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Quatro habilidades que todo gamer deve colocar em seu currículo para ser bem sucedido

Já parou para pensar o que diferencia os cyberatletas top de linha de todos os outros que treinam e se esforçam todos os dia para melhorar suas habilidades e não conseguem o sucesso e aclamação do público? Pois foi justamente pensando nisso que o Patrick Soulliere, gerente de marketing global para jogos e eSports da Ballistix, elaborou um mini guia de habilidades que todo gamer deve ter em seu currículo para ser bem sucedido no circuito profissional.

O guia conta com quatro habilidades que todo próplayer deve colocar em seu currículo e foi inspirada após uma postagem do Reddit que mostrava o quanto as habilidades dos jogadores em análise são eficientes para enriquecer o ambiente corporativo. De modo que um jogador contumaz de videogame já é visto de forma diferenciada por empresas ligadas à tecnologia.

Mas então fica a pergunta: como os jogadores podem comparar suas habilidades no campo de batalha às exigências no escritório? E quais são as características que estão incentivando os empregadores a contratar jogadores?

 

  1. Habilidades excepcionais de análise de dados

De acordo com o Dr. Curtis Nicholls, professor adjunto da Freeman College of Management da Universidade de Bucknell, os jogadores muitas vezes utilizam o tipo de análise de dados hardcore que as empresas financeiras buscam em candidatos qualificados para construção de personagens.

“Pense nos mercados de negociação online que existem em Eve, ou em outros jogos de estilo MMO (massive multiplayer online)”, diz Nicholls. “Vi jogadores criarem planilhas online para aqueles que buscam explorar sistemas e trabalhar nas margens. São os modelos de ganhos e perdas. É basicamente um certificado de economia”.

A análise do jogo estatístico conduzida por muitos jogadores MMO se encaixa perfeitamente com as técnicas de análise de dados usadas em empresas financeiras, e o aspecto de resolução de problemas desses jogos pode ser aplicado às tarefas complexas que os consultores financeiros precisam concluir no dia a dia. Tenha isso no seu currículo.

 

  1. Trabalho em equipe

A capacidade de trabalhar ao lado de seus colegas e colaborar com eles em projetos é uma característica que a maioria dos empregadores procura em sua força de trabalho. Os atletas já podem se orgulhar de ser um membro da equipe falando sobre como o futebol ou o hóquei os forjaram líderes e, em breve, os jogadores online poderão falar sobre a colaboração da equipe com a mesma autoridade. Isto é especialmente verdadeiro para jogadores que precisam de estratégia de equipe, como os de Overwatch e League of Legends, onde diferentes habilidades de personagens devem trabalhar juntas para derrotar oponentes experientes.

“Nesses jogos, tudo se resume a trabalhar em equipe e conhecer seus colegas. Trata-se de aproveitar os pontos fortes da sua própria equipe e explorar pontos fracos nas estratégias dos outros times. É desenvolvido em jogos de uma maneira que você não recria com experiências tradicionais”, diz Nicholls.

 

  1. Habilidades de liderança

Entre vinte e quarenta jogadores compõem as corporações invasoras em World of Warcraft, e com isso surgem estruturas de liderança, espelhadas em empresas ou governos. Essas corporações normalmente têm um mestre, que planeja estratégia para o grupo e que é frequentemente responsável pela falha ou sobrevivência do grupo.

Os assistentes e assessores apoiam o mestre, atuando como gerente de projeto para unidades menores dentro do grupo. Para que todos sobrevivam, os líderes precisam se comunicar de forma eficaz e garantir que cada jogador execute seu papel específico. Além disso, a resolução de conflitos é uma habilidade rapidamente aprendida pelos mestres, e quando um jogador enfrenta um desafio, é capaz de demonstrar um pensamento flexível e criar soluções inovadoras para os problemas.

 

  1. Comunicação direta

Alguns escritórios ficam “travados” pela educação e os funcionários muitas vezes sentem que não podem falar com honestidade ou franqueza. Em contraste, bons jogadores geralmente obtêm os melhores resultados, pois têm um estilo de comunicação contundente.

Os melhores jogadores de World of Warcraft (WoW) podem analisar dados em tempo real enquanto gerenciam situações desafiadoras em um ambiente sensível ao tempo. E, como fazem isso online, em vez de cara a cara, desenvolvem um estilo de feedback que é direto ao ponto e, portanto, mais adequado para ambientes de negócios simplificados.

Nesta era digital, os empregadores estão procurando mais do que apenas as habilidades hard e soft tradicionais exigidas de todo candidato. Demonstrar paixões fora da vida profissional e, em seguida, enquadrá-las para mostrar o quão bem adaptadas estão ao cargo desejado certamente será um diferencial. Da mesma forma, descobrir se os candidatos têm habilidades avançadas em jogos – ou talvez até recrutar jogadores – poderia injetar perspectivas interessantes nos locais de trabalho. No entanto, ainda existem preconceitos associados a hobbies como jogos e alguns empregadores os consideram uma atividade de lazer ao invés de uma habilidade.

 

Conclusão

De acordo com Patrick Soulliere, gerente de marketing global para jogos e eSports da Ballistix, “(…)quem quer colocar as capacidades de jogo no currículo, deve considerar o trabalho para o qual está se inscrevendo. Não basta simplesmente mencionar habilidades. É necessário certificar-se que as técnicas aprendidas estão relacionadas à função de trabalho específica, e de que elas sejam relevantes. Há que se analisar o anúncio de emprego adequadamente e descrever quais habilidades podem ser relacionadas com o cargo, e evitar aquelas que o empregador pode não estar interessado”.

