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Mr. Elastic: game indie promete muita diversão aos jogadores

Mr. Elastic

Mais uma dica de jogo indie aqui no GameReporter! Desta vez nossa sugestão é o game Mr. Elastic, um jogo de plataforma 2D que lembra um pouco o clássico de PSP Locoroco. A diferença é que em Mr. Elastic, a movimentação pelo cenário se dá com o auxílio de elásticos.

O game foi desenvolvido pelos programadores Daniel Gadens e Diego Tadiotto, que se uniram para formar o estúdio Action Game Studio, localizado em Caxias do Sul, RS. O game levou dois anos para ser concluído.

A jogabilidade é um pouco difícil, pois o jogador precisa coordenar os movimentos entre o teclado e o mouse. Porém, o jogador mais persistente deve se acostumar após um tempo de jogatina. O jogo possui 27 cenários distribuídos em 4 mundos, sendo que cada um desses mundos possui um cenário “secreto” que é mais desafiador que os anteriores. O jogador ainda terá de resolver pequenos puzzles para passar pelas fases, como se adaptar a mudanças de gravidade, passar por portas trancadas, etc.

Ao todo há dois modos de jogo. O primeiro é o mais simples, bastando o jogador chegar ao fim do cenário o mais rápido possível para bater recordes e entrar no ranking do site oficial do jogo.

O segundo modo de jogo incentiva a exploração, desafiando o jogador a encontrar três estrelas em cada fase a fim de liberar novos cenários e extras. Entretanto, coletar as três estrelas não é tão simples: a primeira é adquirida passando-se de fase; a segunda é obtida após o jogador encontrar todos os pedaços de estrelas espalhados no cenário; e a terceira é adquirida quando o jogador termina a fase em um tempo menor do que o definido pelo computador.

O ponto negativo é que o jogo ainda não possui um modo multiplayer, contudo há um sistema de ranking para aqueles que querem saciar seus espíritos competitivos. Além disso, Mr. Elastic possui achievements que são liberados no modo campanha. Essas conquistas ficam atreladas ao perfil do jogador após este ter feito um cadastro no site.

O game tem o preço sugerido de US$9,99, porém os jogadores tem a opção de baixar a versão demo antes de desembolsar na compra. O jogo está disponível apenas para PCs que utilizem os sistemas operacionais Windows XP, Vista e 7.

Confira abaixo o vídeo de gameplay do jogo:

Acigames e Square Enix promovem concurso de criação de jogos

Uma novidade um tanto inesperada e bem interessante para desenvolvedores de jogos que esperavam uma boa oportunidade para despontar no mercado: a Acigames e a gigante dos RPGs, a Square-Enix, acabaram de firmar uma parceria para a criação de um concurso chamado “Latin America Game Contest”.

Basicamente, os competidores apresentarão seus projetos através de um site definido pela organização do concurso a fim de conquistar alguma verba para seus projetos. Após a análise dos organizadores serão escolhidos os três melhores projetos, que serão julgados por critérios como criatividade, originalidade, diversão, jogabilidade e qualidade do produto final.

Além disso, os vencedores e participantes mais audaciosos poderão ter a oportunidade de trabalhar com a Square como parceiros de desenvolvimento se houver acordo entre as partes. A Acigames irá prestar serviço de auxílio e orientação aos desenvolvedores com o objetivo de melhorar a qualidade de seus produtos.

“O objetivo através do Concurso, é atrair profissionais mais qualificados para a indústria de games da América Latina, resultando no fortalecimento da indústria do jogo e beneficiando toda a economia,” disse Gerson Souza, representante da Square Enix Co. Ltd. no Brasil.

Para participar, os interessados terão de inscrever seus projetos na página do concurso (ainda a ser divulgado) durante todo o mês de agosto. Só poderão participar pessoas e empresas estabilizadas na América Latina. Além disso, os projetos precisam estar nas plataformas Android OS (2.2 ou superior), iOS (4.0 ou superior), Windows Mobile (superior ao 7.1) e jogos para PC baseados em Web Browser.

O gênero dos games ficará a critério dos participantes, a única restrição é comm relação ao idioma, devendo os projetos estar em Português, Inglês ou Espanhol. A primeira colocação embolsa US$ 20,000, o segundo fica com US$ 10,000 e o terceiro com US$ 5,000. Os ganhadores serão anunciados em 31 de outubro.

