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NÃO é Cilada, Bicho. Vem ver o Zueirama, o game mais zueiro do Brasil

Existem jogos raiz e jogos nutella. O jogo de hoje é o Zueirama, um game completamente raiz, sem sombra de dúvidas. Afinal ele é daqueles tipos que é impossível pegar ranço. Veja bem, primeiramente, fora Temer. Segundamente, ele é brazuka, é indie e é todo inspirado no esporte mais popular das terras brazilis (e não, não é o futebol), é a zueira, mermão!

Criado por três amigos (que precisam ser estudados), o Zueirama faz exatamente isso que você viu no primeiro parágrafo, ou seja, uma ode a todos os memes que você e seus amigos vivem compartilhando nas redes sociais. Ele é todo inspirado nos jogos de sucesso dos anos 90 e no povo brasileiro, fazendo uso do bom humor e de muitas referências.

Em seu cerne, Zueirama trata-se de um platformer com progressão lateral, porém ao invés de só passar as fases, você deve completar missões que envolvem trollar personagens pelo caminho. Tudo para arrancar boas risadas dos jogadores. Afinal (já dizia o poeta) “a zueira não tem limites”. A versão final vai contar ainda com perseguições, conduzir um disco voador e até entregar pizzas.

Tem até um breve roteiro para justificar tanta trollagem: o Sargento Sádipo está acabando com o bom humor das pessoas, de tal modo que elas estão se dividindo entre coxinhas e mortadelas. Para frustrar os planos do sórdido Sádipo, entra em ação a “dupla de dois” composta por Zoinho, um motoboy preguiçoso e o Tião, um exímio domador de onças.

Você deve estar se perguntando por que um motoboy e um domador de onças? Bem, eu não sei, bicho, mas os produtores disseram que se juntos eles já causam, imagina juntos. Afinal estamos falando de belos exemplares da espécie “huehue brbr”. Ao longo da aventura você vai se deparar com inimigos bem característicos do Brasil, como um maromba (birl), coxinhas, corotinhos e mortadelas. Mas não se preocupe: você pode usar sua vuvuzela atômica para acabar com eles.

A jogabilidade lembra os clássicos 16 bits como Super Mario, Sonic, Bubsy, entre outros. A animação, aliás, merece destaque especial, pois os desenvolvedores conseguiram unir o melhor da pixel art com uma jogabilidade fluída e gráficos bem coloridos. A intenção é que qualquer um possa curtir o jogo. E não pode ficar de mimimi.

 Zueirama está em campanha no Catarse e precisa de apoio da comunidade para ser lançado com todo o conteúdo idealizado pelos produtores. Não adianta dizer que nunca nem viu ou ouviu falar desse jogo! Se você está aqui, não tem como desver. Há uma versão demo disponível no itch.io. Os produtores esperam que você fique zero dias sem parar de jogar.

Abaixo você vê o trailer de Zueirama:

Carreira em jogo: BIG Festival vai ajudar quem quer trabalhar no mercado de games

O BIG Festival 2018 não será apenas um espaço para conhecer jogos indies de alta qualidade e fazer negócios, mas também de se interar mais sobre como funciona o mercado brasileiro e descobrir se é isso mesmo que você, jovem desenvolvedor, quer fazer na vida. Sim, o evento vai contar com um espaço chamado BIG Carreiras, que é voltado para alunos do ensino médio e universitários que cursam jogos digitais.

Basicamente o propósito é oferecer maiores informações sobre mercado de trabalho aos alunos, recém-formados e interessados em cursos de jogos digitais. Para isso, haverão sessões e debates com coordenadores de curso de jogos digitais, representantes da indústria e inúmeros profissionais. Todas as palestras possuem entrada gratuita e acontecem entre 29 e 30 de junho, em São Paulo (Centro Cultural São Paulo). No mesmo período também terão stands de escolas de jogos para auxiliar os visitantes.

