Arquivo da tag: Educação

Playmove lança mais cinco games interativos para educação

A Playmove acaba de anunciar que a PlayTable, plataforma de jogos educativos para crianças, receberá mais cinco games ainda neste mês. De acordo com a empresa, os novos games contemplam diferentes áreas de ensino, de modo que o raciocínio, idioma estrangeiro, lógica de programação serão contempladas pelos novos jogos. O objetivo é aliar o conceito do aprender brincando da ludopedagogia com a tecnologia para desenvolver habilidades e consolidar conteúdos para alunos de quatro a nove anos.

Uma das principais novidades é o “Croac, uma melodia verde!“, indicado para crianças a partir de quatro anos. Ele é ideal para ensinar lógica de programação com o uso de recursos de musicalização infantil. O game é bastante colorido e ideal para aumentar a capacidade de resolução de problemas das crianças.

playtable“A nova geração de estudantes já nasceu em um ambiente extremamente tecnológico. É fundamental que se introduzam conceitos do segmento de programação através das brincadeiras. Com esse game eles desenvolverão a capacidade de resolução de problemas e a criatividade”, explica o especialista em ludopedagogia da Playmove, Cristiano Sieves.

Crianças a partir dos quatro anos também poderão interagir com o “Coelhos Construtores“. Elas terão que ajudar os animais a levar alimentos para a cidade, construindo estradas e pontes. A ideia é estimular a descoberta e identificação de cores e formas.

Já para os alunos acima dos seis anos a indicação é o “Box-in“, game que ajuda os jogadores a testar e ampliar o vocabulário de inglês arrastando e guardando diferentes objetos em suas caixas. O game possui cerca de 100 palavras divididas em oito temas, de modo que os jogadores terão melhora nos níveis da pronúncia e escrita, além de desenvolver o raciocínio.

plamoveA área de ciências também ganhou um reforço com o “Guardiões da Natureza – Mamíferos“, em que crianças a partir dos oito anos precisarão usar cartas para duelar na arena dos guardiões. Os duelos ocorrem através de atributos fisiológicos, físicos, ambientais e alimentares de mamíferos da fauna brasileira. Com isso, elas aprenderão características importantes de vários animais nativos do Brasil. A última novidade contempla a educação financeira e é indicada para crianças a partir dos nove anos.

“É uma área que ainda não faz parte da educação tradicional das escolas,mas que é fundamental para o desenvolvimento dos alunos. No “Edu no Planeta das Galinhas“, eles terão que administrar a produção de ovos e negociar de maneira inteligente os recursos”, conclui o especialista da Playmove.

Confira abaixo um vídeo que a Playmove fez para explicar a PlayTable:

Novo game da PlayTable ensina lógica de programação para crianças a partir dos quatro anos

Já ouviu falar da iniciativa PlayTable? Pois bem, basicamente trata-se de uma mesa digital com jogos educativos cuja finalidade é ensinar lógica de programação para crianças da pré-escola sem esquecer de brincar. A Playmove, desenvolvedora da mesa digital PlayTable, acaba de lançar o game “Croac, uma melodia verde!”, que usa a musicalização infantil para introduzir os alunos no universo da programação. O projeto contou com a colaboração do game designer Eliandro Fontes, e do programador Leonardo da Luz, que incluem a rede de parceiros da startup.

A ideia é bem lúdica: o jogo conta a história do Rei Sapo, que abandonou sua flauta mágica e deixou a tristeza chegar à floresta. Cabe ao macaco Monki achar o instrumento, utilizando uma partitura musical que é capaz de devolver a alegria ao Rei Sapo.  Para isso as crianças precisam seguir o conceito de programação, que é apresentado em um módulo especial do game, através de um tutorial simples e animado.

unnamedO especialista em ludopedagoia da Playmove, Cristiano Sieves, explica que o jogo é composto de 30 desafios com graus de dificuldade que vão evoluindo conforme cada fase.

“Para cumpri-los as crianças vão utilizar a lógica de programação, que melhora a capacidade da resolução de problemas, para vencer cada etapa. Outro benefício desse conceito é o desenvolvimento da criatividade, que acaba auxiliando o aluno em outras disciplinas”, avalia Cristiano.

