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Authentic Games lança aplicativo com jogos e uma vila virtual

Quem é fã de Minecraft sabe que uma das personalidades mais conhecidas no Brasil é o Authentic Games, o youtuber Marco Túlio, que publica diariamente suas aventuras para uma audiência de mais de 17 milhões de inscritos. Pois bem, o influenciador acaba de anunciar uma grande novidade para seus “maninhos e maninhas”: a criação do aplicativo oficial do Authentic.

No app, desenvolvido em parceria com a Little Giants Game Studio, os fãs podem se divertir em uma vila virtual cheia de histórias e diálogos próprios. A trilha sonora foi produzida pelo Estúdio 9 Volts, o mesmo responsável por todos os trabalhos da Turma da Mônica. A intenção é aproximar o Marco Túlio de seus fãs e trazer grandes novidades para quem curte jogos digitais para os mais jovens.

Na aventura, que está disponível para os sistemas operacionais iOS e Android, o jogador pode explorar a vila procurando por prêmios escondidos, além de jogar cinco minigames com muitas recompensas. O aplicativo já está disponível pelo preço de R$ 3,90.

“Nesses jogos, é possível também testar a memória em desafios visuais e sonoros, ajudar o chefe da vila a montar hambúrgueres, pegar ossinhos para o cão Shake e coletar moedas e diamantes para personalizar o personagem Authentic”, explica o agente de negócios do Authentic Games, Cristiano Ornelas.

Riot Games lança nova coleção de histórias em quadrinhos chamada League of Legends: Lux

Esta notícia é para os fãs de League of Legends: a Riot Games e a Marvel Entertainment renovaram a parceria para  o lançamento  de uma nova coleção de história em quadrinhos inspirada no universo de LoL chamada League of Legends: Lux. Com lançamentos mensais, a série vai contar com cinco edições, sendo que o primeiro quadrinho já estará disponível na versão em português no dia 8 de maio no site Universo de League of Legends.

De acordo com a Riot, a série vai contar a história de Luxanna Crownguard, personagem de League of Legends mais conhecida como “Lux”, que luta para controlar as habilidades mágicas que possui, já que em Demacia, reino onde vive, a magia é proibida. O quadrinho também irá explorar as relações de Lux com seu irmão, o Campeão Garen, e Sylas, Campeão mago de Demacia que passou 15 anos na prisão até conseguir se libertar.

Essa é a segunda coleção da parceria entre a Riot Games e a Marvel, seguindo o sucesso da série League of Legends – Ashe: Mãe de Guerra, disponível nas plataformas do Universo LoL desde dezembro de 2018. O lançamento mostra que os videogames realmente são produtos transmidia com alcance global.

Mais informações sobre o lançamento em breve!

 

Rei do Cangaço – Game brasileiro coloca o jogador no papel de Lampião em uma aventura no purgatório

Nosso destaque do dia é cortesia da Ignite Games e é um prato cheio para quem ama a cultura brasileira: O Rei do Cangaço é um shooter que se passa na época do cangaço brasileiro e explora a figura do lampião. O grande destaque é que o jogo foi todo desenvolvido visando a tecnologia de realidade virtual, mostrando que o mercado nacional está atento às novas tecnologias também.

O Rei do Cangaço conta uma trama fictícia de Lampião em uma “vida após a morte”. De acordo com a descrição do jogo, após ser morto em uma emboscada, o rei do cangaço descobre que antes de ser julgado por seus crimes, terá de ir ao purgatório a fim de caçar demônios chamados “filhos da peste” e libertar espíritos penitentes. Sim, apesar de contar com uma figura histórica, o título possui elementos fantásticos.

Para derrotar os adversários o jogador conta com duas armas divinas chamadas Cruz Credo e Asa Branca, uma delas serve para enviar suas vítimas para o céu, enquanto que a outra conduz as almas para o inferno. Cabe ao jogador decidir o futuro de quem cruzar seu caminho. Além dessas armas, Lampião carrega um poderoso punhal capaz de cortar efeitos mágicos.

Uma vez que O Rei do Cangaço foi produzido para tecnologia VR, o jogador é contemplado com cenários bem detalhados e coloridos. O objetivo da Ignite Games foi produzir um ambiente que lembre bem o sertão nordestino. Os traços dos personagens, vale dizer, é bem cartunesco e divertido.