Detalhes adicionais do 1º Latin America Game Contest deverão ser divulgados durante a feira GameWorld 2012, que ocorre neste final de semana no shopping Frei Caneca em São Paulo. Ficaremos atentos para repassar as novidades a você, leitor do GameReporter.

Gremlin Invasion: um indiegame brazuca para até 8 jogadores

Gremlin Invasion: Survivor é um jogo singleplayer e cooperativo para até 8 pessoas. O time deve lutar contra hordas de vários tipos de Gremlins para sobreviver. Os jogadores tem que saber racionar os itens presentes no game, as munições do seu personagem e as diferentes armas, além de agir como uma equipe pra sobreviver. Sim, é um game para ser jogado em equipe.

Um característica interessante do game é que também é possível chutar os inimigos e usar granadas. O jogo contém 8 níveis de diferentes dificuldades que precisam ser desbloqueados. O desenvolvedor promete que outros níveis e modos virão com futuras atualizações.

Thiago Girello desenvolveu o Gremlin Invavion juntamente com Chris Smith. Girello já passou aqui no GameReporter com o projeto “A verdade das sombras” e 1 Carnaval de Distorções.

:: Gostou? Que tal ajudar o pessoal do Gremlin Invavion comprando o jogo? Vamos ajudar a desenvolver o mercado de games nacionais ou não?

Jogo explica crise do euro e ensina economia de forma divertida

Nos últimos anos o mundo tem vivido sob a sombra de crises financeiras globais. Eventualmente ouvimos no jornal sobre a crise que afeta a zona do euro, porém essas notícias ou parecem distantes demais ou incompreensíveis demais para nós brasileiros.

Talvez pensando nisso, o economista Richard Rytenband e pelo especialista em comportamento humano Felipe Okazaki desenvolveram o jogo “A Pequena Grande Crise 2: A Ameaça Agora é Outra”, jogo que visa ensinar os jogadores mais jovens como funciona a economia e o mercado financeiro. O objetivo é mostrar como pequenas decisões afetam a economia global. “A ideia é ensinar jovens sobre como funciona a economia e o mercado financeiro, mostrando como pequenas decisões podem influenciar as bolsas mundiais” – afirmam os idealizadores.

No novo game os jogadores é colocado na cadeira do presidente da União Européia e do Banco Central Europeu. A idéia geral é que você decida as taxas de juros, empréstimos a países quebrados e intermediações entre presidentes das mais importantes nações do velho continente. Em caso de sucesso a economia global é restaurada e a população continua vivendo bem, do contrário o mundo inteiro pode ter problemas. Ou seja, suas decisões serão vitais para a saúde financeira da humanidade.

Parece difícil demais? Não se preocupe, seguindo o estilo “Sim City”, o game oferece dois conselheiros para que você ouça os “pormenores” de cada decisão. Os conselheiros são versões satirizadas dos presidentes americanos George W. Bush e Barack Obama. Mas fica a dica: no final das contas é o jogador que escolhe que decisões tomar.

Outros personagens incluem os ministros gregos representados na figura do Jabba the Hutch da série Star Wars. O game oferece três finais disponíveis, dependendo do seu desempenho, levando-se em consideração as decisões que foram tomadas.

Vale lembrar que o game é seqüência do aclamado “A Pequena Grande Crise” que foi lançado em idos de 2008 e tratava justamente sobre a crise financeira americana. O jogo tornou-se sucesso de crítica, colecionando boas críticas e premiações, inclusive o disputado prêmio de melhor jogo de educação da América Latina no Nave Awards 2009.

Você pode conferir “A Pequena Grande Crise 2: O inimigo agora é outro” através do próprio site do game. Em seguida nos diga o que achou.

Entrevista: Neil Holmes e o impacto dos games indie no mercado

Por Chico Queiroz*, especial para o GameReporter

Neil Holmes é um veterano da industria de jogos do Reino Unido. Começou como artista na conversão de jogos na Sam Coupé, 21 anos atrás. Mais tarde, progrediu para programação de jogos, em companhias como Acclaim e Ocean, trabalhando em jogos como Lemmings, Street Racer, Shadowman, Super Puzzle Fighter, Dragonball e Megaman. Em 2008, mudou-se para a Blitz Games Studios, onde liderou a Blitz1UP, iniciativa para auxiliar desenvolvedores independentes a lançar seus jogos no mercado. Atualmente é responsável pelas licenças das ferramentas da BlitzTech.

