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Brasileiro está na final do Square-Enix Latin America Game Contest

Square-Enix Latin America Game Contest

Quem se lembra do Square-Enix Latin America Game Contest? Pois é a disputa chegou na fase decisiva em que o público deve escolher seus jogos favoritos. Como muitos sabem, o concurso engloba toda a América Latina, e não apenas o Brasil. Entretanto engana-se quem achou que o Brasil não teria nenhum representante nesta fase.

Um webgame brasileiro está entre os dez finalistas e foi desenvolvido pelo time do Renan Reis, que já apareceu nas páginas do GameReporter com seu game bem humorado Gritar Hero. O jogo que lhe valeu entrar na etapa decisiva do concurso da Square é o Galaxy Runner.

O título coloca o jogador no controle de um cometa Deus da Destruição que chega até o planeta para causar a devastação em toda a sua superfície. O destaque é que o cometa do jogo foi previsto por uma profecia Maia a se realizar em meados de 2012 (!). O controle é em primeira pessoa e o desafio é desviar de obstáculos utilizando o mouse para coletar estrelas em túneis interdimensionais. A missão é chegar na Terra para arrasá-la completamente.

O game é simples porém divertido, e já está disponível para testes, basta acessar a página do jogo. Você pode jogar e posteriormente avaliar o título para ajudar nossos compatriotas a impressionar o pessoal da Square. Apostamos que com toda essa onda de fim de mundo, esse game tem tudo para fazer bastante sucesso por aí!

Presidente da Square Enix fala sobre o Latin America Contest e como a empresa vê o Brasil

Em poucos meses a poderosa Square Enix irá organizar um grande concurso de games chamado Latin America Contest. Já falamos dele algumas vezes aqui no GameReporter, contudo este é um pequeno de uma audaciosa estratégia da empresa para portar com os dois pés firmes em território Latino Americano.

Conforme nos contou Yasuhiro Fukushima, presidente honorário da companhia, em entrevista exclusiva, os planos é de abrir um escritório nessa região. E o melhor: o Brasil está na mira da companhia responsável por Dragon Quest e Final Fantasy. Se a ideia correr como espera o executivo, nosso país tem tudo para se tornar um importante pólo criativo e produtor de games em um futuro muito próximo.

Contudo, o Brasil não é o único que está sendo visado pela Square, portanto é necessário que os candidatos ao concurso se esforcem se quiserem a tão esperada oportunidade para trabalhar em conjunto com uma das maiores produtoras de games do mundo.

Além disso, o bom desempenho dos brasileiros pode ser fator decisivo na abertura de um escritório no Brasil. Só nos resta torcer para que os desenvolvedores daqui façam bonito e aproveitem o tempo que ainda resta até o concurso para dar aquela merecida polida em seus projetos.

Confira abaixo a entrevista exclusiva de Fukushima para o GameReporter:


GameReporter: Como surgiu a ideia do Square Enix Latin America Contest?

Yasuhiro Fukushima: Como muitos sabem quando criamos a nossa primeira empresa, a Enix, nosso primeiro passo foi criar o concurso First Game Hobby Program Contest, que foi um sucesso. Acreditamos que a América Latina tem muito potencial de crescimento no mercado de jogos eletrônicos como no Japão daquela época, portanto decidimos criar algo semelhante e descobrir novas IPs.

Existem semelhanças entre este concurso e aquele que você organizou nos tempos da criação da Enix? Quais seriam elas?

Basicamente o formato será o mesmo. Após o encerramento das inscrições será feita uma filtragem dos candidatos que deve durar até setembro. O próximo estágio será selecionar os finalistas e disponibilizar os jogos para votação popular.

O Sr.  já teve alguma experiência com jogos produzidos por brasileiros? Qual a impressão que teve?

Não, ainda não tive nenhum contato, porém estou muito interessado no que os brasileiros são capazes de fazer. Organizamos um almoço com desenvolvedores brasileiros a fim de conhecê-los melhor e discutir sobre o concurso. E até onde soube, os brasileiros são muito inventivos.

Evidentemente foi proposital a escolha pela produção de jogos para plataformas mobile. Gostaríamos de entender como e porque vocês chegaram neste objetivo.

O principal motivo foi o número da população do Brasil e, sobretudo, da América Latina. Acreditamos que seja o momento certo para esta ação. Além disso, o número de celulares é maior do que o de consoles domésticos.

Mas aqui no Brasil o mercado de celulares e games móveis ainda não está no patamar do Japão e EUA. Vocês acreditam que esse é de fato um bom investimento?

Essa é a realidade do Brasil hoje, porém nossos estudos apontam que em dois anos a tecnologia estará bem avançada. Muitos acreditam que o Brasil tem a mania de copiar o que vem dos americanos, porém acreditamos que o crescimento do mercado aqui será explosivo.

Visto que a Square Enix fez estudos sobre o mercado russo e indiano. Há alguma razão especial para o concurso ocorrer por aqui e não em países como China, Rússia ou Índia?

Não há um motivo específico, apenas acreditamos que este seja o momento mais adequado para entrar nesse mercado, que vem crescendo a olhos vistos. Faremos concursos similares nesses países em breve, porém decidimos que a América é um bom lugar para começar esse projeto.

