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Senac abre curso de Técnico em Programação de Jogos Digitais visando o crescimento do setor no Brasil

Investir numa carreira de sucesso eo que perturbar muitos jovens na hora de escolher uma profissão, afinal a idealização maior é trabalhar em algo que você gosta e que dê retorno financeiro no futuro. Mas você sabia que é possível unir seu hobby em videogames com uma carreira bem sucedida. Motivado por isto, o Senac EAD criou um novo curso voltado a quem quer trabalhar com produção de jogos.

E sim, é possível viver de jogos eletrônicos no Brasil. Segundo a NewZoo, uma das principais empresas de pesquisa sobre a indústria do setor, o Brasil possui o 13º maior mercado de games no mundo, com um total de 66,3 milhões de jogadores. Estes números revelam um mercado de oportunidades para quem quer investir na carreira e nos negócios envolvendo games. Não é por acaso que as principais editoras do mundo voltam seus olhos ao nosso país.

Esse potencial se torna ainda mais expressivo ao analisarmos outros dados, tais como os levantados pela consultoria PriceWaterhouseCoopers (PwC), que apontou que em 2016 o gasto com games no país foi de US$ 644 milhões. Para 2021, a expectativa é que este valor alcance US$ 1,4 bilhão, com crescimento médio de 17% ao ano. Muito desse dinheiro veio direto dos jogos mobile, deixando os mais céticos atônitos pela força de jogos como Pokémon Go ou Candy Crush Saga. Do total de gastos com jogos em 2016, a consultoria retromencionada informa que nada menos que US$ 220 milhões vieram de jogos mobile e este número deve chegar a US$ 712 milhões até 2021. E estamos falando apenas do Brasil!

Fonte: PriceWaterhouseCoopers

Com todo esse potencial de expansão, a tendência é que as empresas do segmento invistam cada vez mais em suas equipes, a fim de contar com profissionais preparados e atentos às inovações, além de atender com sucesso às exigências do seu público consumidor. Para André Ricardo Theodoro, coordenador dos cursos técnicos de informática e jogos digitais do Senac EAD, ainda há muito espaço para a expansão nesse mercado e as oportunidades para os profissionais são bem variadas.

O desenvolvedor de games pode atuar no segmento de jogos educacionais, jogos para treinamento ou, ainda, advergames que são utilizados para a divulgação de uma marca. Algumas empresas começaram por meio desse nicho de mercado, mas ainda há muito a ser explorado”, destaca André. O coordenador ressalta que o interessado em ingressar nesse setor deve ser curioso, gostar de desafios e estar sempre disposto a aprender.

Temos um guia bem interessante de instituições de ensino que oferecem o curso de jogos digitais. Há diferentes módulos, tais como Técnico em Programação de Jogos Digitais e Game Design Sênior. Ainda que pareça apenas um texto publicitário, aqui mesmo no GameReporter a gente posta vagas de emprego para quem é profissional do ramo. Uma das instituições que oferecem o curso é o Senac EAD, que, aliás, está com inscrições abertas até o dia 21 de setembro.

Ao fim do curso, ele terá uma produção própria, que poderá ser utilizada como portfólio em busca de oportunidades no mundo do trabalho”, diz André Theodoro.

A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 300 polos presenciais para avaliações de cursos de pós-graduação emais de 260 para graduação.

Serviço: Técnico em Programação de Jogos Digitais – Senac EAD

Carga horária: 1.000 horas (15 meses)
Descontos: 20% para comerciário mediante autodeclaração no ato da inscrição; 5% para pagamento à vista (módulo).
Inscrições: até o dia 21/9/2018

Mini Ini Mo, da produtora Gilp Studio, é um dos finalistas do Google Play Indie Games Festival

Já falamos aqui do genial game Indie Mini Ini Mo, da desenvolvedora brasileira Gilp Studio. Pois bem, o game não para de crescer! O título foi um dos indicados para a final da primeira edição do Google Play Indie Games Festival LATAM.

A premiação da gigante da tecnologia foi criada com o propósito de incentivar o surgimento de novos desenvolvedores de jogos indie na América Latina. Além da Gilp, outros 14 desenvolvedores de jogos receberam indicações, sendo três brasileiros e os demais da Argentina, Chile, Colômbia, Guatemala, México, Paraguai e Uruguai.

No próximo dia 24 de fevereiro uma equipe de jurados, composta por cinco pessoas escolhidas pelo Google, anunciará os três melhores games e o resultado será apresentado no evento Google Campus São Paulo. Os vencedores devem ganhar bastante credibilidade, além da visibilidade óbvia trazida pelo selo da Google.

