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NZN elege as as promessas em games para 2017

Os apaixonados por jogos já têm motivos para comemorar! O ano de 2017 definitivamente será um dos melhores para quem aguarda por lançamentos e novidades. E para atualizar os gamers de plantão, a NZN, um dos principais players em soluções para publicidade e comunicação do mercado, acaba de reunir as grandes promessas para o primeiro semestre.

A lista traz apenas os lançamentos para o primeiro semestre do ano, de modo que a comunidade terá muitas coisas boas para se entreter neste início de ano. Muitos outros games que devem sair no segundo semestre ainda não possuem data de lançamento definida, e tantos outros devem ser anunciados apenas durante a E3, a maior feira de games do mundo, a ocorrer em Los Angeles entre os dias 13 e 15 de junho.

Confira abaixo o calendário de lançamentos da NZN para 2017:

Janeiro

khhdgonbrasilComeçando em Janeiro, teremos Gravity Rush 2, exclusivo do PS4; Yakuza 0, prequel que vai explicar as origens da franquia; Kingdom Hearts HD 2.8: Final Chapter Prologue, compilação com conteúdo do RPG que mistura Disney com Square e Resident Evil 7, que promete revitalizar a série com uma perspectiva em primeira pessoa.

 

Fevereiro

c356330f-e4b0-4dca-8ef6-e685d5eb83c6Fevereiro também promete grandes surpresas: Halo Wars 2, que vai agradar os fãs de estratégia no Xbox One e no PC; Sniper Elite 4 que pretende ser um jogo mais acessível da franquia; For Honor que deve trazer combates cadenciados nas mãos da Ubisoft; NioH que seguirá uma fórmula Dark Souls com Onimusha e Horizon: Zero Dawn, grande promessa da Sony, que chegará ao PS4 (com direito a patch para o PS4 Pro).
Março

zelda0005Já em Março, o ritmo pode até acalmar, mas não irá esfriar: NieR: Automata é um RPG de ação futurista da Square Enix ainda envolto por muitos mistérios; Ghost Recon Wildlands que marcará o retorno de uma das franquias de ação mais amadas do selo Tom Clancy. Temos também Mass Effect Andromeda, o aguardado RPG sci-fi da EA. E para fechar o mês, teremos a chegada do jogo mais aguardado do mercado: o lançamento do Switch! Com alguns dos títulos já anunciados – entre eles The Legend of Zelda: Breath of the Wild, o novo Super Mario Odyssey, além de jogos third-party –, o console híbrido será lançado nos Estados Unidos no dia 3 de março e custará US$ 299. Este novo consoles da Nintendo promete ser um divisor de água em 2017.

 

Abril

maxresdefaultNo mês de Abril, temos quatro lançamentos já confirmados: Sniper Ghost Warrior 3, que segue uma fórmula com pouco Far Cry com Sniper Elite, e traz um mundo aberto militar; Persona 5, o tão esperado RPG da Atlus que dará continuidade ao formato descontraído da franquia; Yooka-Laylee, jogo de plataforma dos mesmos criadores de Banjo-Kazooie; e Dragon Quest Heroes 2, continuação do game que transformou a série de RPG japonesa em um hack-and-slash estilo Dynasty Warriors.

 

Durante o primeiro semestre

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Ainda sem data, mas previstos para o primeiro semestre de 2017, temos os aguardados: Outlast 2, Prey, Sea of Thieves, Uncharted: The Lost Legacy, South Park: A Fenda que Abunda Força e Sexta-Feira 13. A ideia é que esses títulos sejam lançados pelo menos até o final de junho.

Top 10: Games do Wii U que você deve jogar

Deixe-me adivinhar: você comprou o Wii U tão logo teve a oportunidade, pois tal como milhares de jogadores, esteve empolgado com as promessas da Nintendo de que este seria um console competitivo e que receberia amplo suporte das desenvolvedoras third parties, certo? Conforme a história mostrou, o Wii U está longe de ser um megassucesso e menos ainda de ser uma unanimidade entre a comunidade de jogadores. Entretanto, isto não quer dizer que você não pode se divertir com o console da Big N.

Ao longo dos seus quatro anos de existência, o Wii U recebeu alguns dos melhores jogos da geração. Alguns, inclusive, seriam facilmente apreciados por usuários de outras plataformas. Infelizmente a maior parte desta lista de obrigatórios são jogos da própria Nintendo, evidenciando qual foi o grande problema do sistema (pouco apoio de third parties).

Abaixo você confere os dez games que todo usuário do Wii U deveria conhecer:

 

Super Mario 3D World

super_mario_3d_worldSuper Mario 3D World surgiu em um período em que a comunidade começava a questionar a criatividade da Nintendo. Não podia ter saído em melhor hora: o título é tão atrativo e divertido quanto qualquer outro Mario da EAD Tokyo. A mistura da linearidade dos jogos 2D com a liberdade dos jogos do Mario em 3D funcionou perfeitamente, assim como o novo power up Super Bell, que transforma os protagonistas em gatos. Não bastasse a criatividade, o título ainda tem 114 fases e cinco personagens jogáveis: um prato cheio para os fãs do Mario, que nem sequer reclamaram o fato de que o jogo que eles queriam mesmo era Super Mario Galaxy 3.

 

The Legend of Zelda: The Wind Waker HD

wind-waker-hdPara quem não teve a oportunidade de jogar o Wind Waker no GameCube, a Nintendo tratou de relançar o game com novas características a jogabilidade, gráficos com 1080p de resolução, um novo sistema de iluminação, e outras pequenas modificações. O resultado é um prato cheio visual e um dos melhores games Zelda de todos os tempos. Vale destacar que em 2003, Wind Waker quase passou despercebido pela comunidade por causa de seus traços cartunescos. . O relançamento em HD significou uma segunda chance para um game tão bem produzido.

 

Splatoon

splatoon_wii_u_gameplay_screenshotEntão você ficou surpreso quando a Nintendo anunciou que produziria seu próprio shooter competitivo, certo? E que grata surpresa foi Splatoon, um game cheio de personalidade e divertido ao extremo, provando que a Big N ainda não perdeu o jeito para criar novas IPs. Não apenas os visuais são a cara da Nintendo, mas também a ideia central: pintar cenários e inimigos para definir quem vence. Pena que a rede online da Nintendo não é nada comparada aos dos consoles rivais, mas dentro de suas limitações, a Nintendo conseguiu criar uma comunidade dedicada e bastante fértil para Splatoon se tornar um sucesso e uma compra obrigatória para todos os usuários do Wi U.

 

Bayonetta 2

bayonetta-2Quem gostou do primeiro jogo não teve do que reclamar ao jogar esta sequência: Bayonetta é tudo o que os fãs poderiam esperar, ou seja, rápido, visceral, divertido, explosivo. Yusuke Hashimoto, Atsushi Inaba e Hideki Kamiya fizeram mágica com o hardware do Wii U, pois o game é capaz de apresentar efeitos visuais impressionantes e momentos de ação incessantes. Se você é fã de jogos ao estilo Devil May Cry e chegou a jogar o primeiro game, não há motivos para não experimentar Bayonetta 2. Tudo que o primeiro título fez de bom, Bayonetta 2 melhorou, seja mecânicas, efeitos visuais, jogabilidade, armas, habilidades etc.

 

Pikmin 3

pikmin-3-wallpaper-11Esta sequência pode até ser chamada de mais do mesmo. Mas o que não pode ser dito é que o jogo é ruim. Na verdade Pikmin 3 introduz um sistema co-op execelente, além de modos competitivos bastante instigantes. A campanha também não é nada mal e conta com boas nove horas em que os jogadores utilizam os pequenos Pikmins de maneira estratégica para derrotar diversos tipos de inimigos e obstáculos. Se você nunca jogou nenhum título da série, podemos comparar (em menor escala), como uma fusão de elementos de StarCraft e Command e Conquer, porém com criaturas coloridas e fofinhas.

