, criadora de Just Cause.

Em entrevista ao site da revista Edge, o executivo afirmou que embora a pirataria afete bastante o mercado de games, principalmente para PCs, proteções DRM não são a solução, e apenas punem o consumidor legítimo.

“Se um sistema DRM precisa ser defendido constantemente, algo deve estar errado”, comentou acrescentando que esse tipo de proteção é mostrar ao consumidor baixa confiança.

E, o mais grave, é que o jogador punido é o que paga pelo game, afinal, as cópias pirateadas vem sempre com a proteção quebrada. “Eu conheço pessoas que compram o jogo, mas baixam a versão pirata apenas para se livrar da proteção always-on”, afirmou, se referindo aos jogos cuja proteção DRM exigem que o jogador esteja sempre online.

“Jogos de PC sempre foram e sempre serão pirateados, destravados, modificados e o que você pensar. Essa é a natureza do PC como plataforma; você nunca poderá resolver esse problema”, defendeu acrescentando que acredita que a solução é provar aos clientes que há valor em comprar uma cópia original, ouvindo suas demandas e tentando atendê-las.

É claro que, em muitos casos, o desenvolvedor tem pouca responsabilidade no uso da DRM. “Não temos muita escolha, já que a distribuidora detém os direitos da franquia, mas posso garantir que gritaríamos antes de qualquer coisa assim acontecesse em um título da Avalanche”, disparou.

Sony critica nova política da Microsoft

Demorou alguns dias, mas a Sony finalmente se pronunciou a respeito das novas políticas de publicação de conteúdo da Microsoft, que restringem gamedevs que queiram publicar um game primeiro em consoles concorrentes ou oferecer conteúdo extra a eles.

De acordo com o novo acordo, os títulos para Xbox 360 precisam ser lançados, no mínimo, simultaneamente com a(s) outra(s) plataforma(s), e precisa ter ao menos o mesmo conteúdo que nos outros videogames. “Se essas condições não forem respeitadas, a Microsoft se reserva no direito de não permitir que o conteúdo seja lançado para o Xbox 360”, diz o acordo.

Logicamente, isso provocou irritação na concorrência. Rob Dyer, de relações públicas da Sony, acredita que a decisão da Microsoft é a de proteger uma tecnologia que ela sabe que é inferior. “Emburrecendo” a tecnologia e limitando que ela não esteja em um disco Blu-ray ou coisas dessa natureza, por exemplo, a Microsoft conseguiria diminuir a vantagem de concorrentes.

É uma decisão meio maluca, é verdade, mas tendo em vista que hoje quase todos os games são multiplataformas e que os desenvolvedores dependem de lançamentos em diversos consoles, isso pode significar que a Microsoft esteja dando as cartas e limitando uma evolução tecnológica um pouquinho maior dos games. Ou não? O que você, leitor, acha?

[Via Joystiq]

Criadores de Super Meat Boy não estão nem aí para pirataria

Enquanto a indústria combate a pirataria com ferro e fogo, alguns desenvolvedores não podiam se importar menos. É o caso de Tommy Refenes e Edmund McMillen, criadores do independente – e genial – Super Meat Boy.

Em uma declaração ao podcast DarkZero, eles disseram que o game foi amplamente pirateado e eles não estão nem aí.

“Se tivermos, vamos dizer, 200 mil cópias de Super Meat Boy que estão sendo pirateadas, são 200 mil pessoas que estão jogando o game”, comentaram, concluindo que isso gera publicidade gratuita e indicações para outros amigos que eventualmente comprarão o jogo para testar.

Você concorda?

[Via CVG]

Executivos criticam avalanche de games baratos na App Store

Em uma entrevista ao site GamesIndustry, Donald e Geremy Mustard, CEO e CTO da Chair Entertainment (criadora de games como Shadow Complex e Infinity Blade), falaram um pouco do mercado de títulos e da App Store.

Os executivos criticaram o modelo da loja da Apple, muito voltado para os títulos de 99 centavos. A avalanche de games baratos “esconde” os games mais caros. Para eles, seria ótumo que o modelo da loja não encorajasse e mantivesse tanto em destaque os games mais baratos. “Espero e sonho com o dia que isso mude, porque ajudaria a encorajar desenvolvedores não sentir que eles precisam fazer games de 99 centavos”, comentou Donald.

