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INTZ inaugura maior complexo de gaming houses da América Latina

Após o susto do quase rebaixamento no CBLoL neste final de semana, a INTZ eSports Club esta se preparando para deixar a fase ruim de lado e pensar no futuro. Na ultima semana a equipe inaugurou seu novo centro de treinamentos no bairro de Perdizes, zona oeste de São Paulo. A nova casa dos Intrépidos já e considerada o maior complexo de gaming house da América Latina e goza de uma estrutura invejável.

De acordo com a INTZ, o novo QG possui cerca de 1000 m² e quatro andares com diversos ambientes. A estrutura poderá receber até 30 atletas ao mesmo tempo das diversas modalidades que o clube tem em atividade. O objetivo e modernizar a equipe e oferecer o melhor ambiente possível para os atletas.

“O planejamento do nosso novo quartel general é disponibilizar o que há de melhor em termos de estrutura, inovação e tecnologia para nossos atletas, comissão técnica e staff. É um espaço único no país, que estimamos trazer um impacto muito positivo nos resultados do clube”, afirma Lucas Almeida, CEO do INTZ.

“Vamos ter diversas melhorias nessa nova empreitada. Além do ganho no aspecto técnico das nossas equipes, teremos um espaço importante para ativações e relacionamento com nossos patrocinadores, torcida e público em geral. Temos consciência da necessidade de falar com os Intrépidos, que é um dos pilares do nosso desenvolvimento. É o início de um novo posicionamento do clube”, completa o executivo.

Além da estrutura de alto nível disponível para os atletas e staff, o espaço conta com uma novidade para os patrocinadores: Logitech e PicPay terão salas personalizadas para uso dos streamers e influenciadores, além de customizarem as salas de treinamento. A parte administrativa do clube também terá sede no novo complexo de GHs.

O centro de treinamentos ainda contará com um espaço multifuncional no último andar da casa. Com capacidade para 50 pessoas sentadas no formato de auditório, o ambiente também servirá para atividades em conjunto com os atletas, estúdio ou até mesmo espaço para coletivas de imprensa e eventos com torcedores e patrocinadores.

A antiga gaming house, localizada no bairro do Brás, foi mantida como suporte para as equipes remotas que fazem treinamentos intensivos para determinadas competições das modalidades presentes.

Fica Frio – Novo jogo da Hasbro desafia os participantes a ficarem concentrados e resistirem às distrações

Já imaginou um game que mede a capacidade dos jogadores em manter a calma e que o objetivo seja resistir a momentos de pressão? Esse é o objetivo de “Fica Frio”, o novo jogo da Hasbro inspirado no “desafio tente não rir”. Basicamente liga-se um dispositivo na cabeça de um dos jogadores. Esse dispositivo possui um medidor que mede os batimentos cardíacos. A partir dai, os outros jogadores devem testar a paciência do jogador que estiver no teste.

O título é jogado por quatro jogadores, de modo que um deles fica com os eletrodos na cabeça e os outros três devem jogar os dados do jogo. Esses dados indicam quais as ações que cada um deve reproduzir. Mas não se preocupe, o objetivo não é irritar o jogador, mas sim medir se ele é capaz de resistir fortes emoções: as atividades vão desde imitar um zumbi até fazer uma dancinha.

O jogador com o dispositivo deverá observar os outros participantes e concentrar-se para manter a calma e seus batimentos baixos, sem perder a linha. Se o ponteiro sobe, o alarme toca e o jogador perde. Por exemplo: seu desafio pode ser elogiar o rosto de um adversário enquanto faz uma dancinha. Se rir ou ficar com vergonha, o dispositivo tocará o alarme.

O Fica Frio faz parte da estratégia da Hasbro em criar jogos para o publico jovem. Ele está disponível por R$169,99. A brincadeira envolve no mínimo duas pessoas, com faixa etária indicada acima de 12 anos. Mais informações estao disponíveis no site da Hasbro.com.

 

Pixel Ripped 1989 – Entrevistamos os criadores do mais ambicioso game de realidade virtual criado no Brasil

A inteligência artificial é o grande alvo do estúdio ARVORE, que está numa grande semana graças ao lançamento do aguardado Pixel Ripped 1989, um game que mistura a realidade virtual e a premissa de jogos retro. Nós publicamos uma matéria sobre o game e o seu principal diferencial em meio a tantos jogos do mercado nacional, hoje temos uma entrevista com o pessoal que desenvolveu o projeto, falando sobre os detalhes, desafios e o cenário brasileiro de games.

Para quem não se lembra, o Pixel Ripped é um jogo de realidade virtual em que o jogador deve ajudar a heroína Dot a salvar o mundo da ameaça de Cyblin Lorde, um vilão capaz de ameaçar o mundo digital e o mundo real. Para isso, você encarna a jovem estudante Nicola . O game tem muitas referências a jogos da geração 8-16 bits como Megaman, Battletoads e Sonic.

Pixel Ripped 1989 estará disponível nas plataformas PlaystationVROculus Rift e SteamVR. Aqueles que optarem pela compra antecipada no PlaystationVR e Oculus, poderão comprar o jogo pelo valor promocional de $19.99 dólares. O preço final no lançamento será$24,99 dólares. Haverá também um desconto temporário de lançamento para consumidores da Steam começando no dia 31 de Julho.

Confira abaixo a entrevista sobre  Pixel Ripped 1989 com o pessoal do ARVORE:

Ana Ribeiro
Ana Ribeiro

GameReporter: Como o estúdio ARVORE foi criado? E de onde surgiu a ideia para o nome?

