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Miner Ultra Adventures – desenvolvedor teria xingado jogador que fez críticas negativas

Desenvolver um game do zero não é tarefa fácil, principalmente se você desenvolveu tudo sozinho. Receber críticas faz parte do trabalho e acontece muito, mas não é e jamais foi agradável. O caso do game indie brasileiro Miner Ultra Adventures chamou as atenções da internet na última semana e o motivo foi que supostamente o desenvolvedor teria perdido as estribeiras e xingado duramente um jogador que deu nota baixa para seu game na Steam.

ss_61d2256f9da3f6848e57bcec32f0d60f0281cf43-600x338Miner Ultra Adventures é um game de plataforma 3D inspirado em clássicos da geração 32-64 bits como Super Mario 64, Gex, Crash Bandicoot, Conker’s Bad Fur Day. Um dos pontos chaves do game é que ele não possui conteúdo adulto ou violência, além de um mundo vasto e colorido para ser explorado. Por mais que o desenvolvedor se esforce, sempre fica algum ponto negativo e foram esses deslizes que o usuário Filthy Prank apontou ao fazer sua crítica.

ss_af290f82309243229bcb7f52955697fae1d9bb85-600x338Surpreendentemente, o perfil do criador do game (Dennys Ferreira, da Manic Mind Game Lab) passou a insultar o jogador, utilizando até mesmo palavras de baixo calão (imagens abaixo). A situação saiu do controle quando outros jogadores ficaram sabendo do acontecido e começaram a dar mais notas negativas, como forma de “dar uma lição” no suposto desenvolvedor esquentadinho. O resultado foi que a nota do game baixou muito, beirando a nota 4. Nesse ínterim, algumas notas positivas começaram a surgir, sugerindo que o desenvolvedor teria distribuído Keys para melhorar sua nota.

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A versão do desenvolvedor

Após muitas discussões e teorias do que teria acontecido, o site Drops de Jogos entrou em contato com o desenvolvedor de Miner Ultra Adventures a fim de ouvir os motivos que o levaram a tal destempero. De acordo com Dennys, tudo não passou de uma vingança de uma ex-namorada que teria entrado em sua conta da loja virtual e iniciado o atrito com os usuários apenas para lhe criar problemas.

“Vários haters estão me julgando, ao invés de dar força para os devs”, explicou Dennys Ferreira, em entrevista ao Drops de Jogos. “Manter relacionamento com a pessoa errada dá nisso”, enfatizou, em referência à atitude da ex-companheira. “Eu nunca ia entrar em treta com comprador de jogo. Se o cara não gostou e fez um review negativo, tudo bem, eu só quero fazer jogo”, declarou.

ss_abff536a23e84353f6587c5f8523c5573727af6e-600x338A situação teria chego a tal ponto que as pessoas compram o game, fazem o review negativo e em seguida pedem o reembolso, fato que apenas prejudica a reputação do estúdio desenvolvedor. Dennys teria até pensado em tirar o game do ar para acabar com este ciclo. Sobre as notas positivas que surgiram, o desenvolvedor admite ter enviado Keys para a Rússia a fim de melhorar a avaliação geral. Mas é claro que o estrago já estava feito: a fama do game se deu não por suas qualidades ou defeitos. Miner Ultra Adventures é conhecido como “aquele game feito pelo desenvolvedor que xinga seus jogadores”.

ss_49aec8aa60bb27135af162f49e484edcb5f1979fEsta não é a primeira vez que a Steam é palco de uma polêmica: meses atrás a produtora Digital Homicide processou youtubers e jogadores que deram notas negativas aos seus jogos. Resultado? A empresa foi expulsa da Steam. Sobre o caso de Miner Ultra Adventures, infelizmente não conseguimos contato com a suposta ex-namorada vingativa. O que podemos tirar dessa história toda é que, se você é desenvolvedor de games deve estar preparado para críticas, pois elas virão.

Abaixo tem um vídeo de Miner Ultra Adventures:

 

BIG Festival procura projetos de VR e AR para novo line-up de palestras sobre Realidade Virtual e Aumentada

O BIG Festival 2017 começa apenas em 24 de junho, mas as novidades já estão rolando a todo vapor. Uma das mais interessantes é que a quinta edição vai ter um line-up específico sobre realidade virtual e realidade aumentada. Esta será uma oportunidade única para quem ainda não conseguiu testar os novos óculos de realidade virtual e aumentada.

