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Documentário nacional vai mostrar a chegada dos videogames no Brasil

Lembra do livro chamado 1983: O Ano dos Videogames no Brasil, escrito pelo gamer Marcus Chiado? Pois bem, o autor escreveuescreveu posteriormente outro livro abrangendo o ano de 1984, pois esses dois anos foram importantes para a indústria nacional de jogos eletrônicos. Mas isso você já sabia, certo?

O que você talvez não soubesse é que Marcus uniu-se a outros gamers para levar este trabalho documental para outra mídia, a saber: o cinema. Trata-se do primeiro documentário brasileiro que visa contar como os videogames chegaram ao país.

O projeto está em desenvolvimento, mas para sair do papel, os criadores precisam da contribuição dos próprios jogadores. Por isso, o documentário está arrecadando fundos no site de crowdfunding Kickante. A meta a ser atingida é de vinte mil e com tal valor o filme conseguirá contar os primórdios do mercado, passando pela era do Game&Watch, o Pong etc.

Vale lembrar que os consoles clássicos NES, Master System, SNES e outros, não fazem parte desta parte do trabalho. Mas os autores sinalizam que eles são temas para produções vindouras.  A grande sacada é que o documentário é um verdadeiro resgate da nossa indústria de jogos eletrônicos.

Qualquer um poder contribuir, para isso basta acessar a página da campanha.

1983: o ano dos videogames no Brasil

Futuro da Indústria de Games está no Brasil, diz especialista técnico da Autodesk Brasil

O futuro da indústria de games está no Brasil! Pelo menos é isso o que pensa Rodrigo Assaf, especialista técnico da área de mídia e entretenimento da Autodesk Brasil. O profissional chegou a tal conclusão após estudar os resultados da pesquisa realizada pela Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos), que dizia mostrou que no país existem mais de 46 milhões de pessoas ativas na internet, das quais 76% são usuários de games. O mais impressionante é que 50% desses jogadores estão dispostos a pagar para ter acesso aos jogos.

O estudo da Abragames mostra ainda que o Brasil é o quarto maior mercado consumidor de games do mundo, posição que coloca o país em destaque. Não é absurdo imaginar que o país possa se tornar uma das maiores referências da indústria global. De acordo com Rodrigo Assaf, existem cinco motivos para acreditar que o Brasil é o país do futuro na indústria dos games.

O primeiro motivo é que a mão de obra está cada vez mais qualificada graças ao advento de cursos voltados ao desenvolvimento, além disso, tal mão de obra tem uma gama de opções no mercado muito grande. O desenvolvedor pode criar gráfico e animações para indústrias como manufatura, publicitária, broadcast, arquitetura, etc.

O fator número dois é que o brasileiro é um gamer por natureza. O contato com games por muitos anos deram certo know how aos desenvolvedores, que ganharam expertise na hora de criar um novo produto. Além disso, o brasileiro é um povo criativo por natureza. Como terceiro ponto, Assaf aponta que produzir games está mais barato do que antigamente. Para o profissional, antigamente os processos de produção eram desenvolvidos em plataformas de alto custo, mas hoje em dia um único software pode ajudar o desenvolvedor a criar diferentes animações e efeitos em alto nível.

O quarto fator é que existem movimentos que tencionam impulsionar a indústria local, como o caso da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que lançou recentemente um edital para fomento a projetos audiovisuais que inclui cinema, TV, criação de jogos eletrônicos, etc. Tal edital foi desenvolvido com o apoio da Abragames.

E por fim, a área de jogos eletrônicos está em ascensão. Entre 2012 e 2013 o setor cresceu 76%. Deste modo, pode-se inferir que o Brasil pode se tornar autossuficiente nesta indústria em poucos anos.  “Com flexibilidade de oferta de produtos, o desenvolvedor que se aventurar por esta indústria vai conseguir ganhar qualquer jogo”, disse Assaf.

Veja também: BNDEs divulga pesquisa sobre mercado de games

Seminário sobre Políticas Públicas para a Indústria Brasileira de Jogos Digitais

Após o BNDES divulgar o resultado de uma pesquisa que dissecou a indústria de jogos eletrônicos no Brasil, surgem os primeiros frutos desse trabalho. Na próxima terça-feira (10/06) ocorre na USP um Seminário que busca explicar o estudo e elucidar aos interessados sobre como as políticas públicas podem amadurecer o setor.

Basicamente, um grupo de pesquisadores organizados por meio do PGT-USP desenvolveu um projeto para estabelecer um conjunto de políticas públicas visando o desenvolvimento da indústria de games nacional.