Neil, que foi trazido ao Brasil pelo British Council para o seminário Futuro em Jogo, no MIS em São Paulo, conversou um pouco com a gente sobre o mercado de jogos independentes e suas experiências com jogos sérios.

GameReporter – A Blitz Games Studios está licenciando suas ferramentas para desenvolvedores independentes. Como você vê o impacto da produção de jogos independentes sobre a indústria e o design de jogos?

Neil Holmes – O desenvolvimento independente de jogos está gerando um enorme impacto na indústria como um todo. É revigorante ver tantas companhias tendo sucesso com seus designs e conteúdos originais em tantas plataformas. Por muito tempo, o desenvolvimento de jogos acessíveis à maioria dos jogadores estava restrito a desenvolvedores com acesso aos kits de desenvolvimento e editoras, que eram necessários para que pudessem lançar seus jogos para consoles. O advento dos smartphones, Facebook, Xbox Live Indie Games, Google+, etc. mudaram isso, e estamos assistindo a um resurgimento dos jogos caseiros e um aumento massivo de desenvolvedores independentes ao redor do mundo.

Isso nos leva de volta aos primeiros anos da indústria no Reino Unido, durante os anos 80, quando qualquer um com um computador pessoal podia criar seus jogos. Foi isso o que levou o Reino Unido ao cenário de desenvolvimento extremamente bem-sucedido que apresenta hoje. Este tipo de democratização do desenvolvimento traz somente coisas positivas para a indústria.

GR – Que conselho você daria a novos desenvolvedores independentes? O que eles podem fazer para se destacarem da concorrência?

NH – Marketing é essencial. Com tantos desenvolvedores, jogos e aplicativos por aí, está se tornando muito difícil se destacar. Meu conselho a qualquer um iniciando uma companhia independente é encontrar um responsável pelos negócios e um responsável pelo marketing. A menos que você faça jogos apenas por amor, você irá precisar de habilidades de negócios bastante sólidas, além de um marketing surpreendente, para que seu negócio vingue.

Portais como Steam e IndieCity.com podem ajudar a expor seu jogo, mas ainda assim você estará competindo pelo tempo e dinheiro dos jogadores contra outros desenvolvedores que já estão promovendo seus jogos a novos e antigos fãs. Não existe outra maneira: você deve se dedicar a espalhar a mensagem sobre seu trabalho – caso contrário, você poderia criar o melhor jogo de todos os tempos e vender apenas um punhado de cópias.

GR – A Blitz Games entrou recentemente em outro mercado: Jogos Sérios e Simulações. Como vocês estão tirando proveito da experiência da Blitz com jogos tradicionais, voltados para o entretenimento, para serem bem sucedidos nesta nova área?

NH – Na verdade, já trabalhamos com Jogos Sérios a alguns anos. Nosso trabalho até agora nos mostrou que jogos para treinamento e ensino são beneficiados imensamente por lições aprendidas no setor de jogos voltados para entretenimento.

O engajamento e retenção da atenção do usuário são altos em jogos, e tendem a ser baixos em abordagens tradicionais de treinamento. Quando bem implementado, a gamificação ajuda a tornar o processo de aprendizado divertido e cativante, além de aprimorar resultados com maiores níveis de atenção interesse e entusiasmo pelos assuntos sendo ensinados. Há um ganho de efetividade significativo em qualquer treinamento executado desta maneira.

Nós acreditamos que ainda há muito a ser feito nesta área, e estamos bastante entusiasmados com as perspectivas futuras para os jogos sérios.

* Chico Queiroz é professor do curso de graduação em Design da PUC-Rio, onde leciona Modelagem Virtual e Computação Gráfica e Tecnologia para Jogos, além de trabalhar como designer digital no laboratório Tecgraf, na mesma universidade.

Os dez melhores games independentes de 2011

O fim do ano é também o período de listas. Uma bem bacana foi lançada pelo blog IndieGames, que listou os dez melhores jogos independentes do ano.

A lista serve de ponto de partida para quem procura jogos divertidos e baratos – existe até um gratuito entre os dez melhores – que tenham passado batido durante o ano.

