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NÃO é Cilada, Bicho. Vem ver o Zueirama, o game mais zueiro do Brasil

Existem jogos raiz e jogos nutella. O jogo de hoje é o Zueirama, um game completamente raiz, sem sombra de dúvidas. Afinal ele é daqueles tipos que é impossível pegar ranço. Veja bem, primeiramente, fora Temer. Segundamente, ele é brazuka, é indie e é todo inspirado no esporte mais popular das terras brazilis (e não, não é o futebol), é a zueira, mermão!

Criado por três amigos (que precisam ser estudados), o Zueirama faz exatamente isso que você viu no primeiro parágrafo, ou seja, uma ode a todos os memes que você e seus amigos vivem compartilhando nas redes sociais. Ele é todo inspirado nos jogos de sucesso dos anos 90 e no povo brasileiro, fazendo uso do bom humor e de muitas referências.

Em seu cerne, Zueirama trata-se de um platformer com progressão lateral, porém ao invés de só passar as fases, você deve completar missões que envolvem trollar personagens pelo caminho. Tudo para arrancar boas risadas dos jogadores. Afinal (já dizia o poeta) “a zueira não tem limites”. A versão final vai contar ainda com perseguições, conduzir um disco voador e até entregar pizzas.

Tem até um breve roteiro para justificar tanta trollagem: o Sargento Sádipo está acabando com o bom humor das pessoas, de tal modo que elas estão se dividindo entre coxinhas e mortadelas. Para frustrar os planos do sórdido Sádipo, entra em ação a “dupla de dois” composta por Zoinho, um motoboy preguiçoso e o Tião, um exímio domador de onças.

Você deve estar se perguntando por que um motoboy e um domador de onças? Bem, eu não sei, bicho, mas os produtores disseram que se juntos eles já causam, imagina juntos. Afinal estamos falando de belos exemplares da espécie “huehue brbr”. Ao longo da aventura você vai se deparar com inimigos bem característicos do Brasil, como um maromba (birl), coxinhas, corotinhos e mortadelas. Mas não se preocupe: você pode usar sua vuvuzela atômica para acabar com eles.

A jogabilidade lembra os clássicos 16 bits como Super Mario, Sonic, Bubsy, entre outros. A animação, aliás, merece destaque especial, pois os desenvolvedores conseguiram unir o melhor da pixel art com uma jogabilidade fluída e gráficos bem coloridos. A intenção é que qualquer um possa curtir o jogo. E não pode ficar de mimimi.

 Zueirama está em campanha no Catarse e precisa de apoio da comunidade para ser lançado com todo o conteúdo idealizado pelos produtores. Não adianta dizer que nunca nem viu ou ouviu falar desse jogo! Se você está aqui, não tem como desver. Há uma versão demo disponível no itch.io. Os produtores esperam que você fique zero dias sem parar de jogar.

Abaixo você vê o trailer de Zueirama:

Estes são os games brasileiros em destaque no BIG Festival 2018

Com a aproximação do BIG Festival 2018, chegou a hora de conhecer os jogos finalistas do painel Big Starter. O espaço dá ao desenvolvedor indie de games a oportunidade de apresentar seu projeto ainda não finalizado ou publicado comercialmente a uma platéia composta por desenvolvedores, potenciais investidores, nomes relevantes do game design nacional e internacional, jornalistas e outros formadores de opinião.

A categoria é formada exclusivamente por jogos nacionais e é uma das maiores oportunidades para os desenvolvedores mostrar seu projetos e dar aquele pontapé inicial para conquistar espaço e um financiamento. De acordo com a organização do evento, nesta edição foram inscritos mais de 156 jogos. Destes, foram selecionados 5 jogos finalistas na categoria Jogo Educacional ou de Impacto e outros 5 Jogos na categoria Jogo de Entretenimento.

Abaixo você confere os 10 finalistas do BIG Starter, separados por categorias:

Jogo Educacional ou de Impacto

  • AmbIA – Imesys
  • Projeto Ticolicos – Lost DEVS
  • Legally Addicted – Nonsense Bulls
  • CLEAVER – Equipe CLEAVER
  • Mompas – Studio Nebulosa

Jogo de Entretenimento:

  • One beat Min – PixJuice
  • Little Dude the Game – Initial Tape
  • U.A.I. – Umbu Games
  • Golf 2D – Estúdio Vaca Roxa
  • Jamie’s Dream – Cartonbox Studio

Todos os finalistas apresentarão seus games para um público entusiasta por games e um júri formado por profissionais da indústria, investidores, jornalistas, formadores de opinião entre outros. Os grandes vencedores devem apresentar características que tornem seus produtos únicos, pois os jogos serão analisados em diferentes critérios, tais como aspectos audiovisuais, interativos, mecânica e criatividade. Os dois ganhadores receberão troféu e um prêmio de R$ 20 mil cada.