Mesmo com essa crítica, os irmãos e sócios acreditam que a atitude da Apple com relação ao mercado de games é louvável. “A atitude com relação aos games certamente mudou. Três anos atrás eu acho que seria possível encontrar aspas deles dizendo que ‘o iPhone’ não é um videogame’, não importando quantos games existissem lá. Mas agora é impossível de negar, a atitude deles está mudando em definitivo”, explicou o CEO.

O que você acha?

Chefe de Angry Birds cria polêmica: “consoles estão morrendo”

Peter Vesterbacka, da Rovio, deu uma declaração polêmica durante a conferência South by Southwest Interactive.

De acordo com o chefão da criadora do casual Angry Birds, que acaba de comemorar 100 milhões de cópias vendidas, o console estaria morrendo.

Vesterbacka defende que a inovação na indústria está focada em games sociais e portáteis, que tem ao seu lado a agilidade de desenvolvimento e atualização.

Para o executivo, que critica o modelo de preços em games tradicionais, o mercado de celulares ainda não chegou a um padrão satisfatório de modelo de negócios, mas garantiu que a Rovio continuará a experimentar com modelos diferenciados em diferentes games.

O que você acha das declarações?

[Via GamesIndustry]

Pai do Pac-Man conta que criou jogo para meninas e fala sobre design

Pai do Pac-man

Toru Iwatani é um nome que poucos devem conhecer assim, de bate pronto. Mas se falarmos que é o pai do Pac-Man, qualquer gamer vai saber que o cara merece respeito.

O designer deu uma declaração a respeito dos games atuais e do processo de criação durante a GDC 2011. Primeiro, Iwatani disse que criou Pac-Man na tentativa de atrair garotas gamers.

“Antigamente, não existiam videogames domésticos e as pessoas precisavam ir para os fliperamas para jogar. Era um playground para garotos. Sujo e fedido. Então quisemos incluir garotas ou jogadoras para que se tornasse mais brilhante”, comentou.

Aí vem o bizarro. Pensando no que atrairia garotas, Iwatani pensou que elas adoravam sobremesa, a exemplo de sua esposa: “O verbo comer me deu a idéia de criar o jogo”.

Tudo então girou em torno do que poderia agradar as garotas, inclusive personagens bonitinhos em vez de carrancas nos inimigos. Por mais estranho que tudo isso possa parecer, é tudo muito simples e, sabendo disso agora, faz certo sentido.

Para nós foi como um mistério resolvido. Na mesma palestra, Iwatani comentou que acha os games de hoje muito complexos, sem objetivos claros de imediato. “Nos jogos de hoje você não ve sobre o que eles são, quais são os objetivos, e os controles talvez sejam muito complicados”, criticou acrescentando que os jogadores querem desafio, mas que a diversão devia ser o ponto primordial de qualquer game.

O que você acha da opinião?

[Via GamesIndustry]

Criador de Okami fala sobre violência nos games

Atsushi Inaba, criador de games como Okami e Vanquish, falou a respeito de um dos assuntos mais sensíveis do mundo dos games: a violência.

Em entrevista ao site Videogamer, Inaba declarou que a violência é “parte inerente da experiência de jogo”. O executivo explicou que desde os primeiros games, a violência está ali, porém não deve ser utilizada sem um propósito para tal.

Para ele, conforme aumenta o realismo e os gráficos são melhorados, é preciso estar de olhos abertos e tomar cuidado com o crescente uso da violência pela violência.

“Se você começa a ver muita dessa violência sem sentido ou propósito na indústria de jogos, isso causará danos a ela e ao futuro dos jogos a longo prazo”, disparou.

Você concorda?

Executivo da Sega não acredita em morte de portáteis

Há quem aposte que a ascenção de smartphones como o iPhone podem ferir mortalmente os portáteis dedicados, mas para Jurgen Post, executivo da divisão européia da Sega, este não é o caso.

Para Post, os jogos de smartphone continuarão a co-existir com os de portáteis como o PSP e o DS. O executivo citou o caso do Football Manager, que foi lançado para PSP e para iPhone e está tendo bom desempenho nas duas plataformas.

“Lançamos no ano passado e acabamos de liberar uma nova versão. Também lançamos para o PSP. O engraçado é que a versão de iPhone custa 5 libras e está vendendo bem, mas a versão de PSP é muito mais cara – e ainda assim estamos vendo desempenho semelhante ao que víamos anteriormente”, comparou.

Seria este um bom indicativo?

[Via CVG]