ARVORE: O estúdio foi fundado por Ricardo Justus, Rodrigo Terra, e Edouard de Montmort em 2017 para criar, produzir e desenvolver games e experiências de storytelling imersivo para realidade virtual e aumentada. O nome vem de uma junção das siglas “AR” e “VR” (Augmented Reality e Virtual Reality) aliado ao fato que narrativas interativas são “branching narratives”, como os galhos de uma árvore.

 

De onde veio a ideia para o desenvolvimento para Pixel Ripped?

No ano 2013, a Ana Ribeiro, nossa Diretora Criativa, viajou para estudar um curso de desenvolvimento de jogos na Inglaterra, e uma noite ela teve um sonho muito revelador. No sonho a Ana estava sentada na frente da TV, jogando um jogo da geração de 16 bit, e ela estava num quarto todo pixelado, a estética do quarto mudava assim evoluíam os gráficos do jogo que a Ana jogava. Até que chegou um ponto que o quarto e os gráficos do jogo tinham o mesmo nível de realismo. Nesse momento a Ana acordou e se deu conta de quanto poderosa era a idéia de mostrar a história dos videogames e desde uma realidade paralela que permitisse até conectar e até entrar dentro deles! Aquela ideia inicial continuou evoluindo até o que hoje em dia é o Pixel Ripped 1989.

A equipe do estúdio ARVORE reunida.

Quais foram os maiores desafios durante o processo de desenvolvimento do jogo?

Pelo fato do jogo ter demorado quatro anos para ser desenvolvido, tivemos que adaptar ele aos novos modelos e funcionalidades dos headsets que iam aparecendo com o tempo. Então tivemos que adaptar a tecnologia do jogo para suportar todas essas mudanças. Esse seria o maior desafio, depois desse podemos falar da produção do jogo tendo um time remoto de várias pessoas em diferentes continentes e das dificuldades para achar financiamento para finalizar o jogo.

 

Soubemos que o game passou por diversos eventos e conquistou alguns prêmios importantes. Vocês ficaram surpresos com o sucesso tão rápido?

Ficamos surpresos sim, o jogo começou como um projeto universitário que nem se pensou como algo para aprender a usar a Realidade Virtual. Quando foi colocado na loja da Oculus e começamos a ter uma grande repercussão na imprensa e os vídeos do jogo conseguiram 5 milhões de visitas em 3 meses a gente se deu conta de que aquele jogo merecia ser desenvolvido como projeto comercial.

 

Pixel Ripped foi pensado com base na realidade virtual. Quem não possui um óculos vai conseguir jogar o game? Se sim, a experiência será a mesma?

O jogo foi desenvolvido e pensado para realidade virtual, simplesmente ele não pode ser jogado e entendido completamente sem essa tecnologia.

O game tem muitas referências aos jogos dos anos 80-90. Quais foram as principais influências durante o desenvolvimento?

As principais influências são os jogos de plataformas de finais dos 80s e início dos 90s, como as séries Megaman, Sonic e Super Mario Bros, na estética e mecânicas. Mas também tem referências a muitos outros jogos como Battletoads, Tetris ou até Pokémon.

 

Sobre o cenário de desenvolvimento de jogos no Brasil, a quantas anda a nossa indústria? Dá para viver de jogo?

Na nossa área de VR sentimos que não estamos muito atrás, o Brasil pode sim dessa vez participar do surgimento de uma grande média. Os desenvolvedores do mundo todo estão no mesmo barco, descobrindo tudo agora sobre realidade virtual. Aqui não estamos atrás no desenvolvimento, já existem vários desenvolvedores brasileiros de VR, como a Skullfish, IMGNation, VR Monkey, Black River Studios, a ARVORE foi a primeira empresa brasileira focada somente em experiências imersivas a ser VC funded. A única diferença que percebemos mais desenvolvendo aqui no Brasil é a dificuldade de acesso aos headsets de VR. Não existem representantes das plataformas de Realidade Virtual aqui no país e em consequência disso fica difícil o acesso dos desenvolvedores pros kits de desenvolvimento.

Quais os proximos desafios do ARVORE após o lançamento de Pixel Ripped?

Estamos desbravando e sempre inovando nos meios imersivos, criando projetos que já nascem em realidade virtual. Para isso, temos que prototipar muito e testar muitas coisas novas, integrando diversas tecnologias diferentes. Já temos alguns games de realidade virtual e experiências interativas multi-sensoriais inovadoras no nosso pipeline de desenvolvimento que anunciaremos em breve, assim como as sequências do Pixel Ripped, que vão abordar diferentes eras da história dos games.

 

Já tem alguns anos que os grandes players dizem que a realidade virtual é o futuro da indústria, mas em nosso país os equipamentos possuem preços proibitivos. Vocês fazem apostas de quando a tecnologia VR será mais acessível aos jogadores médios?

Como qualquer tecnologia nova, os preços rapidamente caem com o tempo e com a adoção de cada vez mais pessoas. Enquanto isso, estamos trazendo essa tecnologia para os jogadores apostando em espaços de entretenimento de Realidade Virtual aqui no Brasil, os chamados LBEs (Location Based Experiences). Acabamos de abrir o Voyager, um espaço no shopping JK Iguatemi em São Paulo onde os visitantes podem jogar e experimentar o estado da arte de VR, incluindo o Pixel Ripped 1989 e outras experiências desenvolvidas pela ARVORE, assim como os melhores games e experiências do mundo de VR. A idéia é abrir diversos espaços desses por todo o Brasil.   

O que os jogadores podem esperar de Pixel Ripped? Qual foi o objetivo do estúdio com este game?

