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Q Bert: dos fliperamas para o filme Detona Ralph

Q Bert

Quem se lembra do Q Bert? Aquela bolinha laranja saltitante que fazia muito sucesso nos anos 80? Com a sua recente participação no filme Detona Ralph, muita gente pôde matar a saudade do pequeno personagem, mas ainda há jogadores que nem se lembram de onde ele surgiu e o que está fazendo no filme. Hoje o GameReporter vai relembrar a história desse personagem que foi esquecido há muito tempo entre os jogadores.

No filme da Disney, Q Bert e seu eterno rival Coily estão na Estação Central dos Jogos esperando uma oportunidade para fazer uma ponta em algum novo jogo. Os dois foram para na Estação porque seu game foi desplugado, ou seja, tornou-se obsoleto e esquecido pelos jogadores (ninguém mais quer jogá-lo). Após a aventura de Ralph, os personagens de Q Bert conseguem um final feliz, porém vocês lembram como surgiram esses personagens?

Lançado em 1982, Q Bert foi um jogo de plataforma para arcades que fez muito sucesso em sua época. O game foi criado pela empresa Gottlieb, que era bastante conhecida por suas máquinas de pinball. O game apresentava gráficos em 2D e o objetivo do jogador era pular em cima de cada um dos quadrantes de uma grande pirâmide.

Cada vez que o pequeno Q Bert pulava em cima de um dos cubos da pirâmide, eles mudavam de cor. O objetivo era mudar todas as cores da pirâmide, desviando de objetos e inimigos. Em alguns estágios o jogador deveria pular em cima do mesmo cubo várias vezes.

Apesar da simplicidade, Q Bert tornou-se meio que um garoto propaganda da Gottlieb, estampando lancheiras, brinquedos e até aparecendo na televisão americana. O game ganhou outras versões também para arcades, Atari 2600 e outras plataformas. De acordo com dados não oficiais, o fliperama vendeu mais de 25 mil unidades, tornando-se o maior e único sucesso da fabricante Gottlieb.

O sucesso do game foi justificado por vários fatores: a qualidade técnica era muito boa para a época, as cores eram vibrantes e os gráficos eram bem definidos. O Guinness World Records chegou a incluir Q Bert como um dos jogos mais clássicos já criados devidos ao seu impacto cultural.

No auge, o pequeno personagem laranja rivalizava com outras figuras dos games como Pac-Man e Jumpman (o Mario de Donkey Kong). O sucesso do personagem chegou a tal ponto que ele até virou um desenho animado em um show infantil da emissora CBS chamado Saturday Supercade que apresentava aventuras dos personagens da era de ouro dos videogames como o próprio Q Bert, Donkey Kong, Frogger e Pitfall.

No ano 1999 a Hasbro Interactive  chegou a lançar uma versão do jogo para o Playstation e o Dreamcast, porém com gráfico em 3D. A nova versão apresentava a versão clássica, uma aventura principal e um modo multiplayer. Essa versão não conseguiu ressuscitar a franquia, apesar de contar com gráficos melhorados. O real problema é que todo o game em si já estava obsoleto.

Apesar disso, Q Bert jamais saiu da memória de seus fãs. Tanto é que o game foi lançado na Playstation Network em meados de 2007, o primeiro game clássico de árcade a aparecer na loja da Sony. A versão para o 3° console de mesa da Sony contava com gráficos renovados, suporte ao Sixaxis e opções online. De fato, não é a primeira opção da maioria dos jogadores, mas com certeza é um jogo obrigatório para quem gosta de uma sensação de nostalgia.

Abaixo, você relembra como foi o primeiro game Q Bert:

Museum of Play mostra jogos e brinquedos em Nova York

Você já ouviu falar no National Museum of Play? Estabelecido em Nova York, o museu dos jogos traz fliperamas, brinquedos e tabuleiros.

Mas, nem todo mundo tem a oportunidade de viajar para os Estados Unidos, então o pessoal do museu colocou na internet – em forma de fotografia – parte de seu acervo.

Há, inclusive, um ambiente virtual do espaço físico real, que pode ser acessado aqui

Legal, né? Algum leitor já foi?

Pai do Pac-Man conta que criou jogo para meninas e fala sobre design

Pai do Pac-man

Toru Iwatani é um nome que poucos devem conhecer assim, de bate pronto. Mas se falarmos que é o pai do Pac-Man, qualquer gamer vai saber que o cara merece respeito.

O designer deu uma declaração a respeito dos games atuais e do processo de criação durante a GDC 2011. Primeiro, Iwatani disse que criou Pac-Man na tentativa de atrair garotas gamers.

“Antigamente, não existiam videogames domésticos e as pessoas precisavam ir para os fliperamas para jogar. Era um playground para garotos. Sujo e fedido. Então quisemos incluir garotas ou jogadoras para que se tornasse mais brilhante”, comentou.

Aí vem o bizarro. Pensando no que atrairia garotas, Iwatani pensou que elas adoravam sobremesa, a exemplo de sua esposa: “O verbo comer me deu a idéia de criar o jogo”.

Tudo então girou em torno do que poderia agradar as garotas, inclusive personagens bonitinhos em vez de carrancas nos inimigos. Por mais estranho que tudo isso possa parecer, é tudo muito simples e, sabendo disso agora, faz certo sentido.

Para nós foi como um mistério resolvido. Na mesma palestra, Iwatani comentou que acha os games de hoje muito complexos, sem objetivos claros de imediato. “Nos jogos de hoje você não ve sobre o que eles são, quais são os objetivos, e os controles talvez sejam muito complicados”, criticou acrescentando que os jogadores querem desafio, mas que a diversão devia ser o ponto primordial de qualquer game.

O que você acha da opinião?

[Via GamesIndustry]