Outra área de interesse para quem curte jogos nacionais é o Panorama Brasil 2018, um espaço para apresentar 30 jogos que não foram selecionados para a premiação principal do BIG, mas que demonstraram alta qualidade e merecem ser vistos pelo público. Desses 30 jogos, 10 são produzidos por estudantes.

A lista abaixo mostra quais são estes games:

Akane  (Ludic Studios)
AREIA (GILP Studio)
Dog Duty (Zanardi&Liza)
Grand Shooter (Grumpy Panda Studios)
Grashers (Rafael Renan Skoberg)
Hop Dog (Ludic Side)
Kaze and The Wild Masks (Vox Game Studio)
Mana Sparks (BEHEMUTT / Kishimoto Studios)
ManaRocks (Rockgames Ltda.)
Minesweeper Genius (Mgaia Studio)
Patuanú (Andurá Studio)
Pigeons Attack (Nixtor Game Studio)
Ritmosphere (Luiz Carlos Martins Loyola Filho)
Scrash (Cat nigiri)
Solar Fighters (Jhonatas da Silva Farias)
Sunken Brawl (Dope Ape Studios / Umizon)
Sword of Yohh (UNDEVS)
Vector Race (Rafael Forbeck)
Vigilante Ranger (Sinergia Studios)
Wild Glory (LAJE Studios / Manalith Studios

 

Serviço – BIG Festival 2018

Onde: Centro Cultural São Paulo (SP) e Centro Cultural Oi Futuro (RJ)

Quando: 23 de junho a 1 de julho

Quanto: Gratuito

Inscrições para o BIG Festival 2018 estão prorrogadas até o dia 28 de abril

Ainda não teve tempo de cadastrar seu jogo no BIG Festival 2018, o maior evento de jogos independentes da América Latina? Pois não deixe a oportunidade passar! A organização do evento prorrogou o período de inscrições até o dia 28 de abril. Desenvolvedores do mundo todo devem submeter suas criações gratuitamente através do site oficial.

A sexta edição do BIG Festival acontecerá de 23 de junho a 1 de julho, no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista, e no Oi Futuro, no Rio de Janeiro. Os jogos finalistas, produzidos para computadores, tablets, smartphones, consoles e dispositivos de realidade virtual (VR), estarão disponíveis em dezenas de estações para o público em uma exposição gratuita, em que todos poderão testá-los e contribuir para a premiação votando em seus favoritos.

Todos os jogos inscritos serão analisados pelo Comitê de Seleção do festival e os selecionados irão competir em categorias como Melhor Jogo, Melhor Som, Melhor Arte, Melhor Narrativa, Realidade Virtual, entre outras. Os vencedores serão anunciados no palco do evento.

Os representantes dos jogos finalistas recebem, ainda, acesso gratuito às rodadas de negócios do maior hub do setor de games e animação da América Latina, e podem ter a oportunidade de fazer uma palestra sobre o seu jogo. Na última edição, 3200 profissionais do setor estiveram presentes com o objetivo de fortalecer a indústria e criar oportunidades.

Neste ano, uma novidade será uma ação do BIG Festival no Rio de Janeiro. O BIG Rio acontece de 23 de junho a 1 de julho, no centro cultural Oi Futuro, na capital carioca. A ação terá foco em jogos de impacto social com exposição gratuita de games em todos os dias, além de discussões nos dias 29 e 30 de junho, e será realizada em parceria com o Oi Futuro, instituto de inovação e criatividade da Oi.

Serviço – 6º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)
De 23 de junho a 1 de julho (Segunda, 25, não abre)
Rodadas de Negócios – de 27 a 29 de junho
De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, SP
Entrada: Gratuita

HUE Defense: detenha políticos corruptos que ameaçam a paz na ilha paradisíaca de HUElândia neste Tower Defense brasileiro

São tempos difíceis na HUElândia e os políticos não medem esforços para se dar bem na ilha mais corrupta do mundo. A única coisa que pode salvar o povo desta ilha é você! Este é o pano de fundo para o jogo HUE Defense, criado pela produtora Brave Wolf, um título que mistura os gêneros Tower defense e RPG. Aqui você deve tomar decisões importantes e bolar estratégias ousadas para combater políticos oportunistas.

HUElândia é uma ilha cheia de paralelismos com o Brasil, ou seja, um paraíso natural com os mais complexos e corrompidos sistemas governamentais do mundo. Sim, o game tem uma crítica social velada, levada com bom humor e leveza. Cabe ao jogador lutar contra corruptos e seus apoiadores nas diferentes fronteiras, campos ou cidades. Customize a sua estratégia defensiva com diversas torres atualizáveis e seus aprimoramentos.