O jogo é um projeto feito com paixão e muitos anos de desenvolvimento, criado pela Ana Ribeiro, que além de ser uma força criativa em pessoa, lutou muito para fazer o game acontecer e nunca desistiu. Ela estava desenvolvendo o game praticamente sozinha quando no final do ano passado trouxemos ela para dentro do estúdio, investimos no game e demos um time para terminarmos o game juntos. Não tínhamos a menor dúvida sobre isso, é um projeto do qual já éramos grandes fãs antes mesmo da Ana vir para a empresa. É cheio de surpresas, easter eggs, referências aos games do passado, ao mesmo tempo sendo super criativo e original. Não tem nada em VR parecido com ele. Além disso é uma viagem nostálgica que vai tocar qualquer um que viveu essa época dos anos 80. E é um jogo que nasceu em VR, para VR, e nem faria sentido se não fosse em VR. O nosso estúdio sempre procura projetos assim, que tem esse DNA original e que só seriam possíveis em realidade virtual, e que trazem algo novo para o meio.

Huni Kuin – game desenvolvido por índios conta lendas de tribo da Amazônia

Hoje vamos falar sobre um dos jogos que tem a cara e o espírito do Brasil: Huni Kuin: os caminhos da jibóia, um título desenvolvido pela tribo Kaxinawá que conta as memórias dos pagés da tribo originária do coração da Amazônia. O game foi desenvolvido com o intuito de mostrar a cultura indígena para aqueles que têm interesse em conhecer mais sobre as lendas indígenas e seu modo de vida.

Sim, voce não leu errado, a tribo Huni Kuin (ou Kaxinawá) desenvolveu um jogo eletrônico, que pode ser baixado gratuitamente. Trata-se de um jogo de plataforma 2D dividido em cinco episódios (Yube Nawa Aibu, Siriani, Shumani, Kui Dume Teneni e Hua Karu Yuxibu), onde os jogadores devem encarnar um jovem indio e enfrentar desafios como enfrentar cobras, salvar irmãos índios e desbravar as matas fechadas. Cada fase conta uma antiga história do povo Huni Kuin.

Mulheres da tribo Huni Kuin

“Um casal de gêmeos kaxinawá foram concebidos pela jiboia Yube em sonhos e herdaram seus poderes especiais. Um jovem caçador e uma pequena artesã, ao longo do jogo, passarão por uma série de desafios para se tornarem, respectivamente, um curandeiro (mukaya) e uma mestra dos desenhos (kene). Nesta jornada, eles adquirirão habilidades e conhecimentos de seus ancestrais, dos animais, das plantas e dos espíritos; entrarão em comunicação com os seres visíveis e invisíveis da floresta (yuxin), para se tornarem, enfim, seres humanos verdadeiros (HuniKuin).”

A proposta é propiciar uma imersão no universo HuniKuin, em que os jogadores possam entrar em contato com saberes indígenas – como os cantos, grafismos, histórias, mitos e rituais deste povo – possibilitando uma circulação destes conhecimentos por uma rede mais ampla. Inclusive a equipe de programadores auxiliou os índios a construir painéis solares para que os jovens Kaxinawá também pudessem ter acesso ao game.

O título possui gráficos cartunescos e uma jogabilidade simples, de modo que qualquer um pode apreciar o jogo, que é exclusivo para PCs. A equipe de desenvolvimento foi liderada pelo antropólogo e game designer Guilherme Meneses, que acredita que a tecnologia deve ser utilizada como ferramenta para preservação cultural do povo indígena Kaxinawá. Voce pode baixar o game exclusivamente para PCs aqui.

Sobre a tribo Huni Kuin

O jogo Huni Kuin foi possível graças aos esforços da equipe Beya Xinã Bena, grupo formado por indígenas em 2014 com o objetivo de reunir, fomentar e difundir as produções audiovisuais dos Huni Kuin do Rio Jordão.

A tribo é adepta da chamada Dau Kauin (medicina verdadeira), que mostra o conhecimento das plantas de cura do povo Huni Kuin através de ayahuasca, chacrona e rapé. A tribo é uma das mais respeitadas na fronteira entre o Acre e o Peru.

Abaixo tem um vídeo falando mais sobre o projeto Huni Kuin:

 

Senac abre curso de Técnico em Programação de Jogos Digitais visando o crescimento do setor no Brasil

Investir numa carreira de sucesso eo que perturbar muitos jovens na hora de escolher uma profissão, afinal a idealização maior é trabalhar em algo que você gosta e que dê retorno financeiro no futuro. Mas você sabia que é possível unir seu hobby em videogames com uma carreira bem sucedida. Motivado por isto, o Senac EAD criou um novo curso voltado a quem quer trabalhar com produção de jogos.

E sim, é possível viver de jogos eletrônicos no Brasil. Segundo a NewZoo, uma das principais empresas de pesquisa sobre a indústria do setor, o Brasil possui o 13º maior mercado de games no mundo, com um total de 66,3 milhões de jogadores. Estes números revelam um mercado de oportunidades para quem quer investir na carreira e nos negócios envolvendo games. Não é por acaso que as principais editoras do mundo voltam seus olhos ao nosso país.

Esse potencial se torna ainda mais expressivo ao analisarmos outros dados, tais como os levantados pela consultoria PriceWaterhouseCoopers (PwC), que apontou que em 2016 o gasto com games no país foi de US$ 644 milhões. Para 2021, a expectativa é que este valor alcance US$ 1,4 bilhão, com crescimento médio de 17% ao ano. Muito desse dinheiro veio direto dos jogos mobile, deixando os mais céticos atônitos pela força de jogos como Pokémon Go ou Candy Crush Saga. Do total de gastos com jogos em 2016, a consultoria retromencionada informa que nada menos que US$ 220 milhões vieram de jogos mobile e este número deve chegar a US$ 712 milhões até 2021. E estamos falando apenas do Brasil!

