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E se… a Nintendo não fabricasse mais consoles?

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Por décadas a Nintendo tem sido sinônimo de videogames e sua importância na indústria é muito maior do que a de suas concorrentes Sony e Microsoft, ainda que muitos discordem. Personagens como Link, Samus, Pokémons e Kirby são altamente reconhecidos mesmo entre as pessoas que não são fãs de videogames. Poxa, não existe um ícone maior na história dos videogames do que o Mario!

Aceitemos o fato, mesmo que nem todos sejamos nintendistas, é fato que a Nintendo moldou a indústria de videogames como a conhecemos hoje. Pense em quantas não foram as contribuições da empresa para o público gamer. Desde alavancas analógicas até controles sensíveis ao movimento ou jogar com canetas: foi tudo por causa desses japoneses. Nós devemos muito para a Nintendo.

Hoje em dia a empresa não está na melhor das situações: o Wii U amargou um ano péssimo nas vendas e os concorrentes estão prestes a lançar suas plataformas (que acreditam os analistas, irão superar com folga o console da Big N). Tal cenário nos remete ao ano de 2002-2003 quando a Nintendo estava numa situação muito precária com seu GameCube, sem qualquer assistência de 3rd Parties para alavancar as vendas do console. Naqueles anos especulavam-se muito nos bastidores que a Nintendo estava seguindo o trágico caminho da SEGA, ou seja, deixaria de fabricar consoles para se dedicar exclusivamente em criar jogos.

Obviamente tal hipótese está longe de acontecer, certo? CERTO? Mas ainda assim vamos especular como a indústria de jogos eletrônicos e os jogadores reagiriam em um cenário que a Nintendo deixasse de existir.

Vamos conjecturar nessa viagem digna de chá de cogumelos:

Os game designers iriam para outras empresas

 

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Ora, de todos os cenários possíveis este é o mais óbvio. Afinal, caras como Shigeru Miyamoto, Yoshiaki Koizum, Eiji Aonuma e Katsuya Eguchi não ficariam desempregados nem se quisessem. Empresas como Sony, Microsoft, Square-Enix (ou quem sabe a Apple?) pagariam rios de dinheiro se pudessem contar com esses talentos em seus times de criação. Então mesmo que esses caras não trabalhassem mais com Mario ou Zelda, é certo que eles criariam coisas de qualidade em outras empresas. Imaginem como Fable ficaria melhor sob a direção de Aonuma ou como Sonic seria com os (caros) serviços de consultoria de Miyamoto?

Neste cenário perderíamos a Nintendo, mas as produtoras de games concorrentes ganhariam muito talento.

O fim dos jogos plataforma como conhecemos

Hoje em dia o gênero de jogos plataforma vive sob a sombra gigantesca de Mario. Outros games até têm seu espaço como Sonic, Rayman e Kirby, mas se existe uma franquia que movimentou e ainda movimenta este gênero é Super Mario.

Num cenário em que a franquia simplesmente deixasse de existir, fica claro que o gênero iria perder a força que tem. Iria perder tão rápido a força que em dois ou três anos ninguém mais iria investir em jogos plataformas. Talvez um ou outro desenvolvedor tentasse alguma coisa, mas iria cair em descrédito rapidamente e amargaria vendagens pífias. Goste ou não, Mario ainda é a grande fonte de inspiração de quem se mete em jogos do gênero.

Sony perde sua “fonte de criatividade”

sony-vs-nintendoAqui vai nosso tópico mais polêmico. A Nintendo introduziu o Wii Mote + Nunchuck e logo a Sony lançou o kit PS Move. A Nintendo criou o controle do SNES e em seguida vimos como o controle original do Playstation era parecido. Depois a Nintendo colocou uma alavanca analógica no controle do N64, a Sony colocou duas no joystick do Playstation. O Nintendo 64 tinha entrada para 4 controles, então veio o adaptador Multitap do Playstation 2. Playstation All-Stars Battle Royale é nada menos que uma cópia de Super Smash Bros. E por aí vai…

Sim, é verdade que a Nintendo não inventou todas essas coisas. A alavanca analógica, por exemplo, já existia na era do Atari 5200, por exemplo. Mas foi a Nintendo que popularizou cada um dos itens acima graças a um cuidado para garantir a qualidade muito maior do que os reais inventores originais. Após a Nintendo mostrar que as ideias podem dar certo, a Sony invariavelmente lança produtos semelhantes ou soluções que supram a deficiência de seus hardwares, a fim de torná-los mais competitivos com os produtos Nintendo. O próprio Gamepad do Wii U nem é tão inovador assim, mas nenhuma outra empresa teria a audácia de transformar um “tablet” no controle de seu videogame de mesa.

Num cenário em que uma empresa “corajosa” como a Nintendo deixe de existir, é possível que a Sony não se arriscasse tanto. O resultado disso é óbvio: a indústria dos videogames seguiria um caminho de previsibilidade irritante. Faltaria aquela companhia a investir pesado e tentar algo diferente do que já foi feito. Poderíamos dizer adeus à inovação e nos acostumarmos a jogar videogames somente da forma tradicional. Talvez a Microsoft tentasse coisas novas (lembra-se do illumiroom?), mas a Microsoft jamais conseguiria preencher o espaço de empresa inovadora que a Nintendo preenche na cabeça dos jogadores.