HUE Defense foi criado a partir da Unreal Engine 4 e possui nada menos que 26 fases cheias de ação. O mais legal é que as decisões tomadas pelo jogador terão impacto direto na campanha. Para defender a HUElândia haverá disponível cerca de sete Torres com 21 upgrades para montar a melhor estratégia. Isto para não mencionar as habilidades especiais que aparecem de tempos em tempos. O game segue um esquema bem semelhante ao divertido Defense Grid.

Mas não pense que as coisas em HUE Defense serão fáceis: os inimigos são ardilosos e podem atacar em bandos. De acordo com os desenvolvedores, são mais de 20 tipos de inimigos e é comum eles vierem te assaltar durante a campanha. Além disso, existem oito batalhas contra chefes que não devem ser moleza. Mas tudo isso com bom humor e boa diversão. “Essa cidade precisava de um toque, um toque partid…digo, gerencial. Admire, Defensor, as lindas ciclovias de nossa grande cidade: vermelho, todas em vermelho. Admita: este elegante vermelho cai muitíssimo bem”, diz um dos políticos corruptos. HUE Defense chega para a Steam no dia 6 de junho por R$ 24,99.

Abaixo tem o trailer de HUE Defense:

Criadores de Skydome transmitem livestream sobre a criação do game

O estúdio de games independente Kinship (criadores de Skydome) já é uma referência entre os estúdios paulistas, graças aos seu projetos ambiciosos. Agora o estúdio quer interagir com seus fãs através de uma nova abordagem: o estúdio decidiu realizar duas streams em suas redes sociais a fim de mostrar como é o processo de criação e desenvolvimento de games.

A primeira edição da chamada DevStream ocorreu na última quarta-feira (14) e pode ser vista aqui. A segunda edição ocorre no próximo dia 28 de fevereiro e o objetivo é dar alguma ideia do que os entusiastas por criação de games devem encontrar no futuro. As transmissões contam com a participação de Cheny Schmeling, diretor criativo, e João Rogatto, designer de UI e UX, que falam durante uma hora sobre design de interface e experiências de usuário, tomando como base o principal projeto do estúdio: Skydome.

Além de mostrar as questões processuais do design de interface, João e Cheny também respondem em tempo real as dúvidas enviadas pelo público. A transmissão fica disponível nas páginas e canais oficiais do /PlaySkydome no Facebook, YouTube e Twitch e será uma ótima oportunidade para os jovens desenvolvedores e fãs do projeto conversarem com os responsáveis pelo Action Tower Defense mais aguardado do ano.

Sobre Skydome

Skydome ocorre em um ambiente formado por ilhas flutuantes. Nesse ambiente, dois times batalham em arenas separadas e invocam ondas crescentes de personagens para conquistar o artefato adversário. Em paralelo, os times precisam defender seu próprio artefato dos avanços hostis das criaturas inimigas.

Cada jogador escolhe um campeão do Skydome entre vários disponíveis, sendo que cada um tem seu próprio estilo de jogo e um conjunto diferente de habilidades, como as poderosas e inovadoras intervenções, que podem ser lançadas diretamente na arena adversária. Uma intervenção bem utilizada, além de deixar as partidas mais interessantes e imprevisíveis, pode modificar completamente o resultado do confronto.

Abaixo tem um trailer de Skydome:

Vortex Game Studio organiza mini mostra de games nacionais no SESC Florêncio de Abreu

Quer apresentar seu game para mais pessoas? Pois o SESC Florêncio de Abreu vai realizar uma mostra de jogos brasileiros no dia 02/03 e se você tiver um game bacana para participar da exposição, dá tempo de inscrever seu jogo para participar do evento. A exibição prevê jogos para computadores, consoles, celulares e dispositivos VR, ou seja, você pode mostrar seu título para um público variado totalmente de graça independente da plataforma.

Os games serão disponibilizados gratuitamente para o público testar, além disso haverão de monitores para explicar como foram criados os jogos e facilitar a diversão. Alguns jogos famosos já estão previstos para a mostra do SESC, tais como Aritana e a Pena de Harpia, Amazonia, Full Metal Wars, Rocket Fist, Toren, Relic Hunters, entre outros.

Entretanto, ainda há espaço para quem quer fazer parte do evento, para isso basta preencher um formulário online demonstrando seu interesse em participar de uma seleção organizada pelo pessoal da Vortex Game Studios. O formulário é rapidinho, mas todas as perguntas são necessárias. São apenas perguntas sobre a equipe e o jogo. Você pode acessar o formulário aqui. Mas atenção: O preenchimento deste formulário NÃO é a garantia da presença do seu jogo no evento, pois o espaço é limitado e, portanto, a seleção se faz necessária.

