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Gaming for All – Evento na Universidade Anhembi Morumbi é a resistência dos gamers contra acusações infundadas

Após acusações infundadas, eis o momento de os games reagirem! Essa é uma das temáticas para este ano do evento “Gaming For All” 2019, um evento produzido por gamers – e para gamers – recheado de palestras importantes com o tema Cultura e Vídeo Game, imperdível pra quem é Educador, produtor de jogos e mesmo consumidores de games ou pais. O encontro acontece nos dias 2 e 3 de maio na Faculdade Anhembi Morumbi e no Campus Paulista 2 e vai trazer uma série de empresas importantes do Brasil e palestras de pessoas muito importantes no cenário nacional da produção de jogos.

O Gaming for All é organizado pela galera do Bacharelado em Design de Games da  Universidade Anhembi Morumbi e trata-se de uma iniciativa que surgiu com a cooperação internacional entre Suíça e Brasil para fomentar o ecossistema de games em 2017. O evento é gratuito e tem como objetivo promover o encontro e a diversidade no ecossistema de games. Conforme já divulgado pela organização, o encontro contará com a presença de estúdios, profissionais, docentes e convidados reunidos em uma série de workshops, palestras, developers meeting, round table e exposições de trabalhos.

Esta é uma ótima oportunidade para aficionados, estudantes e profissionais da indústria aprender sobre o mercado de games e tecnologias imersivas e se conectar com especialistas. Afinal, é uma chance de conhecer grandes players e fazer aquele networking esperto.  ​Entre as palestras e workshops, será possível conferir a apresentação de Raul Tabajara com o tema “Criação de Personagem: Platão VS Campbell” que aborda como criar um personagem lançando mão de ferramentas como a Filosofia, a mitologia e estudos de linguística.

“Personagem não é só um desenho bonito! Ele tem conteúdo. Ele transmite conteúdo. Ele é uma forma de transmissão cultural por si só”, disse Raul Tabajara em seu convite aberto ao público.

Se você está interessado em participar do Gaming for All, basta comparecer, pois a entrada é franca. No site do evento tem todo o cronograma do evento.

 

Serviço – Gaming for All

 

Quando: 02 a 03 de maio de 2019

Onde: Universidade Anhembi Morumbi:

 

Campus Morumbi

Universidade Anhembi Morumbi – Campus Morumbi

  1. Jaceru, 247 – Morumbi, São Paulo

 

Campus Paulista 2

Universidade Anhembi Morumbi

Rua Treze de Maio, 1.266 – Bela Vista, São Paulo

 

Página: https://www.facebook.com/Gaming-for-all-239385986925035/

Rei do Cangaço – Game brasileiro coloca o jogador no papel de Lampião em uma aventura no purgatório

Nosso destaque do dia é cortesia da Ignite Games e é um prato cheio para quem ama a cultura brasileira: O Rei do Cangaço é um shooter que se passa na época do cangaço brasileiro e explora a figura do lampião. O grande destaque é que o jogo foi todo desenvolvido visando a tecnologia de realidade virtual, mostrando que o mercado nacional está atento às novas tecnologias também.

O Rei do Cangaço conta uma trama fictícia de Lampião em uma “vida após a morte”. De acordo com a descrição do jogo, após ser morto em uma emboscada, o rei do cangaço descobre que antes de ser julgado por seus crimes, terá de ir ao purgatório a fim de caçar demônios chamados “filhos da peste” e libertar espíritos penitentes. Sim, apesar de contar com uma figura histórica, o título possui elementos fantásticos.

Para derrotar os adversários o jogador conta com duas armas divinas chamadas Cruz Credo e Asa Branca, uma delas serve para enviar suas vítimas para o céu, enquanto que a outra conduz as almas para o inferno. Cabe ao jogador decidir o futuro de quem cruzar seu caminho. Além dessas armas, Lampião carrega um poderoso punhal capaz de cortar efeitos mágicos.

Uma vez que O Rei do Cangaço foi produzido para tecnologia VR, o jogador é contemplado com cenários bem detalhados e coloridos. O objetivo da Ignite Games foi produzir um ambiente que lembre bem o sertão nordestino. Os traços dos personagens, vale dizer, é bem cartunesco e divertido.

O título chegou a aparecer na BGS 2018, onde os visitantes puderam ter um gostinho do que a produtora está preparando e a recepção foi bem positiva e tem tudo para agradar o público brasileiro. A expectativa é que a experiência final seja enriquecida com um modo história bem desenvolvido e mais referências às histórias de Lampião e do Nordeste.