O BIG Festival convidou três dos profissionais brasileiros que mais se destacam na criação de games com essas tecnologias para ajudar na construção dessa vertical. Orlando Fonseca Jr, da IMGNATION Studios; Pedro Kayatt, da VR Monkey; e Tiago Moraes da Ovni Studios, serão os parceiros da organização do evento para trazer o que há de mais atual em VR, AR e games.

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Mas não pense que o espaço dedicado a realidade virtual se limita apenas aos três produtores. Na verdade, se a sua empresa tem jogos prontos e você deseja participar do line-up de palestras do BIG Festival, você pode inscrever seu game ou caso de sucesso no site do evento. Se aprovado, você pode apresentar seu projeto no maior evento de jogos independentes da América Latina.

Mais novidades sobre o BIG Festival 2017

E as novidades do BIG Festival não param por aí: a organização do evento também procura iniciativas de empresas, escolas, fundações e outras organizações brasileiras envolvidas com jogos para aprendizagem, saúde e impacto social, para exporem e discutirem suas experiências na programação do BIG Impact.

mario-lapin“Buscamos dar visibilidade a casos de games aplicados na transformação positiva do mundo, seja apoiando a aprendizagem em qualquer faixa etária, fomentando a saúde, ou promovendo a cidadania e as causas sociais. É um campo que cresce rapidamente no Brasil, e acreditamos que o compartilhamento de histórias dos pioneiros desta indústria, incluindo seus fundamentos, acertos, erros e resultados serão essenciais para o amadurecimento e a expansão do setor no país, aumentando ainda o potencial de exportação e de participação da nossa indústria no mercado global”, afirma Mario Lapin, curador do BIG Impact e CEO da Virgo Games.

Se você já desenvolveu ou participou do desenvolvimento de jogos de impacto, ou se você tem algum projeto incrível em mente, não fique fora do line-up de palestras do BIG Impact. Inscreva seu jogo ou iniciativa lúdica de impacto para apresentar-se na programação do BIG Impact aqui.

No Heroes Here é o melhor jogo social da Game Connection America 2017

E deu Brasil na Game Connection America: o jogo No Heroes Here, do estúdio Mad Mimic Interactive, venceu a categoria Melhor Jogo Social. É a primeira vez que um game brasileiro ganha a competição durante o evento, que acontece em San Francisco de 27 de fevereiro a 01 de março.

De acordo com os desenvolvedores, atualmente No Heroes Here já tem um mundo com 15 fases prontas e já é compatível com online multiplayer. A demo do jogo pode ser jogada durante a Game Connection e na Game Developers Conference, com o mundo Noobland e toda sua mecânica essencial – montagem, disparo, munições e inimigos – implementada.

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Luís Gustavo Sampaio, COO, e Luís Fernando Tashiro, CEO da Mad Mimic, comemoram o prêmio da Game Connection America

No Heroes Here mistura conceitos de defesa de torre e simulação – o resultado é uma experiência explosiva e frenética que torna os amigos mais amigos ainda ou os separa para sempre.  Como os heróis do jogo são não-heróis, os jogadores devem se ajudar para criar diferentes tipos de munição, levar até os canhões e fazer chover fogo nos inimigos. Mas, sem cooperação e coordenação da equipe, tudo pode ir para o espaço.

O trabalho em equipe e a cooperação do grupo é o ponto principal de No Heroes Here. Sem isso, não tem como sobreviver, se defender e proteger o castelo. Os jogadores precisam se coordenar o tempo inteiro, se adaptando às tarefas distintas sem perder tempo. O título tem elementos de estratégia e defesa de torre. Os inimigos são bastante numerosos e alguns chefes chegam para atrapalhar a vida do jogador.

Abaixo você confere o trailer de No Heroes Here:

Brasil tem maior delegação participando da GDC e Game Connection America

A GDC e a Game Connection America começam hoje (27) e vai até o dia 3 de março, na cidade de São Francisco, EUA. Mas sabe o que é mais legal? O Brasil tem a maior delegação participando dos eventos, mostrando a força dos desenvolvedores brasileiros. O Projeto Brazilian Game Developers, BGD, uma parceria da Abragames com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), leva 36 empresas de games e mais de 100 profissionais para a Game Developers Conference, GDC, e Game Connection America (GCA), duas das principais conferências de games do mundo.

Esta é a primeira vez que o Brasil tem dois jogos finalistas na Game Connection Development Awards 2017, uma das mais importantes premiações internacionais de games, organizada pela Game Connection. O jogo No Heroes Here, da empresa Mad Mimic, foi nomeado para o The Best Social Game, e o game The Rabbit Hole, da VR Monkey, concorre na categoria The Best Hardcore Games, The Most Creative & Original Game e Best Indie Game.

rabiit-holeDesde 2015, o Brasil tem algum representante como finalista deste prêmio que acontece na Game Connection America, em São Francisco, e na Game Connection Europe, em Paris. My Night Jobs, da Webcore, concorreu em 2015, Alkimya, Bad Minions, em 2016 na Game Connection America, e Hempire, Lumentech, foi finalista em 2016 pela Game Connection Europe. Vale lembrar que No Heroes Here e The Rabbit Hole também concorrem na categoria People’s Choice, que possui votação aberta.

Segundo Eliana Russi, gerente executiva do BGD, esses resultados mostram como a indústria brasileira de games cresceu e amadureceu nos últimos dois anos. “Temos empresas muito competentes, de todo o Brasil, que estão competindo com estúdios de países com indústrias de games muito mais sólidas e reconhecidas do que a nossa”, explica.

heroes-hereEsse crescimento de qualidade dos jogos desenvolvidos no Brasil pode ser atribuído a diversos fatores, tais como a parceria da Abragames com a Apex-Brasil, por meio do BGD, a criação do BIG Festival, maior festival de games independentes da América Latina, e a participação de muitas empresas em programas de aceleração de games internacionais, tais como GameFounders e Core Labs, nos quais 14 estúdios foram acelerados desde 2015.

Outro destaque do Brasil na Game Connection é a empresa Gazeus Games, única empresa brasileira a desenvolver jogos para o Instant Games do Facebook. Dominoes Battle é o único jogo multiplayer dessa plataforma. É um jogo de dominó no qual os usuários da rede social podem enfrentar em tempo real outros jogadores ao redor do mundo ou um robô. O Jogo está no ar desde o dia 16 de fevereiro e, por enquanto, está disponível apenas na Austrália.

 

Serviço: Game Connection America 2017

Data: 27 de Fevereiro a 1 de março

Local: At&T Center, San Francisco, CA

 

Evento:  Game Developers Conference, GDC

Data: 27 de Fevereiro a 3 de março

Local: Moscone Center, San Francisco, CA

Quatro empresas de games gaúchas passam na primeira fase de edital da Ancine

No último mês de dezembro de 2016 a Agência Nacional do Cinema – Ancine – lançou um edital voltado diretamente à produção de obras audiovisuais brasileiras independentes de jogos eletrônicos. Quatro empresas associadas da Associação de Desenvolvedores de Jogos do RS – ADJogosRS passaram pela primeira fase de seleção do edital: Southbox, de Passo Fundo; Imgnation, de Santa Maria, IzyPlay, de Pelotas e Epopeia, de Porto Alegre. O fato mostra a força do desenvolvimento da indústria na região sul do país.

O edital segue os moldes mais antigos de publishers, em que a empresa responsável por cobrir os custos da produção também passa a ter direito sobre os lucros até que o investimento retorne. É o que explica o diretor de criação da IzyPlay, Everton Baumgarten Vieira, que destaca a importância que o edital traz para o mercado de games como um todo.

Everton Baumgarten, da Izyplay, está animado com a boa recepção da Ancine
Everton Baumgarten, da Izyplay, está animado com a boa recepção da Ancine

“Foi muito importante esse primeiro passo da Ancine. Primeiramente, por ser mais burocrático e visando muito o retorno do investimento para eles. O que não ocorre mais com os projetos de financiamento de editais para filmes. É um caminho natural, uma evolução dos editais, que ficarão mais flexíveis para focar na receita do desenvolvedor”, salienta Everton, que considera a decisão da Agência um importante marco e espera que os games trilhem o mesmo caminho da indústria cinematográfica no país.

A resposta do edital, através das quatro empresas gaúchas selecionadas, ajuda a reforçar a efetividade do trabalho da ADJogosRS no mercado do estado. “Houve uma organização do pessoal da Associação, se ajudando para que tivéssemos mais projetos das empresas associadas aprovados”, exaltou Orlando Fonseca, da Imgnation.

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I’m Awesome, um dos recentes sucessos da Epopéia.

Para Gustavo Silveira, Sócio da Epopeia, a aprovação na primeira etapa demonstra a maturidade da empresa para além de criar jogos. Agora, a empresa passa para a fase de defesa de conceito e jogabilidade, e Gustavo acredita que o projeto da Epopeia está bem alinhado com as expectativas da Ancine, pois, de acordo com ele, o game tem uma veia cultural forte e temática atualizada da literatura clássica brasileira.

Sobre o edital da Ancine

Este foi o primeiro edital lançado pela Ancine voltado ao investimento na produção de obras audiovisuais brasileiras independentes de jogos eletrônicos. A Chamada Pública PRODAV 14/2016 vai disponibilizar R$ 10 milhões em recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que deverão resultar na produção de 24 jogos eletrônicos para a exploração comercial em consoles, computadores ou dispositivos móveis. O edital ainda conta mais duas fases.

Conheça o jogo indie Zap Zone! Tem bastante tiroteio e estratégia!

O game do dia é um shooter inspirado por Pac-Man e ambientado em uma nave espacial. O time do estúdio indie Mighty Mob Games lançou há pouco o Zap Zone, um jogo que te coloca numa corrida alucinante para tentar livrar sua base espacial dos inconvenientes e perigosos Zugs, monstrinhos alienígenas coloridos que ameaçam infestar o lugar. O game é em perspectiva isométrica e é recheada de ação e tiroteios intensos.

O protagonista de Zap Zone é o vigilante espacial Zoey, que se vê em meio a uma rebelião de Zugs, monstrinhos alienígenas coloridos que estão pondo a base espacial de pernas para o ar enquanto tentam escapar. Apenas você pode restaurar a ordem e trancá-los de uma vez por todas em suas celas. Mas tenha cuidado! Apesar da aparência, os Zugs não são tão inofensivos e eles estão em maior número.

ss_3588f628a79166387631f7983d692cb10cbf4c31-600x338Você vai explorar os cenários da base espacial exatamente como em outros dungeon crawls, ou seja, você deve coletar itens e munições para vencer os inimigos. O perigo espreita em cada esquina e é importante descobrir como usar o ambiente a seu favor. Tecnologias como a dos Warp Gates serão de grande ajuda na hora da fuga, permitindo que você se teleporte de um lado para o outro instantaneamente.

unnamed-3Ao todo existem três zonas diferentes e centenas de inimigos para vencer. Há ainda chefões de fases que dão bastante trabalho. Felizmente o jogador pode contar com três tipos de munições e outros armamentos como minas terrestres, barris explosivos e outras armadilhas. Zap Zone conta com um sistema de conquistas na Steam, com cerca de 25 conquistas desbloqueáveis.

Outro destaque são os visuais incríveis, que abusam das cores e a arte visual colorida. Os personagens são carismáticos e bastante divertidos. Mas não se engane, apesar dos visuais, a guerra é bem intensa. O título está disponível na Steam e por enquanto é exclusivo para PCs. Se você gosta de shooters com elementos estratégicos, vale a pena conferir Zap Zone.

Confira o intenso trailer de Zap Zone:

Como as novas mudanças da Steam devem afetar os desenvolvedores indies

Como vocês sabem, a Valve anunciou algumas mudanças importantes na Steam, a maior loja de games digitais do mundo. De acordo com a Publisher, o sistema Steam Greenlight será encerrado em prol de um modelo de negócios mais simples chamado Steam Direct. A medida foi recebida com preocupação por grande parte dos desenvolvedores e até por jogadores. Basicamente a Valve vai cobrar uma taxa para cada game publicado na Steam, ao passo que a votação no Greenlight deixa de existir. O comunicado foi feito na última sexta-feira (10), no blog da Steam.

Enyo, um dos destaques da semana no Greenlight
Enyo, um dos destaques da semana no Greenlight

Veículos americanos informam que a taxa pode variar entre US$ 100 e US$ 5000. Anteriormente os desenvolvedores pagavam US$ 100 anuais e podiam publicar quantos games quisesse. Em outras palavras, vai ficar mais caro para quem é indie publicar um game. A intenção é evitar o acúmulo de jogos ruins na plataforma, visto que um desenvolvedor apenas vai se arriscar publicar um game na plataforma se tiver certeza de que o valor de taxa será recuperado.

O problema é que muitos desenvolvedores indies em início de carreira simplesmente não poderão dispor de recursos para cada game publicado na Steam. Por um lado a Steam vai ficar livre de muitos games dispensáveis; Por outro lado, muitos desenvolvedores (inclusive brasileiros) perderão a chance de ter seus produtos numa das maiores vitrines do mundo. Muitos títulos, aliás, ganharam aclamação de público e crítica após a publicação na Steam.

Don't Starve Together, um dos games mais vendidos da Steam em 2016
Don’t Starve Together, um dos games mais vendidos da Steam em 2016

O Greenlight permitia que os usuários mais dedicados conhecessem milhares de títulos, vissem vídeos prévios e votassem naqueles que compraria se fossem lançados na plataforma. O novo sistema tem uma postura de curadoria, pois há uma série de burocracias e pagamentos que devem ser cumpridos para que o jogo tenha chance de figurar na loja virtual.

“Novos desenvolvedores terão que preencher uma papelada digital, passar por uma verificação pessoal e da sua companhia e apresentar uma documentação parecida com a utilizada no processo de abrir uma conta no banco”, explica a postagem. Há quem acredite que os lucros da Valve não serão afetados com a mudança de posicionamento. Há quem até imagine que essas taxas extras irão aumentar os lucros da companhia, visto que muitos da títulos que farão parte da nova Steam devem ser mais vendidos que a maioria que atulha a plataforma.

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O Steam Greenlight foi lançado na plataforma em 2012 e mais de 4 mil títulos já passaram pela avaliação da comunidade. Estimativas sugerem que cerca de 38% dos games disponíveis na Steam foram publicados apenas em 2016, ou seja, uma alta considerável na publicação de jogos. Não é de se duvidar que a maior parte deles esteja repleto de bugs, sejam ruins ou até mesmo injogáveis. A intenção é tornar os jogos publicados mais selecionados, mais ou menos como as baladas e casas de show costumam fazer quando vendem ingressos mais caros. A estratégia é afastar clones em prol de games mais desenvolvidos e com um orçamento mais alto.

Os pontos negativos da nova Steam Direct

indie-game-characters-790x428Infelizmente, alguns games realmente promissores não chegam nem perto dos US$ 5 mil que a Steam pode cobrar pela taxa de publicação. Pelo lado do público, isto é uma boa notícia, visto que achar um game realmente bom é uma tarefa árdua. Além disso, os games a serem publicados a partir daí devem ter retorno quase imediato, uma vez que a oferta de jogos será mais restrita. Entretanto vale ressaltar que muitas dessas possibilidades não passam de conjecturas, visto que a Valve não divulgou todos os detalhes da Steam Direct.

É bom ver que a Valve está se mexendo para manter a qualidade dos títulos da plataforma, porém as medidas são bem extremas. Para os desenvolvedores indies as mudanças são péssimas se o orçamento for apertado. Felizmente existem outras vitrines de jogos digitais que devem receber mais atenção dos desenvolvedores, ou seja, se você não conseguir publicar seu game na Steam, não precisa entrar em pânico! Para a comunidade, resta aguardar o que a nova Steam aguarda.

Skykings é prato cheio para quem esperava um shmup de respeito

Nossa recomendação do dia é um jogo indie produzido pela produtora StreamSoft Games em 2016. Trata-se de Skykings, um título do gênero shoot ’em up para Android e iOS inspirado no clássico River Raid do Atari. Aqui o jogador deve controlar uma nave solitária vagando por cenários urbanos em progressão vertical enquanto atira e desvia das hordas inimigas coletando combustível.

Skykings segue à risca o estilo dos shmups da geração 16-32 bits, ou seja, conforme a jogatina progride você vai coletando moedas e medalhas para fazer upgrades na sua nave, ou mesmo comprar outras naves. Ao todo existem 16 naves para jogar, sendo que as 3 primeiras já estão liberadas para uso e as outras 13 o jogador precisa liberar com as moedas conquistadas.

screen696x696Além dos upgrades básicos, o jogador poderá contar com três habilidades especiais que podem ajudar o jogador em sua jornada e tem também cerca de trinta conquistas desbloqueáveis que ajudam a subir de nível nas lojas App Store e Google Play. O desafio é ser o melhor jogador na sua rede de amigos. Essas conquistas podem ser liberadas destruindo uma quantidade x de inimigos, percorrendo certa distância, coletando combustível, gastando uma quantidade considerável de moedas ou até mesmo morrendo algumas vezes.

Skykings acaba se tornando viciante, pois o jogador quer cada vez chegar mais longe e conquistar mais pontos possíveis, além disso, o game possui uma rádio com várias trilhas sonoras que o próprio jogador pode alterar no decorrer da partida, deixando assim muito mais agradável a jogabilidade. A intenção da StreamSoft é de justamente agradar os fãs antigos desse gênero tão esquecido pela indústria. O download já está disponível no Android e iOS.

Abaixo você confere um trailer de Skykings:

Campus Party 2017 recebe workshop Gamificação com a imersão do Storytelling

Quem estiver pela Campus Party 2017 poderá ter a oportunidade de aprender sobre o desenvolvimento de roteiro para jogos eletrônicos, pois o professor Alexandre Santos realizará um workshop para explicar técnicas, exemplos e práticas para a construção de gamificação empresarial com foco em Storytelling. De acordo com Alexandre, os participantes aprenderão a criação de um transmídia, mecânicas de imersão narrativa e alinhamentos entre gameplay e narrativas através de pontos chaves de imersão.

O workshop Gamificação com Imersão Narrativa ocorre nos dias 02/02 às 18h15 e 11/02 às 09h00 no palco Entretenimento da Campus Party 2017.  A apresentação do dia 11 será maior graças a uma parceria com a Escola Brasileira de Games. Neste dia serão quatro horas dedicadas a explicar a construção de roteiros e mostras de exercícios e ferramentas de criação de narrativas interativas.

2j1mexa7Para quem não conhece, Alexandre Santos é game writer/designer de narrativas e autor, representou o Brasil em uma antologia mundial de Scifi, trabalhou no primeiro evento gamificado com transmidia storytelling do Brasil, e é um dos autores da Storytellers Brand’Fiction. O professor participou recentemente do case gamificação com transmidia storytelling da América Latina com a Storytellers. Lá ele conseguiu reunir algumas ideias sobre o poder da conexão do jogo (rito) com o storytelling (mito) em ações que usam a gamificação

O workshop dentro da Campus Party 2017 é ideal para novos game designers e escritores que desejam saber mais sobre o desenvolvimento de uma boa trama. Quem já leu algo de games designers sabe que as emoções e o drama não fazem parte do controle dos designers, mas que na verdade elas são de responsabilidade dos roteiristas e storytellers.  Então será possível unificar essas duas forças em uma estratégia empresarial? A ideia é justamente essa.

 

Serviço – Campus Party 2017 – Gamificação com Imersão Narrativa

Onde – Campus Party 2017 – Pavilhão de Exposições Anhembi – São Paulo/SP
Quando – De 31 de janeiro a 5 de fevereiro de 2017
Quanto – Entrada individual – R$ 220

BIG Festival abre inscrições para a premiação de melhores jogos independentes

Já imaginou seu game tornando-se famoso por todo o Brasil? Esta é a sina dos jogos que aparecem no BIG Festival (Brazil’s Independet Games Festival). A organização do evento divulgou que os desenvolvedores de jogos do mundo todo já podem inscrever suas criações na principal premiação do BIG Festival. As inscrições vão até o dia 23 de abril e devem ser feitas através do site oficial do evento.

A quinta edição do BIG Festival acontecerá de 24 de junho a 2 de julho, no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista, mesmo ambiente das últimas edições. Os jogos finalistas estarão disponíveis para o público em computadores, tablets, smartphones e consoles em uma exposição gratuita em que os visitantes podem testa-los e votar em seus favoritos, inclusive jogos em Realidade Aumentada e Virtual.

Os games inscritos serão analisados pelo Comitê de Seleção do festival e os selecionados irão competir em diversas categorias, como Melhor Jogo, Melhor Gameplay, Melhor Som, Melhor Arte, Melhor Narrativa entre outras. Em 2016, o jogo brasileiro Horizon Chase, da desenvolvedora gaúcha Aquiris Game Studio, foi consagrado como o melhor do evento, vencendo na escolha do júri.

A expectativa é que o evento supere o sucesso do ano passado, quando o BIG Festival recebeu a inscrição de 515 jogos de 48 países diferentes, sendo quase metade deles (232) produzidos no Brasil. Foram 18 mil visitantes em 2016, sendo 2.400 profissionais do setor. “Em 2017 consolidaremos o Brasil como o “hub” de negócios internacionais na América Latina, um feito extraordinário para um setor tão efervescente como o dos Games”, diz Eliana Russi, organizadora da área de negócios do BIG Festival.

 

Serviço – 5º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

De 24 de junho a 2 de julho (Segunda, 26, não abre)
De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP
Entrada: Gratuita