O título chegou a aparecer na BGS 2018, onde os visitantes puderam ter um gostinho do que a produtora está preparando e a recepção foi bem positiva e tem tudo para agradar o público brasileiro. A expectativa é que a experiência final seja enriquecida com um modo história bem desenvolvido e mais referências às histórias de Lampião e do Nordeste.

A data de lançamento ainda é incerta, mas há a previsão de lançamento para julho deste ano através da Steam. Se você ficou interessado no projeto, basta acessar a página oficial do jogo no Facebook para acompanhar as novidades ou através da página da Ignite Games.

Abaixo tem o trailer de O Rei do Cangaço:

The Queen’s Race – jogo promove a diversidade enquanto te desafia a ser a rainha das passarelas

O game de hoje é inspirado na ideia de luta pela igualdade de gêneros. Desenvolvido pela equipe da Checkpoint Studios, The Queen’s Race coloca o jogador no comando de drags em corridas bem peculiares. Trata-se de um aplicativo em que o jogador cria seu avatar, o personaliza e corre contra outras corredoras em provas e minijogos bem casuais.

Antes de se lançar na corrida o jogador deve escolher etnia, biótipo etc. A possibilidade de personalização é bem grande. O objetivo é fazer com que sua drag prove ter as habilidades necessárias para prosseguir na disputa e desfilar nas passarelas virtuais e ser coroada a maior drag queen do mundo.

Para alcançar a fama e a glória o jogador deve passar por minijogos, passatempos, e muitos outros desafios. A cada desafio vencido, você ganha pontos e dinheiro do jogo para editar ainda mais o personagem. Os minigames de The Queen’s Race não seguem uma linearidade, de modo que o jogador fica livre para decidir qual desafio pretende enfrentar primeiro, entretanto é necessário ganhar os pontos para seguir na aventura.

Há alguns momentos bem pitorescos em The Queen’s Race, como a temida fase Lip Sync for Play. Basicamente trata-se de um karaokê em que o jogador deve realizar uma série de comandos para manter sua drag cantando. Isto ocorre sempre que há uma vergonhosa derrota na fase. O jogador pode voltar à corrida do ponto que parou, mas antes terá de enfrentar o Lip Sync a fim de convencer os jurados que você merece uma segunda chance no desafio.

O objetivo do game é promover a luta e os movimentos LGBT de maneira divertida, mostrando que todos podem se divertir e merecem seu espaço ao sol. Você pode obter mais informações sobre The Queen’s Race na página do Facebook.

Abaixo tem um trailer de The Queen’s Race:

 

O que você precisa saber sobre o Google Stadia

Já fazia algum tempo que as grandes players do mercado ambicionavam desenvolver um sistema que dispensasse a necessidade de mídias físicas, vide a desastrosa apresentação do Xbox One em 2013. A recepção da caixa da Microsoft foi mal recebida graças as políticas pouco amistosas de DRM. A empresa de Redmond acabou voltando atrás na ideia de ter um console permanentemente conectado à internet, mas serviu para deixar a comunidade de sobreaviso: uma hora isto iria acontecer.

No decorrer dos anos que se seguiram a Microsoft continuou mantendo viva a ideia de ter um sistema para quem quer jogar online, porém ao invés de manter o DRM, a empresa passou a incentivar os jogadores a continuar no mundo online. Para isso, continuou os esforços com a Xbox Live e criou o serviço Xbox Game Pass – altamente elogiado pela comunidade gamer. A Sony, por outro lado, colheu os louros bilionários do serviço PS Now, bem como a EA com seu Acess.

A Google quer jogar

Com todas as empresas ganhando rios de dinheiro com a ideia de “alugar” jogos através de uma assinatura mensal, ficou claro que a moda veio pra ficar. E não é por menos, considere esses serviços de streaming tentavam repetir a fórmula de sucesso da Netflix. Era certo que em algum momento uma grande empresa de tecnologia (que não fosse tradicional no segmento de games) tentaria pegar um bolo dessa fatia. E é aí que surge a Google.