A data de lançamento ainda é incerta, mas há a previsão de lançamento para julho deste ano através da Steam. Se você ficou interessado no projeto, basta acessar a página oficial do jogo no Facebook para acompanhar as novidades ou através da página da Ignite Games.

Abaixo tem o trailer de O Rei do Cangaço:

Dream Game, conheça o projeto de gamificação do Colégio GGE que incentiva o aprendizado dos alunos

Em um momento em que se discute sobre a associação de games e a violência, pessoas mais esclarecidas mostram que, ao contrário do que se diz, os videogames são sim ferramentas úteis para as crianças. O Colégio GGE acaba de lançar o projeto Dream Game, um título inovador que une o entretenimento e o aprendizado, incentivando seus alunos do Ensino Fundamental 2 a utilizarem de forma produtiva esses novos recursos.

O Dream Game é um jogo criado exclusivamente para os alunos do GGE testarem seus conhecimentos adquiridos em sala de aula. Ao baixar o aplicativo, o aluno tem acesso a conteúdos de linguagem, ciências humanas, ciências da natureza e matemática, competências abordadas em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A cada resposta correta, o jogador ganha uma moeda chamada braincoin (moeda do cérebro). E tem também a moeda chamada heartcoin (moeda do coração) que são concedidas pelos professores e equipe pedagógica pelo bom comportamento em sala de aula.

E essa ideia nasceu do sócio-diretor do colégio, Herbetes de Holanda, que se inspirou nas famosas moedas virtuais, as bitcoins, para inserir os jovens ao mundo digital de maneira educativa. O nome Dream Game, foi escolhido em alusão à missão da escola de ajudar os alunos a realizarem seus sonhos e estimular os estudantes a serem competitivos de forma saudável.

“Meu desafio era trazer uma inovação tecnológica que contemplasse os principais valores da vida escolar: estudo e comportamento. A partir daí, desenvolvi a lógica, os critérios, algoritmos e ícones e, em parceria com um programador, conseguimos finalizar o produto”, explica Herbetes, sócio-diretor do GGE.

 

Ao acumular as moedas, os alunos poderão trocar por diversos prêmios, através de uma loja virtual disponível no aplicativo do Dream Game, como bicicleta, aparelhos eletrônicos, lanches, fardamentos, ingressos para cinema, materiais esportivos, livros e até por pontuação extra em algumas disciplinas.

A plataforma já está disponível aos estudantes e eles podem acompanhar como está seu desempenho em tempo real de um jeito fácil, descontraído e bem interativo. A aplicação está disponível para PCs, tablets e smartphones – na Google Play. O legal mesmo é ver que enquanto pessoas acusam videogames por todo rompante de violência, há estudiosos que utilizam seu aspecto interativo para trazer as crianças para o estudo. Tomara que a moda do Colégio GGE pegue.

Abaixo temos um vídeo explicativo da lojinha Dream Game:

Top 5: acontecimentos que incentivaram a criação de games nacionais

Podemos dizer que o mundo dos games hoje em dia está fervendo e crescendo de maneira extraordinária. Todos os dias vemos os grandes estúdios de criação de games apresentarem incríveis jogos com gráficos ultrarrealistas e mecânica que aproximam os personagens próximos a realidade.

É notável também a força dos produtores independentes, que de certa forma estão bastante encorajados a criar jogos, mesmo que sem grandes recursos financeiros ou um patrocinador. Seja como for, o mercado de games nacional se desenvolveu muito bem.

Mas alguns anos atrás as coisas não eram assim, pois era raro encontrar algum desenvolvedor de games independente, pois apenas os grandes estúdios e distribuidoras lançavam games. Os gamers então passaram por cima e quebraram esse paradigma, e após algum tempo o mercado foi só crescendo e crescendo, como era previsível.

Trouxemos alguns acontecimentos dentro da indústria dos games que ajudaram a evoluir o mercado, assim como podemos ver hoje. Alguns mais recentes, outros nem tanto, confira:

 

5 – Lançamento dos primeiros games indies

 

Ah, os Games Indies! Talvez você desconheça a importância que estes jogos criados por poucas pessoas (ou até mesmo uma) tem sobre o mercado de desenvolvimento de games no mundo e aqui no Brasil.

