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Grandes Estúdios Brasileiros de Games #01: Rockhead Games

Sabe aquelas propriedades intelectuais vindas dos games que deram o grande salto? Aquelas que viraram filmes, animações, brinquedos, camisetas, lancheiras etc? Pois é esse o foco da Rockhead Games, um estúdio relativamente jovem do Rio Grande do Sul, mas que já dá mostras de estar no caminho certo: são eles os responsáveis pelo megassucesso Starlit Adventures, jogo mobile com mais de 10 milhões de downloads.

Tanto a Apple quanto o Google deram destaque várias vezes desde o primeiro lançamento de Starlit Adventures em 2015, em todos os continentes. O universo de Starlit Adventures agora está se expandindo em novos jogos e transmídia, incluindo uma série animada para TV, quadrinhos e brinquedos. Vale mencionar que a Rockhead Games nasceu das mentes por trás da Southlogic Studios (Deer Hunter, Guim etc). Após a compra do estúdio pela Ubisoft, os desenvolvedores decidiram recomeçar do zero em 2010 e daí surgia um dos estúdios brasileiros mais importantes da atualidade.

Atualmente a Rockhead Games está preparando o lançamento de Starlit Archery Club, um spin off de Starlit Adventure inspirado em Bust-A-Move, da geração 16 bits. Ainda assim, o Rodrigo “Chips” Scharnberg, produtor assistente, reservou um tempo para responder algumas perguntas. Confira!

 

Como surgiu a ideia de desenvolver games?

A Rockhead foi fundada por dois desenvolvedores que iniciaram as suas carreiras em 1996 criando um jogo para PC chamado Guimo. Naquela época existiam pouquíssimos profissionais fazendo games aqui no Brasil. A ideia de mergulhar de cabeça veio da paixão em jogar games e também do hobby de fazer games por diversão.

 

Quantas pessoas trabalham na Rockhead Games? Onde vocês estão localizados?

Somos 12 colaboradores internamente e temos outras equipes externas que nos auxiliam com diversas partes dos projetos. Estamos em Porto Alegre, RS, dentro do TECNOPUC.

 

Qual a proposta do estúdio?

A proposta da Rockhead é desenvolver games que promovam uma experiência inesquecível e que possamos fazer o máximo em termos de qualidade dentro daquela proposta. Também queremos ver estes games aparecendo em outras mídias e isso já está acontecendo com o game Starlit Adventures. Além de novos games dentro deste universo, já fizemos HQs e uma série de animação está em desenvolvimento.

De onde veio o nome do estúdio?

Foi uma mistura de duas coisas: porque somos “cabeça dura” ao ter iniciado um estúdio novo, tudo do zero, após ter vendido o primeiro estúdio para a Ubisoft (em 2009). A segunda coisa é que adoramos os moais que apareceram nos games dos anos 80 feitos pela Konami!

 

Quantos games vocês produziram até agora? E qual foi o maior destaque de todos eles?

Em toda a nossa carreira, foram algumas dezenas! Na Rockhead o destaque até agora foi o Starlit Adventures que já tem mais de 10 milhões de downloads no mundo todo e ganhou destaques em várias lojas, bem como prêmios de melhor jogo em festivais no Brasil e na China.

Desde a criação do estúdio qual foi a maior dificuldade encontrada?

Desenvolver games free-to-play é um desafio incrível devido ao modelo de negócios em si. Imagine um comerciante que te dá de graça um produto e você só volta para pagar se realmente gostou. Obviamente o cara que fizer isso vai falir muito rápido! Pois é! Os games free-to-play têm feito isso de forma a pagar as contas!

 

Vocês já participaram de game jams? Como foi a experiência?

Participamos principalmente como “mentores” ou “jurados”, dado o nosso tempo de experiência no mercado. A nossa opinião é que jams são incríveis para praticar e acelerar muito o processo de profissionalização nessa área.

 

Como as famílias dos desenvolvedores reagiram ao saber que iam começar a trabalhar com jogos?

Bom, nos anos 90 imagine que isso não foi muito fácil!!! Mas felizmente as nossas famílias puderam nos apoiar principalmente nos primeiros anos em que não ganhávamos praticamente nada e já trabalhávamos muito!!!

