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Gamefik: site de comércio voltado na gameficação e preços baixos

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Quem é gamer sabe que jogos eletrônicos são caros no Brasil. Um game de lançamento chega custando por volta de R$ 199,99, um custo muito elevado levando-se em consideração que geralmente nessa época sai pelo menos uns três jogos que você PRECISA comprar. Uma boa alternativa para quem quer manter o hobby sem gastar muito e sem apelar para a pirataria sempre foram os games usados.

Apesar das empresas serem muito contra o mercado de jogos usados, essa é uma prática comum entre os jogadores e que não será abolida tão cedo. Pensando nesse nicho de mercado, surgiu o site Gamefik, uma iniciativa que incentiva a compra, troca e venda de jogos usados entre os usuários por um preço mais acessível.

A ideia básica é que qualquer pessoa pode se cadastrar na plataforma e divulgar aqueles games que não querem mais ou sair em busca daquela raridade perdida. O site foi incubado graças ao capital da F2 Investimentos e da união de quatro amigos que viram a possibilidade de criar um site de comércio entre jogadores numa experiência mais divertida. Trata-se da gamificação, ou seja, quanto mais o usuário compra, vende, troca ou comenta, mais ele é premiado dentro do site. Tal premiação vem na forma de descontos, destaque e outros mimos. Trocando em miúdos, como uma rede social.

O site está em fase inicial, mas já conta com cerca de 5 mil usuários desde que surgiu. A equipe pretende que o lançamento oficial ocorra no início de fevereiro, ocasião em que espera-se alcançar 100 mil jogadores. Além de jogos usados, o Gamefik também irá trabalhar com jogos novos, graças às lojas de games que poderão anunciar seus produtos.

O acesso é muito fácil e rápido, basta fazer um cadastro e incluir os jogos da sua biblioteca. Em seguida você pode escolher se quer disponibilizá-los para troca ou venda. Como o site tem um ranking de jogos mais procurados (incluindo lançamentos), dá para o jogador ter uma noção do quão valioso é aquele game encostado na prateleira. Entretanto não adianta tentar extrapolar, o Gamefik vai monitorar o valor dos jogos vendidos para evitar abusos.

Ah, caso esteja se perguntando da questão de segurança, a equipe criadora do site garante que irá se esforçar para ninguém levar “chapéu”. Caso haja problemas na negociação o site devolve o dinheiro ao comprador. “Nos preocupamos em trabalhar com as melhores empresas para garantir a máxima segurança na experiência de uso da plataforma.  Se tratando de transações financeiras, por sermos uma “ponte” que liga um gamer ao outro, nos colocamos como se fossemos um banco. O Gamefik estorna sem burocracia nenhuma o dinheiro para o comprador e penaliza o vendedor por não cumprir o que foi anunciado, que dependendo do caso, poderá ser excluído da nossa comunidade por tempo indeterminado”, informa o site

Se você procura algum jogo em especial, dê uma visitada no site Gamefik, pois lá tem bastante coisa. Eu mesmo consegui encontrar uns jogos que estava procurando por aí.

BGS2013: Videogames, carros e muita mulher bonita! Confira nossa galeria de fotos

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A BGS 2013 já terminou, porém temos alguma fotos do evento de games que sacudiu o Brasil na última semana. Entre os estandes das empresas, os visitantes se deparavam com muita gente, muitos videogames e muita gata!

Confira:

 Colaboração: Victor Cândido

The Union consagra-se o maior evento de arte digital da América Latina em sua terceira edição

theunion No último final de semana (19 e 20 de outubro) a cidade de São Paulo sediou a terceira edição do evento The Union, evento organizado pela Saga em parceria da Gnomon e recém-criada escola Axis. O The Union consolidou-se como o maior evento latino americano dedicado a efeitos visuais e concept design, pois reuniu estudantes e autoridades da área. Quem vai ao The Union pela primeira vez se surpreende com a quantidade de visitantes, ávidos por adquirir conhecimentos sobre o mercado de computação gráfica, ferramentas mais utilizadas e novidades do setor.

