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Games e marcas: uma parceria com resultados cada vez mais inovadores

Os videogames podem até não parecer o lugar mais óbvio (ou mesmo preferível) para campanhas publicitárias. Porém, quando bem executadas, o resultado pode ser memorável – tanto para marcas e desenvolvedores quanto para os aficionados por jogos eletrônicos. Uma combinação vantajosa para todos.

Para os estúdios de games, os patrocínios ou a criação de espaços de publicidade garantem uma verba extra no orçamento, permitindo um produto final de maior qualidade para os jogadores. Já para as marcas, significa colocar seus produtos na frente de um público que passará, em média, de 25 a 125 horas com um jogo. Ou seja, a combinação de mensagens de branding e games incentiva os usuários a interagir com uma marca muito mais do que fariam de outra forma.

Marcas e games têm uma longa história em comum, que vai desde iniciativas insipientes como o lançamento do jogo de ação da Pepsi intitulado “Pepsiman”, em 1999, até mais recentemente com “Game of Thrones: Winter is Coming”, uma parceria entre a Yoozoo Games, WarnerBros e HBO. De fato, as colaborações entre marcas de diferentes nichos é cada vez mais comum.

Colaborações e gamificação

Desde o mês passado, os 80 milhões de jogadores do “The Sims” podem vestir seus avatares com designs originais da grife Moschino, como resultado de uma parceria entre a Electronic Arts e o designer italiano. Do mesmo modo, em abril, a PokerStars uniu-se ao UFC, a organização de promoção de artes marciais mistas, para criar uma modalidade de poker que fosse inspirada nas lutas do octógono – é uma das empreitadas de ambas como parte de uma exclusiva parceria global.

Outra forma pela qual as marcas têm explorado o universo dos games é através da gamificação, em que elementos de jogabilidade são utilizados para aumentar o engajamento da marca. Um exemplo clássico é o jogo “Monopoly” do McDonald’s, uma parceria entre a cadeia de fast food e a fabricante de jogos Hasbro. A mesma estratégia foi utilizada com sucesso quando o Yahoo surpreendeu seus usuários ao colocar as naves de “Space Invaders” invadindo seu portal, em 2009.

Mais recentemente, no último dia 2 de fevereiro, o popular produtor de música eletrônica Marshmello realizou um concerto ao vivo em formato de gum ame. O evento teve a participação de mais de 10 milhões de pessoas e serve como um exemplo extraordinário de como novas formas de gamificação podem ser aproveitadas na publicidade

Foto por Sean Do, Licença Unsplash

Dream Game, conheça o projeto de gamificação do Colégio GGE que incentiva o aprendizado dos alunos

Em um momento em que se discute sobre a associação de games e a violência, pessoas mais esclarecidas mostram que, ao contrário do que se diz, os videogames são sim ferramentas úteis para as crianças. O Colégio GGE acaba de lançar o projeto Dream Game, um título inovador que une o entretenimento e o aprendizado, incentivando seus alunos do Ensino Fundamental 2 a utilizarem de forma produtiva esses novos recursos.

O Dream Game é um jogo criado exclusivamente para os alunos do GGE testarem seus conhecimentos adquiridos em sala de aula. Ao baixar o aplicativo, o aluno tem acesso a conteúdos de linguagem, ciências humanas, ciências da natureza e matemática, competências abordadas em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A cada resposta correta, o jogador ganha uma moeda chamada braincoin (moeda do cérebro). E tem também a moeda chamada heartcoin (moeda do coração) que são concedidas pelos professores e equipe pedagógica pelo bom comportamento em sala de aula.

E essa ideia nasceu do sócio-diretor do colégio, Herbetes de Holanda, que se inspirou nas famosas moedas virtuais, as bitcoins, para inserir os jovens ao mundo digital de maneira educativa. O nome Dream Game, foi escolhido em alusão à missão da escola de ajudar os alunos a realizarem seus sonhos e estimular os estudantes a serem competitivos de forma saudável.

“Meu desafio era trazer uma inovação tecnológica que contemplasse os principais valores da vida escolar: estudo e comportamento. A partir daí, desenvolvi a lógica, os critérios, algoritmos e ícones e, em parceria com um programador, conseguimos finalizar o produto”, explica Herbetes, sócio-diretor do GGE.

 

Ao acumular as moedas, os alunos poderão trocar por diversos prêmios, através de uma loja virtual disponível no aplicativo do Dream Game, como bicicleta, aparelhos eletrônicos, lanches, fardamentos, ingressos para cinema, materiais esportivos, livros e até por pontuação extra em algumas disciplinas.

A plataforma já está disponível aos estudantes e eles podem acompanhar como está seu desempenho em tempo real de um jeito fácil, descontraído e bem interativo. A aplicação está disponível para PCs, tablets e smartphones – na Google Play. O legal mesmo é ver que enquanto pessoas acusam videogames por todo rompante de violência, há estudiosos que utilizam seu aspecto interativo para trazer as crianças para o estudo. Tomara que a moda do Colégio GGE pegue.

Abaixo temos um vídeo explicativo da lojinha Dream Game:

Abertas as inscrições do Programa Launch 2019 da Playbor

Se você quer ter a oportunidade alavancar aquele seu projeto gamer bacana, eis a oportunidade: estão abertas as inscrições da 3ª edição do Programa Lauch da Raja Ventures. Neste ano o programa vai ser gerenciado pela Playbor, primeira pré-aceleradora com foco em games do mundo. Para participar seu projeto deve ser identificado como jogo digital ou aplicativo gamificado; ter foco nas plataformas mobile e estar em estágio inicial. A temática é livre.

O programa visa ajudar empreendedores do mercado de games na criação de empresas a partir de ideias ou projetos inovadores, apoiando no desenvolvimento da versão demonstrativa de seu jogo digital ou aplicativo gamificado, na validação de problema e solução e no lançamento da startup para os clientes no mercado. O objetivo é impulsionar o mercado de jogos mobile no Brasil e revelar novos talentos. Para se inscrever, clique aqui.

Basicamente os interessados no Programa Launch devem preencher a ficha de inscrição no site e aguardar a avaliação do júri. Os projetos selecionados passarão por 1 mês de aceleração, em que submeterão suas ideias e projetos inovadores à metodologia de 3 fases do programa, sendo elas a Game Jam, a Pré-aceleração e a Demoday. O período de inscrições está aberto e vai até o dia 07/04/2019.

De acordo com a Playbor, a Game Jam segue o programa básico, ou seja, uma maratona de desenvolvimento de jogos com 48 horas de duração, com a finalidade de concepção ou aprimoramento dos jogos digitais e aplicativos gamificados selecionados. Após isso será dado início a fase de Pré-aceleração – uma série de eventos online – com possibilidade de participação presencial – que consistem em mentorias, workshops, acompanhamentos e avaliações com profissionais que compreendem intelectual e metodologicamente sobre aspectos inerentes ao empreendedorismo no mercado de games mobile.

Por fim, será organizado o Demoday, um evento presencial voltado para apresentação das equipes participantes por meio de um pitch de negócios e ainda apresentação do jogo digital ou aplicativo gamificado desenvolvido para o público participante. Esta é a chance de o projeto ganhar destaque entre o público e imprensa nacional.

 

CALENDÁRIO – PROGRAMA LAUNCH

04/02/19 a 07/04/19: Inscrições Abertas

30/03/19: Launch Games Summit

08/04/19 a 22/04/19: Avaliação das Inscrições

03/05/19 a 05/05/19: Game Jam

13/05/19 a 07/06/19: Pré-Aceleração

15/06/19: Demo Day

 

Sobre o Projeto Launch

A iniciativa Projeto Launch terá a parceria da Consultoria Playbor e do fundo de investimentos Raja Ventures, que possui 38 startups investidas, das quais apenas 8% sofreram write-offs, investimento em 8 pools de investimento. A Raja conta com um orçamento de R$ 1 milhão já previsto para investimento em startups em 2019 e está presente em mais de 6 estados brasileiros e internacionalmente: MG, SP, RN, RS, RJ, SC e Boston.

