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Produtores independentes também tem vez na Brasil Game Show

Se havia uma crítica a ser feita às edições anteriores da Brasil Game Show era quanto ao espaço dedicado aos produtores independentes, pois era bastante reduzido. Mas parece que as coisas irão mudar a partir deste ano, pois a organização da feira divulgou que o espaço aos indies será cinco vezes maior do que a edição passada.

De acordo com a organização, o espaço é ideal para interação entre os desenvolvedores locais e investidores, além da oportunidade de apresentar seus produtos para um público estimado de 300 mil pessoas. Além dos jogos indies brasileiros, o espaço terá a presença do estúdio americano Data Realms.

Este espaço Indie Meeting servirá para os desenvolvedores mostrar seus jogos em 45 minutos para a plateia interessada. Serão cinco palestras por dia com 30 minutos de apresentação, 15 de perguntas e respostas e interação com o público. Tais palestras ocorrerão sob a coordenação do professor Esteban Clua, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“Há cada vez mais empresas produzindo jogos no Brasil e é papel da BGS, principal evento do setor no país e no continente, apoiar quem está dando os primeiros passos, principalmente considerando que as produtoras independentes brasileiras evoluíram bastante e muitas não deixam nada a desejar em relação às principais empresas internacionais”, disse Marcelo Tavares, idealizador e CEO da BGS.

Vale destacar que muitos estúdios indies acabam ganhando reconhecimento do público durante a BGS, tal como foi com a Duaik Entretenimento (Aritana e a Pena da Harpia). Tal sucesso deve se repetir com a Void Studios e com a 2Dverse, que irão apresentar ao público os jogos “Eternity: The Last Unicorn” e “A Treta dos Irmãos Piologo”, respectivamente. Outro estúdio que deve impressionar é o Réquiem Studios, que faz sua primeira aparição pública para apresentar o game “Lumen”, um jogo de plataforma em 2D com belos efeitos visuais.

Além destes estúdios, a BGS terá a participação dos seguintes estúdios independentes: Data Realms, Digi Ten Studio, DNAe Studios, Flux Game Studio, G2E, Garage 227 Studios, Maxlab Studios, Messier Games & Animations, Odin Game Studio, Overlord Game Studio , Reload Game Studio, Samaritan Studios, Smyowl, Streamy, Tree of Dreams, Too Nerd to Die e Unique Entretenimento Digital. Cada um destes estúdios vai apresentar jogos próprios e que devem despertar a atenção de muitos jogadores. O GameReporter vai mostrar a maioria deles nos próximos dias.

Serviço: Brasil Game Show 2015

Quando: 08 a 12 de outubro (08 só para business e imprensa)

OndeExpo Center Norte | Veja a programação do Indie Meeting

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – SP

Horário: 13h às 21h

Ingressos: até 30 de setembro de 2015: R$ 75,00 (individual meia-entrada) Outras opções de ingressos e preços podem ser obtidas no site http://www.brasilgameshow.com.br/sou-visitante/ingressos

Meia-entrada: benefício válido para doadores de 1kg de alimento não-perecível na entrada do evento, além de estudantes, portadores de necessidades especiais, idosos com idade a partir de 60 anos e professores, todos mediante apresentação de comprovação.

 

Balanço geral: como foi o Brazilian International Game Festival

Festival BIG / Brazilian International Game Festival

Fim de jogo! Após 11 dias de muita jogatina, experimentos, palestras, demonstrações e negócios, teve fim o BIG Brazilian International Game Festival (leia mais aqui), evento de games dedicado aos jogos independentes realizado no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. O GameReporter esteve lá acompanhando esse evento tão peculiar e traz agora o que de melhor ocorreu.

A primeira (e principal) atração do BIG era a exposição de jogos independentes. O pessoal da organização reservou um amplo espaço no Museu a fim de disponibilizar os 19 jogos presentes na exposição para o público visitante. Dava para testar os jogos para conhecer seus visuais e mecânicas antes de votar em quais eram os melhores. O melhor é que alguns dos games presentes na exposição eram verdadeiras peças de arte dignas de estarem em um museu, vejam vocês.

Um dos destaques da exposição era um game para iPad chamado Fingle, da Game Oven Studios. O game era bem simples: a tela apresentava alguns quadrados que deveriam ser arrastados até serem sincronizados com outros quadrados “fantasmas”. Parece bem simples não?  A dificuldade chegava nas fases em que os quadrados começavam a se mexer ou estavam em posições afastadas, obrigando o jogador a dar nós em seus dedos para sincronizar os quadrados. Simples, funcional e divertido, dá até para jogador em duas pessoas.

Outro destaque digno de nota é o jogo Papo & Yo do estúdio Minority do Canadá. O game já havia sido lançado em agosto para a PSN, mas ainda não havia sido apresentado ao público brasileiro. O game é um grande puzzle que coloca o jogador na pele de um garoto chamado Quico em uma favela brasileira. O game é cheio de analogias e o grande destaque é o modo como os desenvolvedores utilizaram a imaginação de Quico para resolver os puzzles. Anote aí, pois deveremos falar desse jogo novamente no futuro.

