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Cinco passos para ser um desenvolvedor indie de sucesso

É comum que muitas pessoas que são “viciadas em videogame” já tiveram, em algum momento da vida, vontade de desenvolver seu próprio jogo. Com o avanço da tecnologia, fazer seus próprios games está se tornando cada vez mais fácil e acessível, e você pode desenvolver aventuras incríveis na sua casa.

No entanto, desenvolver é bem diferente de jogar, já que este último pode representar apenas uma “diversão sem compromisso”, enquanto o desenvolvimento demanda tempo, esforço, ideias, e muita energia criativa.

É trabalhoso, muitas ideias que parecem ótimas não funcionam na prática, o que pode levar a frustrações; há a escassez de recursos; a ausência de habilidades em uma determinada área, que pode ser um impeditivo; além de que um desenvolvedor indie, geralmente, tem pouco (ou nenhum) dinheiro para investir em seu projeto. No entanto, mesmo com tantos obstáculos, é capaz do resultado final te dar a satisfação que você planejava desde o início.

Caso você tenha o sonho de desenvolver seu próprio jogo, nós selecionamos aqui cinco passos para você iniciar sua carreira com algum parâmetro para ser bem sucedido. Confira!

1 – Inove, mas com cuidado

Os desenvolvedores de jogos indies têm mais liberdade criativa quando comparado aos jogos mainstreams, até mesmo porque  é a criatividade e a inovação que dará o diferencial para o seu game. No entanto, tome cuidado para não exagerar e “reinventar a roda” e fazer algo completamente desinteressante somente em nome da inovação.

A grande sacada é pegar um estilo que já existe e que as pessoas já conheçam, porém fazendo de modo completamente inédito. Um bom exemplo é o jogo Undertale, que usa o sistema de RPG tradicional, com batalhas em turnos, mapas, coleta e compra de itens, porém inova ao não ser necessário lutar contra ninguém, você pode resolver tudo na base da conversa, além de ter um roteiro inovador.

O diferencial pode ser em uma arte que ninguém explorou ainda, um sistema na jogabilidade que até então ninguém teve a ideia. Seu mantra será: qual o diferencial do meu jogo indie?

2 – Tenha metas realistas

Evidente que todos os desenvolvedores indies querem que seu game seja bem sucedido e se torne um hit mundial. No entanto, a quantidade de games que conseguem uma grande projeção é bem reduzida, sendo tão raro quanto ganhar na Mega Sena, e é importante que a pessoa tenha o “pé no chão” e pense no retorno sobre investimento de modo realista.

Defina objetivos, considere suas possibilidades e a da equipe que trabalha contigo (se tiver uma equipe), seu tempo disponível. Quanto mais bem planejado, melhor. É importante você ter metas, como uma quantidade “X” de jogos que serão distribuídos. No entanto, se preocupe mais com a qualidade de seu título. Se o seu game for divertido, mesmo que ele tenha poucos recursos, ele tem tudo para alcançar o estrelato.

3 – Utilize mecanismos  já disponíveis

Hoje em dia é possível baixar as engines pela internet, muitas delas até gratuitas, sendo que as mais populares são a Unreal Engine 4, Unity, CryEngine e Lumberyard. No entanto, é importante definir que tipo de jogo você quer e quais as suas habilidades com as ferramentas.

Caso você queira fazer um RPG, por exemplo, uma engine bastante conhecida é o Rpg Maker, que já rendeu diversos jogos bem sucedidos como é o caso de To The Moon. O Game Maker já rendeu o Undertale citado anteriormente. O já famoso Araní, jogo sobre uma índia que enfrenta inimigos mitológicos, por exemplo, é feito com Unreal Engine.

4 – Estude!

A fórmula que vale para todos os pontos da nossa vida também é importante para o desenvolvimento de jogos independentes. Atualmente há diversos cursos de games onlines, tanto gratuitos quanto pagos, além de que o próprio YouTube tem uma série de tutoriais que ensinam a você mexer nas engines, te dão dicas etc. Basta ter vontade de aprender.

Caso queira se aprofundar mais ainda, há diversas instituições que oferecem graduações em jogos digitais. Por fim, vale a velha recomendação: “fuce” o programa para desenvolver suas habilidades.

5 – Persistência

Já diria Henry Ford “Pessoas não fracassam, elas desistem”, e isso vale para todos os pontos da vida, incluindo o desenvolvimento de jogos indies. Nós não lutamos “para dar certo”, ficamos na guerra “até dar certo”.

Se não deu certo de um jeito, tente de outro; se o primeiro game fracassou, comece novamente. Se o seu jogo não está do jeito que você quer, procure fazer diferente. Se ao longo do desenvolvimento, um membro da equipe foi embora, procure outro, ou comece a estudar você mesmo para substituí-lo.

As pessoas erram, e os erros fazem parte do processo de desenvolvimento. O objetivo é aprender com eles. Ame o que você faz. Essa é a energia que te dará “mana infinita” para o desenvolvimento de seus games.

Game indie faz paródia sobre caso ECAD

Como todos sabem, nos últimos dias a internet vivenciou uma grande polêmica envolvendo o ECAD, o Escritório de Arrecadação e Distribuição, após o órgão notificar o blog Caligrafitti no último dia 5 de março a pagar uma multa de R$ 352,59 mensais por postar vídeos do Youtube e Vimeo. O caso não pegou bem para o ECAD e irritou os internautas.

Pois bem, a polêmica parece ter chegado ao fim, porém isso não impediu o estúdio deV( )id! de criar um game que retrata a polêmica. O game batizado de arrECAD tem como objetivo fazer com que o jogador arrecade o máximo que puder em taxas cobradas de manifestações culturais como festas juninas, blogs, shows indie, casamentos etc.

O game é bem simples: você controla uma espécie de porrete escrito ECAD e deve acertar qualquer coisa que surja nos buracos, variando entre noivos, caipiras, roqueiros e blogueiros. Quanto mais acertos mais dinheiro arrecadado. O jogador deve se atentar aos meses do ano, pois quanto mais dinheiro conseguir angariar, melhor. Pois, conforme definem os criadores “o ano é curto para quem não tem fins lucrativos”. O game pode ser conferido e jogado na sua página no Facebook.

Para quem não conhece, o deV()id Games é um estúdio independente de jogos do Rio de Janeiro formado pela dupla Bruno Tinnus Ferreira e Yanko “Yanko”. Entre seus projetos destacam-se os jogos SumoCheckers, Corrida Presidencial e Scroll Lock.

Jogo explica crise do euro e ensina economia de forma divertida

Nos últimos anos o mundo tem vivido sob a sombra de crises financeiras globais. Eventualmente ouvimos no jornal sobre a crise que afeta a zona do euro, porém essas notícias ou parecem distantes demais ou incompreensíveis demais para nós brasileiros.

Talvez pensando nisso, o economista Richard Rytenband e pelo especialista em comportamento humano Felipe Okazaki desenvolveram o jogo “A Pequena Grande Crise 2: A Ameaça Agora é Outra”, jogo que visa ensinar os jogadores mais jovens como funciona a economia e o mercado financeiro. O objetivo é mostrar como pequenas decisões afetam a economia global. “A ideia é ensinar jovens sobre como funciona a economia e o mercado financeiro, mostrando como pequenas decisões podem influenciar as bolsas mundiais” – afirmam os idealizadores.

No novo game os jogadores é colocado na cadeira do presidente da União Européia e do Banco Central Europeu. A idéia geral é que você decida as taxas de juros, empréstimos a países quebrados e intermediações entre presidentes das mais importantes nações do velho continente. Em caso de sucesso a economia global é restaurada e a população continua vivendo bem, do contrário o mundo inteiro pode ter problemas. Ou seja, suas decisões serão vitais para a saúde financeira da humanidade.

Parece difícil demais? Não se preocupe, seguindo o estilo “Sim City”, o game oferece dois conselheiros para que você ouça os “pormenores” de cada decisão. Os conselheiros são versões satirizadas dos presidentes americanos George W. Bush e Barack Obama. Mas fica a dica: no final das contas é o jogador que escolhe que decisões tomar.

Outros personagens incluem os ministros gregos representados na figura do Jabba the Hutch da série Star Wars. O game oferece três finais disponíveis, dependendo do seu desempenho, levando-se em consideração as decisões que foram tomadas.

Vale lembrar que o game é seqüência do aclamado “A Pequena Grande Crise” que foi lançado em idos de 2008 e tratava justamente sobre a crise financeira americana. O jogo tornou-se sucesso de crítica, colecionando boas críticas e premiações, inclusive o disputado prêmio de melhor jogo de educação da América Latina no Nave Awards 2009.

Você pode conferir “A Pequena Grande Crise 2: O inimigo agora é outro” através do próprio site do game. Em seguida nos diga o que achou.