Para isso, foi realizado um mapeamento da indústria global de games, estudando os sistemas de políticas públicas adotados por países líderes do setor, sem deixar de analisar a indústria local, estudando os ecossistemas prioritários e consultando a comunidade nacional e internacional. Neste seminário serão discutidos os resultados de tamanho trabalho.

O seminário contará com a participação de Davi Nakano, Professor do Departamento de Engenharia de Produção da Poli/USP; Marina Moreira Gama, Economista do Departamento de Cultura, Entretenimento e Turismo da Área Industrial BNDES; Lídia Goldenstein, especialista em economia brasileira; Ale McHaddo, Presidente da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (ABRAGAMES), e Afonso Fleury, professor titular do Departamento de Engenharia de Produção da Poli/USP.

O evento inicia na terça (10) às 11h e vai até as 13hs. Quem puder comparecer será muito bem vindo. É muito importante reunir o maior número de interessados possível para levantar a bandeira dos games no Brasil e ficar a par de políticas públicas efetivas para mudar nosso cenário para melhor.

Serviço: Seminário – Políticas Públicas para a Indústria Brasileira de Jogos Digitais 10/06/2014 (terça-feira), das 11h30 às 13h na Sala Ruy Leme, FEA/USP –  Cidade Universitária

Confirmada data e hora da audiência publica para o setor de jogos do Brasil

Ainda que a ministra da Cultura, Marta Suplicy, tenha mostrado pouca afeição à causa gamer, ainda podemos dizer que existem pessoas de influência no poder público que estão interessadas nos jogos eletrônicos. Prova disso é a audiência pública a ser realizada no próximo dia 27 de maio no plenário 13.

O intuito da pauta na Câmara é discutir “O setor de jogos eletrônicos e digital no  Brasil” e sua relevância no país, além de apontar como a indústria nacional está em franco crescimento. Tal audiência pública deve-se às deputadas Luciana Santos e Alice Portugal.

Ficou definido que no dia 27 de maio às 14h30 o presidente da Acigames, Moacyr Alves Jr. irá realizar palestra para discutir o mercado de jogos do Brasil. Vale reforçar que a deputada Luciana Santos encaminhou a pauta para a câmara solicitando que fossem convidados nomes importantes como o Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Clélio Campolina; o Secretário de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Marcos André; o Diretor do Departamento de Indústria, Ciência e Tecnologia da Secretaria de Telecomunicações, do Ministério das Comunicações, José Gustavo Gontijo; os criadores do jogo Galinha Pintadinha; entre outros.

Espera-se que com a audiência pública, o setor de jogos digitais seja visto com mais seriedade pelos governantes. Até porque o mercado nacional já representa o quarto maior do mundo no setor, movimentando mais de R$ 5,3 bilhões em 2012. Vamos torcer para que essa audiência tenha repercussão positiva e ajude a alavancar o mercado nacional de uma vez por todas.

I Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais

brasil-games

O censo da indústria brasileira de jogos digitais busca mapear os desenvolvedores e faz parte do projeto FEPGames, coordenado pela USP e financiado pelo BNDES.

Os objetivos do censo são: (a) traçar um perfil das empresas e o tamanho da indústria brasileira e (b) compreender melhor seus pontos fortes e fracos, para (c) criar subsídios para a formulação de políticas públicas adequadas ao setor, considerando as diferentes necessidades das organizações.

O questionário é formado por três partes: (i) dados cadastrais, (ii) desenvolvimento de jogos e (iii) negócios e mercado; e demanda aproximadamente 12 minutos para ser respondido.

Será criado um diretório brasileiro de desenvolvedores de jogos digitais com os dados cadastrais daqueles que concordarem com este uso das informações, o qual será anexado ao relatório final. Todos os demais dados são confidenciais, e só serão divulgados de forma agregada ou anônima.

Àquelas empresas já foram contatadas em outras fases da pesquisa FEPGames, agradecemos novamente a participação. Sabemos que o tempo de cada um é muito precioso, e acreditamos que este esforço conjunto está sendo fundamental para a construção de uma nova fase para a indústria.

Clique aqui para responder ao I Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais.

Pedimos que o questionário seja respondido até dia 15 de janeiro de 2014.

Afonso Fleury, Davi Nakano, Luiz Ojima Sakuda e José Henrique Cordeiro
Equipe de coordenação do FEPGames

“Bem Pensado!” – Evento em BH debate indústria de games em clima descontraído

Bem Pensado

Cerveja, comida mineira e videogames! Este é o clima que os jogadores de Belo Horizonte poderão encontrar no evento “Bem Pensado”, que ocorre às 20h00 do dia 08 de outubro (hoje!). Basicamente o evento é um encontro para debater a indústria de games, os caminhos do conhecido Gamification e o cenário de desenvolvimento em BH.

O Bem Pensado – Games Edition é fruto da parceria entre o restaurante Venda Velha e a equipe da Penser Desenvolvimento Estratégico com cooperação da Angra Games e terá mediação de Marcelo Nery, coordenador do Curso de Jogos Digitais da PUC-MG. Os organizadores esperam discutir a indústria de forma inteligente e promover a integração entre os participantes, ou seja, fazer do evento uma boa oportunidade de unir a indústria local, buscando soluções para desafios encontrados no cotidiano.

“A parceria com a Angra para este evento vem casar praticidade e necessidade. Vamos trocar experiências, abrir mercado e criar excelentes oportunidades para todos os participantes. Sabemos da força do cenário de games e temos certeza que o evento será muito proveitoso”, disse Daniel Santos, um dos idealizadores do evento.

Descrito com o conceito de Open Bar, Open Food e Open Mind, o evento foi idealizado justamente para reunir interessados em debater e fazer negócios, economia, empreendedorismo, marketing, etc. Entretanto a comida e a cerveja são justamente para quebrar o clima pessoal. A idéia PE que os participantes encontrem um clima de descontração e fortalecimento de rede de contatos. Deste modo, esqueça o perfil de aula ou palestra, mas sim de conversa e debate.

“É muito importante unirmos pessoas que querem estar à frente, debater e fazer crescer determinadores setores. Nada melhor do que criar essa condição num ambiente leve, sem as formalidades das instituições maçantes”, diz Fernando Pacheco.

Serviço – Bem Pensado – 3ª edição
Quando – Dia 8 de outubro, 20h.
Onde – Restaurante Venda Velha (R. Vila Rica, 812 – Padre Eustáquio. Belo Horizonte – MG)
Contato – 31 8705-2754 / 8403-5634 e facebook.com/BemPensado

Inscrições: http://goo.gl/2Enlhp

Quanto: R$ 40 (Incluso cerveja, água, refrigerante, comida de boteco e prato especial)

Site cria vídeo explicando a indústria de games no Brasil

Indústria de games no Brasil

Para nós, que somos brasileiros e apaixonados por games, é muito fácil falar para as pessoas de fora quais são as maiores dificuldades enfrentadas pela nossa indústria. Nem precisa ser um estudioso para saber que os altos impostos e a pirataria minaram por anos o crescimento do mercado de games por aqui.

Entretanto é interessante saber qual a visão que os europeus e americanos tem do nosso país, afinal todo mundo fala que o Brasil é a bola da vez. O pessoal do site Penny Arcade iniciou uma série de vídeos que visa mostrar os diferentes mercados de games pelo mundo e o primeiro episódio é justamente sobre o Brasil.

Durante os mais de 9 minutos de vídeo vemos algumas impressões que são partilhadas pelos americanos, na verdade parece que foi feito um estudo sobre o mercado local de games. O resultado são algumas verdades incontestáveis como os altos impostos, pirataria, falta de investimentos etc.

Naturalmente o vídeo carece de algumas informações e em alguns momentos os problemas parecem mais exagerados do que o são. O vídeo ainda fala sobre a posição de destaque populacional e econômica que o Brasil ocupa na América do Sul, incentivando que os empresários prestem atenção em nosso país também. Mas ainda assim temos um resumo muito bom sobre a indústria de games no Brasil.

Confira no vídeo sobre a indústria de games no Brasil:

Estudo atesta que mercado de games está crescendo no Brasil


Durante muito tempo os jogadores sempre ouviram a promessa de que um dia o Brasil se tornaria o país dos games e essa promessa sempre pareceu tão distante, seja por preços abusivos ou pelo fantasma da pirataria que nunca deixou de existir.

Contudo, aos poucos a nossa indústria vai vendo essa realidade se alterando. Em 2011, por exemplo, foi feito um estudo que evidenciou que nosso país está evoluindo muito. O estudo foi conduzido pela GfK Consumer Choices, a 4º maior companhia dedicada em pesquisa de mercado do mundo e líder em pesquisas relacionadas a tecnologia e eletroeletrônicos.

