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MobNex – Aplicativo aposta na gamificação para atrair jovens para a mobilização política

A Gamificação têm sido utilizada utilizada por grandes instituições de ensino e por grandes empresas para motivar seus funcionários. O que talvez você não saiba é que a gamificação tem sido utilizada para atrair e mobilizar jovens na política, fazendo-os se interessar mais pelo aasunto. A ideia básica é chamar a atenção das gerações Y e Z através de tecnologia, redes sociais e videogames, que são plataformas comuns para os jovens. Este é um dos objetivos do aplicativo MobNex.

A Action Labs, empresa paranaense que trabalha com uma metodologia de modelagem de negócios, criou o MobNex, uma plataforma colaborativa de mobilização política. A plataforma já está em uso em diversas campanhas pelo país, e tem chamado a atenção pela intensa utilização do conceito de gamificação e colaboração, integrando painel de controle da campanha, aplicativo e site.

“Um dos diferenciais da plataforma é a possibilidade de ampliar a capacidade de mobilização pelo aplicativo, que possui estratégias de gamificação e conecta toda a equipe à campanha, atribuindo metas semanais de atuação, compartilhando informação em tempo real e valorizando os mobilizadores mais ativos, ações muito semelhantes a um jogo, em que o usuário tem tarefas e vai evoluindo o seu perfil”, explica Oliveira.

Um dos objetivos da gamificação no MobNex é engajar, comprometer e recompensar os usuários. Para engajar os jovens são dadas tarefas simples, como convidar um amigo para a campanha, compartilhar uma notícia, e metas semanais. A cada tarefa cumprida, o usuário aumenta a sua pontuação e vai adquirindo novos status, como cidadão engajado e líder mobilizador, por exemplo.

De acordo com a Action Labs, outro diferencial do MobNex é ajudar a combater as fake News, um dos principais desafios das eleições 2018. O objetivo é impedir que notícias falsas se espalhem às vésperas das eleições presidenciais. A expectativa é que no futuro o aplicativo seja bastante utilizado para deixar as eleições mais limpas e engajar os jovens a exercer seus direitos políticos de maneira consciente.

Você pode obter mais informações sobre o MobNex no site oficial. O aplicativo está disponível na Google Play e na App Store.

E se os candidatos à Presidência da República fossem personagens de videogames?

Ah, as eleições presidenciais 2018! Época de decidir quem será o novo chefe do Brasil e que rumos a economia vai tomar daqui por diante. Para isso é necessário observar os candidatos de perto, analisar suas propostas e blá blá blá. Mas e se ao invés de observar essas figuras com olhar crítico, olhássemos para eles como personagens de videogames? Quem eles seriam?

No artigo de hoje, vamos relacionar os presidenciáveis 2018 com personagens famosos dos jogos eletrônicos, tudo com bom humor e descontração. Antes de ficar pistola e começar a xingar, ligar para advogados ou começar a justiça virtual, lembre-se: este post visa entreter, não discutir política, ok? Não deixamos nenhum candidato de fora da zoeira.

 

Abaixo, vamos conhecer os candidatos à presidente do Brasil (dos games) em 2018:

 

Geraldo Alckmin – Shao Kahn (Mortal Kombat)

Assim como Shao Kahn, Geraldo Alckmin, é uma figura detestada por muitos. Um indivíduo sedento por poder que não mede esforços para conseguir o que quer (mesmo que tenha de infringir leis milenares). Shao Kahn tomou o reino de Outword de assalto e em pouco tempo transformou o reino em uma pilha de esterco fumegante.

Todo aquele que se contrapunha as vontades do imperador deviam se calar e qualquer atitude considerada controversa de sua parte acabava empurrada para debaixo do tapete. Vale ainda lembrar que Geraldo “Picole de Chuchu” Alckmin tentou tomar o controle do Brasil no passado, mas teve seus planos impedidos por uma coalizão que disposta a chutar sua bunda para o reino de onde veio (SP). Kahn teve o mesmo revés.

Vamos enumerar mais alguns motivos, se você acha que não se encaixa: 

1 – ele é o boss final de seu partido;

2 – tornou-se governado de SP e o Estado logo se tornou conhecido como Alckministão;

3 – Não se importa com o povo ao seu redor e não mede esforços para se beneficiar (aumento do próprio salário em tempos de crise)

4 – Faz tudo o que puder fazer desde que cumpra seus objetivos, não importa se isto irá prejudicar crianças;

5 – Figura envolta em polemicas e corrupção (cartel do metro);

Enfim, está provado que Alckmin é um vilão e um grande membro das oligarquias. Dá até para imaginar o ex-governador sentado em uma cadeira confortável olhando para outras pessoas, chamando-as de patéticas antes de gargalhar feito um lunático.

 

Jair Bolsonaro – Duke Nukem (Duke Nukem)

Duke Nukem é um personagem durão, sarcástico, autoconfiante, agressivo, politicamente incorreto, metido a machão, debochado e que não se importa em rasgar o verbo. Ele está numa missão “heróica” de salvar o mundo de uma invasão alienígena. Para isso, ele sai armado até os dentes e atira em qualquer coisa que se mexer. Troque a “ameaça alienígena”, por “ameaça esquerdista” e você tem um retrato fiel da figura de Jair Bolsonaro. Um verdadeiro fanfarrão.

O candidato do PSL está sempre falando demais e acredita fielmente que pode resolver problemas com uma boa dose de chumbo grosso. Tal como o personagem dos videogames, Bolsonaro está relacionado a imagem de machista e violento. Como se não bastasse, Bolsonaro parece ter um ego inflado o bastante para achar que pode salvar todo o seu povo sozinho.

Além do amor por armas, Duke Nukem e Jair Bolsonaro compartilham a característica de ser desbocado, e não tem um vocabulário rico e nem capacidades intelectuais impressionáveis.

Luiz Inácio “Lula” da Silva – Andross (Star Fox)

“De boas intenções o inferno está cheio”. Este velho ditado serve tanto para Andross de Starfox quanto para Lula. Sua história está envolta em conquistas e origem humilde, sendo uma figura de boas intenções. Lula/Andross devota boa parte de sua vida para proteger seus semelhantes (os pobres), porém essa mesma convicção o faz acreditar que ele é o único apto a comandar o mundo. Após ser “embebido” com o poder, Andross/Lula acaba corrompido e busca uma vida de luxuria.

A loucura acaba por direcionar nossas figuras a caminhos tortuosos. No caso de Andross, experimentos genéticos o transformam em um ser desprovido de corpo, uma cabeça flutuante no espaço. No caso de Lula, os esquemas de poder o tornam o “cabeça” de uma operação de corrupção “nunca antes vista na história desse pais”. Eis que Andross/Lula resolve liberar uma arma (Dilma) capaz de devastar sua terra natal.

Após ter seus planos frustrados, Andross/Lula acaba exilado da sociedade, porém seu exército continua a seus serviços e ainda paira no ar a ameaça de um eminente retorno. Tal como o personagem dos games, Lula quer a liberdade e reconstruir seu nome e seu império. De todos os candidatos deste ano, Lula é aquele que mais está associado aos jogos de poder.

João Amoedo – Toad (Super Mario Bros.)

Você provavelmente já o viu várias vezes e deve ter tido a sensação de que ele é uma figura bem intencionada, porém surreal. Sabe o Toad, aqueles cogumelos antropomórficos do Mario? Pois bem, podemos traçar um paralelo com Joao Amoedo, que parece bem intencionado, porem irreais. Além disso, tal como o personagem da Nintendo, Amoedo simplesmente existe. Ninguém se importa com o que ele fala ou faz, ele é apenas um figurante num jogo de poder muito maior.

Cabo Daciolo – Dahlia Gislepie (Silent Hill)

A primeira vez que vimos Dahlia Gislepie foi após momentos turbulentos no mundo obscuro de Silent Hill e a impressão foi das piores. Sempre falando sobre religião e em como Deus é glorioso e sua chegada vai trazer luz ao mundo. Não entenda mal, nosso site não é contra a fé, porém o discurso de Dahlia parece a de uma lunática.

O mesmo pode ser dito do Cabo Daciolo e seu discurso político pautado por religião. A impressão é de que se trata de um fanático, enlouquecido pela perspectiva de ver Deus. Pouca coisa do que Daciolo/Dahlia dizem faz sentido e qualquer pessoa com bom senso quer se afastar, principalmente quando o assunto envereda por teorias da conspiração e outros delírios. Que Deus (de Silent Hill) abençoe nossos candidatos.

Marina Silva – Drácula (Castlevania)

 

 

Drácula aparece de tempos em tempos na franquia Castlevania só para ser derrotado pelo clã Belmont, não importa o quão patético seja o Belmont da época. Saga parecida com Marina Silva, que surge ameaçadora de tempos em tempos tentando conquistar o Brasil, mas sempre acaba derrotada por figuras precárias. Assim como o vampiro dos games, a candidata da REDE não desiste, mesmo levando surras (eleitorais) homéricas.

Outro ponto que ligam as duas figuras são seus discursos absurdamente cansativos. As vezes fala algumas coisas interessantes, mas quase ninguém presta atenção. Todos querem mesmo é que ela/ele volte a seu mausoléu e descanse mais um pouco, deixando o povo em paz e em segurança.

Guilherme Boulos – Zomboss (Plants vs. Zombies)

No mundo de Plants vs. Zombies vemos a saga das plantas tentando defender suas casas da invasão de um exército de zumbis. Esses zumbis estão famintos e irão ocupar todas as casas que estiver pela frente, comer tudo que for possível e depois procurar outras casas para ocupar. A missão é comandada pelo infame Zomboss, o zumbi chefe do grupo, que acredita estar fazendo o que deve ser feito em benefício de sua classe. Afinal, as plantas são muito ricas e privilegiadas, certo?

Tal como Zomboss, Guilherme Boulos tem um exército de pessoas dispostas a marchar para conquistar seu espaço. Assim como Zomboss, Boulos também é estudado e goza de um a vida confortável, porém não consegue dispor de suas ambições desenfreadas por poder.

Um candidato que defende a causa gamer

No próximo dia 05 de outubro o Brasil passará por um exercício da democracia exercido por todos nós. É a data da eleição para presidente, governador, deputados e senadores. Muitos não têm um candidato escolhido, pois a verdade deve ser dita: o brasileiro médio tem pouco interesse por seus próprios direitos.

Como o voto é uma parte importante do processo democrático e é por meio dele que definimos nosso futuro, nada mais sensato do que depositar a confiança em candidatos que defendam nossos próprios interesses. Como todos sabemos, os políticos não simpatizam muito com a causa gamer (estou pensando em você, Marta Suplicy), e jamais houve qualquer movimento da parte deles em mudar a tributação acerca dos jogos eletrônicos, até agora.

Candidato a Deputado Federal, o Carlos Carrasco defende sua candidatura e auto-proclama-se “O Candidato dos Gamers”. De acordo com ele, suas intenções são defender a indústria nacional de jogos eletrônicos e os interesses dos jogadores, ou seja, impostos mais justos e melhores condições para que o desenvolvedor local possa trabalhar por aqui e alavancar a indústria nacional.

Carrasco tem 36 anos e é bacharel em Direito, possui MBA em Direção de Empresa e Mestrado em Filosofia do Direito. Com essa formação, e gamer desde os 3 anos, o candidato está ciente das dificuldades para baratear os games e os consoles, mas promete empenho para tornar as propostas em realidade.

Confira abaixo nossa entrevista com Carlos Carrasco. Mais informações sobre seus projetos dentro e fora da indústria dos games pode ser conferida no site de sua campanha.

GameReporter: Porque decidiu se candidatar? Há muito incentivo dos jogadores em sua candidatura?
Carlos Carrasco: Sei que no Brasil, por um pais melhor, muito precisa ser feito em diversas áreas; mas, resolvi me candidatar a Deputado Federal por São Paulo para lutar pela causa gamer, por diversos motivos:

1) Sou gamer desde meus 3 anos de idade, e, portanto como consumidor final, estou cansado de pagar preços abusivos.

2) Vejo que a classe politica não esta dando a devida atenção e importância ao segmento.

3) Não me conformo com o fato de que nossos profissionais da área de games tenham a sensação de que “nasceram no país errado”:

4) Com todo este potencial na área de games, o Brasil não pode ficar inerte no verdadeiro processo de gamificação do ensino; bem como, tb é necessário desmitificar o RPG e os cards games (que também podem ser utilizados como ferramenta poderosa na educação);

5) O Brasil não pode e não deve nadar contra a maré no que tange a ampliação dos e-sports;

6) Acredito que o case dos games no Brasil quanto a redução da carga tributária, se der certo, tem tudo para servir de modelo para a tão sonhada reforma tributária.

Quanto a minha campanha, estou concorrendo pela primeira vez a um cargo eletivo, posso afirmar que ela é limpa e modesta, não há auxilio financeiro de empresas e/ou empresários, esta sendo feita basicamente através das redes sociais (internet), mas, quando meus amigos gamers souberam que eu era candidato a Deputado Federal por São Paulo e que eu defenderia a causa gamer recebi muitas palavras de incentivo, principalmente pelo fato de eu realmente ser gamer e conhecer bastante nossas necessidades.

GameReporter: Sua plataforma defende a redução de impostos para games (hardware e software). Você acredita que suas propostas serão levadas a sério, visto que muitos políticos ignoram o setor, como o recente caso da Marta Suplicy?
Carlos Carrasco: Sim, minha principal plataforma esta relacionada à causa gamer: redução da carga tributária dos games e agregados, desenvolvimento da indústria nacional de games, revitalização da educação através da gamificação do ensino, e, ampliação dos e-sports.

Só conseguiremos isso e muito mais em etapas. Antes de tudo é necessário conscientizar a classe política de que games não são mero entretenimento e sim atividade cultural, bem como demonstrar a sua aplicabilidade em outros setores e os benefícios ao desenvolvimento humano devidamente comprovados; sem deixar de mencionar e provar, através de números que o Brasil é o quarto país no mundo que mais movimenta o mercado de games. Mapear o que, eventualmente, já esta em trâmite e/ou parado no Congresso e Ministérios, e o que já está em vigor. Em posse de todas as informações, inclusive de outros Estados Brasileiros, com auxílio de todas as pessoas envolvidas no segmento gamer (no que tange a ideias, sugestões, experiências, vivências, etc) promover reuniões/audiências públicas mostrando nossa força/engajamento e seriedade para então finalmente elaborar projetos de lei, atrelados à políticas públicas, necessários à efetivação de minha plataforma política.

Não é uma tarefa fácil, muito precisa ser feito para termos um país melhor, estou ciente que não dependera só de mim, pois, para um projeto de lei ser aprovado e ter validade em todo território nacional é necessário aprovações na Câmara dos Deputados, Senado e Sanção Presidencial. Mas, com seriedade, habilidade, paciência, perseverança, postura, vivência e preparo intelectual, acredito que minhas propostas serão sim levadas à serio. E, nesse caso além de todos esses predicados nada melhor do que um Deputado Federal gamer para esta missão.

Não há garantias de que conseguirei colocar em prática as minhas ideias, nesse sentido não faço promessas, mas, se eleito, tenho certeza que os brasileiros poderão comprovar o meu empenho e dedicação para que minhas propostas, enquanto candidato, venham a se tornar realidade, bem como na apreciação e contribuição positiva em outras questões relevantes ao país.

Acredito que no cenário politico nacional, a partir deste ano, uma série de transformações está para ocorrer. Há prognósticos de renovação, mudanças na forma de pensar, e, de fazer politica; o que, em verdade, só depende do eleitor no exercício de sua cidadania através do voto consciente.

GameReporter: Como pretende incentivar a produção de games nacionais?
Carlos Carrasco: Cabe aqui, uma pequena introdução. Pretendo reduzir a carga tributária dos games e agregados utilizando como base o modelo que deu certo no México, vinculando, uma eminente duplicação ou triplicação da arrecadação (mesmo com a carga tributária mais baixa) por parte do Governo, ao reinvestimento desse excedente arrecadado em outras áreas do mesmo segmento, ou seja, no desenvolvimento nacional da indústria dos games (em todos os profissionais envolvidos no processo de desenvolvimento), na gamificação da educação, e, na ampliação dos E-Sports.

Muitas coisas já existem, estão a disposição do segmento gamer para a área de desenvolvimento, porém, precisamos desburocratizar os processos junto ao BNDES permitindo que a competição para eventual concessão de benefícios esteja ao alcance de todos. Investir no desenvolvimento de games precisa se tornar algo mais estável. Muitos empresários deixam de patrocinar, pois julgam ser uma área de risco em que não há formas de mensurar eventual retorno. Acredito que politicas públicas voltadas à criação de incubadoras de tecnologia para que as pequenas em dar seus primeiros passos com diminuição de risco é um dos caminhos para mudança deste cenário. Pretendo, se eleito, também manter um portal atualizado com todas as informações mapeadas para o segmento, com contato direto para troca de informações, ideias, e sugestões por parte de todos profissionais ligados ou não ao segmento, e eleitores em geral.

Tal medida gerará mais empregos, contribuirá na educação e formação dos futuros cidadãos, gerando riquezas, possibilitando a expansão exponencial do segmento (quiçá, com isso, possibilitando melhorias em outras áreas de interesses públicos) e desenvolvimento nacional.

GameReporter: Algumas empresas tentam investir no Brasil, mas acabam abandonando a ideia por conta dos impostos. É possível trazê-los para cá mesmo que não se possa reduzir os impostos?Carlos Carrasco: Precisamos, através de projetos de lei, enfim, políticas públicas específicas, não só criar um cenário favorável às pequenas, médias empresas e desenvolvedores individuais nacionais, como também, gerar condições para que as empresas estrangeiras também se interessem em se instalar definitivamente no Brasil, o que certamente nos trará dividendos.

Quero deixar consignado que é possível diminuir a carga tributária dos games e agregados sem impactar negativamente a economia, atrelando o reinvestimento do excedente arrecado (proveniente dos impostos que serão mais baixos) em prol do próprio setor.

Acredito que a questão do custo Brasil não e o único motivo pelo qual as empresas acabam abandonando a ideia de investir em nosso país.

Mas, hipoteticamente, ainda que não tenhamos êxito em reduzir os impostos, certamente através da união do segmento gamer, chegaremos em outras alternativas para alavancar o setor. Muitas coisas podem ser feitas, muitos progressos podem ser alcançados, através de legislação especifica que independem de recursos pecuniários estatais.

Exemplo: ampliação dos e-sports (incubadoras de atletas), criação de clubes gamers, etc. Com o investimento certo, dedicação e treinamento conseguiremos criar “incubadoras” de atletas e o tão sonhado reconhecimento dos jogadores como atletas profissionais.

GameReporter: Além da redução dos impostos, há outras medidas que possam beneficiar o setor?
Carlos Carrasco: Sim, há diversas medidas. Uma das atribuições de um Deputado Federal consiste em “lutar” para que as verbas arrecadadas pelos Estados e direcionadas à União retornem aos seus Estados e/ou através de legislação especifica sejam aplicadas em segmentos de suma importância para a sociedade. E, nesse caso, sem deixar de considerar o mencionado nas minhas respostas anteriores (uma vez entendido que todos os itens de minha plataforma politica estão, em verdade, relacionados e interligados) fazer com que parte da verba destinada à educação seja aproveitada na gamificação do ensino, bem como, em universidades e escolas voltadas ao setor gamer/digital, também através de legislação específica.

Para quem não tem conhecimento, a verdadeira gamificação da educação consiste em transformar parte do conteúdo programático das escolas em games, o que criará um ambiente favorável à aprendizagem, uma vez que as novas gerações já nascem digitais e não analógicas como no passado. É um fenômeno que daqui a aproximadamente 3 anos já estará implementado em definitivo nos países desenvolvidos e o Brasil não deve e não pode ficar inerte nesse processo. Para que haja sua efetiva aplicação, precisaremos capacitar as escolas, ou seja, colocar computadores nas que ainda não possuem, capacitar o professor para manusear os equipamentos e lecionar usando os games, ter uma pessoa em cada escola que seja o suporte digital, ou seja, que tenha conhecimento suficiente sobre como lecionar com games; ter segurança nas escolas, para evitar possíveis subtrações dos aparelhos. Então, mostro aqui que não é simplesmente desenvolver conteúdos e aplicá-los através de games, há todo um trabalho de estruturação e capacitação que é necessário ser feito e isso leva um tempo. E só estando na máquina para poder planejar e poder projetar o tempo de efetivação do projeto, mas deve-se levar em conta que a máquina é burocrática e é preciso vencer diversas barreiras internas. Teremos que ter o engajamento da classe politica em todas as esferas.

O Vale cultura, por exemplo, sendo utilizado na compra de games parece algo possível de ser alcançado, principalmente ao conscientizar a classe politica de que os games assim como o cinema e a música são essenciais à nossa difusão cultural contemporânea, e que como tal também merecem ter seu espaço garantido com incentivos fiscais, verbas destinadas especificamente ao setor, garantidores de futuras produções nacionais, mas de formas acessíveis a todos.

GameReporter: Há quanto tempo joga videogames? Quais seus jogos favoritos?
Carlos Carrasco: Atualmente com 36 anos de idade, sou gamer desde meus 3 anos de idade. Tenho orgulho de ter vivenciado a evolução dos games.

Jogos que marcaram minha vida: Gyruss, Bomb Jack, Tokio Scramble Formation, Keystone Kapers, H.E.R.O, Bulls vs. Lakers, Winning Run, World Circuit, Indianapolis 500, Mad Dog McCree, Crime Patrol, John Barnes European Football, Pinball Dreams, Pinball Fantasies, Suzuka 8 hours, Manx TT Super Bike, Freddy Hardest, Team Fortress, Forza 2, Gran Turismo 3, Out Run, Daytona USA, Age of Empires 2, Geometric Wars, Out of this World ou Another World, Flashback.

Atualmente tenho jogado: Fifa 14, Left 4 Dead 1 e 2, Formula1 2013, Grid, Geometric Wars 1 e 2, Team Fortress 2, Insurgency e Age of Empires 2.

(obs: não estão em ordem cronológica, quanto a jogos sou eclético, fora o PC tenho diversos consoles os quais uso muito atualmente para jogos exclusivos; esta lista, fiz sem parar para pensar pq certamente muitos outros jogos marcaram a minha vida. No STEAM tenho perfil há mais de 10 anos).

 Veja o vídeo da Causa Gamer:

Angry Politics: game convida jogador a arremessar políticos

O mês de outubro está marcado em nossos calendários como o mês em que escolheremos nossos futuros governantes e foi pensando justamente nas eleições que os publicitários da Chilimonk de Porto Alegre criou o game Angry Politics, uma paródia bem humorada do hit Angry Birds da Rovio.

O game tem jogabilidade semelhante ao do jogo dos pássaros da Rovio, a diferença é que ao invés de aves e porcos, os jogadores devem arremessar políticos em contra monumentos do Rio de Janeiro. O game tem todo um tom de humor e convida o jogador a refletir na importância das eleições em tom de brincadeira.

A jogabilidade é simples, tal como sua fonte inspiradora, ou seja, basta mirar e atirar de modo que o alvo seja derrubado. O jogador pode escolher os principais candidatos da corrida presidência, com exceção do “fenômeno” Marina Silva, que provavelmente ficou de fora por conta de o game ter sido produzido com recursos dos três desenvolvedores, que, aliás, são cariocas.

Angry Politics está disponível apenas no site próprio, não sendo necessária nenhuma instalação. Ao final das fases o jogador é premiado com frases de incentivo como o aviso que diz para “não jogar qualquer político no Rio de Janeiro”, ou que “se divirta com o game, mas leve a urna à sério”.

Para jogar Angry Politics visite o site oficial.