Os primeiros games independentes foram lançados no início da década de 90, e só ganharam relevância e popularidade com o tempo, chegando hoje em dia a títulos tais como Minecraft, pois acredite, ele foi criado por apenas uma pessoa.

Infelizmente não sabemos exato qual foi o primeiro jogo independente que foi lançado e nem a sua repercussão e aceitação dos players que jogaram, mas sabemos que este incentivou e mostrou que nem sempre é necessário ter grandes recursos para criar um game do zero.

Com certeza foi um bom incentivo para a atual geração de programadores, certo?

 

4- Steam abre portas para os produtores independentes

 

Erinia, um dos primeiros jogos brasileiros de longo alcance.

A Steam é referência na venda de games em mídia digital para PC e possui um catálogo gigante de games e muitos usuários ativos diariamente. Em agosto de 2012, a companhia decidiu apoiar fortemente os programadores e lançou o Steam Greenlight.

Os programadores podem enviar vídeos de algumas partes do jogo que está sendo desenvolvido e o mesmo participará de um processo de votação, se obter votos suficientes ele poderá ser publicado e divulgado dento da plataforma. Apesar da concorrência que o produtor poderá enfrentar, a popularidade da plataforma fala mais alto e ainda incentiva que o desenvolvedor dê o seu máximo e apresente uma boa proposta do jogo que está criando.

Infelizmente o Steam Greenlight  foi substituído pelo Steam Direct, que se tornou uma plataforma paga e cara, mas que produtor não quer ter o seu jogo dentro da Steam?

 

3 – Primeira Game Jam

 

Brasil Game Jam – hoje em dia ela é assim, não lembrando nada a precariedade das primeiras game jams nacionais.

Uma coisa é fato: os Gamers gostam muito e estão participando cada vez mais de eventos, prova disto é a BGS, CCXP, etc..  Apesar destes eventos citados serem apenas de entretenimento, existe uma parte de gamers e desenvolvedores que colocam a mão na massa com o objetivo de criar um game em até 72 horas (ou menos)

Em meados de 2002, um grupo de jovens programadores de games se uniram para criar uma Engine que suportassem várias animações sem comprometer na qualidade e no processamento dos componentes do game. Após o período de desenvolvimento da engine, os desenvolvedores convidaram um pequeno grupo de programadores para que eles criassem vários games com o motor gráfico construído, e assim aconteceu o primeiro evento de Game Jam da história.

 

2 – Lançamento da plataforma itch.io

 

Se você é familiarizado com games indies, provavelmente conhece a plataforma itch.io, lançada em março de 2013, que permite que pequenos desenvolvedores de games publiquem seus jogos independentes para venda e download.  Hoje em dia a plataforma possui mais de 40.000 jogos em seu catálogo e ainda é possível participar de games Jam através dela.

A distribuição do game é um fator muito importante para qualquer programador, pois a plataforma de distribuição pode definir o sucesso ou o fracasso de um game, e com o crescimento e aceitação dos games indie, a itch.io está cada vez mais popular entre os gamers.

Visto que o Steam Greenlight não está mais entre nós, a melhor opção totalmente gratuita para publicação de games fica com a Itch.io

 

1 – Primeira engine comercial

 

A Blender Game Engine era assim.

Outro grande acontecimento que fez com que as pessoas tivessem curiosidade e interesse na criação de games, foi o lançamento da primeiro motor de jogo liberado para a criação de games. E isso se deve pela comodidade que o programador tem, visto que já não é necessário ter um imenso trabalho para criar uma Engine do zero, ela simplesmente já está pronta, simples assim.

Também não se sabe ao certo qual foi a primeira Engine Comercial lançada, mas acreditamos que seja a Blender Game Engine, em que foi lançado o software de código aberto após a falência da empresa, estando disponível para download até nos dias de hoje.

Texto por: Samuel Almeida

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Top 7 – Jogos que nunca deveriam ter surgido na Steam

Nos últimos dias a comunidade de jogadores mundial entrou em polvorosa graças a um game da Steam chamado Rape Day, um título que permitia estuprar mulheres (mas esta é uma história para depois). O interessante é que a reação da comunidade deixou clara uma percepção de que o controle de qualidade da Steam tem problemas sérios. Afinal, como um jogo sobre estupro consegue passar pelo filtro da Steam?

Não é de hoje que a maior loja de jogos digitais do mundo tem problemas com filtro. Rape Day é apenas mais um dos diversos projetos que conseguiram driblar o controle de qualidade de Gabe Newell. Pensando nisso, resolvemos lembrar de 7 jogos que jamais deveriam ter surgido na Steam.