 

Super Mario Maker

super-mario-makerTodos gostam do Mario, isto é uma máxima. E ao passo que a popularidade do bigodudo nunca está em queda, pode-se esperar novos jogos do mascote a cada nova temporada. Os games 2D do Mario estão entre os melhores jogos jamais criados e foi pensando nisso que a Nintendo criou o Mario Maker, uma ferramenta que permite a qualquer um criar seus próprios níveis. O resultado final não poderia ser diferente: milhares de cenários dificílimos e horas de diversão sem fim. Se você não tem paciência para criar cenários, pode se divertir apenas jogando os cenários criados pela comunidade. E se prepare para se frustrar bastante.

 

Mario Kart 8

mario-kart-8Mario Kart 8 não tem nada de inovador. Dito isto, deve dizer também que este é um dos melhores games do Wii U. Trata-se apenas de reutilizar a fórmula da franquia, dar uma polida gráfica e acrescentar cenários loucos e viciantes. Toda a diversão proporcionada pelo multiplayer do game do Wii foi mantida em MK8. Uma pena que a Nintendo não leve a sério a ideia de transformar Mario Kart em um eSport, pois imaginamos que seria um dos títulos mais disputados do cenário mundial.

 

Donkey Kong Country Returns: Tropical Freeze

tropical-freezeTropical Freeze é um presente para os fãs da amada série criada na geração 16 bits. Afinal temos o retorno de Diddy e Dixie, fases aquáticas, músicas de David Wise e design de fases que priorizam a diversão ao invés da dificuldade. Como se não bastasse, Tropical Freeze é o primeiro game da série em alta definição. Muitos jogadores nem colocaram as mãos neste game e a justificativa é que ele não é tão épico quanto a trilogia do SNES. Seja como for, Tropical Freeze é superior ao seu antecessor e um dos games mais divertidos e encantadores do Wii U. Em algumas horas será como relembrar os áureos tempos do SNES.

 

Super Smash Bros.

super_smash_bros-_wii_uTal como nos demais jogos da franquia Smash Bros. este aqui é uma das mostras de que a Nintendo ainda tem algumas cartas na manga. Afinal, quem poderia imaginar um embate entre o cachorro de Duck Hunt e o treinador do Wii Fit? A tela de seleção é a maior de toda a franquia, contando com quase todos os personagens de todos os demais games Smash Bros. Não fosse o suficiente, esta versão tem vários bônus, segredos desbloqueáveis e um combate divertidíssimo.

 

Monster Hunter 3 Ultimate

wiiu-monster-hunter-3-ultimateMonster Hunter 3 Ultimate é considerado por muitos como o maior e melhor game da franquia da Capcom. São centenas de criaturas para enfrentar e um clima de mundo aberto gigantesco. São criaturas para enfrentar em diversos ambientes, tais como oceanos, geleiras, cavernas e florestas. Os controles inovam graças à tela sensível ao toque e as habilidades e armas são bastante divertidas de utilizar. O game traz centenas de missões e subquests para completar. Se você é do tipo aventureiro e gosta de fazer centenas de coisas, Monster Hunter 3 é um prato cheio.

Ah, o canal Versus o Mundo também selecionou alguns games do Wii U que merecem destaque, confira abaixo:

Shopping SP Market recebe o Museu do Videogame Itinerante

Outra boa pedida para o mês das crianças é a exposição “Museu do Videogame Itinerante”, que estará no Shopping SP Market entre o dias 8 e 30 de outubro. Esta é a primeira vez que a atração vem para a capital paulista e, de acordo com os organizadores, haverão mais de 250 consoles para os visitantes conferirem de perto. A ideia é retratar cerca de 40 anos da história dos jogos eletrônicos mundiais.

A exposição é gratuita e é bastante recomendado para jogares das antigas e das novas gerações. Como não pode deixar de ser, os grandes clássicos estarão presentes como o Telejogo, Atari 2600, NES, Mega Drive, Super Nintendo, entre outros. Os consoles de nova geração também fazem da parte da mostra, assim os jogadores podem conferir toda a evolução ao longo os anos até culminar nos poderosos XBox One e PlayStation 4.

Além da exposição, o espaço Museu do Videogame Itinerante também é interativo. Lá os games podem conferir desafios de Just Dance, simuladores de corrida, desfile de cosplay e muitos outros. O evento, que somente em 2015 recebeu mais de 4 milhões de visitantes em nove estados, é o primeiro do gênero do país registrado pelo Ibram – Instituto Brasileiro de Museus.

Em 2014, o Museu do Videogame Itinerante recebeu o prêmio do Ministério da Cultura como o museu mais criativo do país. Em 2016, foi um dos museus brasileiros escolhidos para representar o país no maior encontro de museus do mundo, em Paris.

De acordo com o curador do evento, Cleidson Lima, entre as relíquias estão o primeiro console fabricado no mundo, o Magnavox Odyssey, de 1972; o Atari Pong (primeiro console doméstico da Atari), de 1976; o Fairchild Channel F, de 1976 (primeiro console a usar cartuchos de jogos); o Telejogo Philco Ford, de 1977 (o primeiro videogame fabricado no Brasil); o Nintendo Virtual Boy, de 1995 (primeiro a rodar jogos 3D); o Vectrex, de 1982 (console com jogos vetoriais que já vinha com monitor); entre outros.

Um passeio pelo Museu do Videogame Itinerante é uma ótima atividade em família, onde pais e filhos podem compartilhar bons momentos sobre as mesmas paixões: videogames. Para mais informações sobre o Museu do Videogame, basta acessar o site.

Serviço: Museu do Videogame Itinerante no Shopping SP Market

Endereço: Av. das Nações Unidas, 22.540 – ao lado estação Jurubatuba – Linha 9 da CPTM
Período: de 8 a 30 de outubro de 2016 – GRATIS
Estacionamento: R$ 8,00 por 2 horas, e R$ 2,00 por hora adicional / Manobrista: R$ 9,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (carro). Moto: primeira hora R$ 4,00 e R$ 1,00 por hora adicional.
Informações: (11) 5682.3666 – www.shoppingspmarket.com.br

É hora de pegar! Pokémon Go está disponível no Brasil

Parece que a Niantic não estava mentindo quando disse que estava trabalhando duro para o lançamento de Pokémon Go no Brasil. Um dia após este comunicado, eis que o jogo mobile mais esperado da história já está disponível para download nas lojas App Store e Google Play. O game está disponível desde às 19hs desta quarta-feira (3).

Desde que foi lançaedo em julho nos mercados americano, australiano e em outras partes do mundo, o jogo rapidamente tornou-se um fenômeno cultural, lembrando muito a febre que assolou os anos 90 quando a série animada foi lançada. Para ter ideia, o lançamento de Pokémon Go foi forte o bastante para valorizar as ações da Nintendo, se tornar a aplicação a bater o Twitter e o Tinder e (pasme) ser tornar a coisa mais procurada da internet, ultrapassando buscas por pornografia. E você achando que os pokémons não estavam com mais nada…

Alguns fenômenos acompanharam o lançamento de Pokémon Go, como ondas de assaltos, acidentes de trânsito e lendas urbanas geradas dentro da aplicação. Vamos acompanhar se tais acontecimentos se repetirão aqui no Brasil, agora que a aplicação está liberada. O lançamento local é parte da estratégia da Niantic em levar o game para 200 mercados.

Sobre Pokémon Go

Para quem não conhece, Pokémon Go é um jogo gratuito para smartphones que faz uso da realidade aumentada e do GPS para levar os pokémons para o mundo real. Os objetivos são capturar e treinar as criaturas. De acordo com os produtores, existem 151 monstrinhos dentro da aplicação, sendo que em updates futuros serão disponibilizados mais pokémons.

Guia para iniciantes em Pokémon Go

Poucos jogos causaram impacto tão grande na comunidade de jogadores quanto Pokémon Go, o novo jogo de celular que utiliza realidade aumentada para trazer os pocket monsters para o mundo real. O título ainda não está disponível oficialmente no Brasil, mas no que depender da expectativa dos brasileiros podemos esperar uma recepção tão grande quanto teve nos EUA e em outras regiões do mundo. Pensando nisso, resolvemos criar um guia especial para iniciantes em Pokémon Go.