Importante ressaltar que o time da Vortex não terá como fornecer acesso a internet durante o evento. Ademais, o evento do SESC promete ser uma oportunidade ótima para mostrar a evolução dos jogos brasileiros nos últimos anos. Quem sabe se a iniciativa der certo, pode se repetir em outras unidades do SESC?

Serviço – Mini Mostra de Games nacionais no SESC Florêncio de Abreu

Onde: SESC Florêncio de Abreu – Rua Florêncio de Abreu, 305/315, Centro São Paulo

Quando: 02/03/2018 das 10h às 18h.

Quanto: Entrada Gratuita

Inscrição: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSehnCj8pFnn85sMrWTaetyuy8JdbtXOhEgRkvpLCN1GF4KG9w/viewform

Organização: Vortex Game Studio

Site:  Mini Mostra de Games Brasileiros

Grandes Estúdios Brasileiros de Games #03: Cat Nigiri

Em 2017 um estúdio de Florianópolis, SC, conquistou bastante projeção nacional após o sucesso de dois jogos (Keen e Necrosphere). A Cat Nigiri recebeu nomeações importantes em eventos de grande porte como a SBGames São Paulo, SBGames Porto Alegre e o BIG Festival.

O mérito foi criar jogos divertidos, porém diferenciados em suas estéticas e objetivos. Formado em 2012, a Cat Nigiri tem por objetivo unir mecânicas simples com gameplay inovadores, e deu certo! Hoje vamos ver um pouco da visão desses talentosos desenvolvedores que já são reconhecidos como um dos principais do Brasil.

 

Qual o significado do nome Cat Nigiri?

Temos duas versões.

A primeira é sobre um nome aleatório que soasse “indie o suficiente” para um grupo de amigos que precisavam de um nome para o estúdio.

A outra –– que contamos para investidores –– é sobre um gato que é ágil, esperto, pequeno e muito fofo, assim como o nosso time. Além disso, o nigiri é uma comida simples (fatia de peixe, bolinho de arroz e raiz forte) que requer muita habilidade para fazer.

Só escolher a versão que você prefere.

 

O que levou vocês a essa vida de videogames?

Paixão, persistência e muito entusiasmo. Um pouco de inocência, também.

 

É difícil desenvolver games fora do eixo Rio-São Paulo?

Não. É bem tranquilo. Está cheio de cariocas e paulistas por aqui em Floripa, de qualquer forma.

 

Se vocês tivessem dinheiro infinito para contratar qualquer produtor de games do mundo, quem seria? Por quê?

Nenhum destes famosos. Gostamos de fazer os jogos do nosso jeito.

 

Afinal de contas, a quantas anda o mercado de jogos no Brasil? É uma época boa para investir no mercado/carreira? Ou é melhor vender açaí mesmo?

Ocorreram algumas coisas muito interessantes neste último ano:

Incentivos governamentais como Ancine e Finep que dão credibilidade para a nossa indústria de desenvolvimento de jogos.

Baixa dos juros que vai fazer muita gente tirar o dinheiro dos bancos e realmente investir em algo produtivo.

Leis específicas para promover o investimento-anjo em pequenas empresas.

Mudanças nas leis que facilitam a contratação de profissionais.

Montar uma barraca para vender açaí pode ser um bom investimento, também. Parecer ser uma hora boa para empreender.

 

Muitos dos seus jogos seguem um estilo de arte mais cartoon, já tentaram fazer algo puxado para o realismo?

Ainda não. Realismo é bem mais custoso. O nosso foco é sempre o gameplay.

 

Tanto o Keen quanto o Necrosphere receberam nomeações para o BIG Festival e outros eventos. Vocês ficaram surpresos com o sucesso de crítica e público?

Ficamos surpresos e agradecidos. Infelizmente, troféu não compra pão. Tivemos aclamação tanto aqui como lá fora, porém as vendas de Necrosphere para PC ainda não chegaram onde esperávamos.

 

O Necrosphere é bem difícil (mesmo). Qual foi a maior inspiração para o projeto?

O ódio dentro do coração do Caio, junto com Metroid, VVVVVV e um pouco de Twin Peaks.

 

O que é mais importante para um game: gráficos ou jogabilidade?

Somos desenvolvedores de jogos, portanto o mais importante é jogabilidade. Se fossemos desenvolvedores de gráficos, talvez fosse o contrário.

 

Qual o jogo mais surpreendente que vocês já jogaram?

O último que o time comentou bastante foi Super Mario Odissey e Doki Doki Literature Club.

 

É muito difícil manter um estúdio de games aberto por tantos anos no Brasil?

Fase mais longa e difícil que já tivemos em nossas vidas.

 

Vocês possuem carreiras paralelas ou já é possível sobreviver apenas com os games?

