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Top 10 : Indie games para 2016

Os jogos indie prometem roubar muito das atenções do público gamer para o ano de 2016. Prova disso são os títulos que listamos abaixo. São games que prometem fazer bastante sucesso de crítica, público e comercial seja pelo conceito inovador, pela jogabilidade curiosa ou pelo enredo ambicioso. Pode ser que ao final do ano algum outro game indie faça mais sucesso que qualquer um desta lista, mas seja como for, estamos com atenção especial voltada para estes jogos.

Abaixo só tem lançamentos internacionais, mas estamos preparando uma lista de jogos indie nacionais com lançamento para este ano. Se você tem algum jogo para a temporada, mande-nos algum material de divulgação!

 

Mighty No. 9

Might N9

Plataformas: 3DS, Mobile, PC, PS3, PS4, PSVita, X360, XO, Wii U | Editora: Deep Silver

Keiji Inafune sempre quis seguir com os jogos da franquia Megaman, mas por razões desconhecidas a Capcom relegou seu mascote ao limbo e isto causou a ruptura entre o mítico desenvolvedor e o estúdio. Em 2013, Inafune deu sua resposta à Capcom com o projeto Might No.9, um jogo que tem tudo de Megaman, desde seu estilo artístico ao gameplay (praticamente não existem diferenças). Mas não acuse Inafune de falta de criatividade ainda: se No. 9 for triunfal do gênero plataforma de ação em 2D. Quem sabe a Capcom não lança um Megaman após isso, só para rivalizar com o título de Inafune?

 

Last Year

Last Year

Plataformas: PC | Editora: Elastic Games

Last Year é um multiplayer online para 6 jogadores com foco em sobrevivência. O grande diferencial é que 5 dos jogadores deve sobreviver, enquanto que um deles desempenha o papel de um serial killer. É como ser jogado no meio de Sexta-feira 13 com os amigos. Para sobreviver é imprescindível cumprir uma série de objetivos. E sim, pode esperar todos os clichês clássicos de filmes de horror, como adolescentes, assassino vestindo máscara, lugares impróprios para férias etc.

 

The Forest

The Forest

Plataformas: PC, PS4 | Editora: Endnight Games

The Forest coloca o jogador no meio de uma área florestal após um acidente de avião. No local residem mutantes canibais que perseguem o jogador assim que o sol se põe, mas são bastante pacíficos durante o dia. O ciclo dia/noite é o grande chamariz do jogo, pois durante o dia as horas devem ser gastas criando equipamentos para se defender à noite. Entretanto, a Endnight Games pede que o jogador não seja tão apressado antes de tirar conclusões acerca do comportamento desses canibais noturnos: no primeiro encontro eles tentam se comunicar com o jogador e durante os combates eles ficam mais preocupados em defender-se do que atacar. A ideia é que o jogador tire conclusões se a verdadeira ameaça são essas estranhas criaturas, ou se a verdadeira ameaça é você.

 

Death’s Gambit

Deaths Gambit

Plataformas: PC | Editora: White Rabbit

Death’s Gambit pode ser resumido como a fusão entre Shadow of the Colossus, Super Metroid e Castlevania. Nele você é um guerreiro que recebe a missão de matar criaturas gigantescas em um planeta alienígena de aspecto medieval. Parece muito louca a mistura, não? Mas funciona. Os elementos de action-rpg garantem que o jogador vai se divertir e passar raiva na mãos dos inúmeros inimigos que inundam o cenário. A pixel art garante ainda contribui para dar ao game aquela sensação de que este é jogo seria um dos melhores da geração 16 bits.

 

Kodoku

Kodoku

Plataformas: PSVita, PS4 | Editora: Carnivore Studios

Kodoku é um título independente da Carnivore Studio, do Japão. Nele, você explora uma ilha sinistra em busca de um misterioso livro. O problema é que a ilha está repleta de criaturas do folclore japonês. A arte do jogo é a parte mais interessante, tirando um pouco o fator aterrorizante, para algo mais próximo de um anime. Outra coisa que vai destacar Kodoku de outros jogos indie é o gameplay baseado em stealth: não há armas a serem usadas contra os espíritos. O objetivo é que o jogador, ainda que indefeso, possa passar pelas assombrações através de inteligência e um pouco de sorte.

 

Alisson Road

Alisson Road

Plataformas: PC | Editora: Lilith

O cancelamento de Silent Hills foi um dos golpes mais duros que a comunidade gamer já levou em décadas. Mas nem tudo está perdido: um grupo de fãs decidiu continuar o legado deixado pela demos de Hideo Kojima e decidiu criar seu próprio game aos moldes de P.T. Alisson Road tem uma casa medonha, puzzles a serem resolvidos , um enredo minimalista e um loop perturbador. Apesar de ter começado como um projeto do Kickstarter os produtores conseguiram o financiamento, então pode ter certeza que a Lilith não vai cometer o mesmo erro da Konami.