O que tem de mais em Pokémon Go?

Trata-se d um jogo para dispositivos móveis que utiliza a realidade aumentada e multiplayer online para transformar o mundo real em um mundo Pokémon. Assim você encontra centenas de monstrinhos e outros treinadores em suas andanças pelo mundo, sempre sendo notificado sobre pokémons nas proximidades. A ideia é capturar a maior quantidade de pokémons possível, tal como ocorria nos jogos para portáteis e nas animações.

A Nintendo desenvolveu Pokémon Go?

Na verdade não, apesar de Pokémon ser de propriedade da Big N, Pokémon Go na verdade é fruto de colaboração entre as empresas Niantic, Inc., a Nintendo e a The Pokémon Company. A etapa de desenvolvimento e criação das mecânicas ficou sob responsabilidade da Niantic, ou seja, é ela quem mais está lucrando com o jogo.

O jogo é bom? Por que é tão popular?

Pokémon Go teve críticas mistas pelos veículos especializados e pelos usuários. De acordo com o agregador Metacritic, Pokémon Go tem score de 68 pontos pela crítica e 5,5 pelas avaliações de usuários. Estimativas apontam que o aplicativo foi baixado por mais de 75 milhões de pessoas ao redor do mundo, tornando-o um dos jogos mais baixados de todos os tempos. A popularidade é tanta que a palavra Pokémon Go foi o termo mais buscado da internet durante várias semanas, superando inclusive buscas por pornografia.

A que se atribui a polêmica envolvendo o jogo?

Houve algumas polêmicas envolvendo Pokémon Go devido a alguns fatos inusitados envolvendo jogadores de Go, tais como acidentes de carros, assaltos, encontros com cadáveres e até ataques de hackers a usuários da aplicação. Recentemente o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que “Pokémon Go promove a cultura da morte, incentivando a violência entre os jovens”, em entrevista à TV Venezuelana. O jogo em si não tem nada comprovadamente perigoso.

Como capturar Pokémons?

Ao encontrar um Pokémon, basta entrar no modo de captura e mirar o celular de frente para o monstrinho e arremessar a pokébola. O Pokémon pode tentar desviar ou rebater a pokébola, de modo que o jogador precisa ter precisão e astúcia para ser bem sucedido.

Onde encontrar os Pokémons?

Em qualquer lugar. Sim, pokémons podem habitar qualquer tipo de ambiente, tais como museus, parques, praias, ou a casa do jogador. Vale lembrar que pokémon selvagens podem aparecer no mapa, dependendo do tipo de região em que se encontra. Com isso, ao estar próximo a uma praia ou rio, por exemplo, será mais fácil encontrar Pokémon do tipo água. A dica é ficar atento ao indicado “nearby”.

Quantos pokémons existem? Posso trocar pokémons com um amigo?

Até o momento existem 151 pokémons no universo do jogo, mas a Niantic não esconde a intenção de aumentar a biblioteca de monstros através de upgrades futuros. Ainda não há a opção de trocar os Pokémons com um amigo localmente, mas essa é uma função que deve ser implementada em algum momento.

Como posso evoluir pokémons?

ara evoluir as criaturas basta cumprir pequenas missões ingame, tais como andar por 10km ou encontrar uma quantidade determinada de treinadores nas suas andanças. Além disso, é possível evoluir as criaturas treinando-as em ginásios. Funciona da seguinte forma: ao encontrar um estágio, você é obrigado a escolher um time, Vermelho, Azul ou Amarelo, cada qual representando a cor de uma das três aves lendárias, Moltres, Articuno e Zapdos. Se este ginásio for do mesmo time que o do usuário, ele pode treinar nele e evoluir seus Pokémon.

Mas e se o estágio for de uma equipe inimiga?

Caso você tenha encontrado um ginásio inimigo, então irá batalhar com todos os membros dentro desse estágio e, caso ganhe, poderá tomar este ginásio para o time ao qual pertence, tornando-se o dono dele. Neste modo de batalha, também pode-se optar por utilizar o modo câmera para ver o Pokémon batalhando no mundo real. Caso os itens acabem e não haja uma PokéStop por perto, o usuário pode optar por comprar itens na loja do jogo.

O que é PokeStop?

É o termo utilizado no jogo Pokémon Go que designa os pontos onde o jogador pode conseguir itens como poções, incensos, revives, doces, pokébolas (pokéballs), ovos (eggs) ou até mesmo Pokémons. Nestes locais, não há a necessidade de lutar para conseguir Pokémons quando estes estão disponíveis nos PokeStops, os demais itens também são gratuitos.

Para encontrar os PokeStops, o jogador deve se orientar pelo mapa do jogo e basta se aproximar com seu smartphone e pegar o que está disponível no local utilizando o aplicativo para girar o disco azul que irá aparecer. Há a possibilidade de simplesmente sair do PokeStop que os itens também serão apanhados, no entanto, não funciona se estiver em deslocamento com carro ou ônibus.

Os PokeStops podem estar localizadas em shoppings, monumentos, praças, parques e lugares públicos em geral. Existem maior concentração nas grandes cidades do que nas pequenas, mas em geral não é necessário um deslocamento muito grande para encontrar um, sendo que são mais comuns do que os ginásios.

O que é CP? E como posso aumentar?

CP é o indicador que mostra o poder total do seu Pokémon. Quanto maior o CP, mais forte ele é. Para aumentar a força do Pokémon, basta equipar a criatura com os itens StarDust e Candy (que são ganhos a cada nova captura de Pokémon). Cada aumento de CP exige uma quantidade determinado desses itens. Quando você tiver a quantidade necessária, basta clicar em Power Up e ver seu Pokémon ficar mais forte.

Como faço para evoluir o Pokémon?

Não é difícil fazer seu Pokémon evoluir, mas é necessário dedicação. Para isso, você deve selecionar seu Pokémon na seleção do menu e clicar em Evoluir. Mas ele somente poderá proceder com a evolução se estiver com a quantidade pedida de Candys, por exemplo, 25 Candys para evoluir um Charmander.

Tem microtransações?

Sim. As microtransações servem para comprar itens que melhoram a forçam do Pokémon, curem seus ferimentos ou comprar novas pokébolas. Naturalmente você precisará gastar dinheiro de verdade. Alguns itens ingame podem ser adquiridos apenas ao jogar, tais como as pokébolas, que são conquistadas em ginásios ou subir de nível.

Preciso criar uma conta para jogar?

Sim, mas se você for usuário do Android, basta fazer login pelo Google. Caso não queira atrelar sua conta do Google com suas aventuras no mundo Pokémon não tem problema: basta criar seu perfil desde o zero no Pokémon Trainer Club.

Quais cuidados básicos ao jogar Pokémon Go?

Conforme dissemos, o título não oferece perigos em si, mas já que há incentivo por sair caminhando você vai ter de tomar cuidados básicos como se estivesse fazendo qualquer outra atividade física. Se for fazer longas caminhadas, procure se hidratar. Preste atenção no trânsito e nas pessoas que o cercam. Tome cuidado para não tropeçar em buracos e demais obstáculos. Também não fique dando mole andando com o celular à mostra nos grandes centros urbanos, pois há muitas pessoas mal intencionadas em todas as regiões do Brasil e do mundo.

Pokémon Go está disponível no Brasil? Quando chega?

Até o momento não há previsão de chegada de Pokémon Go no Brasil. De acordo com a Niantic, há muita vontade em lançar o título em nosso país, mas os esforços estão por manter o game estável nas regiões previamente lançadas. Deste modo só nos resta aguardar. Rumores dão certo de que o aplicativo será liberado ainda neste ano para os usuários brasileiros. A dica é aguardar o lançamento oficial e ficar longe de versões que circulam na internet, pois elas podem estar carregadas por cavalos de tróia e outras surpresinhas desagradáveis.