Tudo fica odiosamente online

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Na geração 128 bits, o Xbox já tinha a Xbox Live e a Sony já bolava sua rede online. Em contrapartida a Nintendo era cabeça dura: “nada de online para nós”, era a filosofia da empresa. Mas daí veio a sexta geração de videogames e a companhia teve de se render ao mundo online. Porém, mesmo hoje o Wii U e o 3DS não oferecem um serviço de rede online pomposo como o da Microsoft e da Sony. Porque será? Ao passo em que a PS Plus e a Live oferecem games gratuitos, tal ação não acontece na E-Shop.

Mesmo que a Nintendo tentasse nadar contra a corrente, não há muito que se fazer neste aspecto, o futuro é estar conectado. Se imaginarmos que a Nintendo sempre foi meio arredia com a jogatina online e ela deixasse de existir de repente, imaginamos que seria a chance que a Microsoft e a Sony esperavam para enfim aplicar medidas DRM ferrenhas. Não que a Nintendo não tenha quaisquer medidas para combater a pirataria (sabiam que a empresa pode brickar um 3DS por qualquer motivo?), mas a BIG N sempre foi um pouco menos obcecada do que as concorrentes.

Imaginem se por acaso a Sony seguisse os passos da Microsoft e o Playstation 4 tivesse várias restrições como o Xbox One teria quando foi anunciado? Certamente os jogadores que se sentissem abusados teriam de ir para o lado da Nintendo se quisessem jogar sem grandes preocupações. Imagino que a Sony não seguiu a maré não porque não quisesse, mas porque a comunidade de jogadores foi muito clara em dizer que NÃO queria tanta frescura para jogar e trocar seus jogos, além disso, tinha a Nintendo ali do lado, né? Seria como entregar a geração na mão da concorrência…

Sem a Nintendo, talvez a Sony não se preocupasse tanto com a reação dos jogadores e assim o futuro dos jogos eletrônicos se resumisse a medidas rígidas contra a pirataria e todos os consoles fossem totalmente online…

Big N torna-se 3rd party e faz rios de dinheiro vendendo Zelda em HD

zelda-wii-uOutro cenário mais amistoso é o da Nintendo continuar a existir, mas apenas como uma empresa 3rd party, assim como a SEGA. Ou seja, dedicar seus recursos financeiros apenas na criação de excelentes jogos, mantendo uma boa parte do seu quadro de funcionários. Se anos atrás seria impensável ver Sonic em uma plataforma Nintendo, imagine o absurdo ver Super Mario Bros. no meio da coleção de um jogador de Playstation, ali dividindo espaço com algum título God of War ou Halo? No mínimo seria bizarro.

Mas nem tudo seria ruim nesse cenário: os jogos da Nintendo são de uma qualidade inegável, não por menos muitos a consideram a melhor produtora de jogos do mundo. Imaginem como seria massa ter um Legend of Zelda em HD correndo a 4K no Xbox One? Como se não bastasse, a Nintendo (mais do que a concorrência) é dona de franquias que vendem efetivamente consoles. Imagine só o quanto a Sony não pagaria para que a Nintendo lançasse Pokémon exclusivamente para a família Playstation? Ou quanto dinheiro a Microsoft não estaria disposta a pagar por um Zelda exclusivo?

Ou a Nintendo poderia recusar a oferta de lançar jogos exclusivos e lançar suas obras primas para as duas plataformas, garantindo o dinheiro de uma base muito grande de jogadores. Com certeza não faltariam compradores para Animal Crossing, Donkey Kong Country, Kirby, Metroid ou Star Fox. Ora, vejam vocês, na hora de escolher um console portátil eu escolhi o 3DS justamente porque não haveria a menor possibilidade de jogar Zelda no PS Vita. E olha que o portátil da Sony é mais poderoso. Talvez a empresa japonesa até começasse a lançar jogos para celulares. Afinal, como dizem, gráficos não é sinônimo de qualidade…

Inicia-se um leilão pelas IPs da Nintendo

auction-hammerA Nintendo está numa situação crítica neste tópico. Sem dinheiro para pagar funcionários e suas dívidas, a solução é leiloar suas IPS, tal qual a 38 Studios está a fazer com Kingdons of Amalur. Deste modo, qualquer softhouse do mundo tem a chance de botar as mãos na franquia Mario para todo o sempre e fazer com o bigodudo o que der na telha, até mesmo um Mario FPS, ou um Mario Sandbox em que pudéssemos percorrer o Reino do Cogumelo livremente e sair aloprando os goombas como se estivéssemos em um Mario GTA (com direito a roubar os carros à lá Mario Kart) e sair zoando sem culpa.

Interessados no leilão não faltariam. A Sony adoraria ter os direitos sobre Zelda a fim de fazer um crossover com Kratos, por mais bizarro e estúpido que a ideia parecesse. Já a Microsoft investiria tudo para criar um Nintendogs Kinect ou realizar o sonho de intercalar ano após ano o lançamento de Metroid e de Halo (talvez até rolasse do Master Chief entrar numa missão com a Samus). Talvez a Rare pudesse voltar a trabalhar com Donkey Kong…

A Disney seria a mais ambiciosa: tentaria comprar toda a Nintendo para algum dia lançar um Kingdom Hearts que juntasse os personagens da Square/Disney/Nintendo. Em seguida a Disney lançaria o fabuloso jogo Mickey Mouse: Adventures in Pikmin World. Outra interessada seria a Bandai Namco, que não mediria esforços para colocar os Pokémons e Digimons em um lugar comum. Consegue imaginar a bagunça?