Por fim, vale dizer que algumas empresas mais tradicionais podem preferir ouvir que as pessoas gostam de jogar futebol ou ler livros seu tempo livre, mas outras podem preferir saber como o gerenciamento de uma equipe de eSports se relaciona com o papel desejado, e à medida que o jogo se torna mais comum à vida cotidiana, é provável que mais empregadores considerem os jogadores de WoW e Overwatch ao invés de candidatos tradicionais.

 

Texto por Patrick Soulliere

Esports Week busca capacitar profissionais e entusiastas do esporte eletrônico brasileiro

Os eSports movimentam a cada ano um caminhão de dinheiro no Brasil e no mundo. Para se ter ideia, as grandes finais mundiais dos principais torneios como Rainbow Six e League of Legends conseguem encher as arenas. Além disso, a audiência das partidas costumam ser enormes através de canais de streaming. Foi pensando neste sucesso e em ajudar a capacitar os profissionais do setor que surge a Esports Week (ESW), um evento totalmente dedicado aos campeonatos de jogos eletrônicos.

A Esports Week está agendada entre 06 e 09 de fevereiro de 2019 na cidade de São Paulo, e tem como principal objetivo expandir e consolidar os profissionais envolvidos no cenário brasileiro dos esportes eletrônicos, fornecendo conteúdo e experiências para o desenvolvimento, qualificação, entretenimento e networking deste mercado. Os organizadores do evento informam que as vagas são limitadas e toda a estrutura contará com áreas distintas, destinadas a todos os públicos interessados no setor.

“Queremos que o Brasil seja reconhecido mundialmente não apenas pelo talento de nossos jogadores profissionais, mas também como uma referência de conteúdo e geração de negócios para o cenário como um todo”, afirma Rubens do Carmo, Diretor Executivo e de Projetos da Esports Week. “Percebemos essa carência no setor, devido ao enorme foco dado ao entretenimento. Por trás de cada partida encontramos um ambiente repleto de oportunidades de carreira e negócios, que operam em conjunto para oferecer novas experiências aos jogadores e ao público. Por meio da ESW, queremos entregar uma imersão completa em todas as áreas impactadas pelo mercado”, completa.

Um dos destaques do evento serão as paletras, onde os participantes poderão aprofundar seus conhecimentos e debater ideias. Haverá ainda a Arena de Entretenimento, voltada aos entusiastas e amantes de esports que buscam a diversão e contato mais próximo com seus ídolos e equipes prediletas. Já o Espaço para Expositores expande a possibilidade de negócios e networking, enquanto os Workshops capacitam e atualizam profissionais já inseridos ou interessados no segmento.

Atrações inéditas no cenário brasileiro

Com mais de 40 atrações, a ESW contará com palestras de empresas que participam pela primeira vez de um evento voltado à capacitação do segmento no Brasil. É o caso da Newzoo, que apresentará o tema Dimensionando e entendendo as oportunidades dos esports no Brasil, além dos executivos internacionais Jonathan Pan, instrutor de esports da University of California, e Rachel Gowers, reitora assistente da Staffordshire University. O evento oferecerá também workshops com foco em Psicologia e Locução nos Esports, espaço destinado a Meet & Greet e showmatches de League of Legends e Counter-Strike: Global Offensive.

De acordo com os organizadores, a ESW tem papel de questionar, auxiliar na qualificação e entreter os interessados no cenário, trazendo a democratização e acesso à informação para profissionais, empresas e também investidores, incentivando o empreendedorismo, a troca de experiências e novos adeptos e espectadores para os esports.

Mais informações sobre a Esports Week podem ser acessadas no site do evento.

 

Serviço: Esports Week – ESW

Data: 06 a 09 de fevereiro de 2019

Local: Centro de Convenções Rebouças – Av. Rebouças, 600 – Pinheiros – São Paulo/SP

Auditório de Palestras: das 10h às 20h

Arena de Entretenimento: das 12h às 21h

 

Foz do Iguaçu recebe os eventos SIBGRAPI, SVR e SBGames ainda no final de outubro

A  cidade de Foz do Iguaçu, PR, será a sede de três eventos integrados no finalzinho de outubro e inicio de novembro. Estamos falando dos eventos SIBGRAPI, SVR e do SBGames – que é velho conhecido dos fãs de jogos digitais. Somados, os três eventos terão vários simpósios acadêmicos, festival de Jogos independentes e uma feira de games toda especial, campeonatos e sorteios de mais de R$ 20 mil em prêmios.

A ideia é reunir o mundo dos games, da tecnologia e dos videogames em um espaço comum. Para além disso, os visitantes podem esperar novidades acerca da inteligência artificial, animações em 3D, realidade virtual e muitos jogos eletrônicos. Os três eventos vinham sendo organizados em separado, sob a batuta da Sociedade Brasileira de Computação, que decidiu unir todos eles neste ano em Foz do Iguaçu, no Paraná.

A intenção foi reunir cientistas, pesquisadores, desenvolvedores e empresários para apresentar resultados dos trabalhos desenvolvidos nos últimos anos e buscar desenvolver a ciência no Brasil.

“Hoje vemos como a computação gráfica e os jogos tem ajudado em áreas muito diversas, que vão de alicerçar uma educação mais engajantes até aprimorar processos de treinamento”, garante Esteban Clua, chair do Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBGames), um dos eventos que acontecerá a partir de 29 de outubro no hotel Bourbon Cataratas (PR).

Para Olga Bellon, organizadora do SIBPGRAPI (Conferência sobre Gráficos, Padrões e Imagens), o evento é um momento para mostrar as potencialidades da computação gráfica na sociedade: “Não há dúvidas que compartilhar momentos como estes com colegas de várias localidades do Brasil e das Américas, com palestrantes internacionais que virão agregar outras vivências, gera novas possibilidades de uso e aprimoramento naquilo que já trabalhamos em nossas pesquisas.”