De acordo com a pesquisa, em 2010 foram vendidos cerca de 642 mil consoles no varejo convencional. Se esses números são impressionantes, o que dizer das 935 mil unidades que foram comercializadas em 2011? Esse aumento representa um crescimento de 53% em relação ao ano anterior e um crescimento no faturamento de 47%. Trocando em miúdos, a indústria de videogames faturou astronômicos R$ 650 milhões em 2011 contra os R$ 320 mi do ano anterior.

“O que está acontecendo é a migração de compras feitas no mercado informal para o oficial. Com a queda de preço nas lojas, está cada vez mais fácil resistir à tentação de pedir a alguém para trazer um game do exterior, por exemplo”, disse Oliver Römerscheidt, gerente de negócios e entretenimento da GfK.

De acordo com Römerscheidt, a GfK notou uma importante queda em uma marca de videogame vendido no Brasil no período entre 2010 e 2011. Com isso é fácil prever que o dinheiro sobrando no bolso dos jogadores foi utilizado na compra de jogos originais. Além disso, a tecnologia empregada na nova geração praticamente inibe os jogadores que insistiam no uso de produtos piratas, completou o executivo.

Além da indústria de eletrônicos, a GfK também monitorou a indústria de vídeos (DVD e Blu-Ray) e de brinquedos. De acordo com a empresa, a indústria de entretenimento somou ao todo quase seis bilhões. A GfK concluiu com esse estudo que a indústria de games não apenas está em alta, como também ajudou a aquecer de modo geral a indústria de entretenimento no país.

Ou seja, os games são responsáveis por praticamente 10% dos lucros envolvendo entretenimento no Brasil. É pouco, mas se analisarmos friamente pode-se notar uma evolução muito evidente em apenas um ano de análise, além disso, somos um mercado em franca expansão.

Agora dá para entender porque várias empresas investem pesado no nosso país, certo?

Debate sobre indústria de games, em SP, tem agenda divulgada

falamos por aqui a respeito do debate O Mercado de Games e Aplicativos no Brasil, que acontecerá na Fecomercio no próximo dia 25 de fevereiro, sexta-feira.

Gratuito, o evento está marcado para acontecer entre 9h e 12h, focando nas oportunidades, desafios e obstáculos do mercado nacional de jogos eletrônicos.

Às 8h começa o credenciamento para o debate. Às 9h se dará a abertura oficial, com Adolfo Melito, presidente do Conselho de Economia Criativa da Fecomercio.

E então segue a seguinte agenda, extraída das informações da própria Fecomercio:

9h20–O case do QuickOIB e Quick2GPwner
Pedro Henrique Franceschi, 14 anos, empreendedor, desenvolvedor web e mobile.
Total de centenas de aplicativos. Os mais importantes foram o QuickOIB e Quick2GPwner. O primeiro era um programa para inserir o Linux no IPhone e o segundo é um programa para desbloqueio de IPhone e IPod. Ambos tiveram grande repercussão Internacional. Também falará sobre o mercado a parte técnica e o mercado de games.

9h50 – O Cenário Nacional – Desafios e Oportunidades
Emiliano de Castro, vice-presidente de Relações Institucionais da Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos Eletrônicos (Abragames)

10h10 – Formação, mercado e desenvolvimento de games: perspectivas sobre o mercado, carreira e atuação de profissionais no desenvolvimento de jogos digitais, expectativas em relação aos futuros profissionais e como obter uma boa formação profissional.
André Forastieri, jornalista e diretor de conteúdo da Tambor, empresa de mídia e marketing especializada em videogames e entretenimento digital que publica as revistas EGW, Nintendo World e Movie. Também escreve em um blog no site R7.

10h30 – Desenvolvimento de Games no Brasil: potencial econômico, publicidade nos games, potencialidades e cases
Mitikazu Lisboa, 10 anos de experiência no mercado de games, incluindo passagens pelas maiores produtoras, como Capcom e SNK. Hoje é responsável pelo planejamento da Hive Digital Media, líder de mercado em advergaming e in-game advertising.

11h30- Debate

Para quem se interessou, é possível se inscrever a partir da página da Fecomercio.

Conheça um mapa da indústria mundial de games

David Perry criou um mapa colaborativo sensacional com a ideia de rastrear, mundialmente, a indústria de games e seus representantes.

O mapa que utiliza o mecanismo da Google de forma adaptada permite a busca por nome de jogo, companhia, cidade e estado. Insira algum dado e veja onde estão os escritórios do estúdio responsável.

A princípio o site pode parecer um pouco confuso, mas vale a pena. Colabore e ajude a tornar o mapa ainda mais valioso.

:: Acesse o Game Industry Map agora