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Indústria de games ganha destaque na MAX 2017

A capital Belo Horizonte será sede de um grandioso evento cuja finalidade é mostrar a força nacional em produções audiovisuais como cinema, televisão e internet, profissionais de artes gráficas, música, publicidade e, jogos eletrônicos. A MAX 2017 – Minas Gerais Audiovisual Expo. A expectativa é que todos os setores tenham um crescimento grande graças aos novos negócios que devem ser fechados. O evento será realizado entre 23 a 25 de agosto e terá muitas atrações ligadas aos jogos eletrônicos.

O evento é realizado pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) e pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Sistema FIEMG), por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi-MG).

“Essa abertura ao mercado de games é fundamental, pois a televisão e o cinema há muito já se relacionam com este universo e o Brasil é um dos maiores consumidores de jogos do mundo. Na MAX, teremos uma mostra da intensa produção nacional, inclusive com uma categoria de jogos transmídia, que deixam ainda mais clara a sinergia entre as áreas”, analisa Victor Hugo da Pieve, fundador da For Us Studios.

De acordo com a Associação Brasileira dos Desenvolvedores de Jogos Digitais (Abragames), o mercado de games no Brasil registrou crescimento de 25% entre 2014 e 2016, ano em que as empresas do setor no Brasil faturaram US$ 1,6 bilhão. São 61 milhões de brasileiros considerados usuários de jogos eletrônicos, o que chama a atenção das cerca de 300 empresas desenvolvedoras de jogos no país, número que teve crescimento de 600% nos últimos 8 anos. E as expectativas ficaram ainda melhores com o anúncio de redução nos tributos aplicados a games feito pela ANCINE, com apoio aos desenvolvedores independentes. O programa Brasil de Todas as Telas, por exemplo, fez sua primeira chamada pública em 2016, para investir R$ 10 milhões em cerca de 20 projetos brasileiros.

Programação abre cada vez mais espaço para games

Dezenas de painéis serão realizados durante três dias, de 23 a 25 de agosto, reunindo influentes personalidades nacionais e internacionais. Em cinco salas de diferentes, serão realizados painéis simultâneos em Negócios & Mercado, Tendências,Criatividade &Capacitação e Políticas & Regulamentação, além das rodadas de negócio com os mais importantes players do mercado. Confira, a seguir, alguns pontos da programação de painéis da Max – Minas Gerais Audiovisual Expo 2017, que tem curadoria da BRAVI, sob a coordenação de Lucas Soussumi.

Entre os painéis ligados aos games os jogadores vão ver a evolução dos óculos de realidade virtual, discussão sobre tendências no Brasil, debates sobre plataformas de crowdfunding, desenvolvimento de personagens, trilhas sonoras, entre outros. Toda a programação está disponível no site da MAX.

 

Serviço – MAX 2017 – Minas Gerais Audiovisual Expo 2017

Onde: SERRARIA SOUZA PINTO – Av. Assis Chateaubriand, 809, Centro Belo Horizonte/MG

Quando: 23 a 25 de agosto

Programação: http://www.minasgeraisaudiovisualexpo.com.br/max-2017/programacao/

Brasil Game Show terá pavilhão coreano na décima edição

Além de apresentar os jogos mais aguardados da temporada e os indies mais promissores, a Brasil Game Show também vai ter um espaço todo especial para exibição de jogos coreanos. A organização confirmou que a edição 2017 terá uma área de 120 m² onde diversas empresas asiáticas apresentarão seus lançamentos, produtos e novidades. Esta é a segunda vez consecutiva que a Kocca, agência do governo responsável por fomentar a indústria de conteúdos da Coreia, estará na feira. A Brasil Game Show, maior feira de games da América Latina, será realizada entre os dias 11 e 15 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

“Além de bons jogadores, a Coreia tem ótimos desenvolvedores de jogos e a Brasil Game Show é uma grande oportunidade de mostrar a expertise dos coreanos nessa indústria”, explicou Serena Park, gerente de marketing da Kocca no Brasil. “Nossa expectativa é contatar possíveis publishers, investidores e promover encontros de negócios entre empresários brasileiros e coreanos”, completou.

Para Marcelo Tavares, CEO e fundador da BGS, a presença de um pavilhão representando um país mostra a pluralidade e a importância do evento para o mercado de games não apenas no Brasil, mas como um dos mais significativos do mundo. O fato destes programadores virem até o Brasil mostra a importância e relevância do Brasil no cenário dos jogos eletrônicos.  A expectativa é que a participação de estúdios asiáticos na BGS sirva para mostrar jogos totalmente diferentes do que estamos acostumados a ver, quem sabe até seja a oportunidade de conhecer algum novo MMO.

Além da Kocca, a BGS já confirmou presença da Canon, Com2Us, Dazz Maxprint, Dell, DXRacer, Gigabyte, HyperX, Piticas, Razer, RedFox, Saraiva, TNT Energy Drink, Ubisoft,   ACE, Ambize Studio, Among Giants, Anguis Studio, Atitude Point, Behold Studios, Big Head Store, Cat Nigiri, Cogumelo Corp, Copag, Crazzy Arcade, Dark Paladin, Dreaminside Studio, ETS2 Rotas Brasil, FlipFlop Lab, Game Nacional, GAMEscola, Gamemax, GamersClub, Games X, Geek 42, Geek Connection Geek Tag, Gênio Quiz, Genos Studio, GPD GamePad Digital, Hexa Games, Incomm, JokenPô, JZ Culture & Comm, Lady Snake Rock Wear, McFly, Mad Mimic, MBR Editorial, Midas Club Onanim Studio, Rixty, Online IPS (International Processing Solution), RMAL, Pro Simuladores, Seagate, ServerLoft, Square12, StreamSoft Games, Sunrise  The Suns Store, The Duel Brasil, Toys Collection, Vneta Studios, Void Studios, World of Collectibles e XFire Gamers e até o início do evento revelará diariamente pelo menos uma nova atração.

A décima edição da Brasil Game Show promete ser a maior e melhor de todos os tempos e contará com cerca de 250 marcas. Três atrações internacionais já foram anunciadas: Hector Sanchez, produtor de jogos das séries Mortal Kombat e Injustice, e que atualmente está na Annapurna Interactive, responsável pelos jogos recém-anunciados Ashen e The Artful Escape; Nolan Bushnell, criador do Atari; e Stephen Bliss, que foi artista sênior da Rockstar entre 2001 e 2016 e responsável pela icônica identidade visual de GTA. Até outubro, outras sete serão reveladas.

 

Serviço – Brasil Game Show 2017

Quando: 11 a 15 de outubro

Onde: Expo Center Norte

Quanto: Sexto lote – R$ 75,00 (meia entrada)

Estes são os vencedores do BIG Festival 2017

O BIG Festival foi um grande sucesso, pois além de apresentar jogos matadores, ainda atraiu uma multidão de pessoas para o Centro Cultural São Paulo. A cerimônia de premiação ocorreu na última quinta-feira (29 de junho) e quem esteve presente se divertiu bastante.

O troféu de Melhor Jogo da competição foi entregue a Overcooked, jogo produzido pelos britânicos da Ghost Town Games, que também levou o prêmio de Melhor Gameplay. O jogo nacional Distortions, do estúdio paulista Among Giants, levou dois prêmios: Melhor Jogo Voto Popular e Melhor Jogo Brasileiro.

Abaixo você confere os games vencedores do BIG Festival 2017:

 

Melhor Jogo: Overcooked

Há muitos jogos divertidos e bem executados neste festival, o que fez o júri quebrar a cabeça para descobrir quem premiar no final. Depois de muita deliberação, “Overcooked” foi escolhido por sua mistura vencedora de inovação, acessibilidade e diversão. Jogar “Overcooked” coloca à prova a durabilidade tanto de suas amizades quanto do seu sofá.

Melhor Jogo Brasileiro: Distortions
Melhor Jogo Voto Popular: Distortions

De todos os jogos brasileiros competindo nesta competição, “Distortions” se destaca pela fantástica síntese de design visual e sonoro que contribui para a criação de um ambiente e de uma narrativa que são tão eletrizantes quanto emocionantes.

 

Melhor Jogo América Latina: The Deadly Tower of Monsters

Nesta aventura, o jogador faz a jornada de um herói de ação do cinema na compania de fiéis escudeiros e uma torre cheia de monstros. O estilo audiovisual retrô evoca, com sucesso, o sentimento clássico dos filmes da era atômica.