Fonte: PriceWaterhouseCoopers

Com todo esse potencial de expansão, a tendência é que as empresas do segmento invistam cada vez mais em suas equipes, a fim de contar com profissionais preparados e atentos às inovações, além de atender com sucesso às exigências do seu público consumidor. Para André Ricardo Theodoro, coordenador dos cursos técnicos de informática e jogos digitais do Senac EAD, ainda há muito espaço para a expansão nesse mercado e as oportunidades para os profissionais são bem variadas.

O desenvolvedor de games pode atuar no segmento de jogos educacionais, jogos para treinamento ou, ainda, advergames que são utilizados para a divulgação de uma marca. Algumas empresas começaram por meio desse nicho de mercado, mas ainda há muito a ser explorado”, destaca André. O coordenador ressalta que o interessado em ingressar nesse setor deve ser curioso, gostar de desafios e estar sempre disposto a aprender.

Temos um guia bem interessante de instituições de ensino que oferecem o curso de jogos digitais. Há diferentes módulos, tais como Técnico em Programação de Jogos Digitais e Game Design Sênior. Ainda que pareça apenas um texto publicitário, aqui mesmo no GameReporter a gente posta vagas de emprego para quem é profissional do ramo. Uma das instituições que oferecem o curso é o Senac EAD, que, aliás, está com inscrições abertas até o dia 21 de setembro.

Ao fim do curso, ele terá uma produção própria, que poderá ser utilizada como portfólio em busca de oportunidades no mundo do trabalho”, diz André Theodoro.

A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 300 polos presenciais para avaliações de cursos de pós-graduação emais de 260 para graduação.

Serviço: Técnico em Programação de Jogos Digitais – Senac EAD

Carga horária: 1.000 horas (15 meses)
Descontos: 20% para comerciário mediante autodeclaração no ato da inscrição; 5% para pagamento à vista (módulo).
Inscrições: até o dia 21/9/2018

BIG Festival 2018 – Chegou a hora de conhecer os grandes vencedores do maior evento de jogos independentes da América Latina

O BIG Festival 2018 terminou e foi mais um sucesso retumbante, apresentando as novas tendências dos jogos independentes do Brasil e do mundo. O evento contou com a presença de milhares de visitantes no Centro Cultural São Paulo, de modo que o evento deu a oportunidade dos jogos da feira em aumentar a sua participação em solo brasileiro, além de conquistar a atenção da mídia e investidores.

O BIG 2018 deu ainda aos desenvolvedores indies a oportunidade de apresentar seus projetos a uma platéia composta por desenvolvedores, potenciais investidores, nomes relevantes do game design nacional e internacional, jornalistas e outros formadores de opinião. Além disso, os visitantes da feira tiveram a oportunidade de colocar as mãos nos projetos e votar em seus favoritos.

Quem se sagrou vencedor da noite foi o polonês Frostpunk, da desenvolvedora 11 bit Studios. O game para PCs levou o título de Melhor Jogo na premiação. Ele coloca o jogador no papel de administrador de uma cidade no séc. XIX, com a diferença que há mecânicas de survival e estratégia. O título, aliás, já está disponível para jogatina.

Já na categoria Melhor Jogo brasileiro ficou com os talentosos desenvolvedores da Mad Mimic Interactive e seu ambicioso No Heroes Here. O título do gênero tower defense fez bastante sucesso graças ao modo multiplayer cooperativo que é bastante visceral. O Brasil ainda teve outros prêmios importantes como Melhor Jogo Infantil, por Foffuuu; e no BIG Impact, com Marvellous.

De acordo com a organização do evento, nesta edição foram inscritos mais de 156 jogos. Os grandes vencedores apresentaram características que fazem de seus produtos únicos, tais como aspectos audiovisuais, interativos, mecânica e criatividade. Os grandes ganhadores receberam um belo troféu e um prêmio de R$ 10 mil cada.

Abaixo você vê os vencedores do BIG Festival 2018:

 

Melhor Jogo
VENCEDOR: Frostpunk (11bit Studios), da Polônia
Comentário do Júri Internacional:
“Seu gameplay inteligente alcança um novo marco ao combinar estratégia, conexão emocional e fantástico visual artístico.”

Melhor Jogo Brasileiro e Melhor Jogo Voto Popular
VENCEDOR: No Heroes Here (Mad Mimic Interactive), do Brasil
Comentário do Júri Internacional:
“Amizades frenéticas e gameplay caótico. É isso que um couch co-op tem que ser.”

Melhor Jogo da América Latina
VENCEDOR:Iron Marines (Ironhide Game Studio), do Uruguai
Comentário do Júri Internacional:
“A grande conquista de perfeitamente traduzir um RTS para mobile.”

Melhor Gameplay
VENCEDOR: Dead Cells (Motion Twin),da França
Comentário do Júri Internacional:
“Mecânicas inovadoras combinadas com direção de arte linda chamam a atenção até daqueles que nunca ouviram falar do gênero metroidvania.”

Melhor Multiplayer
VENCEDOR: Muddledash (Slampunks), do Reino Unido
Comentário do Júri Internacional:
“Uma reimaginação única, acessível e muito fofa do gênero de corrida.”

*Melhor Jogo Infantil
Fofuuú (FOFUUU SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS PARA SAÚDE E EDUCAÇÃO LTDA), do Brasil
Comentário do Júri:
“Um game que coloca empatia e diversão em fonoaudiologia.”

*Melhor Jogo BIG Brands 
VENCEDOR: PSG FOOTBALL FREESTYLE (Hermit Crab Studio), do Brasil
Cliente: Paris Saint-Germain (PSG Football Club)
Comentário do Júri:
“Jogo que explora o tema do futebol de maneira bastante interessante, com jogabilidade desafiadora e conceito visual dinâmico. PSG Football Freestyle entrega uma boa experiência casual e valoriza a marca do cliente.”