No último dia 19 de março, a gigante dos buscadores anunciou durante a Game Developers Conference seus planos para entrar no ramo dos jogos eletrônicos através do Google Stadia, um serviço de streaming por assinatura que permite ao usuário jogar os games mais procurados da atualidade sem ter um console. A ideia é poder jogar em televisores, tablets e smartphones com resoluções superiores a 4k a 60 fps, sem ter de desembolsar um caminhão de dinheiro para comprar um videogame.

Na teoria, você só precisa assinar o serviço, ter um controle, ou dispositivo compatível e fazer a festa. Todo o jogo seria processado pelos servidores e computadores da Google. Imagine jogar o vindouro Elder Scrolls VI sem precisar comprar um videogame novo ou um disco do jogo? Promissor, hein. Entretanto, a Google terá alguns desafios pela frente. Em relatório, os analistas da KeyBanc Capital Markets apostam que a velocidade de conexão será um desafio intermitente para a Google fora do eixo EUA-Canadá.

“Embora tenhamos ficado impressionados com o lançamento, acreditamos que a velocidade da internet pode continuar sendo um problema para a adoção global”, diz o relatório da KeyBanc. O problema real é que especialistas apostam que para manter uma conexão estável rodando jogos em alta qualidade as operadores de banda larga precisam oferecer ao menos 50 MB de internet. Imagine a complicação aqui no Brasil, em que algumas regiões nem contam com disponibilidade de reles 1 MB.

Se a velocidade de internet e estabilidade de conexão são um desafio a ser vencido, ao menos uma batalha a Google pode dizer que está no papo: poder de processamento. De acordo com a gigante da tecnologia, o Stadia possui 10,7 Teraflops, contra os 6,0 do Xbox One X e os 4,2 do Playstation 4 Pro. Isto faz do Stadia a “plataforma” mais poderosa do momento.

Outra vantagem é que o Stadia roda em Linux, o que torna a tarefa de desenvolver muito mais amistosa aos desenvolvedores com poucos recursos. A ideia é que os produtores possam desenvolver seus games diretamente da nuvem do Google. “Descobrimos que podemos levar qualquer jogo grande para qualquer dispositivo por meio do Google Chrome”, afirmou o presidente do Google Sundar Pichai no palco da GDC 2019.

Um detalhe importante: o Stadia será bem amistoso para realizar streaming através do Youtube, a fim de capturar as atenções de grandes influenciadores e do público aficionado por tecnologia. Se você quiser utilizar controles para jogar, fique à vontade, pois os controles do Xbox One e do PS4 poderão ser utilizados para jogar no Stadia.

O Google Stadia veio para destronar Sony, Nintendo e Microsoft, uma tarefa árdua e que vai depender tão somente dos preços praticados na assinatura e do catálogo de jogos disponíveis. As empresas rivais podem se gabar de contarem com grandes franquias, como Halo, God of War e Mario, enquanto que a Google tem o histórico de ser bem amistosa com desenvolvedores (leia-se a Google Play). O futuro é promissor. A única dúvida que fica é se as limitações de velocidade ao redor do mundo e a falta de jogos exclusivos poderão ser o calcanhar de aquiles do Stadia

Abertas as inscrições do Programa Launch 2019 da Playbor

Se você quer ter a oportunidade alavancar aquele seu projeto gamer bacana, eis a oportunidade: estão abertas as inscrições da 3ª edição do Programa Lauch da Raja Ventures. Neste ano o programa vai ser gerenciado pela Playbor, primeira pré-aceleradora com foco em games do mundo. Para participar seu projeto deve ser identificado como jogo digital ou aplicativo gamificado; ter foco nas plataformas mobile e estar em estágio inicial. A temática é livre.

O programa visa ajudar empreendedores do mercado de games na criação de empresas a partir de ideias ou projetos inovadores, apoiando no desenvolvimento da versão demonstrativa de seu jogo digital ou aplicativo gamificado, na validação de problema e solução e no lançamento da startup para os clientes no mercado. O objetivo é impulsionar o mercado de jogos mobile no Brasil e revelar novos talentos. Para se inscrever, clique aqui.

Basicamente os interessados no Programa Launch devem preencher a ficha de inscrição no site e aguardar a avaliação do júri. Os projetos selecionados passarão por 1 mês de aceleração, em que submeterão suas ideias e projetos inovadores à metodologia de 3 fases do programa, sendo elas a Game Jam, a Pré-aceleração e a Demoday. O período de inscrições está aberto e vai até o dia 07/04/2019.