Na conversa “O que são as Carreiras em Games”, por exemplo, serão apresentados os primeiros passos e dicas para quem quer seguir na área, com informações a alunos do ensino médio e quem não tem conhecimento da área ainda. Já para quem é recém-formado e busca um trabalho, diretores de estúdios e profissionais de Recursos Humanos na área de games dão dicas do que buscam em um funcionário na palestra “Qual Profissional de Games Queremos Contratar?”.

Do outro lado da mesa, em outra sessão, “Como Consegui Meu Primeiro Trabalho na área de Games”, profissionais já experientes e recém-contratados contam como conseguiram encontrar trabalho na área. Os estagiários na área de games contam sobre suas atividades, relação entre formação e atuação profissional, realizações e dificuldades na sessão “Vida de Estagiário“, com depoimentos de desenvolvedores já inseridos no mercado de trabalho.

Os pais também possuem um espaço no evento: destinada aos pais de jovens que já estão quebrando a cabeça na decisão profissional, a palestra “Meu Filho Quer Estudar Games, e Agora?” será sobre o mercado de trabalho na área de jogos eletrônicos. Lá serão expostas informações importantes para ajudar os filhos com relação à decisão na escolha profissional, eterno dilema de muitos. Mais informações no site oficial do evento.

Programação BIG Carreiras:

Dia 29/6 (sexta-feira)

18:30 – 19:00 – Carreira internacional em games

19:00 – 20:00 – Networking: aprecie com moderação

20:00 – 20:30 – Cursos de games e mercado de trabalho

Dia 30/6 (sábado)

14:00 – 15:00 – O que são as carreiras em games?

15:00 – 16:00 – Meu filho quer estudar games, e agora?

16:00 – 17:00 – Qual profissional de games queremos contratar?

17:00 – 18:00 – Vida de estagiário

18:00 – 19:00 – Como consegui meu primeiro trabalho na área de games

Serviço – BIG Festival 2018

6º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

De 23 de junho a 1 de julho (Segunda, 25, não abre)

De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, SP

Entrada: Gratuita

BIG Rio e Fórum BIG Rio – 29 e 30 de junho

terça a domingo, de 11 às 22 horas

Oi Futuro – Rua 2 de Dezembro, 63 – Flamengo, RJ

Labsonica – Rua 2 de Dezembro, 107 – Flamengo, RJ

Entrada: Gratuita

Estes são os games brasileiros em destaque no BIG Festival 2018

Com a aproximação do BIG Festival 2018, chegou a hora de conhecer os jogos finalistas do painel Big Starter. O espaço dá ao desenvolvedor indie de games a oportunidade de apresentar seu projeto ainda não finalizado ou publicado comercialmente a uma platéia composta por desenvolvedores, potenciais investidores, nomes relevantes do game design nacional e internacional, jornalistas e outros formadores de opinião.

A categoria é formada exclusivamente por jogos nacionais e é uma das maiores oportunidades para os desenvolvedores mostrar seu projetos e dar aquele pontapé inicial para conquistar espaço e um financiamento. De acordo com a organização do evento, nesta edição foram inscritos mais de 156 jogos. Destes, foram selecionados 5 jogos finalistas na categoria Jogo Educacional ou de Impacto e outros 5 Jogos na categoria Jogo de Entretenimento.

Abaixo você confere os 10 finalistas do BIG Starter, separados por categorias:

Jogo Educacional ou de Impacto

  • AmbIA – Imesys
  • Projeto Ticolicos – Lost DEVS
  • Legally Addicted – Nonsense Bulls
  • CLEAVER – Equipe CLEAVER
  • Mompas – Studio Nebulosa

Jogo de Entretenimento:

  • One beat Min – PixJuice
  • Little Dude the Game – Initial Tape
  • U.A.I. – Umbu Games
  • Golf 2D – Estúdio Vaca Roxa
  • Jamie’s Dream – Cartonbox Studio

Todos os finalistas apresentarão seus games para um público entusiasta por games e um júri formado por profissionais da indústria, investidores, jornalistas, formadores de opinião entre outros. Os grandes vencedores devem apresentar características que tornem seus produtos únicos, pois os jogos serão analisados em diferentes critérios, tais como aspectos audiovisuais, interativos, mecânica e criatividade. Os dois ganhadores receberão troféu e um prêmio de R$ 20 mil cada.