“Sem dúvidas, hoje as aplicações – sempre tão imersivas no entretenimento – estão ajudando no avanço de campos diversos. Dos clássicos treinamentos de pilotos de avião em caros simuladores, hoje chegamos ao ponto de aplicar a realidade virtual sobre procedimentos médicos, ajudando médicos a diagnosticar de maneira mais assertiva”, declara Luciano Soares, organizador do SVR (Simpósio de Realidade Virtual e Aumentada).

Além das exposições em espaços fechados, os eventos também contarão com áreas mais abertas para o público trocar experiência e conhecer um pouco mais dos produtos e ideias expostas, tal como o espaço de exposições, que traz diversas atividades para o público consumidor, permitindo conhecer os resultados daquilo que vem sendo feito dentro dos laboratórios acadêmicos e dentro das empresas.

Uma das principais atrações é o Festival de Jogos Independentes SBGames. Depois de uma seleção de mais de 300 jogos, o júri técnico selecionou 31 jogos que estarão sendo demonstrados ao público durante o evento. Ou seja, o público poderá experimentar jogos inéditos em primeira mão.

“É uma oportunidade única de se divertir com toda a família. Jogos em Realidade Virtual, para celulares, para computadores, para consoles e jogos de tabuleiro estarão disponíveis, muitos deles ainda nem lançados! É diversão garantida para todo mundo!”, se empolga Márcio Filho, Diretor da GF Corp, empresa coorganizadora dos eventos.

Na Feira da SBGames outras atrações ainda estarão disponíveis, como a Mostra de Artes – com dezenas de trabalhos autorais sendo apresentados -, competições de PES 2019 e Street Fighter V e sorteios de consoles de última geração. A organização declara que serão mais de R$ 20 mil reais em prêmios e sorteios para quem for curtir um dos 4 dias de evento.

 

Serviço – Feira de Jogos da SBGames

 

De 29/10 a 01/11/2018

De 9h às 20h

Local: Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort (Foz do Iguaçu – Paraná)

Ingressos custam R$ 20 (meia) e R$ 40 (inteira) e podem ser comprados nesse link.

Simpósios acadêmicos SIBGRAPI, SVR e SBGames

De 29/10 a 01/11/2018

De 9h às 20h

Os simpósios são exclusivos para estudantes e profissionais, que devem se cadastrar a partir do link.

Local: Bourbon Cataratas Convention & Spa Resort (Foz do Iguaçu – Paraná)

 

Ironhack: São Paulo ganha primeira turma noturna para formação de desenvolvedores

A Ironhack, rede global de ensino de tecnologia e programação com presença em sete países, abriu as inscrições para a primeira turma do curso noturno de Web Development, em seu primeiro campus brasileiro recém inaugurado em São Paulo. Esta é mais uma oportunidade para quem quer estudar desenvolvimento de jogos digitais: a Ironhack, rede global de ensino de tecnologia inaugurou há poucos dias o curso de Web Development para o periodo noturno em seu campus de São Paulo.

A nova turma terá aulas às terças e quintas e também aos sábados durante o dia. A ideia é permiti que pessoas que trabalham ou estudam em horario comercial possam fazer o curso tambem. De acordo com a Ironhack, o novo curso, em modelo part time, estava previsto para ser oferecido somente ano que vem. Porém, devido ao crescimento da procura, sua abertura foi antecipada.

O curso terá a mesma carga horária (360 horas) e conteúdo da versão integral, porém, com formação em 24 semanas. As aulas se iniciam em 6 de novembro, sempre às terças e quintas à noite e aos sábados durante o dia.

A grade de estudos é dividida em três módulos: desenvolvimento de web front-end, que estabelece as bases do desenvolvimento web e ensina a construir experiências únicas ao usuário utilizando HTML, CSS e JavaScript; Back-End MERN Stack, com a criação de aplicações orientadas por bancos de dados não relacionais utilizando MongoDB, Express.js, React e Node.js; e Microserviços com React, onde os alunos aprenderão a criar APIs (Interfaces de Programação de Aplicações) para projetar arquitetura de micro serviço.

Após a conclusão do programa, os participantes estarão capacitados para assumir um cargo de Desenvolvedor Jr. e também terão um portfólio com aplicações, games, plataformas web e afins para apresentar ao mercado ou iniciar a produção de seus próprios projetos.

Para cumprir a missão de oferecer cursos acessíveis para todas as idades e níveis de conhecimento, ao se inscrever no programa, o aluno terá acesso a uma plataforma online com mais de 60 horas de conteúdo que ensina fundamentos básicos da programação, além da preparação para a metodologia da escola, com o objetivo de nivelar os conhecimentos da classe maximizando a evolução do grupo durante a formação.

“Estudos do setor já falam em um déficit superior a 160 mil vagas nesse segmento no Brasil para o ano que vem. A demanda por esse tipo de conhecimento vem crescendo de forma acelerada e as empresas precisam recrutar direto nos centros formadores para não perderem talentos para a concorrência”, explica Pedro Falkenbach, growth manager da Ironhack no Brasil.

Para dar vazão à demanda e aproximar as empresas do novos profissionais, a Ironhack organiza uma semana de contratação, chamada de Hiring Week, onde os recrutadores podem conhecer os talentos e entrevistar os alunos recém-formados. Para se inscrever no curso, basta clicar aqui.

16º Encontro Game Developers Brazil discute o uso de games na saúde e no desenvolvimento infantil

Na próxima quarta-feira (26 de setembro), a cidade de São Paulo irá recebe o 16º Encontro de Game Developers Brazil, um encontro de desenvolvedores de jogos nacionais que visa debater alguns aspectos de nossa indústria. Na edição deste ano, o evento recebe o Bruno Tachinardi, Co-fundador e Diretor de Produtos da Startup Fofuuu, para compartilhar um pouco da sua experiência e contar um pouco da trajetória da Fofuuu, que recentemente foi premiada durante o BIG Festival 2018 com seu jogo Fófuuu, na categoria de melhor jogo infantil.

O grande tema discutido por Tachinardi é a interação entre games e a sua usabilidade para a saúde. Basicamente o desenvolvedor irá discutir como os games podem ajudar no tratamento de crianças com Lábio Leporino, Síndrome de Down, Autismo, Apraxia e Atraso na fala. O executivo conta ainda como é possível unir fonoaudiologia, neurociência e o lúdico dos games para ajudar na saúde e desenvolvimento infantil de milhões de crianças com distúrbios da comunicação.

 

O encontro é uma ótima oportunidade para se conhecer os desafios que os desenvolvedores encontram para criar um produto que engaje e conecte pais, fonoaudiólogos e crianças no tratamento, que vai desde o design pensado para múltiplas personas, inovações tecnológicas envolvendo Inteligência Artificial e Realidade Aumentada, além de estudos acadêmicos e comprovações científicas da eficiência dos jogos na terapia. Você consegue mais detalhes através da página da Fofuuuno Facebook.

Além de Bruno Tachinardi, o Encontro de Game Developers Brazil também recebe Pedro Bruno (PBoss) que atualmente trabalha na Fofuuu e irá compartilhar um pouco de sua experiência e trajetória no mercado de games. O evento irá acontecer no auditório da Alura, próximo ao metrô vila mariana.

Para participar do evento você deve trazer sua carteira de identidade. Leve também cartões de visitas e blocos de notas para o networking e anotações. As vagas para o evento são limitadas, portanto é recomendado que se não puder comparecer ao evento (e já tiver confirmado presença) libere a vaga para outros membros da comunidade. Se no momento de sua inscrição as vagas estiverem lotadas, você pode ficar na fila de espera, e assim que uma vaga for liberada ela será disponibilizada aos membros da fila de espera.

Obs: Mesmo que não consiga uma vaga, recomendamos tentar dar uma passada pelo local do evento para checar se houve alguma desistência de última hora.

 

Sobre o GDBR

O Game Developers Brazil foi fundado com o intuito de aproximar profissionais e entusiastas da área de jogos, passando por desenvolvedores, artistas, músicos, roteiristas, dubladores, game designers, estudantes, e demais profissionais da área. Nosso objetivo e ser ferramenta na construção desta indústria no Brasil.

O Game Developers Brazil tem uma curadoria que busca em seus eventos, conteúdos relevantes e inspiradores para ser transmitido em nossos eventos. Para isso sempre levamos players renomados na indústria de games.

 

Serviço – 16º Encontro Game Developers Brazil

Quando: 26 de setembro de 2018 (19:00 até 22:00)

Onde: Auditório Alura – R. Vergueiro 3185 – 2º Andar · São Paulo

Inscrições: https://www.meetup.com/pt-BR/Game-Developers-Brazil/events/254875562/

Estão abertas as inscrições para o Melhor Game Brasileiro no 2º Prêmio Cubo de Ouro

No próximo dia 2 de novembro a cidade de Curitiba, PR, sediará mais um grande evento de games que tende a premiar os grandes games nacionais do ano. Estamos falando do 2º Prêmio Cubo de Ouro, que visa celebrar as produções nacionais da temporada. O destaque é a categoria Melhor Game Brasileiro, que está com inscrições abertas. O Prêmio ocorre em paralelo à feira Megacon 2018.

Estúdios ou desenvolvedores interessados em indicar suas produções ao Prêmio Cubo de Ouro deverão preencher o formulário de inscrição e disponibilizar a versão jogável para a análise do júri técnico, conforme regulamento, até o dia 30 de setembro. De acordo com a organização do evento, a ideia é celebrar a cultura audiovisual geek do Brasil, valorizando os criadores e personalidades do setor.

Além do prêmio de Melhor Game Brasileiro, o Cubo de Ouro também reconhecerá as principais personalidades e os principais projetos da cultura geek de 2018. Deste modo, serão sete categorias de júri popular e seis de júri técnico, abrangendo diversas vertentes do universo geek, como games nacionais, literatura, personalidades, projetos sociais, fandoms, entre outros temas e tribos relacionadas.

A votação e avaliação será realizada durante o mês de outubro. Já a revelação dos vencedores está marcada para o dia 2 de novembro, durante a Megacon 2018, evento gratuito, em Curitiba, que reúne fãs geeks de diversos segmentos. O Cubo de Ouro é uma iniciativa da revista eletrônica Sintonia Geek Magazine e chega na sua segunda edição após sucesso em 2014. Neste ano, a premiação irá abranger ainda mais temas. Outros detalhes podem ser acessados no site do evento.

​Museu do Videogame Itinerante chega ao Shopping RioMar Kennedy, em Fortaleza

Essa é para os fãs de videogame que estão na Cidade de Fortaleza, CE, amanhã (14/09) o Museu do Videogame Itinerante chega ao Shopping RioMar Kennedy. A chegada ao RioMar Kennedy marca o início da segunda temporada de “turnê” do museu mais interativo do Brasil. Os organizadores prometem uma série de novidades para esta nova temporada, a fim de enriquecer ainda mais a experiência do público. Além de conferir a história dos jogos eletrônicos, os visitantes podem jogar, interagir com influenciadores e participar de um campeonato de Just Dance.

A exposição conta mais de 46 anos de história dos videogames antigos e atuais, passando por todas as gerações de consoles. Dá para ver clássicos como o Atari, o NES, o Gameboy e os novíssimos Playstation VR, Nintendo Switch, entre outros. Além de conferir de perto consoles que marcaram história, os visitantes podem encontrar de perto com o ex-jogador de League of Legends Meet&Greet com André ManaJJ, na área de Meet & Greet e participar do concurso de Just Dance e um divertido encontro K-Pop.