De acordo com a Playbor, a Game Jam segue o programa básico, ou seja, uma maratona de desenvolvimento de jogos com 48 horas de duração, com a finalidade de concepção ou aprimoramento dos jogos digitais e aplicativos gamificados selecionados. Após isso será dado início a fase de Pré-aceleração – uma série de eventos online – com possibilidade de participação presencial – que consistem em mentorias, workshops, acompanhamentos e avaliações com profissionais que compreendem intelectual e metodologicamente sobre aspectos inerentes ao empreendedorismo no mercado de games mobile.

Por fim, será organizado o Demoday, um evento presencial voltado para apresentação das equipes participantes por meio de um pitch de negócios e ainda apresentação do jogo digital ou aplicativo gamificado desenvolvido para o público participante. Esta é a chance de o projeto ganhar destaque entre o público e imprensa nacional.

 

CALENDÁRIO – PROGRAMA LAUNCH

04/02/19 a 07/04/19: Inscrições Abertas

30/03/19: Launch Games Summit

08/04/19 a 22/04/19: Avaliação das Inscrições

03/05/19 a 05/05/19: Game Jam

13/05/19 a 07/06/19: Pré-Aceleração

15/06/19: Demo Day

 

Sobre o Projeto Launch

A iniciativa Projeto Launch terá a parceria da Consultoria Playbor e do fundo de investimentos Raja Ventures, que possui 38 startups investidas, das quais apenas 8% sofreram write-offs, investimento em 8 pools de investimento. A Raja conta com um orçamento de R$ 1 milhão já previsto para investimento em startups em 2019 e está presente em mais de 6 estados brasileiros e internacionalmente: MG, SP, RN, RS, RJ, SC e Boston.

 

Widow Games lança versão de Banco Imobiliário com realidade aumentada

Quem nunca passou boas horas com a família e com os amigos se divertindo no clássico Banco Imobiliário? Pois é pensando no espírito de nostalgia que a Widow Games, startup especializada no desenvolvimento de versões digitais de jogos de tabuleiro, resolveu atualizar um pouco a forma com que as pessoas poderão jogar este clássico. A empresa acaba de lançar ao mercado uma versão mobile nomeada Banco Imobiliário GEO (B.I.G.), que tem como grande destaque o uso da geolocalização e realidade aumentada.

A Widow Games buscou inspiração em Pokémon Go nesta empreitada , de modo que os jogadores terão a oportunidade de explorar locais reais para cumprir missões e desafios ingame. Com a essência de um jogo multiplayer, o game permite aos participantes comprar, vender, ofertar e fazer contrapropostas relacionadas às propriedades de outros usuários, com o objetivo de alcançar o topo do ranking dos melhores jogadores.

“O Banco Imobiliário GEO é um game para smartphone que vai muito além da tela do celular, pois utiliza mapas reais, com o uso da câmera e da realidade aumentada, permitindo que o jogador compre propriedades ao redor do mundo, além de interagir com outros milhões de jogadores”, destaca Martin Spinetto, fundador e CEO da Widow Games.

Tal como na versão de mesa, em Banco Imobiliário Geo você deve investir em propriedades para depois vendê-las mais caro, a fim de se tornar figura hegeônica financeiramente. A diferença é que com o advento das funções AR, você pode se deparar com outros jogadores e ganhar uma grana extra.

A expectativa é atrair entusiastas por boardgames, fãs do Banco Imobiliário e toda uma nova gerção de aficionados por jogos eletrônicos. Vale dizer que esta não é a primeira vez que a Widow forma aliança com a Estrela: no passado as empresas se uniram para o lançamento de versões digitais de Jogo da Vida e Genius.

Abaixo você confere um trailer de Banco Imobiliário GEO:

Top 7 – Jogos que nunca deveriam ter surgido na Steam

Nos últimos dias a comunidade de jogadores mundial entrou em polvorosa graças a um game da Steam chamado Rape Day, um título que permitia estuprar mulheres (mas esta é uma história para depois). O interessante é que a reação da comunidade deixou clara uma percepção de que o controle de qualidade da Steam tem problemas sérios. Afinal, como um jogo sobre estupro consegue passar pelo filtro da Steam?