 

Melhor Jogo Educacional ou de Impacto Social: Orwell

Com o advento do mundo digital, cada vez mais vivemos em uma sociedade na qual a vigilância e a coleta de informações privada é onipresente. “Orwell” é uma exploração arrepiante de quão fácil é de se observar (e mal interpretar) tudo o que fazemos (ou podemos fazer) no ciberespaço.

Melhor Jogo de Realidade Virtual: SUPERHOT VR

“SUPERHOT VR” utiliza com maestria os recursos desta plataforma, levando a Realidade Virtual para outro patamar. Divertido e interessante, este prêmio é mais que merecido.

 

Melhor Arte: Old Man’s Journey

“Old Man’s Journey” é um jogo bonito e cativante. O prêmio de melhor arte é um reconhecimento justo ao bom gosto estético e talento artístico do time.

 

Melhor Narrativa: Figment

A narrativa do jogo “Figment” lida com o tema de envelhecer. Assuntos sensíveis como doença, stress e depressão são cuidadosamente discutidos e representados em um mundo de sonhos.

Melhor Inovação: Yankai’s Peak

O desenvolvedor Kenny Sun prende a atenção do jogador com um gameplay inovador que é ao mesmo tempo simples e. Yankai’s Peak” eleva o gameplay de quebra-cabeças a uma forma de arte.

 

Melhor Som: ETHEREAL

O áudio em “ETHEREAL” não é apenas “o som do jogo”. O som É o jogo. Este som adiciona uma grande profundidade ao visual e gameplay minimalista, e aos poucos, vai se infiltrando de forma completa à mente do jogador.

 

Melhor Gameplay: Overcooked

“Overcooked” é um jogo cooperativo multijogador local frenético e super-divertido. Apesar de ser baseado em ações simples, o ingrediente secreto nesta receita é a coordenação necessária entre os jogadores para continuar atendendo a sua clientela frente a desafios que aos poucos vão ficando cada vez mais complexos e surpreendentes.

 

BIG Starter – Entretenimento: King Boom

King Boom comprovou seu potencial para o sucesso ao unir a um planejamento comercial sólido seu universo colorido, dançante e carismático.

 

BIG STARTER – Educacional: Medroom

Medroom traz uma proposta madura, com oportunidades de aplicação global para a formação, aprendizagem e treinamento na área de saúde – em que a introdução de novas tecnologias é fundamental.

Finalistas do BIG Festival #05: Wuppo

Por fim vamos falar sobre o quinto, mas não menos importante, game a disputar o grande prêmio de Melhor Jogo do Ano do BIG Festival 2017, o maior evento de jogos independentes da América Latina. Estamos falando de Wuppo, da produtora Knuist & Perzik, da Holanda. O título mistura ação, aventura, RPG e plataforma 2D em um mundo colorido e bastante vibrante. Não por acaso, este é um dos mais frtes candidatos ao título máster.

A primeira coisa a chamar as atenções em Wuppo é seu estilo artístico extremamente caprichado, totalmente desenhado à mão.  A impressão é de estar jogando um desenho animado, pois o jogo é um dos mais bonitos já vistos. Aparentemente os desenvolvedores colocaram toda a dedicação no projeto, desde a parte visual até as mecânicas.

O enredo conta a história do pequeno Wum que é expulso de um hotel após uma confusão envolvendo sorvete. A partir daí, o personagem deve procurar um novo lar, passando por diversas localidades, das mais pacíficas até as mais perigosas. Do porto metropolitano de Popocity até a cavernosa Bliekopolis, nosso Wum descobrirá lugares mágicos e encontrará criaturas estranhas.

Mas esse Wum não é um herói tradicional e só sua inteligência e seu charme podem ajudá-lo nessa aventura desafiadora. Nesta jornada surgem inimigos perigosos e puzzles desafiadores para testar a inteligência do jogador. Pode esperar por um jogo que preza mais a jornada do que as mecânicas em si, tal como o famoso Journey, porém com seu próprio brilho.

Wuppo é um jogo bastante sensível, de modo que durante a jornada o jogador encontra diversos personagens com seus próprios problemas e desafios, que são expostos em diálogos comoventes. Cabe ao jogador ajudar os NPCs que surgem a todo o momento. A mecânica lembra algo de Zelda.

O título é bem simples de se aprender, não oferecendo dificuldades nas batalhas ou nos quebra-cabeças. O objetivo é que o game seja amigável para jogadores de todas as idades, combinando perfeitamente com os visuais até infantis. Wuppo está disponível para PC e pode ser adquirido através da Steam e GoG.

Abaixo tem o trailer de Wuppo:

Finalistas do BIG Festival #03: Figment

A Dinamarca não é um país muito conhecido pela produção de jogos digitais, mas é justamente de lá quem vem um dos destaques do BIG Festival: Figment. O título é da desenvolvedora Bedtime Digital Games, que aposta num conceito lúdico e em visuais caprichados para agradar o jogador. Não por acaso, o título concorre nas categorias Melhor Jogo, Melhor Narrativa e Melhor Arte do BIG 2017.

Figment é um jogo de ação e aventura com quebra-cabeças ambientado em um universo de sonhos com grande ênfase musical. Todo o jogo se passa na cabeça de um homem de 40 anos cuja mente é atormentada pela ansiedade e o estresse. Assim, o ambiente se parece com um mundo de fantasia extraordinário, onde tudo se transforma diante dos olhos. É neste mundo de sonhos que habitam Dusty e Piper, as protagonistas do jogo.

A missão dessas garotas é explorar a mente deste homem, cuja identidade é um mistério durante todo o game. Dusty e Piper devem resolver puzzles e corrigir os problemas do misterioso homem, além de combater pesadelos e restaurar um espírito fragilizado. Sim, toda a aventura é lúdica e o tema é bastante introspectivo.

O estilo visual é o grande chamariz do game, de modo que ele é um dos títulos mais impactantes que o visitante verá no BIG Festival 2017. O resultado de tanta beleza deve-se ao fato de que Figment foi todo desenhado à mão em perspectiva isométrica. Una-se ao conjunto da obra o fato de que o game possui melodias cativantes e bem diversificadas. Os puzzles são simples, porém mantém o jogador entretido.

Figment é um mundo surreal preenchido pelos mais profundos pensamentos, desejos e memórias, habitado pelas muitas vozes que se ouve na cabeça. Esta mente permaneceu calma durante muito tempo, mas graças ao estresse, novos pensamentos emergiram tomando a forma de criaturas assustadoras que espalham o medo por onde passam. A única esperança é que o carrancudo Dusty, a antiga voz da coragem da mente, consiga regressar à sua antiga forma e ajude a mente a combater os seus medos”, diz o release do game.

Figment está disponível para PC, Xbox One e Playstation 4. Ele é altamente indicado para quem curte jogos de quebra-cabeças e narrativas lúdicas e cheias de simbologia. Há quem compare a história e simbologia com o megassucesso Braid, graças à história cativante e universo de jogo fantástico.

Abaixo você confere o trailer de Figment:

Finalistas do BIG Festival #02: Death Squared

Outro game que está fazendo bonito no BIG Festival 2017 é Death Squared, do australiano SMG Studio. Basicamente trata-se de um puzzle em que o jogador deve guiar robôs até um determinado ponto do cenário. Parece moleza, certo? Mas na verdade temos aqui um dos jogos mais desafiadores já lançados, tanto que a cada nível você vai morrer um sem número de vezes até entender a dinâmica de jogo.

Death Squared desafia o jogador a colocar um grupo de robôs em cima de determinados círculos casando a cor dos círculos e dos robôs. A princípio parece fácil, mas os níveis são desenhados para desafiar a atenção e perícia dos jogadores. Ou seja, há obstáculos e armadilhas que devem ser desviados a fim de chegar ao objetivo. O macete é que o pessoal da SMG meio que mascarou um labirinto 3D, ou seja há apenas um único caminho a seguir.

Um dos pontos mais interessantes: você deve decifrar o caminho certeiro, pois “morrer” te coloca no início da determinada fase, o que pode ser bastante frustrante. A jogatina envolve muita experimentação, tentativa/erro. No modo multiplayer é natural que um determinado jogador tome o caminho errado, fazendo com que todos voltem ao princípio. Comunicação é essencial para chegar até o fim de cada fase de maneira brilhante.

Ainda que tenha modo singleplayer, o foco de Death Squared é no multiplayer, onde até quatro jogadores podem se ajudar para guiar os coloridos robôs até seis respectivos checkpoints. Deste modo, o trabalho em equipe é o essencial no jogo. É bem comum que “desentendimentos” aconteçam vez ou outra, pois decifrar o cenário é o grande macete e muitas vezes um jogador acaba prejudicando todo o grupo.

