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CEO da ESL Brasil fala sobre o cenário de eSports e um pouco de sua experiência no mercado

Seu sonho é se tornar um profissional dos eSports, mas não sabe por onde começar? Aqui você pode encontrar algumas dicas valiosas, afinal não existe autoridade maior para falar de eSports do que o Leo De Biase, CEO da ESL Brasil, maior empresa de Esports do mundo. De Biase resolveu compartilhar um pouco de sua experiência e sobre o cenário brasileiro.

Abaixo você confere o artigo:

Por mais restrito que possa parecer, o mercado dos esportes eletrônicos é uma indústria mundial milionária, que proporciona diversas possibilidades de atuação e carreira. Assim como os esportes tradicionais, a estrutura por trás dos famosos cyberatletas, competições e organizações é enorme. E para entregar resultados emblemáticos é preciso contar com profissionais de diferentes segmentos.

Após 20 anos atuando no segmento, posso dizer que, atualmente, “entender de games” pode abrir mais possibilidades profissionais do que nunca. Desde o lançamento das lan houses em meados 1998, descobri que para trabalhar com games não era preciso ser um jogador profissional ou entender tudo de programação. Eu cursava administração de empresas e trabalhava na American Express quando conheci a Monkey, primeira lan house brasileira em São Paulo. Larguei tudo para empreender ao lado dos fundadores da empresa e promover o crescimento da marca no país, apresentando essa grande novidade aos brasileiros: os esportes eletrônicos.

Foi nessa época que me deparei, nos fóruns online sobre os games, com as ligas profissionais de esports, que já existiam nos Estados Unidos, na Europa e principalmente na Coreia do Sul. Logo depois fui conhecer a CPL (Cyberathlete Professional League) em Dallas e trouxe essa ideia para o Brasil, trazendo um dos primeiros torneios internacionais para o país: A Virtua CPL Latin America, em 2001, na cidade de Sao Paulo. Os torneios ainda eram bastante amadores, mas já demonstravam o grande potencial do cenário competitivo no país. Todo o caminho para o reconhecimento do setor foi bastante desafiador, mas foi após o sucesso mundial do Counter Strike e a chegada da banda larga no Brasil, que inúmeras oportunidades de carreira na área começaram a sugir.

Do desenvolvedor dos jogos até os atletas e organizadores de eventos, existem diversas funções: designers gráficos, profissionais de TI, contabilidade, especialistas em marketing, audiovisual e social media, relações públicas, imprensa especializada, gerentes de comunidade e times, apresentadores, narradores, comentaristas, analistas, treinadores, cargos executivos, jurídicos, entre outras.

É muito importante lembrar que para conseguir um emprego em qualquer área relacionada à tecnologia e, principalmente, em qualquer negócio multinacional é imprescindível o conhecimento de dois ou mais idiomas, principalmente o inglês. No caso dos games não é diferente. Ainda, de acordo com os gráficos anuais da Internet World Stats, esse é o idioma mais utilizado na internet e por isso, consequentemente, nos esportes eletrônicos. Para nós brasileiros, o espanhol também é bastante importante para o networking com a América Latina.

Durante minha carreira, atuei em várias posições, principalmente na área de Marketing de importantes empresas como NVIDIA, Bigpoint e Level Up! Games, com a principal estratégia de tornar o mercado de jogos no Brasil cada vez maior, mais reconhecido e mais lucrativo. O resultado de anos de trabalho, meus e de outros colegas da área, está se mostrando bastante positivo, o que comprova o último relatório da Newzoo, que já coloca o Brasil como o terceiro país que mais consome esports no mundo.

Ainda, de acordo com o Ministério da Cultura, o faturamento do setor de games no Brasil em 2017 alcançou R$ 1,3 bilhão. Mundialmente esse número chegou aos R$ 116 bilhões e a estimativa é de que continue crescendo em média 7,3% ao ano. Todo esse sucesso atrai ainda mais marcas e empresas não-endêmicas a buscarem investimentos no segmento, o que, consequentemente, significa mais e melhores oportunidades de trabalho.

Nos estúdios brasileiros da ESL, a maior empresa de esports do mundo, contamos com 40 funcionários que trabalham diariamente para entregar campeonatos e conteúdo de qualidade para nossos mais de 7 milhões de expectadores. Trabalhamos, além da organização de torneios, na criação de conteúdo ao vivo e original através de plataformas, abrangendo serviços relacionados à tecnologia gamer, gestão de eventos e produção televisiva voltados ao mercado de esports. Além dos cargos fixos, contamos com outras várias oportunidades temporárias em apenas uma das diversas empresas do ramo no Brasil.