Outra área de interesse para quem curte jogos nacionais é o Panorama Brasil 2018, um espaço para apresentar 30 jogos que não foram selecionados para a premiação principal do BIG, mas que demonstraram alta qualidade e merecem ser vistos pelo público. Desses 30 jogos, 10 são produzidos por estudantes.

A lista abaixo mostra quais são estes games:

Akane  (Ludic Studios)
AREIA (GILP Studio)
Dog Duty (Zanardi&Liza)
Grand Shooter (Grumpy Panda Studios)
Grashers (Rafael Renan Skoberg)
Hop Dog (Ludic Side)
Kaze and The Wild Masks (Vox Game Studio)
Mana Sparks (BEHEMUTT / Kishimoto Studios)
ManaRocks (Rockgames Ltda.)
Minesweeper Genius (Mgaia Studio)
Patuanú (Andurá Studio)
Pigeons Attack (Nixtor Game Studio)
Ritmosphere (Luiz Carlos Martins Loyola Filho)
Scrash (Cat nigiri)
Solar Fighters (Jhonatas da Silva Farias)
Sunken Brawl (Dope Ape Studios / Umizon)
Sword of Yohh (UNDEVS)
Vector Race (Rafael Forbeck)
Vigilante Ranger (Sinergia Studios)
Wild Glory (LAJE Studios / Manalith Studios

 

Serviço – BIG Festival 2018

Onde: Centro Cultural São Paulo (SP) e Centro Cultural Oi Futuro (RJ)

Quando: 23 de junho a 1 de julho

Quanto: Gratuito

BIG Festival 2018 – inscrições para o BIG Starter encerra em 2 dias

Já está chegando a hora! O BIG Festival prorrogou as inscrições para o BIG Starter até o dia 20 de maio. Se você é desenvolvedor de games e quer ter a chance de apresentar seu projeto para uma banca influente, esta é a oportunidade. O BIG Starter é um segmento do evento voltado para projetos não finalizados ou publicados comercialmente. Neste segmento o desenvolvedor iniciante terá a oportunidade de apresentar seu projeto a uma plateia composta por outros produtores, potenciais investidores, nomes relevantes do game design nacional e internacional, jornalistas e outros formadores de opinião.

A premiação consiste em duas categorias: projeto de jogo de entretenimento e projeto de jogo educacional ou de aprendizagem. Para cada uma delas o vencedor levará o prêmio, patrocinado pelo BNDES, de R$ 20 mil e um troféu. Para participar, o projeto deve encontrar-se em um estágio de desenvolvimento apresentável por meio de modelo funcional, mesmo que não interativo. São aceitas demonstrações digitais e analógicas.

Um dos projetos que ganhou um “empurrãozinho” do BIG em edições anteriores foi Relic Hunters Zero, um shooter cartoonizado feito pela Rogue Snail, que participou da produção de jogos como Chroma Squad, Dungeonland e Knights of Pen & Paper. “Vencer o BIG Starter foi, tanto para o jogo Relic Hunters Zero, como para a empresa [Rogue Snail], algo muito importante”, diz Marcos Venturelli, CEO e game designer do estúdio. “Nos incentivou a continuar trabalhando e investindo no jogo, que começou de forma humilde e se tornou o projeto mais ambicioso da minha carreira”, completa.

Outro game que levou o prêmio do BIG Starter no passado foi Monowheels VR, uma experiência futurista da IMGNATION Studios, mesma empresa que desenvolveu Angry Birds Rock in Rio, game em parceria com a Rovio. Para eles, receber o prêmio do BIG Starter foi uma injeção de ânimo e permitiu focar em melhorias para o produto.