O museu não é apenas um espaço observável. Há ilhas de consoles clássicos disponíveis para jogar, além do palco Just Dance 2018, simuladores de corridas, torneios de jogos antigos e atuais, controles gigantes etc. Com tantas atrações, a exposição Museu do Videogame Itinerante é considerada um dos eventos indoor para shoppings mais visitados do país. O Museu ficará Praça de Eventos do Piso L2, funcionando de segunda a sábado das 10h às 21h e aos domingos e feriados das 13h às 20h. A entrada é gratuita.

Para quem não conhece, André ManaJJ foi o primeiro campeão brasileiro de League of Legends (CBLOL), e atuante na área de streaming e geração de conteúdo de games. O encontro acontecerá no dia 22 de setembro, a partir das 17h. Durante o evento, os fãs poderão ainda participar de sessão de fotos com os cosplays Zilean Skin Lua Sangrenta do jogo League of Legends, All Might e Katsuki Bakugou, personagens do anime Boku no Hero Academia.

 

Encontro K-Pop

No dia 29 de setembro, último dia da exposição, a programação contará com encontro k-pop das 13h às 19h, comSpecial Stage apresentações de grupos covers de k-pop, brincadeiras e Random Play Dance com muita música pop coreana.

 

Campeonato Just Dance

Logo após o encontro k-pop, a partir das 19h, ocorrerá o concurso Just Dance para aqueles que curtem dançar e suar a camisa. O evento terá ainda a participação do bi-campeão do Mundial de Just Dance, Diegho San.

Durante o concurso, o jogador é desafiado a imitar os mesmos movimentos de dançarinos profissionais virtuais e, assim, alcançar a melhor pontuação no ranking do evento. Os dez finalistas com maior pontuação durante a temporada do Museu no RioMar Kennedy irão disputar o pódio. Os três melhores receberão premiação. As inscrições ocorrerão de 14 a 28 de setembro e podem ser feitas ao lado do Palco Just Dance, no Piso L2.

 

Sobre o Museu do Videogame Itinerante

O Museu do Videogame Itinerante reúne cerca de 5 milhões de visitantes por ano e é o primeiro do gênero do país registrado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Em 2014, recebeu o prêmio do Ministério da Cultura como o museu mais criativo do país. Em 2016, foi um dos museus brasileiros escolhidos para representar o país no maior encontro de museus do mundo, em Paris.

 

SERVIÇO – Museu do Videogame Itinerante no RioMar Kennedy

Data: 14 a 29 de setembro

Horário: segunda a sábado das 10h às 21h e aos domingos e feriados das 13h às 20h

Local: Piso L2, Praça de Eventos – RioMar Kennedy (Av. Sargento Hermínio Sampaio, 3100 – Presidente Kennedy)

Entrada gratuita

 

KOHQ – Spcine abre 2ª edição de concurso de games inspirados em HQ

A relação entre videogames e quadrinhos já é bastante antiga e rendeu produtos memoráveis, tais como Tomb Raider, Comix Zone e Injustice. Talvez pensando em como games e quadrinhos combinam, a Spcine abriu o edital para o KOHQ, um concurso que desafia os desenvolvedores a criar games mobile a partir de uma história em quadrinho. Esta é a segunda edição do evento e as inscrições já estão abertas.

Para participar do KOQH você deve se inscrever rapidamente, pois a primeira seletiva termina amanhã (5 de setembro) e é voltada apenas para quadrinistas. De acordo com a Spcine, neste ano tem duas novidades: os donos dos direitos dos quadrinhos podem ser de qualquer parte do Brasil; e os dois primeiros colocados recebem o mesmo prêmio.

Na edição de 2017, as vagas eram reservadas apenas para quem residia em São Paulo. O objetivo é dar as mesmas chances para todos e contemplar criadores de todo o Brasil. Sobre a premiação: os dois primeiros colocados levam o valor de R$ 80 mil cada. O detalhe é que os estúdios de games continuam precisando estar sediados na capital paulistana por ao menos três meses.

Os vencedores terão cinco meses para produzir o game. O lançamento oficial será durante a Comic Con de 2019. O estúdio Webcore foi o vencedor da primeira edição do KOHQ. A equipe desenvolveu o game mobile baseado na HQ Timo, de Raul Aguiar.

A expectativa é que o edital atraia desenvolvedores talentosos, capazes de dar novo formato para quadrinhos nacionais. Quem sabe até expandindo o público que lê os quadrinhos vencedores. Não deixe de acompanhar o site da Spcine.

Abaixo você confere as etapas do concurso KOHQ da Spcine:

 

– 22/8 a 5/9: Inscrição dos Quadrinistas

– 10/9 a 25/10: Inscrição dos Estúdios de Games

– 29/10: Anúncio dos quatro finalistas

– 5/11 a 5/12: Produção dos Protótipos Finalistas

– 5 a 10/12: Divulgação dos protótipos finalistas no estande da Spcine na CCXP 2018

– 19/12: Anúncio dos vencedores

– Jun/2019: Entrega dos game mobiles

CEO da ESL Brasil fala sobre o cenário de eSports e um pouco de sua experiência no mercado

Seu sonho é se tornar um profissional dos eSports, mas não sabe por onde começar? Aqui você pode encontrar algumas dicas valiosas, afinal não existe autoridade maior para falar de eSports do que o Leo De Biase, CEO da ESL Brasil, maior empresa de Esports do mundo. De Biase resolveu compartilhar um pouco de sua experiência e sobre o cenário brasileiro.

Abaixo você confere o artigo:

Por mais restrito que possa parecer, o mercado dos esportes eletrônicos é uma indústria mundial milionária, que proporciona diversas possibilidades de atuação e carreira. Assim como os esportes tradicionais, a estrutura por trás dos famosos cyberatletas, competições e organizações é enorme. E para entregar resultados emblemáticos é preciso contar com profissionais de diferentes segmentos.

Após 20 anos atuando no segmento, posso dizer que, atualmente, “entender de games” pode abrir mais possibilidades profissionais do que nunca. Desde o lançamento das lan houses em meados 1998, descobri que para trabalhar com games não era preciso ser um jogador profissional ou entender tudo de programação. Eu cursava administração de empresas e trabalhava na American Express quando conheci a Monkey, primeira lan house brasileira em São Paulo. Larguei tudo para empreender ao lado dos fundadores da empresa e promover o crescimento da marca no país, apresentando essa grande novidade aos brasileiros: os esportes eletrônicos.

Foi nessa época que me deparei, nos fóruns online sobre os games, com as ligas profissionais de esports, que já existiam nos Estados Unidos, na Europa e principalmente na Coreia do Sul. Logo depois fui conhecer a CPL (Cyberathlete Professional League) em Dallas e trouxe essa ideia para o Brasil, trazendo um dos primeiros torneios internacionais para o país: A Virtua CPL Latin America, em 2001, na cidade de Sao Paulo. Os torneios ainda eram bastante amadores, mas já demonstravam o grande potencial do cenário competitivo no país. Todo o caminho para o reconhecimento do setor foi bastante desafiador, mas foi após o sucesso mundial do Counter Strike e a chegada da banda larga no Brasil, que inúmeras oportunidades de carreira na área começaram a sugir.

Do desenvolvedor dos jogos até os atletas e organizadores de eventos, existem diversas funções: designers gráficos, profissionais de TI, contabilidade, especialistas em marketing, audiovisual e social media, relações públicas, imprensa especializada, gerentes de comunidade e times, apresentadores, narradores, comentaristas, analistas, treinadores, cargos executivos, jurídicos, entre outras.

É muito importante lembrar que para conseguir um emprego em qualquer área relacionada à tecnologia e, principalmente, em qualquer negócio multinacional é imprescindível o conhecimento de dois ou mais idiomas, principalmente o inglês. No caso dos games não é diferente. Ainda, de acordo com os gráficos anuais da Internet World Stats, esse é o idioma mais utilizado na internet e por isso, consequentemente, nos esportes eletrônicos. Para nós brasileiros, o espanhol também é bastante importante para o networking com a América Latina.

Durante minha carreira, atuei em várias posições, principalmente na área de Marketing de importantes empresas como NVIDIA, Bigpoint e Level Up! Games, com a principal estratégia de tornar o mercado de jogos no Brasil cada vez maior, mais reconhecido e mais lucrativo. O resultado de anos de trabalho, meus e de outros colegas da área, está se mostrando bastante positivo, o que comprova o último relatório da Newzoo, que já coloca o Brasil como o terceiro país que mais consome esports no mundo.

Ainda, de acordo com o Ministério da Cultura, o faturamento do setor de games no Brasil em 2017 alcançou R$ 1,3 bilhão. Mundialmente esse número chegou aos R$ 116 bilhões e a estimativa é de que continue crescendo em média 7,3% ao ano. Todo esse sucesso atrai ainda mais marcas e empresas não-endêmicas a buscarem investimentos no segmento, o que, consequentemente, significa mais e melhores oportunidades de trabalho.

Nos estúdios brasileiros da ESL, a maior empresa de esports do mundo, contamos com 40 funcionários que trabalham diariamente para entregar campeonatos e conteúdo de qualidade para nossos mais de 7 milhões de expectadores. Trabalhamos, além da organização de torneios, na criação de conteúdo ao vivo e original através de plataformas, abrangendo serviços relacionados à tecnologia gamer, gestão de eventos e produção televisiva voltados ao mercado de esports. Além dos cargos fixos, contamos com outras várias oportunidades temporárias em apenas uma das diversas empresas do ramo no Brasil.

Para se aventurar neste mundo aberto de possibilidades que é o mercado de esports nem sempre é preciso partir para o óbvio. Já existem cursos especializados em desenvolvimento de games, tecnologia da informação, engenharia eletrônica e afins, também já existem cursos para se tornar um atleta, porém é bastante possível unir o amor aos esports às profissões tradicionais e outras que ainda não precisam de formação superior. O essencial é a dedicação e o empenho para tornar esse hobbie, profissão.

Texto por: Leo De Biase, CEO da ESL Brasil

Top 11 – Erros mais comuns cometidos por desenvolvedores independentes

Criar um game é uma tarefa árdua e às vezes você vai estar tão envolvido com o projeto que pode acabar deixando passar alguma coisa batida. Pensando nisso, bolamos um compilado de erros comuns que os desenvolvedores cometem ao produzir o primeiro game. Leia atentamente o texto e repasse para aquele seu amigo que quer trabalhar com games. Algumas dicas podem salvar seu negócio ou te deixar mais alerta aos pormenores.

Confira abaixo erros muito comuns no desenvolvimento de games independentes:

 

1 – Desistir nos estágios iniciais

Um grande projeto sempre começa com uma ideia, porém tirar a ideia do papel não será tarefa fácil. Tenha em mente que dificuldades virão aos montes, desenvolver um game consumirá tempo e dinheiro. Muitas vezes você terá de abdicar daquele cinema com os amigos ou da cerveja do final de semana para trabalhar em seu projeto. Se você tiver um emprego por fora, o tempo que terá para se dedicar ao projeto será ainda mais curto.

Muitos desenvolvedores acabam desistindo do game nos estágios iniciais após constatar que o projeto vai consumir mais tempo e energia do que o esperado. O dinheiro também pode ser um problema recorrente para desenvolvedores novatos, afinal criar um game vai demandar alguns esforços financeiros, tais quais uma engine, licenças etc. Felizmente existem algumas soluções como a versão limitada da Unity, que acaba se revelando uma caixa de ferramentas ao desenvolvedor indie. São poucas as limitações no pacote, de modo que dá para finalizar seu game de modo satisfatório.

 

2 – Não trabalhar em equipe

Produzir um game sozinho não é impossível, se você manja de level design, trilha sonora, marketing, programação etc. Porém é um fardo grande demais para uma só pessoa carregar, além de que o produto final ficará limitado apenas as suas próprias ideias. Um game feito em equipe, por outro lado, terá os benefícios de um brainstorm, novas ideias, personagens melhor elaborados, puzzles mais desenvolvidos etc. Como se não bastasse todo esse enriquecimento, um trabalho em equipe terá uma rede networking maior e mais efetiva quando já estiver em estágio de demo. O tempo também será reduzido e melhor empregado se cada um fizer uma determinada função dentro do projeto.

Trabalhar em equipe melhora ainda sua capacidade de interação. Você vai aprender muita coisa e poderá fazer bons amigos. Sempre que puder, desenvolva um game em equipe. Seu projeto ficará muito melhor e isso vai fazer bem até mesmo para você (desde que a equipe esteja alinhada e tenha objetivos semelhantes). Uma dica para começar a desenvolver um game em equipe é participar de hacktons. Vez ou outra o GameReporter divulga essas maratonas! Fique alerta. ;)

 

3 – Pensar que vai ficar rico rapidamente

Em uma matéria de janeiro deste ano, o Adrenaline revelou que apenas neste ano o mercado de games deve movimentar cerca de R$ 550 bilhões. Imagine pegar uma fatia mínima deste bolo… Tentador, hein. Mas fique calmo, a maior parte dessa grana vai mesmo para as grandes players como EA, Activision, Nintendo, Microsoft etc. Lucrar com game é bastante provável, mas se você estiver começando agora, fique ciente que as chances de tomar prejuízo nos primeiros meses é bem mais provável do que ficar rico rapidamente.

Por que isso acontece? Bem, o mercado de games brasileiro ainda é pequeno se comparado com os mercados europeu e norte-americano. Além disso, ainda há uma resistência por boa parte dos jogadores em gastar grana com games, principalmente se for mobile. Mas não se desespere, as coisas já estiveram muito mais difíceis quando a pirataria imperava e games para celular eram todos pagos (a época dos jogos java) e não haviam variadas opções de monetização. Hoje em dia, se você tiver um projeto bem esquematizado, dá sim para ter um bom lucro.

 

4 – Não desenvolver um plano de monetização ou exagerar nas propagandas

E já que falamos de grana, vale falar um pouco sobre como conquistar a tão sonhada independência financeira fazendo games. Tudo envolve monetização. Firmar contratos com uma Publisher é legal e provavelmente vai garantir que os custos de produção se paguem tranquilamente, porém uma vez que o game vai para as lojas é importante ter uma ideia de como ele vai faturar de verdade. Sim , eu sei que o jogador médio quase não gasta dinheiro com games, porém o produtor não deve ignorar este fato e o fato de que se o game for bom mesmo ele tem uma mina de ouro nas mãos.

Nos estágios iniciais é bom já pensar em como você pretende lucrar com games. Vai apostar nas microtransações ou em propagandas ingame? Quem sabe os dois? Ou o formato freemium? Opções é o que não falta, mas também não precisa exagerar, afinal todo desenvolvedor é um jogador. O problema é que muitos se esquecem disso e acabam atulhando o jogo com propagandas a todo o momento. Você deve dosar as coisas na medida certa. Lembre-se que jogadores mais impacientes vão abandonar seu game se tiverem a sensação de que ele é um grande painel de propaganda.

 

5 – Focar apenas nos gráficos

A primeira coisa que os jogadores prestam atenção são nos gráficos. Um game com personalidade visual tem muito mais chance de se destacar do que títulos sem qualquer inspiração. Isso é um pensamento comum, mas nem por isso deve ser levado totalmente à sério. Não caia na conversa de que um jogo fotorrealista é o segredo do sucesso. O que os jogadores querem mesmo é um produto que tenha identidade própria, independente do estilo que deseja. Você pode apostar num jeitão mais retrô pixelado, ou em um estilo cell shadding.

Acontece bastante de ver em feiras de games independentes jogo com visuais embasbacantes, mas que tem uma jogabilidade ordinária ou conceitos pobres. Tome um pouco mais do tempo melhorando as mecânicas de seu jogo ao invés de ficar apenas polindo o game. Afinal, um game bonito vai chamar as atenções sim, mas se o jogo for retorcido os jogadores irão abandoná-lo sem dó.

 

6 – Querer fazer o GTA Killer

GTA V é considerado por muitos como o maior e mais completo game de todos os tempos. O título da Rockstar é um marco da indústria e, não por acaso, uma fonte de inspiração para desenvolvedores de todo o mundo. Já ouvimos muitas histórias de jogos que começaram como uma espécie de GTA, mas que graças ao bom senso e limitações óbvias acabaram perdendo funções e funcionalidades durante o desenvolvimento. Se você pensa em lançar um game repleto de mecânicas e funcionalidades, pare e repense no que está fazendo da vida.

GTA começou muito pequeno, com visão por cima da tela, cheio de limitações em 1997. Certamente o pessoal da DMA design tinha uma ideia bastante clara do que queriam fazer com o game e duvido muito que imaginaram que hoje a franquia seria tão grandiosa quanto é. Ao iniciar um projeto comece pelo básico, não vá com muita sede ao pote. Não tenha medo de cortar funções e mecânicas. Lembre-se de fazer um game coeso e possível de acordo com sua realidade financeira e de pessoal. Afinal, o título da Rockstar leva anos para ser produzido e demanda centenas de profissionais para ser concluído.