Assim que ouvimos falar da Square Enix no Brasil, já pensamos em algum tipo de Final Fantasy com alguma referência ao nosso país. Contudo, vocês deixaram claro que o plano é buscar novas propriedades intelectuais. Porém há poucos cursos voltados ao game design e o mercado de trabalho ainda é escasso. Você acredita que estamos em condições de lançar um grande titulo?

Ao olhar para todas as indústrias de entretenimento como o cinema música e literatura em cada país do mundo, seja no Japão, EUA ou Brasil, notamos e sentimos que o mercado depende muito do conteúdo produzido localmente. Esse é o padrão em vários locais do mundo e em longo prazo os jogos brasileiros devem ganhar maior importância. É sempre bom, manter a cultura de seu próprio país consumir produtos oriundos de seu próprio país.

De acordo com informações, a Square tem planos de montar uma filial na América latina. Quantos escritórios serão montados e quais serão os critérios levados em consideração para escolher qual país abrigará o novo escritório?

Haverá somente um escritório, mas provavelmente haverá pessoas de diferentes países trabalhando nele.

Naturalmente cada país tem suas particularidades, prós e contras. Estamos estudando como se comportam o mercado Mexicano, Chileno e Brasileiro e esse evento será decisivo para nossa escolha. Podemos adiantar que o maior problema do Brasil atualmente são os altos impostos.

Muito se tem dito por aqui que o mercado de games está em declínio no Japão por causa de uma suposta ausência de “criatividade” dos produtores de lá. Isso é verdade? E a que se deve esse suposto declínio?

Não condiz com a realidade. Esses são boatos criados por alguns profissionais que não fizeram a pesquisa corretamente. Na verdade temos dados que comprovam o quanto o mercado de jogos mobile está em franca expansão no Japão.

Como será a participação da Acigames no concurso?

Basicamente eles agirão como nossos parceiros e ajudarão a promover o evento. Ainda não os conheci pessoalmente, porém devo encontrá-los em breve e discutir algumas questões.

[Nota do redator: o almoço com o pessoal da Acigames ocorreu horas após a conclusão dessa entrevista]

O que achou do Brasil e dos brasileiros?

Infelizmente passei a maior parte do tempo no hotel fazendo entrevistas e tratando de negócios, por isso não tive a oportunidade de conhecer a cidade e as pessoas mais intimamente, contudo, pelo que pude ver, o Brasil é cheio de pessoas interessantes.

Algum recado para os fãs da Square Enix aqui no Brasil?

Estamos vindo para a América Latina com o intuito de buscar novos talentos capazes de desenvolver novos games e esperamos que a empreitada seja bem sucedida e que as pessoas divirtam-se com os jogos que criarmos.

*Agradecimentos especiais ao amigo Wolfigang Emiliano.

Presidente da Square Enix vêm ao Brasil para falar sobre o Latin America Game Contest 2012

Aí está a grande chance para os desenvolvedores de games no Brasil mostrarem do que são capazes e conquistarem o espaço ao sol que tanto almejavam. Conforme já havíamos adiantado, a Square Enix, a proeminente produtora de Final Fantasy, anunciou oficialmente o lançamento do concurso Square Enix Latin America Game Contest 2012. E para mostrar que a coisa é séria mesmo, tem até alto executivo vindo para cá falar com os jogadores.

O concurso, para quem não soube, tem como objetivo descobrir novos talentos em nosso país, e dar a eles a real oportunidade de levar seus projetos a vôos mais altos. Para promover o concurso e evidenciar a seriedade do projeto, o próprio fundador e presidente honorário da Square Enix virá ao Brasil. O Sr. Yasuhiro Fukushima irá falar sobre o concurso em evento a ser realizado neste sábado (21/04/2012)  a partir das 10 horas no auditório da PUC-SP no campus Marquês de Paranaguá, 111 (em São Paulo/SP) com entrada franca. Veja mais detalhes aqui.

“Este concurso terá como alvo toda a região latino-americana, sendo aberto a profissionais e amadores. Esperamos que pessoas de diversas áreas se juntem e que muitos criadores talentosos sejam descobertos através desta iniciativa. Vamos juntos trazer os melhores jogos da América Latina para o mundo!”, disse Yasuhiro Fukushima, fundador e Presidente Honorário da Square Enix.

De acordo com o Sr. Fukushima a própria história da Square começou com um concurso similar a este que eles estão promovendo. Ou seja, quem sabe não é do Brasil que vai surgir mais produtoras tão influentes quanto a Square?

A história da SQUARE ENIX começou com um concurso. Em 1982 fizemos o primeiro concurso “Game Hobby Program Contest” para descobrir brilhantes desenvolvedores de jogos no Japão. Este concurso foi avaliado como uma iniciativa que contribuiu para o desenvolvimento de toda a indústria de jogos, já que mais tarde, muitos participantes se tornaram líderes no desenvolvimento de jogos no Japão. Na América Latina, o primeiro passo da Square Enix será o concurso Square Enix Latin America Game Contest 2012, e estamos ansiosos para repetir a nossa história aqui também”.

Vale lembrar que para participar do concurso não há restrição com relação ao gênero do game, o que mais conta é a criatividade. Contudo o foco serão os games para smartphones, tablets e browser. Além disso, os concorrentes devem se atentar a criar o jogo em Português, Inglês ou espanhol. O prazo para o envio dos trabalhos é entre os dias 1 e 31 de agosto de 2012. O primeiro prêmio leva a quantia de US$ 20.000.

Mais informações através do site da competição.