 

Os jogadores brasileiros costumam gastar dinheiro com jogos indies?

Principalmente no Steam (PC) e nos games mobile vemos muitos desenvolvedores indie bem-sucedidos. Sabendo que o mercado brasileiro é bastante significativo em ambos, podemos dizer que a resposta é positiva!

Qual o projeto atual do estúdio?

Estamos trabalhando em mais de um projeto ao mesmo tempo e todos eles são baseados no universo de Starlit Adventures. Temos novos jogos surgindo como o Starlit Archery Club, que é um game PvP que envolve muita estratégia e precisão. Temos uma série animada para TV e VOD (video on demand) em desenvolvimento e está sendo um desafio enorme por ser um mercado completamente diferente dos games. Também estamos trabalhando em uma versão para PS4 de Starlit Adventures que será lançada em 2018.Nela é possível jogar multiplayer local com até quatro jogadores e está absurdamente divertida!

 

Atualmente os eventos dedicados a jogos nacionais como o BIG Festival e a área Indie da BGS estão dando bastante visibilidade aos produtores nacionais. Como vocês avaliam esse tipo de evento?

Estes eventos são fundamentais para a nossa indústria, pois precisamos aprender a valorizar aqui o que fazemos para nos fortalecer como indústria. Isso atrai mais jovens que passam a ver os games não só como consumidores, mas como uma potencial profissão. Vale lembrar que em países bem desenvolvidos a Indústria Criativa, a qual os games estão inseridos, gera empregos altamente qualificados e traz muitas divisas. Pense nos “bens intangíveis” como as propriedades intelectuais que a Disney, Marvel e Pixar têm, por exemplo. Precisamos ter coisas assim aqui no Brasil também!

Os impostos são um grande obstáculo para os consumidores e é sabido que encarecem os jogos, entretanto algumas iniciativas como a lei Rouanet parecem equilibrar um pouco as contas para o produtor (e consequentemente para o consumidor).  Vocês conhecem outras ferramentas que podem baratear os jogos brasileiros?

Creio que todo o desenvolvedor de games brasileiro deveria focar em cria-los para que sejam lançados globalmente, assim como fazem as empresas estrangeiras que os lançam aqui. Fora isso, o Brasil, como já sabemos, tem impostos altos e um sistema tributário complicado. O pior de tudo é que nós não recebemos um retorno proporcional a eles. Os games vendidos aqui sofrem dos mesmos males que vemos nos celulares e automóveis! Lá fora o preço é ridiculamente menor e nos sentimos otários sempre que compramos algo aqui. O que pode ser feito? Ano que vem tem eleições!!!

 

 

Qual a diferença dos jogos brasileiros comparados àqueles desenvolvidos por outros países?

Em muitos casos não há diferenças, pois há brasileiros que nem sabem, mas estão jogando games feitos aqui. Porém, ainda não temos produções de triple-A, que são aqueles games para PC ou consoles feitos por centenas de pessoas, ao longo de dois anos ou mais – as chamadas “superproduções”. Ainda assim, já temos empresas brasileiras participando dessas superproduções desenvolvendo arte aqui no Brasil, como no caso da Kokku que participou do Horizon Zero Dawn.

Talvez isso seja reflexo daquelas “décadas perdidas” em que não pudemos desenvolver games para consoles aqui no Brasil (nenhum fabricante autorizava a vinda de kits ao Brasil) e que mesmo até hoje o problema persiste na forma da dificuldade de importação destes itens (graças a nossa burocracia absurda). De qualquer forma, os desenvolvedores brasileiros já acharam meios de “contornar” o problema e distribuir seus games no mundo todo, e uma delas é o universo mobile.

 

Já vimos muitos casos de desenvolvedores talentosos que vão para o Canadá ou para os EUA. Por que isso ainda acontece?

Isso acontece em todas as áreas, na verdade. Infelizmente o nosso país não é muito atrativo nos quesitos mais básicos de uma sociedade organizada. Às vezes nem é a questão de ganhar um salário melhor, mas apenas o fato de poder andar na rua sem temer ser agredido ou até mesmo assassinado! Quem tem a oportunidade de viajar para outros países sempre acaba voltando com alguma vontadezinha de sair do Brasil principalmente por esses motivos básicos, pois a vida parece muito mais “light” do que aqui. Esse êxodo é inevitável enquanto não melhorarmos as condições de vida no Brasil. Nesse cenário, trabalhar com games é mais “internacionalizável” do que Direito ou Medicina, por exemplo, e você verá muitos desenvolvedores saindo com alguma facilidade caso sejam muito bons no que fazem.

 

Como vocês acham que serão os games do futuro?

Tecnologias novas vem surgindo a todo momento, como no caso da realidade virtual ou realidade aumentada. Essas são as “futurologias” mais óbvias. Porém, acho mais interessante observarmos novas tendências a partir de fatores amplos da sociedade e não apenas de uma tecnologia isolada. Veja a cultura dos e-sports e quais estão sendo seus reflexos no design dos games. Ou então, veja o empoderamento do jogador e da comunidade de jogadores quando existe conteúdo criado por eles mesmos. Onde as gerações mais novas estão aprendendo a jogar e como elas estão jogando? Acreditamos que esses fatores têm potencial de mudar mais radicalmente os games do que qualquer tecnologia por si só.

FOTO: CAIO ESCOBAR/PUCRS/DIVULGAÇÃO/JC

Ainda existe o preconceito dos jogadores brasileiros em relação aos jogos nacionais?

É triste, mas talvez ainda exista, sim. Quem sabe quando souberem que muitos estrangeiros estão jogando jogos brasileiros e que estes estejam recebendo prêmios no exterior isso os faça sentir um orgulho por ser brasileiro? Pois é, mas isso já está rolando!!!

 

Algum recado para quem sonha desenvolver games no Brasil?

Tenha foco e disciplina para exercitar seus “skills” como desenvolvedor. Monte um portfólio incrível. Procure parceiros complementares para fazer projetos mais audaciosos. Busque por cursos que te darão diplomas, mas não se esqueça que todo o curso é apenas uma “desculpa oficial” para mergulhar naquela profissão (os professores estarão lá para te orientar ou otimizar teu tempo, mas você que excederá o conteúdo básico). E o mais importante: a prática. Se você quer aprender a jogar futebol, terá que botar a bola no chão e chutar. Com games é a mesma coisa.

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NOTA DO REDATOR: A partir de hoje começamos uma nova série de entrevistas aqui no GameReporter! Como vocês sabem, nosso principal foco são os jogos independentes e a indústria nacional de jogos eletrônicos. Sempre soltamos aquela nota bacana quando um jogo merece destaque, fazemos reviews, e até cobrimos eventos com foco nesses jogos. Mas sempre nos perguntamos: quem são os caras por trás desses jogos?

A partir dessa pergunta inicial, resolvemos criar um especial cujo foco não são os games criados pelos desenvolvedores indies, mas sim os próprios desenvolvedores. A séries busca mostrar um pouco dos caras que fazem e movimentam a indústria local. A ideia é publicar uma entrevista por semana com diferentes desenvolvedores, sejam eles badalados ou não. Se você quer mostrar seu trabalho, por favor, entre em contato conosco para marcarmos aquela entrevista marota, hein!

Estes são os 25 estúdios nacionais que mais se destacaram em 2017, segundo a Abragames

Que o mercado de games nacionais está em alta não há dúvidas: a cada ano surgem games de alta qualidade e seus produtores logram conquistar prestígio nacional e internacional com cada vez mais frequência. Para celebrar o crescimento da indústria, e revelar o que virá em 2018, a Abragames (Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais) organizou nesta quinta-feira, o evento especial Abragames Apresenta: Jogos de Sucesso, em São Paulo.

Neste evento se reuniram 20 desenvolvedoras associadas à Abragames para expor os 25 maiores casos de sucesso deste ano, para um público composto por empresários, profissionais da indústria criativa, imprensa e representantes do Governo. A intenção foi destacar as grandes e pequenas empresas que fazem o Brasil ser bem visto pelas empresas de games mundial.

“Este ano foi o melhor da nossa indústria, e fruto de muito esforço de empresários que participaram dos mercados internacionais mais competitivos e especializados do mundo, com apoio da Apex-Brasil,” declarou Eliana Russi, gerente executiva do Projeto Brazilian Game Developers. “Em 2018, com o início da implantação de políticas públicas, como os Editais da Ancine e Finep, o talento e garra dos desenvolvedores brasileiros só dá um direcionamento claro:  nossa indústria é forte e veio para ficar.”

Em 2017 pela primeira vez a indústria de games passou a ter financiamentos públicos, somando mais de R$ 30 milhões, e esse investimento gerou os resultados mostrados no evento. Os 25 jogos apresentados foram financiados de diversas formas. A maioria deles (14) foi feita com recursos das próprias empresas, 10 deles foram feitos com financiamento público (através de investimentos e editais); 4 foram produzidos com investimento privado internacional, 2 foram feitos com ajuda de financiamento coletivo, e 1 com financiamento privado nacional.

Entre as empresas destacam-se 11 de São Paulo, 2 do Distrito Federal, 3 do Rio Grande do Sul, e 1 de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais cada. No total, estas empresas mobilizaram quase 170 pessoas na criação de seus jogos, que venceram 28 prêmios e receberam 24 outras nomeações. E um detalhe: quase metade (48,5%) deles ainda não foi lançada oficialmente.

Entre as empresas participantes do evento da Abragames, nota-se que muitas delas já tiveram seus games divulgados aqui no GameReporter e são bastante ovacionadas quando participam de eventos como o BIG Festival ou a Brasil Game Show. Confira a lista de produtores nacionais destacados pela Abragames:

Behold Studios (Distrito Federal), Cat Nigiri (Santa Catarina), Kinship Entertainment (São Paulo), Flux Game Studio (São Paulo), Fableware Narrative Design (Rio de Janeiro), Fira Soft (Distrito Federal), Skullfish Studios (São Paulo), Duaik (São Paulo), Ambize Studio (São Paulo), IMGNation Studios (Rio Grande do Sul), Pocket Trap (São Paulo), Among Giants (São Paulo), Sinergia Studios (São Paulo), Rockhead Games (Rio Grande do Sul), Webcore Games (São Paulo), Monomyto Game Studio (Mato Grosso do Sul), Mad Mimic (São Paulo), Rogue Snail (Minas Gerais), Mukutu Game Studio (São Paulo) e Aquiris Game Studio (Rio Grande do Sul).

Start Up Game Nacional promete facilitar a vida de desenvolvedores brasileiros

Você que é desenvolvedor indie sabe todas as pedras que surgem no caminha até a publicação e reconhecimento de seu produto por parte do público. A plataforma Game Nacional está surgindo para tornar a caminhada menos árdua. Basicamente é uma plataforma para ajudar a divulgar e receber apoio aos trabalhos de desenvolvedores indies de jogos digitais do Brasil, dando suporte desde a venda e compra de participação de seus projetos – que podem estar em estágio de desenvolvimento ou já finalizados.

A plataforma Game Nacional surgiu no final de 2016, em MG e ela funciona como uma startup fazendo uma seleção dos games com maior potencial de venda e público. A partir daí inicia-se um trabalho de advisor, apresentando o jogo para a mídia e investidores. Mais ou menos como um trabalho de assessoria/business. A intenção é impulsionar o cenário de jogos nacionais e tornar a vida do desenvolvedor mais fácil, não precisando se preocupar com detalhes extra-produção.

Alguns dos games apoiados pela Game Nacional

“Exibimos os games em eventos e festivais, apresentamos para investidores, orientamos sobre a gestão das redes sociais, fornecemos tradutores para dar uma nova perspectiva de distribuição para o game, oferecemos sonoplastia e suporte no relacionamento com a imprensa e influenciadores. Enfim, criamos toda base para levar o jogo a um outro patamar, podendo alcançar novas plataformas antes não vislumbradas como o Xbox, Playstation ou AppStore. Tudo isso com a curadoria de consultores experientes no mercado”, explica Adriano Reis, sócio da plataforma que atualmente conta no portfólio com seis jogos, dos quais três já receberam investimento.

Games que receberam apoio da Game Nacional

De acordo com os responsáveis, a plataforma Game Nacional já conquistou aporte para três jogos, e um deles está sendo atualizado para o lançamento até o final do ano. O primeiro deles foi Restless, um game 3D de ação com uma pegada de terror em terceira pessoa com puzzles. Outro jogo a receber apoio da start up foi DarkElf, um RPG 2D de ação com um visual vivo e um enredo dinâmico. Por fim, o game do Sansão, do gênero de ação e aventura com gráficos incríveis com uma história adaptada da Bíblia, também recebeu aporte e deve ser lançado a partir do segundo semestre deste ano.

Restless, um dos jogos beneficiados pelo projeto Game Nacional

Para o desenvolvimento deste trabalho, a startup conta com parceiros de peso, a BGC (Brasil Game Cup) e a BGS (Brasil Game Show), que disponibilizam stands para a apresentação dos jogos. A BGS é o maior evento de jogos da América Latina. Se você ficou curioso ou interessado, pode obter mais detalhes sobre o projeto no site oficial.

Point Blank – Black Dragons vence campeonato e irá representar o Brasil em mundial

O Brasil já tem seu representante para o torneio mundial de Point Blank: o time Black Dragons venceu o nacional e se credenciou para o mundial. Após fase eliminatória online com 32 times, a Seletiva Brasileira para o PBWC 2017 teve suas semifinais e a grande final em evento presencial no último sábado (15), no Teatro FECAP em São Paulo.

Na primeira partida de Point Blank do dia o time vencedor foi a Valhalla, que eliminou a favorita ao título Stompa Top Team, por 2 x 1, partida essa que foi definida com muita luta, exibindo lindamente a habilidade de ambos os times. Em seguida, a Black Dragons garantiu a vitória em cima da HooSIER e-Sports.

black-dragonComo já era de se esperar, a partida final foi de tirar o fôlego do público. Uma partida cheia de reviravoltas e muito apoio de todas as torcidas. Porém, mesmo com muita persistência, a Valhalla acabou sendo eliminada, ficando o título para a Black Dragons, que ganhou o prêmio de 13 mil reais e a vaga para o campeonato mundial na Rússia, que acontece dias 20 e21 de Maio. Além de toda a garra da equipe da Valhalla, seu jogador “Rood” foi destaque e ganhou o troféu de MVP (Jogador Mais Valioso).

Além das partidas, a Ongame junto com suas parceiras, conseguiu proporcionar para os presentes no local, brindes, camisetas; sorteio do curso START da SAGA; sorteio de Mouse e teclado da Arsenal X, além de uma loja fica no local; e ajuda da Zowie com monitores para melhor jogabilidade para os jogadores.

Black Dragons e-Sports é composta por:

Michel “foox” Felype
Fernando “fznnn” Cerqueira
Vinicius “Patoxy” Lima
Luiz Gustavo “Doodlez” Paiani
Pedro ”Koyote” Pulig

Agora resta torcer para nossos jogadores brasileiros se saírem bem no mundial!

Assista todo o evento final nacional de Point Blank abaixo:

Conheça o game indie Lester Quer Queijo, disponível para Android

Lester Quer Queijo é a nova produção do estúdio indie Dual Games Brasil (os mesmos criadores de Sieg Adventure). Basicamente é um jogo casual em que os jogadores devem ajudar o pequeno Lester a roubar queijo da residência de uma família bastante avessa aos ratos. O grande desafio é desviar dos inúmeros gatos que habitam a casa e pegar o queijo, onde quer que esteja.

O game tem perspectiva do alto, de modo que o jogador tem boa visão dos obstáculos e inimigos que estão em seu caminho. Mas nem por isso a tarefa de roubar queijos é fácil: os gatos são tão rápidos quanto Lester e os humanos não dão sossego para o pobre ratinho. Como se não bastasse, há armadilhas espalhadas por toda a casa, tais como ratoeiras, queijo envenenado, caixas, mancha de óleo etc.

lstFelizmente é possível ter a tarefa facilitada com o upgrade Power Run, que aumenta a velocidade de Lester. Deste modo, é possível fugir dos inimigos rapidamente. Além dele, há outros upgrades bacanas como o Escudo e o aumento de tamanho. Quanto mais queijo você pegar, maior a sua pontuação (que é usada para comprar os upgrades na loja do game). O grande objetivo é entrar no ranking do game e desafiar seus amigos a bater seu recorde.

Onde encontrar o game Lester Quer Queijo

A jogabilidade de Lester Quer Queijo é simplificada, de forma que qualquer jogador pode apreciar a obra. Os gráficos e a trilha sonora fazem seu papel de cativar o jogador e mostram a força do estúdio Dual Games. O objetivo parece ter sido fazer um game simples, porém divertido. Se você curte desafio e games casuais, vale a pena conferir. O título está disponível gratuitamente para Android.

99Gamers é a nova plataforma de crowdfunding para gamers

Você tem algum projeto de jogo eletrônico, mas não sabe como fazê-lo sair do papel? A equipe da 99Gamers está dedicada a ajudar jovens desenvolvedores a lançar seus jogos. Para isso, foi criado essa nova plataforma de crowdfunding chamada 99Gamers que funciona mais ou menos como o Kickstarter, porém o foco aqui são apenas os jogos eletrônicos.

De acordo com Tedson Santos, criador da plataforma, o 99Gamers possui 3 tipos de campanhas (Tudo ou Nada, Flexível e Recorrente). A ideia é que os desenvolvedores adequem seus projetos de acordo com suas expectativas de financiamento. O Tudo ou Nada é ideal para jogos que estão começando, pois o valor arrecadado somente é repassado ao desenvolvedor se a totalidade for atingida.

Já a modalidade Flexível é ideal para projetos que já estão em andamento, de modo que o valor arrecadado é repassado mesmo que não atinja a meta estipulada. A ideia é que o valor arrecadado servirá como complemento do orçamento ou para o lançamento de alguma nova funcionalidade do jogo, como novos mapas e cenários.

A categoria Recorrente foi desenvolvida especialmente para aqueles projetos que precisam de apoio mensal, voltado mais para o mercado de youtubers, streamers e criação de conteúdo em geral. Contribuintes dessa categoria costumam ser fãs desses streamers e youtubers.

Como colocar seu jogo no 99Gamers

Segundo a 99Gamers, a ideia é ajudar a movimentar o cenário nacional de jogos eletrônicos. Cada desenvolvedor pode ter um perfil na plataforma e publicar os jogos que esperam ser financiados pelo publico e também analisar a aceitação do mercado. A plataforma já está no ar e pode ser acessada. Para mais informações de como colocar seu projeto no 99Gamers, basta acessar o site.

Possessão Arcana é o novo board game nacional

Possessão Arcana é um jogo de tabuleiro desenvolvido especialmente para quem gosta de jogos desafiadores e que curtem temas de misticismo e ação. Criado pelo designer gráfico Thiago Henrique Ferri, o jogo tem como pano de fundo uma batalha entre forças demoníacas e humanos dotados de poderes mágicos que defendem nosso planeta.

O título é de tabuleiro, mas com temática dungeon crawler com progressão de personagens, gerenciamento de cartas, rolagem de dados etc. Possessão Arcana entra em financiamento coletivo através do site Kickante a partir do dia 20 de janeiro. A meta é de 23 mil reais com a ideia de “tudo ou nada”, de modo que se a campanha não conseguir os resultados esperados, os doadores recebem o dinheiro de volta. A contribuição pode ser feita através do Kickante a partir do dia 20 com valor mínimo de R$ 185,90.

Em Possessão Arcana os jogadores controlam heróis que enfrentam diferentes tipos de inimigos como diabretes e lordes supremos do submundo que invadiram o plano terrestre. Os heróis escolhidos são humanos capazes de manipular a magia arcana, uma habilidade mística poderosa, mas também perigosa. Se mal dominada, o herói é dominada pelas forças do oculto e se volta contra os outros heróis. Mas ainda que isso ocorra, os companheiros podem juntar as forças para reverter a possessão e trazer o herói possuído de volta à realidade.

Ainda através da magia arcana é possível utilizar poderes letais e diferenciados. Cada herói conta com seu próprio Familiar, uma espécie de animal de estimação treinado para lutar ao seu lado. A inspiração do game veio das crenças de que nós vivemos em um mundo paralelo ao plano espiritual, onde existe o bem e o mal, anjos e demônios etc. Os desenvolvedores utilizaram criaturas conhecidas para o desenvolvimento do jogo com o os Diabretes, Greminions, Minus, entre outros.

Abaixo tem o trailer de Possessão Arcana:

Sioux e Blend divulgam nova pesquisa sobre o mercado de jogos nacional

Após um período de 3 meses, a Sioux e a Blend reuniram forças para realizar uma nova pesquisa para mapear a indústria dos jogos nacional e seus jogadores. A pesquisa teve apoio da Acigames e da ESPM com a finalidade de mostrar como é composto o público de jogadores brasileiros, o que eles jogam e como eles jogam.

Para isso, foram ouvidos 909 jogadores, fossem de consoles ou de smartphones. A pesquisa revelou dados interessantes, como o fato de que as mulheres representam quase a metade dos jogadores ativos e que menos de 10% deles se consideram “gamers”. A plataforma mais utilizada para jogar segue sendo os smartphones, seguidos de perto pelos consoles de mesa.

De acordo com a Acigames, essa a melhor e mais completa pesquisa de games voltada para o mercado nacional e por fim, os varejistas podem contar com um quadro real de todo o mercado de games do Brasil.

Pesquisa: mercado de jogos nacional

Brasil Game Show 2014 terá Pavilhão Indie para facilitar a vida dos desenvolvedores nacionais

Além dos grandes estandes, a Brasil Game Show 2014 também dará espaço para os desenvolvedores indie mostrar seu trabalho ao público da feira. De acordo com a organização, haverá nade menos que duas áreas dedicadas aos pequenos desenvolvedores. A intenção da organização é de fortalecer o mercado interno e o desenvolvimento de produtos nacionais.

Os desenvolvedores poderão participar de duas maneiras: expondo seus produtos ao público ou participando do pavilhão de negócios, local onde os desenvolvedores indies podem interagir com outras empresas e até fechar novos negócios. Haverá um sistema de Matchmaking para agilizar e facilitar a marcação de reuniões com as grandes empresas do mercado.

Vale lembrar que não é a primeira vez que a BGS abre espaço para os desenvolvedores menores, em edições anteriores alguns games menores brilharam tanto quanto os jogos grandes como Cangaço Wargame, Min Ini Mo, Favela Wars, entre outros. Que tipos de jogos os estúdios menores estão preparando para cativar o público da BGS? Sejam quais forem, a feira será um excelente espaço para que esses indies sejam vistos pela grande massa.

Na edição 2014, a feira ocupará os cinco pavilhões do Expo Center Norte, em São Paulo entre os dias 8 e 12 de outubro. Entre as empresas que confirmaram presença estão grandes players como a Sony, Ubisoft, EA, Warner, Capcom, Kingston, entre outros. Mais informações no site do evento.

Seminário sobre Políticas Públicas para a Indústria Brasileira de Jogos Digitais

Após o BNDES divulgar o resultado de uma pesquisa que dissecou a indústria de jogos eletrônicos no Brasil, surgem os primeiros frutos desse trabalho. Na próxima terça-feira (10/06) ocorre na USP um Seminário que busca explicar o estudo e elucidar aos interessados sobre como as políticas públicas podem amadurecer o setor.

Basicamente, um grupo de pesquisadores organizados por meio do PGT-USP desenvolveu um projeto para estabelecer um conjunto de políticas públicas visando o desenvolvimento da indústria de games nacional.

Para isso, foi realizado um mapeamento da indústria global de games, estudando os sistemas de políticas públicas adotados por países líderes do setor, sem deixar de analisar a indústria local, estudando os ecossistemas prioritários e consultando a comunidade nacional e internacional. Neste seminário serão discutidos os resultados de tamanho trabalho.

O seminário contará com a participação de Davi Nakano, Professor do Departamento de Engenharia de Produção da Poli/USP; Marina Moreira Gama, Economista do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo da Área Industrial BNDES; Lídia Goldenstein, especialista em economia brasileira; Ale McHaddo, Presidente da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (ABRAGAMES), e Afonso Fleury, professor titular do Departamento de Engenharia de Produção da Poli/USP.

O evento inicia na terça (10) às 11h e vai até as 13hs. Quem puder comparecer será muito bem vindo. É muito importante reunir o maior número de interessados possível para levantar a bandeira dos games no Brasil e ficar a par de políticas públicas efetivas para mudar nosso cenário para melhor.

Serviço: Seminário – Políticas Públicas para a Indústria Brasileira de Jogos Digitais 10/06/2014 (terça-feira), das 11h30 às 13h na Sala Ruy Leme, FEA/USP –  Cidade Universitária