Abaixo você confere 7 jogos que não deveriam nunca ter aparecido na Steam:

 

1 – Active Shooter

Active Shooter

Os Estados Unidos tem um triste histórico envolvendo armas, jovens desequilibrados e escolas. No início de 2018 um atentado perpetrado por Nikolas Cruz ceifou a vida de 17 pessoas na Stoneman Douglas High School, em Parland, Flórida. O ato entrou para a lista das dez maiores tragédias ocorridas em escolas americanas e serviu para acirrar a discussão entorno do acesso a armas de fogo no país.

Como se o ato não fosse triste o bastante, o produtor russo Anton Makarevskiy resolveu capitalizar com o caso criando o game Active Shooter, que permitia ao jogador encarnar a pele de um policial ou de um atirador dentro de uma escola. Quanto mais policiais e civis fossem mortos, maior a pontuação.

Obviamente que a reação pública não foi nada amistosa e rapiodamente as famílias das vítimas perceberam o insulto. Um abaixo assinado foi criado e recolheu mais de 100 mil assinaturas, forçando a Steam retirar o game de sua loja antes mesmo do lançamento oficial. Active shooter teria uma premissa FPS e acabou por ser lançado de forma independente, sem nenhum sucesso (felizmente).

 

2- Abstractism

Abstractism

Eis que você entra na sua conta Steam, pesquisa um pouco e decide comprar um jogo simples, mas aparentemente promissor chamado Abstractism. O que você não poderia imaginar é que após a instalação seu antivírus ficaria louco, acusando um malware. Após averiguações de entendidos em informática descobriu-se que o game escondia entre seus ficheiros um Trojan executável capaz de mineirar criptomoedas.

O mais interessante é que apesar de ser um game minimalista, Abstractism exigia um certo poder de fogo do hardware. Como se não bastasse, para ganhar itens no jogo bastaria permanecer o maior tempo possível jogando. Com 15 minutos de jogatina você ganhava itens, com mais trinta, outro item. Ou seja, o jogo queria que você o executasse o maior tempo possível, prática natural para mineirar criptomoedas.

Em julho de 2018 os responsáveis pelo game negaram veemente que seu título escondia qualquer coisa, mas a mentira não se sustentou por mais tempo: a Steam baniu para sempre o estúdio Okalo Union de qualquer atividade envolvendo a loja. Felizmente a Steam tomou uma atitude rápida, mas deixou a sensação ruim de que é possível que outros jogos podem esconder vírus mais perigosos.

 

3- Ride to Thell

Em meados de 2013 a comunidade de jogadores percebeu que a Quality Assurance da Steam era uma piada, pois foi neste ano que o game Ride to Hell: Retribution da Deep Silver chegou até a Steam com pompa de jogo regrado a tiroteios e testosterona. O game foi um completo fiasco técnico, de modo que muitos o consideraram injogável e um desperdício de tempo e dinheiro.

Além dos inúmeros bugs, a história era um desastre e as cenas eram absurdamente desconfortáveis, sobretudo nos segmentos envolvendo sexo. O cúmulo da falta de noção é que o Hide to Hell tem um sexismo desnecessário e trata as mulheres como objetos. Pasme que em dado momento o protagonista Jake Conway salva uma mulher de ser estuprada e como retribuição a garota decide fazer sexo com o avatar do jogador!?

A (falta de) qualidade de Hide to Hell: Retribution não gerou polêmica, nem causou mal estar na comunidade, mas serviu para evidenciar que a Steam deixava muita coisa horrenda passar, como se não houvesse nenhum filtro de qualidade mínima. Em setembro de 2014 a Valve percebeu a mancada que era deixar o título a disposição de jogadores desavisados e decidiu remover o game de sua loja.

 

4 – Kill the F*ggot

Este aqui não ficou mais do que algumas horas disponível na Steam graças ao seu conteúdo perturbador. Kill the F*gott  (palavra censurada por ser extremamente ofensiva) coloca o jogador no papel de um jovem cujo objetivo era matar gays e transexuais com uma jogabilidade inspirada em point & click.

Conforme o personagem matasse os alvos (identificados por roupas rosas) a pontuação aumentava, mas se matasse um hétero a pontuação diminuía. O cúlmulo do absurdo eram as diversas frases ditas pelos narradores que evocavam ódio, tais como “entregador de AIDS morto!”.

Após a fúria cair sobre si, o criador da obra, Randall Herman, não chegou a se desculpar publicamente. Apenas disse que seu game não tinha intenção de ofender ninguém apenas irritar pessoas pessoas extremamente sensíveis com o tema. A conversa fiada não colou e a Steam retirou seu game do ar rapidamente.

 

5 – Rape Day

E aqui estamos: o game que inspirou esta lista: Rape Day. O título não deixa enganar: trata-se de um jogo em que um dos passatempos é estuprar jovens assustadas. O game é uma graphic novel ambientada num apocalipse zumbi que permite ao jogador e entre assédios, assassinatos, necrofilia e onda de violência desregrada, o jogador ainda pode estuprar as mulheres aterrorizadas.

Este foi o último jogo a ser banido da Steam, que comunicou que a obra representa um risco e custos desconhecidos a sua reputação. A produtora do game, a Desk Plant, disse entender os motivos da Valve e que era direito da empresa de Gabe Newell decidir que conteúdo deve fazer parte de seu catálogo, mas não pareciam muito arrependidos do mal gosto. Em reportagem ao Daily Mail, foi dito que o público-alvo de Rape Day são os 4% da população que são sociopatas e pessoas que “curtam bancar o estuprador e assassino em série durante um apocalipse zumbi”.

Rape Day foi removido do catálogo da Steam e provavelmente jamais voltará, apesar de a loja informar que o conteúdo foi suspenso para mera análise de conteúdo.

 

6 – Hatred

Já falamos de Hatred anteriormente  e esta é um figura fácil na lista de jogos polêmicos (mesmo em tempos de violência). Trata-se de um game que coloca o jogador no papel de um homem que odeia as pessoas e se lança numa campanha homicida.

Sob perspectiva isométrica e ambientes escuros, o jogador poderia deflagrar o caos.Em meio a tiros e banho de sangue, o que se ouve são as sirenes policiais, o choro de inocentes e muita gritaria. Tal como em jogos de péssimo gosto, assim que uma pessoa é morta, o jogador ganha munição e novas armas para continuar sua campanha. O problema não está em matar – uma vez que GTA e outros expoentes fazem isso – mas sim em recompensar o jogador por atos hediondos.

Tal como outros jogos desta lista, Hatred acabou banido da loja, porém apenas um dia depois ele voltou ao catálogo da Steam, com direito a pedido de desculpas pessoal de Gabe Newell, em um plot twist inesperado.

 

7 – The Key to Home

E por fim, temos um jogo japonês que não ficou muito conhecido por aqui e não chegou a fazer grande barulho, já que a Steam foi inclemente com seu conteúdo. The Key to Home se apresenta como uma visual novel típica, ou seja, cheia de mistérios, personagens fofinhos, opções de diálogos e decisões morais questionáveis. O problema era a descrição do game: “Esta é uma visual novel de mistério para todos os senhores e senhoras que adoram pequenas garotas!”.

A Steam pediu satisfações sobre o conteúdo e a Henteku se manteve calada até que o facão da justiça desceu e o game acabou banido da loja. De acordo com a Valve, o título precisou ser retirado pois incentivava e dava espaço para uma rede de pedófilos. As imagens e as insinuações não deixavam dúvidas de que o jogo escondia algo muito mais sinistro do que apenas mistério e pequenas garotas.

Shooting Pixels – jogo de desenvolvedor independente é indicação para quem curte shooters

Nossa recomendação indie do dia é para quem curte jogos com pegada retrô: Shooting Pixels, criado pelo desenvolvedor Felipe Godoy. Trata-se de um shooter espacial que lembra muito o clima de Space Invaders, porém repaginado para as novas tecnologias. Seu objetivo é destruir naves inimigas e criaturas alienígenas que surgirem na sua frente.

Shooting Pixels foi desenvolvido para dispositivos mobile, de modo que a jogabilidade é bem simples – você apenas define a rota da nave para desviar ou mirar os inimigos, ou seja, não existe botão para atirar. O interessante é conforme você destrói os inimigos surgem power ups que melhoram o poder de fogo de sua espaçonave.

Conforme você segue a aventura e passa as fases, maior a sua pontuação. Esses pontos podem ser usados posteriormente para comprar naves mais bonitas e poderosas. Entre os pontos positivos do game estão os visuais pixelados e bastante coloridos, a ação rápida e o clima de ação irrefreável.