Ah, e pode esquecer! Nunca mais seria lançado um Smash Bros.

Miyamoto faz um jogo decente e inovador com o kinect

miya1_01_thumb2Talvez o Miyamoto não tenha curtido muito o Kinect durante a E3 2010. A expressão no rosto do lendário japonês era indecifrável. Vamos assumir que Miyamoto estava curioso com o acessório do Xbox e estivesse pensando “o que se pode fazer com isso além de jogos de dança?”. Vamos imaginar que a Microsoft nutra um sonho antigo de contar com os talentos de Miyamoto-San. Vamos imaginar que nessa realidade alternativa a Nintendo caia fora da indústria e comece a fazer uma viagem pelo mundo ao melhor estilo aposentado endinheirado. De repente ele recebe uma ligação do próximo presidente da Microsoft.

– Alô, Miyamoto?

– Arô, tudo bem?

– Miyamoto-San, venha para Redmond, trabalhe conosco, vamos lhe oferecer US$ 50 milhões por ano.

– Não estou interessado. Não vou trabalhar com a Rare e não pretendo fazer nada com Halo ou com Fable, obrigado.

– Espere, queremos que você faça alguma coisa com o Kinect, estamos ficando sem ideias e ninguém mais quer criar jogos para ele, só a Ubisoft.

– Hum. Eu queria fazer alguma coisa com o Kinect, mas tem de ser do meu jeito e só será lançado quando ficar pronto.

– Ótimo, bem vindo a Redmond.

E assim passam-se anos desde essa ligação. A indústria já até duvida que Miyamoto esteja mesmo trabalhando em algum jogo para a Microsoft. Até que chega a E3 e Miyamoto sobe ao palco para apresentar uma nova IP para o Kinect. O mundo fica assombrado com a genialidade do game designer mais uma vez. O título vende horrores e a Microsoft consegue passar o Playstation 4. Que jogo seria esse?

A empresa continua no ramo de portáteis

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Bom, se há algo em que a Nintendo nunca pisou na bola, foi no mercado de portáteis. Mesmo com hardware inferior à concorrência, a Big N e seus títulos exclusivos sempre venderam feito água. Num cenário em que o Wii U vai mal das pernas e o 3DS segura as pontas da Nintendo não é absurdo pensar que a empresa resolvesse focar apenas no mercado de portáteis. Mas e aí o que aconteceria com os jogos da empresa?

Um caminho é que tudo e qualquer produto com o logo da Nintendo possa ser jogado apenas em consoles de bolso. Outro cenário é que a empresa crie jogos para consoles, mas em menor quantidade que no 3DS. Neste último cenário, a Sony e seu Vita seriam varridos completamente do mercado de portáteis, afinal a Big N teria pelo menos um grande lançamento por mês durante o ano todo. Pouca gente iria se interessar no Vita.

Chegaria um momento em que o 3DS precisaria de um upgrade, então seria lançado um novo console portátil muito mais poderoso e inventivo. O resto da história vocês já conhecem: por mais de duas décadas o mercado de portáteis é conhecido por um nome.

A Nintendo leva mais uma pra cova

O Xbox One e o Playstation 4 são muito parecidos, isto é fato. Há algumas peculiaridades, mas em geral as duas plataformas são PCs embutidas em caixas parecidas com videogames e entradas para joystick. Se você vai escolher uma dessas plataformas é tão somente porque acha mesmo que as especificações técnicas fazem diferença ou porque é muito fã de algum título exclusivo em específico. Pois com relação a jogos 3rd party pode apostar que as duas plataformas oferecerão os mesmos jogos.

Num cenário sem Nintendo, veríamos uma guerra de consoles em que as duas empresas concorrentes estariam fazendo as mesmíssimas coisas, sem qualquer inovação, sem se preocupar muito com jogadores casuais, enfim. Chegaria um momento em que a comunidade gamer perceberia que não faz sentido ter as duas plataformas no mercado. Lembram quando Iwata disse que o Wii é a segunda opção dos jogadores e que se todos os consumidores do PS3 e do 360 tivessem o Wii como segundo sistema estaria tudo bem?

Pois então, sem a Nintendo a guerra dos videogames seria previsível e muito aborrecida ao melhor estilo guerra de trincheiras. De qualquer forma, uma das empresas iria se sobressair nas vendas e lucros, relegando a outra o esquecimento. A empresa que saísse derrotada não veria porque continuar, visto que não conseguiria entregar um próximo novo produto diferente o bastante da rival que fizesse jus a um lançamento de console. Deste modo, a indústria de videogame sofreria a iminente hegemonia de uma única empresa fabricante de consoles. Assustador?

O fim da Nintendo leva a um novo crash do mercado

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Um cenário mais assustador ainda é o fim da Nintendo gerar um crash da indústria. Seria uma ironia e tanto, visto que quem tirou a indústria de jogos eletrônicos do buraco foi justamente a Nintendo. Sem a Nintendo a indústria poderia caminhar para o mesmo crash da época pós-Atari. Como isso poderia acontecer?

Expandindo ainda mais a megalomania do cenário anterior, vimos que haveria uma única empresa fabricante de hardware. Sem concorrência e sem nada a perder a tal empresa não se importar em deixar que qualquer produtor lance seu game independente de um controle de qualidade rígido. Afinal de contas, o desenvolvedor pagaria royalties para o dono da plataforma e sempre vai ter algum “otário” para comprar o jogo por pior que ele seja. Imediatamente a plataforma estaria entupida de jogos de baixo orçamento e qualidade duvidosa.

Chegaria uma hora que os jogadores postarão em fóruns da internet: “bons eram os dias em que anunciavam um Zelda novo. Essa série nunca teve um jogo ruim”. Depois de alguns meses que a indústria estivesse cansada de ter de escolher entre o Call of Duty genérico ou o plágio do plágio de Pokémon, as pessoas simplesmente parariam de comprar jogos. Um game seria lançado e ficaria estacionada nas prateleiras. O problema é que a percepção das massas alcançaria também os jogos AAA (“afinal de contas, mesmo que Resident Evil seja melhor que esses joguinhos aí, a Capcom vai dar um jeito de me extorquir de novo”).

De um lado teríamos os jogos de baixo e médio orçamento que seriam intragáveis e do outro teríamos jogos AAA com dezenas de conteúdos DLCs ou muitas vezes sem qualquer inspiração. Além dos jogos ficarem estacionados, os consoles também ficariam parados nas lojas porque ninguém vai querer comprar um videogame que só tenha jogos parecidos e jogos ruins. E assim se formaria um crash da indústria de games.

Philips cria o CD-i 2

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Esta é uma história antiga. Em meados da década de 90 a Sony queria muito fazer um leitor de CDs para o SNES da Nintendo, mas o acordo não vingou e a Sony partiu sozinha para criar o Playstation. A Nintendo temia perder o controle sobre sua própria plataforma por causa das cláusulas de contrato que tinha com a Sony, mas a ideia de ter um leitor de CDs para o SNES parecia interessante…

Após algumas conversas, a Nintendo firmou um acordo com a Philips para o desenvolvimento do tal sistema. Porém, como a história mostrou, a Nintendo não estava disposta a criar o leitor de CDs e por isso o acordo com a Philips também não deu certo. Assim como a Sony, a Philips resolveu seguir adiante e criou o CD-i. O aparelho não chegava a ser um videogame, mas sim um reprodutor de CDs interativos. O foco era mais voltado para aplicações educacionais, música e adaptações de jogos de tabuleiro. Entretanto o CD-i tinha um controle, uma clara tentativa de transformar o aparelho em um videogame competitivo.

Por causa do contrato que havia sido firmado com a Nintendo, a Philips tinha direito a utilizar personagens Nintendo enquanto o contrato estivesse em vigor, mesmo que o tal leitor não tivesse saído do papel. Assim, a Philips desenvolveu e lançou games licenciados da Nintendo como Hotel Mario, Zelda: Link: The Faces of Evil, Zelda: The Wand of Gamelon e Zelda’s Adventure. Apesar da qualidade questionável, esses títulos são lembrados por vários jogadores (nem todos com bons olhos).

Imaginem um cenário em que a Philips ainda estivesse interessada no mercado de jogos e subitamente a Nintendo deixa de existir. De repente os executivos da Philips compram as IPs da Big N e desenvolvem o CD-i 2. Um cenário dos mais improváveis.

Vita enfim deslancha no Japão

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Sem a Nintendo, a Sony finalmente tem a chance que esperava de abocanhar de vez o mercado de consoles portáteis. Mesmo que o Vita tenha poucos jogos e a qualidade deles seja duvidosa, os consumidores japoneses não teriam outro videogame para jogar o próximo Monster Hunter. Logo o console da Sony começa a explodir nas vendas e o apoio restrito que as softhouses davam ao sistema passa a ser mais efetivo.

Vários games de qualidade começam a surgir, impulsionando de vez as vendas do aparelho. Este cenário é bem plausível, mas serve para cutucar a Sony. Enquanto a Nintendo estiver por aí, dificilmente alguém vai dominar o mercado dos consoles de bolso.

Miyamoto e Aonuma criam uma nova produtora de jogos

miyaaouEiji Aonuma e Shigeru Miyamoto recusam-se a ficar parados para sempre. Mesmo sem poder utilizar os personagens de Mario e Legendo of Zelda, os dois criadores decidem continuar na indústria de jogos. Chamam alguns mais chegados da Nintendo e criam seu próprio estúdio de games para criar jogos para celulares e consoles de mesa.

Com a expertise dos game designers e a dedicação dos colaboradores, os jogos lançados mostram-se muito interessantes, arrebatando elogios da crítica especializada e o dinheiro dos jogadores. Logo as novas propriedades do estúdio Miyamoto-Aonuma vão parar em outras mídias como animes e adaptações para o cinema. Neste cenário a Nintendo deixa de existir para dar lugar a um novo e promissor estúdio cheio de gente criativa disposta a criar novas franquias. A magia não estaria totalmente perdida.

SEGA volta ao campo de batalha

Dreamcast2-TQ-600x378Disposta a manter viva a chama da inovação, a SEGA resolve que é a hora de lançar um novo videogame, pois a Sony e a Microsoft seguirão invariavelmente na mesma direção. A ideia de lançar um novo console surge numa conversa informal entre Satoru Iwata, presidente da Nintendo e Mike Hayes, presidente da divisão ocidental da SEGA, em que Iwata revela que a Nintendo está para fechar as portas. Hayes vê na conversa a chance de ocupar o lugar da antiga concorrente como a fabricante de hardwares mais voltada para jogadores casuais e recursos inovadores.

Um ano após o fim da Nintendo, a SEGA revela durante a E3 sua nova plataforma o Dreamcast 2, recheado de recursos inovadores e games interessantes. Por causa da recente proximidade da SEGA com a Nintendo (Sonic Lost Worlds é um exclusivo dos consoles Nintendo), a Big N concorda em lançar títulos exclusivos para o Dreamcast.

Logo, os antigos fãs da SEGA fazem filas para comprar o novo console, que se torna um sucesso graças ao esperado retorno de Crazy Taxi e Shenmue, que se juntam a Mario Dreamcast e Legend of Zelda no maior e melhor lineup da história dos videogames. De repente ficamos nos perguntando: porque as coisas tomarão esse rumo tão irônico???

A Nintendo leva consigo todas as suas séries

A Nintendo desaparece, mas antes de partir a empresa obriga cada um de seus colaboradores a não divulgar nada sobre o tempo que trabalharam na empresa, nem mesmo projetos secretos que seriam lançados no futuro. O motivo para tanto sigilo jamais é revelado. Cada uma das franquias da Nintendo desaparece ao mesmo tempo, no mesmo dia que a Nintendo fecha as portas. Nunca mais haveria qualquer notícia de um Pokémon novo, nem mesmo em anime!

Fãs entrariam em desespero, amaldiçoando os céus por ter deixado uma empresa tão queria sumir e levar consigo séries tão aclamadas como Mario e Donkey Kong. Em uma grande onda de comoção, a comunidade cria uma lápide simbólica na antiga sede da empresa. O fim da Nintendo vira notícia em todo o mundo, reverberando ainda mais que a morte do Michael Jackson. A cada aniversário de “morte da Big N”, os nintendistas se reúnem trajados de Link, Mario, Peach e Luigi para relembrar os anos dourados.

Em algum lugar da Europa executivos da Sony e da Microsoft brindam com champanhe.

A Nintendo volta por bem… ou por mal!

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O fim da Nintendo significa o fim de muitos paradigmas da indústria, na verdade uma parte da indústria morreria de fato. Neste cenário as coisas tomam um rumo inesperado, caótico, sanguinolento e embaraçante. Assim que Iwata anuncia durante o Iwata Ask que a Big N vai fechar as portas e nunca mais existirá qualquer game da empresa para qualquer plataforma (nem mesmo celulares), o mundo faz uma pausa dramática.

Os sites de notícias divulgam a informação incessantemente, agências como a Reuters cobrem o acontecimento como se fosse algo mais assombroso que a edição 2014 do furacão Katrina. O Jornal Nacional dedica um bloco inteiro para falar das contribuições da empresa para os jovens. Em contrapartida, sites de fofoca como o TMZ e tabloides britânicos trazem notícias como “O que Miyamoto comeu antes de Iwata dar a notícia”, ou “Confira fotos da Carlota na praia, uma das Booth Babes da Nintendo na E3 2001”. Revistas de games trazem a emblemática capa preta. Creepypastas como a do Majora’s Mask tornam-se mais populares que a novela da Globo.

Em meio a essa onda de comoção, fãs da Nintendo criam campanhas no Kickstater para trazer a empresa de volta. Porém, todo o dinheiro arrecadado é em vão. Logo os enlutados fãs da Nintendo iniciam uma onda coletiva de suicídio, o detalhe é que cada um dos suicidas comete o ato com um boné do Mario na cabeça. Outra onda nintendistas apoia a causa, mas acredita que o ato é muito extremista, preferindo organizar greves de fome através de grupos no Facebook.

A hashtag #voltabign torna-se a mais utilizada no Twitter e no Facebook, o Google e o Yahoo anunciam que a palavra “Nintendo” é a mais pesquisada da história da internet. Jovens rebeldes picham a Triforce nos muros das cidades como se fosse um novo símbolo de anarquia. A polícia bate nos manifestantes que vão até a Av. Paulista protestar contra o fim da Nintendo (nos protestos, a frase mais gritada é “It’s me, Mario”). Charles Martinet e Miyamoto dão inúmeras entrevistas na BBC e até no Fantástico para tentar acalmar os ânimos. Mas tudo é em vão.

Com a situação descambando para pior, o governo japonês não vê outra solução a não ser ressuscitar a Nintendo para garantir o futuro da nação nipônica. O governo então cria um fundo de ajuda que angaria bilhões de dólares que são doados para a Nintendo. Deste modo, a Big N retorna à ativa e a indústria segue firme e forte. Os protestos, vandalismos e suicídios cessam imediatamente.

E vocês achavam que a Nintendo não estava com nada?

Xbox 720: o que esperar do novo console da Microsoft?

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Neste exato momento todos nós já devemos estar mais do que ansiosos para a próxima geração de videogames. Afinal já foram dados os primeiros movimentos de como serão os videogames do futuro: o Wii U já foi lançado nos EUA e o Playstation 4 deixou de se tornar um rumor, restando à Microsoft dar sua resposta. Ninguém duvida que a revelação do sucessor do Xbox 360 se dê a qualquer momento, restando apenas nos perguntarmos o que a empresa de Redmond está a preparar para manter a marca Xbox viva e forte.

Ao passo em que a revelação do novo videogame de Bill Gates se aproxima os rumores vão se aglomerando nas redações voltadas ao jornalismo de games e, infelizmente, é quase impossível separar os rumores quentes dos frios. Sendo assim, só nos resta apanhar esses rumores e fazer um exercício de futurologia para nos prepararmos melhor para o futuro. Após ver um artigo no Eurogamer, resolvi também pensar em algumas coisas que seriam legais no Xbox 720, nome adotado pela imprensa, e algumas outras coisas que não gostaria na nova plataforma.

 

O que eu gostaria de ver no Xbox 720:


Retrocompatibilidade

Sejamos francos: a biblioteca de jogos do Xbox 360 e do Xbox original são muito vastas e oferecem tantos jogos de tão alta excelência que é difícil pensar em ter de abandoná-los ao chegar de uma nova plataforma. Além disso, quando o novo videogame da Microsoft for lançado sua biblioteca de jogos estará restrita a tão poucos jogos que é difícil que alguém tenha um bom motivo para comprá-lo logo no lançamento. Mas a figura muda de imagem quando pensamos que se a nova plataforma oferecer retrocompatibilidade teremos uma nova plataforma com tantos jogos disponíveis logo no lançamento.

E se pensarmos ainda no ponto de visto mercadológico, a retrocompatibilidade (mesmo que apenas via conteúdo digital), sempre garante boas vendas para a plataforma: veja os casos do PS2 e do Wii, por exemplo. O único empecilho para que o novo Xbox não tenha esta função seria no caso da Microsoft tentar manter o 360 vivo por mais alguns anos, enquanto dá suporte às duas plataformas. Mas essa estratégia pode ser um doloroso e feio tiro no pé, visto que os olhos da comunidade estarão voltados ao novo videogame, mesmo que nós possuidores da Caixa X fiquemos órfãos e desamparados do dia para a noite.

Melhoras na Xbox Live

A Xbox Live Gold é um dos grandes atrativos do Xbox e há quem escolha a plataforma por causa das funcionalidades e mimos advindos dessa assinatura. Entretanto, há outra corrente de jogadores que acreditam que a cobrança da funcionalidade já não é mais justificável, visto que seus concorrentes diretos são gratuitos, ainda que não tenham a mesma qualidade e segurança oferecido pela Live.

Grande parte da comunidade espera que a assinatura da Live não seja mais cobrada na próxima geração, pois há milhares de jogadores desconectados pelo simples fato de não poderem dispor de dinheiro para manter suas contas. Balela, eu digo. Com mais de US$ 1 bilhão entrando nos cofres da Microsoft todos os anos e a adição de mais de 30 milhões de usuários pagantes em 41 países no mundo, seria ingenuidade acreditar que a Microsoft estaria disposta a acabar com um negócio tão lucrativo apenas para agradar os jogadores.

Na verdade acredito no inverso, é bem capaz de a concorrente Sony passar a cobrar alguma taxa para assinantes da PSN, afinal esses serviços disponibilizados têm um preço e a lógica é que alguém que não seja a própria empresa pague por eles. Na nova Xbox Live, espero que ela seja tão eficaz e divertida quanto o é hoje e não tenha medo de copiar a ideia do botão “Share” do PS4.

Novas IPs exclusivas

Se existe um fantasma que assombra os usuários do Xbox é a ausência de franquias exclusivas em número tão grande quanto têm os possuidores do Playstation 3. Halo, Gears of War, Forza Motorsport à parte (que são de qualidade inegável), é fato que a Sony detém mais estúdios e franquias próprias. Para a Microsoft não é fácil criar uma centena de exclusivos do dia para a noite, afinal isso demanda investimento e tempo. Felizmente para nós jogadores, a detentora do Xbox tem ambos à sua disposição no momento.

Encomendar exclusivos é uma tacada arriscada, visto que depende da disponibilidade dos estúdios e o quanto eles quererão lucrar com seus serviços. Assim sendo, o ideal é que os estúdios internos e secundários façam o trabalho pesado ou que a Microsoft abra novas produtoras (um processo muito delicado e nada barato por sinal), mas o fato é que algo deve ser feito.

Afinal nunca se sabe quando uma franquia de peso como Halo pode acabar perdendo o impacto que causa nos jogadores (Final Fantasy e God of War são exemplo de franquias que estão caindo com tantas continuações). Com o advento de uma nova plataforma, surge a oportunidade de dar aos jogadores o gostinho de novidade e games capazes de mostrar do que a plataforma é capaz. Deu certo com Gears of War, porque não daria certo com uma IP nova em um sistema novo?

Hardware semelhante ao Playstation 4

Com certeza os vídeos de demonstração do Playstation 4 não me impressionaram muito, mas isso não quer dizer que o novo aparelho da Sony é fraco ou decepcionante. Muito pelo contrário: a máquina da Sony já está sendo apelidada de supercomputador por diversos analistas entendedores de hardware, sendo assim, só nos resta esperar que daqui alguns anos a plataforma possa nos proporcionar gráficos tão complexos e detalhados que nem podemos imaginar.

Se tivesse de apostar, diria que a demo da Fox Engine apresentada por Hideo Kojima é uma bela mostra do que o Playstation 4 poderá fazer. Obviamente o Wii U não tem um hardware tão forte quanto o que a Sony oferecerá, mas e a Microsoft? Com certeza será mais do que primordial para o novo sistema ter um poder de fogo tão grande, ou talvez maior, que o Playstation 4.