Não é de hoje que a maior loja de jogos digitais do mundo tem problemas com filtro. Rape Day é apenas mais um dos diversos projetos que conseguiram driblar o controle de qualidade de Gabe Newell. Pensando nisso, resolvemos lembrar de 7 jogos que jamais deveriam ter surgido na Steam.

Abaixo você confere 7 jogos que não deveriam nunca ter aparecido na Steam:

 

1 – Active Shooter

Active Shooter

Os Estados Unidos tem um triste histórico envolvendo armas, jovens desequilibrados e escolas. No início de 2018 um atentado perpetrado por Nikolas Cruz ceifou a vida de 17 pessoas na Stoneman Douglas High School, em Parland, Flórida. O ato entrou para a lista das dez maiores tragédias ocorridas em escolas americanas e serviu para acirrar a discussão entorno do acesso a armas de fogo no país.

Como se o ato não fosse triste o bastante, o produtor russo Anton Makarevskiy resolveu capitalizar com o caso criando o game Active Shooter, que permitia ao jogador encarnar a pele de um policial ou de um atirador dentro de uma escola. Quanto mais policiais e civis fossem mortos, maior a pontuação.

Obviamente que a reação pública não foi nada amistosa e rapiodamente as famílias das vítimas perceberam o insulto. Um abaixo assinado foi criado e recolheu mais de 100 mil assinaturas, forçando a Steam retirar o game de sua loja antes mesmo do lançamento oficial. Active shooter teria uma premissa FPS e acabou por ser lançado de forma independente, sem nenhum sucesso (felizmente).

 

2- Abstractism

Abstractism

Eis que você entra na sua conta Steam, pesquisa um pouco e decide comprar um jogo simples, mas aparentemente promissor chamado Abstractism. O que você não poderia imaginar é que após a instalação seu antivírus ficaria louco, acusando um malware. Após averiguações de entendidos em informática descobriu-se que o game escondia entre seus ficheiros um Trojan executável capaz de mineirar criptomoedas.

O mais interessante é que apesar de ser um game minimalista, Abstractism exigia um certo poder de fogo do hardware. Como se não bastasse, para ganhar itens no jogo bastaria permanecer o maior tempo possível jogando. Com 15 minutos de jogatina você ganhava itens, com mais trinta, outro item. Ou seja, o jogo queria que você o executasse o maior tempo possível, prática natural para mineirar criptomoedas.

Em julho de 2018 os responsáveis pelo game negaram veemente que seu título escondia qualquer coisa, mas a mentira não se sustentou por mais tempo: a Steam baniu para sempre o estúdio Okalo Union de qualquer atividade envolvendo a loja. Felizmente a Steam tomou uma atitude rápida, mas deixou a sensação ruim de que é possível que outros jogos podem esconder vírus mais perigosos.

 

3- Ride to Thell

Em meados de 2013 a comunidade de jogadores percebeu que a Quality Assurance da Steam era uma piada, pois foi neste ano que o game Ride to Hell: Retribution da Deep Silver chegou até a Steam com pompa de jogo regrado a tiroteios e testosterona. O game foi um completo fiasco técnico, de modo que muitos o consideraram injogável e um desperdício de tempo e dinheiro.

Além dos inúmeros bugs, a história era um desastre e as cenas eram absurdamente desconfortáveis, sobretudo nos segmentos envolvendo sexo. O cúmulo da falta de noção é que o Hide to Hell tem um sexismo desnecessário e trata as mulheres como objetos. Pasme que em dado momento o protagonista Jake Conway salva uma mulher de ser estuprada e como retribuição a garota decide fazer sexo com o avatar do jogador!?

A (falta de) qualidade de Hide to Hell: Retribution não gerou polêmica, nem causou mal estar na comunidade, mas serviu para evidenciar que a Steam deixava muita coisa horrenda passar, como se não houvesse nenhum filtro de qualidade mínima. Em setembro de 2014 a Valve percebeu a mancada que era deixar o título a disposição de jogadores desavisados e decidiu remover o game de sua loja.

 

4 – Kill the F*ggot

Este aqui não ficou mais do que algumas horas disponível na Steam graças ao seu conteúdo perturbador. Kill the F*gott  (palavra censurada por ser extremamente ofensiva) coloca o jogador no papel de um jovem cujo objetivo era matar gays e transexuais com uma jogabilidade inspirada em point & click.

