Arquivo da tag: ensino

Sistema Matific para o ensino da matemática será usado no Programa Escolas Plugadas da Fundação Lemann

O sistema de jogos educativos da startup Matific, empresa israelense especializada em gamificação para o estudo da matemática desde a educação infantil até o sexto ano, foi selecionado pela Fundação Lemann para integrar o programa Escolas Plugadas em 2017, com o objetivo de conectar educadores da rede pública de ensino a empreendedores do setor de tecnologias educacionais.

sc552x414-1A proposta do programa Escolas Plugadas é facilitar a identificação, a implementação e o desenvolvimento de novas tecnologias educacionais de alta qualidade para as escolas públicas brasileiras. A ideia é que os professores avaliem e utilizem as tecnologias em suas aulas já durante o primeiro semestre letivo de 2017. Nesta edição, outras cinco startups de educação também participarão e o programa, no total, impactará mais de 30 escolas públicas.

A plataforma israelense Matific é utilizada atualmente por mais de 100 mil alunos da rede pública e privada de ensino. No Brasil, uma parceria entre a Diretoria de Ensino Centro Oeste (em São Paulo), a ONG Parceiros da Educação e a Matific viabilizou a implantação do sistema de gamificação para o ensino da matemática em 105 escolas estaduais paulistas. A plataforma é utilizada atualmente por cerca de 100 mil alunos, com mais de 320 mil jogos realizados, além de estar presente na grade curricular dos principais colégios particulares da capital paulista.

Sistema Matific apresenta melhoras no ensino da matemática

Uma das escolas que apresentam melhorias significativas no ensino da matemática é a EE Padre Pasquale Filippelli, localizada em Diadema, que utiliza a plataforma há 2 anos e conquistou um resultado 25% acima da meta do Estado no IDEB 2015. De acordo Dennis Szyller, Gerente Nacional da Matific, a tecnologia educacional pode contribuir para a obtenção de melhores resultados e em menos tempo.

unnamed-9“A plataforma emite em tempo real relatórios de desempenho de cada aluno, dando ao professor uma poderosa ferramenta de avaliação. Assim, o educador pode adaptar os próximos jogos às dificuldades de aprendizagem de cada um”, comenta Szyller.

A psicopedagoga da Matific, Ana Paula Carmagnani destaca que, nos jogos educativos da empresa, as crianças aprendem os conceitos matemáticos por meio de situações do dia a dia, manipulando objetos familiares, como contagem de animais, classificação de potes de biscoito, cortando e colando figuras geométricas e assim por diante.

“Essas interações guiadas são projetadas cuidadosamente para facilitar a exploração prática e a autodescoberta de conceitos e percepções matemáticos, dentro de um ambiente de aprendizagem favorável e divertido”, comenta Ana Paula.

Se você ficou interessado no Matific, não deixe de baixar o aplicativo para Android e iOS. Mais informações no site do programa.

Novo game da PlayTable ensina lógica de programação para crianças a partir dos quatro anos

Já ouviu falar da iniciativa PlayTable? Pois bem, basicamente trata-se de uma mesa digital com jogos educativos cuja finalidade é ensinar lógica de programação para crianças da pré-escola sem esquecer de brincar. A Playmove, desenvolvedora da mesa digital PlayTable, acaba de lançar o game “Croac, uma melodia verde!”, que usa a musicalização infantil para introduzir os alunos no universo da programação. O projeto contou com a colaboração do game designer Eliandro Fontes, e do programador Leonardo da Luz, que incluem a rede de parceiros da startup.

A ideia é bem lúdica: o jogo conta a história do Rei Sapo, que abandonou sua flauta mágica e deixou a tristeza chegar à floresta. Cabe ao macaco Monki achar o instrumento, utilizando uma partitura musical que é capaz de devolver a alegria ao Rei Sapo.  Para isso as crianças precisam seguir o conceito de programação, que é apresentado em um módulo especial do game, através de um tutorial simples e animado.

unnamedO especialista em ludopedagoia da Playmove, Cristiano Sieves, explica que o jogo é composto de 30 desafios com graus de dificuldade que vão evoluindo conforme cada fase.

“Para cumpri-los as crianças vão utilizar a lógica de programação, que melhora a capacidade da resolução de problemas, para vencer cada etapa. Outro benefício desse conceito é o desenvolvimento da criatividade, que acaba auxiliando o aluno em outras disciplinas”, avalia Cristiano.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, atualmente mais de 200 mil alunos brasileiros já contam com a PlayTable na rotina escolar. São cerca de 800 instituições de ensino – públicas e privadas – que utilizam o dispositivo. Deste modo, espera-se quem em alguns anos vejamos toda uma geração acostumada com a lógica de programação, mesmo que em níveis mais básicos.

Novos games para a PlayTable

img_playtableOutras quatro opções de games também foram lançadas pela startup. O “Coelhos Construtores” é indicado para crianças a partir dos quatro anos e trabalha cores e formas. Já o “Box-in” é para alunos a partir dos seis anos e auxilia na aprendizagem do inglês. O “Guardiões da Natureza – Mamíferos”, para a faixa etária de oito anos, entra na área das ciências e o “Edu no Planeta das Galinhas” ensina educação financeira para crianças a partir dos nove anos.

Abaixo você confere um trailer de Croac, um dos games da PlayTable:

Fiap abre curso tecnólogo de desenvolvimento de jogos digitais

Atenta ao crescimento da indústria de jogos nacionais, a Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista), abriu curso de desenvolvimento de Jogos Digitais. O curso será ministrado por professores conhecidos no meio e as aulas ocorrerão no campus da Avenida Paulista. De acordo com a instituição de ensino, o curso é tecnólogo de curta direção, de modo que os interessados terão conteúdo mais específico e queiram aprender na prática.

“É um curso bastante completo, que além de preparar o aluno para o mercado de Jogos Digitais, também o leva a conhecimentos específicos de vários campos, possibilitando diversas áreas de aplicação”, diz Agesandro Scarpioni, coordenador do curso.

Nos dois anos de duração do curso, os alunos serão preparados para desenvolver jogos em variadas plataformas como web, smartphones, desktops, consoles, TV digital, simuladores de realidade virtual etc. As aulas abordarão o desenvolvimento dos jogos desde a criação do enredo, passando pela criação de personagens, conceitos de gameficação, ambientes e objetos de cenários. O curso tem carga horária de 2.000 horas.

O curso de desenvolvimento de Jogos Digitais da FIAP forma o aluno em 4 vertentes:

1 – Criação de jogos: o aluno aprende a criar um jogo, desde a escritura da história, até a criação de roteiro, personagens, ambientes, pontuações, entre outras funções;

2 – Modelagem 2D e 3D: aqui se aprende, dentro das ferramentas Adobe, a modelar personagens e ambientes.

3 – Programação e engines: o aluno aprende a programar jogos em web (HTML, HTML5, CCS3, jQuery), mobile (Android e iOS), simuladores, além do uso de engines, utilizando o Unity3D (linguagem C#) e o Autodesk Maya (linguagem Python), passando por Inteligência Artificial e Realidade Aumentada.

4 – Marketing digital, inovação e empreendedorismo: nessa etapa é ensinado como criar um plano de negócios e monetizar os jogos, até a divulgação e implementação deste no mercado.

Os interessados no curso podem buscar mais informações no site da Fiap.

Ezlearn investe em games para ensino de inglês

games para ensino de inglês

Aprender inglês com os games é uma tarefa corriqueira entre os jogadores mais dedicados, contudo algumas pessoas precisam ou preferem métodos mais didáticos para o aprendizado da língue inglesa. Pensando nisso, a empresa Ezlearn, empresa dedicada na conversão de conteúdos educacionais para plataformas móbile e online, anunciou o lançamento dos games para ensino de inglês como Jogo da Memória e Crazy Race, inseridos no curso Meuinglês (que já conta com mais de 200 mil alunos cadastrados).

Jogo da Memória permite que o usuário escolha um grupo de palavras separadas por temas e complete os jogos, ganhando medalhas que são vinculadas ao perfil do jogador. O segundo game, Crazy Race, coloca o jogador numa corrida de carros em que a velocidade do veículo aumenta conforme a velocidade com que o participante responde os desafios propostos durante o circuito. A ideia é facilitar o aprendizado do idioma e levá-lo de forma didática para o maior número possível de pessoas.

A metodologia Meuinglês pode ser acessada no site da Ezlearn, de universidades como a Estácio de Sá do Rio de Janeiro, portais como o IG, além do site feminino Bolsa de Mulher. De acordo com os organizadores do projeto, a metodologia adotada é empregada de tal forma que os usuários sentem que já possuem uma noção do idioma nos primeiros minutos de jogatina graças ao emprego de palavras comuns a nós como mouse, drink e smartphone.

O e-learning é uma boa alternativa para o ensino, já que usa a tecnologia a seu favor, aproveitando ferramentas diferenciadas para oferecer as informações de maneira interativa e engajadora”, explica Ana Gabriela Pessoa, CEO da Ezlearn. “Nós buscamos criar conteúdos diferentes e que ofereçam conhecimento as mais diferentes partes do Brasil. O ensino à distância (EAD) facilita a vida de quem precisa estudar, tem pouco tempo ou mora longe dos grandes centros urbanos. Nós investimos nos games como nova alternativa para um modelo de aula em formato mais dinâmico e atrativo”, completa.

Escola e instituto americano se unem para abrir novo centro de ensino

Uma parceria entre Saga (School of Art, Game and Animation) e a americana Gnomon School of Visual Effects (que em março realizaram conjuntamente o evento The Union) resultará na criação de uma escola internacional de arte digital no Brasil, reunindo artistas no mundo inteiro na tentativa de formar, por aqui, profissionais de gabarito na criação de computação gráfica, animação e efeitos visuais.

Ainda não foi definido onde ficará a nova escola e nem o nome que ela receberá, mas sua inauguração foi prometida para 2012. Na Gnomon, o corpo docente é formado por artistas que trabalharam em filmes como Star Trek, Tron: O Legado e Avatar e quase todos os alunos que saem do curso, já saem com emprego em Hollywood. Desta forma, a primeira escola da Gnomon fora de Hollywood desde sua inauguração, há 14 anos, é vista com otimismo.

Vamos aguardar até que novidades estejam disponíveis a respeito da nova escola, e que essa parceria seja bastante frutífera para os talentos brasileiros.