Shooting Pixels está disponível para aparelhos mobile através do Google Play. A expectativa é capturar as atenções de jogadores aficionados por jogos com visuais noventistas. O download é gratuito.

Guia – Como divulgar seu game indie de forma efetiva

A frase pode parecer clichê, mas retrata muito bem a realidade do mundo dos negócios: a propaganda é a alma do negócio. Não adianta investir tempo, dinheiro e esforços para criar um jogo indie extraordinário se ninguém ficar sabendo de sua obra. E é aí que entra a parte publicitária da indústria de games: fazer com que o máximo de pessoas percebam seu projeto e o disseminem para mais pessoas.

Diferente de grandes publishers, é improvável que um estúdio indie tenha recursos financeiros para comprar espaços publicitários em grandes veículos. Pensando nessa dificuldade que limitam o sucesso de jogos promissores, elaboramos este mini-guia para promover seu game de maneira rápida e eficiente. Se você seguir uma ou duas destas dicas, pode ser que que seu game ganhe a visibilidade tão almejada.

 

Seu game tem de possuir algum diferencial

Brothers: A Tale of Two Sons não tem uma história perfeita, nem gráficos realistas, mas sua mecânica é muito diferentona.

Jogos nascem e morrem todos os dias, o que diferencia expoentes de sucesso do mercado indie como FEZ, Braid ou Undertale do resto dos jogos que surgem todos os anos é a alma do projeto. Você os joga em poucos minutos e sabe que são pérolas no meio de bijuterias. Seu game não tem de apenas ser bom, ele tem de ser diferente de todo o resto. Sim, é difícil pensar em algo único sem se inspirar em outros jogos, mas é possível fazer algo que se destaque mesmo utilizando fórmulas já consagradas.

Não há nada mais frustrante do que ver dúzias de games indie que se limitam a apenas mudar a skin de algum projeto já famoso, tal como ocorreu após o apogeu de Flappy Bird. Se você se propõe a ser um desenvolvedor e quer viver deste meio, crie games com a sua identidade. Seja um artista autoral e tão logo seu game esteja disponível, a própria comunidade vai fazer a propagando boca a boca apontando os motivos de porquê seu game deve ser visto.

 

Utilize as redes as sociais

Mesmo as grandes players do mercado como Ubisoft, Sony e Microsoft não podem se dar ao luxo de ignorar o alcance das redes sociais, então não faz sentido remar contra a maré. Com seus mais de 100 milhões de usuários, o Facebook é uma vitrine de alcance global para qualquer projeto. O primeiro passo para promover seu game é garantir que seu estúdio tenha uma identidade visual e um canal de contato com seus futuros consumidores, qual melhor ferramenta que a rede social do momento?

Crie uma página, poste artes, vídeos, interaja com a comunidade, mostre seu game de maneira bem humorada e única. As chances de uma publicação humorada viralizar são grandes, então use isto a seu favor. Além disso, é bem interessante ações promocionais ligados ao seu game, quem sabe distribuir chaves de acesso ou outros brindes não sejam o estopim inicial para dar visibilidade ao seu game?

Não fique restrito ao Facebook, aproveite as capacidades de cada uma das redes a seu favor. No Twitter, por exemplo, tente utilizar as hashtags de maneira esperta; No Instagram, tire fotos maneiras relacionadas ao seu estúdio ou as artes do seu game; Já o Reddit e o 9Gag são ideais para promover seu game para outros países.

 

Esteja em grupos de desenvolvedores

Ainda sobre redes sociais, um dos calcanhares de Aquiles nos primórdios do Facebook era a total ausência de comunidades, tais como àquelas que tornaram o Orkut famoso em sua época. Atualmente a rede social do Zuckerberg possui comunidades e é justamente elas que mais tem aproximado desenvolvedores. Procure grupos de desenvolvedores independentes, pois é bem possível que você faça amizades verdadeiras e parcerias interessantes.

Outro benefício de estar envolvido em comunidades é que vez ou outra os desenvolvedores podem te dar dicas para melhorar seu game e até oportunidades de divulgação gratuita. Um dos melhores grupos atualmente é o Boteco Gamer, que reúne quase 7 mil pessoas entre desenvolvedores, jornalistas e jogadores aficionados por jogos independentes.