“A premiação teve um papel importante na validação, tanto do game como da empresa, porque nos ajudou na hora de fechar parcerias com publishers e investidores”, comenta o Orlando Fonseca Jr., CEO da IMGNATION.

Além do prêmio em dinheiro, Monowheels VR ganhou destaque em veículos especializados no segmento e acabou indo parar na GDC 2018, um dos principais festivais de desenvolvimento de jogos do mundo. As inscrições para o BIG Starter podem ser feitas aqui. Veja o regulamento completo na página do BIG Starter.

Serviço – BIG Festiva 2018

Quando: 23 de junho a 01 de julho

Onde: Centro Cultural São Paulo (São Paulo) e Centro Cultural Oi Futuro (Rio de Janeiro)

Quanto: Entrada Gratuita

Glitch Mundo – Desenvolvedores Independentes do Brasil criam seu próprio evento de games

Vocês devem se lembrar do sentimento de insatisfação de um grupo de desenvolvedores independentes com relação ao direcionamento que o BIG Festival tomou nos últimos anos, certo? Pois bem, o diálogo continua aberto, porém o grupo de desenvolvedores decidiu tomar as rédeas de sua própria comunidade e acabaram por criar um novo evento de games independentes, feito justamente por desenvolvedores independentes. Assim surge o projeto Glitch Mundo.

A ideia basicamente é dar a oportunidade para os desenvolvedores indies mostrarem seus jogos em um ambiente que mistura gastronomia. Os jogos selecionados estarão presentes na DiceZ, tradicional hamburgueria da capital paulista, nos dias 26 e 27 de Junho e as seleções oficiais serão feitas baseados nos seguintes critérios: polimento, experimentabilidade e o fator diversão.

De acordo com a página do evento, o Glitch Mundo ocorre em paralelo ao BIG Festival, oferecendo um espaço seguro e aberto de jogos e experiências interativas. O evento compreende diversas atividades, tais como Mostra de Jogos, Batalha de Ilustradores e um Flash Day Tattoo.

“A palavra independente está sendo usada por grandes corporações para benefício próprio. Nós somos os desenvolvedores independentes, que vivem de suor e lágrimas para conseguir pagar as contas do mês. Não somos uma pessoa nem uma panelinha delas. Nós somos um coletivo, um conjunto de mentes diferentes que passaram por jornadas diversas e com um único objetivo: colocar o coração de volta no desenvolvimento independente”, diz um comunicado no site do Glitch Mundo.

De acordo com a organização do evento, serão organizadas células pequenas, grandes, encontros, palestras, festas, mobilizações, piquetes, e o que mais for julgado necessário pelos integrantes. O obetivo é tornar o evento aberto e repleto de atividades que agradem a comunidade e os jogadores. Qualquer um, inclusive, pode organizar suas próprias atividades. Basta entrar em contato no Discord para coordenar juntamente com a organização todas as iniciativas de forma ordenada.

Mostra de Jogos

A Mostra de jogos do Glitch Mundo contará com 10 jogos (5 para cada dia), onde o frequentador pode jogar os jogos ali juntamente de seus criadores. Conjuntamente, serão realizados micropainéis com os desenvolvedores para eles falarem sobre seus projetos, e estes serão registrados em vídeo e disponibilizados futuramente pela Internet.Para submeter seu jogo, basta clicar aqui.

 

Serviço – Glitch Mundo 2018

O que é: evento criado por desenvolvedores de jogos independentes que querem mostrar seu trabalho.

Quando: 26/06 a 01/07

Onde: Haverá diversas atividades em diferentes locais como a DiceZ Burguer, em São Paulo, e a Hot Milk, em Curitiba. Outras atividades e espaços podem ser integrados ao evento.

 

Segundo Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais inicia coleta informações e amplia escopo

Já está a todo vapor o Segundo Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais financiado pelo Ministério da Cultura. O mapeamento do setor é fundamental para que sejam elaboradas políticas públicas que visem fortalecer o setor. O Censo é conduzido pela equipe da Homo Ludens e visa entender o públicque consome e acompanha a indústria de jogos nacionais.