 

PUC-SP abre curso de extensão em Gamificação Open Mind

Pessoas antenadas no mundo dos negócios e gestão de pessoas já se deram conta que a gamificação é uma tendência para o futuro. A coisa é tão séria que até as grandes instituições de ensino começam a investir na capacitação de pessoas para utilizar a técnica de maneira efetiva. A PUC-SP acaba de abrir o curso de extensão Gamification Open Mind no campus Vila Mariana. O objetivo é contribuir para a formação de profissionais que desejam atuar com estratégias baseadas em gamificação.

De acordo com a PUC-SP, as aulas abordarão os aspectos teóricos e práticos de gamificação, bem como estratégias contemporâneas para concepção, desenvolvimento e avaliação de projetos que envolvam o processo de gamificação em diferentes contextos. O coordenador do curso é o Prof. David de Oliveira Lemes, nosso editor-chefe.

O curso conta com referências sólidas, tais como pesquisas, documentos e casos recentes da área de Gamificação, além de estudos propostos no Programa de Estudos Pós-Graduados em Tecnologia da Inteligência e Design Digital (TIDD/PUC-SP), de natureza interdisciplinar e composto por pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento.

As aulas serão ministradas pelo Prof. Guilherme H. Quintana, Meste em Tecnologias da Inteligência e Design Digital. O docente é expert em gamificação e já produziu ao longo da carreira mais de 12 jogos e projetos de gamificação nas empresas Gestum (2011 à 2015) e eguru (2015 – atualmente), construindo soluções lúdicas para temas variados. Espera-se, ao final do período da extensão, que o aluno matriculado apresente para sala e professor um projeto de gamificação completo, aplicando o que viu em aula. Desta forma, será possível evoluir o conceito através dos feedbacks compartilhados e levar este trabalho para sua área de atuação.

O curso de extensão de gamificação é especialmente indicado para professores, pesquisadores, universitários e profissionais interessados em concepção, desenvolvimento, gestão e avaliação de projetos de gamificação. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas na página da PUC-SP. Ao todo o curso terá 30 horas e serão ministradas no horário das 19h às 22h. De acordo com a instituição de ensino, as aulas iniciam no dia 03/04/2019 e devem terminar no dia 25/06/2019.

MobNex – Aplicativo aposta na gamificação para atrair jovens para a mobilização política

A Gamificação têm sido utilizada utilizada por grandes instituições de ensino e por grandes empresas para motivar seus funcionários. O que talvez você não saiba é que a gamificação tem sido utilizada para atrair e mobilizar jovens na política, fazendo-os se interessar mais pelo aasunto. A ideia básica é chamar a atenção das gerações Y e Z através de tecnologia, redes sociais e videogames, que são plataformas comuns para os jovens. Este é um dos objetivos do aplicativo MobNex.

A Action Labs, empresa paranaense que trabalha com uma metodologia de modelagem de negócios, criou o MobNex, uma plataforma colaborativa de mobilização política. A plataforma já está em uso em diversas campanhas pelo país, e tem chamado a atenção pela intensa utilização do conceito de gamificação e colaboração, integrando painel de controle da campanha, aplicativo e site.

“Um dos diferenciais da plataforma é a possibilidade de ampliar a capacidade de mobilização pelo aplicativo, que possui estratégias de gamificação e conecta toda a equipe à campanha, atribuindo metas semanais de atuação, compartilhando informação em tempo real e valorizando os mobilizadores mais ativos, ações muito semelhantes a um jogo, em que o usuário tem tarefas e vai evoluindo o seu perfil”, explica Oliveira.

Um dos objetivos da gamificação no MobNex é engajar, comprometer e recompensar os usuários. Para engajar os jovens são dadas tarefas simples, como convidar um amigo para a campanha, compartilhar uma notícia, e metas semanais. A cada tarefa cumprida, o usuário aumenta a sua pontuação e vai adquirindo novos status, como cidadão engajado e líder mobilizador, por exemplo.

De acordo com a Action Labs, outro diferencial do MobNex é ajudar a combater as fake News, um dos principais desafios das eleições 2018. O objetivo é impedir que notícias falsas se espalhem às vésperas das eleições presidenciais. A expectativa é que no futuro o aplicativo seja bastante utilizado para deixar as eleições mais limpas e engajar os jovens a exercer seus direitos políticos de maneira consciente.

Você pode obter mais informações sobre o MobNex no site oficial. O aplicativo está disponível na Google Play e na App Store.

Udemy explica como a gamificação pode ser aplicada na educação e no trabalho

Já falamos várias vezes sobre o conceito de gamificação, hoje vamos falar mais um pouco sobre o conceito. A técnica busca aplicar a lógica da mecânica dos videogames ao campo educacional e empresarial. A ideia é que as habilidades ou disciplinas a serem ensinadas sejam apresentadas como fases a serem superadas, obtendo pontos e até montando tabelas de classificação dos participantes. Algo como transformar o aprendizado em um jogo. A técnica está sendo bastante utilizada por instituições que querem motivar seus funcionários e melhorar resultados.

Uma das empresas que está atenta a essa onda é a Udemy, a plataforma de ensino virtual mais famosa da atualidade, que está utilizando a gamificação para ensinar seus alunos. Basicamente seus métodos de ensino de alguns cursos se baseiam na formação de indivíduos produtivos, brincando com as regras do mundo real, sem a tensão de falhar como no método convencional. Ou seja, é uma situação em que é possível cometer erros para buscar melhorar depois, ao invés da punição de notas reprovadoras.

Tal como num videogame, em que a lógica interna é construída por meio de uma narrativa, que organiza as informações de maneira simples e lógica, a gamificação se baseia em criar uma história envolvente, com problemas objetivos que desafiem as habilidades e perseverança do aluno. O que está em foco é a familiaridade dos alunos com conceitos, habilidades ou histórias para facilitar a introdução ao assunto mais profundo da disciplina e fazê-lo com um interesse maior. É como aprender jogando.

De acordo com a Udemy, a apresentação desse tipo de atividade no processo de aprendizagem não é apenas uma forma de provocar interesse de maneira momentânea, mas também incentiva a continuidade do aprendizado. Quando os dados são recebidos de maneira impessoal e não são imediatamente aplicáveis, os alunos vêem isso como um procedimento que deve ser superado para ser aprovado nas provas ou exames, nada mais.

Deve-se destacar que apesar de ser um método efetivo e mais divertido, a gamificação não substitui o ensino tradicional ou a figura de instrutores e professores. Vamos pensar nela mais como um complemento que está fornecendo ótimos resultados. É uma maneira diferenciada de abordar um conhecimento que se quer aprender sem ter que entrar totalmente em conteúdos que ainda não compreendemos e cuja dificuldade pode gerar apatia.

Essa técnica, além de já ter sido aplicada em escolas com bons resultados e ter revolucionado o aprendizado digital, também chamado de Educação a Distância (EaD) ou e-learning, deve chegar até a formação nas empresas. De acordo com um estudo da Udemy sobre treinamento no ambiente profissional, 3 dos 10 chefes de departamentos de treinamento planejam incorporar essa técnica em programas de treinamento para seus trabalhadores ao longo dos próximos anos.

A Udemy possui quatro cursos para quem quer aprender mais sobre a Gameficação, sendo eles:

 

Curso de Introdução à Gamificação (gratuito)

Curso de Motivação através de jogos

Introdução à Gamificação: Teoria e Aplicações Práticas

Ensinando com Jogos

 

Livro “Gamificação em Debate” apresenta revisão crítica sobre o tema realizada por especialistas

A Gamificação tem o poder de mudar a dinâmica das empresas e o aprendizado nas instituições de ensino. Esta é uma das premissas do livro Gamificação em Debate, da editora Blucher. Organizado pelos professores Lucia SantaellaSérgio NesteriukFabricio Fava e com colaboração de grandes nomes como Delmar Domingues, Alan da Luz e David Lemes, a obra trata de diferentes aspectos da gamificação como os benefícios psicológicos, usabilidade na educação etc.

O livro Gamificação em Debate apresenta uma visão crítica realizada por especialistas em gamificação oriundos dos campos de design, artes, tecnologia, comunicação, semiótica, educação e games. Essa diversidade de áreas serviu para revelar um fenômeno complexo, metamórfico e absolutamente interdisciplinar, mas também mostra a importância que a gamificação assumiu na contemporaneidade, assim como características expressivas do mundo em que vivemos.

A ideia foi mostrar que muitas das discussões e das práticas atuais da gamificação limitam a própria noção de jogo a uma abordagem behaviorista: uma mera estratégia para motivar pessoas e aumentar a produtividade. Com a contribuição de diversos especialistas, foi possível montar um panorama amplo de como surgiu a gamificação e como ela vem transformando as relações corporativas e educacionais.

Além disso, pode-se dizer que Gamificação em Debate expande significativamente essa noção por meio de investigações sobre conceitos, críticas, práticas, ferramentas e métodos atinentes ao jogo, a fim de promover novas discussões e conceitos que explorem, em extensão e profundidade, as singularidades e as potencialidades da gamificação. Há inclusive estudos de casos e analogias do dia-a-dia. Apesar do tema teórico e complexo, o livro possui linguagem fácil e acessível.

O livro é leitura obrigatória para pesquisadores, profissionais, professores e estudantes de diversos campos interessados nas dimensões teóricas e práticas da gamificação. Até mesmo empresários podem usar os conceitos do livro em ações motivacionais a fim de extrair melhores resultados de sua equipe. O título está disponível em versão física pelo site da Blucher, que disponibiliza amostras de páginas para os leitores que querem ter uma prévia do que esperar da obra. O livro completo conta com 212 páginas.

CNA aposta em gamificação para revolucionar o ensino do inglês

Muitas das maiores empresas do mundo estão de olho nas possibilidades de gamificação para melhorar os resultados de seus funcionários. Agora chegou a vez de utilizar a técnica para explorar o potencial dos clientes. É com esta ideia que a rede de escola de idiomas CNA pretende melhorar os resultados dos seus alunos.

Para isso, a instituição criou a CNA Go, uma plataforma digital desenvolvida com participação da DB1 Global Software, multinacional de tecnologia sediada em Maringá (PR). O CNA Go mescla atividades online (75%) e presenciais (25%), promovendo a interação de alunos do mesmo nível com o apoio de áudios, vídeos e professores online.

De acordo com a CNA, a plataforma de software foi inspirada na estética dos mapas de metrô e é adaptativa, ou seja, tem uma metodologia que se adapta à maneira de aprender do aluno. Além disso, foi construída no conceito de gamificação, utilizando contextos relacionados a jogos e permite a criação de ferramentas de engajamento por meio de três elementos principais: motivação, dados e interação. À medida que os novos territórios são explorados, os alunos são recompensados pelas atividades completadas.

“A DB1 demonstrou um equilíbrio entre disciplina metodológica e flexibilidade de execução, estando sempre abertos a ouvir e trabalhar em conjunto para o sucesso do projeto”, afirma Guilherme Pompeo, gerente executivo de Tecnologia e Inteligência de Negócios do CNA.

A expectativa é que a plataforma auxilie os alunos a aprender o idioma inglês com mais praticidade e facilidade. A interatividade é uma das maiores tendências do ramo estudantil e profissional.

Abaixo você confere um vídeo que fala sobre o projeto CNA Go:

Espresso3 Summit Gamification – Especialista mostra como gamificação facilita processo de aprendizagem corporativa

Ainda que muitas empresas ainda a tenham implementado, a gamificação já é discutida aos quatro ventos e possivelmente se torne padrão em qualquer companhia que queira aumentar sua produtividade. Nos últimos dias 13 e 14 de novembro a cidade de São Paulo sediou o evento “Espresso3 Summit Gamification”, evento dedicado a discutir e apresentar as vantagens da gamificação nas mais variadas companhias.

Quem tocou o evento foi Karl Kapp, autor de diversos livros, entre eles o best-seller “The Gamification of Learning and Instruction” (2012) e o recém lançado “Play to Learn” (2017). De acordo com Kapp, “que muitos dos traços, hábitos, crenças e ações que adolescentes e jovens adquirem ao jogar jogos eletrônicos e trabalhar com dispositivos portáteis irão ajudá-los no mercado de trabalho global, que está em constante transformação”. A ideia básica é que jovens acostumados a interações mais dinâmicas encontram um ambiente de trabalho mais familiares quando eles utilizam a gamificação.

“Ainda que os elementos de gamificação não possam ser totalmente descritos verbalmente, é preciso que os líderes organizacionais percebam o quanto antes todo o potencial da aprendizagem corporativa gamificada. Por isso, encontrem jogos instrucionais ou não instrucionais, joguem e vejam o impacto que essas atividades podem ter junto ao capital humano”.

O evento Espresso3 Summit Gamification  contou com a presença de cerca de 100 participantes de 45 empresas diferentes. Diante desta audiência, Kapp salientou que mesmo que essencialmente os objetivos de determinado treinamento corporativo pareçam “convencionais”, a forma com que as pessoas consomem e apreendem conteúdos diversos mudou muito na última década.

A internet, os smartphones, os milhões de vídeos postados diariamente nas redes sociais têm muito a ver com isso e o processo de gamificação tem ganhado cada vez mais força dentro das organizações, afinal de contas, seus elementos essenciais (competição, cooperação, descoberta e storytelling), juntamente com as mecânicas (pontos, placares, rankings, níveis e badges), tornam situações do mundo real mais divertidas e proporcionam melhores experiências de aprendizado.

Em comparação com abordagens mais tradicionais, o gamification apresenta algumas vantagens essenciais para a competitividade das empresas no mercado atual. De acordo com Kapp, essas são as principais vantagens da gamificação:

Melhor experiência de aprendizagem: o participante pode experimentar “diversão” durante o jogo e ainda aprender se o nível de engajamento é alto. Uma boa estratégia de gamificação com altos níveis de engajamento levará a um aumento na recuperação e retenção.

Feedback instantâneo: o processo gamificado fornece feedback instantâneo para que os participantes saibam o que eles conhecem ou o que devem saber.

Facilitação da mudança comportamental: a gamificação pode gerar mudanças comportamentais fortes, especialmente quando combinadas com os princípios científicos de recuperação e repetição espaçada.

Versatilidade: a gamificação pode ser usada para atender a maioria das necessidades de aprendizagem corporativa.

 

Durante o evento, houve também a apresentação de diversos casos de sucesso na adoção da gamificação em modelos de negócios de start ups (DogHero, Mercado Livre e LinCare), gestão de pessoas (IBM, SAP e Leroy Merlin), educação corporativa (Bradesco e SEBRAE) e educação formal (FEAUSP e IME-USP). Se você quer saber mais sobre a gamificação nas grandes empresas, confira o canal de aprendizagem gratuito da Espresso3.

Coursera oferece curso de gamificação gratuito

Já pensou em fazer um curso de gamificação de graça? É isso mesmo. O curso é oferecido no Coursera. Caso você não conheça, a Coursera é uma companhia de empreendedorismo social que oferece cursos via plataforma web, gratuitos em parcerias com universidade renomadas do mundo inteiro, como: Princeton, Stanford, Universidade da Pennsylvania, Instituto de Tecnologia da Califórnia, Universidade de Edinburgh só para citar algumas.

Dentre as categorias dos cursos oferecidos estão: Matemática, Negócios e Gestão, Ciências da Computação, Engenharia, Ciências Sociais, Medicina, Tecnologia da Informação entre outras várias opções.

E  a dica de hoje é que um dos cursos oferecidos pela Coursera é o curso de Gamificação (Gamification em inglês). De forma simplificada, esse termo muito em alta recentemente é a utilização de técnicas de game design na resolução de problemas e situações que não necessariamente estejam no mundo dos games.

O curso já tem 5 anos de existência e conta com duração prevista de seis semanas, e caso você conclua o curso com uma boa nota, terá até um certificado emitido em seu nome pela Coursera.

Então corre que ainda dá tempo de se inscrever e participar. Tá esperando o quê ? =) Leia mais sobre gamificação.

Link do curso: https://www.coursera.org/course/gamification

Caso queira saber mais sobre Gamificação, a game designer Jane McGonigal publicou, em julho desse ano, um vídeo no TED muito interessante sobre como um jogo pode te dar mais 10 anos de vida. Altamente recomendado.