 

Entre em contato com sites, blogs e youtubers – mandar prévias

Sites grandes de jogos geralmente vivem de anúncios, mas para capturar anúncios é necessário conteúdo interessante. Uma maneira bem eficaz de colocar seu game nas páginas de sites e blogs é entrar em contato com os responsáveis por esses veículos através de email. Mande um release dizendo o que é seu jogo, quando será o lançamento, imagens em alta definição, link do seu site e um trailer que mostre a jogabilidade e os conceitos utilizados. Não sabe onde começar a divulgar seu game? A página Camaleão Digital elaborou uma lista de veículos dedicados a publicar jogos independentes.

Outra maneira de divulgar seu indie game, menos tradicional, mas com alcance maior é o Youtube. Entrar em contato com os produtores de conteúdo e apresentar seu game pode se tornar um caminho rápido para o sucesso, principalmente se ele gostar de seu jogo. Basta lembrar o quão longe Slenderman: The Eight Pages conseguiu ir após aparecer no canal do PewDiePie. Não é fácil entrar na lista de grandes youtubers, de modo que o ideal é tentar algum espaço com youtubers em começo de carreira.

 

Se puder investir, invista!

Se você tiver algum capital para anunciar, mesmo que seja pouco, invista. Você bem pode pagar por anúncios no Facebook e no Google AdSense por poucos reais. O alcance pode ser maior do que você imagina, uma vez que seu game vai entrar na linha do tempo de muita gente. Na plataforma Facebook, aliás, é até possível definir qual a faixa etária você quer alcançar e o tipo de público desejado. Como se não bastasse, a rede social estreou há pouco tempo o Facebook Gaming, que promete ajudar as pessoas a descobrir novos jogos.

 

Participe de eventos

BIGHá algum tempo os jogos indie não conseguiam espaço nos eventos de jogos brasileiros, mas as coisas mudaram com a criação do BIG Festival e o advento do espaço indie na BGS. Há outros eventos nacionais que abrem espaço para produtores nacionais como a SBGames e a Brasil Game Cup. Outro caminho é seguir as Game Jams, maratonas que desafiam desenvolvedores a criar jogos em poucas horas. Esses eventos são ideais para fazer contato com outros produtores e melhorar suas habilidades.

 

Coloque seu game em plataformas reconhecidas

Por fim, este é de praxe: poste seu game nas maiores plataformas possíveis como a Google Play e a App Store, se seu produto for mobile. Nestas plataformas é difícil ganhar destaque, portanto capriche nas etapas anteriores se quiser ter visibilidade nas lojas mais famosas do mundo.

Se seu indie game é para PCs, não deixe de postar o produto na Steam, na GOG, itch.io, Windows Store etc. Afinal essas lojas contam com uma base de usuários enorme e bem dedicados. É nessas lojas que muita gente recorre quando está a procura de algo novo, barato e atraente. Tenha certeza de aplicar um preço condizente e atraente o bastante. As lojas Playstation Store e Xbox Live são igualmente importantes para novos produtores, então mãos na massa!

Cube Man, jogo indie brasileiro é prato cheio para quem curte alto desafio

O game de hoje é para quem busca desafio e alta qualidade no meio de tantos jogos independentes. Trata-se do jogo Cube Man, criado pelo desenvolvedor Lucas Kaue, que coloca os jogadores em uma série de fases que misturam os gêneros plataforma e puzzle. Basicamente você deve passar por desafios como serras elétricas, vulcões, estacas etc. Para ser bem sucedido você precisa de agilidade e reflexos rápidos.

Cube Man não esconde suas influências no mega hit Super Meat Boy, afinal, tal como no SMB, aqui o jogador toma o controle de um pequeno homem em formato cúbico que tem por objetivo resgatar seus amigos, que foram sequestrados de maneira misteriosa. Cabe agora desviar de toda sorte de armadilhas e passar pelos diferentes desafios a fim de ser bem sucedido na missão.

O título tem um nível de dificuldade elevado, de modo que jogadores incautos morrerão muitas vezes. É necessário destreza e muita paciência para triunfar. Um dos destaques é que Cube Man tem cores fortes e vibrantes, além de gráficos pixelados bastante trabalhados.

Cube Man ainda não foi lançado oficialmente, de modo que o desenvolvedor tem a previsão de lançar o produto final em meados de 2019. A expectativa é lançar primeiramente na Steam e em algum futuro próximo portá-lo para as plataformas de mesa.

Conheça Raccoo Venture, o game brasileiro inspirado em platformers dos anos 90

Se você já era um gamer no final dos anos 90 deve se lembrar da explosão de jogos adventures que faziam enorme sucesso, tais como Banjo-Kazooie, Conker’s Bad Fur Day e Super Mario 64. Pois bem, o desenvolvedor brasileiro Diego Ras acaba de lançar o game Racco Venture, que presta uma ode a esses games. A intenção é agradar os fãs do estilo platformer 3D que não estão encontrando novas produções do gênero.