O primeiro censo dos jogos digitais coletou dados referentes ao ano de 2013, e seus resultados foram divulgados a partir de março de 2014. O levantamento foi fundamental para direcionar a discussão e a implementação de políticas públicas voltadas a esse setor no Brasil. O segmento experimentou um aumento das exportações superior a 625% nos últimos três anos, fechando 2016 com US$ 17,4 milhões, segundo dados do Projeto Setorial de Exportação Brazilian Game Developers.

Desde então, diversas iniciativas públicas e a própria dinâmica do setor mudaram o perfil da indústria e as suas demandas. “Os dados do censo possibilitam a criação de políticas públicas convergentes, a promoção e acesso ao mercado internacional e o fortalecimento da competitividade do setor”, destaca Ana Letícia do Nascimento Fialho, Diretora do Departamento de Estratégia Produtiva da Secretaria da Economia da Cultura do Ministério da Cultura.

“Nesta edição, além dos desenvolvedores de jogos, também serão incluídos outros atores da indústria de jogos digitais, como empresas com outras atividades (animação, software, etc) que também desenvolvem jogos, atividades de apoio ao desenvolvimento de jogos (sonorização, localização, monetização, consultoria, etc); além de outras atividades da indústria (publishing, distribuição, varejo, mídia, etc)”, esclarece Luiz Ojima Sakuda, sócio da Homo Ludens e coordenador do estudo.

Então torna-se mister que todas as pessoas envolvidas com a indústria de jogos responda o questionário para ajudar aos governantes entender quem somos e o que queremos. Este questionário está disponível aqui . Os dados coletados serão utilizados apenas para fins de desenvolvimento de políticas públicas e de produção científica. O resumo executivo será enviado ao email de contato cadastrado  assim que o estudo for terminado.

BIG Festival 2018 – Perdeu o prazo de inscrição? Veja três maneiras de você ainda participar do evento

Ainda que as inscrições para submeter seu jogo ao BIG Festival 2018 tenha encerrado, existem três formas de você participar do evento deste ano e mudar a história do seu jogo radicalmente. Lembrando que o BIG é o maior evento de jogos independentes da América Latina e os projetos que costumam aparecer lá ganham bastante prestígio e notoriedade.

A primeira oportunidade é através do BIG Starter. Trata-se de uma premiação para jogos ainda não finalizados. Basicamente você tem a chance de apresentar seu projeto e em seguida ele passa por uma banca julgadora composta por investidores e profissionais da área.

Os dois melhores projetos levam um prêmio de R$ 20 mil (categorias entretenimento e educacional). Mais importante do que o dinheiro é o feedback que acaba melhorando o jogo e dando o norte que o game precisa para seguir adiante. Você pode se inscrever no BIG Starter aqui.

A segunda oportunidade é o BIG Brands, que é mais voltada a jogos feitos para divulgação de marcas ou produtos. Os melhores jogos serão selecionados por um júri técnico e serão expostos no festival.

Todas as agências de publicidade, produtoras, desenvolvedores ou a própria marca que encomendou o jogo podem inscrever os jogos, contanto que tenham poder de representar o jogo e que tenham obtido todas as autorizações para mostrá-lo no festival.

Por fim, temos o BIG Ventures, uma atividade exclusiva para empresas que estejam em busca de investimento para o seu negócio, não apenas para um jogo ou produto específico. Ou seja, esta categoria é aberta para todas as empresas ligadas ao audiovisual.

Esse ano, o BIG Ventures traz uma nova atividade, o BIG Pitch: Empresas de games, cinema, TV, animação, música ou outras empresas ligadas ao setor audiovisual, farão um pitch para uma banca de investidores anjos e fundos de investimento privados e públicos.