Para garantir que a experiência seja a melhor possível, os organizadores do evento escalaram célebres profissionais do ramo, como o simpático Cecil Kim (God of War) e o mestre Neville Page (Avatar), o carisma de Ian Joyner, entre outros que realizaram palestras para contar um pouco de suas experiências e suas técnicas para alcançar os efeitos visuais mais embasbacantes já vistos. O auditório do WTC ficou pequeno para as mais de 4 mil pessoas que passaram ao longo dos dois dias de evento para conhecer de perto os sete artistas presentes.

Entre os pontos altos do evento, destaque para o vídeo apresentado por Neil Huxley, diretor de criação da Digital Domain, que apresentava cenas impressionantes que foram retiradas de filmes, propagandas e games. Ainda durante a apresentação Huxley dissecou como são feitas animações para games e cinema. Quem esteve presente pôde comprovar que a criação de animações não é apenas divertida como muito requisitada. Todas as palestras e workshops tiveram tradução simultânea e foram realizados no belo auditório do World Trade Center em SP.

Outro ponto de destaque foi a apresentação de Alex Nice, especialista em matte painting, que contou como foi seu trabalho em arrasa-quarteirões como 2012 e The Amazing Spider-Man. A surpresa ficou com a exibição em primeira mão de novas imagens do filme Sin City: A Dante to Kill For. O primeiro dia do The Union terminou com os ensinamentos do sábio Scott Spencer, que aproveitou seu tempo para falar sobre técnicas de modelagem em ZBrush e Photoshop. Para quem não conhece, Spencer ficou conhecido graças a seus trabalhos em The Hobbit e Iron Man.

O segundo dia do The Union foi especialíssimo para os gamers , graças a participação do Cecil Kim, que tem em seu portfólio trabalhos realizados em games de sucesso como God of War, Twisted Metal e Final Fantasy. O profissional falou sobre sua carreira bem sucedida e seus novos projetos no setor. Apesar do foco do The Union ser a indústria de cinemas, os jogos digitais também tiveram seu espaço, provando que um profissional de arte digital pode trabalhar também com games.

Afinal de contas, outro artista que deu as caras foi Brandon Young, lead VFX da Blur Studios. Young foi um dos responsáveis pelas cinematics de games como Dantes’s Inferno e Bioshock, por exemplo. Foi uma verdadeira aula. Ao final do evento, subiu ao palco Neville Page, considerado o melhor concept artist e creature design de Hollywood. Em sua terceira visita ao Brasil, Page discorreu sobre como faz para criar algumas das criaturas mais bizarras do cinema e alguns dos designs mais detalhados já criados como nos novos filmes de Star Trek e Avatar. Neville Page encerrou sua apresentação revelando que os brasileiros o inspiram e o torna um profissional melhor e uma pessoa melhor. Emoção não faltou, quando a pedido de Neville o público presente se cumprimentou em sinal de confraternização. Por fim, todos os artistas tomaram o palco para um debate e responder perguntas da plateia.

O debate foi mediado pelo Marcelo Forlani do Omelete e ainda contou com participações especiais de estúdios de cinema brasileiro e também dos sócios fundadores da Saga e da Gnomon, Alessandro Bonfim e Alex Alvarez, respectivamente. O debate rendeu, pois foram levantadas questões sobre a diferença entre o jeito de se fazer cinema nos EUA e no Brasil, levando-se em consideração as limitações que temos de tempo, orçamento e tecnologia disponível. Ao fim chegou-se a conclusão que eventos como o The Union ajudam a levar mais conhecimento sobre arte digital para o Brasil.

Uma boa história não tem preço. Vocês têm que se preocupar em ter uma boa história, e não em criar uma história em torno de milhões de dólares” disse Neil Huxley ao final do encontro, resumindo qual deve ser o espírito das empresas e produtores brasileiros ao criarem suas produções. Do lado de fora do auditório haviam estandes da Walcom, da Adobe e do Omelete que exibiam seus produtos relacionados ao mercado de filmes para o público presente.

Para encerrar, o evento rolou uma bateria de sorteios de brindes, como pacotes da Adobe, canetas e em seguida uma bem vinda sessão de fotos com os artistas. O balanço final evidenciou que o The Union realmente cresceu e ganhou muita importância nos últimos anos, pois conta com nomes de peso e duas das maiores escolas de arte digital nos bastidores. O esperado é que o The Union 2014 seja ainda maior e conquiste cada vez mais público. Quem foi não se arrependeu.

Belas Artes abre curso de Concepting para Games

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Ótima oportunidade para quem deseja estudar sobre games: a Belas Artes abriu um curso livre rápido de concepting para games. O objetivo do curso é propiciar o desenvolvimento de conceitos artísticos utilizados na construção criativa e produção de games. O curso pleiteia também gerar um projeto de game que possa ser concretizado e tenha apelo criativo e mercadológico. Além disso, há planos de firmar parcerias com produtoras de games e empresas  para a criação de advergames, àqueles games publicitários.

O curso é indicado para universitários de vários cursos como Desenho de Animação, Design de Produto, Artes Visuais, Publicidade e Propaganda, e, é claro, os game designers, fãs e entusiastas pela indústria de games.

O ingressante do curso basicamente o que é o concepting e qual sua importância no desenvolvimento. Haverá variados exemplos de como o concepting é aplicado em variadas linguagens. Além disso, os estudantes farão um estudo de concepts de games clássicos e de sucessos modernos. No final do curso está previsto que haverá nova possibilidade de conceptings  sob o paradigma de criação do PS4, o novo console da Sony. Se o projeto vingar há a chance de realização do game e de oferta do projeto a produtoras para uma possível confecção no futuro.

O curso está com inscrições abertas pelo preço à vista de R$ 1150, com desconto de 10% ou pode ser parcelado em 3 vezes sem desconto. As aulas serão ministradas pelo professor Luiz Carneiro, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e ex-consultor interno em roteirização da SOAP, agência de publicidade especializada em apresentação de Power Point. As aulas ocorrerão nas segundas e quartas no período entre 21 de outubro a 11 de dezembro das 19h30 às 22h30 (total de 48 horas de carga).

O curso é rápido, porém com um conteúdo bem dirigido. Se você quer aprender mais sobre game design (além da mera programação), pode ser que o curso seja de bom proveito. No site da instituição há mais informações sobre o conteúdo programático.

 

Serviço – Curso de Concepting para Games

Onde: Centro Universitário Belas Artes de São Paulo

Quanto: R$ 1150,00

Site: http://www.belasartes.br/cursoslivres/?pagina=curso&curso=concepting-para-games

Carga horária: 48 horas

Dias da semana: segunda e quarta

Período: de 21 de outubro a 11 de dezembro de 2013

Horário: das 19h30 às 22h30

Game Champz Arena 2013: novo evento de games em SP promove diversos campeonatos

Game Champz Arena

O mês de agosto marca o début de mais um evento de games nacional, o Game Champz Arena 2013. A feira de games ocorre no dia 31 de agosto e é organizada pelo pessoal do site Game Champz. A feira contará com diversas atrações como campeonatos, fliperamas, balada gamer, palestras, cosplays, expositores, mostras de projetos gamers e praça de alimentação. O local do evento é o Colégio Santana, próximo ao Metrô Santana, SP.

Os campeonatos que serão organizados prometem prêmios e brindes para os três primeiros colocados de cada game disputado, sendo que haverão competições de Super Street Fighter IV, Ultimate Marvel VS Capcom 3, Mortal Kombat, Gran Turismo 5, Fifa 13 e PES 2013. Os interessados em participar de algum desses torneios deve comprar o ingresso correspondente ao campeonato que deseja disputar.

Quem sente saudades dos clássicos fliperamas poderá matar as saudades durante o evento, pois haverá um espaço dedicado a essas máquinas. De acordo com os organizadores, o gameplay será gratuito, não havendo a necessidade de utilizar as fichas. Para quem curte game music haverá um espaço dedicado, onde os visitantes podem escutar as batidas do conhecido PXLDJ. Além disso, a feira contará com a apresentação do grupo sinfônico “That Game Music”, que se dedica a tocar temas de games de maneira mais clássica.

Por fim, os cosplayers são convidados de honra no Game Champz Arena, pois as pessoas que estiverem trajadas como seus personagens favoritos não pagam ingresso. Para isso, basta entrar em contato com a organização do evento através de e-mail (contato@gamechampz.com.br), mas tem de ser rápido pois o ingresso cosplay é limitado.

 

Serviço – Game Champz Arena

Quando: 31 de Agosto de 2013 (das 9h as 17h)

Onde: Colégio Santana | Rua Voluntários da Pátria, 2624 – São Paulo-SP

Site: www.gamechampz.com.br/game-champz-arena

Como foi o Anime Friends 2013

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Finalmente chegamos ao segundo semestre de 2013 e, como de costume, a famosa feira de cultura pop japonesa conhecida como Anime Friends ganhou uma nova edição. A décima edição trouxe muito conteúdo relacionado à Terra do Sol nascente e um grande acervo relacionado a games. O texto está um pouco atrasado, mas não perde a relevância em se tratando do maior evento de cultura pop do Brasil.

Games, aliás, foi uma grande vedete graças ao retorno da área SP Game Show. Tivemos o estande da Level Up Games, trazendo seus novos jogos como Warface, o shooter desenvolvido pela Crytek, e Elsword, jogo aos moldes de Grand Chase que foi desenvolvido pela empresa coreana KOG Studios.

O tradicional estande da escola Saga mais uma vez deu as caras no evento para promover a rede e divertir os jogadores com diversos jogos para serem testados como o hit da temporada The Last of Us e o console da Nintendo, o Wii U, porém uma das coisas que mais chamava a atenção eram as esculturas de argila que estavam sendo moldados ao vivo durante o evento.

Além disso, o evento da Yamato Corp. ainda contou com o espaço Press Start que oferecia partidas free-play de alguns jogos badalados como Injustice: Gods Among Us, Naturo Ninja Storm 3, Dance Central no entre outros. Por fim, a feira foi contemplada com os famosos cosplayers, as tradicionais fantasias em homenagem aos personagens da cultura pop. Selecionamos algumas fotos de alguns desses dedicados fãs que são uma atração à parte:

 Colaboração: Victor Cândido

BitClubs: Planetarium Games lança mais um game esportivo

BitClubs

Apesar do jogo de Rugby não ser lá tão popular no Brasil, a produtora dedicada a jogos e browser Planetarium Games decidiu investir no esporte para conquistar os jogadores daqui. O novo game da empresa chama-se BitClubs, um MMOG para Facebook que chega para agradar os fãs da modalidade esportiva.

O título é mais uma investida no gênero desportivo da Planetarium, e se junta a outras modalidades já disponíveis no site da companhia como Hoquei no Gelo, Fórmula 1, Futebol. Volei, entre outros. Bitclubs coloca o jogador na posição de presidente de um clube profissional, e nessa função deve organizar as contratações da temporada, gerenciar os treinamentos da equipe, caçar patrocinadores e construir as instalações do clube, como estádio, academia de treinamento e restaurantes para os jogadores.

De acordo com a produtora, BitClubs é a produção mais elaborada já criada por eles, pois teriam sido estabelecidos requisitos elevados para os aspectos gráficos, técnicos e funcionais do jogo. O game seria um antigo projeto antigo da Planetarium Games, que decidiu que agora é o momento de ressuscitá-lo.

O game foi lançado no início de maio de 2013 para Facebook e em site especial. A ideia da produtora foi de unir os games esportivos com um sistema de gerenciamento e administração. O resultado parece ser um game com bastante potencial para agradar amantes de jogos online. Fique de olho.

Quem conhece os títulos Footstar, Ball Manager e o recente Tribal Bands já deve ter ouvido falar na Planetarium Games. Então fica aí a sugestão de hoje!

Games devem ficar de fora do Vale Cultura? Qual sua opinião?

Vale Cultura

Todos sabem que os videogames são uma forma pura de cultura, pois transmitem mensagens e valores tão profundos quanto qualquer livro conceituado ou música celebrada. Entretanto nem todos conseguem ver os videogames com os mesmos olhos.

No dia 19 de fevereiro de 2013 a Ministra da Cultura Marta Suplicy realizou uma audiência na Assembléia Legislativa de São Paulo para falar sobre o Vale Cultura, um projeto dedicado a disseminar as diferentes formas de cultura entre a população. A ideia básica é que pessoas que dispõe de até dois salários mínimos possam contar com pequeno recurso mensal disponibilizado pelo governo para desfrutar de cultura. O projeto ainda está em estágio inicial e, portanto, carece de formatação.

Devido a isso, a equipe da Ministra abriu sua agenda para ouvir as pessoas a fim de coletar opiniões e sugestões para incluir no projeto. Um dos participantes foi o Francisco Tupy, pesquisador e designer de games, que estava representando os jogadores do Brasil que naturalmente gostariam de saber a opinião da Ministra sobre a inclusão de entretenimento digital no projeto. Ao ser questionada sobre a inclusão dos videogames no Vale Cultura a ministra mostrou-se, de fato, uma política, conforme transcrição da matéria do site Geek, escrita por Kao Tokio:

 Francisco Tupy – “O que o ecossistema que trabalha com jogos digitais, pesquisadores, desenvolvedores, professores etc. pode esperar do Vale Cultura?”

Marta Suplicy – “No caso dos jogos digitais, o assunto ainda não foi aprofundado o suficiente, mas eu acho que eu seria contra. Eu não acho que jogos digitais sejam cultura […] Mas a portaria é flexível. Na hora em que vocês conseguirem apresentar alguma coisa que seja considerada arte ou cultura, eu acho que pode ser revisto. No momento o que eu vejo é outro tipo de jogo.

Encaminhem para o ministério as sugestões que vocês estão fazendo. Eu tenho certeza que talvez vocês consigam fazer alguma coisa cultural. Mas, por enquanto, o que nós temos acesso, não credencia o jogo como cultura. O que tem hoje na praça, que a gente conhece (eu posso também não conhecer tanto!) não é cultura; é entretenimento, pode desenvolver raciocínio, pode deixar a criança quieta, pode trazer lazer para o adulto, mas cultura não é! Boa vontade não existe, então, vocês vão ter que apresentar alguma coisa muito boa”.

O interessante é que com tantas pesquisas sérias sobre os videogames e com uma equipe tão estudada, a ex-prefeita de São Paulo ainda vê os videogames com uma visão tão retrógrada. Aparentemente os organizadores acreditam que pelo fato dos games ser primordialmente dominada por obras não produzidos no Brasil, eles não agregam valor de cultura brasileira, ignorando o fato de que atualmente existem vários estúdios brasileiros criando games com temáticas e folclore brasileiro.

Apesar do negativismo em relação à inclusão dos games no Projeto Vale Cultura, ainda existem chances de que a situação se modifique durantes as próximas semanas. Mas as expectativas não são das melhores.

Mas diga, qual sua opinião sobre a declaração da Ministra sobre o Vale Cultura?

Review: Detona Ralph e 5 dicas de filmes sobre games

Detona Ralph

Já falamos sobre a animação mais recente da Disney, Detona Ralph no Game Reporter nesse post e no final de novembro estive na pré-estreia desse filme que achei fenomenal por ser uma ótima história sobre auto-conhecimento além de exibir diversas piadas e elementos referenciando o universo dos games.

Sinopse: um vilão de videogame quer ser herói e se prepara para realizar seu sonho, mas sua busca traz confusão para todo o flipper onde ele vive.

Um dos motivos que me deixou interessado neste filme, além do universo de games presente na história, é o time de vozes originais: John C. Reilly como Ralph, Jack McBrayer como Fix-It Felix Jr. (o “arquinimigo” de Ralph), Jane Lynch como Sergeant Calhoun e Sarah Silverman como Vanellope von Schweetz.

Portanto, quando anunciaram os dubladores para as cópias dubladas: Tiago Abravanel (que teve uma performance elogiada pela crítica no musical sobre Tim Maia) como Ralph, Rafael Cortez como Felix Jr. e Mari Moon como Vanellope confesso que fiquei com um pé atrás dado o histórico de animações com vozes de pessoas famosas não ser dos melhores. Entretanto, após assistir ao filme, sou obrigado a dizer que a dublagem está muito bem adaptada, em especial as vozes de Cortez e de Moon tornando até difícil identificá-las.

O universo em que a história se passa é extremamente rico e interessante, por seu um “flipper”, o ambiente que nos é apresentado possui um enorme potencial de expansão, muitos elementos adicionais podem ser explorados em filmes futuros. Sinceramente espero ter uma continuação pois o potencial de novas histórias é gigantesco!

Os elementos visuais, como por exemplo a forma dos moradores de Pleasent Ville se movimentarem com alguns quadros a menos, sem tanta movimentação, simulando gráficos mais antigos como até uma simples sujeira ser mostrada em pixel art foi um toque de gênio.

A quantidade de “easter-eggs” é realmente impressionante. É um verdadeiro festival de referência para gamers, principalmente quem jogava consoles antigos. Recomendo que você preste muita atenção nas cenas que se passam na Game Central pra talvez conseguir pegar todas as referências da primeira vez que assistir o filme. Pra mim a exibição na cabine não foi suficiente e estou decidido a assitir novamente, pra tentar achar todas as piadas internas presentes.

O filme me supreendeu positivamente e conta com boas piadas “abrasileiradas” que rendem boas risadas. E a mensagem de Detona Ralph é sincera e verdadeira e eu interpretei como sendo: aceite quem você é pois só assim será feliz de verdade.

E já que estamos falando sobre filmes aqui no Game Reporter, dê uma conferida no vídeo abaixo para ver cinco recomendações de filmes sobre games:

Em expansão, Hive Digital abre escritório nos EUA

Hive Digital

Visando as verdinhas americanas, a produtora de games brasileira Hive Digital decidiu abrir um escritório em São Francisco, EUA, fazendo o caminho inverso de outras produtoras que tem preferido importar serviços para cá. De acordo com projeções da empresa, o investimento pode contribuir para fechar o ano com um faturamento de R$ 10 milhões.

O número representa um acréscimo nos lucros de cerca de 40% comparado ao ano passado, a meta é faturar R$ 4 milhões apenas no primeiro ano de atuação. De acordo com a Hive, foram investidos cerca de R$ 1,8 milhão para a abertura do escritório nos EUA.

A ideia inicial é manter a produção de games aqui no Brasil, enquanto que o escritório na terra do Tio Sam vai contribuir para agregar mais negócios e ajudar na parte de planejamento de novos projetos. A empreitada vai permitir que a empresa explore o mercado internacional em melhor posição para competir com outras empresas do setor. A princípio, a unidade contará com seis profissionais – um brasileiro e cinco americanos.

“O objetivo é oferecer toda expertise em produção digital, conquistar grandes marcas para desenvolvimento de games e publicar os nossos títulos já existentes”, declarou Mitikazu Lisboa, CEO da Hive. “Já estávamos estruturando esse movimento, sentindo o desempenho das nossas ações em outros países”, concluiu o executivo.

Com esse passo a Hive é uma das pouquíssimas empresas brasileiras dedicadas aos jogos eletrônicos a abrir escritório em outro país. Será essa uma nova tendência das produtoras brasileiras?