 

Enter the Gungeon

Enter the Gungeon

Plataformas: PC, PS4 | Editora: Devolver Digital

Este dungeon crawler é o mais visceral que você pode conhecer: o objetivo é explorar labirintos e masmorras altamente bélicas. Sim, os corredores estão armados até os dentes com armas de fogo, explosivos, armadilhas e inimigos numerosos. Para sobreviver, o jogador também tem a seu dispor um arsenal incrível, fazendo com que a passagem pelos ambientes seja marcado por muita morte e destruição. O jogo tem um aspecto trazido dos 16 bits e a chuva de tiros e explosões parecem inspiradas pelos clássicos shmups. Este crawler deveria ter sido lançado em 2015, mas a produtora decidiu atrasá-lo para otimizá-lo ao máximo.

 

Cuphead

Cuphead

Plataformas: PC, XO | Editora: Microsoft

À primeira vista, Cuphead parece um daqueles desenhos toscos da década de 30, mas basta uma olhada mais atenta para constatar que o jogo não tem nada de arcaico. Na verdade este jogo é uma conquista tecnológica da nova geração, pois ele não apenas realiza o sonho de um desenho jogável, como também o faz com honrarias: centenas de coisas ocorrem na tela ao mesmo tempo e os inimigos movem-se de maneira tão natural quanto se estivesse vivos. A trama gira em torno de Cuphead, uma criatura que deve derrotar inúmeros chefões para pagar uma dívida com o diabo. Já é cotado como o indie mais aguardado do Xbox.

 

No Man’s Sky

No Man Sky

Plataformas: PC, PS4| Editora: Hello Games

Jogos de mundo aberto ficarão arcaicos depois que No Man’s Sky for lançado, pois o jogo da Hello Games disponibiliza nada menos que um universo inteiro para o jogador explorar. De acordo com a desenvolvedora, o game pode contar com mais de 18 quintilhões de planetas, cada um deles com seu próprio ecossistema e formas de vida. Os momentos de ação estarão garantidos durante as batalhas contra criaturas hostis ou nos combates espaciais à lá Star Wars. O objetivo é chegar até o centro da galáxia, mas isto deve tomar cerca de 40-100 horas, se o jogador não entrar em missões paralelas. Adeus vida social!?

 

Hyper Light Drifter

Plataformas: PC, PSVita, PS4, XO, Wii U| Editora: Heart Machine

O jogo é um action RPG com aspectos da geração 8-16 bits, com fortes influências de Zelda e Diablo. Este viés possibilitou que o jogo fosse financiado rapidamente através do Kickstarter e ultrapassasse em mais de 20 vezes o valor solicitado pelos produtores. O jogo acompanha a aventura de Drifter, um jovem que explora um mundo de fantasia para livrar o mundo de uma ameaça perigosíssima. O roteiro é bem datado, mas a releitura da jornada do herói é enaltecida graças ao visual da era 16 bits. Na verdade a produtora Heart Machine criou o jogo idealizando como seria um jogo ideal do Super Nintendo.

Abaixo tem o trailer do indie Hyper Light Drifter:

Dez games indies que marcaram a E3 2014

A E3 2014 já se foi e provavelmente tem muita gente falando de jogos AAA, afinal o evento deste ano foi ótimo para todas as empresas. Apesar de todos estarmos ansioso por Halo 5, Legend of Zelda, Uncharted 4, Mortal Kombat X ou Shadow of Mordor, o fato é que não é apenas de games de alto orçamento que se faz a maior feira de jogos eletrônicos do mundo. Na verdade, há centenas de estúdios independentes trabalhando com as grandes publishers a fim de trazer grandes jogos para nossos consoles e ganhar um espaço ao sol.

Diferente da E3 2013, o evento deste ano trouxe muitos jogos indies que parecem no mínimo promissores. Veja só que a importância desses games é tal que eles até ganham espaço nas grandes conferências, como o da Microsoft que anunciou pelo menos 41 jogos indies para o Xbox One neste ano, algo impensável de se ocorrer há alguns anos atrás.

Resolvemos eleger os 10 games indies que mais nos deixaram curiosos na E3 2014. Fique de olho, pois esses games prometem experiências das mais gratificantes para os novos consoles:

White Night

White Night é uma criação do estúdio francês “O Some”. O título apareceu para o Xbox One meio que de surpresa, apesar de já estar em desenvolvimento para PCs há algum tempo. A primeira coisa que chama a atenção é seu estilo noir e o pouco uso de cores (na verdade o game é todo construído em branco e preto).

De acordo com os desenvolvedores, o game é um survival horror com referências ao expressionismo alemão e à obra de Alfred Hitchcock. O que sabemos da trama é que tudo se passa na década de 30 e vamos controlar um homem que está perdido na noite e busca refúgio em uma velha mansão. Neste ambiente escuro a sobrevivência do protagonista depende do uso constante de luz, pois o escuro torna-se fatal.

A partir deste ponto é necessário resolver puzzles com o uso de fontes de luz, mesmo que seja um mero fósforo. Ao solucionar os puzzles, o protagonista vai descobrindo antigos segredos que a mansão guarda. O estilo artístico e o clima de suspense são de tirar o fôlego e se o projeto for tão ambicioso quanto aparenta, certamente será um dos games mais comentados do ano.

Cuphead

Cuphead também foi apresentado para o Xbox One. À princípio parece um desenho de Walt Disney da era de ouro (até mesmo o design do personagem com o short vermelho lembra o Mickey Mouse), até que você se dá conta que o que foi apresentado é um gameplay. No breve vídeo vemos o pequeno Cuphead enfrentando criaturas demoníacas num estilo de shooter misturado com plataforma.

O game parece uma homenagem à infância de muita gente, desde o estilo Disney, ao som em piano e à jogabilidade oitentista. Muitos acharão estranho que o Studio MDHR aposte em um visual tão datado agora que as plataformas são capazes de reproduzir gráficos foto-realistas, entretanto o que vale aqui é a sensação de nostalgia. Apostamos que Cuphead tem tudo para ganhar o título de primeiro desenho jogável da história.

Might No.9

Em 2013 Keije Inafune conseguiu um feito impressionante: obteve êxito em sua campanha no Kickstarter em apenas dois dias. O dinheiro serviu para tornar realidade o projeto Might No. 9. O motivo para sucesso tão meteórico era simples: Inafune foi o criador de Megaman e o novo game do desenvolvedor tinha mais do que algumas semelhanças com o mascote da Capcom.

Megaman não ganha um jogo novo há alguns anos, fato que entristeceu muitos de seus fãs. Para piorar a situação, a Capcom parecia tratar com muita displicência o robô azul. Eis que Inafune saiu da empresa, aliou-se a Inti Creates (que já havia trabalhado na franquia Megaman) e lançou o projeto Might No. 9. Não é preciso ser um Sherlock para inferir que os “viúvos” de Megaman apoiariam Inafune rapidamente. O projeto ficou em desenvolvimento durante alguns meses sem mostrar a cara até que a E3 veio e pudemos ver o gameplay.

No game temos um robô azul que rouba poderes e enfrenta outros robôs perigosos em cenários repletos de armadilhas mortais. O design de fases, a trilha sonora e até os movimentos do protagonista são parecidos com os de Megaman. Não por acaso, muita gente faz coro ao dizer que o jogo de Inafune é o sucessor de Megaman e que a Capcom fez uma das maiores bobagens de sua história ao abandonar o mascote.

Se você é fã de Megaman é compra certa. O melhor é que Might ganha versão para praticamente todas as plataformas.

Grave

Grave tem versão para PCs e Xbox One e é um dos poucos jogos de horror a dar as caras na E3 2014, o que já lhe garante algum destaque. O game é cortesia do estúdio Broken Window e basicamente coloca o jogador num mundo aberto totalmente abandonado, ou nem tanto…

Durante o dia o jogador explora ambientes como desertos e casas abandonadas. Durante a noite tenta sobreviver a encontros contra estranhas criaturas que caçam o jogador impiedosamente. Essas criaturas reagem contra a luz da lanterna do jogador e os combates são realizados de forma a se utilizar a inteligência ao invés da simples força física.

O mundo de jogo está em constante alteração, criando um clima de desconforto e pouca segurança ao jogador. Em dados momentos, o jogo até lembra o clássico Slender, porém com um clima de mistério mais profundo e com a passagem do período dia-noite. Este é para os fãs de terror.

Another World

Another World não é uma novidade, visto que é um clássico dos anos 90 e já teve versão para várias plataformas ao longo dos anos. Felizmente, para os saudosistas, o time da Focus Home Interactive resolveu trazer o jogo para os consoles de nova geração Xbox One e Playstation 4.

Ao que parece, o game não terá mudanças radicais e não perderá o seu estilo gráfico apesar do poderio tecnológico das novas plataformas, entretanto pode-se deduzir que a jogabilidade não estará travada e que as cutscenes rodarão mais suaves. Não há como saber se esta versão será bem sucedida ou se há público para o jogo após todos esses anos, porém é bom ver que velhos clássicos não foram esquecidos. Quem sabe não surge uma versão HD de Heart of Darkness?

Bounden

Bounden não chegou a dar as caras em uma grande conferência, mas alguns poucos jornalistas ficaram sabendo desta engenhoca. Não se trata de um jogo na verdade, mas sim de uma aplicação para celulares que tenciona ensinar seus usuários a dançar. Sim, uma aplicação bem diferente do habitual e que tem tudo para fracassar, mas vamos dar o benefício da dúvida para este aqui.

No vídeo de apresentação da desenvolvedora Game Oven, podemos ver duas pessoas dançando atrapalhadamente enquanto seguram um celular. A ideia é reproduzir passos de dança de salão que foram coreografadas pelo Ballet Nacional da Holanda.

Muitos consideram que este é um método simples e eficaz para dançarinos de primeira viagem, outros estão céticos se os jogadores poderão reproduzir os passos sem o device em mãos posteriormente. Basicamente os dois jogadores seguram o celular e tentam centrar um círculo em uma esfera laranja de acordo com os movimentos pedidos.

Lifeless Planet

Lifeless Planet já foi lançado e pode ser adquirido pelos jogadores, porém foi na E3 que o game ganhou mais notoriedade. O jogo é tão somente sobre exploração. Temos um astronauta em um planeta distante que está em uma missão de busca por vida inteligente. A busca é solitária e bastante silenciosa, porém criativa e pouco habitual do que a indústria vem fazendo atualmente.

O objetivo do game é que o jogador desfrute da exploração e de elementos de sci-fi dos anos 50. Esses elementos até fazem lembrar algo de Shadow of the Colossus, mas sem as lutas com Colossus, é claro. A resposta a ser respondida com Lifeless é: o que você faria se pudesse explorar um planeta inteiro?

E sim, há sinais de que houve vida no planeta.

Ori and the Blind Forest

Ori and the Blind Forest foi um dos games que roubou a cena. Exclusivo do Xbox One, o game é produção do Moon Studios. Não foi revelado muito sobre o jogo a não ser o trailer que você verá abaixo. Ao que parece, trata-se de um jogo de plataforma com elementos de ação e uma história emocionante.

Chama atenção o estilo artístico cheio de efeitos de luz e sombra, a floresta cheia de vida e a arte que parece inspirada no diretor japonês Hayao Miyazaki. O produtor do game cita ainda outras referências para a obra como Super Meat Boy, Limbo e Metroid (todos games premiados).

No game temos a criatura pálida Ori e sua companhia na forma do que parece ser uma fada explorando uma densa floresta habitada por muitas criaturas fantásticas. Há combates e puzzles a serem resolvidos em um nível de dificuldade que deve surpreender até os jogadores mais experientes. Se o game for o que promete, certamente vai ser um dos melhores jogos indies da geração.

Ab-Zû

É extremamente difícil explicar o que é Ab-Zû, afinal o que foi mostrado parece um concept muito cru. Parece ser um game muito contemplativo e sem ação, porém o design é dos mais belos que vimos na E3. No trailer para o Playstation 4 vemos um mergulhado explorando as maiores profundidades do oceano, encontrando com baleias, tubarões e outros peixes. A coisa fica mais enigmática quando o personagem avista o que parece ser uma construção no fundo do mar.

O game é o primeiro trabalho do estúdio Giant Squid, que adiantou que o produto será uma aventura épica em que os jogadores encontrarão seres majestosos e segredos avassaladores escondidos no mar. O game tem inspirações em mitos populares e em mitos da mesopotânea. Enquanto novos detalhes não são divulgados, só nos resta imaginar que tipo de aventura nos aguarda nas profundezas desse “oceano de conhecimento”.

No Man’s Sky

No Man’s Sky surgiu ano passado e já parecia ótimo, mas seu retorno na E3 2014 serviu para mostrar que este ano em desenvolvimento apenas serviu para torná-lo ainda mais desejável. Basicamente temos uma mistura de exploração de diversos planetas com combates entre aeronaves no espaço infinito. O destaque fica para a parte de explorar os planetas, pois é onde podemos conferir alguns dos cenários mais interessantes já criados em videogames.

Nos planetas mostrados no evento pudemos ver dinossauros de outro mundo, uma espécie de serpente gigante no deserto e peixes abissais. Nosso único receio é que a parte de exploração seja mínima em prol de muitas horas de combate a borde de aeronaves, pois francamente esses combates parecem ser a parte menos divertida do game.

Apesar disso, o jogo terá momentos de ação fora da nave, visto que o astronauta é frágil e deverá sobreviver a diferentes perigos encontrados em diversos planetas. O jogo é produção do estúdio inglês Hello Games, que parece querer levar No Man’s Sky para os limites da interatividade dos MMOs.

Cada estrela no céu representa um sistema solar que pode ser explorado, promete a produtora. O título está confirmado apenas para o Playstation 4 ao que se sabe e deve ser lanaçado ainda em 2014. Será que é desta vez que vamos perder a vida social apenas para explorar mundos numa saga sem fim?