Já tivemos diversos day jobs para pagar as contas do estúdio, hoje, felizmente, com investidores interessados, podemos sobreviver 1 ano de desenvolvimento. Para os próximos anos, precisamos emplacar um jogo lucrativo.

Quanto tempo leva o processo de criação de um game, mesmo que este possua mecânicas simples?

Depende do jogo. Game jams normalmente levam 2 dias. Necrosphere para PC foi feito em 10 meses. Keen 3 anos.

 

Muita gente acredita que os jogos japoneses não possuem a mesma força de outrora. Vocês jogam títulos orientais? Alguma coisa que ninguém conhece e merece destaque?

Mentiras. Só ver Legend of Zelda Breath of the Wild e Super Mario Odissey.

 

Qual o segredo para o produtor iniciante conquistar um espaço em meio aos milhares de games que surgem todos os dias na Google Play?

Esta é uma pergunta que adoraríamos ter a resposta. Nossa palpite é fazer jogos realmente engajantes e com qualidade.

 

Qual a formação necessária para conquistar aquele emprego dos sonhos em um estúdio de renome no Brasil?

Nenhuma em específico. O principal é ter lançado jogos.

 

Alguma dica para quem não consegue terminar o Necrosphere?

Tente novamente!

 

 

Agradecimentos o Nando Guimarães, CEO da Cat Nigiri, que atendeu prontamente nossa equipe!

Grandes Estúdios Brasileiros de Games #01: Rockhead Games

Sabe aquelas propriedades intelectuais vindas dos games que deram o grande salto? Aquelas que viraram filmes, animações, brinquedos, camisetas, lancheiras etc? Pois é esse o foco da Rockhead Games, um estúdio relativamente jovem do Rio Grande do Sul, mas que já dá mostras de estar no caminho certo: são eles os responsáveis pelo megassucesso Starlit Adventures, jogo mobile com mais de 10 milhões de downloads.

Tanto a Apple quanto o Google deram destaque várias vezes desde o primeiro lançamento de Starlit Adventures em 2015, em todos os continentes. O universo de Starlit Adventures agora está se expandindo em novos jogos e transmídia, incluindo uma série animada para TV, quadrinhos e brinquedos. Vale mencionar que a Rockhead Games nasceu das mentes por trás da Southlogic Studios (Deer Hunter, Guim etc). Após a compra do estúdio pela Ubisoft, os desenvolvedores decidiram recomeçar do zero em 2010 e daí surgia um dos estúdios brasileiros mais importantes da atualidade.

Atualmente a Rockhead Games está preparando o lançamento de Starlit Archery Club, um spin off de Starlit Adventure inspirado em Bust-A-Move, da geração 16 bits. Ainda assim, o Rodrigo “Chips” Scharnberg, produtor assistente, reservou um tempo para responder algumas perguntas. Confira!

 

Como surgiu a ideia de desenvolver games?

A Rockhead foi fundada por dois desenvolvedores que iniciaram as suas carreiras em 1996 criando um jogo para PC chamado Guimo. Naquela época existiam pouquíssimos profissionais fazendo games aqui no Brasil. A ideia de mergulhar de cabeça veio da paixão em jogar games e também do hobby de fazer games por diversão.

 

Quantas pessoas trabalham na Rockhead Games? Onde vocês estão localizados?

Somos 12 colaboradores internamente e temos outras equipes externas que nos auxiliam com diversas partes dos projetos. Estamos em Porto Alegre, RS, dentro do TECNOPUC.

 

Qual a proposta do estúdio?

A proposta da Rockhead é desenvolver games que promovam uma experiência inesquecível e que possamos fazer o máximo em termos de qualidade dentro daquela proposta. Também queremos ver estes games aparecendo em outras mídias e isso já está acontecendo com o game Starlit Adventures. Além de novos games dentro deste universo, já fizemos HQs e uma série de animação está em desenvolvimento.

De onde veio o nome do estúdio?

Foi uma mistura de duas coisas: porque somos “cabeça dura” ao ter iniciado um estúdio novo, tudo do zero, após ter vendido o primeiro estúdio para a Ubisoft (em 2009). A segunda coisa é que adoramos os moais que apareceram nos games dos anos 80 feitos pela Konami!

 

Quantos games vocês produziram até agora? E qual foi o maior destaque de todos eles?

Em toda a nossa carreira, foram algumas dezenas! Na Rockhead o destaque até agora foi o Starlit Adventures que já tem mais de 10 milhões de downloads no mundo todo e ganhou destaques em várias lojas, bem como prêmios de melhor jogo em festivais no Brasil e na China.

Desde a criação do estúdio qual foi a maior dificuldade encontrada?