É verdade que a CIA e o governo americano nos espionam com Pokémon Go?

Para ser franco, não há como sabermos ao certo. Apesar de ter cara de teoria conspiratória barata, há diversas outras teorias que se mostraram verdadeiras, como o caso do “Experimento de Tuskegee”. A teoria acerca de Pokémon Go não é muito diferente daquela que diz que o governo americano tem parceria com o Facebook e o What’s App para coletar informações dos usuários. O detalhe é que até mesmo algumas autoridades russas entraram nessa onda conspiracionista.

“Suponha que o monstrinho em questão não apareça em um parque, mas sim em uma instalação secreta onde um alistado ou outro soldado o capture e tire uma foto com sua câmera”, declarou. “É recrutamento de espontânea vontade e sem qualquer coerção. Essa é a forma ideal de serviços de inteligência para conseguir informações”, disse o major general russo (já aposentado) Aleksander Mikhailov, em entrevista à agência de notícias estatal RIA Novosti.

Um boato assustador é que o criador do jogo foi John Hanke, o mesmo resposnável pela empresa Keyhole, que em algum momento do passado recebeu patrocínio da CIA. De acordo com algumas pessoas, o uso da câmera, GPS e microfone do smartphone são peças fundamentais para a CIA coletar informações do interior das casas de todos os usuários de Pokémon Go. Seja como for, Pokémon Go permanece como o top app dos últimos meses ao redor do mundo.

Abaixo tem um trailer de Pokémon Go:

Homenagem a Satoru Iwata, uma das pessoas mais adoradas na indústria de jogos eletrônicos

A semana dos fãs de jogos eletrônicos não podia ter começado mais triste. Como todos sabem, Satoru Iwata, presidente da Nintendo, faleceu aos 55 anos. Fãs da empresa japonesa lamentaram a morte do executivo, bem como membros da imprensa e muitos outros desenvolvedores. Até mesmo concorrentes diretos da Nintendo demonstraram suas condolências, como Phil Spencer da Microsoft e Shuhei Yoshida da Sony.

A morte de Iwata foi sentida por todos. Poucas vezes a morte de um executivo da indústria foi tão sentida como ocorre com o caso de Iwata. Mas por quê? Será que é por que ele foi o chefe de uma das empresas mais queridas do mundo dos games? Absolutamente não. Talvez por que ele tenha falecido tão jovem? Provavelmente não.

A comoção pela morte de Iwata veio porque mais do que um executivo, Iwata era um legítimo gamer. Ele foi uma grande pessoa acima de tudo e bastante querido mesmo entre àqueles que não o conheceram pessoalmente. Basta ler algumas histórias para se dar conta que a Nintendo e o mundo do entretenimento perdeu uma de suas personalidades mais emblemáticas.

Entre suas realizações, vale mencionar que Satoru Iwata foi responsável direto pela criação de Balloon Fight, um clássico do NES lançado em 1984. Iwata foi o programador responsável por todo o game. Diz-se que ele era um grande prodígio enquanto programador. Para fazer jus a essa fama, Iwata teria sido reescrito o código de jogo de Earthbound em apenas uma semana. O game foi bem recepcionado pela crítica e pelos jogadores.

Iwata também trabalhou arduamente nos meses antes de Pokémon Stadium, do Nintendo 64. Na época os programadores encontravam dificuldade em comprimir o tamanho do jogo para caber nos cartuchos do N64. Reza a lenda que tal feito foi realizado em apenas uma semana sem que Iwata tenha feito uso de qualquer documento de referência. O resultado foi um dos jogos de maior destaque da era 32-64 bits.

Anos depois, já como presidente da Nintendo, Iwata percebeu a dificuldade que havia no desenvolvimento final de Super Smash Bros. Melee para o Game Cube. Ainda que não tivesse qualquer obrigação, Iwata teria descido até os laboratórios da companhia e auxiliou os programadores, de modo que o jogo estivesse pronto para o lançamento conjunto com o Game Cube. Além disso, o executivo participou ativamente da criação de outros jogos da plataforma, como Super Mario Sunshine, Metroid Prime, Animal Crossing e The Legend of Zelda: The Wind Waker.

E como falar de Iwata, sem mencionar sua maior contribuição para a indústria? De acordo com colegas da Nintendo, Iwata foi o grande responsável pelo conceito que deu origem à criação de Kirby, um dos mascotes mais queridos da Big N. Iwata não foi o criador de Kirby, mas foram suas ideias que tornaram o mascote o que é hoje.

Muito mais do que um programador respeitado, Satoru Iwata tinha fama de ser uma pessoa bastante humilde. Quando o 3DS foi um fiasco no lançamento, por exemplo, ele pediu desculpas aos investidores e aos fãs da empresa, e como se não bastasse ainda reduziu a metade de seu próprio salario para que os funcionários da empresa não fossem prejudicados pelos tempos de crise que se anunciavam.

Iwata foi um dos poucos executivos do alto escalão da indústria de jogos eletrônicos que falava diretamente com seus fãs, graças ao Iwata Asks. O programa foi idealizado por ele e durante esses vídeos, Iwata falava com desenvolvedores que estavam criando jogos para as plataformas Nintendo. A ideia era que os fãs ficassem atualizados acerca das novidades dos games da companhia a cada mês. O programa também servia para apresentar novidades. Uma das decisões mais polêmicas de Iwata foi abandonar as suntuosas conferências de imprensa durante a E3. Nas ultimas três edições, por exemplo, Iwata e outras personalidades da Nintendo apareciam em vídeos pré-gravados para revelar as novidades da companhia para o mundo.

O grande pesar pela morte da Iwata dá-se talvez por seu espírito e personalidade. Ao invés de afastar-se de seus fãs, como muitos executivos costumam fazer quando chegam aos cargos mais altos, Iwata queria ser visto como apenas mais uma pessoa que move essa indústria.

“No meu cartão de visitas, eu sou presidente de uma empresa. Na minha mente, eu sou um desenvolvedor de jogos. Em meu coração eu sou gamer.”

Abaixo tem a homenagem que a Nintendo Life fez para Iwata:

Colombo abre página dedicada a jogos eletrônicos

A Lojas Colombo colocou no ar uma página totalmente dedicada aos fãs dos videogames e promete manter os jogadores atualizados sobre os principais destaques da indústria, além de tirar dúvidas do setor. Não se trata de um site de notícias, mas sim uma página sobre games que conta um pouco sobre os consoles e traz muitas informações interessantes.

A primeira parte da página contém uma galeria com os principais videogames do mercado, incluindo os consoles de mesa e os consoles portáteis. Ao clicar em uma plataforma, o site mostra um pequeno resumo do console, contando dados do aparelho como data de lançamento, principais jogos e acessórios. Cada vez que algum jogo ou acessório, como um volante, por exemplo, é mostrado, há um hyperlink que redireciona para o produto na loja online da Colombo, para o caso de o visitante querer adquirir o produto.

A página também tem um resumo da E3 2014, falando em poucas linhas sobre o que é o evento e os jogos anunciados das principais empresas da indústria como Sony, Nintendo e Microsoft. Além da E3, a página tem espaço para falar do evento VGX, a premiação que honra os principais jogos da temporada 2013. Neste espaço, há a relação dos jogos vencedores em cada categoria.

Em outro espaço são mostrados os jogos mais vendidos em 2013, tanto no Brasil como nos EUA. Desse modo, os jogadores ficam cientes de quais são os jogos mais apreciados no Brasil e lá fora. Por fim, e provavelmente a parte mais interessante da página, há um calendário de 2014 destacando os principais lançamentos dos próximos meses. Com esse calendário, é possível ficar atento ao que está por vir e se programar para comprar os jogos que nos interessam.

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Além destas informações, a Lojas Colombo tem sua loja online, onde são encontrados os principais jogos do mercado, consoles, acessórios etc.