 

7 – Copiar games de sucesso

 

Isto ocorreu no GameReporter recentemente. Temos uma página ali para divulgar o seu game, certo? Pois bem, vez ou outra pegamos um desses games e fazemos um texto para a matéria do dia. Ali é uma boa fonte para descobrir jogos de alta qualidade e com ideias interessantes. Infelizmente também tem jogos sem qualquer originalidade, que se contentam em plagiar games de sucesso.

Ao começar seu projeto é normal se inspirar em grandes jogos sim, mas não se restrinja a apenas copiar e colar códigos de programação. Faça mais que isso! Dê identidade ao seu produto, mesmo que no início não pareça dar certo. Com o tempo você vai conseguir fazer um game original e conquistar seu próprio público. Lembre-se de que plagiar é crime e não vai te levar a lugar algum.

 

8 – Ignorar a importância do Q.A

As grandes empresas possuem um departamento chamado quality assurance (Q.A) que é responsável por testar os jogos antes de disponibilizá-lo no mercado. Se com todo este aparato surgem bugs terríveis, imagine a quantidade de bugs que jogos criados por equipes reduzidas pode deixar passar? Agora imagine que a equipe responsável nem tenha se dado ao trabalho de conferir o produto final…

Sim, acontecem casos de surgirem games injogáveis, principalmente no mercado de jogos para PC, pelo simples fato de que ninguém chegou a jogar o game após a conclusão do desenvolvimento. Há duas formas de evitar esse problema: ou você mesmo testa o game, ou abre fases beta para a comunidade dar feedbacks pontuais. E mesmo nos dois casos, é importante ter o pensamento de que um game é um produto sempre em desenvolvimento, mesmo após lançado. Sim, mesmo após lançar o jogo, é legal fazer updates e melhorar mecânicas. A comunidade vai perceber que você está atento e quer melhorar a experiência de jogo.

 

9 – Fazer o mesmo game sempre

Poucas coisas podem ser mais frustrantes do que ver um estúdio promissor cair na mesmice. Há casos inúmeros mesmo entre produtoras grandes de que acertam em cheio em uma ideia e passam a adotá-la em todos os próximos games a partir daí. Imagine criar um game do gênero idle clicker – aqueles de celular baseados em clicar na tela para evoluir um personagem, ganhar mais dinheiro etc – e ele é bem sucedido. O que você faz: aproveita o lucro para tocar adiante o próximo grande jogo do estúdio, lançar uma sequência o mais rápido possível, ou lançar o mesmo game mudando apenas a skin do jogo?

Infelizmente existem muitos estúdios que apostam na terceira opção. Poderíamos fazer uma lista de 20 jogos de UMA única empresa que se baseiam numa mesma premissa. Parece que alguns produtores seguem o mantra de que “em time que está ganhando não se mexe”. Porém por quê se prender num único jeito de produzir games, ao invés de explorar suas próprias habilidades? Ao conseguir o sucesso, você deve seguir adiante, no máximo lançar uma sequência, mas jamais usar a mesma fórmula para TODOS os seus games.

 

10 – Não conhecer o público

Imagine a cena: você produz um match 3 bem maneiro e parece um sucesso latente, mas depois de quase tudo pronto percebe que a onda dos match 3 já passou, ninguém mais está interessado no gênero e a nova onda são os Battle Royale? Realizar uma pesquisa de mercado pode poupar dores de cabeça no futuro, bem como contratar consultoria e visitar feiras de games vai te ajudar a desenvolver algo mais promissor. Jamais ignore a importância de conhecer seu público e as tendências de mercado.

Se não tiver dinheiro para contratar alguém que faça essa pesquisa de mercado, faça você mesmo. Uma rápida olhadela no top mais baixado de qualquer pode te revelar qual o estilo está fazendo mais sucesso e o que não vende mais nada. Claro, há sempre a chence de que um estilo de jogo volte a se tornar tendência. Mas sempre que possível, faça um estudo do que já tem no mercado e a possível recepção que seu game vai ter. Também não se esqueça que certos gêneros podem já estar saturados e lançar um MOBA apenas tornará seu game mais um na multidão. Pesquise!

 

11 – Publishers não são a solução pra tudo

Há alguns anos vimos um fenômeno ocorrer no Brasil: tradicionais publishers começaram a apostar nos desenvolvedores de games nacionais, tais como a Bandai Namco, a Microsoft, a Capcom e até a Square-Enix. Quem não gostaria de lançar um game sob o selo de uma dessas poderosas empresas e conquistar a sonhada distribuição mundial. Entretanto nem sempre essas empresas são a solução para tudo. Na verdade algumas podem gerar outros problemas e frustrações.

Quem não se esquece de toda a pompa que a Square-Enix fez aqui no Brasil dizendo que iria publicar alguns jogos brasileiros para fora? No final das contas o acordo subiu o telhado e as empresas nacionais ficaram a ver navios. Também teve o caso da SEGA que prometeu publicar um game do estúdio nacional Owlchemy Lab, mas o trabalho mesmo se resumiu em lançar um press-release meia boca e exigir parte dos lucros com a venda do game?

Pois é, ao fechar acordo com uma Publisher, contrate um advogado para revisar tudo e só assine se tiver certeza de que é uma parceria, não uma oportunidade. As grandes empresas estão nessa pelo dinheiro e não vão se importar tanto com os seus sentimentos se os executivos quiserem dar o fora. Felizmente não são todos assim, há grandes publishers que abraçam o desenvolvedor indie e ajudam bastante a tornar um game bem sucedido. Mas aqui vale o alerta: antes só do que mal acompanhado.