Desenvolver games free-to-play é um desafio incrível devido ao modelo de negócios em si. Imagine um comerciante que te dá de graça um produto e você só volta para pagar se realmente gostou. Obviamente o cara que fizer isso vai falir muito rápido! Pois é! Os games free-to-play têm feito isso de forma a pagar as contas!

 

Vocês já participaram de game jams? Como foi a experiência?

Participamos principalmente como “mentores” ou “jurados”, dado o nosso tempo de experiência no mercado. A nossa opinião é que jams são incríveis para praticar e acelerar muito o processo de profissionalização nessa área.

 

Como as famílias dos desenvolvedores reagiram ao saber que iam começar a trabalhar com jogos?

Bom, nos anos 90 imagine que isso não foi muito fácil!!! Mas felizmente as nossas famílias puderam nos apoiar principalmente nos primeiros anos em que não ganhávamos praticamente nada e já trabalhávamos muito!!!

 

Os jogadores brasileiros costumam gastar dinheiro com jogos indies?

Principalmente no Steam (PC) e nos games mobile vemos muitos desenvolvedores indie bem-sucedidos. Sabendo que o mercado brasileiro é bastante significativo em ambos, podemos dizer que a resposta é positiva!

Qual o projeto atual do estúdio?

Estamos trabalhando em mais de um projeto ao mesmo tempo e todos eles são baseados no universo de Starlit Adventures. Temos novos jogos surgindo como o Starlit Archery Club, que é um game PvP que envolve muita estratégia e precisão. Temos uma série animada para TV e VOD (video on demand) em desenvolvimento e está sendo um desafio enorme por ser um mercado completamente diferente dos games. Também estamos trabalhando em uma versão para PS4 de Starlit Adventures que será lançada em 2018.Nela é possível jogar multiplayer local com até quatro jogadores e está absurdamente divertida!

 

Atualmente os eventos dedicados a jogos nacionais como o BIG Festival e a área Indie da BGS estão dando bastante visibilidade aos produtores nacionais. Como vocês avaliam esse tipo de evento?

Estes eventos são fundamentais para a nossa indústria, pois precisamos aprender a valorizar aqui o que fazemos para nos fortalecer como indústria. Isso atrai mais jovens que passam a ver os games não só como consumidores, mas como uma potencial profissão. Vale lembrar que em países bem desenvolvidos a Indústria Criativa, a qual os games estão inseridos, gera empregos altamente qualificados e traz muitas divisas. Pense nos “bens intangíveis” como as propriedades intelectuais que a Disney, Marvel e Pixar têm, por exemplo. Precisamos ter coisas assim aqui no Brasil também!

Os impostos são um grande obstáculo para os consumidores e é sabido que encarecem os jogos, entretanto algumas iniciativas como a lei Rouanet parecem equilibrar um pouco as contas para o produtor (e consequentemente para o consumidor).  Vocês conhecem outras ferramentas que podem baratear os jogos brasileiros?

Creio que todo o desenvolvedor de games brasileiro deveria focar em cria-los para que sejam lançados globalmente, assim como fazem as empresas estrangeiras que os lançam aqui. Fora isso, o Brasil, como já sabemos, tem impostos altos e um sistema tributário complicado. O pior de tudo é que nós não recebemos um retorno proporcional a eles. Os games vendidos aqui sofrem dos mesmos males que vemos nos celulares e automóveis! Lá fora o preço é ridiculamente menor e nos sentimos otários sempre que compramos algo aqui. O que pode ser feito? Ano que vem tem eleições!!!

 

 

Qual a diferença dos jogos brasileiros comparados àqueles desenvolvidos por outros países?

Em muitos casos não há diferenças, pois há brasileiros que nem sabem, mas estão jogando games feitos aqui. Porém, ainda não temos produções de triple-A, que são aqueles games para PC ou consoles feitos por centenas de pessoas, ao longo de dois anos ou mais – as chamadas “superproduções”. Ainda assim, já temos empresas brasileiras participando dessas superproduções desenvolvendo arte aqui no Brasil, como no caso da Kokku que participou do Horizon Zero Dawn.

Talvez isso seja reflexo daquelas “décadas perdidas” em que não pudemos desenvolver games para consoles aqui no Brasil (nenhum fabricante autorizava a vinda de kits ao Brasil) e que mesmo até hoje o problema persiste na forma da dificuldade de importação destes itens (graças a nossa burocracia absurda). De qualquer forma, os desenvolvedores brasileiros já acharam meios de “contornar” o problema e distribuir seus games no mundo todo, e uma delas é o universo mobile.

 

Já vimos muitos casos de desenvolvedores talentosos que vão para o Canadá ou para os EUA. Por que isso ainda acontece?

Isso acontece em todas as áreas, na verdade. Infelizmente o nosso país não é muito atrativo nos quesitos mais básicos de uma sociedade organizada. Às vezes nem é a questão de ganhar um salário melhor, mas apenas o fato de poder andar na rua sem temer ser agredido ou até mesmo assassinado! Quem tem a oportunidade de viajar para outros países sempre acaba voltando com alguma vontadezinha de sair do Brasil principalmente por esses motivos básicos, pois a vida parece muito mais “light” do que aqui. Esse êxodo é inevitável enquanto não melhorarmos as condições de vida no Brasil. Nesse cenário, trabalhar com games é mais “internacionalizável” do que Direito ou Medicina, por exemplo, e você verá muitos desenvolvedores saindo com alguma facilidade caso sejam muito bons no que fazem.

 

Como vocês acham que serão os games do futuro?

Tecnologias novas vem surgindo a todo momento, como no caso da realidade virtual ou realidade aumentada. Essas são as “futurologias” mais óbvias. Porém, acho mais interessante observarmos novas tendências a partir de fatores amplos da sociedade e não apenas de uma tecnologia isolada. Veja a cultura dos e-sports e quais estão sendo seus reflexos no design dos games. Ou então, veja o empoderamento do jogador e da comunidade de jogadores quando existe conteúdo criado por eles mesmos. Onde as gerações mais novas estão aprendendo a jogar e como elas estão jogando? Acreditamos que esses fatores têm potencial de mudar mais radicalmente os games do que qualquer tecnologia por si só.

FOTO: CAIO ESCOBAR/PUCRS/DIVULGAÇÃO/JC

Ainda existe o preconceito dos jogadores brasileiros em relação aos jogos nacionais?

É triste, mas talvez ainda exista, sim. Quem sabe quando souberem que muitos estrangeiros estão jogando jogos brasileiros e que estes estejam recebendo prêmios no exterior isso os faça sentir um orgulho por ser brasileiro? Pois é, mas isso já está rolando!!!

 

Algum recado para quem sonha desenvolver games no Brasil?

Tenha foco e disciplina para exercitar seus “skills” como desenvolvedor. Monte um portfólio incrível. Procure parceiros complementares para fazer projetos mais audaciosos. Busque por cursos que te darão diplomas, mas não se esqueça que todo o curso é apenas uma “desculpa oficial” para mergulhar naquela profissão (os professores estarão lá para te orientar ou otimizar teu tempo, mas você que excederá o conteúdo básico). E o mais importante: a prática. Se você quer aprender a jogar futebol, terá que botar a bola no chão e chutar. Com games é a mesma coisa.

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NOTA DO REDATOR: A partir de hoje começamos uma nova série de entrevistas aqui no GameReporter! Como vocês sabem, nosso principal foco são os jogos independentes e a indústria nacional de jogos eletrônicos. Sempre soltamos aquela nota bacana quando um jogo merece destaque, fazemos reviews, e até cobrimos eventos com foco nesses jogos. Mas sempre nos perguntamos: quem são os caras por trás desses jogos?

A partir dessa pergunta inicial, resolvemos criar um especial cujo foco não são os games criados pelos desenvolvedores indies, mas sim os próprios desenvolvedores. A séries busca mostrar um pouco dos caras que fazem e movimentam a indústria local. A ideia é publicar uma entrevista por semana com diferentes desenvolvedores, sejam eles badalados ou não. Se você quer mostrar seu trabalho, por favor, entre em contato conosco para marcarmos aquela entrevista marota, hein!

Estes são os 25 estúdios nacionais que mais se destacaram em 2017, segundo a Abragames

Que o mercado de games nacionais está em alta não há dúvidas: a cada ano surgem games de alta qualidade e seus produtores logram conquistar prestígio nacional e internacional com cada vez mais frequência. Para celebrar o crescimento da indústria, e revelar o que virá em 2018, a Abragames (Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais) organizou nesta quinta-feira, o evento especial Abragames Apresenta: Jogos de Sucesso, em São Paulo.

Neste evento se reuniram 20 desenvolvedoras associadas à Abragames para expor os 25 maiores casos de sucesso deste ano, para um público composto por empresários, profissionais da indústria criativa, imprensa e representantes do Governo. A intenção foi destacar as grandes e pequenas empresas que fazem o Brasil ser bem visto pelas empresas de games mundial.

“Este ano foi o melhor da nossa indústria, e fruto de muito esforço de empresários que participaram dos mercados internacionais mais competitivos e especializados do mundo, com apoio da Apex-Brasil,” declarou Eliana Russi, gerente executiva do Projeto Brazilian Game Developers. “Em 2018, com o início da implantação de políticas públicas, como os Editais da Ancine e Finep, o talento e garra dos desenvolvedores brasileiros só dá um direcionamento claro:  nossa indústria é forte e veio para ficar.”

Em 2017 pela primeira vez a indústria de games passou a ter financiamentos públicos, somando mais de R$ 30 milhões, e esse investimento gerou os resultados mostrados no evento. Os 25 jogos apresentados foram financiados de diversas formas. A maioria deles (14) foi feita com recursos das próprias empresas, 10 deles foram feitos com financiamento público (através de investimentos e editais); 4 foram produzidos com investimento privado internacional, 2 foram feitos com ajuda de financiamento coletivo, e 1 com financiamento privado nacional.

Entre as empresas destacam-se 11 de São Paulo, 2 do Distrito Federal, 3 do Rio Grande do Sul, e 1 de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais cada. No total, estas empresas mobilizaram quase 170 pessoas na criação de seus jogos, que venceram 28 prêmios e receberam 24 outras nomeações. E um detalhe: quase metade (48,5%) deles ainda não foi lançada oficialmente.

Entre as empresas participantes do evento da Abragames, nota-se que muitas delas já tiveram seus games divulgados aqui no GameReporter e são bastante ovacionadas quando participam de eventos como o BIG Festival ou a Brasil Game Show. Confira a lista de produtores nacionais destacados pela Abragames:

Behold Studios (Distrito Federal), Cat Nigiri (Santa Catarina), Kinship Entertainment (São Paulo), Flux Game Studio (São Paulo), Fableware Narrative Design (Rio de Janeiro), Fira Soft (Distrito Federal), Skullfish Studios (São Paulo), Duaik (São Paulo), Ambize Studio (São Paulo), IMGNation Studios (Rio Grande do Sul), Pocket Trap (São Paulo), Among Giants (São Paulo), Sinergia Studios (São Paulo), Rockhead Games (Rio Grande do Sul), Webcore Games (São Paulo), Monomyto Game Studio (Mato Grosso do Sul), Mad Mimic (São Paulo), Rogue Snail (Minas Gerais), Mukutu Game Studio (São Paulo) e Aquiris Game Studio (Rio Grande do Sul).

Start Up Game Nacional promete facilitar a vida de desenvolvedores brasileiros

Você que é desenvolvedor indie sabe todas as pedras que surgem no caminha até a publicação e reconhecimento de seu produto por parte do público. A plataforma Game Nacional está surgindo para tornar a caminhada menos árdua. Basicamente é uma plataforma para ajudar a divulgar e receber apoio aos trabalhos de desenvolvedores indies de jogos digitais do Brasil, dando suporte desde a venda e compra de participação de seus projetos – que podem estar em estágio de desenvolvimento ou já finalizados.

A plataforma Game Nacional surgiu no final de 2016, em MG e ela funciona como uma startup fazendo uma seleção dos games com maior potencial de venda e público. A partir daí inicia-se um trabalho de advisor, apresentando o jogo para a mídia e investidores. Mais ou menos como um trabalho de assessoria/business. A intenção é impulsionar o cenário de jogos nacionais e tornar a vida do desenvolvedor mais fácil, não precisando se preocupar com detalhes extra-produção.

Alguns dos games apoiados pela Game Nacional

“Exibimos os games em eventos e festivais, apresentamos para investidores, orientamos sobre a gestão das redes sociais, fornecemos tradutores para dar uma nova perspectiva de distribuição para o game, oferecemos sonoplastia e suporte no relacionamento com a imprensa e influenciadores. Enfim, criamos toda base para levar o jogo a um outro patamar, podendo alcançar novas plataformas antes não vislumbradas como o Xbox, Playstation ou AppStore. Tudo isso com a curadoria de consultores experientes no mercado”, explica Adriano Reis, sócio da plataforma que atualmente conta no portfólio com seis jogos, dos quais três já receberam investimento.

Games que receberam apoio da Game Nacional

De acordo com os responsáveis, a plataforma Game Nacional já conquistou aporte para três jogos, e um deles está sendo atualizado para o lançamento até o final do ano. O primeiro deles foi Restless, um game 3D de ação com uma pegada de terror em terceira pessoa com puzzles. Outro jogo a receber apoio da start up foi DarkElf, um RPG 2D de ação com um visual vivo e um enredo dinâmico. Por fim, o game do Sansão, do gênero de ação e aventura com gráficos incríveis com uma história adaptada da Bíblia, também recebeu aporte e deve ser lançado a partir do segundo semestre deste ano.

Restless, um dos jogos beneficiados pelo projeto Game Nacional

Para o desenvolvimento deste trabalho, a startup conta com parceiros de peso, a BGC (Brasil Game Cup) e a BGS (Brasil Game Show), que disponibilizam stands para a apresentação dos jogos. A BGS é o maior evento de jogos da América Latina. Se você ficou curioso ou interessado, pode obter mais detalhes sobre o projeto no site oficial.