Para se aventurar neste mundo aberto de possibilidades que é o mercado de esports nem sempre é preciso partir para o óbvio. Já existem cursos especializados em desenvolvimento de games, tecnologia da informação, engenharia eletrônica e afins, também já existem cursos para se tornar um atleta, porém é bastante possível unir o amor aos esports às profissões tradicionais e outras que ainda não precisam de formação superior. O essencial é a dedicação e o empenho para tornar esse hobbie, profissão.

Texto por: Leo De Biase, CEO da ESL Brasil

ABCDE anuncia a primeira temporada da Superliga de League of Legends

Se você é fã de League of Legends e tem um clube do coração, fique atento: mais um torneio deve reunir as equipes mais badaladas do Brasil. A partir do dia 4 de novembro, terá início a primeira temporada da Superliga ABCDE de League of Legends. Organizada pela Associação Brasileira de Clubes de eSports (ABCDE), a competição terá como um de seus principais papeis estender o calendário da modalidade no Brasil. A Superliga será disputada por dez clubes filiados à associação entre novembro e dezembro.

O torneio será organizado pela ESL Brasil e terá a participação dos seguintes 10 clubes: Brave eSports, CNB eSports Club, INTZ eSports Club, Kabum eSports, Vivo Keyd, paiN Gaming, ProGaming eSports, Operation Kino, Team One eSports e T Show eSports Club. Todos os participantes são membros da ABCDE.

“É com enorme alegria que comunicamos a criação deste torneio. Uma das premissas da ABCDE é fomentar os eSports no Brasil, e acho que esse é um passo muito importante para todas as partes. É a chance dos torcedores de League of Legends se aproximarem ainda mais de seus ídolos. Estamos atendendo ao pedido de toda a comunidade. É um marco para o League of Legends nacional”, afirma Carlos Fonseca, presidente da ABCDE.

Os 10 participantes da Superliga serão divididos em dois grupos de cinco equipes cada. Os times jogarão entre si, em sistema de turno e returno. As disputas na fase inicial serão em melhor de dois (md2). Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificarão para as semifinais. As fases eliminatórias serão jogadas em melhor de cinco (md5).

As disputas serão presenciais. Serão quase 80 jogos até o fim da competição – número que eleva a quantidade de partidas realizadas pelos clubes brasileiros e vai auxiliar no desenvolvimento técnico do cenário.

“Quanto mais jogos pudermos fazer, melhor para todos. Para os jogadores, times e, sobretudo, os fãs de LoL. E a competição é pensada para ajudar exatamente neste aspecto. O torcedor agora terá ainda mais contato com o cenário competitivo. É um torneio que só tem a agregar ao circuito. Esperamos que seja o primeiro grande passo da nossa associação”, analisa Fonseca.

A decisão da Superliga será realizada em dezembro. Todas as partidas serão transmitidas via Youtube e Twitch. Mais detalhes no site da Associação.

League of legends – Riot Games lança portal UNILoL para unir universitários

Na última quinta-feira (13) a Riot Games anunciou a criação do UNILoL, um portal universitário através do qual estudantes de todo Brasil poderão cadastrar clubes de League of Legends de suas faculdades. O objetivo da Publisher é criar um espaço que conecte jogadores de LoL de uma mesma instituição, mais ou menos como funciona as ligas universitárias americanas. Os interessados poderão acessar o portal por meio do site especial ou diretamente através do site brasileiro de League of Legends.

De acordo com a Riot, o UNILoL segue uma tendência global e é uma maneira encontrada de fomentar os eSports dentro do território acadêmico e impulsionar a comunidade brasileira de jogadores. O aplicativo vai funcionar como um hub, que listará todos os clubes universitários do país com base em sua localização geográfica. O cadastro dos clubes deve ser realizado pelos alunos por meio dos diretórios acadêmicos de suas universidades.

lolNo Brasil, há uma grande intersecção entre essa comunidade e pessoas que estão ou estarão cursando o curso superior nos próximos anos. O UNILoL chega, portanto, com a missão de atender uma demanda já existente de jogadores-estudantes e com o propósito de engajar uma comunidade formada por universitários com interesses em comum. Quem sabe é possível até criar novos clubes através desta ideia ou ver a Mackenzie disputando com a FMU, por exemplo?

Além de criar um ambiente online único, através do qual os estudantes poderão cadastrar e consultar os clubes das instituições, o UNILoL também vai dar dicas sobre como dar visibilidade para os clubes e sobre regras de conduta na plataforma. A ideia, é claro, é incentivar o comportamento positivo, dentro e fora dos clubes, com o objetivo de desenvolver uma comunidade competitiva saudável também no âmbito universitário.

“Acreditamos que jogar League com um grupo de amigos ou conhecidos é mais prazeroso para todos e, por isso, o UNILoL é um projeto estratégico para a Riot no país”, afirma Márcio Orlandi, diretor de League of Legends da Riot Games no Brasil. “Estamos oferecendo aos jogadores formas alternativas e divertidas de jogar e competir”, completa o executivo.