É claro que gráficos e o número de personagens na tela não significa necessariamente diversão, entretanto as produtoras 3rd Parties precisam se sentir confortáveis o bastante para lançarem games multiplataforma com a mesma qualidade em todas as plataformas que forem lançadas. Assim sendo, não será saudável se Watch Dogs, por exemplo, tiver um desempenho muito inferior no Xbox em comparação com a versão de PS4. Além disso, os exclusivos poderão dizer melhor qual plataforma se sai melhor. Heavy Rain é um marco para o PS3, mas em contrapartida os donos de Xbox podem se orgulhar dos gráficos de Gears of War, por exemplo. O ideal é que as duas plataformas sejam igualmente poderosas.

Lançamento neste ano

Apesar do Playstation 4 já ter sido anunciado, a Sony escondeu a data de lançamento a sete chaves, obviamente no intuito de esperar pela revelação do Xbox. No atual momento as duas empresas estão criando uma série de projeções e estudando uma à outra para descobrir quando será o melhor momento de lançar seus sistemas. Ninguém quer chegar atrasado.

Veja a atual geração: o Xbox 360 chegou 1 ano antes do Playstation 3 e graças a isso conquistou uma bela base de jogadores antes que a Sony chegasse ao mercado, além disso, o tempo de antecedência serviu para amenizar os problemas de fabricação do console. Imagine o que teria acontecido se o Playstation 3 tivesse chegado ao mercado no mesmo período que o Xbox 360. Provavelmente a guerra dos videogames teria um desfecho diferente do que estamos vendo agora.

Logo, as duas empresas esperam não ter seus novos aparelhos chegando ao mercado muito depois da concorrência, pois isso faz uma tremenda diferença, principalmente se sua plataforma tiver menos títulos exclusivos que o concorrente.

Leitor de Blu-Ray

No início dessa geração haviam dois grupos formados por diversas empresas que apostavam suas fichas no novo padrão de alta definição em substituição ao DVD. De um lado estavam os apoiadores do Blu-Ray e de outro os apoiadores do HD-DVD. A Sony foi uma das primeiras e principais companhias a apoiar o formato Blu-Ray, enquanto que a Microsoft até ensaiou um apoio ao HD-DVD. Como todos sabem, o disco azul saiu predominante na disputa e o HD-DVD caiu no ostracismo. O resultado obviamente se deu pela alta capacidade de armazenamento do Blu-Ray.

Já que o disco Blu-Ray é o padrão mais querido da atualidade tanto para filmes como para games, esperamos que o novo videogame da empresa americana se renda ao que virou padrão. Afinal de contas, alguém espera que o novo console da Microsoft não seja um centro de entretenimento completo? Além disso, os games estão cada vez maiores para continuarem sendo lançados em DVDs, ou mesmo outra mídia. E mesmo que os rumores que apontam que o próximo Xbox não precisará rodar os games pela mídia, mas sim pelo HD, tem um monte de gente que vai utilizar o aparelho para rodar filmes sem a necessidade de instalá-los na máquina. Simplesmente não faria sentido se a Microsoft não apostar no Blu-Ray.

 

E o que eu não gostaria no Xbox 720:

 

Exploração forçada do novo Kinect

Muita gente adora o Kinect, fato! Não por acaso ele se tornou o periférico mais vendido da história dos videogames com o impressionante número de 20 milhões de usuários ao redor do mundo. Entretanto, a contragosto de vários leitores, eu não gosto do Kinect e não vejo grande utilidade no acessório. É claro que vez ou outra surgem alguns games interessantes como Dance Central e Star Wars Kinect, mas sempre que analiso o periférico a fundo vejo que 90% dos títulos de Kinect são fracos e vergonhosos e servem mais para entreter convidados em festas sociais ou para a prática de exercícios do que para jogar de verdade, do tipo “terminar um game”. Não é o tipo de acessório que o gamer hardcore vá exibir com orgulho aos amigos.

Por outro lado, a tecnologia do Kinect é de fato impressionante, mas está muito longe do que a Microsoft prometia quando revelou o brinquedinho há algumas E3 atrás. Além disso, está claro para mim que os desenvolvedores de jogos não têm ideias muito criativas, salvo raras exceções, para utilizar o eletrônico.

É claro que seria muita ingenuidade achar que o novo Xbox não terá uma versão do Kinect integrada, afinal as verdinhas angariadas pelo aparelho não é pouca coisa. Então como faz? O ideal é que a Microsoft lance sim uma versão do Kinect para o próximo Xbox, mas sem tentar nos forçar o aparelho goela abaixo dos jogadores com seus vindouros games exclusivos, ou seja, não se esquecer dos tradicionais usuários de controles analógicos.

Mudança drástica no controle

Muita gente costuma entrar na briga se o controle do Playstation é melhor que o do Xbox, e vice-versa. Para mim, ambos são exemplos de boa arquitetura e comfortabilidade. A Sony já se antecipou e mudou a cara do seu Dual Shock, e a Nintendo radicalizou de vez com o GamePad. Em menor e maior proporção, respectivamente, os dois controladores têm um ponto em comum: tela (ou no caso do Dual Shock 4, um painel), sensível ao toque. Será que a Microsoft seguirá o fluxo?

Francamente eu espero uma renovação do controle, mas não uma mudança brusca, pois considero a ergonomia do controlador do 360 ideal. Além disso, não creio que um painel sensível ao toque ou mesmo uma tela inteira façam muito sentido na proposta de um substituto do Xbox 360 por duas razões: um sensor táctil é nada menos que pouco usual; uma tela inteira certamente vai colocar a Microsoft no posto de copiadora da tecnologia alheia (uma batalha que o marketing da empresa não terá como vencer contra a Nintendo). Sendo assim, espero apenas que o novo controle descarte de vez o uso de pilhas em prol de baterias mais duradoras e que ele tenha alguma função integrada com o inevitável Kinect renovado.

Obrigatoriedade de estar sempre conectado

Eu fui um dos que mais foram contra a ideia de ter um videogame permanentemente conectado à internet, pois a velocidade de conexão aqui no Brasil é uma piada, isso quando o serviço de internet está disponível na localidade. Veja bem, o que nós pobres jogadores faríamos se o sinal da internet fosse interrompido por qualquer motivo como uma chuva mais forte ou o estagiário da operadora de telecomunicações aperte um botão errado? Ficaríamos privados de ligar nossos videogames e desfrutar de uma mera partida singleplayer. Isso para não contar que o serviço de internet não está disponível em todos os lugares do Brasil, imagina no resto do mundo?

De qualquer forma que se analisa a questão parece mal negócio obrigar os jogadores estarem conectados, certo? Mas daí comecei a ver a questão por outro ângulo. Ora, quantas unidades foram vendidas de Diablo III no ano passado? Quantas pessoas não estão jogando a nova versão de Sim City? Muita gente, com certeza. Ambos os games exigem conexão permanente e tiveram sérios problemas em seus respectivos lançamentos, entretanto não deixaram de ser comprados pelos jogadores. A razão de isso ocorrer é muito simples e com certeza a Microsoft pensou nisso muitas vezes: qual o ponto forte do Xbox? Multiplayer.

Com a Xbox Live e os lançamentos constantes de games que elevam a jogatina online para outro nível (coloque na cesta Halo, Call of Duty, Left 4 Dead), além daqueles que ganham novos conteúdos com lançamentos de DLCs como os casos de Mass Effect, Batman Arkham City ou Assassin’s Creed, fica fácil entender o porquê o Xbox é a plataforma dos amigos. Todo mundo quer estar por dentro e jogar com os amigos relembrando os tempos de infância quando reuníamos os amigos em frente à TV para jogar. A Xbox Live trouxe essa sensação de volta. Então quantas pessoas que se interessariam em um Xbox de nova geração ainda não estão conectadas? Muito poucas, essa é a verdade.

Vamos colocar da seguinte forma: a Microsoft sabe que ao dar-se ao luxo de eliminar uma parte dos potenciais compradores de um Xbox ela garantirá que muitos de seus fãs seguirão firmes e fortes com a nova geração, rendendo lucros exponenciais e acabando com a pirataria de uma vez por todas. A única coisa que a Microsoft pode não estar levando em consideração é que os EUA não são o mundo todo.

Mudança de nome

Com quase doze anos na indústria de games a Microsoft conseguiu algo que muitas empresas tentaram, mas não conseguiram: criar uma marca reconhecida em todo o mundo. O Xbox virou sinônimo de videogame, assim como Playstation, SEGA e Nintendo. Simplesmente não faria sentido mudar o nome do aparelho após ganhar tanta identificação com a comunidade de jogadores. Então porque a cada dia surge um nome diferente para o sucessor do Xbox, como Durango, Loop, Infinity?

Apesar de alguns desses codinomes serem bem legais, com certeza nenhum deles vai chegar com uma marca tão forte quanto já é o Xbox. A expectativa é que a Microsoft mantenha o nome de sua estação de jogos. O marketing da companhia vai agradecer com certeza.

Problemas com a primeira leva

Se havia um motivo para fazer os consumidores do Xbox 360 pensar duas ou três vezes antes de comprar a plataforma foram as notícias de aparelhos estragados graças ao problema das “3rl” que se disseminou rápido demais pela internet. Conheço muitos amigos que tomaram muitas providências antes de comprar o aparelho com medo de perder o dinheiro investido.

Infelizmente para a Microsoft, o problema inicial do Xbox 360 marcou a companhia negativamente muito mais do que ocorreu com o Playstation 3 e o 3DS. Então é óbvio que já tem jogadores pensando em esperar o lote inicial sair e ver o que a comunidade diz antes de comprar o aparelho que sequer foi anunciado oficialmente. A esperança é que a Microsoft tenha aprendido a lição e lance uma plataforma mais confiável no futuro, só isso. Ninguém vai perdoar se a empresa lançar mais um videogame com problemas graves de fabricação.

Preço muito alto

Uma vez que o Wii U já está no mercado e o Playstation 4 ainda não tem preço definido, a Microsoft terá de definir um preço razoável para o novo Xbox. Ele terá obrigatoriamente de ser tão poderoso tecnologicamente quanto o PS4 e superior ao Wii U, ou seja, mais caro que o console da Nintendo, mas não muito diferente do PS4. Analistas apostam que o próximo videogame da Sony chegará ao mercado por US$ 400. É difícil precisar se será isso mesmo, mas é imprescindível para a Microsoft ter um preço competitivo para agarrar os jogadores menos afortunados. Eu aposto no padrão de US$ 300 numa versão mais simples.

Claro que no Brasil não há a menor possibilidade de um aparelho de nova geração chegar por menos de R$ 1.500,00, mas não custa torcer para que o preço não seja muito aviltante. Muitos de vocês podem não lembrar, mas no lançamento do PS3 a máquina era comercializada por aqui por R$ 3.000,00 tornando-se uma utopia para muitos jogadores ansiosos. Esperamos que não apenas o Xbox 720, mas também o PS4 não chegue arrebentando o bolso dos jogadores.

E você, o que gostaria de ver no Xbox 720?