Se a sua empresa está procurando recursos para estabelecer ou expandir sua operação, esta é a oportunidade ideal para mostrar seu potencial, receber feedback de uma banca qualificada e, quem sabe, conseguir investimento para o seu negócio. Inscrições aqui.

 

Massive Work Studio divulga mais detalhes do impressionante jogo Dolmen

Foram apenas duas semanas para acabar o período de financiamento coletivo de DOLMEN, o jogo Indie brasileiro inspirado na franquia Dark Souls e que promete qualidade em.níveis altíssimos. A equipe da Massive Work Studio decidiu envolver ainda mais a comunidade neste período tão importante do jogo  mostrando um pouco mais dos bastidores de seu horripilante RPG de ação.

O vídeo abaixo apresenta a enorme e misteriosa espaçonave Zoan, o veículo que será tão essencial durante a jornada do protagonista. A nave Zoan é onde a jornada começa. Ela contém algumas das tecnologias mais avançadas da humanidade e funciona como uma pequena porção de normalidade no mundo de DOLMEN – atuando como uma jangada proverbial para o jogador que enfrenta o planeta, até então inóspito, de Revion Prime.

Além de uma sala de comando e estação de trabalho totalmente equipada para construir e modificar armas e armaduras, a nave também conta com uma cozinha. Zoan também atua como o maior inventário do protagonista, significando que os recursos obtidos no mundo exterior que não forem armazenados lá podem ser perdidos para sempre.

A nave Zoan e o protagonista são apenas alguns dos aspectos cuidadosamente construídos do jogo que fazem de DOLMEN absurdamente detalhado e fascinante.

Veja o vídeo DOLMEN: The Main Character e The Zoan Ship abaixo:

Mushroom Guardian: game mobile para iOS relembra os clássicos platformers da era 16 bits

Nosso destaque do dia é o game Mushroom Guardian, um título de plataforma para iOS desenvolvido pelo produtor independente Mariano Larronde, da Argentina. Ele é inspirado nos jogos clássicos dos anos 90. O jogo está em desenvolvimento há quatro anos e tem como objetivo entregar uma experiência divertida sem intromissões de microtransações.

Em Mushroom Guardian, os jogadores devem testar suas capacidades sem nenhum tipo de ajuda, como era nos jogos de plataformas das antigas, os quais provocavam um profundo sentimento de vitória no jogador.

De acordo com o desenvolvedor, o game é o resultado da mistura dos jogos de plataformas de console dos anos 90s, com uma gameplay frenética que exige ao jogador habilidades muito diversas, desde corridas tradicionais, rodar pelo chão, pular, voar, subir em carrinho de trem, se se jogar em barris e tiro ao alvo com arco e flecha. Tudo ao longo de 20 desafiadores níveis cuidadosamente construídos para serem acessíveis mas bem difíceis de atingir 100%.

Na trama o jogador deve ajudar o gnomo Igory a combater o ataque do Rei Sapo e seu exército de répteis, que querem roubar todos os cogumelos mágicos da sua aldeia. Por sorte, Ziggy, o coelho guardião, que está indo ajudar com sua incrível velocidade pode rastrear o Rei Sapo.

Mushroom Guardian conta com 20 fases estilizadas em gráficos bem desenvolvidos e uma mecânica simples de aprender, totalmente inspirada em jogos clássicos: Apontar, atirar, pular, voar e rolar pelo chão. O game já está disponível para download.

Abaixo tem o trailer de Mushroom Guardian:

A polêmica do BIG Festival x Desenvolvedores de Jogos: entenda o caso e a resposta da organização do evento

Criado em 2012 no Museu da Imagem e do Som (MIS), o BIG Festival se desenvolveu rapidamente de uma pequena mostra de games, para um evento de proporções e importância grandiosa. E não é por menos: foi ele o evento  pioneiro dedicado exclusivamente a jogos independentes do Brasil. Graças a ele os produtores nacionais conseguiram visibilidade e contato direto com o público como nunca antes. Claro, alguns eventos de grande porte como a BGS dedicam algum espaço para indies, mas apenas o BIG nasceu e cresceu com os pequenos produtores como foco principal.

Na última semana a comunidade de produtores nacionais e jogadores presenciaram uma polêmica envolvendo o BIG Festival. Fato este que levou até a produção do evento a escrever uma carta aberta a fim de responder os desenvolvedores. Tudo começou no último dia 18, quando um grupo de 250 desenvolvedores de jogos encaminhou uma carta aberta para o BIG. A carta continha algumas críticas e questionamentos acerca das políticas do evento.

“Viemos através desta apresentar oficialmente nossa insatisfação em relação às escolhas do Festival. Essa insatisfação não é nova e já tem sido comunicada aos organizadores por diversas vezes nos últimos anos, com pouco ou nenhum resultado. Nos preocupa e incomoda que o BIG Festival, que usa em seu nome ‘brazilian independent’, dê tão pouco espaço para nós, os tais desenvolvedores brasileiros independentes”, começava o documento.

Basicamente os desenvolvedores cobram maior transparência da organização em relação aos critérios de avaliação para chegar a ser finalista do evento. Além disso, não viram com bons olhos a participação da Bandai Namco dentro do evento julgando os games nacionais. Também foi cobrada a falta de espaço para jogos feitos por universitário, em detrimento de projetos de empresas já estabelecidas e com recursos grandiosos. Ao final do documento foram levantadas possíveis soluções para os problemas levantados.

Com a polêmica levantada e a assinatura de 250 desenvolvedores, a organização viu que as coisas poderiam evoluir rapidamente para uma situação desfavorável. A princípio o BIG tentou uma reunião com uma comitiva de desenvolvedores, porém a sugestão logo se viu inviabilizada por motivos de deslocamento e escolha dos membros da comitiva. Questionou-se o porquê a organização não responde simplesmente as reivindicações da carta ponto a ponto. Pois bem, a organização do evento ouviu a comunidade e encaminhou hoje (23) para a imprensa uma carta aberta respondendo todos os 16  pontos do documento.

O documento contém 28 páginas e pleiteia esclarecer as dúvidas levantadas. A primeira coisa é que a organização desmente veementemente o rumor de que poderia rolar uma lista negra aos desenvolvedores que assinaram a petição.

“É importante declarar que são boatos totalmente infundados quaisquer possibilidades de retaliação ou lista negra por parte do BIG a quem quer que seja signatário da carta. Não sabemos quem teve a ideia de inventar isso (de fato, vários comentários inventados e não checados circularam, inclusive pela imprensa, esse é apenas um dos mais absurdos deles). Seria totalmente absurdo gerar uma lista negra para uma carta que propõe melhorar o evento”, escreve Gustavo Steinberg, diretor executivo do BIG.
Visando melhorar a comunicação entre evento e desenvolvedores, o BIG continua sugerindo a eleição de uma comissão que represente a categoria. “Sugerimos, porém, que elejam uma comissão que possa trabalhar conosco ainda nesta edição. É difícil para o festival de se comunicar com 250 pessoas ao mesmo tempo. Nossa estrutura é BEM menor do que vocês imaginam”, diz o comunicado.

Na quarta-feira (25) será realizado um encontro entre os desenvolvedores e a direção do evento às 18h no Centro Cultural São Paulo. De acordo com o BIG o evento será transmitido online. Sobre a principal crítica do evento, a parte que fala sobre a falta de transparência e a presença de grandes empresas, o BIG se defendeu dizendo que os patrocinadores não tem influência na escolha dos jogos finalistas.

“O BIG é um evento de games que engloba diversos patrocinadores, associações, e órgãos, porém as associações e entidades não têm participação nenhuma na seleção dos jogos do festival, sendo escolhido um grupo de curadores que não tem ligação com as mesmas. Pedimos que casos específicos sejam encaminhados para que possamos apurar e responder à altura”.

Mais informações podem ser vistas no site do evento.