De acordo com os responsáveis pelo projeto, atualmente mais de 200 mil alunos brasileiros já contam com a PlayTable na rotina escolar. São cerca de 800 instituições de ensino – públicas e privadas – que utilizam o dispositivo. Deste modo, espera-se quem em alguns anos vejamos toda uma geração acostumada com a lógica de programação, mesmo que em níveis mais básicos.

Novos games para a PlayTable

img_playtableOutras quatro opções de games também foram lançadas pela startup. O “Coelhos Construtores” é indicado para crianças a partir dos quatro anos e trabalha cores e formas. Já o “Box-in” é para alunos a partir dos seis anos e auxilia na aprendizagem do inglês. O “Guardiões da Natureza – Mamíferos”, para a faixa etária de oito anos, entra na área das ciências e o “Edu no Planeta das Galinhas” ensina educação financeira para crianças a partir dos nove anos.

Abaixo você confere um trailer de Croac, um dos games da PlayTable:

Game “Un Viaje por América Del Sur” desenvolvido pela Smyowl para o Colégio Bandeirantes conquista prêmio de educação

A Smyowl já é um dos estúdios brasileiros mais reconhecidos pelos jogadores, mas agora é a hora de os desenvolvedores ganharem também aclamação da crítica especializada. O game de aventura Un Viaje Por América Del Sur, desenvolvido pela Smyowl para o Colégio Bandeirantes, é o vencedor na categoria Games para empresas privadas da nona edição do prêmio ARede Educa. O game é utilizado pelo Colégio Bandeirantes como material didático da disciplina de espanhol para alunos do 7º ano.

Un Viaje por América Del Sur é um jogo de aventura em que o jogador controla um jovem brasileiro que parte em uma aventura para recuperar a cuia e a bombila de chimarrão de seu bisavô. Durante a jornada, ele percorre diversos monumentos e pontos históricos da Argentina e do Uruguai, interage com os espaços e fala com personagens em busca de pistas. A jogabilidade é no estilo Point & Click – em que o cenário é explorado com a ajuda do toque do dedo na tela do smartphone ou tablete.

O formato Point & Click facilita a obtenção e troca de itens, que você vai guardar na sua mochila e deverá usar no momento certo para superar desafios. O jogador conta ainda com a ajuda de NPCs para solucionar os pequenos puzzles que surgem. De acordo com a Smyowl, o jogo foi cuidadosamente elaborado para que cada detalhe trouxesse conhecimento e aprendizado, sendo 100% em espanhol.

“Ter sido o parceiro do Colégio Bandeirantes no desenvolvimento de um game educacional foi uma realização. Agora, com o reconhecimento de um dos prêmios mais importantes do setor, estamos ainda mais honrados” diz Thais Beldi, diretora da Smyowl. “Este ano, passamos a atuar como uma boutique de negócios focada em tecnologia criativa – e não apenas na criação de games próprios –, e o prêmio ARede Educa mostra que a decisão foi acertada”, finaliza Thais.

Toda a aventura passa por onze cenários das cidades de Buenos Aires, Montevidéu e Colônia do Sacramento baseados em pesquisa arquitetônica e histórica, além de personagens e vestimentas típicas representativas desses países. Se você está interessado em aprender mais sobre espanhol, a Smyowl disponibilizou Un Viaje por América Del Sur gratuitamente na App Store.

Abaixo você confere um trailer de Un Viaje por América Del Sur:

Top 8: Jogos educativos que você não sabia

Que os videogames podem ser educativos, você já sabia. Mas é muito fácil apontar jogos assim quando os exemplos são jogos educativos. Você já imaginou que tem uma série de jogos digitais bastante comerciais que podem ensinar algumas coisas surpreendentes sem que os jogadores se dêem conta? Sim, apostamos que em sua biblioteca de jogos tem muita coisa educativa.

Talvez pensando nisso, a Stoodi, startup de educação a distância que oferece videoaulas, plano de estudos e monitorias transmitidas ao vivo, selecionou uma lista com 8 jogos desse tipo, que podem fazer o estudante se divertir bastante, mas depois sair correndo para os livros e conhecer um pouco mais sobre tais conceitos.

 

1 – Sim City

Jogos

A primeira versão do Sim City – game no qual o jogador cria e controla a infraestrutura de uma cidade – foi lançada em 1989. De lá para cá, a qualidade dos gráficos melhorou bastante e os desafios ficaram mais complexos. Mas o que se manteve intacto em todas as edições do jogo é a coerência com a realidade. Liberar o funcionamento de jogos de azar na cidade, por exemplo, pode impulsionar a arrecadação do município, mas também vai fazer a criminalidade aumentar.

Se o jogador não souber investir de forma equilibrada nos diferentes setores da economia e não tiver claros conceitos de sustentabilidade, urbanismo e transporte público, sua cidade será caótica. O game é uma verdadeira aula de geopolítica, em especial a 4º versão, que é complexa e traz uma série de desafios que o jogador deve levar em consideração se quiser fazer a cidade crescer sem quebrar ou se tornar um lixão.

 

2 –  Democracy

Democracy

Se em Sim City, o jogador tem o cargo de prefeito, em Democracy ele pode ser presidente, primeiro-ministro e até um ditador austero. Apesar de não ser muito rico em atrativos gráficos, Democracy compensa na constituição dos regimes de poder, que é retratada com detalhes. O jogador vai sentir na ‘pele’ os efeitos causados por suas medidas de governo junto à população, que refletirão nas urnas na próxima eleição.

O jogo dá até opções de usar manobras questionáveis para ‘manchar’ a imagem dos candidatos concorrentes. Qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Aqui você ganha noções de Filosofia Política, matéria muito importante na grade de universidades como Relações Internacionais.

 

3 – SPORE

spore

Nada dá mais prazer a um gamer do que observar seu personagem – inicialmente uma criatura frágil – evoluir com o tempo, ganhar habilidades e conquistar o mundo. O que dizer então do SPORE, que remonta a origem do universo? O game dá noções importantes sobre Biologia e Ecossistema. A ideia vem sendo aclamada porque faz o jogador começar seu desafio como um simples micróbio que luta para se manter vivo na face do planeta. Com o tempo e, dependendo das escolhas que fizer, o jogador poderá destravar novas formas de vida, desenvolver-se como uma nova criatura, unir-se em tribos, construir cidades e até conquistar novos territórios.

 

4 – Bioshock: Infinity

bioshock-infinite-playreplay1

Outro fenômeno da crítica, Bioshock Infinity ganhou 85 prêmios somente na época de seu lançamento por não ter medo de abordar temas polêmicos. O jogo se passa em Columbia, cidade em que está prestes a eclodir uma guerra civil. De um lado, o governo ultranacionalista defende um Estado exclusivo para brancos norte-americanos. Do outro, um grupo de rebeldes, que luta para tomar o controle do poder e restabelecer direitos para cidadãos de todas as raças e religiões.

Como se não bastasse, há ainda fendas abertas no espaço-tempo, que usa conceitos da Teoria da Relatividade para explicar a aparição de estranhos elementos do futuro no passado. Você está se perguntando o que pode ser aprendido com este jogo? Para começar temos noções claras de Filosofia, Religião e Física Quântica.

 

5 – Battlefield

battlefield 1

Por mais triste que seja, aprender sobre as grandes guerras que ocorreram é essencial para entender como o mundo funciona. O Battlefield é um prato cheio para quem curte História, pois ele recria com máxima fidelidade as batalhas que aconteceram, inclusive com armas, veículos, trajes e objetivos idênticos aos cumpridos pelos soldados reais.

A primeira versão do jogo se passava na 2ª Guerra e transportava o jogador para as batalhas de Normandia, de Midway e de Guadalcanal, mas a franquia já abordou combates contemporâneos com exércitos norte-americanos e do Oriente Médio. Com lançamento programado para outubro, o novo Battlefield recriará a 1ª Guerra Mundial.