“Todos os finalistas estão de parabéns, assim como o Google por trazer essa iniciativa para a América Latina e dar mais visibilidade aos desenvolvedores incríveis que existem por aqui”, disse Lucas Humberto Montes Ferreira, gerente de negócios e sócio fundador da Gilp Studio.“Estar entre os 15 finalistas já é uma grande honra. Vamos apresentar o jogo aos jurados e aproveitar o tempo livre para conhecer o restante dos desenvolvedores finalistas e seus jogos”, finalizou Lucas.

Para quem não conhece, Mini Ini Mo é um jogo de quebra-cabeça e aventura desenvolvido pela Gilp Studio com arte assinada pela Farândola e som pelo Chederrecords Studio, empresas de economia criativa de Uberlândia.

No game você controla 3 personagens: o Mini, o Ini e o Mo e cada um tem uma característica única. O objetivo é vencer os desafios com raciocínio lógico e criatividade para que essas criaturinhas possam encontrar seu caminho de volta para casa. O download do jogo já está disponível no Google Play.

Abaixo tem um trailer de Mini Ini Mo:

Grandes Estúdios Brasileiros de Games #03: Cat Nigiri

Em 2017 um estúdio de Florianópolis, SC, conquistou bastante projeção nacional após o sucesso de dois jogos (Keen e Necrosphere). A Cat Nigiri recebeu nomeações importantes em eventos de grande porte como a SBGames São Paulo, SBGames Porto Alegre e o BIG Festival.

O mérito foi criar jogos divertidos, porém diferenciados em suas estéticas e objetivos. Formado em 2012, a Cat Nigiri tem por objetivo unir mecânicas simples com gameplay inovadores, e deu certo! Hoje vamos ver um pouco da visão desses talentosos desenvolvedores que já são reconhecidos como um dos principais do Brasil.

 

Qual o significado do nome Cat Nigiri?

Temos duas versões.

A primeira é sobre um nome aleatório que soasse “indie o suficiente” para um grupo de amigos que precisavam de um nome para o estúdio.

A outra –– que contamos para investidores –– é sobre um gato que é ágil, esperto, pequeno e muito fofo, assim como o nosso time. Além disso, o nigiri é uma comida simples (fatia de peixe, bolinho de arroz e raiz forte) que requer muita habilidade para fazer.

Só escolher a versão que você prefere.

 

O que levou vocês a essa vida de videogames?

Paixão, persistência e muito entusiasmo. Um pouco de inocência, também.

 

É difícil desenvolver games fora do eixo Rio-São Paulo?

Não. É bem tranquilo. Está cheio de cariocas e paulistas por aqui em Floripa, de qualquer forma.

 

Se vocês tivessem dinheiro infinito para contratar qualquer produtor de games do mundo, quem seria? Por quê?

Nenhum destes famosos. Gostamos de fazer os jogos do nosso jeito.

 

Afinal de contas, a quantas anda o mercado de jogos no Brasil? É uma época boa para investir no mercado/carreira? Ou é melhor vender açaí mesmo?

Ocorreram algumas coisas muito interessantes neste último ano:

Incentivos governamentais como Ancine e Finep que dão credibilidade para a nossa indústria de desenvolvimento de jogos.

Baixa dos juros que vai fazer muita gente tirar o dinheiro dos bancos e realmente investir em algo produtivo.

Leis específicas para promover o investimento-anjo em pequenas empresas.

Mudanças nas leis que facilitam a contratação de profissionais.

Montar uma barraca para vender açaí pode ser um bom investimento, também. Parecer ser uma hora boa para empreender.

 

Muitos dos seus jogos seguem um estilo de arte mais cartoon, já tentaram fazer algo puxado para o realismo?

Ainda não. Realismo é bem mais custoso. O nosso foco é sempre o gameplay.

 

Tanto o Keen quanto o Necrosphere receberam nomeações para o BIG Festival e outros eventos. Vocês ficaram surpresos com o sucesso de crítica e público?

Ficamos surpresos e agradecidos. Infelizmente, troféu não compra pão. Tivemos aclamação tanto aqui como lá fora, porém as vendas de Necrosphere para PC ainda não chegaram onde esperávamos.

 

O Necrosphere é bem difícil (mesmo). Qual foi a maior inspiração para o projeto?