*BIG Impact – Educacional 
VENCEDOR: MARVELLOUS INC (Marvellous Soft), do Brasil
Comentário do Júri:
“Introduz os jogadores ao mundo da lógica de programação, alcançando uma experiência sólida e engajadora.”

BIG Impact – Questões Sociais
VENCEDOR: Lenin The Lion (Lornyon), do Brasil
Comentário do Júri Internacional:
“Lenin the Lion lida com uma importante e complexa questão social como a depressão através de gameplay simples e cativante.”

Melhor Jogo de Realidade Virtual
VENCEDOR: Luna (Funomena LLC), dos Estados Unidos
Comentário do Júri Internacional:
“Um exuberante playground imersivo que é perfeito para VR.”

Melhor Arte
VENCEDOR: CHUCHEL (Amanita Design), da República Tcheca
Comentário do Júri Internacional:
“É como estar em um programa de criança, impossível não sorrir.”

Melhor Narrativa
VENCEDOR: Where The Water Tastes Like Wine (Dim Bulb Games), dos Estados Unidos
Comentário do Júri Internacional:
“Uma façanha narrativa. Um time colaborativo de 21 escritores uniram forças para construir essa coesa coleção de fábulas interativas.”

Inovação 
VENCEDOR: Haimrik (Below The Game), da Colômbia
Comentário do Júri Internacional:
“Inovação é a palavra. Literalmente.”

Melhor Som
VENCEDOR: Rhythm Doctor (7th Beat Games), do Peru
Comentário do Júri Internacional:
“Faz seu coração bater.”

Melhor Jogo de Estudante 
VENCEDOR : Motif (Yeta Gamefrost), Turquia
Comentário do Júri Internacional:
“Um caleidoscópio de diversão geométrica”.

*Menção Honrosa – Melhor Jogo de Estudante Brasileiro
VENCEDOR: WILD GLORY (LAJE Studios e Manalith Studios), da PUC-PR
Comentário do Júri:
“Um frenético multiplayer competitivo em que personagens carismáticas se digladiam diante de um público fanático. A diversão é garantida, mas tome cuidado para não perder suas amizades.”

BIG Starter – Melhor Jogo Educacional ou de Impacto Social
VENCEDOR: Mompas (Studio Nebulosa)
Comentário do Júri:
“Divertido, educativo e competitivo. Leva em conta os conhecimentos individuais.”

BIG Starter – Melhor Jogo de Entretenimento
VENCEDOR: One Beat Min (PixJuice)
Comentário do Júri:
“Proposta diferenciada com estética singular e potencial de público.”

Carreira em jogo: BIG Festival vai ajudar quem quer trabalhar no mercado de games

O BIG Festival 2018 não será apenas um espaço para conhecer jogos indies de alta qualidade e fazer negócios, mas também de se interar mais sobre como funciona o mercado brasileiro e descobrir se é isso mesmo que você, jovem desenvolvedor, quer fazer na vida. Sim, o evento vai contar com um espaço chamado BIG Carreiras, que é voltado para alunos do ensino médio e universitários que cursam jogos digitais.

Basicamente o propósito é oferecer maiores informações sobre mercado de trabalho aos alunos, recém-formados e interessados em cursos de jogos digitais. Para isso, haverão sessões e debates com coordenadores de curso de jogos digitais, representantes da indústria e inúmeros profissionais. Todas as palestras possuem entrada gratuita e acontecem entre 29 e 30 de junho, em São Paulo (Centro Cultural São Paulo). No mesmo período também terão stands de escolas de jogos para auxiliar os visitantes.

Na conversa “O que são as Carreiras em Games”, por exemplo, serão apresentados os primeiros passos e dicas para quem quer seguir na área, com informações a alunos do ensino médio e quem não tem conhecimento da área ainda. Já para quem é recém-formado e busca um trabalho, diretores de estúdios e profissionais de Recursos Humanos na área de games dão dicas do que buscam em um funcionário na palestra “Qual Profissional de Games Queremos Contratar?”.

Do outro lado da mesa, em outra sessão, “Como Consegui Meu Primeiro Trabalho na área de Games”, profissionais já experientes e recém-contratados contam como conseguiram encontrar trabalho na área. Os estagiários na área de games contam sobre suas atividades, relação entre formação e atuação profissional, realizações e dificuldades na sessão “Vida de Estagiário“, com depoimentos de desenvolvedores já inseridos no mercado de trabalho.

Os pais também possuem um espaço no evento: destinada aos pais de jovens que já estão quebrando a cabeça na decisão profissional, a palestra “Meu Filho Quer Estudar Games, e Agora?” será sobre o mercado de trabalho na área de jogos eletrônicos. Lá serão expostas informações importantes para ajudar os filhos com relação à decisão na escolha profissional, eterno dilema de muitos. Mais informações no site oficial do evento.

Programação BIG Carreiras:

Dia 29/6 (sexta-feira)

18:30 – 19:00 – Carreira internacional em games

19:00 – 20:00 – Networking: aprecie com moderação

20:00 – 20:30 – Cursos de games e mercado de trabalho

Dia 30/6 (sábado)

14:00 – 15:00 – O que são as carreiras em games?

15:00 – 16:00 – Meu filho quer estudar games, e agora?

16:00 – 17:00 – Qual profissional de games queremos contratar?

