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Dogurai – jogo indie da Hungry Bear relembra os clássicos do Gameboy

Nosso destaque do dia é o jogo Dogurai, produzido pelo pessoal do estúdio indie Hungry Bear. Trata-se de um título de plataforma 2D nos moldes de clássicos, cuja principal inspiração são os jogos da série Megaman. Aqui você controla um cachorro samurai chamado Bones e deve combater a ameaça robô que tomou conta de toda força militar. O game é altamente indicado para quem gosta de jogos com estética retro, altos desafios e um gameplay arrojado.

Dogurai foi inicialmente pensado para a GameboyJam 2014. O jogo segue uma estética retrô inspirada nas limitações do Gameboy clássico. São apenas quatro cores na tela a todo momento e a resolução é 144×160 pixels. De acordo com os produtores, o game busca experimentar e atualizar a estética dos jogos atuais e a jogabilidade ao focar em controles precisos e responsivos e incluir diversas mecânicas que variam o gameplay durante as diversas fases.

Outro detalhe importante: o jogo não é totalmente linear, possuindo uma fase introdutória, quatro fases que podem ser concluídas em qualquer ordem e, por fim, um segmento final. Ao longo da jogatina você vai passar por esgotos, fábricas, desertos etc. Para coroar o clima retro, Dogurai também tem uma trilha sonora pensada nos jogos das antigas.

A dificuldade é o ponto alto do game. Os inimigos estão em maior número e são extremamente perigosos. Felizmente o Dogurai é bastante habilidoso com a espada e pode fatiar os adversários facilmente. Há batalhas contra chefões que são bem satisfatórias e vão te fazer penar para ganhar. O título é para PCs e está disponível no itch.io. E também na Steam.

Abaixo você vê o trailer de Dogurai:

Opinião: Satoru Iwata fala sobre aspectos sociais em games

Muito se tem falado dos aspectos sociais dos games, recurso que ganhou força graças à inclusão da conectividade online nos videogames de nova geração e a adoção em massa de redes como Live e PSN.

A Nintendo ficou um pouco para trás nesse ponto, mas declarações interessantes de Satoru Iwata, chefão da companhia, mostram que a concorrência pode estar enganada.

Iwata declarou em conferência que o aspecto social nos games está bem além da internet, e que sua empresa é pioneira. “Elementos sociais costumam ser associados de forma restrita aos relacionamentos humanos a partir de redes de computadores. Acreditamos, contudo, que a essência do entretenimento social é que o relacionamento com outros seres humanos adicionam uma natureza social ao jogo e o tornam mais interessantes”.

Faz sentido? Faz, e nisso a Nintendo tem mérito. O Nintendo 8 bits trazia, por padrão, dois controles, e o Nintendo 64 foi o primeiro videogame que permitia, em um mesmo aparelho, quatro jogadores. E o cabo Link, do antigo GameBoy, permitia competição entre dois jogadores do portátil.

Uma abordagem diferente de elementos sociais aos games. Mas seria correto compará-las com redes como a PSN e a Live?

O que você, leitor, acha?

[Via GamesIndustry]