Confira o top 10, que traz a plataforma (abrange games de Windows, Mac, Linux, iOS e Xbox Live), uma tela, uma breve descrição e o link da página oficial.

:: Acesse aqui a página do Top 10 de games independentes

Novo Humble Bundle: pague quanto quiser e ajude instituições de caridade

Mais um Humble Indie Bundle está no ar, agora com o game Frozen Synapse. A ideia do Humble Bundle é vender pacotes de games, permitindo que o comprador defina o preço que quer pagar e destinando uma parcela à organização, ao desenvolvedor e à caridade (EFF e Child’s Play).

Dessa vez, a pegada do bundle é diferente: o game vendido é o Frozen Synapse, uma estratégia em turno interessantíssima. A diferença está, porém, no fato de que pagando mais que a média vigente no dia (agora está em torno de US$ 4,50) você recebe outros cinco jogos: Trine, Shadowgrounds: Survivor, Shadowgrounds, a pré-venda de Splot e um jogo protótipo, cancelado, Jack Claw, todos da Frozenbyte.

Cada um dos jogos é vendido sem DRM, funciona em Mac, Windows e Linux e pode ser atrelado à sua conta Steam. Um ótimo negócio.

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Gamedevs independentes pirateiam próprio jogo de forma bem humorada

As chatas proteções DRM não são a única solução para a pirataria, já sabemos. Mas o que o pessoal da desenvolvedora independente tinyBuild fez parece inédito.

Junto com o lançamento de No Time To Explain, seu mais recente game, os desenvolvedores Alex Nichiporchik e Tom Brien lançaram também uma versão pirata no site The Pirate Bay.

A versão pirata tenta, logicamente, trazer o jogo para o foco dos comentários. E, como fazer isso? Alterar levemente o game, colocando chapéus de pirata em todos os personagens e rum em todos os lados. A versão pirata, também, não é atualizada com correções de bugs, então acaba servindo como uma “demonstração completa”.

“Estamos usando a pirataria para alavancar as vendas e ganhar divulgação”, explicou Tom Brien ao Gamasutra, acrescentando que o game já seria pirateado de qualquer forma, então foi melhor criar algo divertido em cima disso.

“Então algumas pessoas não comprarão nosso game de qualquer forma, mas se outras gostarem de nosso humor, eles podem apenas apoiar nós desenvolvedores independentes”.

O que você acha da ideia?

[Via IndieGames]

IsoClinous: um game indie que pode ser controlado com o Wiimote

Adoramos jogos independentes e ideias simples. Por conta disso, IsoClinous é um game que nos chamou a atenção. O plataformas para dois jogadores está disponível para Windows e Linux, gratuitamente.

O game de apenas quatro níveis coloca os jogadores no controle de um urso e um urso panda que precisam encontrar um gatinho perdido. O mais legal? IsoClinous pode ser controlado a partir de joysticks do Wii, que conforme movimentados definirão a inclinação de plataformas no cenário.

Criado na Espanha, o jogo ganhou o segundo prêmio no Wiideojuegos 2010 e o terceiro prêmio no iDeame++ 2011. Seus menus estão em espanhol, o que não deve ser um problema.

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Divulgados os vencedores do MS Dream Build Play

Saiu o resultado da nova edição do campeonato Dream Build Play, promovido pela Microsoft e voltado para desenvolvedores independentes.

O vencedor do grande prêmio da edição 2011 foi Blocks that Matter, um casual que mistura plataformas com puzzle, em que você controla um robô-furadeira chamado “Tetrobot”, em um estilo que lembra bastante os games de 8 bits e 16 bits.

Blocks that Matter ganhou um contrato de publicação no Xbox Live Arcade e mais US$ 40 mil. Entre os outros vencedores estão Solar 2 (primeiro prêmio), TIC: Part 1 (segundo prêmio), Sequence (terceiro prêmio), Alien Jelly (menção honrosa – qualidade de produção), The Bridge (menção honrosa – inovação) e Ninja Crash (menção honrosa – fator diversão).

A boa notícia? Blocks that Matter está disponível no Xbox Live Marketplace, por 240 MS Points. Não tem Xbox 360? Sem problemas, o jogo está disponível para PC e Mac via Steam, por US$ 4,99.

[Via Joystiq]