Retrô! The Legend of Zelda: A Link to the Past

O mês de novembro de 2013 trouxe um dos games mais esperados do ano para os jogadores do Nintendo 3DS. Trata-se de The Legend of Zelda: A Link Between Worlds. Explicar a importância da série para a indústria dos games é desnecessário, visto que ela possui milhões de fãs pelo mundo e não rendeu um único game ruim desde que foi criada na era do NES. Ao invés disso, vamos explicar o porquê tanta expectativa foi gerada ao redor de Between Worlds.

O game é a continuação direta de A Link to the Past do SNES, um dos jogos mais aclamados da plataforma e o favorito entre muitos dos fãs de Link. O mítico game chegou às prateleiras em 1992 (no ocidente) e instantaneamente tornou-se um dos jogos mais vendidos e bem conceituados da história.

A trama começa com Link despertando ao ouvir o pedido de socorro da Princesa Zelda. A princesa conta que o rei foi morto por um terrível mago chamado Agahnim, que tomou o controle de Hyrule e ordenou que os guardas capturassem as mulheres descendentes dos Sete Sábios que haviam selado o mal do mundo. Vale nota, leitor: de acordo com o Hyrule History, o antigo mal é uma analogia a Ganon, nesta linha do tempo Link falha na missão de Ocarina of Time e os Sete Sábios se unem para selar o mal. O objetivo de Agahnim é romper o selo.

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O tio de Link sai e diz para o herói ficar em casa, porém Link desobedece e vai atrás de seu Tio em meio a uma noite tempestuosa. Ao encontrá-lo à beira da morte, Link recebe o escudo e a espada. De acordo com seu tio, as esperanças de Hyrule estão depositadas no herói que deve usar de força, coragem e sabedoria para derrotar o terrível feiticeiro Agahnim. Ao resgatar a princesa das masmorras, Link é acusado de sequestro e passa a ser caçado pelos soldados do vilão e mal visto pelos habitantes de Hyrule.

A partir daí, nosso herói deve pegar a Master Sword, uma espada lendária capaz de derrotar de uma vez as forças do mal. Mas para isso, Link precisa reunir primeiro três pingentes mágicos que estão espalhados em diferentes partes do mundo. O resto já dá para imaginar: Link sai numa aventura atravessando dungeons repletas de quebra-cabeças e monstros perigosos.

O enredo de A Link to the Past por si só já é um dos melhores entre os games lançados para o SNES. Mas o que o tornou perfeito foi a manutenção da fórmula vista no primeiro jogo Zelda, com melhorias em todos os sentidos. Zelda II não era um jogo ruim, mas rompeu com tudo o que o os jogadores haviam conhecido da primeira aventura. Já o Link to the Past esqueceu a jogabilidade em side-scroll em prol da câmera por cima e exploração de dungeons (aspecto que permaneceu intocado em todos os títulos posteriores que não fossem em 3D).

Além do enredo cativante, o game também tinha como trunfo a introdução do Dark World, uma dimensão paralela onde habitavam outras pessoas. Tal dimensão era praticamente igual à Light World, porém com alguns ajustes e uma paleta de cores bem mais escura. O Dark World tornou-se um dos elementos corriqueiras da franquia, e o Link Between Worlds inclusive conta com o retorno dessa dimensão.

Os cenários eram um show à parte: bosques, florestas, masmorras, vilas, enfim. Tudo no game era construído com esmero e a trilha sonora de Koji Kondo fora muito melhorada. A trilha sonora, aliás, merece muito destaque, pois os arranjos conseguidos por Kondo no SNES eram primorosos. Arrisco-me a dizer que somente Koji Kondo e David Wise (Donkey Kong Country) fizeram o “algo mais” em se tratando de música no SNES. Essas melhorias técnicas se deviam ao poder do SNES. Era como se todo o conceito do primeiro Zelda fosse realizado no SNES, mas as limitações do NES impediram que o primeiro título fosse tão épico quanto LttP.

Uma curiosidade: Link to the Past seria originalmente um título de NES, porém Miyamoto e seu time perceberam que o console de 8 bits da empresa era limitado demais para rodar tudo o que eles tinham em mente. Após muito tempo em desenvolvimento, o game empacou. A solução encontrada por Miyamoto foi esperar o próximo console da empresa ser lançado ao mercado, e assim, A Link to the Past chegou ao SNES cerca de 1 anos após o lançamento da plataforma.

O game vendeu mais de 4 milhões de unidades e conquistou a ovação da crítica e dos jogadores. Para dizer a verdade, este foi o game que colocou a franquia Zelda entre as mais reconhecidas entre o público. O primeiro game sofreu reclamação pela simplicidade e Zelda II foi criticado pelo esquema em progressão lateral, mas Linkt to the Past não recebeu muitas queixas.

Hoje em dia o game pode parecer batido, frente às evoluções de hardware que vivenciamos através dos anos, mas saiba que ele é sem dúvidas um dos melhores games Zelda já lançados. Ele trouxe inovações técnicas para o SNES e foi um dos primeiros games com o conhecido chip de gravação. O espaço de memória ocupado pelo jogo era consideravelmente maior que a maioria dos jogos do console. Se você pretende jogar A Link Between Worlds, a recomendação é que jogue primeiro Link to the Past, afinal o game é ótimo e só tem a agregar aos jogadores.

Se você não jogou The Legend of Zelda: A Link to the Past, não perca mais seu tempo e corra atrás do prejuízo!

E se… a Nintendo não fabricasse mais consoles?

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Por décadas a Nintendo tem sido sinônimo de videogames e sua importância na indústria é muito maior do que a de suas concorrentes Sony e Microsoft, ainda que muitos discordem. Personagens como Link, Samus, Pokémons e Kirby são altamente reconhecidos mesmo entre as pessoas que não são fãs de videogames. Poxa, não existe um ícone maior na história dos videogames do que o Mario!

Aceitemos o fato, mesmo que nem todos sejamos nintendistas, é fato que a Nintendo moldou a indústria de videogames como a conhecemos hoje. Pense em quantas não foram as contribuições da empresa para o público gamer. Desde alavancas analógicas até controles sensíveis ao movimento ou jogar com canetas: foi tudo por causa desses japoneses. Nós devemos muito para a Nintendo.

Hoje em dia a empresa não está na melhor das situações: o Wii U amargou um ano péssimo nas vendas e os concorrentes estão prestes a lançar suas plataformas (que acreditam os analistas, irão superar com folga o console da Big N). Tal cenário nos remete ao ano de 2002-2003 quando a Nintendo estava numa situação muito precária com seu GameCube, sem qualquer assistência de 3rd Parties para alavancar as vendas do console. Naqueles anos especulavam-se muito nos bastidores que a Nintendo estava seguindo o trágico caminho da SEGA, ou seja, deixaria de fabricar consoles para se dedicar exclusivamente em criar jogos.

Obviamente tal hipótese está longe de acontecer, certo? CERTO? Mas ainda assim vamos especular como a indústria de jogos eletrônicos e os jogadores reagiriam em um cenário que a Nintendo deixasse de existir.

Vamos conjecturar nessa viagem digna de chá de cogumelos:

Os game designers iriam para outras empresas

 

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Ora, de todos os cenários possíveis este é o mais óbvio. Afinal, caras como Shigeru Miyamoto, Yoshiaki Koizum, Eiji Aonuma e Katsuya Eguchi não ficariam desempregados nem se quisessem. Empresas como Sony, Microsoft, Square-Enix (ou quem sabe a Apple?) pagariam rios de dinheiro se pudessem contar com esses talentos em seus times de criação. Então mesmo que esses caras não trabalhassem mais com Mario ou Zelda, é certo que eles criariam coisas de qualidade em outras empresas. Imaginem como Fable ficaria melhor sob a direção de Aonuma ou como Sonic seria com os (caros) serviços de consultoria de Miyamoto?

Neste cenário perderíamos a Nintendo, mas as produtoras de games concorrentes ganhariam muito talento.

O fim dos jogos plataforma como conhecemos

Hoje em dia o gênero de jogos plataforma vive sob a sombra gigantesca de Mario. Outros games até têm seu espaço como Sonic, Rayman e Kirby, mas se existe uma franquia que movimentou e ainda movimenta este gênero é Super Mario.

Num cenário em que a franquia simplesmente deixasse de existir, fica claro que o gênero iria perder a força que tem. Iria perder tão rápido a força que em dois ou três anos ninguém mais iria investir em jogos plataformas. Talvez um ou outro desenvolvedor tentasse alguma coisa, mas iria cair em descrédito rapidamente e amargaria vendagens pífias. Goste ou não, Mario ainda é a grande fonte de inspiração de quem se mete em jogos do gênero.

Sony perde sua “fonte de criatividade”

sony-vs-nintendoAqui vai nosso tópico mais polêmico. A Nintendo introduziu o Wii Mote + Nunchuck e logo a Sony lançou o kit PS Move. A Nintendo criou o controle do SNES e em seguida vimos como o controle original do Playstation era parecido. Depois a Nintendo colocou uma alavanca analógica no controle do N64, a Sony colocou duas no joystick do Playstation. O Nintendo 64 tinha entrada para 4 controles, então veio o adaptador Multitap do Playstation 2. Playstation All-Stars Battle Royale é nada menos que uma cópia de Super Smash Bros. E por aí vai…

Sim, é verdade que a Nintendo não inventou todas essas coisas. A alavanca analógica, por exemplo, já existia na era do Atari 5200, por exemplo. Mas foi a Nintendo que popularizou cada um dos itens acima graças a um cuidado para garantir a qualidade muito maior do que os reais inventores originais. Após a Nintendo mostrar que as ideias podem dar certo, a Sony invariavelmente lança produtos semelhantes ou soluções que supram a deficiência de seus hardwares, a fim de torná-los mais competitivos com os produtos Nintendo. O próprio Gamepad do Wii U nem é tão inovador assim, mas nenhuma outra empresa teria a audácia de transformar um “tablet” no controle de seu videogame de mesa.

Num cenário em que uma empresa “corajosa” como a Nintendo deixe de existir, é possível que a Sony não se arriscasse tanto. O resultado disso é óbvio: a indústria dos videogames seguiria um caminho de previsibilidade irritante. Faltaria aquela companhia a investir pesado e tentar algo diferente do que já foi feito. Poderíamos dizer adeus à inovação e nos acostumarmos a jogar videogames somente da forma tradicional. Talvez a Microsoft tentasse coisas novas (lembra-se do illumiroom?), mas a Microsoft jamais conseguiria preencher o espaço de empresa inovadora que a Nintendo preenche na cabeça dos jogadores.

Tudo fica odiosamente online

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Na geração 128 bits, o Xbox já tinha a Xbox Live e a Sony já bolava sua rede online. Em contrapartida a Nintendo era cabeça dura: “nada de online para nós”, era a filosofia da empresa. Mas daí veio a sexta geração de videogames e a companhia teve de se render ao mundo online. Porém, mesmo hoje o Wii U e o 3DS não oferecem um serviço de rede online pomposo como o da Microsoft e da Sony. Porque será? Ao passo em que a PS Plus e a Live oferecem games gratuitos, tal ação não acontece na E-Shop.

Mesmo que a Nintendo tentasse nadar contra a corrente, não há muito que se fazer neste aspecto, o futuro é estar conectado. Se imaginarmos que a Nintendo sempre foi meio arredia com a jogatina online e ela deixasse de existir de repente, imaginamos que seria a chance que a Microsoft e a Sony esperavam para enfim aplicar medidas DRM ferrenhas. Não que a Nintendo não tenha quaisquer medidas para combater a pirataria (sabiam que a empresa pode brickar um 3DS por qualquer motivo?), mas a BIG N sempre foi um pouco menos obcecada do que as concorrentes.

Imaginem se por acaso a Sony seguisse os passos da Microsoft e o Playstation 4 tivesse várias restrições como o Xbox One teria quando foi anunciado? Certamente os jogadores que se sentissem abusados teriam de ir para o lado da Nintendo se quisessem jogar sem grandes preocupações. Imagino que a Sony não seguiu a maré não porque não quisesse, mas porque a comunidade de jogadores foi muito clara em dizer que NÃO queria tanta frescura para jogar e trocar seus jogos, além disso, tinha a Nintendo ali do lado, né? Seria como entregar a geração na mão da concorrência…

Sem a Nintendo, talvez a Sony não se preocupasse tanto com a reação dos jogadores e assim o futuro dos jogos eletrônicos se resumisse a medidas rígidas contra a pirataria e todos os consoles fossem totalmente online…

Big N torna-se 3rd party e faz rios de dinheiro vendendo Zelda em HD

zelda-wii-uOutro cenário mais amistoso é o da Nintendo continuar a existir, mas apenas como uma empresa 3rd party, assim como a SEGA. Ou seja, dedicar seus recursos financeiros apenas na criação de excelentes jogos, mantendo uma boa parte do seu quadro de funcionários. Se anos atrás seria impensável ver Sonic em uma plataforma Nintendo, imagine o absurdo ver Super Mario Bros. no meio da coleção de um jogador de Playstation, ali dividindo espaço com algum título God of War ou Halo? No mínimo seria bizarro.

Mas nem tudo seria ruim nesse cenário: os jogos da Nintendo são de uma qualidade inegável, não por menos muitos a consideram a melhor produtora de jogos do mundo. Imaginem como seria massa ter um Legend of Zelda em HD correndo a 4K no Xbox One? Como se não bastasse, a Nintendo (mais do que a concorrência) é dona de franquias que vendem efetivamente consoles. Imagine só o quanto a Sony não pagaria para que a Nintendo lançasse Pokémon exclusivamente para a família Playstation? Ou quanto dinheiro a Microsoft não estaria disposta a pagar por um Zelda exclusivo?

Ou a Nintendo poderia recusar a oferta de lançar jogos exclusivos e lançar suas obras primas para as duas plataformas, garantindo o dinheiro de uma base muito grande de jogadores. Com certeza não faltariam compradores para Animal Crossing, Donkey Kong Country, Kirby, Metroid ou Star Fox. Ora, vejam vocês, na hora de escolher um console portátil eu escolhi o 3DS justamente porque não haveria a menor possibilidade de jogar Zelda no PS Vita. E olha que o portátil da Sony é mais poderoso. Talvez a empresa japonesa até começasse a lançar jogos para celulares. Afinal, como dizem, gráficos não é sinônimo de qualidade…

Inicia-se um leilão pelas IPs da Nintendo

auction-hammerA Nintendo está numa situação crítica neste tópico. Sem dinheiro para pagar funcionários e suas dívidas, a solução é leiloar suas IPS, tal qual a 38 Studios está a fazer com Kingdons of Amalur. Deste modo, qualquer softhouse do mundo tem a chance de botar as mãos na franquia Mario para todo o sempre e fazer com o bigodudo o que der na telha, até mesmo um Mario FPS, ou um Mario Sandbox em que pudéssemos percorrer o Reino do Cogumelo livremente e sair aloprando os goombas como se estivéssemos em um Mario GTA (com direito a roubar os carros à lá Mario Kart) e sair zoando sem culpa.

Interessados no leilão não faltariam. A Sony adoraria ter os direitos sobre Zelda a fim de fazer um crossover com Kratos, por mais bizarro e estúpido que a ideia parecesse. Já a Microsoft investiria tudo para criar um Nintendogs Kinect ou realizar o sonho de intercalar ano após ano o lançamento de Metroid e de Halo (talvez até rolasse do Master Chief entrar numa missão com a Samus). Talvez a Rare pudesse voltar a trabalhar com Donkey Kong…

A Disney seria a mais ambiciosa: tentaria comprar toda a Nintendo para algum dia lançar um Kingdom Hearts que juntasse os personagens da Square/Disney/Nintendo. Em seguida a Disney lançaria o fabuloso jogo Mickey Mouse: Adventures in Pikmin World. Outra interessada seria a Bandai Namco, que não mediria esforços para colocar os Pokémons e Digimons em um lugar comum. Consegue imaginar a bagunça?