 

6 – Assassin’s Creed

top-10-assassins-creed-01

Outro jogo que pega forte em História é Assassin’s Creed. A franquia da Ubisoft já vendeu mais de 75 milhões de cópias ao redor do mundo por conseguir mesclar com maestria a história real com a do jogo. O segundo jogo da série, por exemplo, se passa no Período Renascentista e nele é possível observar grandes obras da arquitetura como a Basílica de Santa Maria Del Fiori, em Florença e até pedir ajuda a Leonardo Da Vinci para resolver um enigma.

 

7 – God of War e Dante’s Inferno

GodOfWarGhostOfSparta_Hero_vf3

Inspirada na mitologia grega, God of War virou um sucesso de público desde sua primeira edição. Nela, o jogador vive Kratos, um semideus que comanda um exército em Esparta e enfrenta diversos dilemas morais que terão consequências no resultado final. Apesar do clima de fantasia, o game apresenta toda a cultura religiosa da Grécia antiga.

Já o concorrente, Dante’s Inferno tem inspiração nos contos de Dante Alighieri para a Divina Comédia. Tal como no livro, o jogo retrata os núcleos do Inferno, de modo que questões filosóficas, religiosas e históricas são bem presentes na obra. Ah, nossa chamada são 8 games, mas não podíamos deixar de citar Dante’s Inferno, certo?

 

8 – Angry Birds

angry-birds

Aqui não temos um capítulo da nossa História, mas aprender Física pode ficar mais divertido com o jogo Angry Birds, onde saber aplicar o conceito de movimento parabólico é essencial para lançar o passarinho no alvo com precisão. O game envolve energia mecânica, energia potencial gravitacional, energia cinética, energia elástica, aceleração, velocidade, força, atrito, massa, impulso, trabalho e gravidade, ufa! Angry Birds foi baixado em 2 bilhões de celulares e ostentava o título de mais popular do planeta até a chegada do Pokémon Go

 

Gamificação contribui para alunos mais engajados na sala de aula

A gamificação já é uma realidade nas escolas mais modernas do país, afinal de contas unir games e educação é uma maneira eficaz de despertar o interesse do aluno pela escola. Algumas das reações mais comuns despertadas pelos jogos eletrônicos em crianças e jovens são surpresa, atenção, concentração, raciocínio lógico, estratégia e antecipação, autonomia, senso de urgência e foco em resolver o problema.

A metodologia veio para atender as necessidades de uma educação moderna e consiste em usar a ludicidade para atrair a atenção e desenvolver habilidades e conhecimentos em sinergia com diversas disciplinas. É possível, por exemplo, que os estudantes aprendam álgebra, história e até mesmo um novo idioma com atividades como criação de avatares, aplicativos de jogos, quiz, entre outros.

“Os alunos já estão engajados com a tecnologia. Trazer a ludicidade, a diversão como aprendizagem é uma tendência irreversível dentro da educação. Por isso, é necessário termos um olhar diferente e gamificar a sala de aula também”, diz Maíra Pimentel, co-fundadora e diretora de Projetos Tamboro – um dos parceiros do SmartLab, plataforma integradora de conteúdos educacionais – que traz diversos games em matemática  para alunos do 5º ao 9º ano.

De acordo com Maíra, a ludicidade no processo educacional muitas vezes, perde espaço para processos majoritariamente mecânicos. “Quando realizados sem prazer perdemos a oportunidade de preparar nossos alunos para além dos compromissos firmados pela escola. Lidar com diferentes adversidades, saber ganhar e perder, elaborar estratégias, aprender a colaborar com colegas e respeitar regras são competências cada vez mais exigidas pela sociedade contemporânea e que a experiência do jogo traz intrinsecamente”.

Nos games geralmente são propostos alguns desafios para que o jogador avance até alcançar a vitória, que pode ser expressada por  algo que você não imaginava que fosse capaz de alcançar, mas conseguiu ser vitorioso ao realizar um grande feito, antes não realizado. Fazendo uma correlação com o processo educacional, a escola pode usar o engajamento dos alunos e os benefícios da gamificação na sala de aula para chegar a uma ‘vitória épica’ na educação.

O grande desafio é separar as soluções adequadas para a prática pedagógica e deixá-las em evidência para que os estudantes e responsáveis estejam cientes do que está por trás do jogo aplicado na aula. Ainda de acordo com Maíra, o desafio das escolas é pensar em uma solução lúdica e prazeirosos, sem se desconectar das disciplinas e das avaliações nacionais propostas na Base Comum Curricular. Em outras palavras, não pode-se desviar do foco, que é a educação e seguir a grade curricular.

“Na nossa escola, por exemplo, trabalhamos com HQs, avatar, softwares, e, recentemente para aulas de cidadania fizemos uma montagem de painéis com jogos sobre as doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti. Observamos uma melhora no rendimento dos alunos, uma vez que eles disputam entre si e querem sempre ganhar”, conta Sandra Barros, coordenadora da disciplina tecnologia de informação no colégio Anglo-Brasileiro.

Como a gamificação pode mudar o ensino dos jovens

Propor atividades diferenciadas com o engajamento de todos os envolvidos por meio de desafios, missões e rankings, pode tornar a educação mais divertida. O feito épico acontece quando se resolve a dicotomia ‘universo lúdico/aprendizado escolar’ promovendo uma grande mudança na educação, por meio da tecnologia.

Claro que muita gente ainda vê os games como uma distração e um produto de entretenimento que pouco pode agregar de cultura aos jovens, mas a verdade é que até mesmo games mais comerciais acabam trazendo algum pano de fundo cultural e histórico.

BIG Impact realiza série de palestras educativas dentro do BIG Festival

Além das palestras e exibição de jogos, o BIG Festival terá um espaço especial dedicado a mostrar casos de sucesso que envolva jogos como meio de aprendizado, seja em que área for, como robótica, ciências, nutrição etc. Esses cases de sucesso serão apresentados e debatidos no BIG Impact – uma das iniciativas do BIG Festival – que acontece de 1 a 3 de julho, no Centro Cultural São Paulo.

De acordo com a organização, serão realizadas 10 apresentações entre painéis, palestras e workshops que debaterão iniciativas que transformem a sociedade de forma positiva: em 1º de julho, vai das 13h30 às 17h30, na Sala Paulo Emílio; em 2 de julho, das 14h às 19h30, na sala Adoniram Barbosa; e em 3 de julho, das 15h às 17h também na sala Adoniram Barbosa. A interação entre robótica, jogos e aprendizado será um dos pontos de destaque no BIG Impact.

Uma das empresas que marcarão presença no BIG Impact será a Novelis, líder do ramo de alumínio e patrocinadora de três grupos que se dedicam a criar robôs e disputar torneios mundiais, como o FIRST Robotics, nos EUA. A Novelis será representada por Carlos Vinícius Castro, engenheiro da empresa, que irá se apresentar no dia 2 às 15h15, ao lado de representantes das equipes CEPHATRON, ETEP e Trail Blazers. A programação continua no domingo, dia 3, com demonstrações dos robôs criados pelos times.

Outro projeto que será apresentado no BIG Impact é o aplicativo Qranio, vencedor do prêmio “App do Ano na América Latina”, do Facebook, em 2015. Trata-se de um jogo de perguntas e respostas que estimula o aprendizado em diversas disciplinas, como astronomia, artes, história e literatura, além de permitir ao usuário responder questões de Ensino Fundamental ou do ENEM. Além disso, haverá um painel no dia 1º de julho, sexta, às 14h30, com o mineiro Samir Iásbeck, fundador e CEO de Qranio, que irá explicar como o aplicativo tornou-se um sucesso. Atualmente, a empresa vale cerca de R$ 20 milhões no mercado.

Outra empresa convidada é a Fun Academy, empresa criada pela Rovio, cujo objetivo é desenvolver serviços e ferramentas para professores, alunos e pais, que promovam um aprendizado divertido. Uma dessas ferramentas é o Angry Birds Playground, um programa educacional voltado às crianças em idade pré-escolar, de 3 a 6 anos. O programa é tão popular que já até está sendo utilizado em escolas da Finlândia, Estados Unidos, China e Singapura. A empresa está em fase de negociações para trazer o modelo ao Brasil.