Outro jogo que se fez notar foi Unmechanical , que se tornou bem famoso entre os fãs de jogos indie. No título, você controla um robozinho que deve explorar cavernas e resolver puzzles. Apesar da ideia simples, o game agrada bastante pela ambientação e os quebra cabeças envolventes. O game, aliás, ganhou o prêmio máximo do evento (a lista de vencedores você confere logo abaixo).  Além destes jogos, haviam outros destaques como Awesomenauts, Capsized, Tiny & Big, entre outros .

Os 19 games que estavam no evento concorriam ainda nas categorias da premiação que rolou no antepenúltimo dia do evento a prêmios variados, dependendo de cada categoria. O prêmio máximo era de R$ 30 mil. Ainda sobre a exposição, vale dizer que uma das primeiras que você veria ao chegar na exposição era um telão exibindo o vídeo de apresentação de Angry Birds Star Wars, apesar do game não estar lá, claramente mostrando um caso de sucesso entre os desenvolvedores indies. Afinal, nunca se sabe se algum dos games ali também podem se tornar tão grandes quanto o game da Rovio…

Além da exposição, outra atração interessante do BIG foi a Dev Island, um desafio que colocou quatro times para encarar o desafio de produzir um game do zero em apenas 24 horas. Havia algumas diretrizes que os times deveriam seguir para criar o game. O tema era ”comer, beber e jogar”, ou seja, dá para imaginar que dali saiu projetos muito divertidos.  O times participantes foram o Fire Horse, o Behold Studios, o Catavento e o Miniboss. Cada um deles teve de vencer o sono e as dificuldades de se desenvolver um game com um prazo apertado, mas garantindo que estaria jogável ao final do evento.

Outra atração muito bem conduzida do BIG foi a Demo Night, uma noite em que desenvolvedores independentes podiam apresentar seus projetos no palco e serem julgados por investidores e empresários do ramo, alguns deles vindos de empresas grandes como a Konami e a Microsoft. A ideia era que se não saíssem do BIG com um negócio fechado, ao menos saíssem de lá com um feedback de como deveriam conduzir seus games a fim de melhorá-los até serem publicáveis.

Os desenvolvedores apresentavam seus games e em seguida os representantes das empresas os julgavam, mais ou menos como ocorre em TCCs na Universidade. As apresentações serviram para mostrar que nossos desenvolvedores realmente sabem fazer jogos, pois alguns estavam com qualidade excedendo as expectativas como Schrödy, Toren e XH2O. Ao todo, dez games se apresentaram na Demo Night, cada um tentando ganhar seu espaço e mostrando que tem potencial para ser lançado por uma grande Publisher.

Outras atrações do evento foram os workshops e palestras com os profissionais e convidados do evento, que falavam ao público um pouco sobre suas empresas, e variados temas envolvendo os jogos eletrônicos e suas relações, como por exemplo, “games e educação” e “games e a televisão”, “games e negócios”, e por aí foi. Foi um dos momentos em que dava para tirar algumas dicas para se tornar um desenvolvedor de um game de sucesso.

Para fechar o BIG ainda teve um coquetel entre os desenvolvedores, jornalistas, empresários e convidados para aquele bate-papo esperto, pegar contatos e fechar negócios. Após isso, houve a exibição do documentário Indie Game: The Movie, que já falamos aqui no GameReporter em outras ocasiões. Parece que o objetivo era mostrar aos desenvolvedores que há casos iguais aos deles em que se dedica tempo e dinheiro em uma ideia desacreditada, mas que no fim acabam dando certo.

E como não falar da premiação dos melhores games do BIG? Na sexta-feira, 30 de novembro, rolou a entrega dos troféus para os destaques do evento. A premiação teve como mestre de cerimônias o Luciano Amaral da Play TV, e apesar do atraso no início o público presente não arredou o pé do auditório do Museu a fim de não perder uma noite célebre. De acordo com a organização do evento, ano que vem tem mais! E pelo jeito como foi essa primeira edição, em 2013 as coisas deverão ser ainda maiores!

Confira abaixo a lista dos vencedores em suas respectivas categorias do Brazilian International Game Festival

Melhor Jogo da Demonight: XH2O

Melhor Jogo da Dev Island: Pro Gamer: The Game, da equipe Catavento

Melhor Jogo Online: Jelly Escape

Melhor Jogo pelo Voto Popular: Papo & Yo

Melhor Sound Design: Unmechanical

Melhor Arte: Wonderputt

Melhor Narrativa: Papo & Yo

Melhor Gameplay: Tiny & Big

Revelação Brasil: Out There Somewhere

Melhor Jogo: Unmechanical