17:00 – 18:00 – Vida de estagiário

18:00 – 19:00 – Como consegui meu primeiro trabalho na área de games

Serviço – BIG Festival 2018

6º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

De 23 de junho a 1 de julho (Segunda, 25, não abre)

De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, SP

Entrada: Gratuita

BIG Rio e Fórum BIG Rio – 29 e 30 de junho

terça a domingo, de 11 às 22 horas

Oi Futuro – Rua 2 de Dezembro, 63 – Flamengo, RJ

Labsonica – Rua 2 de Dezembro, 107 – Flamengo, RJ

Entrada: Gratuita

Escape Hotel participa do Escape Week 2018 com salas A Máfia, Máfia Kids e Cena do Crime

Está rolando em todo o Brasil a Escape Week 2018, uma semana para celebrar e democratizar os jogos de fuga. Para celebrar esta semana toda especial para o setor, a equipe do Escape Hotel preparou descontos exclusivos para as salas Máfia, Máfia Kids e Cena do Crime.  A promoção dura entre os dias 15 a 24 de junho, na sede do estabelecimento, em São Paulo. Para quem não conhece, o macete dos jogos de fuga é resolver os enigmas em aproximadamente 60 minutos para poder fugir.

Estes jogos servem para melhorar a capacidade de raciocínio e trabalho em equipe do grupo de jogadores. Cena do Crime é uma investigação estilo Sherlock Holmes ambientada em um quarto de hotel dos anos 40 onde ocorreu um misterioso assassinato. O objetivo é desvendar o crime e sair ileso da sala em uma hora. O jogo comporta times de 3 a 8 pessoas e o valor promocional por participante é de R$ 39,90.

Já a sala A Máfia, que mistura enigmas, jogos de fuga e de tabuleiro, com participação de um ator durante a imersão das equipes na disputa de mafiosos pela cidade de São Paulo, ganha valor promocional de R$ 59,90 por jogador. O game comporta de 6 a 16 pessoas.

A versão infantil da sala, Máfia Kids, também entra na grade de programação do Escape Week, com preço promocional de R$ 59,90 por pessoa. Trata-se de uma aventura a la Poderoso Chefinho, repleta de atividades lúdicas de escapada para crianças a partir de 6 anos de idade. A sala também conta com a participação de um ator durante o jogo.

Vale lembrar que, durante o Escape Week, R$ 1 sobre os valores promocionais individuais pagos ao Escape Hotel por quem for jogar nas salas A Máfia, Máfia Kids e Cena do Crime será revertido para a ONG Adote um Gatinho, que resgata, trata, castra e doa gatinhos para lares seguros.

O Escape Hotel funciona de terças a domingos, das 10h às 23h, na Avenida Pedroso de Moraes 832, em Pinheiros, na capital paulista. Para reservas com valor promocional durante o Escape Week, acesse o site do empreendimento. O Escape Week é um projeto do site Escape Addicted para democratização dos jogos de fuga em todo o Brasil.

 Serviço – Escape Hotel no Escape Week Brasil 2018

Salas: A Máfia, Máfia Kids e Cena do Crime
Valor promocional: A Máfia e Máfia Kids (R$ 59,90 por participante) * | Cena do Crime (R$ 39,90 por participante)*
Quando: 15 a 24 de junho de 2018
Horário: 10h às 23h
Onde: Escape Hotel
Endereço: Avenida Pedroso de Moraes, 832, em Pinheiros, São Paulo (SP)
Informações: Fone 11. 3637-0007

E3 2018 – O resumo da coletiva da Nintendo e o hype de Smash Bros. cresce

Das três grandes do cenário de jogos eletrônicos, a ultima a mostrar novidades foi a Nintendo. Como é de praxe, a empresa japonesa não fez uma apresentação ao vivo, mas sim transmitiu um Direct. A Big N aproveitou para falar sobre alguns dos jogos que estão no forno há algum tempo, tais como o novo Pokémon, Smash Bros e Overcooked 2. O grande destaque mesmo ficou por conta de Smash Bros, mas também tivemos a grata surpresa de Daemon X Machina, uma nova IP de mechas batalhando.

Daemon X Machina
O primeiro game da apresentação foi Daemon X Machina, um jogo de batalha entre mechas produzido pelos japoneses da Marvelous Entertainment. O vídeo foi bastante frenético e deixou a impressão de que as explosões e tiroteios serão recorrentes na maior parte do gameplay. Os gráficos em cel shading deram uma boa impressão, aproximando de vez os jogos eletrônicos e os animes.
A Nintendo não passou muitas informações, mas deu para sacar que a empresa continua investindo pesado em títulos japoneses e em novas IPs. O lançamento está programado para algum momento de 2019.

Xenoblade Chronicles 2 ganha DLC
Logo após apresentar Daemon X Machina, a Nintendo anunciou uma nova expansão para Xenoblade Chronicles 2 chamada Torna: The Golden Country. No capítulo, os jogadores viajarão 500 anos no tempo até uma era em que Mythra, Jin e Malos lutavam lado a lado por uma causa comum. De acordo com a Big N, o novo capítulo chega em 14 de Setembro.

Um novo vídeo de Pokémon Let’s Go Pikachu e Eevee
Durante a Direct exibida para a E3, Reggie Fils-Aime falou sobre os novíssimos e esperados Pokémon Let’s Go Pikachu e Eevee. De acordo com o executivo, a Pokébola Plus é um controle que serve para capturar os monstrinhos de bolso nos dois games. Além disso, você pode transferir as criaturas entre os dois games com auxílio do acessório.
Outro detalhe importante: quando a pokébola é sacudida uma luz se acende e é possível ouvir um som característico do Pokémon que estiver dentro dela. Também vale dizer que quem comprar o gadget ganha o lendário Pokémon Mew. Os dois jogos Pokémon: Let’s Go Eevee! e Let’s Go Pikachu! chegam em 16 de novembro pelo preço de US$ 59,99.

Super Mario Party é anunciado
Uma grata surpresa da Nintendo veio na forma de Super Mario Party, o mais novo capítulo da franquia de minigames multiplayer. Pelo que pudemos perceber no trailer de revelação, deu para perceber que alguns dos minigames tradicionais da franquia estão de volta com suporte para quatro jogadores em simultâneo.
Os jogadores podem ainda utilizar os comandos por movimentos graças ao sensor dos Joycons. Além disso, é possível conectar os Switches para formar um grande painel. De acordo com a Nintendo, o game chega no dia 5 de outubro.

Fire Emblem Three Houses
O novo capítulo de Fire Emblem havia sido anunciado em 2017, mas só agora pudemos ver um pouco do gameplay. Three Houses mantém a estética e gameplay dos títulos de RPG da franquia. A Intelligent Systems mesclou alguns elementos do gerenciamento de unidades em um esquema à lá “tatics”.
O novo título possui uma arte gráfica impressionante. Outra coisa importante é com relação à ação. O campo de batalha estará preenchido de inimigos, ao invés de dar destaque aos personagens centrais. Além disso, você pode explorar os cenários ao invés de visualizar as ações em visão superior. Fire Emblem: Three Houses chega para o Switch em meados de 2019.

Fortnite chegou ao Switch
Enquanto a apresentação da Nintendo rolava mundialmente, Fortnite ganhou versão para o Switch. O título já havia sido vazado pela própria eShop. A versão para o console da Nintendo inclui o modo Battle Royale e pode ser baixada gratuitamente. Uma coisa importante: a Epic Games confirmou que a versão de Switch terá crossplay com as versões de PCs, Xbox One e mobile.

Overcooked 2, Killer Queen Black e DBZ no Switch
Quase ao final da Direct, a Nintendo anunciou a chegada de dois jogos menores para o Switch: Overcooked 2 e Killer Queen Black. Os títulos demonstram que a Nintendo vai manter sua estratégia de apostar em jogos indies para pontuar seus principais lançamentos. Quem também foi confirmado para o console é o consagrado Dragon Ball FighterZ, o game de luta dos guerreiros Z que mais parece um episódio. O jogo de luta ainda não tem uma data oficial para chegar ao console.

Super Smash Bros Ultimate
O grande destaque da apresentação da Nintendo foi sem dúvidas o novo Smash Bros. De acordo com a Nintendo, todos os personagens que já apareceram nos jogos anteriores estão de volta, isso significa um roll de nada menos que 65 personagens. Sim, personagens que eram convidados especiais como Snake estarão na galeria de personagens. Falaremos mais sobre Super Smash Bros. Ultimate em breve.

E3 2018 – Uma análise do novo posicionamento da Microsoft e porque essa conferência muda o jogo

Em 2013 a Microsoft levou o Xbox One pela primeira vez à E3. As expectativas eram altas, afinal a apresentação simbolizava o início de uma nova geração de videogames. A conferência com transmissão mundial foi um acontecimento inesquecível. Um completo desastre: a plataforma era mais cara que a concorrência, tecnicamente inferior e não tinha grandes jogos que justificassem a compra. Cinco anos depois, podemos dizer que a empresa de Redmond conseguiu mudar o jogo ao realizar outra conferência inesquecível. Desta vez para melhor.

Passados cinco anos, a Microsoft sabia que sua plataforma e sua credibilidade estava por um fio no mercado de jogos digitais, visto que o Switch teve um ótimo primeiro ano e o PS4 surfa na onda de um sucesso que nem mesmo a Sony esperava. O Xbox One é e sempre foi uma plataforma bacana, mas o início de sua vida útil começou de mal a pior (culpa da própria Microsoft). Desde seu lançamento muita coisa mudou, como um viés mais voltado aos serviços como a Game Passar, a saída de Don Matrik e a sonhada retrocompatibilidade.

Ainda assim, era necessário fazer algo mais que tornasse a plataforma mais desejável pela comunidade. Um dos erros iniciais foi sanado no ano passado com o lançamento do One X, tornando o sistema mais poderoso que a concorrência. Agora faltava aquilo que todos apontavam acusadora mente (e com razão): e os jogos?

Phil Spencer foi categórico e confiante ao apresentar a lineup do Xbox One na E3 2018: “vamos realizar a melhor E3 de todos os tempos”, disse o executivo. Durante as quase duas horas de evento a empresa americana apresentou jogo após jogo em um ritmo frenético, esquecendo as apresentações monótonas de anos anteriores, sem falar de números, nem de dados técnicos ou encheção de linguiça. A ideia este ano era falar tão somente de jogos. E que jogos!

Ao longo de 1h30 a Microsoft apresentou nada menos que 50 jogos, dentre eles 18 exclusivos e 15 lançamentos jamais vistos. Claro, mais da metade foi preenchida por jogos multiplataformas, mas a estratégia é mostrar que a força do sistema é poder jogar as melhores versões dos jogos 3rd parties ao mesmo tempo que aposta no poderio de suas próprias marcas. Vale lembrar que o trio de ferro da Microsoft Games Studios se fez presente na E3 2018.

 

O trio de ferro do Xbox

Halo Infinite foi o primeiro dentre os anúncios. Poucos detalhes foram divulgados, mas uma coisa interessante é que o game utiliza uma nova engine chamada Slipspace. Além disso, um post no Halo Waypoint confirma que Infinite será mais centrado em Master Chief, ao contrário do que houve com Guardians.  O novo estilo artístico denota que a nova engine deve trazer uma arte gráfica potente.

Quem também fez bonito foi Forza Horizon 4. A melhor série de corridas arcade retorna com força total, graças aos seus gráficos impecáveis, sensação de velocidade insana e efeitos de luz/sombra de cair o queixo. A adição da marca MacLaren garante que o game deve ter uma coleção de bólidos maior do que qualquer outro jogo da série. Provavelmente estaremos diante do melhor jogo de corrida de todos os tempos, se depender da expertise que a Playground adquiriu desde que botou a mão na franquia.

Sabemos ainda que Horizon 4 será ambientado na Inglaterra, apresentando ruas estilizadas desde Edimburgo até as vilas de Cotswood em um mundo aberto repleto de desafios emocionantes e desafiadores. Outro ponto importante é que ao longo da campanha será possível ver variações do tempo de acordo com a estação do ano. E sim, isso vai interferir no desempenho dos carros. É fácil apontar Halo Infinite ou Gears of War 5 como os melhores do One na E3, mas nós apostamos que Forza Horizon 4 será o melhor jogo da plataforma na temporada.

E por fim temos Gears of War 5. E vamos fazer uma observação aqui: Nunca antes a Microsoft teve a audácia de apresentar seus três maiores jogos de uma única vez. Só por isso, dá para notar que este ano a empresa jogou todas as suas cartas de uma só vez. Gears não recebeu um só jogo, mas três, ao mesmo tempo. A sensação é que a franquia recebeu o mesmo status de importância que Halo, para a Microsoft.

Gears Pop foi o primeiro da fila, um jogo com estética mais infantil, caricata, divertida. Um game feito para smartphones e que se inspira no design dos Funkos. O jogo chega em 2019 e deve aproximar os jogadores mais jovens da franquia de Marcus Fênix. Ainda é cedo para dizer como isso vai funcionar, mas é de fato uma aposta ousada. O segundo jogo da leva é Gears Tactics, um jogo exclusivo para PCs baseado em estratégia por turnos. A única coisa que se pode apostar é que o jogador irá controlar uma unidade para enfrentar os terríveis Locuts. Se cabe aqui uma crítica é que a Microsoft poderia fazer um crossover com Halo em um jogo ao estilo Halo Wars. Já imaginou que louco?

Por fim, tivemos o belo anúncio de Gears of War 5. Um detalhe percebido é que a empresa apenas chamou o game de Gears 5. Talvez uma tática para afastar a franquia da sigla GoW (God of War)? O lançamento é apenas para 2019 e deve ter como protagonista a Kait, uma mulher de personalidade forte e treinamento aprimorado. Os poucos minutos de gameplay deu para sacar duas coisas: o design de personagens está mais realista e que os inimigos são mais assustadores (quase como em um jogo de terror). Talvez isso seja o trabalho da The Coalition sobressaindo sobre o legado da Epic?

 

Novos estúdios

Por mais de uma década a principal provocação de sonystas e nintendistas em cima dos fãs do Xbox é de que a plataforma americana “não tem jogos”. Sim, a afirmação é absurda, mas se comparar o peso das franquias exclusivas de Sony e Nintendo estava claro que a Microsoft estava atrás na disputa. A situação parecia ainda mais crítica com o fechamento de estúdios estratégicos como a Ensemble Studios e a Lionhead. Para resolver a situação, a empresa de Bill Gates saiu às compras, revelando nada menos que a compra de cinco novos estúdios dedicados a produzir jogos novos e exclusivos para a plataforma. Estes são os principais estúdios da Microsoft agora:

  • 343 Industries;
  • The Coalition;
  • Turn 10;
  • Rare;
  • Minecraft;
  • The Initiative;
  • Undead Labs;
  • Playground Games;
  • Ninja Theory;
  • Compulsion Games (We Happy Few).

A mensagem é clara: a Microsoft está preocupada em fornecer ao Xbox os melhores jogos quanto possível. A adição desses novos estúdios deve dar resultados em três anos aproximadamente. Imagine se metade deles anunciar jogos e IPs novas em uma única E3?

 

E o Japão?

O Japão é a grande pedra no sapato da Microsoft desde a geração 128 bits. Parar de apostar no país seria justificável, visto que as vendas do sistema são baixíssimas. Felizmente para quem curte jogos orientais, a empresa de Redmond não desistiu dos jogos japoneses, mesmo que as vendas não melhorem muito. O melhor exemplo disso é que foi durante a conferência do Xbox que ficamos sabendo de Sekiro: Shadows Dies Twice, da FromSoftware, um game baseado na era Sengoku do Japão. O jogo é a fusão de Nioh e a franquia Dark Souls, porém mais bonita e sanguinolenta. Este é compra certa.

Nier Automata também deu as caras no Xbox, abandonando a exclusividade no PS4, bem como Devil May Cry 5. Claro, nenhum desses três jogos será exclusivo, mas é legal ver que a Microsoft está dando espaço para jogos orientais em uma premiere mundial. Alguns poucos minutos de transmissão na E3 custam muito dinheiro. Como se não fosse o bastante, houve a revelação de Jump Force, sucessor espiritual de Jump Ultimate Stars. O game vai trazer personagens da Shonen Jump em combates à lá Naruto Ultimate Ninja Storm, também da Bandai Namco.

 

Força também para jogos menores

Todos sabem que os jogos AAA são as pérolas de qualquer plataforma. Mas é mister para as plataformas e para os jogadores que jogos menores acabam preenchendo lacunas importantes ao longo dos anos. O Xbox One estará bem servido de jogos menores. Ori and the Will of the Whisps, Tunic, Super Meat Boy Forever e Ashen são apenas alguns dos bons exemplos de que a Microsoft está de olho em quem gosta de jogos mais simples, porém extremamente divertidos.

Claro, muito do que foi mostrado entre os 50 jogos vai sair apenas em 2019 e uma boa parte disso é multiplataforma, mas se analisarmos as apresentações da Sony nos anos anteriores fica claro que a Microsoft se espelhou na empresa japonesa nesta E3. Mais do que vender jogos, a empresa de Redmond decidiu vender sonhos. A Microsoft está deixando a comunidade que é fã do Xbox sonhar.