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Como as novas mudanças da Steam devem afetar os desenvolvedores indies

Como vocês sabem, a Valve anunciou algumas mudanças importantes na Steam, a maior loja de games digitais do mundo. De acordo com a Publisher, o sistema Steam Greenlight será encerrado em prol de um modelo de negócios mais simples chamado Steam Direct. A medida foi recebida com preocupação por grande parte dos desenvolvedores e até por jogadores. Basicamente a Valve vai cobrar uma taxa para cada game publicado na Steam, ao passo que a votação no Greenlight deixa de existir. O comunicado foi feito na última sexta-feira (10), no blog da Steam.

Enyo, um dos destaques da semana no Greenlight
Enyo, um dos destaques da semana no Greenlight

Veículos americanos informam que a taxa pode variar entre US$ 100 e US$ 5000. Anteriormente os desenvolvedores pagavam US$ 100 anuais e podiam publicar quantos games quisesse. Em outras palavras, vai ficar mais caro para quem é indie publicar um game. A intenção é evitar o acúmulo de jogos ruins na plataforma, visto que um desenvolvedor apenas vai se arriscar publicar um game na plataforma se tiver certeza de que o valor de taxa será recuperado.

O problema é que muitos desenvolvedores indies em início de carreira simplesmente não poderão dispor de recursos para cada game publicado na Steam. Por um lado a Steam vai ficar livre de muitos games dispensáveis; Por outro lado, muitos desenvolvedores (inclusive brasileiros) perderão a chance de ter seus produtos numa das maiores vitrines do mundo. Muitos títulos, aliás, ganharam aclamação de público e crítica após a publicação na Steam.

Don't Starve Together, um dos games mais vendidos da Steam em 2016
Don’t Starve Together, um dos games mais vendidos da Steam em 2016

O Greenlight permitia que os usuários mais dedicados conhecessem milhares de títulos, vissem vídeos prévios e votassem naqueles que compraria se fossem lançados na plataforma. O novo sistema tem uma postura de curadoria, pois há uma série de burocracias e pagamentos que devem ser cumpridos para que o jogo tenha chance de figurar na loja virtual.

“Novos desenvolvedores terão que preencher uma papelada digital, passar por uma verificação pessoal e da sua companhia e apresentar uma documentação parecida com a utilizada no processo de abrir uma conta no banco”, explica a postagem. Há quem acredite que os lucros da Valve não serão afetados com a mudança de posicionamento. Há quem até imagine que essas taxas extras irão aumentar os lucros da companhia, visto que muitos da títulos que farão parte da nova Steam devem ser mais vendidos que a maioria que atulha a plataforma.

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O Steam Greenlight foi lançado na plataforma em 2012 e mais de 4 mil títulos já passaram pela avaliação da comunidade. Estimativas sugerem que cerca de 38% dos games disponíveis na Steam foram publicados apenas em 2016, ou seja, uma alta considerável na publicação de jogos. Não é de se duvidar que a maior parte deles esteja repleto de bugs, sejam ruins ou até mesmo injogáveis. A intenção é tornar os jogos publicados mais selecionados, mais ou menos como as baladas e casas de show costumam fazer quando vendem ingressos mais caros. A estratégia é afastar clones em prol de games mais desenvolvidos e com um orçamento mais alto.

Os pontos negativos da nova Steam Direct

indie-game-characters-790x428Infelizmente, alguns games realmente promissores não chegam nem perto dos US$ 5 mil que a Steam pode cobrar pela taxa de publicação. Pelo lado do público, isto é uma boa notícia, visto que achar um game realmente bom é uma tarefa árdua. Além disso, os games a serem publicados a partir daí devem ter retorno quase imediato, uma vez que a oferta de jogos será mais restrita. Entretanto vale ressaltar que muitas dessas possibilidades não passam de conjecturas, visto que a Valve não divulgou todos os detalhes da Steam Direct.

É bom ver que a Valve está se mexendo para manter a qualidade dos títulos da plataforma, porém as medidas são bem extremas. Para os desenvolvedores indies as mudanças são péssimas se o orçamento for apertado. Felizmente existem outras vitrines de jogos digitais que devem receber mais atenção dos desenvolvedores, ou seja, se você não conseguir publicar seu game na Steam, não precisa entrar em pânico! Para a comunidade, resta aguardar o que a nova Steam aguarda.

Mundo Canibal Apocalipse no Steam Greenlight

Certamente você já ouviu falar no jogo Mundo Canibal Apocalipse, o game de PCs inspirado no trabalho dos irmãos Piologo e seu site de humor. Conforme já havia sido divulgado, o game foi desenvolvido em parceria entre a IzyPlay e o estúdio Hoplon após vários meses em desenvolvimento. O título relembra clássicos beat ‘em up como Battletoads, Final Fight, Double Dragon, entre outros, com uma abordagem violenta, cheia de sarcasmo.

O que você talvez não soubesse é que o jogo está em votação no Steam Greenlight e que ele possui muitas chances de conseguir os votos suficientes, pelo menos é isso que esperam os responsáveis pelo projeto.

“Vários fãs da marca pediram pelo lançamento do jogo na Steam. Acreditamos que o jogo tem tudo a ver com a plataforma e contamos com o apoio de todos para votar no jogo”, disse Marcello Lima, produtor do jogo.

Para quem não conhece, Mundo Canibal Apocalipse coloca o jogador no comando de personagens famosos criados pela equipe do site, como Pastor Metralhadora, Boby Psicótico e Tomelirolla que devem eliminar diversos inimigos, representados por estereótipos mais odiados do país, usando de armas e ataques mais cômicos e inimagináveis (tudo com o aval de Chessus).

O jogo tem o ar cômico (marca registrada do site), de modo que ele consegue arrancar risadas do jogador. Mundo Canibal Apocalipse conta com diversas referências escrachadas de políticos, filmes, quadrinhos e celebridades. É um prato cheio para quem gosta de hurmor negro e easter eggs.

É possivel jogar em modo multiplayer para até dois jogadores. A votação no Greenlight já está aberta. Se você quer ver o produto na plataforma, basta votar e torcer!

Trailer do game Mundo Canibal Apocalipse:

Urban Legends: game indie explora o conto de Jeff the Killer para assustar os jogadores

Quem não conhece as famosas creepypastas que assolam a internet e geram diversas lendas urbanas que acabam assustando muita gente? Uma das mais famosas é a do assassino em série Jeff the Killer. Para quem não conhece, a história é de um garoto que acaba deformado e com gosto por assassinatos violentos na calada da noite.

Pensando nessa lenda tão famosa, o time do estúdio indie Machine Bear criou o game Urban Legends. Na trama, o jogador controla o jornalista PJ que se encontra em um hospital abandonado e deve investigá-lo em buscas de pistas de seu próprio passado. O ambiente é todo escuro e aterrorizante e, para piorar a situação, surge o assassino Jeff the Killer em seu encalço.

O game é em primeira pessoa e lembra bastante o famoso Slender: The Eight Pages (que também é inspirado em uma creepypasta muito conhecida). De acordo com a desenvolvedora, o game guarda muitos sustos e momentos típicos de survival horror psicológico. A única defesa do jogador é se esconder.

O game desafia o jogador a resolver um intrincado mistério envolvendo algumas cartas semelhantes ao tarô. No aspecto gráfico, o game segue uma linha mais simples de arte, entretanto os cxenários exploram os efeitos de luz e sombra. Deste modo, os sustos são uma constante. Há sons macabros dos corredores e risadas perturbadoras.

O game é para PC e passou pelo Greenlight da Steam. A desenvolvedora promete suporte para os idiomas Português (Br), Inglês, Francês, Espanhol, Norueguês,Alemão,Romeno. A demo será lançada em breve e o game está em estágio de correção de erros. A previsão é de um lançamento breve dentro da plataforma da Valve.

Veja o trailer do game Urban Legends: