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Curso da escola Happy Code ensina desenvolvimento de games para idosos e prova que programação não tem idade

Enquanto a geração atual nasceu em um universo digital e usa a tecnologia com facilidade, para os mais velhos, essa tarefa demanda mais aprendizado do que intuição. Entretanto é notório que pessoas mais velhas estão estreitando relação com a tecnologia graças a internet e aos smartphones. Pensando nisso e também para incentivar a inclusão e acabar com esse estereótipo, a Happy Code, escola referência no ensino de tecnologia e inovação para crianças e adolescentes, desenvolveu um curso programação para esse público mais experiente, o Sênior Game. Voltado para maiores de 60 anos, lá os alunos aprendem os conceitos básicos, criando seus próprios games e estimulando o pensamento empreendedor.

De acordo com a Happy Code, as aulas são baseadas em projetos, que são concretizados de forma divertida e com trabalho em equipe, aliando entretenimento, saúde, socialização e autonomia. Na grade curricular, constam as disciplinas de Programação de Games 2D de Plataforma (como o jogo Mário), Lógica de Programação, Empreendedorismo e Letramento Digital. A família conta com um importante papel nesse processo, uma vez que um dos objetivos do curso é aproximar gerações, com avós e netos unidos e usando juntos a tecnologia. Ao estimular o convívio familiar, a formação também promove melhora na qualidade de vida desses estudantes.

“O contato com a tecnologia bem direcionada e aliada ao aprendizado de programação desenvolve o pensamento humano para sempre buscar a melhor, mais eficaz e eficiente solução para determinado problema”, explica Alexandre Luercio, diretor de Marketing da Happy Code. Segundo ele, o Senior Game, exclusivo e pioneiro no país, chega para inovar e desconstruir a imagem de que os mais velhos não  possuem essa aptidão. “Os avós não são mais aqueles velhinhos que ficam só costurando ou jogando xadrez. Além dessas tarefas, eles se incorporaram às redes sociais, smartphones e aplicativos. No curso, nós vamos ajudá-los a usar os conhecimentos da melhor forma possível. Quem sabe daqui a um tempo, eles desenvolvem um aplicativo de sucesso entre os mais novos ou até mesmo um que supra suas próprias necessidades? Nunca é tarde para aprender a codificar”, projeta Luercio.

Fundador da Happy Code, Rodrigo Santos
Fundador da Happy Code, Rodrigo Santos

Essa está se tornando uma das habilidades fundamentais deste século. Como previu Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, que previu que em 15 anos a programação seria grade curricular tão comum quanto a escrita e leitura. A Happy Code promoverá uma aula demonstrativa e gratuita do curso Sênior Game para maiores de 60 anos hoje (19/01) para cerca de 12 idosos na unidade de Perdizes. A intenção é testificar que o curso pode ser facilmente adaptado para pessoas mais velhas.

Sobre a Happy Code

Para quem não conhece, a Happy Code é uma escola de tecnologia e inovação voltada para crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Sua metodologia de ensino é baseada no conceito global STEAM – Science, Technology, Engineering, Arts and Math, que une o conteúdo de disciplinas fundamentais, formando alunos mais preparados e capacitados para os desafios do dia a dia.

A escola oferece cursos interativos de programação de computadores, robótica com drones, desenvolvimento de games e aplicativos, além de produção e edição de vídeos para o Youtube. Até o momento, são 51 unidades, sendo 19 delas já em funcionamento, 27 em fase de implementação e cinco em fase contratual. Mais informações no site da instituição.

Projeto de crowdfunding da ISGame vai ensinar idosos de instituição a criar games

A ISGame (Internacional School of Game), uma escola paulistana de desenvolvimento de jogos eletrônicos, está com um projeto de crowdfunding, para ensinar idosos apoiados por uma instituição de Carapicuiba a criar seus próprios games. A ideia surgiu após uma pesquisada da Universidade da Califórnia mostrar que games ajudam na prevenção do declínio cognitivo e na prevenção de doenças como o Alzheimer.

O curso será ministrado para pessoas com mais de 50 anos, mas para que a ideia saia do papel, a ISGame lançou um projeto de financiamento coletivo que tem por objetivo o ensino da programação de jogos para idosos atendidos pela Associação São Joaquim, um centro de convivência que atende mais de 300 idosos carentes, em Carapicuíba, na Grande São Paulo.

“Nós ensinamos os idosos a desenvolver os próprios games e isso gera um impacto enorme: além de dar protagonismo às pessoas mais velhas no processo criativo e de construção do conhecimento, a criação de games melhora a memória, promove o desenvolvimento do raciocínio lógico e o trabalho em equipe nas aulas presenciais, impulsionando a sociabilidade”, afirma Fábio Ota, fundador da ISGame e idealizador do projeto.

A vaquinha virtual está disponível na plafatorma Benfeitoria e tem por objetivo arrecadar ao menos R$ 25.752 até o dia 18 de janeiro. Com o valor, será possível oferecer gratuitamente o curso de 5 meses para 40 idosos da associação. Caso a meta seja superada, a ideia pode ser levada para outros centros de convivência. A contribuição mínima possível pelo site é de 10 reais. Se a ideia avançar, pode ser que vejamos um crescimento desta nova metodologia do tratamento do Alzheimer, além de oferecer atividades interessantes para os idosos.

Sobre a Associação São Joaquim 

Para quem não conhece, a Associação São Joaquim de Apoio à Maturidade é uma entidade sem fins lucrativos que presta serviços de convivência e fortalecimento de vínculos para pessoas idosas, na cidade de Carapicuíba-SP. Atua no atendimento de 300 beneficiários diretos e colabora com a garantia de direitos e com a melhora da qualidade de vida das pessoas idosas do município por meio de representação em conselhos paritários e empoderamento cidadão dos usuários.

Abaixo tem o vídeo explicando o projeto da ISGame:

Samsung anuncia parceria com a Poli-USP e inaugura o Ocean para desenvolvedores com a Universidade

A Samsung e a Poli-USP se uniram para inaugurar um novo centro de treinamento para desenvolvedores com a universidade. O curso é aberto e seu tema é a Internet das Coisas com pesquisas relacionadas à indústria 4.0. O objetivo é aproximar o mundo corporativo das iniciativas acadêmicas. A empreitada foi concebida através de um convênio com o programa Parceiros da Poli, o novo laboratório, batizado de Ocean USP, e já conta com equipamentos de ponta e está instalado em uma área de 300 m² do Departamento de Engenharia de Produção da Poli.

De acordo com os organizadores, no Ocean USP, serão desenvolvidas atividades de ensino e pesquisa, e também de extensão, com cursos de difusão, com destaque a um dedicado à Internet das Coisas (Internet of Things – IoT). No novo curso, os alunos poderão aprender desde o
desenvolvimento do hardware de um dispositivo – como um smartphone, por exemplo – até a expansão e a múltipla conexão, que transformam os dispositivos em essenciais para a vida das pessoas.

Quem fizer o curso sai do instituto bem capacitado, pois a grade de capacitação tecnológica será bem ampla, sob o formato de cursos livres e intensivos, além de outras formações relacionadas às práticas de negócios, como planejamento estratégico, gestão de projetos, marketing, empreendedorismo, entre outras, em parceria com o Departamento de Engenharia de Produção da Poli-USP.

“Na Samsung, acreditamos que é muito importante estarmos próximos do crescente ecossistema de empreendedores e desenvolvedores de conteúdo – público habitual em importantes universidades, como a USP. Estes jovens são muito engajados na busca de recursos inovadores para solucionar temas de suas comunidades. Não por acaso, o Ocean em dois anos de funcionamento – com unidades em Manaus e São Paulo (anteriormente, situada na Avenida Faria Lima) – já capacitou cerca de 25 mil pessoas”, comenta Gabriel Farias, diretor de Inovação da Samsung América Latina.

A importância do Ocean USP

O Ocean USP possibilitará à Universidade se aprofundar nas pesquisas sobre tecnologias relacionadas à indústria 4.0. Para quem não conhece, a indústria 4.0 é considerada a nova revolução industrial, pois ela integra a manufatura com o estado da arte da tecnologia de informação e comunicação, conectando pessoas, máquinas e processos de forma inteligente.

Kinoene cria curso de narrativas para jogos

 

Uma das partes mais importantes da criação de um jogo eletrônico, senão a mais importante, é o desenvolvimento da narrativa. Afinal um jogo pode se destacar bastante se tiver uma história animal, ainda que deixe a desejar em aspectos técnicos, como Silent Hill 1, Shadow of the Colossus, Papo & Yo, etc. Pensando nisso, a instituição de ensino Mundo Kinoene, criou o curso de férias Once Upon a Game, cujo objetivo é trazer dicas para jovens desenvolvedores de como criar roteiros para jogos eletrônicos.

De acordo com a Mundo Kinoene, a profissão de game writers tornou-se essencial, uma vez que esses profissionais são requisitados tanto na indústria de jogos, quanto no cinema e até mesmo no mercado publicitário, que entendeu a importância da gamificação  de suas ações. O curso traz o básico para criar narrativas de jogos e construir os seus domínios conhecidos como storyworld.

O curso em si é curto, sendo indicado para quem já estuda jogos eletrônicos e não quer ficar parado na época de férias. São cinco aulas que abordam o storytelling interativo, fundamentos de narrativas para games, formatos de roteiros interativos, técnicas de escrita para jogos e pocket workshop de story bible.

Para entrar no curso da Kinoene é necessário ter pelo menos 13 anos e as aulas serão ministradas pelo professor Ale Santos entre os dias 25 a 29 de janeiro no período das 19h às 21h. Serão apenas 10 alunos por turma, ou seja, as vagas são bastante limitadas.

Como participar do curso da Kinoene

Para quem não conhece, a Mundo Kinoene está localizada em São José dos Campos, na Av. Barão do Rio Branco, 149, Jd. Esplanada. Se você tiver interesse, basta entrar em contato com a Kinoene através de telefone do email contato@kinoene.com.br. Esta é uma boa oportunidade para quem mora na região para aprender técnicas de roteiro para jogos eletrônicos e até mesmo para quem já desenvolve projetos e quer criar um produto de alta qualidade. Mais informações através do site.

É criado o Censo Gamer! Objetivo é mapear e estudar o mercado de games no Brasil

Já estava na hora de alguém pensar em analisar mais a fundo quem é o público consumidor de games no Brasil, certo? Pensando nisso, foi criado o Censo Gamer, fruto da parceria entre a Acigames e a InsideComm, grupo de mídia e marketing atuante há mais de dez anos no mercado de consultoria.

O Censo foi lançado oficialmente no 1º Fórum do Comércio de Games do Brasil e entrará efetivamente em prática através do site oficial que traz uma pesquisa em que os jogadores voluntários preenchem um cadastro e respondem a um simples questionário. O objetivo é mapear e estudar o mercado de jogos no país. O levantamento e a análise dos dados serão divulgados apenas no mês de agosto.

De acordo com os organizadores, o estudo servirá também para promover políticas de desenvolvimento do país e no incentivo de ações de capacitação e inserção de profissionais ligas à área no mercado de trabalho.

“A coleta e a análise de dados censitários revela tendências e permite fazer projeções, permitindo mapear a situação do mercado brasileiro de jogos eletrônicos e identificar o progresso feito e etapas ainda por cumprir, entre outras ações,” disse Luiz Ferrarezi, gerente de novos negócios da InsideComm e responsável pelo Censo Gamer.

Obviamente para que o estudo surta o efeito esperado pelos organizadores é necessário que os jogadores participem e respondam às perguntas. A ansiedade dos organizadores é tamanha que já foi confirmado que o Censo Gamer deverá ocorrer anualmente a fim de manter os dados atualizados e acompanhar a evolução do mercado brasileiro através dos anos.