Conforme o personagem matasse os alvos (identificados por roupas rosas) a pontuação aumentava, mas se matasse um hétero a pontuação diminuía. O cúlmulo do absurdo eram as diversas frases ditas pelos narradores que evocavam ódio, tais como “entregador de AIDS morto!”.

Após a fúria cair sobre si, o criador da obra, Randall Herman, não chegou a se desculpar publicamente. Apenas disse que seu game não tinha intenção de ofender ninguém apenas irritar pessoas pessoas extremamente sensíveis com o tema. A conversa fiada não colou e a Steam retirou seu game do ar rapidamente.

 

5 – Rape Day

E aqui estamos: o game que inspirou esta lista: Rape Day. O título não deixa enganar: trata-se de um jogo em que um dos passatempos é estuprar jovens assustadas. O game é uma graphic novel ambientada num apocalipse zumbi que permite ao jogador e entre assédios, assassinatos, necrofilia e onda de violência desregrada, o jogador ainda pode estuprar as mulheres aterrorizadas.

Este foi o último jogo a ser banido da Steam, que comunicou que a obra representa um risco e custos desconhecidos a sua reputação. A produtora do game, a Desk Plant, disse entender os motivos da Valve e que era direito da empresa de Gabe Newell decidir que conteúdo deve fazer parte de seu catálogo, mas não pareciam muito arrependidos do mal gosto. Em reportagem ao Daily Mail, foi dito que o público-alvo de Rape Day são os 4% da população que são sociopatas e pessoas que “curtam bancar o estuprador e assassino em série durante um apocalipse zumbi”.

Rape Day foi removido do catálogo da Steam e provavelmente jamais voltará, apesar de a loja informar que o conteúdo foi suspenso para mera análise de conteúdo.

 

6 – Hatred

Já falamos de Hatred anteriormente  e esta é um figura fácil na lista de jogos polêmicos (mesmo em tempos de violência). Trata-se de um game que coloca o jogador no papel de um homem que odeia as pessoas e se lança numa campanha homicida.

Sob perspectiva isométrica e ambientes escuros, o jogador poderia deflagrar o caos.Em meio a tiros e banho de sangue, o que se ouve são as sirenes policiais, o choro de inocentes e muita gritaria. Tal como em jogos de péssimo gosto, assim que uma pessoa é morta, o jogador ganha munição e novas armas para continuar sua campanha. O problema não está em matar – uma vez que GTA e outros expoentes fazem isso – mas sim em recompensar o jogador por atos hediondos.

Tal como outros jogos desta lista, Hatred acabou banido da loja, porém apenas um dia depois ele voltou ao catálogo da Steam, com direito a pedido de desculpas pessoal de Gabe Newell, em um plot twist inesperado.

 

7 – The Key to Home

E por fim, temos um jogo japonês que não ficou muito conhecido por aqui e não chegou a fazer grande barulho, já que a Steam foi inclemente com seu conteúdo. The Key to Home se apresenta como uma visual novel típica, ou seja, cheia de mistérios, personagens fofinhos, opções de diálogos e decisões morais questionáveis. O problema era a descrição do game: “Esta é uma visual novel de mistério para todos os senhores e senhoras que adoram pequenas garotas!”.

A Steam pediu satisfações sobre o conteúdo e a Henteku se manteve calada até que o facão da justiça desceu e o game acabou banido da loja. De acordo com a Valve, o título precisou ser retirado pois incentivava e dava espaço para uma rede de pedófilos. As imagens e as insinuações não deixavam dúvidas de que o jogo escondia algo muito mais sinistro do que apenas mistério e pequenas garotas.

Until 18 – Série conta histórias de jovens que partiram em busca de carreiras pouco convencionais

Terminar os estudos, arrumar um emprego estável e entrar para a faculdade ou criar uma conta no Youtube e falar suas impressões sobre o cotidiano? O pró-player YoDa e muitos outros garotos escolheram a segunda opção, investir seu tempo e esforços em fazer o que quer. Foi justamente inspirado nesses jovens que a Red Bull TV e a LinkedIn trazem a público a série “Until 18 – o momento de decisão”, série que reconta a história de jovens que decidiram seguir seu próprio caminho, ao invés de seguir os desejos de seus pais.