Mas não pense que você vai passar raiva com Death Squared. Na verdade ele vai melhorar muito o trabalho em equipe entre você e seus amigos, a menos que seu parceiro seja uma toupeira que leva o grupo a mortes desnecessárias. O fator diversão é bastante alto e certamente você vai acabar viciando em passar fases seguidamente. Poucas vezes vimos jogos independentes tão bem engajados no fator diversão em detrimento de aspectos técnicos como gráficos e efeitos visuais.

O modo multiplayer é apenas local e conta com 40 fases, cuja dificuldade é sempre crescente. Já no modo para dois jogadores ou singleplayer existem 80 níveis. Infelizmente a SMG não incluiu multiplayer online aqui. De qualquer modo, da para se divertir bastante. Os controles são simples e intuitivos, então qualquer um pode apreender e se divertir. Death Squared está disponível para PS4, Xbox One e PC.

Abaixo está o trailer de Death Squared:

Finalistas do BIG Festival #01: The Deadly Tower of Monsters

Um dos grandes favoritos (senão o maior) para o prêmio “Melhor Jogo” do BIG Festival 2017 é The Deadly Tower of Monsters, do estúdio Chileno ACE Team. De cara é um dos que mais chamam as atenções em toda a exposição. Aqui temos um jogo de ação em terceira pessoa que homenageia filmes clássicos de Sci-Fi, como “King Kong“, “O Dia em que a Terra Parou“, “Perdidos no Espaço“. A ideia dos desenvolvedores foi criar propositalmente um game “tosco”, porém divertido. Para isso, utilizaram diversos recursos, incluindo stop-motion e narração à lá anos 70.

A trama é bem simplista, tal como nos filmes que serviram de fonte de inspiração: o jogador encarna o explorador espacial Dick Starspeed que chega ao estranho planeta Gravoria após um inusitado acidente. Com o foguete danificado e o seu robô perdido, ele sai para explorar o planeta e se depara com seus perigosos habitantes. Neste planeta ele se vê no meio de uma guerra civil entre os habitantes locais, formados por homens-macacos. Dick acaba por encontrar com Scarlet Nova, herdeira do imperador de Gravoria. Após descobrir as tiranias do imperador, a dupla se um em uma missão para derrubar o império.

Apesar do roteiro elaborado, The Deadly Tower of Monsters é uma paródia de um filme de ficção B rodado nos anos 70, ou seja, o jogador vai conferir a narração do diretor do filme (Dan Smith), de maneira bem cômica. Essas narrações estão ao longo de todo o jogo, de modo que é difícil não entrar no clima do jogo. A narração combina muito com as animações em stop-motion e a ação ilógica que permeia Gravoria.

O que mais chama as atenções em The Deadly Tower of Monsters é os visuais caprichados. Mesmo com a visão tosca de mundo, é notório que a ACE teve muito trabalho para criar as animações em stop-motion de maneira convincente. Visualmente, o resultado é algo que lembra muito filmes cult como Simbad, Jason e os Argonautas e A besta de 20.000 braças. No aspecto visual, este game é imbatível e certamente merece atenção especial do público do BIG.

Os inimigos são bem peculiares e estão em sintonia com esta aventura desvairada: até mesmo dinossauros surgem para complicar a vida do jogador. Eles trazem referências de filmes como “King Kong“, “O Dia em que a Terra Parou“, “Perdidos no Espaço“, “Planeta dos Macacos“, “O Planeta Proibido“, “Invasão das Aranhas Gigantes“, entre outros. A diversão é totalmente descompromissada, mas obrigatória.

A jogabilidade é típica de games de plataformas 3D, você pula, corre, bate, atira e rola para fugir das investidas inimigas. A câmera não fica estática! Ela se move procurando o melhor ângulo para captar a ação, sendo que em alguns momentos parece até utilizar isometria ou visão por cima. Outro destaque é a variedade de armas e itens que servem para destruir os inimigos: dezoito armas variando entre tiro e de curta distância. Todas elas podem ser melhoradas.

The Deadly Tower of Monsters é um trinfo dos jogos independentes. Ele não apenas é de qualidade técnica impecável, como também uma prova de que o que vale mesmo é a diversão. Numa era em que linhas de resolução e gráficos ultrarrealistas estão em voga, é legal ver que um game com visual antiquado receba tanta atenção. Se ele tem o que é necessário para vencer o BIG Festival? Sim! Não sabemos se vai levar o prêmio principal, mas só o fato de estar entre os finalistas já mostra que o futuro dos jogos indies pode não ser equiparar-se com os AAA. O game está disponível para PC via Steam e PSN.

Abaixo tem o trailer de The Deadly Tower of Monsters:

BIG Festival terá presença do produtor musical Shota Nakama, criador da Video Game Orchestra

Além de apresentar os melhores jogos indies do momento, o BIG Festival 2017 também terá espaço para boa música. Um dos convidados do BIG Festival 2017 será o conceituado produtor musical Shota Nakama, criador da respeitada Video Game Orchestra, um dos maiores concertos dedicados aos videogames no mundo. Ele irá apresentar um painel no dia 30 de junho, mediado pelo compositor de games brasileiro Antonio Teoli, às 10h, na Sala Paulo Emílio do Centro Cultural São Paulo.

Nakama irá compartilhar suas experiências, responderá as dúvidas da plateia e contará a respeito de seu trabalho e carreira, dando dicas de como ingressar na indústria. O BIG Festival acontece de 24 de junho a 2 de julho, no CCSP, com entrada gratuita e para participar das palestras e painéis é necessário se inscrever no site oficial do evento.

Com a Video Game Orchestra, Nakama implantou o conceito de apresentação “rockestral” em que os concertos são realizados com uma orquestra e coro ao lado de uma banda de rock, da qual é também o guitarrista. O projeto foi lançado em 2008 com um pequeno concerto em um espaço de 150 lugares em Boston, e cresceu com êxito para se tornar um dos mais populares projetos internacionais de videogames em todo o mundo, lotando grandes espaços como Boston Symphony Hall, Beijing Worker’s Stadium e Taiwan International Convention Center.

Atualmente, Nakama também produz o Capcom Live, turnê oficial de shows da Capcom, lançada em 2016, em que segue o estilo musical que desenvolveu com o VGO. Comanda, ainda, a SoundtRec, empresa que fundou em 2013 e produziu, compôs, organizou, orquestrou, gravou e mixou para várias franquias blockbuster, como Final Fantasy, Kingdom Hearts, Tales of Zestiria, Cytus (jogo de música mais vendido de Taiwan), Lazer Team (filme indie live action com maior sucesso de crowdfunding, da Rooster Teeth), Little Witch Academia (Anime da Netflix feito pela Toho), entre outros.

Serviço – Painel com Shota Nakama no 5º BIG Festival

De 24 de junho a 2 de julho (Segunda, 26, não abre)

BIG Business Forum – de 27 de junho a 1 de julho

De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP

Entrada: Gratuita

TNT Energy Drink participará da Brasil Game Show pelo segundo ano consecutivo

Pelo segundo ano consecutivo o TNT Energy Drink vai participar da Brasil Game Show (BGS), a maior feira de jogos eletrônicos da America Latina. A empresa promete que vai ter energia de sobra na décima edição do evento, alem de variadas atividades e degustações. A BGS sera realizada entre 11 e 15 de outubro, de volta no Expo Center Norte, em São Paulo.

“A parceria entre BGS e TNT Energy Drink começou em 2016 e foi um sucesso! Os gamers são consumidores de energético em potencial e nossa presença só confirmou que nosso energético pode ser saboreado em diversas ocasiões. Há muita sinergia entre BGS e TNT e por isso estendemos nossa participação para a Brasil Game Cup no Rio de Janeiro. Temos grandes expectativas de repetir o resultado positivo no evento deste ano, em São Paulo”, disse Eliana Cassandre, gerente de Propaganda do TNT Energy Drink.

Além do estande na área de exposições da BGS, o TNT irá patrocinar a Brasil Game Cup e sua marca estará em toda a comunicação visual da competição de e-Sports que será transmitida ao vivo pela TV e pela internet. A estratégia busca aproximar ainda mais a marca Energy Drink com o público gamer e cyberatletas.

Para Marcelo Tavares, fundador e CEO da BGS, é um prestígio para o evento contar com a parceria do TNT por mais um ano. “O TNT é uma marca jovem, vibrante e que tem tudo a ver com o público da feira, que precisará de muita energia para curtir todas as atrações da décima edição da BGS e poderá encontrar o energético também na praça de alimentação”.

Sobre a Brasil Game Show (BGS)

Realizada pela primeira vez em 2009 na capital carioca como Rio Game Show, a BGS está a caminho de sua décima edição. Em 2017, a maior feira de games da América Latina e o segundo maior evento do setor no mundo em área utilizada será realizada de 11 a 15 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

O 5 Melhores (e piores) momentos da Nintendo na E3 2017

Como já vem ocorrendo há alguns anos, a Nintendo não fez uma conferência para a imprensa durante a E3. Ao invés disso, a empresa japonesa publicou um vídeo no padrão Nintendo Direct para mostrar suas novidades para os próximos meses. E se pudéssemos resumir o que foi mostrado, seria: a Nintendo roubou a E3!

Mesmo tendo de competir com um novo console da Microsoft e com as exclusividades da Sony, a Nintendo não desapontou, mostrando a força de suas marcas e o empenho que está tendo com o Switch. Sério, foram trinta minutos extremamente bem aproveitados. A impressão geral foi que a Nintendo foi a que mais se destacou no evento americano.

 

Confira os highlights da Nintendo na E3 2017:

 

Kirby, Pokémon e Fire Emblem mostram a força da Nintendo

É incrível a força que a Nintendo tem, mesmo quando seus próprios fãs estão céticos e seus produtos desacreditados. A E3 2017 serviu para mostrar que a companhia deve se apoiar mais do que nunca em suas franquias. Este ano, tivemos muitas novidades sobre os exclusivos Nintendo e somente isso serviu para arrancar lágrimas de fãs por todo o mundo.

Desde um novo Kirby, conteúdo adicional para o Zelda, um novo Pokémon em produção e o Firem Emblem. Enfim, a Big N fez o que se esperava das concorrentes, ou seja, apostou alto no que tem, mostrou suas armas mais letais para os próximos meses e garantiu que quem investiu no Switch não vai passar maus bocados. Grande destaque, aliás, para o novo Kirby, que parece ótimo. Nessa lineup só faltou mesmo um novo Donkey Kong…

 

O novo Mario parece incrível

Na edição de 2016 a Nintendo mostrou um pouco do Super Mario Odissey, então ele não era realmente uma surpresa. Ainda assim, muita gente teve uma péssima impressão do que a empresa reservava para a próxima aventura do bigodudo. Neste ano tivemos alguns detalhes sobre a jogabilidade.

Pelo que foi apresentado, Odissey vai misturar elementos 2D e 3D, além disso, Mario vai poder controlar o corpo de outros personagens e inimigos ao jogar o chapéu em suas cabeças. Parece que a jogabilidade será das mais divertidas e os mundos de jogo serão diversos e coloridos. O mais impactante: Mario chega ainda em 2017, e possivelmente vai lutar contra Zelda pela corrida do Game of the Year.

 

Metroid Prime 4 está sendo feito

Fazia tempo que a comunidade clamava por uma sequência da respeitada franquia Metroid Prime. Após Metroid Other M e Federation Force, parecia que um novo Prime era uma utopia. Eis que a Nintendo surpreendeu ao revelar que Metroid Prime 4 está em produção. Nada além disso foi dito, nem data de lançamento, nem imagens, nada! O anúncio foi mais para surpreender mesmo e a expectativa é que este se torne um dos melhores games do Switch.

Sabe-se que o novo título não vai ter o dedo da retro Studios. Bill Trinen, diretor da Treehouse, não revelou quem são os responsáveis pelo desenvolvimento, porém revelou que o produtor Kensuke Tanabe, que trabalhou em títulos anteriores da série Metroid Prime, estará envolvido.

 

Yoshi tem novo jogo

Outra grata surpresa foi o anúncio de um novo jogo estrelado pelo Yoshi. A Nintendo está apostando alto no Yoshi, afinal não faz muito tempo que a comunidade foi presenteada com o ótimo Yoshi’s Woolly World. Este novo jogo segue mecânicas retiradas do clássico Yoshi’s Island do SNES, com um toque de Paper Mario.

O mundo de jogo é bem colorido e tem tudo para agradar jogadores mais novos, e também os antigos. Sabemos que o motor utilizado é a Unreal Engine 4, provando que o Switch não apenas é compatível, mas que pode surpreender bastante em aspectos gráficos e físicos.

 

Nintendo abraçando o cross-play

Um dos jogos mostrados durante a apresentação em vídeo foi Rocket League. Tudo bem que o jogo não é nenhuma novidade e quem tinha de jogar, já jogou. Contudo, um aspecto não pôde ser ignorado: o jogo vai ter cross-play, permitindo que quem joga no Switch possa competir com jogadores do PC e do Xbox One. É interessante ver que a Nintendo está de fato empenhada a oferecer à comunidade o que ela quer.

E aqui vai uma crítica para a soberba da Sony, que é a única a ignorar este desejo tão antigo da comunidade. E vejam só, logo a Nintendo que foi tão cabeça dura com relação às comunidades online agora está um passo a frente da Sony. A expectativa é que ao longo dos anos mais jogos tenha cross-play entre plataformas concorrentes.

 

E os pontos negativos da apresentação

 

Pouco tempo para jogos de alta qualidade

A Microsoft teve quase duas horas de apresentação e a Sony ficou no palco por uma hora inteira. Mesmo que esse tempo todo das duas empresas tenha sido aproveitado de forma mediana, vale dizer que poucas dúvidas ficaram no ar e serviu para mostrar muito conteúdo. Já a Nintendo teve apenas 30 minutos de vídeo.

Esse tempo é muito curto e não serviu para saciar o gosto de quero mais. Claro, o que foi mostrado roubou o show, mas porque não ter mais tempo de vídeo, mostrar os jogos com mais destaque e mais detalhes? A impressão foi que foi muito pouco tempo para mostrar tanta coisa boa.

 

Nada de novo no Virtual Console

A Nintendo não mostrou nada de novo para o Virtual Console, a plataforma de jogos online do Switch. Nenhuma nova promoção, nem jogos novos. Nem mesmo os indies deram as caras ou a retrocompatibilidade com plataformas antigas. A Nintendo está dando suporte ao Virtual Console, disso não há dúvidas, mas a impressão é que ao focar apenas nos jogos novos, a Big N ignorou uma base de fãs que esperam novidades sobre a plataforma.

 

Nenhuma nova IP

Tudo bem que Arms já é um dos jogos mais esperado do Nintendo Switch, mas ficamos sabendo dele na E3 2016. Deste modo, a Nintendo não apresentou nenhuma IP nova neste evento. Não que o line up tenha sido ruim, mas tal como a maioria das empresas desenvolvedoras, parece que o forte da indústria esteja em repetir fórmulas e em franquias já estabelecidas.

São raras as oportunidades que novas franquias podem brilhar e a E3 é o palco ideal para isso. Visto que a Nintendo conseguiu muito destaque nos últimos anos com Splatoon e Arms, seria de esperar que a companhia mantivesse sua sina de mostrar jogos novos no evento americano. Uma pena que desta vez isto não aconteceu.

 

3DS ficou às moscas

O Nintendo Switch é o grande foco da Nintendo para o ano e isto pôde ser visto durante a E3 2017. Assim, o 3DS acabou ficando meio que ignorado. Não que não houvessem novos jogos, afinal a empresa revelou Metroid: Samus Returns, Sushi Striker  e Mario & Luigi: Superstar Saga + Bowser’s Minions, mas a impressão geral foi que faltou alguma coisa.

Muita gente esperava que desta vez era um novo Zelda para o portátil ou quem sabe um novo Donkey Kong, mas a Big N deixou a oportunidade de lado e o que foi mostrado para o sistema foi muito pouco para uma das plataformas mais populares do mercado. A esperança é que ao longo dos meses surjam novos jogos para a sólida base instalada de jogadores do 3DS.

 

Third Parties ignoraram a Nintendo?

O principal jogo terceirizado para o Switch foi Skyrim, um título que continua estupendo, mas que já está no mercado há muitos anos. Outro destaque foi Mario + Rabbids Kingdom Battle, crossover que coloca os mascotes da Ubisoft no Reino do Cogumelo. Dois jogos. Será que o Switch vai sofrer o mesmo destino do Wii U? Ainda é cedo para cravar que o Switch será ignorada pelas desenvolvedoras, visto que a Nintendo está tentando atrair as empresas rapidamente.

Dados do VGChartz sugerem que já existem 3 milhões de consoles Switch no mercado, um número até expressivo para o pouco tempo de vida da plataforma. Mas esses números ainda não foram suficientes para que os desenvolvedores comecem a apoiar massivamente a plataforma. Se a e3 serve de termômetro, no próximo ano o Switch vai sobreviver quase que exclusivamente de jogos 1st Party.