A história segue a aventura de Raccoo um guaxinim, que é o último herdeiro do Poder dos Guardiões, que por muitos anos protegeram a Relíquia Sagrada, que deve proteger o mundo de Verta dos perigosos Tatus Tatuados, que almejam roubar a jóia mítica. Cabe ao jogador assumir o controle de Raccoo para enfrentar inimigos, resolver enigmas e quebra-cabeças, enquanto explora as 5 regiões de Verta, descobrindo itens mágicos que ajudarão nesta jornada em busca das peças da Relíquia.

De acordo com o desenvolvedor, Raccoo Venture tem muita influência e referências de grandes clássicos que escreveram a história dos jogos 3D, e traz em sua essência a atmosfera lúdica e inocente que por muitas vezes acabou sendo deixada de lado pela nova indústria dos videogames. Durante a aventura, o jogador explora 5 regiões divididas em 17 fases onde coletar e colecionar itens é uma das ocupações recorrentes no gameplay.

Tal como ocorria nos games dos anos 90, em Raccoo Venture, você irá interagir com diversos personagens espalhados pelo mundo de Verta e irá enfrentar chefões casca grossa. Como se não bastasse, o título é pontuado por vários puzzles e desafios interessantes. Mas não pense que o game sobrevive de elementos do passado: aqui é possível customizar personagens e o estilo visual é extremamente atual. Vale dizer que as roupas obtidas durante as diferentes fases dão novas habilidades ao Raccoo.

Raccoo Venture estará disponível na Steam em breve, porém sem data definida para lançamento. Mais informações podem ser obtidos no site oficial.

Abaixo você confere o trailer de Raccoo Venture:

War Solution – game mistura puzzle e tower defense para melhorar suas habilidades em matemática

O ano de 2019 terá tudo para ser especial para a equipe da Yaw Studios, uma desenvolvedora indie focada em criar jogos que agreguem conhecimentos ao jogador, pois é justamente neste ano que a empresa lançará o ambicioso War Solution, um título que mistura puzzle e tower defense de maneira única. O game esteve presente na BGS 2018 e deixou uma impressão bastante positiva entre os visitantes do estande.

Basicamente você deve derrubar as torres adversárias com a utilização de uma catapulta antes que o adversário derrube a sua estrutura. Para isso, você deve acertar um desafio matemático que surge na tela. Quem responder primeiro tem a chance de disparar contra a torre adversária primeiro. O macete é que além de divertir, o game ainda auxilia no raciocínio rápido e atrair pessoas para a boa e velha matemática.

War Solution consegue êxito em divertir e ensinar muito por causa de seus visuais encantadores, o clima de competição e jogabilidade simples. Você vai resolver problemas de adição e subtração, escolhendo entre quatro opções de respostas disponíveis. Quanto mais rápido você responder, melhor, pois há a chance de ganhar itens capazes de aumentar o poder de fogo de sua catapulta. Mas se você demorar para responder, o dano causado no inimigo será pífio.

Se você se mostrar um gênio não descoberto da matemática, novas torres são desbloqueadas. De acordo com a Yaw Studios, o game conta com 5 modos de jogo, incluindo um modo de combate, que permite que você desafie seus amigos online. Até o momento, apenas dois modo estavam prontos: a campanha e o multiplayer local para dois jogadores – e foi justamente este a fazer bastante barulho na BGS, através de desafios propostos pela equipe da Yaw Studios aos visitantes do estande.

Em entrevista ao site Jogazera, Aislan, fundador da Yaw Studios disse que o game foi pensado após avaliar o nível educacional dos alunos. “Não querendo educar, mas utilizando a competição e a diversão como veículo, fazendo com que a matemática seja inserida naturalmente, sem a pessoa perceber”, disse Aislan.

War Solution ainda não tem data definida de lançamento, mas sabe-se que chegará ainda em 2019 para plataformas mobile e PCs. Há planos de trazê-lo aos consoles no futuro também. A impressão que o game deixou nos visitantes da BGS foi bastante positiva e provavelmente ele deve fazer novas participações em outros eventos de jogos nacionais. Você pode conferir mais sobre o game no site oficial.

Abaixo você confere um trailer de War Solution: