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Conheça o comovente jogo indie brasileiro White Lie

White Lie é ideal para quem procura por uma aventura diferente de tudo que já se viu. O jogo conta a comovente história de Greg, um coelho de pelúcia buscando por sua dona desaparecida em um mundo surreal e desolado. O projeto é de autoria do estúdio Ambize e uma das suas características mais marcantes é sua direção de arte desenhada a mão e colorida em tons sépia que complementa e intensifica as sensações e a ambientação solitária vivida durante o jogo. Podemos destacar o minucioso trabalho artístico do game.

O coelho Greg deve superar os desafios de seu passado com Emma se quiser descobrir a verdade por trás de tudo o que está acontecendo. De acordo com os desenvolvedores, a ideia de White Lie surgiu quando os envolvidos na produção refletiam o que podiam fazer de diferente para criar um jogo com um história emocional. O resultado foi um game inspirado por contos de fada e desenhos japoneses.

White Lie foi um dos ganhadores do edital de games da Spcine que aconteceu no fim de 2016 e também  da terceira turma da Core Labs Game Accelerator. O foco principal do jogo é contar uma história emocional sobre o relacionamento entre uma menina e seu brinquedo favorito, a lealdade dos dois e como sempre pertencerão um ao outro. É interessante notar a temática do coelho, também presente na literatura, histórias em quadrinhos e cinema.

O game tem uma jogabilidade simples e o foco não é o combate ou mecânicas elaboradas, mas sim a jornada. Espere por diálogos comoventes e cenas de arrepiar. Não por acaso, White Lie foi um dos premiados do edital da SPCine no fim de 2016. O game é exclusivo de PCs e você pode conferir mais detalhes no site oficial.

Abaixo tem o trailer de White Lie:

Derrote a invasão alienígena no shmup Esquadrão51

Quem curte shmups sabe que o gênero é um dos mais divertidos e reconhecidos da geração 16-32 bits. Infelizmente os produtores de jogos parecem ter esquecido este gênero de jogos, mas vez ou outra surgem pérolas que merecem atenção especial. Este é o caso de Esquadrão 51, um jogo indie brasileiro que te coloca em um combate ferrenho contra invasores alienígenas.

Tal como na maioria dos shmups, aqui você pode esperar chuvas de tiros e muita ação. Na breve descrição do enredo é dito que formas de vida alienígena enganaram e exploraram a raça humana por tempo demais. Para libertar a humanidade do julgo extraterrestre, cabe ao jogador pilotar um avião de guerra para combater os inimigos.

Essa invasão foi orquestrada pela Corporação Vega, que veio com a promessa de ajudar a humanidade a desenvolver a própria tecnologia, porém as coisas se converteram numa ditadura baseada na violência e exploração. Assim é formado o Esquadrão 51, a única esperança de derrotar os invasores alienígenas.

Quem esteve no BIG Festival 2017, maior evento de jogos independentes da América Latina, pôde conferir em primeira mão o Esquadrão 51, pois ele estava presente para testes e foi indicado aos prêmios de “Melhor Jogo Brasileiro” e “Melhor Arte”. Ambas as indicações são bastante justas, visto que a arte em preto e branco são extremamente chamativas e há ótimos efeitos gráficos de explosões e as naves inimigas possuem muitos detalhes.

Parece que a inspiração do jogo foram os inúmeros vídeos e documentários sobre OVNIS dos anos 50/60, além dos filmes de ficção da época, pois além do design em preto e branco, o design das naves remetem claramente as aeronaves do final da segunda guerra mundial. A primeira nave utilizada é um Republic P-47 Thunderbolt. Esquadrão 51 foi desenvolvido por Marcio Rosa, que fez o possível para homenagear os grandes jogos de navinha dos anos 90. O game é bastante nostálgico e uma verdadeira ode ao gênero.

Abaixo tem o trailer de Esquadrão 51:

Conheça o jogo de terror e stealth Hello Neighbor

Hoje vamos falar de um jogo ainda não lançado, mas que demonstra potencial para se tornar um dos indies mais divertidos da temporada. Hello Neighbor, um jogo da produtora independente tinyBuild que mistura terror e stealth de maneira engenhosa. Aqui você encarna um garoto que está numa missão de invasão na casa de um vizinho bastante suspeito. Parece que os desenvolvedores buscaram inspiração no filme A Casa Monstro, pois até mesmo o estilo visual é bem cartunesco.

Você é o novo morador do bairro e em pouco tempo percebe que um de seus vizinhos age de maneira estranha, como se estivesse escondendo algo no porão. A coisa mais lógica a fazer é investigar a casa por si próprio e descobrir que mistérios estão escondidos lá. Porem a tarefa não é simples, pois a casa esconde várias armadilhas. Cabe ao jogador utilizar a inteligência e habilidade para fugir das diversas armadilhas e resolver os puzzles até descobrir o grande segredo da estranha casa.

O jogo é em primeira pessoa, de modo que o jogador se sente na pele do garoto. Não faltam momentos de tensão ao longo do game, pois o jogador deve investigar a casa sem se deixar ser pego pelo vizinho que está em constante alerta. A ideia é tentar entrar na casa sem ser pego, mas a cada vez que você é encontrado o vizinho aprende com sua tática anterior, de modo que você deve elaborar um novo truque.

Hello Neighbour é um jogo furtivo de terror sobre invadir a casa do vizinho. Um dos elementos mais significativos é inteligência artificial avançada, capaz de evoluir em conjunto com o jogador. O vizinho será controlado pela inteligência artificial, que irá aprender com as ações do jogador.”, disse Yulia Vakhrusheva, produtora do jogo.

Hello Neighbor está na 4º fase alfa e já pode ser adquirido através do GoG. O lançamento oficial está agendado para o dia 29 de Agosto. Para celebrar sua eminente chegada, o resto do catálogo da tinyBuild, desenvolvedora do jogo, e alguns outros games de furtividade estão em promoção, com até 80% de desconto na GoG.

Abaixo tem o trailer de Hello Neighbor:

Trilhas da Gamercom capacitam participantes para empreender na indústria de jogos digitais

Entre os dias 8 e 9 de julho a cidade de Florianópolis, SC, sediará a Gamercom 2017, o maior evento de games do sul do país. Além das atrações para quem quer jogar, o evento vai oferecer a oportunidade para quem quer se profissionalizar na área ou fazer negócios. Para ajudar os participantes que têm interesse em aprender a monetizar o que desenvolvem e entender melhor a indústria de jogos, a Vertical Games da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE) estará presente com quatro estandes e com a sala de capacitação Meeting Gamer.

A empreitada visa aproveitar o crescimento do mercado brasileiro de jogos. Nos últimos oito anos, o número de empresas desenvolvedoras cresceu quase 600% no país. O levantamento é da NewZoo, que também aponta um faturamento US$ 1,6 bilhão em 2016. Segundo levantamento da International Game Developers Association (IGDA), Santa Catarina conta com 38 empresas de games e nove instituições de ensino que oferecem cursos na área.

“Ao olhar para a importância desse setor que está crescendo no Brasil e já se mostra muito relevante em nosso estado, decidimos oferecer uma experiência diferente na Gamercom, para aqueles que veem nos games mais do que uma diversão – uma oportunidade de negócios”, diz Arthur Nunes, diretor da Vertical Games da ACATE. A sala de capacitação Meeting Gamer irá trazer palestras com desenvolvedores e profissionais da indústria nacional de jogos para conversar sobre desenvolvimento, riscos e desafios, dinheiro, criação e outros assuntos relevantes. “Além disso, será uma ótima oportunidade para trocar contatos profissionais e experiências”, ressalta Nunes.

As trilhas da sala Meeting Gamer estão abertas para todos os participantes do evento, que devem se cadastrar no link. As inscrições para a Gamercom estão disponíveis no site do evento. Se você é desenvolvedor de games e tem a oportunidade de participar da Gamercom, não deixe de conferir o estande da ACATE, pois as dicas prometem ser valiosas.

 

Serviço – Gamercom 2017

Quando: 8 e 9 de julho

Onde: CentroSul – Av. Gov. Gustavo Richard, 850 – Centro, Florianópolis – SC

Site: https://www.gamercom.com.br/

Estes são os vencedores do BIG Festival 2017

O BIG Festival foi um grande sucesso, pois além de apresentar jogos matadores, ainda atraiu uma multidão de pessoas para o Centro Cultural São Paulo. A cerimônia de premiação ocorreu na última quinta-feira (29 de junho) e quem esteve presente se divertiu bastante.

O troféu de Melhor Jogo da competição foi entregue a Overcooked, jogo produzido pelos britânicos da Ghost Town Games, que também levou o prêmio de Melhor Gameplay. O jogo nacional Distortions, do estúdio paulista Among Giants, levou dois prêmios: Melhor Jogo Voto Popular e Melhor Jogo Brasileiro.

Abaixo você confere os games vencedores do BIG Festival 2017:

 

Melhor Jogo: Overcooked

Há muitos jogos divertidos e bem executados neste festival, o que fez o júri quebrar a cabeça para descobrir quem premiar no final. Depois de muita deliberação, “Overcooked” foi escolhido por sua mistura vencedora de inovação, acessibilidade e diversão. Jogar “Overcooked” coloca à prova a durabilidade tanto de suas amizades quanto do seu sofá.

Melhor Jogo Brasileiro: Distortions
Melhor Jogo Voto Popular: Distortions

De todos os jogos brasileiros competindo nesta competição, “Distortions” se destaca pela fantástica síntese de design visual e sonoro que contribui para a criação de um ambiente e de uma narrativa que são tão eletrizantes quanto emocionantes.

 

Melhor Jogo América Latina: The Deadly Tower of Monsters

Nesta aventura, o jogador faz a jornada de um herói de ação do cinema na compania de fiéis escudeiros e uma torre cheia de monstros. O estilo audiovisual retrô evoca, com sucesso, o sentimento clássico dos filmes da era atômica.

 

Melhor Jogo Educacional ou de Impacto Social: Orwell

Com o advento do mundo digital, cada vez mais vivemos em uma sociedade na qual a vigilância e a coleta de informações privada é onipresente. “Orwell” é uma exploração arrepiante de quão fácil é de se observar (e mal interpretar) tudo o que fazemos (ou podemos fazer) no ciberespaço.

Melhor Jogo de Realidade Virtual: SUPERHOT VR

“SUPERHOT VR” utiliza com maestria os recursos desta plataforma, levando a Realidade Virtual para outro patamar. Divertido e interessante, este prêmio é mais que merecido.

 

Melhor Arte: Old Man’s Journey

“Old Man’s Journey” é um jogo bonito e cativante. O prêmio de melhor arte é um reconhecimento justo ao bom gosto estético e talento artístico do time.

 

Melhor Narrativa: Figment

A narrativa do jogo “Figment” lida com o tema de envelhecer. Assuntos sensíveis como doença, stress e depressão são cuidadosamente discutidos e representados em um mundo de sonhos.

Melhor Inovação: Yankai’s Peak

O desenvolvedor Kenny Sun prende a atenção do jogador com um gameplay inovador que é ao mesmo tempo simples e. Yankai’s Peak” eleva o gameplay de quebra-cabeças a uma forma de arte.

 

Melhor Som: ETHEREAL

O áudio em “ETHEREAL” não é apenas “o som do jogo”. O som É o jogo. Este som adiciona uma grande profundidade ao visual e gameplay minimalista, e aos poucos, vai se infiltrando de forma completa à mente do jogador.

 

Melhor Gameplay: Overcooked

“Overcooked” é um jogo cooperativo multijogador local frenético e super-divertido. Apesar de ser baseado em ações simples, o ingrediente secreto nesta receita é a coordenação necessária entre os jogadores para continuar atendendo a sua clientela frente a desafios que aos poucos vão ficando cada vez mais complexos e surpreendentes.

 

BIG Starter – Entretenimento: King Boom

King Boom comprovou seu potencial para o sucesso ao unir a um planejamento comercial sólido seu universo colorido, dançante e carismático.

 

BIG STARTER – Educacional: Medroom

Medroom traz uma proposta madura, com oportunidades de aplicação global para a formação, aprendizagem e treinamento na área de saúde – em que a introdução de novas tecnologias é fundamental.

Finalistas do BIG Festival #05: Wuppo

Por fim vamos falar sobre o quinto, mas não menos importante, game a disputar o grande prêmio de Melhor Jogo do Ano do BIG Festival 2017, o maior evento de jogos independentes da América Latina. Estamos falando de Wuppo, da produtora Knuist & Perzik, da Holanda. O título mistura ação, aventura, RPG e plataforma 2D em um mundo colorido e bastante vibrante. Não por acaso, este é um dos mais frtes candidatos ao título máster.

A primeira coisa a chamar as atenções em Wuppo é seu estilo artístico extremamente caprichado, totalmente desenhado à mão.  A impressão é de estar jogando um desenho animado, pois o jogo é um dos mais bonitos já vistos. Aparentemente os desenvolvedores colocaram toda a dedicação no projeto, desde a parte visual até as mecânicas.

O enredo conta a história do pequeno Wum que é expulso de um hotel após uma confusão envolvendo sorvete. A partir daí, o personagem deve procurar um novo lar, passando por diversas localidades, das mais pacíficas até as mais perigosas. Do porto metropolitano de Popocity até a cavernosa Bliekopolis, nosso Wum descobrirá lugares mágicos e encontrará criaturas estranhas.

Mas esse Wum não é um herói tradicional e só sua inteligência e seu charme podem ajudá-lo nessa aventura desafiadora. Nesta jornada surgem inimigos perigosos e puzzles desafiadores para testar a inteligência do jogador. Pode esperar por um jogo que preza mais a jornada do que as mecânicas em si, tal como o famoso Journey, porém com seu próprio brilho.

Wuppo é um jogo bastante sensível, de modo que durante a jornada o jogador encontra diversos personagens com seus próprios problemas e desafios, que são expostos em diálogos comoventes. Cabe ao jogador ajudar os NPCs que surgem a todo o momento. A mecânica lembra algo de Zelda.

O título é bem simples de se aprender, não oferecendo dificuldades nas batalhas ou nos quebra-cabeças. O objetivo é que o game seja amigável para jogadores de todas as idades, combinando perfeitamente com os visuais até infantis. Wuppo está disponível para PC e pode ser adquirido através da Steam e GoG.

Abaixo tem o trailer de Wuppo:

Finalistas do BIG Festival #04: Overcooked

A televisão brasileira está apaixonada por programas de culinária como Master Chef, Hell’s Kitchen e Programa da Palmirinha. Pois bem, foi com esse formato televisivo que a Ghost Town Games da Grã-Bretanha se inspirou para a produção de Overcooked, um dos jogos indicados ao título de Melhor Jogo do BIG Festival, o maior evento de jogos independentes da América Latina.

Overcooked coloca até quatro jogadores para comandar uma cozinha, preparando os vários pedidos em pouco tempo sem deixar a comida queimar. Basicamente é um jogo de cooperação e agilidade. Há vários obstáculos para atrapalhar a vida dos jogadores, tais como pouco espaço para trabalhar ou cozinhas divididas em duas partes separadas por caminhões e até mesmo uma passarela de pedestres. Há 28 cozinhas diferentes no modo campanha, então desafio é o que não falta.

O gameplay é bastante caótico e exige trabalho em equipe, de modo que seus amigos chefs devem preparar, cozinhar e servir uma variedade de pedidos saborosos antes que os clientes se impacientem. Para quem curte jogos cooperativos e jogabilidade rápida, Overcooked é um prato cheio, com o perdão do trocadilho.

O título é bem simples e a jogabilidade é dinâmica, de modo que os jogadores vão correr durante todo o tempo a fim de cortar tomates e cebolas a tempo de coloca-las na panela e em seguida entregar o pedido. Muito provavelmente os jogadores vão “bater cabeça” e discutir para definir uma estratégia vencedora, tal como ocorre nos programas de televisão mencionados acima.

Apesar de ser um game bem casual, Overcooked tem um enredo: o Reino da Cebola está em perigo e só a cozinha mais refinada poderá salvá-lo de um antigo mal comestível que devasta as diversas cozinhas do mundo. Sim, a trama é bem boba e sem sentido, mas esta falha é recompensada pela jogatina divertida.

Overcooked foi tão bem aceito que até ganhou os prêmios de melhor game e melhor jogo familiar no 13º British Academy Game Awards, em 2017. O game foi desenvolvido para privilegiar o multiplayer local cooperativo, porém há modos de competitivos e um singleplayer em que o jogador controla dois chefes simultaneamente. Infelizmente não há nenhum plano para multiplayer online no momento.

Abaixo você vê um gameplay hilariante que o Coisa de Nerd fez de Overcooked:

Finalistas do BIG Festival #02: Death Squared

Outro game que está fazendo bonito no BIG Festival 2017 é Death Squared, do australiano SMG Studio. Basicamente trata-se de um puzzle em que o jogador deve guiar robôs até um determinado ponto do cenário. Parece moleza, certo? Mas na verdade temos aqui um dos jogos mais desafiadores já lançados, tanto que a cada nível você vai morrer um sem número de vezes até entender a dinâmica de jogo.

Death Squared desafia o jogador a colocar um grupo de robôs em cima de determinados círculos casando a cor dos círculos e dos robôs. A princípio parece fácil, mas os níveis são desenhados para desafiar a atenção e perícia dos jogadores. Ou seja, há obstáculos e armadilhas que devem ser desviados a fim de chegar ao objetivo. O macete é que o pessoal da SMG meio que mascarou um labirinto 3D, ou seja há apenas um único caminho a seguir.

Um dos pontos mais interessantes: você deve decifrar o caminho certeiro, pois “morrer” te coloca no início da determinada fase, o que pode ser bastante frustrante. A jogatina envolve muita experimentação, tentativa/erro. No modo multiplayer é natural que um determinado jogador tome o caminho errado, fazendo com que todos voltem ao princípio. Comunicação é essencial para chegar até o fim de cada fase de maneira brilhante.

Ainda que tenha modo singleplayer, o foco de Death Squared é no multiplayer, onde até quatro jogadores podem se ajudar para guiar os coloridos robôs até seis respectivos checkpoints. Deste modo, o trabalho em equipe é o essencial no jogo. É bem comum que “desentendimentos” aconteçam vez ou outra, pois decifrar o cenário é o grande macete e muitas vezes um jogador acaba prejudicando todo o grupo.

Mas não pense que você vai passar raiva com Death Squared. Na verdade ele vai melhorar muito o trabalho em equipe entre você e seus amigos, a menos que seu parceiro seja uma toupeira que leva o grupo a mortes desnecessárias. O fator diversão é bastante alto e certamente você vai acabar viciando em passar fases seguidamente. Poucas vezes vimos jogos independentes tão bem engajados no fator diversão em detrimento de aspectos técnicos como gráficos e efeitos visuais.

O modo multiplayer é apenas local e conta com 40 fases, cuja dificuldade é sempre crescente. Já no modo para dois jogadores ou singleplayer existem 80 níveis. Infelizmente a SMG não incluiu multiplayer online aqui. De qualquer modo, da para se divertir bastante. Os controles são simples e intuitivos, então qualquer um pode apreender e se divertir. Death Squared está disponível para PS4, Xbox One e PC.

Abaixo está o trailer de Death Squared:

Finalistas do BIG Festival #01: The Deadly Tower of Monsters

Um dos grandes favoritos (senão o maior) para o prêmio “Melhor Jogo” do BIG Festival 2017 é The Deadly Tower of Monsters, do estúdio Chileno ACE Team. De cara é um dos que mais chamam as atenções em toda a exposição. Aqui temos um jogo de ação em terceira pessoa que homenageia filmes clássicos de Sci-Fi, como “King Kong“, “O Dia em que a Terra Parou“, “Perdidos no Espaço“. A ideia dos desenvolvedores foi criar propositalmente um game “tosco”, porém divertido. Para isso, utilizaram diversos recursos, incluindo stop-motion e narração à lá anos 70.

A trama é bem simplista, tal como nos filmes que serviram de fonte de inspiração: o jogador encarna o explorador espacial Dick Starspeed que chega ao estranho planeta Gravoria após um inusitado acidente. Com o foguete danificado e o seu robô perdido, ele sai para explorar o planeta e se depara com seus perigosos habitantes. Neste planeta ele se vê no meio de uma guerra civil entre os habitantes locais, formados por homens-macacos. Dick acaba por encontrar com Scarlet Nova, herdeira do imperador de Gravoria. Após descobrir as tiranias do imperador, a dupla se um em uma missão para derrubar o império.

Apesar do roteiro elaborado, The Deadly Tower of Monsters é uma paródia de um filme de ficção B rodado nos anos 70, ou seja, o jogador vai conferir a narração do diretor do filme (Dan Smith), de maneira bem cômica. Essas narrações estão ao longo de todo o jogo, de modo que é difícil não entrar no clima do jogo. A narração combina muito com as animações em stop-motion e a ação ilógica que permeia Gravoria.

O que mais chama as atenções em The Deadly Tower of Monsters é os visuais caprichados. Mesmo com a visão tosca de mundo, é notório que a ACE teve muito trabalho para criar as animações em stop-motion de maneira convincente. Visualmente, o resultado é algo que lembra muito filmes cult como Simbad, Jason e os Argonautas e A besta de 20.000 braças. No aspecto visual, este game é imbatível e certamente merece atenção especial do público do BIG.

Os inimigos são bem peculiares e estão em sintonia com esta aventura desvairada: até mesmo dinossauros surgem para complicar a vida do jogador. Eles trazem referências de filmes como “King Kong“, “O Dia em que a Terra Parou“, “Perdidos no Espaço“, “Planeta dos Macacos“, “O Planeta Proibido“, “Invasão das Aranhas Gigantes“, entre outros. A diversão é totalmente descompromissada, mas obrigatória.

A jogabilidade é típica de games de plataformas 3D, você pula, corre, bate, atira e rola para fugir das investidas inimigas. A câmera não fica estática! Ela se move procurando o melhor ângulo para captar a ação, sendo que em alguns momentos parece até utilizar isometria ou visão por cima. Outro destaque é a variedade de armas e itens que servem para destruir os inimigos: dezoito armas variando entre tiro e de curta distância. Todas elas podem ser melhoradas.

The Deadly Tower of Monsters é um trinfo dos jogos independentes. Ele não apenas é de qualidade técnica impecável, como também uma prova de que o que vale mesmo é a diversão. Numa era em que linhas de resolução e gráficos ultrarrealistas estão em voga, é legal ver que um game com visual antiquado receba tanta atenção. Se ele tem o que é necessário para vencer o BIG Festival? Sim! Não sabemos se vai levar o prêmio principal, mas só o fato de estar entre os finalistas já mostra que o futuro dos jogos indies pode não ser equiparar-se com os AAA. O game está disponível para PC via Steam e PSN.

Abaixo tem o trailer de The Deadly Tower of Monsters:

Conheça o RPG brasileiro que ensina Química: O Olho do Dragão

Imagine um RPG com visuais e jogabilidade da geração 8-16 bits, porém com uma proposta de ensinar conceitos de química aos jogadores? Essa mistura maluca é o que dá origem à Olho do Dragão, o role playing game do estúdio indie Constellações. O título lembra muito clássicos como Final Fantasy e Chrono Trigger e tem tudo para agradar apaixonados por RPGs de turno.

Olho do Dragão ensina Química através de sua narrativa, um game de entretenimento com foco na passagem de conhecimento. O título está em desenvolvimento desde o final de 2016 e de cara chama a atenção seus visuais em pixel art extremamente trabalhados e a trilha sonora à lá chiptune. É sério: parece que o game saiu do túnel do tempo!

O enredo de Olho do Dragão circunda o conflito no reino de Trae entre os dragões e os humanos que dominam a arte da alquimia e cobiçam os olhos dessas criaturas fantásticas devido a sua beleza e poder. A partir daí o jogador pode controla um grupo de heróis em expedições para caçar dragões, ou se preferir controlar os dragões em combates pela própria sobrevivência. A trama é bastante densa e conta com detalhes sobre a formação das cidades e das forças de ataque dos humanos.

Este RPG possui dragões e humanos como protagonistas e mostra um novo conto sobre a sociedade e a origem destas duas espécies. A proposta deste game é permitir que jogadores estudem enquanto jogam e que estudantes joguem enquanto estudam, para isso o conteúdo da disciplina de Química foi incluído no enredo, como por exemplo ao explicar o processo de combustão ao responder à pergunta: “Por quê dragões cospem fogo?

O lançamento para Windows, Android e iOS acontece no segundo semestre de 2017, mais detalhes podem ser conferidos no site do game.

Abaixo tem um teaser de Olho do Dragão: