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Entrevista – Gameloft fala sobre o mercado de jogos mobile no Brasil

A Gameloft é uma das empresas mais conhecidas do ramo de jogos eletrônicos e a mais dedicada ao setor mobile. O que muita gente não sabe é que a empresa francesa tem um escritório no Brasil dedicado unicamente a ouvir o público local e trazer a melhor experiência de jogo para o seu bolso.

O GameReporter foi até o escritório de São Paulo para ouvir uma das maiores empresas do setor e pegar algumas dicas para os produtores locais, até porque muitos dos desenvolvedores indies começam justamente criando para mobile. Quem nos recebeu foi o Rodrigo Dias (Social Media e Marketing Manager) e a Maite Lorente (Marketing Manager), que não deixaram nenhuma pergunta sem resposta e foram extremamente simpáticos.

Confira abaixo a entrevista com a Gameloft Brasil:

 

Maite Lorente e Rodrigo Dias, o pessoal que toca o marketing da Gameloft Brasil
Maite Lorente e Rodrigo Dias, o pessoal que toca o marketing da Gameloft Brasil

Fale-nos um pouco sobre a Gameloft e quais operações são realizadas no Brasil?

A Gameloft é uma das líderes mundiais em desenvolvimento de jogos mobile. A empresa já lançou mais de 500 jogos desde sua fundação. Temos 40 escritórios espalhados pelo mundo e 21 estúdios de desenvolvimento. Cada um desses estúdios tem sua própria característica, por exemplo, o time da Bulgária desenvolve mais games de guerra, enquanto que o pessoal de Barcelona desenvolve mais games de corrida.

Aqui no Brasil não temos desenvolvimento de jogos, apenas o escritório de negócios, onde fazemos a distribuição dos títulos através das lojas da Apple, Google, Windows. Também fazemos negócios com as operadoras e fabricantes de celulares (jogos instalados). Também cuidamos da publicidade dento dos jogos. Além disso, tudo, cuidamos das mídias sociais aqui no Brasil.

 

Asphalt 8, um dos destaques da Gameloft
Asphalt 8, um dos destaques da Gameloft

As microtransações ainda são um bom negócio?

Poucas pessoas monetizam jogos mobile. No mundo apenas 3% por cento das pessoas gastam dinheiro dentro dos jogos, no Brasil apenas 1% por centro dos usuários investe nos games. Isto não ocorre apenas com a Gameloft, mas são dados de toda a indústria de jogos mobile. Claro que esses 3% gastam bem, mas esses outros 97% da base precisavam ser monetizados. Daí o advertising tornou-se a solução.

Tentamos também adaptar o preço de nossos jogos de acordo com a oscilação do dólar. No ano passado, por exemplo, tivemos de modificar os preços a fim de deixar os jogos acessíveis aos jogadores locais. Antes trabalhávamos com um modelo premium, depois veio jogos que mudaram esse esquema de negócio. Cada jogo custa em média 8 milhões de euros para serem desenvolvidos. Não adianta distribuir tudo de graça sem ter um retorno.

 

Qual a franquia mais importante do catálogo da Gameloft?

É relativo. Temos várias franquias importantes em alguns aspectos como as licenças próprias Modern Combat, Dungeon Hunter e Asphalt. Além desses, temos licenças de terceiros que são grandes sucessos como Meu Malvado Favorito que já ultrapassou a marca de 800 milhões de downloads desde seu lançamento em 2013. Com o lançamento do novo filme a expectativa é passar da casa do bilhão. Interessante que três desses jogos são IPs da própria Gameloft.

 

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Meu Malvado Favorito – game está quase beirando 1 bilhão de downloads desde seu lançamento

Quantos escritórios existem na América do Sul? Algum deles desenvolve games?

Aqui na América do sul temos quatro escritórios. Não desenvolvemos games na América do Sul devido aos altos custos de produção local. É um problema local. A Gameloft chegou a ter um estúdio de desenvolvimento no Brasil em 2007, mas ele só durou por um ano.

 

Quantos títulos a Gameloft mantêm ativos no Brasil?

A Gameloft tem 64 games ativos no iOS e 56 ativos no Google Play. Muitos são IPS próprias e outros são licenciados de grandes empresas como Disney, UNO, Marvel, entre outros.

 

Como está o mercado de games mobile em números no Brasil? As coisas estão indo bem no setor?

Atualmente a Gameloft tem a média de 2,8 milhões de downloads diário. Nossos dados mostram que no Brasil existem 61,2 milhões de jogadores mobile, sendo que 90% deles são casuais. Ainda assim a projeção é que o mercado de games mobile deve faturar US$ 553 milhões de somente no Brasil. Até 2020 estima-se que 64% da população terá um smartphone.

 

Blitz Brigade
Blitz Brigade

Quanto tempo os jogadores passam jogando no celular?

Nossos usuários passam em media 40 min dentro de uma partida. Claro que tem aqueles que passam duas horas jogando e tem aqueles que ficam apenas dez minutos, mas em média os jogadores passam 40 min em uma partida.

 

br-gear-vr-r322-sm-r322nzwazto-000000016-detail2-whiteQual a visão da empresa em relação aos óculos de realidade virtual?

Atualmente não desenvolvemos games para o VR. Sabemos que é uma tendência do mercado, mas a empresa entende que esse nicho precisa crescer. O valor de um dispositivo de entrada é bastante proibitivo. A penetração de smartphones top de linha no Brasil atualmente é de 3% e para – uma quantidade muito baixa – e depois o usuário ainda teria de investir em um VR. Mesmo nos consoles a adesão foi baixa. Jogos mobile são jogos para a massa e o VR ainda não é um produto de massa. Estamos esperando para ver como o mercado se desenvolve.

 

A Gameloft já desenvolveu games para consoles e PC?

Já produzimos jogos para console sim, como uma versão de Uno e o Modern Combat: Domination para PS3 com suporte ao PS Move. Entretanto a Gameloft é uma empresa com expertise em mobile. Fazemos jogos AAA para mobile, no mercado de consoles seríamos mais uma. Também vale dizer que nossos jogos rodam no Windows 10, então temos títulos bem populares sendo jogados no PC, como Asphalt 8. Na semana passada lançamos o Blitz Brigade Rival Tactics que foi pensado no Windows 10.

 

Atualmente vemos jogos como o Clash Royale e o Hearthstone que são fenômenos mobile no cenário de eSports. Vocês pensam em investir nesse mercado?

Na verdade temos o Modern Combat 5 que é um jogo onde os próprios fãs organizam campeonatos. Aqui no Brasil ainda não temos algo oficial, mas lá fora ocorrem campeonatos organizados pela ESL. Futuramente teremos o Modern Combat Versus que é um jogo 100% focado em eSports. Além disso, temos o Asphalt 8 que é um dos jogos com possibilidade competitiva.

 

A sede da Gameloft Brasil

Quais os maiores desafios enfrentados pela Gameloft?

Temos muitos desafios todos os dias como a pirataria. O Brasil é um dos lideres de pirataria mundial no mundo. O formato freemium ajuda a barrar um pouco da pirataria, pois o game é grátis e o usuário continua jogando apenas se gostar do que viu. Além disso, um problema recorrente é conectividade 3G/4G no Brasil que por vezes não funciona.

Vale destacar também a baixa penetração de cartão de credito no Brasil (apenas 28%), e parte da população que ainda não tem o habito de baixar jogos pelo celular e não sabem como fazer isso. Por vezes as pessoas nos perguntam como faz para baixar um determinado jogo da Gameloft.

 

Quais as dicas para os desenvolvedores brasileiros conquistar sucesso e reconhecimento?

Não tem uma ciência exata. A cada atualização da Google Play surgem cerca de 400 novos aplicativos. Produtoras pequenas não tem orçamento para marketing e se destacar. Claro que vez ou outra surgem fenômenos como Flap Bird, mas desenvolver game demanda tempo e dinheiro. Para ter sucesso é necessário ter bom relacionamento com as stakeholders, estar motivado para competir com os grandes e criar um grande jogo que caia no gosto do consumidor.

e291a353af83c7b5b937fea361b2c60eÉ imprescindível atualizar o game com frequência, mesmo que não tenha conteúdo novo, mas pelo menos para tornar o game compatível com uma nova versão do OS. Atualmente atualizamos nossos jogos a cada 2-3 semanas para a maioria dos jogos. Existe um estudo que diz que no futuro as atualizações de aplicativos deverão ser feitas a cada dois ou três dias.

Hoje tem recursos para que os desenvolvedores indies trabalhem e se destaquem como as mídias sociais. Os indies também devem pensar na parte de monetização (incluir advertising). Tem de marketear o jogo, só lançar não basta.

 

Poxa, são 400 novos aplicativos a cada atualização? Como é possível inovar em um cenário tão competitivo?

Tem de fazer bastante pesquisa de mercado. Nossos jogos costumavam tem cerca de 2 GB e entendemos através de estudo que precisávamos lançar jogos menores para os mercados emergentes. Criamos então uma tecnologia de compressão de jogos capaz de reduzir bastante o arquivo de download. Nisto surgiu jogos com tamanho reduzido como o Asphalt Nitro que é uma versão comprimida (30 MB) de Asphalt 8 e ele foi sucesso na Google Play. Temos também o N.O.V.A Legacy com apenas 20 MB utilizando a mesma tecnologia. Você precisa entender a necessidade do seu público e do mercado.

 

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Como funciona essa tecnologia de compressão?

O jogo tem, por exemplo, 300 Mb, mas o usuário baixa apenas 30 MB. Conforme você vai jogando, o arquivo vai descompactando, como se fosse um arquivo zip. Criamos isso, pois identificamos que 46% do mercado de celulares tem apenas 8 GB de memória. Mercados emergentes como Brasil, India, China tem uma galera que quer jogar mas não tem grana para comprar um celular top de linha com mais memória.

 

O que geralmente não funciona em jogos mobile?

Na questão de marketing, podemos dizer monetização agressiva, jogo bugado. Nosso core business são os jogos, não os anúncios. O ideal é que o usuário não tenha a experiência interrompida toda hora. É importante pensar na monetização, mas sem exagero. Se em três segundos de jogo aparecem dez propagandas o usuário desinstala o arquivo.

 

dscf4530Como o marketing mexe com a imagem da marca em relação ao publico?

A empresa investe bastante em marketing para adquirir usuários e reafirmar a marca. Temos iniciativas locais como a plataforma Gameloft IN, onde os produtores de conteúdo podiam publicar vídeos gameplay de jogos da Gameloft  para concorrer a prêmios como iPad ou Caixa de som. Temos bastante autonomia, utilizamos ideias mirabolantes que a empresa acaba comprando a ideia. Como no caso do N.O.V.A em que falamos para os desenvolvedores incluir no ícone na Google Play que o jogo tinha apenas 20mb. O resultado foi um sucesso massivo de downloads.

Muita gente conhece a Gameloft de longa data desde a época de celulares básicos, pois fomos os primeiros a investir em jogos totalmente em português. A série Asphalt é conhecida por todos os jogadores. Muita gente até pensa que a empresa é brasileira.  Temos tanto cuidado para dialogar com o público que nunca deixamos um fã sem resposta no Facebook.

 

A empresa costuma ouvir o feedback dos fãs? Qual a importância disso?

Aqui no Brasil costumamos pegar os comentários mais bem desenvolvidos dos usuários e mandamos para a equipe de produção. Isto ajuda o time de desenvolvimento a melhorar as mecânicas e funcionalidades que não dão certo. Modern Combat 5, por exemplo, teve mudanças no sistema de energia após feedbacks dos usuários. Após as mudanças o jogo conquistou mais aceitação do público. O N.O.V.A, que é bastante voltado ao Brasil, tem muitos elogios e criticas de brasileiros que mandamos para o time de criação. O público da Gameloft é bastante exigente e por isso sempre procuramos ouvir e dialogar com eles. Sempre buscamos os interesses da comunidade brasileira.

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Há muitos brasileiros na Gameloft?

No mundo tem alguns. A antiga marketing manager foi trabalhar para Montreal, Canadá, por exemplo. Há outros casos de brasileiros que foram para Toronto. No Canada tem muitos brasileiros, pois lá é um polo de trabalho em desenvolvimento de games. Além disso, pelo fato de sermos uma empresa francesa, tem muitos franceses espalhados pela Gameloft no mundo.

Trade Rally é nova ferramenta de trade marketing com gamificação e chatbot

A gamificação já é uma ferramenta bastante popular entre empresas pioneiras para motivar seus funcionários. Pois bem, a Solvian, empresa de tecnologia especializada em soluções para controle de operações em tempo real, acaba de entregar o Trade Rally, uma plataforma gamificada para controle e monitoramento de equipes em campo do país. A ideia é permitir que o gestor implemente plano de incentivos com alto índice de engajamento e produtividade.

O Trade Rally traz uma combinação inédita capaz de impulsionar bons resultados: a gamificação e o primeiro chatbot do mercado aplicado para gestão de equipes em campo. O chatbot é um robô que interage com as pessoas via aplicativo de comunicação instantânea, interpretando as perguntas dos usuários em linguagem oral e escrita e respondendo em tempo real com informações multimídia. Também envia automaticamente mensagens e alertas importantes aos gestores.

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De acordo com a Solvian, a novidade tem o objetivo de facilitar o dia a dia dos gestores de equipes, garantindo o acesso à informação de forma prática e ágil. Já a plataforma de gamificação aposta em um modelo de gestão em tempo real e gratificação instantânea, baseado na motivação, engajamento e meritocracia. A solução estimula a adesão às ferramentas para controle de atividades de equipes que atuam nos pontos de venda, como supermercados, lojas e outros espaços com demonstração de produtos. Também permite que o gestor implemente um plano de incentivos, através de regras personalizadas pelo cliente.

“Desenvolvemos a plataforma com gamificação para engajar a equipe e tornar o processo de controle da operação em campo mais divertido. O game mostrou-se uma forma eficaz de estimular o promotor a prestar contas, melhorando a comunicação entre empresa e funcionário, valorizando o trabalho e premiando por mérito”, ressalta Benedito Fayan, diretor da Solvian.

Abaixo você confere as principais vantagens do Trade Rally:

 

web– Controle de jornada: check-in/check-out, km percorrido, posição georreferenciada e aderência de roteiro.

– Coleta de informações: controle de exposição da marca, merchandising, ações da concorrência, pesquisas diversas (preço fora de margem, prazo de validade de produto, espaço em gôndola, ruptura etc.).

– Galeria de fotos: galeria contendo todas as fotos tiradas em campo com opções de exportação nos formatos ppt, pdf e excel.

– Registro de vendas: registro de informações de produtos vendidos, quantidade, preço etc.

– Cadastro de prospects: registro de prospecção de novos clientes e estabelecimentos.

– Relatórios gerenciais e mosaico: relatórios contendo todos as informações capturadas em campo e monitoramento de colaboradores. Mosaico em tela inicial com as principais informações da operação em tempo real.

– Plataforma de business intelligence: plataforma personalizada com gráficos dinâmicos e visões em cubo.

Escape Time aposta no modelo de franquias pelo Brasil

Os jogos de fuga estão em franca expansão no Brasil e uma das empresas mais bem sucedidas do setor é a Escape Time, localizado em São Paulo. Prova disso é que o Escape Time vai deixar de ser um entretenimento apenas para paulistanos para chegar a outros cantos do Brasil. Para isso, a Escape Time vai começar a abrir franquias.

As escapes rooms estão em alta no mercado de lazer e diversão – por ser uma novidade no Brasil, muitas pessoas procuram pela forma diferente de jogar – que não é nada convencional -, enquanto que por outro lado, quem ainda não conhece, vai conhecer e gostar. Além disso, as escape rooms podem ser trabalhada pela vertente corporativa, onde empresas contratam esse “serviço” para fazer treinamento de equipe.

“Tivemos muitos interessados antes mesmo de começarmos com este modelo, e vimos que no exterior isso já foi testado e se provou um grande sucesso”, conta Claudio Santiago, diretor do Escape Time, que registra crescimento de 36% ao mês. De acordo com ele, uma franquia de jogos de fuga é bem rentável para quem está começando agora. Exigem poucos funcionários, curto prazo de retorno do capital, flexibilidade de estrutura e ainda não conta com sazonalidades.

As primeiras unidades franquiadas do Escape Time serão inauguradas nas cidades de Goiânia, Belo Horizonte, Recife, Brasília e Campinas (SP). Para quem não conhece, nas salas é preciso se mexer, raciocinar, se comunicar e se permitir mergulhar na história para escapar de alguma tragédia em 1h. É uma forma de unir lazer com diversos aprendizados, como trabalho em equipe, liderança, organização, atenção a detalhes, lidar com frustrações, pressão, etc.

Mais sobre a Escape Time

Cada sala tem uma temática diferente, que proporciona uma experiência única ao jogador. Para os negócios, é uma franquia fácil de gestão, sem altos custos, com um público diversificado e nem um pouco restrito – famílias, amigos, empresas – e voltado para qualquer idade. Para conhecer mais sobre o Escape Time e suas franquias, acesse o site da empresa.

Criadora de World of Tanks firma parceira com a Level Up no Brasil

A Wargaming, criadora do hit World of Tanks firmou uma parceria improvável, porém bastante benéfica, com a Level Up Games. Basicamente a LUG fica responsável por ações de marketing dos dois jogos mais conhecidos da Wargaming: World of Tanks e World of Warships. Deste modo, a LUG vai cuidar da comunidade local e bolará estratégias para promover os jogos e aumentar a base de jogadores no Brasil.

O acordo é benéfico para as duas empresas, pois a Level Up ganha mais uma conta importante, ao passo que a Wargaming pode ganhar novos fãs. O acordo estreita o contato dos jogadores brasileiros na hora de obter suporte uma vez que a Wargaming é oriunda da Rússia. A Level Up foi escolhida graças a sua vasta experiência em jogos online e bom relacionamento com seus jogadores.

“Selecionamos nossos parceiros com cautela pelo compromisso que temos, com nossos usuários, de levar a melhor experiência dentro e fora do jogo”, diz Tatiana Moreira, Gerente de Publicação da Level Up. “Nosso objetivo é expandir o número de usuários ativos e levar à Wargaming os desejos e expectativas dos brasileiros”. Ela completa revelando que “compondo este projeto, somados aos nossos mais de 150 funcionários, temos uma equipe full time, dedicada a esses 2 jogos, sob a supervisão do Fabio Fujiyama e da Daniela Shimayev, que atende diretamente a esta conta. Os servidores permanecem sob administração da Wargaming, em território internacional”.

Para quem não conhece, World of Tanks é o simulador de combate de blindados mais popular do mundo. Ele pode ser descrito como a versão atual do clássico Battle City, um jogo de batalha entre tanques bastante popular na geração 8 bits (se você não conhece, corre atrás). World of Tanks está disponível desde 2010 e desde então já alcançou a impressionante marca de mais de 120 milhões de contas criadas e mais de 1.1 milhão de jogadores simultâneos no mundo todo.

O jogo entrou para o livro Guinness ao quebrar o recorde com o maior número de jogadores ativos em um mesmo servidor – mais de 190 mil usuários logados simultaneamente. Já o World of Warships é baseado em batalhas navais e possui jogabilidade mais estratégica.

World of Tanks e World of Warships possuem download e acesso gratuito. Além disso, existem torneios bastante disputados de WoT, que costumam atrair alguns dos melhores times de e-Sports do mundo. Apostamos que os times mais famosos do Brasil acabarão por criar line ups para disputar torneios desses jogos em breve, pois a representação da Level Up vai impulsionar esses games em terras tupiniquins.

Abaixo tem um trailer de World of Tanks:

Trade Rally aumenta 20% dos resultados de empresa de Telecom no Brasil

A gamificação não é exatamente uma novidade no mundo dos negócios corporativos, mas ainda existem poucas empresas que se utilizam dessa mecânica para melhorar seus resultados. Recentemente foi realizado um estudo com promotores de vendas da TMS – Trade Marketing Solution, empresa especializada em operações de trade marketing e vendas, utilizando a plataforma de gamificação Trade Rally. O resultado final foi animador: aumento médio de 20% o resultado em vendas.

Esses dados foram coletados a partir do uso do aplicativo Trade Rally, desenvolvido pela Solvian, empresa de tecnologia que visa soluções para o controle de operações em campo. A pesquisa foi aplicada a dois grupos de funcionários da TMS, que prestam serviços a uma operadora de telecomunicações. De acordo com a TMS, todos os colaboradores da empresa fizeram uso do aplicativo Trade Rally para controle de suas atividades, no entanto, apenas um grupo utilizou o recurso com a gamificação. O estudo fez análise de atividades como visitas/assiduidade, aderência ao roteiro, registro de vendas e aumento de produtividade.

O grupo que utilizou o game apresentou 31% a mais de aderência ao roteiro estabelecido do que o segundo grupo, sem gamificação. A quantidade de check-ins também foi bastante representativa, o grupo do game fez 51% a mais do que o outro. A gamificação acaba motivando os funcionários de determinada empresa a superar a si mesmos, tal como ocorre em um jogo especialmente desafiador.

“O Trade Rally permitiu que a TMS tivesse um controle mais preciso das operações. O modelo de gamificação engajou a equipe de maneira diferenciada. Com feedbacks diários de desempenho pela própria plataforma, foi notável a automotivação entre os promotores para melhorar a performance e alcançar melhores posições”, disse Jonathan Dagues, diretor da TMS.

O aplicativo Trade Rally foi utilizado via smartphone e a ideia é que ele transforma cada tarefa diária da equipe de campo em desafios e missões para o acúmulo de pontos, porém sua estética é similar a um videogame. Semanalmente, aqueles que se destacavam no ranking da equipe recebiam prêmios.

“Desenvolvemos a plataforma com gamificação para engajar a equipe e tornar o processo de controle da operação em campo mais divertido. O game mostrou-se uma forma eficaz de estimular o promotor a prestar contas, melhorando a comunicação entre empresa e funcionário, valorizando o trabalho e premiando por mérito”, ressalta Benedito Fayan, diretor da Solvian.

Sobre a importância de Trade Rally na gamificação de empresas

De acordo com a TMS, o Trade Rally é a primeira plataforma de gamificação no Brasil aplicada ao trade marketing. A aposta da empresa é que o aplicativo se tornará muito popular em empresas que busquem motivar e melhorar o resultado de seus funcionários. Estimativas sugerem que até 2020, 85% das grandes companhias terão elementos de gamificação em suas operações. Além disso, o investimento em gamificação corporativa atingirá cerca de US$ 5 bilhões mundialmente até 2018.

Skoregame: empresas apostam na gamificação para motivar e capacitar seus funcionários

A maioria das pessoas precisam levar o trabalho de forma robótica. Muitas empresas sequer permitem que seus funcionários utilizem celulares ou acessem a internet. Mas e se dissermos que há empresas que não apenas não proíbem os funcionários a realizar essas atividades, como também incentivam que eles até mesmo joguem videogames?

Ainda que pareça utopia, existem empresas que adotam esta política. A ordem agora é conjugar trabalho com diversão – com o olho atento no resultado, é claro. Para comprovar isso, 53% das empresas americanas utilizarão games para motivar, treinar ou estimular comportamentos positivos em seus funcionários, e esses números só tendem a aumentar, de acordo com pesquisa da consultoria Gartner.

Segundo especialistas, as empresas utilizam games, pois quando utilizados corretamente no ambiente de trabalho podem motivar os funcionários e estimulam a competição entre os pares em prol de alcance de metas. Um belo exemplo é o da startup paulistana Collab que comercializa o Skoregame, ferramenta para treinar e motivar equipes de vendas. Essa aplicação foi criada para franqueados da rede O Boticário, e mostrou-se um sucesso, apesar da crise financeira que assola o país.

O Skoregame funciona porque alinha os objetivos de toda a equipe e gera uma disputa saudável entre as pessoas para ver quem vende mais, quem acerta mais quiz, quem completa mais missões especiais. Como se fosse um game mesmo, só que no trabalho”, comenta Carolina Posca, administradora e cliente do Skoregame desde abril deste ano.

A gamificação é uma tendência, e diversos profissionais acreditam que qualquer empresa pode adotar esta estratégia para seus funcionários. Alguns dos métodos mais eficazes são:

Criação de rankings: eles acabam estimulando a competição entre os colegas de trabalho, ao passo que podem premiar os melhores colocados com prêmios especiais, como em videogames mesmo.

Criação de missões especiais: serve como uma ação surpresa, de modo que pode estimular a venda ou alcance de metas-relâmpago em um determinado período de tempo determinado pela gestão. Diversos games, trabalham com missões secundárias que tornam as missões principais mais divertidas.

Criação de lojas virtuais: Esta medida pode servir para que os funcionários utilizem seus pontos acumulados em determinado período de tempo para adquirir bens ou serviços da própria empresa. A criação de um site, ou loja virtual mantém os funcionários atrás de objetivos palpáveis.

Além destas dicas, há ainda a possibilidade de criar um sistema de desempenho para acompanhar a performance do funcionário (com uma interface amigável e bem parecida com jogos eletrônicos). Ou ainda a criação de uma página dedicada a apontar a agilidade do funcionário, de modo que ele mesmo possa ver quanto lhe falta para alcançar as metas mensais em sistema de porcentagem ou em valores.

Naturalmente que algumas empresas veem essa gamificação como bobagem e que não auxilia nos resultados. Mas especialistas apontam que as empresas líderes de mercado apostam em ferramentas e linguagens mais despojadas para falar e interagir com seus funcionários. Muitos acreditam que o futuro das empresas é fazer o trabalho mais jogável.

Inscrições abertas para o Samsung Developer Day em São Paulo

A Samsung realizará nos dias 30 e 31 de maio, durante a Bienal de São Paulo, a etapa brasileira do Samsung Developer Day 2014. O evento servirá para apresentar tecnologias e tendências das plataformas e serviços da Samsung, além de possibilitar a oportunidade de negócios para novos talentos. Os desenvolvedores poderão participar de uma maratona de sessões técnicas, além de conhecer as novas ferramentas desenvolvidas para S5 e Gear 2.

As inscrições para o evento estão abertas e podem ser realizadas a partir do site da Samsung. “O objetivo é mostrar os esforços da empresa para desenvolvimento de conteúdo e serviços, principalmente nosso apoio e interesse na comunidade de desenvolvedores no Brasil, uma das maiores na América Latina”, disse Fábio Croitor, diretor do Media Solution Center da Samsung para América Latina.

O evento será dividido em duas partes: no primeiro ocorrem apresentações com palestrantes dos Centros de Pesquisa & Desenvolvimento da Samsung e parceiros. No segundo dia, acontece a competição Hackaton que tem como objetivo desenvolver aplicativos para os dispositivos da plataforma Android da gigante Coreana. Essa competição presenteará os vencedores com um convite para o Curso de Longa Duração do Ocean Brasil, o Centro de Treinamento e Capacitação gratuitos para criação de soluções móveis.

Os cursos da Ocean Brasil são voltados para universitários e desenvolvedores e foi inaugurado recentemente em São Paulo, conforme anunciamos há pouco tempo. Esta é a primeira unidade da Ocean fora da Coreia. O Samsung Developer Day é uma grata oportunidade de business no Brasil com a participação de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Mais informações no site oficial.

Samsung Developer Day em São Paulo


Data:
30 e 31 de maio de 2014

Local: Fundação Bienal de São Paulo – Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque do Ibirapuera, Portão 3

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral – Ibirapuera

Inscrições: www.samsung.com.br/developerdaysp

BIG Festival 2014: empresários internacionais vêm ao Brasil investir em jogos produzidos no país

O BIG Festival não é apenas uma oportunidade para jogos indies serem descobertos pelo grande público, mas também para conquistar parceria de empresários internacionais. Durante o evento, estarão presentes representantes de publishers e empresários de vários países para uma rodada de negócios, lá eles se reunirão com desenvolvedores brasileiros para discutir possíveis projetos e parcerias.

Se você é um desenvolvedor, aí está uma oportunidade de tentar conseguir um financiamento. O evento é gratuito, porém é necessário correr. Essas reuniões com empresários devem ser agendadas até o dia 5 de maio através do site do BIG. Os encontros devem ocorrer nas cidades de São Paulo e Porto Alegre.

As datas marcadas para as rodadas de negócios são entre os dias 12 e 14 de maio em São Paulo. Em Porto Alegre, esses encontros acontecerão durante a feira de tecnologia BITs nos dias 14 e 15 de maio, no Centro de Eventos FIERGS. A intenção da organização é fortalecer a indústria nacional através de apoio e intercâmbio de produtos e profissionais no mercado internacional.

Entre as empresas que estarão disponíveis para a rodada de negócios estão pesos-pesados da indústria como Amazon, Playphone, Nuuvem, Hoplon, entre outras. Abaixo, você confere a lista dos representantes e das empresas disponíveis para reuniões:

Milton Neto – Amazon
Luis Bianchi – Philips
Christian Ribeiro – BoaCompra
Kevin Flynn – Mobile Game Partners
José Kosminsky – Movile
Alexandre Couto – Playphone
Simon Ashby – Audiokinetic
Emanuel Wall – Strategy First
Thiago Diniz – Nuuvem
Marcelo Ferrari Wolowski – Hoplon

Serviço: 2º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

Quando: 10 a 18 de maio (Segunda, 12, não abre para o público, apenas profissionais cadastrados no Fórum de Negócios)

Horários: De terça a domingo das 10h às 22h

Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP

Quanto: Gratuita

* Em Porto Alegre (RS): Dias 14 e 15 de maio

Horário: 10 às 19 hs

Centro de Eventos FIERGS – Av. Assis Brasil, 8787 – Bairro Sarandi

Em expansão, Hive Digital abre escritório nos EUA

Hive Digital

Visando as verdinhas americanas, a produtora de games brasileira Hive Digital decidiu abrir um escritório em São Francisco, EUA, fazendo o caminho inverso de outras produtoras que tem preferido importar serviços para cá. De acordo com projeções da empresa, o investimento pode contribuir para fechar o ano com um faturamento de R$ 10 milhões.

O número representa um acréscimo nos lucros de cerca de 40% comparado ao ano passado, a meta é faturar R$ 4 milhões apenas no primeiro ano de atuação. De acordo com a Hive, foram investidos cerca de R$ 1,8 milhão para a abertura do escritório nos EUA.

A ideia inicial é manter a produção de games aqui no Brasil, enquanto que o escritório na terra do Tio Sam vai contribuir para agregar mais negócios e ajudar na parte de planejamento de novos projetos. A empreitada vai permitir que a empresa explore o mercado internacional em melhor posição para competir com outras empresas do setor. A princípio, a unidade contará com seis profissionais – um brasileiro e cinco americanos.

“O objetivo é oferecer toda expertise em produção digital, conquistar grandes marcas para desenvolvimento de games e publicar os nossos títulos já existentes”, declarou Mitikazu Lisboa, CEO da Hive. “Já estávamos estruturando esse movimento, sentindo o desempenho das nossas ações em outros países”, concluiu o executivo.

Com esse passo a Hive é uma das pouquíssimas empresas brasileiras dedicadas aos jogos eletrônicos a abrir escritório em outro país. Será essa uma nova tendência das produtoras brasileiras?