Ah, e pode esquecer! Nunca mais seria lançado um Smash Bros.

Miyamoto faz um jogo decente e inovador com o kinect

miya1_01_thumb2Talvez o Miyamoto não tenha curtido muito o Kinect durante a E3 2010. A expressão no rosto do lendário japonês era indecifrável. Vamos assumir que Miyamoto estava curioso com o acessório do Xbox e estivesse pensando “o que se pode fazer com isso além de jogos de dança?”. Vamos imaginar que a Microsoft nutra um sonho antigo de contar com os talentos de Miyamoto-San. Vamos imaginar que nessa realidade alternativa a Nintendo caia fora da indústria e comece a fazer uma viagem pelo mundo ao melhor estilo aposentado endinheirado. De repente ele recebe uma ligação do próximo presidente da Microsoft.

– Alô, Miyamoto?

– Arô, tudo bem?

– Miyamoto-San, venha para Redmond, trabalhe conosco, vamos lhe oferecer US$ 50 milhões por ano.

– Não estou interessado. Não vou trabalhar com a Rare e não pretendo fazer nada com Halo ou com Fable, obrigado.

– Espere, queremos que você faça alguma coisa com o Kinect, estamos ficando sem ideias e ninguém mais quer criar jogos para ele, só a Ubisoft.

– Hum. Eu queria fazer alguma coisa com o Kinect, mas tem de ser do meu jeito e só será lançado quando ficar pronto.

– Ótimo, bem vindo a Redmond.

E assim passam-se anos desde essa ligação. A indústria já até duvida que Miyamoto esteja mesmo trabalhando em algum jogo para a Microsoft. Até que chega a E3 e Miyamoto sobe ao palco para apresentar uma nova IP para o Kinect. O mundo fica assombrado com a genialidade do game designer mais uma vez. O título vende horrores e a Microsoft consegue passar o Playstation 4. Que jogo seria esse?

A empresa continua no ramo de portáteis

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Bom, se há algo em que a Nintendo nunca pisou na bola, foi no mercado de portáteis. Mesmo com hardware inferior à concorrência, a Big N e seus títulos exclusivos sempre venderam feito água. Num cenário em que o Wii U vai mal das pernas e o 3DS segura as pontas da Nintendo não é absurdo pensar que a empresa resolvesse focar apenas no mercado de portáteis. Mas e aí o que aconteceria com os jogos da empresa?

Um caminho é que tudo e qualquer produto com o logo da Nintendo possa ser jogado apenas em consoles de bolso. Outro cenário é que a empresa crie jogos para consoles, mas em menor quantidade que no 3DS. Neste último cenário, a Sony e seu Vita seriam varridos completamente do mercado de portáteis, afinal a Big N teria pelo menos um grande lançamento por mês durante o ano todo. Pouca gente iria se interessar no Vita.

Chegaria um momento em que o 3DS precisaria de um upgrade, então seria lançado um novo console portátil muito mais poderoso e inventivo. O resto da história vocês já conhecem: por mais de duas décadas o mercado de portáteis é conhecido por um nome.

A Nintendo leva mais uma pra cova

O Xbox One e o Playstation 4 são muito parecidos, isto é fato. Há algumas peculiaridades, mas em geral as duas plataformas são PCs embutidas em caixas parecidas com videogames e entradas para joystick. Se você vai escolher uma dessas plataformas é tão somente porque acha mesmo que as especificações técnicas fazem diferença ou porque é muito fã de algum título exclusivo em específico. Pois com relação a jogos 3rd party pode apostar que as duas plataformas oferecerão os mesmos jogos.

Num cenário sem Nintendo, veríamos uma guerra de consoles em que as duas empresas concorrentes estariam fazendo as mesmíssimas coisas, sem qualquer inovação, sem se preocupar muito com jogadores casuais, enfim. Chegaria um momento em que a comunidade gamer perceberia que não faz sentido ter as duas plataformas no mercado. Lembram quando Iwata disse que o Wii é a segunda opção dos jogadores e que se todos os consumidores do PS3 e do 360 tivessem o Wii como segundo sistema estaria tudo bem?

Pois então, sem a Nintendo a guerra dos videogames seria previsível e muito aborrecida ao melhor estilo guerra de trincheiras. De qualquer forma, uma das empresas iria se sobressair nas vendas e lucros, relegando a outra o esquecimento. A empresa que saísse derrotada não veria porque continuar, visto que não conseguiria entregar um próximo novo produto diferente o bastante da rival que fizesse jus a um lançamento de console. Deste modo, a indústria de videogame sofreria a iminente hegemonia de uma única empresa fabricante de consoles. Assustador?

O fim da Nintendo leva a um novo crash do mercado

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Um cenário mais assustador ainda é o fim da Nintendo gerar um crash da indústria. Seria uma ironia e tanto, visto que quem tirou a indústria de jogos eletrônicos do buraco foi justamente a Nintendo. Sem a Nintendo a indústria poderia caminhar para o mesmo crash da época pós-Atari. Como isso poderia acontecer?

Expandindo ainda mais a megalomania do cenário anterior, vimos que haveria uma única empresa fabricante de hardware. Sem concorrência e sem nada a perder a tal empresa não se importar em deixar que qualquer produtor lance seu game independente de um controle de qualidade rígido. Afinal de contas, o desenvolvedor pagaria royalties para o dono da plataforma e sempre vai ter algum “otário” para comprar o jogo por pior que ele seja. Imediatamente a plataforma estaria entupida de jogos de baixo orçamento e qualidade duvidosa.

Chegaria uma hora que os jogadores postarão em fóruns da internet: “bons eram os dias em que anunciavam um Zelda novo. Essa série nunca teve um jogo ruim”. Depois de alguns meses que a indústria estivesse cansada de ter de escolher entre o Call of Duty genérico ou o plágio do plágio de Pokémon, as pessoas simplesmente parariam de comprar jogos. Um game seria lançado e ficaria estacionada nas prateleiras. O problema é que a percepção das massas alcançaria também os jogos AAA (“afinal de contas, mesmo que Resident Evil seja melhor que esses joguinhos aí, a Capcom vai dar um jeito de me extorquir de novo”).

De um lado teríamos os jogos de baixo e médio orçamento que seriam intragáveis e do outro teríamos jogos AAA com dezenas de conteúdos DLCs ou muitas vezes sem qualquer inspiração. Além dos jogos ficarem estacionados, os consoles também ficariam parados nas lojas porque ninguém vai querer comprar um videogame que só tenha jogos parecidos e jogos ruins. E assim se formaria um crash da indústria de games.

Philips cria o CD-i 2

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Esta é uma história antiga. Em meados da década de 90 a Sony queria muito fazer um leitor de CDs para o SNES da Nintendo, mas o acordo não vingou e a Sony partiu sozinha para criar o Playstation. A Nintendo temia perder o controle sobre sua própria plataforma por causa das cláusulas de contrato que tinha com a Sony, mas a ideia de ter um leitor de CDs para o SNES parecia interessante…

Após algumas conversas, a Nintendo firmou um acordo com a Philips para o desenvolvimento do tal sistema. Porém, como a história mostrou, a Nintendo não estava disposta a criar o leitor de CDs e por isso o acordo com a Philips também não deu certo. Assim como a Sony, a Philips resolveu seguir adiante e criou o CD-i. O aparelho não chegava a ser um videogame, mas sim um reprodutor de CDs interativos. O foco era mais voltado para aplicações educacionais, música e adaptações de jogos de tabuleiro. Entretanto o CD-i tinha um controle, uma clara tentativa de transformar o aparelho em um videogame competitivo.

Por causa do contrato que havia sido firmado com a Nintendo, a Philips tinha direito a utilizar personagens Nintendo enquanto o contrato estivesse em vigor, mesmo que o tal leitor não tivesse saído do papel. Assim, a Philips desenvolveu e lançou games licenciados da Nintendo como Hotel Mario, Zelda: Link: The Faces of Evil, Zelda: The Wand of Gamelon e Zelda’s Adventure. Apesar da qualidade questionável, esses títulos são lembrados por vários jogadores (nem todos com bons olhos).

Imaginem um cenário em que a Philips ainda estivesse interessada no mercado de jogos e subitamente a Nintendo deixa de existir. De repente os executivos da Philips compram as IPs da Big N e desenvolvem o CD-i 2. Um cenário dos mais improváveis.

Vita enfim deslancha no Japão

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Sem a Nintendo, a Sony finalmente tem a chance que esperava de abocanhar de vez o mercado de consoles portáteis. Mesmo que o Vita tenha poucos jogos e a qualidade deles seja duvidosa, os consumidores japoneses não teriam outro videogame para jogar o próximo Monster Hunter. Logo o console da Sony começa a explodir nas vendas e o apoio restrito que as softhouses davam ao sistema passa a ser mais efetivo.

Vários games de qualidade começam a surgir, impulsionando de vez as vendas do aparelho. Este cenário é bem plausível, mas serve para cutucar a Sony. Enquanto a Nintendo estiver por aí, dificilmente alguém vai dominar o mercado dos consoles de bolso.

Miyamoto e Aonuma criam uma nova produtora de jogos

miyaaouEiji Aonuma e Shigeru Miyamoto recusam-se a ficar parados para sempre. Mesmo sem poder utilizar os personagens de Mario e Legendo of Zelda, os dois criadores decidem continuar na indústria de jogos. Chamam alguns mais chegados da Nintendo e criam seu próprio estúdio de games para criar jogos para celulares e consoles de mesa.

Com a expertise dos game designers e a dedicação dos colaboradores, os jogos lançados mostram-se muito interessantes, arrebatando elogios da crítica especializada e o dinheiro dos jogadores. Logo as novas propriedades do estúdio Miyamoto-Aonuma vão parar em outras mídias como animes e adaptações para o cinema. Neste cenário a Nintendo deixa de existir para dar lugar a um novo e promissor estúdio cheio de gente criativa disposta a criar novas franquias. A magia não estaria totalmente perdida.

SEGA volta ao campo de batalha

Dreamcast2-TQ-600x378Disposta a manter viva a chama da inovação, a SEGA resolve que é a hora de lançar um novo videogame, pois a Sony e a Microsoft seguirão invariavelmente na mesma direção. A ideia de lançar um novo console surge numa conversa informal entre Satoru Iwata, presidente da Nintendo e Mike Hayes, presidente da divisão ocidental da SEGA, em que Iwata revela que a Nintendo está para fechar as portas. Hayes vê na conversa a chance de ocupar o lugar da antiga concorrente como a fabricante de hardwares mais voltada para jogadores casuais e recursos inovadores.

Um ano após o fim da Nintendo, a SEGA revela durante a E3 sua nova plataforma o Dreamcast 2, recheado de recursos inovadores e games interessantes. Por causa da recente proximidade da SEGA com a Nintendo (Sonic Lost Worlds é um exclusivo dos consoles Nintendo), a Big N concorda em lançar títulos exclusivos para o Dreamcast.

Logo, os antigos fãs da SEGA fazem filas para comprar o novo console, que se torna um sucesso graças ao esperado retorno de Crazy Taxi e Shenmue, que se juntam a Mario Dreamcast e Legend of Zelda no maior e melhor lineup da história dos videogames. De repente ficamos nos perguntando: porque as coisas tomarão esse rumo tão irônico???

A Nintendo leva consigo todas as suas séries

A Nintendo desaparece, mas antes de partir a empresa obriga cada um de seus colaboradores a não divulgar nada sobre o tempo que trabalharam na empresa, nem mesmo projetos secretos que seriam lançados no futuro. O motivo para tanto sigilo jamais é revelado. Cada uma das franquias da Nintendo desaparece ao mesmo tempo, no mesmo dia que a Nintendo fecha as portas. Nunca mais haveria qualquer notícia de um Pokémon novo, nem mesmo em anime!

Fãs entrariam em desespero, amaldiçoando os céus por ter deixado uma empresa tão queria sumir e levar consigo séries tão aclamadas como Mario e Donkey Kong. Em uma grande onda de comoção, a comunidade cria uma lápide simbólica na antiga sede da empresa. O fim da Nintendo vira notícia em todo o mundo, reverberando ainda mais que a morte do Michael Jackson. A cada aniversário de “morte da Big N”, os nintendistas se reúnem trajados de Link, Mario, Peach e Luigi para relembrar os anos dourados.

Em algum lugar da Europa executivos da Sony e da Microsoft brindam com champanhe.

A Nintendo volta por bem… ou por mal!

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O fim da Nintendo significa o fim de muitos paradigmas da indústria, na verdade uma parte da indústria morreria de fato. Neste cenário as coisas tomam um rumo inesperado, caótico, sanguinolento e embaraçante. Assim que Iwata anuncia durante o Iwata Ask que a Big N vai fechar as portas e nunca mais existirá qualquer game da empresa para qualquer plataforma (nem mesmo celulares), o mundo faz uma pausa dramática.

Os sites de notícias divulgam a informação incessantemente, agências como a Reuters cobrem o acontecimento como se fosse algo mais assombroso que a edição 2014 do furacão Katrina. O Jornal Nacional dedica um bloco inteiro para falar das contribuições da empresa para os jovens. Em contrapartida, sites de fofoca como o TMZ e tabloides britânicos trazem notícias como “O que Miyamoto comeu antes de Iwata dar a notícia”, ou “Confira fotos da Carlota na praia, uma das Booth Babes da Nintendo na E3 2001”. Revistas de games trazem a emblemática capa preta. Creepypastas como a do Majora’s Mask tornam-se mais populares que a novela da Globo.

Em meio a essa onda de comoção, fãs da Nintendo criam campanhas no Kickstater para trazer a empresa de volta. Porém, todo o dinheiro arrecadado é em vão. Logo os enlutados fãs da Nintendo iniciam uma onda coletiva de suicídio, o detalhe é que cada um dos suicidas comete o ato com um boné do Mario na cabeça. Outra onda nintendistas apoia a causa, mas acredita que o ato é muito extremista, preferindo organizar greves de fome através de grupos no Facebook.

A hashtag #voltabign torna-se a mais utilizada no Twitter e no Facebook, o Google e o Yahoo anunciam que a palavra “Nintendo” é a mais pesquisada da história da internet. Jovens rebeldes picham a Triforce nos muros das cidades como se fosse um novo símbolo de anarquia. A polícia bate nos manifestantes que vão até a Av. Paulista protestar contra o fim da Nintendo (nos protestos, a frase mais gritada é “It’s me, Mario”). Charles Martinet e Miyamoto dão inúmeras entrevistas na BBC e até no Fantástico para tentar acalmar os ânimos. Mas tudo é em vão.

Com a situação descambando para pior, o governo japonês não vê outra solução a não ser ressuscitar a Nintendo para garantir o futuro da nação nipônica. O governo então cria um fundo de ajuda que angaria bilhões de dólares que são doados para a Nintendo. Deste modo, a Big N retorna à ativa e a indústria segue firme e forte. Os protestos, vandalismos e suicídios cessam imediatamente.

E vocês achavam que a Nintendo não estava com nada?

Fãs criam Live Action de Majora’s Mask

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Alguns fervorosos fãs da franquia Zelda criaram um vídeo live action para homenagear o lendário Legend of Zelda: Majora’s Mask. Os efeitos especiais não são dos mais elaborados, mas o que vale é a intenção, que garantiu uma das homenagens mais bacanas que já vimos. Além dos figurinos, os ávidos fãs se preocuparam em utilizar as músicas do game e até os cenários vistos. Apesar das limitações técnicas, já dá para sonhar como ficaria uma superprodução feita por algum grande estúdio de Hollywood.

Confira o breve trailer live action abaixo: