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Em expansão, Hive Digital abre escritório nos EUA

Hive Digital

Visando as verdinhas americanas, a produtora de games brasileira Hive Digital decidiu abrir um escritório em São Francisco, EUA, fazendo o caminho inverso de outras produtoras que tem preferido importar serviços para cá. De acordo com projeções da empresa, o investimento pode contribuir para fechar o ano com um faturamento de R$ 10 milhões.

O número representa um acréscimo nos lucros de cerca de 40% comparado ao ano passado, a meta é faturar R$ 4 milhões apenas no primeiro ano de atuação. De acordo com a Hive, foram investidos cerca de R$ 1,8 milhão para a abertura do escritório nos EUA.

A ideia inicial é manter a produção de games aqui no Brasil, enquanto que o escritório na terra do Tio Sam vai contribuir para agregar mais negócios e ajudar na parte de planejamento de novos projetos. A empreitada vai permitir que a empresa explore o mercado internacional em melhor posição para competir com outras empresas do setor. A princípio, a unidade contará com seis profissionais – um brasileiro e cinco americanos.

“O objetivo é oferecer toda expertise em produção digital, conquistar grandes marcas para desenvolvimento de games e publicar os nossos títulos já existentes”, declarou Mitikazu Lisboa, CEO da Hive. “Já estávamos estruturando esse movimento, sentindo o desempenho das nossas ações em outros países”, concluiu o executivo.

Com esse passo a Hive é uma das pouquíssimas empresas brasileiras dedicadas aos jogos eletrônicos a abrir escritório em outro país. Será essa uma nova tendência das produtoras brasileiras?

NerdPlayer: você vai chorar de tanto rir

Nerdplayer

Por Renato Degiovani, especial para o GameReporter

Tem dias que a gente entra na mãe de todas as redes, navega, navega, navega (tomando a dose diária de html) e se pergunta: pô, não tem mais nenhuma novidade por aqui? Vai daqui, vai dali e parece que é sempre mais do mesmo.

Mas não na segunda-feira.

Em todas elas, diga-se de passagem, porque na segunda feira tem Nerdplayer para assistir. E se você gosta de games, gosta de novidades, gosta coisas inéditas, é jovem e é nerd, então não pode perder essa produção absolutamente e absurdamente engraçada.

Produzida por Alexandre Ottoni, vulgo Alottoni ou simplesmente “o” Jovem Nerd, o Nerdplayer vai ao “ar” todas as segundas pelo site Jovem Nerd ao lado de produções igualmente hilárias como o Nerdoffice, Nerdcast e o Matando Robôs Gigantes. Aliás, produções essas premiadas em várias modalidades nos mais tradicionais concursos da websfera, como Youpix, Ibest, Vmb, etc.

Curiosamente, a mais nova, mais inusitada e mais contundente produção do grupo de “nerds” não é a mais destacada e nem mesmo a mais premiada. Então por que essa farofa toda? O que tem de tão engraçado assim num vlog sobre determinados games?

Precisamente, meu caro leitor, é preciso ver para crer, ou melhor, entender como uma ideia que nem é tão inédita assim (fazer um vídeo falando sobre o jogo que gosta) consegue extrapolar todos os limites da modernidade e produzir um humor sutil, fino, inteligente e acima de tudo moderno.

Falando numa linguagem mais crítica, o Nerdplayer extrapola a narrativa emergente do jogo a tal ponto que se torna algo totalmente novo. Não é o jogo, não é uma crítica ao jogo, não é uma apresentação do jogo e acima de tudo não é uma babação de ovo sobre o jogo, mas uma hilária experiência “de vida” de um jogador.

Quais jogos? Isso realmente não importa para quem curte o Nerdplayer (e eu não nego que curto desde o primeiro episódio que apareceu dentro do Nerdoffice). Para falar a verdade, não jogo nenhum dos jogos usados como tema e a maioria deles nem me daria ao trabalho de jogar.

A produção existe e se justifica por si só como um produto moderno, focado nas modernas tecnologias de produção cultural das mídias “internéticas”. Algo para ser pensado, estudado e compreendido na sua totalidade, como uma nova forma de expressão.

O grupo do Jovem Nerd parece ter acertado em cheio na receita do bolo, ainda mais com a adição das edições de vídeo do “Gaveta”. Ninguém precisa jogar ou sequer conhecer o jogo para entender o que está acontecendo. Alguns episódios da série produzida desde novembro de 2011 são simplesmente antológicos, tais como:

É evidente que nem todos os episódios atingem o mesmo grau de excelência e embora o Alottoni divida a participação em alguns deles com seu parceiro de outras produções (Azaghal) e/ou convidados, os episódios mais engraçados são justamente aqueles em que ele produz sozinho a apresentação.

Enfim, vale a pena conferir pois é diversão garantida. E mais, justamente na segunda feira.

Renato Degiovani é o primeiro projetista de jogos brasileiro a criar e produzir profissionalmente um jogo de computador em língua portuguesa, no início da década de 1980. Foi colaborador e Diretor-Técnico da primeira revista brasileira de microcomputadores, a Micro Sistemas. Atualmente é editor e produtor do site TILT online, onde escreve artigos técnicos de programação e design de jogos, bem como cria os jogos comercializados pelo site.

Ezlearn investe em games para ensino de inglês

games para ensino de inglês

Aprender inglês com os games é uma tarefa corriqueira entre os jogadores mais dedicados, contudo algumas pessoas precisam ou preferem métodos mais didáticos para o aprendizado da língue inglesa. Pensando nisso, a empresa Ezlearn, empresa dedicada na conversão de conteúdos educacionais para plataformas móbile e online, anunciou o lançamento dos games para ensino de inglês como Jogo da Memória e Crazy Race, inseridos no curso Meuinglês (que já conta com mais de 200 mil alunos cadastrados).

Jogo da Memória permite que o usuário escolha um grupo de palavras separadas por temas e complete os jogos, ganhando medalhas que são vinculadas ao perfil do jogador. O segundo game, Crazy Race, coloca o jogador numa corrida de carros em que a velocidade do veículo aumenta conforme a velocidade com que o participante responde os desafios propostos durante o circuito. A ideia é facilitar o aprendizado do idioma e levá-lo de forma didática para o maior número possível de pessoas.

A metodologia Meuinglês pode ser acessada no site da Ezlearn, de universidades como a Estácio de Sá do Rio de Janeiro, portais como o IG, além do site feminino Bolsa de Mulher. De acordo com os organizadores do projeto, a metodologia adotada é empregada de tal forma que os usuários sentem que já possuem uma noção do idioma nos primeiros minutos de jogatina graças ao emprego de palavras comuns a nós como mouse, drink e smartphone.

O e-learning é uma boa alternativa para o ensino, já que usa a tecnologia a seu favor, aproveitando ferramentas diferenciadas para oferecer as informações de maneira interativa e engajadora”, explica Ana Gabriela Pessoa, CEO da Ezlearn. “Nós buscamos criar conteúdos diferentes e que ofereçam conhecimento as mais diferentes partes do Brasil. O ensino à distância (EAD) facilita a vida de quem precisa estudar, tem pouco tempo ou mora longe dos grandes centros urbanos. Nós investimos nos games como nova alternativa para um modelo de aula em formato mais dinâmico e atrativo”, completa.

Gameloft dará iPhone e iPad em promoção comemorativa

Gameloft

O que me diz de ganhar um iPhone, 1 iPad e 1 iTunes Gift Card com o valor de $100 para gastar à vontade com jogos para esses aparelhos? Bem legal não? Para conseguir isso, você só precisa curtir a página da Gameloft no Facebook e participar da promoção organizada pela empresa.

O concurso baseia-se em criar um vídeo e enviar para a gameloft contando diria da Gameloft para 1 milhão de pessoas. Bem fácil, hein? O concurso está sendo organizado porque a desenvolvedora alcançou a marca de 1 milhão de seguidores na rede social.

Após a promoção, os melhores vídeos serão unidos em uma mega vídeo e postado pela produtora. O grande vencedor será anunciado junto deste vídeo. É uma ótima oportunidade para ganhar um iPad e depois acompanhar o GameReporter em qualquer lugar, certo?

Para participar, você deve acessar o perfil da empresa no Facebook e acompanhar os detalhes. De acordo com informações da Gameloft, os participantes deverão acessar um aplicativo especial desenvolvido para a promoção e seguir o regulamento que também é explicado por lá. E aí, vai perder essa promoção?

Empresa brasileira lança novo game para iPhone e Android. Acelere tudo com o RC Mini Racing

RC Mini Racing

O estúdio brasileiro  QUByte Interactive finalizou mais um projeto para dispositivos móveis, trata-se do game RC Mini Racing, um jogo de corrida de carros de controle remoto.

O grande destaque do game é o tamanho dele, pois apesar dos carros serem em miniatura, o jogo conta com 30 pistas e 3 modos de campeonato. Além disso, o jogo permite que o jogador customize o próprio veículo e construa seus próprios circuitos.

RC Mini tem um visual bem colorido e a câmera se posiciona em perspectiva isométrica. A jogabilidade é bem simples, basta um dedo para controlar a direção do carro, porém o jogador tem a opção de utilizar controles opcionais, graças a um controle digital com acelaredaor e direção, ou ainda o suporte ao acessório Zeemote que permite jogar com um controle analógico especial.

Assim como os jogos de console de mesa, RC Mini Racing também possui itens colecionáveis. Conforme o jogador vence as corridas ele é premiado com moedas (que também podem ser compradas na loja do game). Essas moedas são utilizadas para customizar e melhorar os carros, trocando-se os pneus, rodas, chassis, motores, suspensões, etc.

Essas mudanças mudam sensivelmente os controles e velocidade dos veículos. De acordo com a produtora, o game respeita uma física a fim de torná-lo um pouco mais realista em dispositivos móveis. O game  já está disponível para dispositivos iOS (iPhone e iPad) e no Google Play.  Confira o vídeo do game abaixo:

NVIDIA anuncia o primeiro game brasileiro para Tegra

O processador Tegra é encarado por muitos como uma boa solução para os tablets e smartphones. De fato ele é bem robusto e pode proporcionar games muito interessantes, tanto é que já há desenvolvedores brasileiros apostando as fichas nessa tecnologia.

Este é o caso dos mineiros do estúdio Ilusis Interactive Graphics, que desenvolveram o primeiro jogo brasileiro para dispositivos móveis capacitados com processadores Tegra da NVidia. O game chama-se Jett Tailfin Racers THD  e já pode ser baixado através da Tegra Zone e tem o preço sugerido de US$ 2,99.

Jett Tailfin Racers THD basicamente é um game de corrida nas profundezas do oceano com uma pegada bem casual, sendo indicado para todas as faixas etárias. Inicialmente o game conta apenas com quatro pistas e três modos de jogo, porém a produtora planeja alguns upgrades neste ano. Há ainda modos singleplayer e multiplayer para até oito jogadores, o que deve agradar os jogadores que gostam de correr com os amigos.

O processo de desenvolvimento do game durou cerca de 10 meses e envolveu  derca de dez profissionais. Apesar de parecer pouco, esses profissionais tiveram um grande trabalho a fim de trabalhar o design de interface, programação e texturas.

“Um dos grandes diferenciais é a experiência visual que oferece, uma vez que foi criado exclusivamente para aproveitar todo o poder de processamento embarcado no processador Tegra da NVIDIA, com alta velocidade na navegação, suporte ao Adobe Flash Player com aceleração completa por GPU e recursos multitarefas inéditos”, explica Rodrigo Mamão, CEO da Ilusis Interactive Graphics.

Estudo atesta que mercado de games está crescendo no Brasil


Durante muito tempo os jogadores sempre ouviram a promessa de que um dia o Brasil se tornaria o país dos games e essa promessa sempre pareceu tão distante, seja por preços abusivos ou pelo fantasma da pirataria que nunca deixou de existir.

Contudo, aos poucos a nossa indústria vai vendo essa realidade se alterando. Em 2011, por exemplo, foi feito um estudo que evidenciou que nosso país está evoluindo muito. O estudo foi conduzido pela GfK Consumer Choices, a 4º maior companhia dedicada em pesquisa de mercado do mundo e líder em pesquisas relacionadas a tecnologia e eletroeletrônicos.

De acordo com a pesquisa, em 2010 foram vendidos cerca de 642 mil consoles no varejo convencional. Se esses números são impressionantes, o que dizer das 935 mil unidades que foram comercializadas em 2011? Esse aumento representa um crescimento de 53% em relação ao ano anterior e um crescimento no faturamento de 47%. Trocando em miúdos, a indústria de videogames faturou astronômicos R$ 650 milhões em 2011 contra os R$ 320 mi do ano anterior.

“O que está acontecendo é a migração de compras feitas no mercado informal para o oficial. Com a queda de preço nas lojas, está cada vez mais fácil resistir à tentação de pedir a alguém para trazer um game do exterior, por exemplo”, disse Oliver Römerscheidt, gerente de negócios e entretenimento da GfK.

De acordo com Römerscheidt, a GfK notou uma importante queda em uma marca de videogame vendido no Brasil no período entre 2010 e 2011. Com isso é fácil prever que o dinheiro sobrando no bolso dos jogadores foi utilizado na compra de jogos originais. Além disso, a tecnologia empregada na nova geração praticamente inibe os jogadores que insistiam no uso de produtos piratas, completou o executivo.

Além da indústria de eletrônicos, a GfK também monitorou a indústria de vídeos (DVD e Blu-Ray) e de brinquedos. De acordo com a empresa, a indústria de entretenimento somou ao todo quase seis bilhões. A GfK concluiu com esse estudo que a indústria de games não apenas está em alta, como também ajudou a aquecer de modo geral a indústria de entretenimento no país.

Ou seja, os games são responsáveis por praticamente 10% dos lucros envolvendo entretenimento no Brasil. É pouco, mas se analisarmos friamente pode-se notar uma evolução muito evidente em apenas um ano de análise, além disso, somos um mercado em franca expansão.

Agora dá para entender porque várias empresas investem pesado no nosso país, certo?

Os dez melhores games independentes de 2011

O fim do ano é também o período de listas. Uma bem bacana foi lançada pelo blog IndieGames, que listou os dez melhores jogos independentes do ano.

A lista serve de ponto de partida para quem procura jogos divertidos e baratos – existe até um gratuito entre os dez melhores – que tenham passado batido durante o ano.

Confira o top 10, que traz a plataforma (abrange games de Windows, Mac, Linux, iOS e Xbox Live), uma tela, uma breve descrição e o link da página oficial.

:: Acesse aqui a página do Top 10 de games independentes

Empresas de análise divulgam previsões para mercado brasileiro games

A empresa de análise SuperData estimou em um novo estudo que o mercado de games sociais no Brasil deve crescer para US$ 238 milhões até 2014, um aumento considerável comparável com as previsões de que, até o fim de 2011, atinja US$ 136 milhões.

A estimativa é resultado de um estudo baseado no comportamento de 2.414 gamers locais. A previsão ainda é otimista quanto ao crescimento da base de jogadores sociais, que deve crescer para 52,3 milhões.

O site VentureBeat informou que no setor o Brasil contabiliza 35% da América Latina e 5% do mercado mundial.

A firma de análise de mercado Newzoo, da Holanda, em estudo recente descobriu que o Brasil tem cerca de 35 milhões, de jogadores sociais. Até 2014, a expectativa de faturamento para jogos sociais em plataformas como o Orkut deve chegar a US$ 5,6 bilhões.

Roteiros de viagem para gamers

Um leitor fiel do GameReporter entrou em contato conosco para contar algo interessante: uma amiga sua está fazendo roteiros de viagem internacionais para o público gamer.

Assim como as companhias de viagens oferecem pacotes temáticos para quem gosta de carnaval ou de cruzeiros, por exemplo, a ideia é que agora sejam oferecidos passeios também para quem gosta de jogar e quer uma visão profissional de games.

O primeiro roteiro – com 13 dias – leva os jogadores a parques temáticos de Orlando, na Flórida, e também à Universidade Full Sail, uma das mais importantes de entretenimento do mundo. Na universidade acontecerão palestras e workshops sobre desenvolvimento de games.

The Game Design Tour USA 2012 acontece entre os dias 18 de janeiro e 30 de janeiro de 2012, e se a ideia der certo, é possível que aconteçam viagens para eventos maiores como a GDC e a E3.

O que você acha da ideia?

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