O ódio dentro do coração do Caio, junto com Metroid, VVVVVV e um pouco de Twin Peaks.

 

O que é mais importante para um game: gráficos ou jogabilidade?

Somos desenvolvedores de jogos, portanto o mais importante é jogabilidade. Se fossemos desenvolvedores de gráficos, talvez fosse o contrário.

 

Qual o jogo mais surpreendente que vocês já jogaram?

O último que o time comentou bastante foi Super Mario Odissey e Doki Doki Literature Club.

 

É muito difícil manter um estúdio de games aberto por tantos anos no Brasil?

Fase mais longa e difícil que já tivemos em nossas vidas.

 

Vocês possuem carreiras paralelas ou já é possível sobreviver apenas com os games?

Já tivemos diversos day jobs para pagar as contas do estúdio, hoje, felizmente, com investidores interessados, podemos sobreviver 1 ano de desenvolvimento. Para os próximos anos, precisamos emplacar um jogo lucrativo.

Quanto tempo leva o processo de criação de um game, mesmo que este possua mecânicas simples?

Depende do jogo. Game jams normalmente levam 2 dias. Necrosphere para PC foi feito em 10 meses. Keen 3 anos.

 

Muita gente acredita que os jogos japoneses não possuem a mesma força de outrora. Vocês jogam títulos orientais? Alguma coisa que ninguém conhece e merece destaque?

Mentiras. Só ver Legend of Zelda Breath of the Wild e Super Mario Odissey.

 

Qual o segredo para o produtor iniciante conquistar um espaço em meio aos milhares de games que surgem todos os dias na Google Play?

Esta é uma pergunta que adoraríamos ter a resposta. Nossa palpite é fazer jogos realmente engajantes e com qualidade.

 

Qual a formação necessária para conquistar aquele emprego dos sonhos em um estúdio de renome no Brasil?

Nenhuma em específico. O principal é ter lançado jogos.

 

Alguma dica para quem não consegue terminar o Necrosphere?

Tente novamente!

 

 

Agradecimentos o Nando Guimarães, CEO da Cat Nigiri, que atendeu prontamente nossa equipe!

Grandes Estúdios Brasileiros de Games #01: Rockhead Games

Sabe aquelas propriedades intelectuais vindas dos games que deram o grande salto? Aquelas que viraram filmes, animações, brinquedos, camisetas, lancheiras etc? Pois é esse o foco da Rockhead Games, um estúdio relativamente jovem do Rio Grande do Sul, mas que já dá mostras de estar no caminho certo: são eles os responsáveis pelo megassucesso Starlit Adventures, jogo mobile com mais de 10 milhões de downloads.

Tanto a Apple quanto o Google deram destaque várias vezes desde o primeiro lançamento de Starlit Adventures em 2015, em todos os continentes. O universo de Starlit Adventures agora está se expandindo em novos jogos e transmídia, incluindo uma série animada para TV, quadrinhos e brinquedos. Vale mencionar que a Rockhead Games nasceu das mentes por trás da Southlogic Studios (Deer Hunter, Guim etc). Após a compra do estúdio pela Ubisoft, os desenvolvedores decidiram recomeçar do zero em 2010 e daí surgia um dos estúdios brasileiros mais importantes da atualidade.

Atualmente a Rockhead Games está preparando o lançamento de Starlit Archery Club, um spin off de Starlit Adventure inspirado em Bust-A-Move, da geração 16 bits. Ainda assim, o Rodrigo “Chips” Scharnberg, produtor assistente, reservou um tempo para responder algumas perguntas. Confira!

 

Como surgiu a ideia de desenvolver games?

A Rockhead foi fundada por dois desenvolvedores que iniciaram as suas carreiras em 1996 criando um jogo para PC chamado Guimo. Naquela época existiam pouquíssimos profissionais fazendo games aqui no Brasil. A ideia de mergulhar de cabeça veio da paixão em jogar games e também do hobby de fazer games por diversão.

 

Quantas pessoas trabalham na Rockhead Games? Onde vocês estão localizados?

Somos 12 colaboradores internamente e temos outras equipes externas que nos auxiliam com diversas partes dos projetos. Estamos em Porto Alegre, RS, dentro do TECNOPUC.

 

Qual a proposta do estúdio?

A proposta da Rockhead é desenvolver games que promovam uma experiência inesquecível e que possamos fazer o máximo em termos de qualidade dentro daquela proposta. Também queremos ver estes games aparecendo em outras mídias e isso já está acontecendo com o game Starlit Adventures. Além de novos games dentro deste universo, já fizemos HQs e uma série de animação está em desenvolvimento.

De onde veio o nome do estúdio?

Foi uma mistura de duas coisas: porque somos “cabeça dura” ao ter iniciado um estúdio novo, tudo do zero, após ter vendido o primeiro estúdio para a Ubisoft (em 2009). A segunda coisa é que adoramos os moais que apareceram nos games dos anos 80 feitos pela Konami!

 

Quantos games vocês produziram até agora? E qual foi o maior destaque de todos eles?

Em toda a nossa carreira, foram algumas dezenas! Na Rockhead o destaque até agora foi o Starlit Adventures que já tem mais de 10 milhões de downloads no mundo todo e ganhou destaques em várias lojas, bem como prêmios de melhor jogo em festivais no Brasil e na China.

Desde a criação do estúdio qual foi a maior dificuldade encontrada?

Desenvolver games free-to-play é um desafio incrível devido ao modelo de negócios em si. Imagine um comerciante que te dá de graça um produto e você só volta para pagar se realmente gostou. Obviamente o cara que fizer isso vai falir muito rápido! Pois é! Os games free-to-play têm feito isso de forma a pagar as contas!

 

Vocês já participaram de game jams? Como foi a experiência?

Participamos principalmente como “mentores” ou “jurados”, dado o nosso tempo de experiência no mercado. A nossa opinião é que jams são incríveis para praticar e acelerar muito o processo de profissionalização nessa área.

 

Como as famílias dos desenvolvedores reagiram ao saber que iam começar a trabalhar com jogos?

Bom, nos anos 90 imagine que isso não foi muito fácil!!! Mas felizmente as nossas famílias puderam nos apoiar principalmente nos primeiros anos em que não ganhávamos praticamente nada e já trabalhávamos muito!!!

 

Os jogadores brasileiros costumam gastar dinheiro com jogos indies?

Principalmente no Steam (PC) e nos games mobile vemos muitos desenvolvedores indie bem-sucedidos. Sabendo que o mercado brasileiro é bastante significativo em ambos, podemos dizer que a resposta é positiva!

Qual o projeto atual do estúdio?

Estamos trabalhando em mais de um projeto ao mesmo tempo e todos eles são baseados no universo de Starlit Adventures. Temos novos jogos surgindo como o Starlit Archery Club, que é um game PvP que envolve muita estratégia e precisão. Temos uma série animada para TV e VOD (video on demand) em desenvolvimento e está sendo um desafio enorme por ser um mercado completamente diferente dos games. Também estamos trabalhando em uma versão para PS4 de Starlit Adventures que será lançada em 2018.Nela é possível jogar multiplayer local com até quatro jogadores e está absurdamente divertida!

 

Atualmente os eventos dedicados a jogos nacionais como o BIG Festival e a área Indie da BGS estão dando bastante visibilidade aos produtores nacionais. Como vocês avaliam esse tipo de evento?

Estes eventos são fundamentais para a nossa indústria, pois precisamos aprender a valorizar aqui o que fazemos para nos fortalecer como indústria. Isso atrai mais jovens que passam a ver os games não só como consumidores, mas como uma potencial profissão. Vale lembrar que em países bem desenvolvidos a Indústria Criativa, a qual os games estão inseridos, gera empregos altamente qualificados e traz muitas divisas. Pense nos “bens intangíveis” como as propriedades intelectuais que a Disney, Marvel e Pixar têm, por exemplo. Precisamos ter coisas assim aqui no Brasil também!

Os impostos são um grande obstáculo para os consumidores e é sabido que encarecem os jogos, entretanto algumas iniciativas como a lei Rouanet parecem equilibrar um pouco as contas para o produtor (e consequentemente para o consumidor).  Vocês conhecem outras ferramentas que podem baratear os jogos brasileiros?

Creio que todo o desenvolvedor de games brasileiro deveria focar em cria-los para que sejam lançados globalmente, assim como fazem as empresas estrangeiras que os lançam aqui. Fora isso, o Brasil, como já sabemos, tem impostos altos e um sistema tributário complicado. O pior de tudo é que nós não recebemos um retorno proporcional a eles. Os games vendidos aqui sofrem dos mesmos males que vemos nos celulares e automóveis! Lá fora o preço é ridiculamente menor e nos sentimos otários sempre que compramos algo aqui. O que pode ser feito? Ano que vem tem eleições!!!

 

 

Qual a diferença dos jogos brasileiros comparados àqueles desenvolvidos por outros países?

Em muitos casos não há diferenças, pois há brasileiros que nem sabem, mas estão jogando games feitos aqui. Porém, ainda não temos produções de triple-A, que são aqueles games para PC ou consoles feitos por centenas de pessoas, ao longo de dois anos ou mais – as chamadas “superproduções”. Ainda assim, já temos empresas brasileiras participando dessas superproduções desenvolvendo arte aqui no Brasil, como no caso da Kokku que participou do Horizon Zero Dawn.

Talvez isso seja reflexo daquelas “décadas perdidas” em que não pudemos desenvolver games para consoles aqui no Brasil (nenhum fabricante autorizava a vinda de kits ao Brasil) e que mesmo até hoje o problema persiste na forma da dificuldade de importação destes itens (graças a nossa burocracia absurda). De qualquer forma, os desenvolvedores brasileiros já acharam meios de “contornar” o problema e distribuir seus games no mundo todo, e uma delas é o universo mobile.

 

Já vimos muitos casos de desenvolvedores talentosos que vão para o Canadá ou para os EUA. Por que isso ainda acontece?

Isso acontece em todas as áreas, na verdade. Infelizmente o nosso país não é muito atrativo nos quesitos mais básicos de uma sociedade organizada. Às vezes nem é a questão de ganhar um salário melhor, mas apenas o fato de poder andar na rua sem temer ser agredido ou até mesmo assassinado! Quem tem a oportunidade de viajar para outros países sempre acaba voltando com alguma vontadezinha de sair do Brasil principalmente por esses motivos básicos, pois a vida parece muito mais “light” do que aqui. Esse êxodo é inevitável enquanto não melhorarmos as condições de vida no Brasil. Nesse cenário, trabalhar com games é mais “internacionalizável” do que Direito ou Medicina, por exemplo, e você verá muitos desenvolvedores saindo com alguma facilidade caso sejam muito bons no que fazem.

 

Como vocês acham que serão os games do futuro?

Tecnologias novas vem surgindo a todo momento, como no caso da realidade virtual ou realidade aumentada. Essas são as “futurologias” mais óbvias. Porém, acho mais interessante observarmos novas tendências a partir de fatores amplos da sociedade e não apenas de uma tecnologia isolada. Veja a cultura dos e-sports e quais estão sendo seus reflexos no design dos games. Ou então, veja o empoderamento do jogador e da comunidade de jogadores quando existe conteúdo criado por eles mesmos. Onde as gerações mais novas estão aprendendo a jogar e como elas estão jogando? Acreditamos que esses fatores têm potencial de mudar mais radicalmente os games do que qualquer tecnologia por si só.

FOTO: CAIO ESCOBAR/PUCRS/DIVULGAÇÃO/JC

Ainda existe o preconceito dos jogadores brasileiros em relação aos jogos nacionais?

É triste, mas talvez ainda exista, sim. Quem sabe quando souberem que muitos estrangeiros estão jogando jogos brasileiros e que estes estejam recebendo prêmios no exterior isso os faça sentir um orgulho por ser brasileiro? Pois é, mas isso já está rolando!!!

 

Algum recado para quem sonha desenvolver games no Brasil?

Tenha foco e disciplina para exercitar seus “skills” como desenvolvedor. Monte um portfólio incrível. Procure parceiros complementares para fazer projetos mais audaciosos. Busque por cursos que te darão diplomas, mas não se esqueça que todo o curso é apenas uma “desculpa oficial” para mergulhar naquela profissão (os professores estarão lá para te orientar ou otimizar teu tempo, mas você que excederá o conteúdo básico). E o mais importante: a prática. Se você quer aprender a jogar futebol, terá que botar a bola no chão e chutar. Com games é a mesma coisa.

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NOTA DO REDATOR: A partir de hoje começamos uma nova série de entrevistas aqui no GameReporter! Como vocês sabem, nosso principal foco são os jogos independentes e a indústria nacional de jogos eletrônicos. Sempre soltamos aquela nota bacana quando um jogo merece destaque, fazemos reviews, e até cobrimos eventos com foco nesses jogos. Mas sempre nos perguntamos: quem são os caras por trás desses jogos?

A partir dessa pergunta inicial, resolvemos criar um especial cujo foco não são os games criados pelos desenvolvedores indies, mas sim os próprios desenvolvedores. A séries busca mostrar um pouco dos caras que fazem e movimentam a indústria local. A ideia é publicar uma entrevista por semana com diferentes desenvolvedores, sejam eles badalados ou não. Se você quer mostrar seu trabalho, por favor, entre em contato conosco para marcarmos aquela entrevista marota, hein!

Pesquisa da Kantar revela maior interesse das mulheres na tecnologia

Neste dia Internacional das Mulheres, a Kantar Brasil Insights realizou uma pesquisa que aponta maior participação do público feminino em todos os ramos da tecnologia, como games, serviços de straming e smartphones. O tema da disparidade de gênero tem feito parte de reuniões de negócios, estratégias de contratação, posicionamentos de marca e até debates em grandes eventos, como foi o caso recente da Mobile World Congress, que através da programação Women4Tech levantou debates que provocavam sobre a necessidade de mais inclusão feminina na indústria de tecnologia móvel.

Na semana do dia internacional da mulher, é interessante ver que aos poucos o mercado também vai refletindo essas mudanças, especialmente dentro do setor de tecnologia. Dados da Kantar mostram que no Brasil as mulheres têm se interessado mais por vídeo games nos últimos 3 anos, segundo dados do estudo Connected Life.

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Em 2015, 30% das mulheres no Brasil que possuem acesso à internet tinham um console de games, enquanto 9% declaravam ter intenções de comprar um vídeo game no futuro. Dois anos mais tarde, 40% das brasileiras possuem um vídeo game em casa, enquanto 15% pretendem comprar um.

“O aumento do interesse das mulheres por games e tecnologia, em geral, está muito associado ao incentivo”, explica Aline Pereira, jornalista e editora do coletivo MinasNerds. Para ela, esses setores sempre foram dominados por homens e as mulheres nunca foram encorajadas a descobri-los. “Os coletivos, como o MinasNerds, ajudam a mostrar que elas não estão sozinhas, que existem milhares de outras garotas que enfrentam as mesmas dificuldades, mas que apoiamos umas às outras”, defende ela.

Além disso, grupos e comunidades de games e de tecnologia com foco no público feminino incentivam o diálogo, a troca de ideias e experiências e o empoderamento. A própria indústria de tecnologia e games acaba precisando rever seus posicionamentos.

“A boa notícia é que ao longo dos últimos anos as mulheres têm ficado menos tolerantes [ao sexismo] e mais conscientes em relação à estereótipos que inferiorizam as mulheres, o que faz com que a indústria gradualmente passe a investir em histórias e personagens que fogem de preconceitos de gênero”, conclui Pereira.

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O mesmo tipo de mudança também pode ser percebido com a tecnologia móvel, como smartphones e tablets. Hoje, 91% das mulheres do Brasil possuem um smartphone e 49% pretendem comprar (ou atualizar os seus) smartphones. Tablets também estão nas mãos de 48% das brasileiras, um bom crescimento se comparado aos 27% de 2015.

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Ao comparar mulheres dos principais mercados globais, como EUA, Reino Unido, França, China, Espanha, Malásia e Cingapura, as brasileiras estão entre as que mais se interessam em comprar equipamentos tecnológicos como tablets, console de games, smartphones, smartwatches, dispositivos de realidade virtual e serviços de streaming online, um comportamento bem similar ao de outros mercados em desenvolvimento, como China e Malásia. Entre estes países, o Brasil aparece entre os top 3 onde as mulheres mais possuem smartwatches e serviços de streaming online.

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Em termos de consumo de mídias digitais, mulheres e homens no Brasil tem comportamentos muito parecidos. Não existem diferenças significantes entre os gêneros em termos de acesso a redes sociais ou ao tempo gasto em sites/aplicativos como Twitter, Facebook e Linked In, ou até mesmo em sites de entretenimento, como Netflix ou Spotify, segundo dados do Target Group Index da Kantar IBOPE Media. Além disso, 41% das brasileiras declaram se manter em dia com os avanços tecnológicos e 59% dizem fazer a maior quantidade possível de buscas antes de comprar um equipamento eletrônicos.

No entanto, ainda se percebe uma disparidade de comportamento entre os gêneros no Brasil no modo como as mulheres acompanham as novidades de tecnologia ou no comportamento de compra de aparelhos tecnológicos. Elas ainda estão menos propensas a visitar sites de tecnologia (23% das mulheres versus 28% dos homens) e também estão menos propensas a pedir conselho aos amigos na hora de comprar um equipamento eletrônico (23% das mulheres versus 30% dos homens).

Oitava geração já responde por 64% do faturamento do mercado brasileiro jogos de vídeo game, aponta GfK

Ainda que as pessoas acreditem que a 8º geração de videogames ainda esteja engatinhando no Brasil, a Gfk, empresa global que monitora vendas reais de games e de diversas categorias de eletroeletrônicos em todo o Brasil, divulgou dados referentes ao ano de 2016 que aponta que a nova geração de videogames já responde por 64% do faturamento do mercado nacional de videogames.

O número representa um crescimento de 18,8% em relação ao ano anterior, quando representou 49% do faturamento do setor. Ainda de acordo com o levantamento da GfK, o mercado total de games fechou 2016 com retração de 16,6% em volume de unidades vendidas, na comparação com o ano anterior. Em faturamento, a retração foi menor, de 10,7% em relação a 2015.  Conforme explica o coordenador de atendimento da GfK, Filipe Mori, a diferença entre os  percentuais resulta da variação do preço médio do produto, que aumentou 7,1% durante 2016.

homepage-hero-bg-xsAinda segundo Filipe Mori, em alinhamento com as vendas de jogos, os consoles mais vendidos são os da nova geração, como o PS4 e o Xbox One. Os dois modelos respondem por 61,2% das unidades comercializadas no Brasil. Isto deixa claro que aos poucos o público já começa a migrar para as plataformas mais modernas. A expectativa é que em 2017 esse percentual seja ainda maior com a possibilidade da economia mais aquecida.

Ranking

A análise do mercado de jogos para vídeo game por gênero mostra que os jogos mais vendidos em 2016 foram os de “ação e aventura” (39%) das vendas, e os de “esportes” (23,4%).  “Os dois gêneros mais vendidos registraram ligeiro crescimento na comparação com o ano anterior”, assinala Mori.

O interessante mesmo é o ranking de jogos mais vendidos, que elege Fifa 17 como o título mais popular entre jogadores brasileiros. Minecraft continua fazendo história (ficando em segundo lugar no ranking. E por fim, temos PES 2017 em terceiro lugar. O game exclusivo de uma determinada plataforma mais popular foi Uncharted 4: A Thief’s End.

Confira abaixo o ranking de jogos mais vendidos em 2016, de acordo com a Gfk:

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Segredo dos Games revela o crescimento do mercado de games no Brasil

O mercado de jogos no Brasil não para de crescer. Estima-se que o o rendimento em 2016 será de 1.25 bilhões apenas aqui no Brasil. E ainda tem gente achando que os videogames est’ao com os dias contados. Para rebater essa informações e para trazer mais dados significativos sobre a indústria, o pessoal do Segredo dos Games preparou um infográfico com desenas de dados referentes ao mercado e a comunidade de jogadores.

Para se ter ideia, os jogos eletrônicos movimentaram cerca de US$ 99,6 bilhões apenas em 2016. Deste arrecadamento todo, o mercado de jogos para PCs parece ser o mais atraente para desenvolvedores e investidores, seguido de perto pelos consoles e logo em seguida pelos jogos para celular. Aqui no Brasil a história não é diferente: nosso país lidera com folga o faturamento se considerado apenas a América Latina com mais de US$ 1,3 bilhões.

No infográfico do Segredo dos Games, também aponta que ao contrário do que se pensa as mulheres já são a maioria dos consumidores. Sim, isso mesmo: as mulheres já são a maioria dos gamers. Talvez muito disso seja porque a plataforma mais popular sejam os celulares, que são utilizados por mais de 77% das pessoas entrevistadas. Se você é investidor ou game design dê uma olhada no infográfico, pois ele pode ter respostas para seu próximo produto:

Confira abaixo o infográfico do Segredo dos Games:

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Big Gods aposta no cenário competitivo americano de League of Legends 

A Big Gods – uma das principais organizações do eSport do País – acabou de anunciar a expansão de sua atuação para o cenário competitivo norte-americano de League of Legends, tornando-se a primeira equipe brasileira a disputar uma liga fora do País. O time, que conta com um dos treinadores mais conhecidos do mercado brasileiro, Ednilson “Jukaah” Vargas, jogará em 14 de dezembro uma partida que definirá a participação da equipe na Challenger Series americana.

“Os Estados Unidos contam com o cenário competitivo de eSports mais desenvolvido do mundo e levamos isso em conta ao decidir expandir a atuação da Big Gods para esse mercado. O Brasil tem a torcida mais apaixonada e uma das mais engajadas – então pensamos em unir o melhor dos dois: ter a representatividade e o alcance do cenário norte-americano, com o tempero e a ‘ginga’ brasileira no eSport”, afirma Danilo Salgueiro, CEO da Big Gods. “Estamos muito confiantes na equipe que estamos montando”, completa.

“Esta é uma oportunidade única em minha carreira e estou honrado por ter sido escolhido pela Big Gods para fazer parte da equipe no cenário competitivo americano. Vou auxiliar os jogadores a darem o melhor de si e montar boas táticas para a partida decisiva na realização do sonho de disputar a Challenger Series em 2017”, revela Ednilson “Jukaah” Vargas.

Mais sobre a Big Gods

A lineup de League of Legends completa, assim como novidades sobre a equipe, serão divulgadas nos próximos dias no Facebook e no Twitter da organização. Para quem não conhece, a Big Gods é uma das principais organizações do eSport brasileiro. A organização foi criada em 2015 pela Egg and Bacon e atualmente conta com equipes em diferentes jogos (Counter-Strike, HearthStone, League of Legends e Street Fighter V). O time é o primeiro a expandir sua atuação e apostar em uma equipe nos Estados Unidos.

 

SENAI Francisco Matarazzo recebe o 1º Fórum Acadêmico de Jogos Digitais do Brasil em setembro

A segunda quinzena de setembro guarda mais um evento dedicado a discutir o setor de jogos eletrônicos no Brasil. No dia 19 de setembro o SENAI  Francisco Matarazzo, localizado na Capital Paulista, recebe o 1º Fórum Acadêmico de Jogos Digitais do Brasil. O encontro é organizado pela ACIGAMES em parceria com o Instituto Tech School.

A intenção é debater formas de como melhorar o ensino da área de games do Brasil. De acordo com os organizadores, o evento deve ampliar a discussão sobre a formação, bem como aproximar a academia do mercado, proporcionando cursos que preparem melhores e que também permitam oportunidades de reciclagem e renovação.

O encontro vai reunir uma série de professores, alunos e pesquisadores do setor de  games. Entre as personalidades confirmadas estão o Moacyr Alves, presidente da ACIGAMES; os professores Francisco Isidro Massetto, da UFSCar; Alvaro Gabriele Rodrigues, da Fatec Carapicuíba; Jorge Alberto França Proença, da Fundação Melanie Klein; Alan Henrique Pardo de Carvalho, Faculdade Impacta de Tecnologia e da Fatec São Caetano do Sul, entre muitos outros.

Entre os temas abordados estão Expectativa X Realidade: o que o mercado espera dos cursos de jogos e o que os cursos de jogos esperam do mercado; O perfil dos cursos de Produção e Desenvolvimento de Jogos; Quem pode/deve fazer um curso de desenvolvimento de jogos?; Cursos online; Dificuldades Tributárias; entre outros.

A entrada é gratuita, porém é necessário confirmar a presença. Para isso, é necessário fazer uma inscrição no site. Lembrando que o número de participantes é limitado. O evento inicia às 09h e vai até as 16h45. O Fórum é altamente indicado para quem quer entender mais sobre o mercado de jogos eletrônicos e metodologias de ensino que podem ser adotadas no Brasil.

1º Fórum Internacional Acadêmico de Jogos Digitais

Quando: 19 de setembro de 2015

Onde: SENAI Francisco Matarazzo – Rua Correia de Andrade,232
Brás – São Paulo – SP

Quanto: Grátis

Informações : http://www.forumacademicodejogos.com.br/

Sioux e Blend divulgam nova pesquisa sobre o mercado de jogos nacional

Após um período de 3 meses, a Sioux e a Blend reuniram forças para realizar uma nova pesquisa para mapear a indústria dos jogos nacional e seus jogadores. A pesquisa teve apoio da Acigames e da ESPM com a finalidade de mostrar como é composto o público de jogadores brasileiros, o que eles jogam e como eles jogam.

Para isso, foram ouvidos 909 jogadores, fossem de consoles ou de smartphones. A pesquisa revelou dados interessantes, como o fato de que as mulheres representam quase a metade dos jogadores ativos e que menos de 10% deles se consideram “gamers”. A plataforma mais utilizada para jogar segue sendo os smartphones, seguidos de perto pelos consoles de mesa.

De acordo com a Acigames, essa a melhor e mais completa pesquisa de games voltada para o mercado nacional e por fim, os varejistas podem contar com um quadro real de todo o mercado de games do Brasil.

Pesquisa: mercado de jogos nacional