O brasileiro Fábio Florencio, Diretor de Game Design na Fun Academy, irá realizar uma palestra no dia 2 de julho as 14h30 para explicar como a empresa mistura games e educação.
Entre outros projetos que serão abordados no BIG Impact, estão o game Legião dos SuperPoderes, da PushStart, que mostra vantagens de uma boa alimentação para crianças do ensino primário e fundamental; Playtable, da Playmore, uma mesa interativa usada no ensino multidisciplinar; e um painel sobre aplicações sérias dos jogos, como na área da saúde.

Além deles, haverá muitos outros palestrantes importantes de diferentes empresas e entidades como a FGV, Fundacao Casa, TV Escola, 2Mundos etc. A intenção é mostrar projetos e opiniões de diversos responsáveis pela educação e cultura dos mais jovens que incentivam os games como forma de aprendizado. Como se não bastasse, o BIG Festival vai premiar games voltados para Educação e Meio Ambiente. O Melhor Jogo Educacional ou de Aprendizagem vai levar R$ 5.000,00; o Melhor Jogo Ambiental R$ 2.000,00. No site do evento tem a lista de todos os convidados, palestrantes e games na disputa pelos troféus.

Serviço – BIG Impact – 4º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

De 25 de junho a 3 de julho (segunda, 27, não abre; quarta, 29, fecha às 17h)
De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h
BIG Impact – de 1 a 3 de julho
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP
Entrada: Gratuita

Start Up FazGame recebe prêmio Nexso do BID

Unir games e educação é uma barreira que vai sendo vencida aos poucos e que vai levar alguns anos para ser totalmente transposta. Sempre que uma iniciativa visa unir esses dois mundos é natural que desperte as atenções do público e da mídia. Este é o caso da Start Up FazGame, projeto criado para propiciar a mudança na sala de aula, inserindo ludicidade e autoria no ambiente educacional e proporcionando uma dinâmica de aprendizado motivadora.

O FazGame é uma ferramenta de simples uso, onde professores e alunos são autores, podendo criar, publicar e jogar games educacionais – sem precisar de conhecimentos adicionais de programação ou design. De acordo com os autores do projeto, a ideia serve para evitar a evasão escolar, incentivando que alunos egressos do Ensino Fundamental do Brasil vejam o ensino como algo menos desinteressante e mais envolvido com sua própria realidade.

Não por acaso o FazGame foi um dos premiados do Nexso, um concurso criado para premiar as Start Ups mais inovadoras da América Latina e do Caribe na Indústria Criativa e Cultural. O prêmio é cortesia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e reuniu mais de 500 start ups. O prêmio e a apresentação do FazGame no evento DemandSolutions 2016 do BID em Washington, acontecem junto com o lançamento da versão do FazGame em Espanhol e Inglês, um dos passos planejados para o lançamento global do software.

Ao realizar projetos FazGame, os alunos desenvolvem diferentes competências do Século XXI, como criatividade, colaboração, raciocínio lógico e resolução de problemas. O FazGame foi desenvolvido e está sendo aprimorado com recursos de fomento à inovação da FINEP e FAPERJ. Já foi aplicado em mais de 150 escolas, com impacto em 12.000 alunos do ensino público e privado, tendo mais de 500 games publicados, com mais de 65.000 acessos aos games.

Com essa conquista, é mais do que certo que o FazGame ganhará mais notoriedade e quem sabe investimento para transformar a vida de milhares de jovens que buscam uma profissão. Além disso, o programa FazGame certamente vai impulsionar a indústria de jogos digitais no Brasil.

Abaixo tem a lista de vencedores do Nexso, incluindo o FazGame:

Badabada – Popix produções, Brazil
Frei.re – Escribo Inovação e Educação, Brazil
Gamesquare, Brazil
Primeiro Livro – Centro de Autoria e Cultura, Brazil
FazGame – TecZelt, Brazil
Lorapp, Colombia
Nativo Digital – World Tech Makers, Colombia
Kits Artesanales – DIDART, Guatemala
BookFusion, Jamaica
Con Equis Niños, Mexico
Ecosistema contenidos digitales para lenguas originarias de América, Mexico
Mi Cartelera MX, Mexico

Coletivo Jogo Limpo organiza Ocupa Game Jam

A polêmica da vez em São Paulo se deve às estratégias de reorganização escolar propostas pelo governador Geraldo Alckmin. Como todos sabem, o plano não deu muito certo para o político após uma onda de ocupações promovidas pelos estudantes no último mês. Pensando nisso e em como os games são uma ferramenta abrangente e de forte impacto social, o Coletivo Jogo Limpo (CJL) um grupo de professores e especialistas da área de games resolveu tocar para frente o Ocupa Game Jam, um evento que visa criar jogos com o tema “ocupações”.

A Game Jam inicia hoje e termina no domingo, de modo que os organizadores esperam que ela sirva como forma de apoio e que incentive as pessoas a lutarem pela melhoria dos padrões educacionais. O evento é gratuito e aberto para todos os desenvolvedores de jogos do Brasil, afinal não se trata de uma luta local, mas nacional. Para quem participar, basta fazer a inscrição no site do evento.

Os participantes terão o prazo de 48 horas para desenvolver um game com o tema ocupações. Se depender da expertise dos organizadores, este evento tem tudo para dar certo, pois nos dois anos de atuação, o CJL já realizou ações culturais e educacionais bem sucedidas, tais como a Global game Jam, a Goethe Game Jam e a Campus Party. O Ocupa Game Jam não será presencial, ou seja, os desenvolvedores desenvolvem os games em suas próprias casas ou estúdios e posteriormente serão encaminhados para o site do evento.

Esses jogos servirão para gerar indagações nas pessoas sobre o cenário educacional do país e, portanto serão disponibilizados para a comunidade testar e desenvolver seu próprio senso crítico. Vale destacar que serious games costumam chamar as atenções da mídia se a mensagem for passada de maneira impactante, tal como ocorreu com o recente sucesso de This War of Mine.

Além do incentivo da comunidade de desenvolvedores, o Ocupa Game Jam tem o apoio e suporte de avaliação de alguns nomes da área como: Prof. Gilson Schwartz (ECA – USP / Games For Change), Artur Tilieri (Cartoon Network), Profa. Paula Carolei (UNIFESP), Luciana Allan (Instituto Crescer) e outros que estão para confirmar. Se você é desenvolvedor e quer criar algo único e com conteúdo reflexivo, este evento pode ser uma boa oportunidade.

Sobre a Ocupa Game Jam

O evento inicia às 22 h do dia 11/12/15 e termina às 16 h do dia 13/12/15. Os grupos podem ser formados por até 5 pessoas. O desenvolvimento é remoto e o tema é “ocupações nas escolas” ou apenas “ocupações”. Para participar basta entrar no site do evento, onde é possível esclarecer todas as dúvidas.

 

Futura lança nova versão do jogo educativo Clube Desafio Futura

O Canal Futura é um dos mais antenados em aprendizado e novas mídias, de modo que o veículo tornou-se referência entre os canais abertos que valorizam o público jovem. Uma nova mostra disto é que o Futura lançou há poucos dias um novo jogo educativo online chamado Clube Desafio Futura, um título gratuito que traz informações sobre português, empreendedorismo, história, cultura etc.

O jogo é no formato quiz e trata-se de uma reformulação da versão anterior, lançada pela mesma Futura. Na nova versão, há perguntas inéditas, novos desafios e espaços, além de salas temáticas inspiradas nos programas do canal, como “Afinando a língua”, “Um pé de quê?”, “Conexão Futura”, “Estação saúde” e “#projetoempreender”.

Jogar é muito simples: basta acessar o site do game, preencher um cadastro (sendo que pode usar o Facebook), escolher o avatar e começar a responder as perguntas que variam de temas como música, língua portuguesa, meio ambiente, história, cultura, empreendedorismo e saúde. O objetivo é subir no ranking à medida que o jogador vai ficando mais culto. O conhecimento em cada área é a chave para avançar no jogo, que pode ser disputado em tempo real com até seis pessoas ou sozinho, no modo single player.