Um dos destaques é o episódio de YoDa, que conta sobre os seus planos para seguir uma carreira militar e narra o início acidental do que se tornaria uma trajetória de sucesso: após uma lesão no joelho, causada por um acidente, o pro-player precisou ficar de molho por meses em casa. Durante esse tempo, se empenhou em disputas de League of Legends e se tornou atleta profissional na modalidade, conquistando o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLol) no ano passado.

Foto: Fábio Piva

Until 18 – o momento de decisão tem como personagens centrais o pro-player e streamer Felipe “YoDa” Noronha, os skatistas Sandro Dias e Letícia Bufoni, o capoeirista Arthur Fiu, a cantora Tássia Reis, a artista Mari Mats, o ator Leandro Firmino, a produtora de conteúdo Ellora Haonne e a atleta de Stand-Up Paddle Nicole Pacelli, a série fala sobre paixão, determinação e os desafios encontrados em meio ao desenvolvimento de uma carreira não convencional.

Para montar o roteiro da série, a equipe de filmagem explorou criativamente elementos gráficos que ilustrassem o universo de cada personagem.“Foi inspirador e ao mesmo tempo divertido, há uma cena em um dos episódios, em que Nicole Pacelli aparece relutando sobre o que fazer em uma sala de aula debaixo d’água. E não teve efeito ali, nós realmente convencemos a Nicole a se sentar em uma cadeira escolar dentro de uma piscina cheia”, comenta Hugo Haddad, diretor de Until 18. O mesmo se deu na linguagem, quando o Sandro Dias, skatista hexacampeão mundial, precisa decidir se “dropa” ou “não dropa” da empresa do pai.

“Outro fator muito legal, que nos ajudou a reunir profissionais de áreas tão diferentes sob uma mesma linha narrativa, foi a inspiração que eles encontraram nas histórias uns dos outros. O YoDa e o Sandro atuam em universos quase opostos: estamos falando de rampas, de manobras radicais no asfalto x salas de streaming e habilidades estratégicas realizadas no computador. Mesmo assim, rolou uma sintonia, uma identificação quando um conheceu a história do outro. Algo parecido aconteceu com a Tássia Reis, que topou participar inspirada pelo depoimento do Fiu”,  explica Haddad.

Onde assistir:

A série pode ser assistida na Red Bull TV ou pelo aplicativo Red Bull TV, disponível nas TVs Samsung, Sony BRAVIA, aparelhos Blu-Ray, PlayStation®4 (PS4™), PlayStation®3 (PS3™) e Apple TV. O aplicativo também pode ser baixado nos sistemas operacionais Android, iOS e Windows Phone. O download também está disponível nos seguintes dispositivos: Amazon Fire TV, Kindle Fire, Nexus, Roku e Xbox 360.

Cube Man, jogo indie brasileiro é prato cheio para quem curte alto desafio

O game de hoje é para quem busca desafio e alta qualidade no meio de tantos jogos independentes. Trata-se do jogo Cube Man, criado pelo desenvolvedor Lucas Kaue, que coloca os jogadores em uma série de fases que misturam os gêneros plataforma e puzzle. Basicamente você deve passar por desafios como serras elétricas, vulcões, estacas etc. Para ser bem sucedido você precisa de agilidade e reflexos rápidos.

Cube Man não esconde suas influências no mega hit Super Meat Boy, afinal, tal como no SMB, aqui o jogador toma o controle de um pequeno homem em formato cúbico que tem por objetivo resgatar seus amigos, que foram sequestrados de maneira misteriosa. Cabe agora desviar de toda sorte de armadilhas e passar pelos diferentes desafios a fim de ser bem sucedido na missão.

O título tem um nível de dificuldade elevado, de modo que jogadores incautos morrerão muitas vezes. É necessário destreza e muita paciência para triunfar. Um dos destaques é que Cube Man tem cores fortes e vibrantes, além de gráficos pixelados bastante trabalhados.

Cube Man ainda não foi lançado oficialmente, de modo que o desenvolvedor tem a previsão de lançar o produto final em meados de 2019. A expectativa é lançar primeiramente na Steam e em algum futuro próximo portá-lo para as plataformas de mesa.