Conforme a pontuação do jogador sobe, novos itens para personalização dos avatares são desbloqueados. Além de ter um quis desafiador, Clube Desafio Cultura permite que os jogadores formulem novas perguntas, de modo que o game esteja sempre renovado e mais difícil. P game divide-se em diferentes salas, que abrigam temas específicos como música, língua portuguesa e literatura (sala Afinando a língua), por exemplo. Mas o grande macete é escolher a sala Clube Desafio, onde é possível mesclar vários temas e destrinchar o game por completo.

A nova versão já está disponível para a jogatina online e até existe um teaser trailer explicando como as coisas funcionam.

Clube Desafio Futura

Coordenador do curso de Jogos Digitais do UDF lista os jogos que mais estimulam o cérebro

Que os jogos digitais estimulam o raciocínio rápido e lógico, todos já devem ter ouvido falar. Entretanto quais são os jogos que foram desenvolvidos justamente com este propósito? Pensando nisso, o coordenador do curso de Jogos Digitais do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Jorge Luis Santana elegeu quatro dos games que mais estimulam o cérebro.

O intuito desta relação é apresentar alguns jogos que são mais do que meros passa tempo, mas sim obras que exercitam o cérebro e trazem benefícios como criatividade, lógica, raciocínio, memória, coordenação motora e até treino para línguas estrangeiras. Então se você quer treinar sua massa cinzenta a fim de deixá-la mais potente, teste alguns dos jogos listados abaixo. Ah, eles também podem ser apreciados pelos jogadores mais jovens!

1 – PAPAGAIO

Criado pelo professor de Jogos Digitais da Faculdade UDF, Alexandro Ferreira Leal, Papagio é um game de ação desenvolvido para dispositivos móveis, em que o jogador precisa sobreviver aos perigos da floresta. “Papagaio Lizards é um game com jogabilidade simples, mas desafiadora que estimula a coordenação motora e melhorando a atenção do usuário”, comenta Santana. Esse jogo está disponível gratuitamente na Play Store.

2 – TETRIS

Os pesquisadores do Mind Research Network em Albuquerque, no Novo México descobriram melhorias notáveis na função cerebral e espessura cortical entre 26 garotas adolescentes, que jogaram 30 minutos diários de “Tetris”, por 90 dias. As meninas passaram por verificações estruturais e funcionais antes e depois do período de prática de três meses, assim como as garotas de um grupo de controle cujos membros não jogaram “Tetris”. Segundo a pesquisa, as jovens que jogaram o clássico dos games demonstram melhor eficiência cerebral durante os testes do que aquelas no grupo de controle, e as verificações revelaram que aquelas que jogaram, o título tinha um córtex notavelmente mais espesso.

3 – HALO

As franquias de games de ação “Halo”, “Gears of War” e “Grand Theft Auto” receberam críticas nos lançamentos dos jogos por espalhar muito rapidamente entre os gamers jovens. Entretanto, um estudo clínico com 114 crianças e jovens entre sete e 22 anos, realizados por pesquisadores da Universidades de Rochester (NY) sugere que jogar tais games pode obter alguns benefícios psicológicos, como por exemplo, a habilidade de atenção e foco em vários objetos de modo muito mais rápido, se comparada às crianças que não jogam.

De acordo com a pesquisa, “esse estudo mostra que as crianças que jogam games de ação, exibem um nível de desempenho no raciocínio lógico melhor, que só são alcançados muito tempo depois, ou nem são alcançados, comparado com as pessoas que não jogam games”, explica Santana.

 4 – 2048

O game mobile que está fazendo sucesso na comunidade de desenvolvedores chama-se, simplesmente, 2048. O objetivo é combinar tijolos virtuais com as setas do teclado, realizando somas até conseguir o tijolo com o número 2048. O truque é que apenas os bloquinhos com números iguais se juntam, transformando o jogo num desafiador quebra-cabeças matemático. Caso o usuário utilize bloquinhos demais, acaba travado e é game over.

E para você, quais outros games melhoram as capacidades cerebrais?