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O 5 Melhores (e piores) momentos da Nintendo na E3 2017

Como já vem ocorrendo há alguns anos, a Nintendo não fez uma conferência para a imprensa durante a E3. Ao invés disso, a empresa japonesa publicou um vídeo no padrão Nintendo Direct para mostrar suas novidades para os próximos meses. E se pudéssemos resumir o que foi mostrado, seria: a Nintendo roubou a E3!

Mesmo tendo de competir com um novo console da Microsoft e com as exclusividades da Sony, a Nintendo não desapontou, mostrando a força de suas marcas e o empenho que está tendo com o Switch. Sério, foram trinta minutos extremamente bem aproveitados. A impressão geral foi que a Nintendo foi a que mais se destacou no evento americano.

 

Confira os highlights da Nintendo na E3 2017:

 

Kirby, Pokémon e Fire Emblem mostram a força da Nintendo

É incrível a força que a Nintendo tem, mesmo quando seus próprios fãs estão céticos e seus produtos desacreditados. A E3 2017 serviu para mostrar que a companhia deve se apoiar mais do que nunca em suas franquias. Este ano, tivemos muitas novidades sobre os exclusivos Nintendo e somente isso serviu para arrancar lágrimas de fãs por todo o mundo.

Desde um novo Kirby, conteúdo adicional para o Zelda, um novo Pokémon em produção e o Firem Emblem. Enfim, a Big N fez o que se esperava das concorrentes, ou seja, apostou alto no que tem, mostrou suas armas mais letais para os próximos meses e garantiu que quem investiu no Switch não vai passar maus bocados. Grande destaque, aliás, para o novo Kirby, que parece ótimo. Nessa lineup só faltou mesmo um novo Donkey Kong…

 

O novo Mario parece incrível

Na edição de 2016 a Nintendo mostrou um pouco do Super Mario Odissey, então ele não era realmente uma surpresa. Ainda assim, muita gente teve uma péssima impressão do que a empresa reservava para a próxima aventura do bigodudo. Neste ano tivemos alguns detalhes sobre a jogabilidade.

Pelo que foi apresentado, Odissey vai misturar elementos 2D e 3D, além disso, Mario vai poder controlar o corpo de outros personagens e inimigos ao jogar o chapéu em suas cabeças. Parece que a jogabilidade será das mais divertidas e os mundos de jogo serão diversos e coloridos. O mais impactante: Mario chega ainda em 2017, e possivelmente vai lutar contra Zelda pela corrida do Game of the Year.

 

Metroid Prime 4 está sendo feito

Fazia tempo que a comunidade clamava por uma sequência da respeitada franquia Metroid Prime. Após Metroid Other M e Federation Force, parecia que um novo Prime era uma utopia. Eis que a Nintendo surpreendeu ao revelar que Metroid Prime 4 está em produção. Nada além disso foi dito, nem data de lançamento, nem imagens, nada! O anúncio foi mais para surpreender mesmo e a expectativa é que este se torne um dos melhores games do Switch.

Sabe-se que o novo título não vai ter o dedo da retro Studios. Bill Trinen, diretor da Treehouse, não revelou quem são os responsáveis pelo desenvolvimento, porém revelou que o produtor Kensuke Tanabe, que trabalhou em títulos anteriores da série Metroid Prime, estará envolvido.

 

Yoshi tem novo jogo

Outra grata surpresa foi o anúncio de um novo jogo estrelado pelo Yoshi. A Nintendo está apostando alto no Yoshi, afinal não faz muito tempo que a comunidade foi presenteada com o ótimo Yoshi’s Woolly World. Este novo jogo segue mecânicas retiradas do clássico Yoshi’s Island do SNES, com um toque de Paper Mario.

O mundo de jogo é bem colorido e tem tudo para agradar jogadores mais novos, e também os antigos. Sabemos que o motor utilizado é a Unreal Engine 4, provando que o Switch não apenas é compatível, mas que pode surpreender bastante em aspectos gráficos e físicos.

 

Nintendo abraçando o cross-play

Um dos jogos mostrados durante a apresentação em vídeo foi Rocket League. Tudo bem que o jogo não é nenhuma novidade e quem tinha de jogar, já jogou. Contudo, um aspecto não pôde ser ignorado: o jogo vai ter cross-play, permitindo que quem joga no Switch possa competir com jogadores do PC e do Xbox One. É interessante ver que a Nintendo está de fato empenhada a oferecer à comunidade o que ela quer.

E aqui vai uma crítica para a soberba da Sony, que é a única a ignorar este desejo tão antigo da comunidade. E vejam só, logo a Nintendo que foi tão cabeça dura com relação às comunidades online agora está um passo a frente da Sony. A expectativa é que ao longo dos anos mais jogos tenha cross-play entre plataformas concorrentes.

 

E os pontos negativos da apresentação

 

Pouco tempo para jogos de alta qualidade

A Microsoft teve quase duas horas de apresentação e a Sony ficou no palco por uma hora inteira. Mesmo que esse tempo todo das duas empresas tenha sido aproveitado de forma mediana, vale dizer que poucas dúvidas ficaram no ar e serviu para mostrar muito conteúdo. Já a Nintendo teve apenas 30 minutos de vídeo.

Esse tempo é muito curto e não serviu para saciar o gosto de quero mais. Claro, o que foi mostrado roubou o show, mas porque não ter mais tempo de vídeo, mostrar os jogos com mais destaque e mais detalhes? A impressão foi que foi muito pouco tempo para mostrar tanta coisa boa.

 

Nada de novo no Virtual Console

A Nintendo não mostrou nada de novo para o Virtual Console, a plataforma de jogos online do Switch. Nenhuma nova promoção, nem jogos novos. Nem mesmo os indies deram as caras ou a retrocompatibilidade com plataformas antigas. A Nintendo está dando suporte ao Virtual Console, disso não há dúvidas, mas a impressão é que ao focar apenas nos jogos novos, a Big N ignorou uma base de fãs que esperam novidades sobre a plataforma.

 

Nenhuma nova IP

Tudo bem que Arms já é um dos jogos mais esperado do Nintendo Switch, mas ficamos sabendo dele na E3 2016. Deste modo, a Nintendo não apresentou nenhuma IP nova neste evento. Não que o line up tenha sido ruim, mas tal como a maioria das empresas desenvolvedoras, parece que o forte da indústria esteja em repetir fórmulas e em franquias já estabelecidas.

São raras as oportunidades que novas franquias podem brilhar e a E3 é o palco ideal para isso. Visto que a Nintendo conseguiu muito destaque nos últimos anos com Splatoon e Arms, seria de esperar que a companhia mantivesse sua sina de mostrar jogos novos no evento americano. Uma pena que desta vez isto não aconteceu.

 

3DS ficou às moscas

O Nintendo Switch é o grande foco da Nintendo para o ano e isto pôde ser visto durante a E3 2017. Assim, o 3DS acabou ficando meio que ignorado. Não que não houvessem novos jogos, afinal a empresa revelou Metroid: Samus Returns, Sushi Striker  e Mario & Luigi: Superstar Saga + Bowser’s Minions, mas a impressão geral foi que faltou alguma coisa.

Muita gente esperava que desta vez era um novo Zelda para o portátil ou quem sabe um novo Donkey Kong, mas a Big N deixou a oportunidade de lado e o que foi mostrado para o sistema foi muito pouco para uma das plataformas mais populares do mercado. A esperança é que ao longo dos meses surjam novos jogos para a sólida base instalada de jogadores do 3DS.

 

Third Parties ignoraram a Nintendo?

O principal jogo terceirizado para o Switch foi Skyrim, um título que continua estupendo, mas que já está no mercado há muitos anos. Outro destaque foi Mario + Rabbids Kingdom Battle, crossover que coloca os mascotes da Ubisoft no Reino do Cogumelo. Dois jogos. Será que o Switch vai sofrer o mesmo destino do Wii U? Ainda é cedo para cravar que o Switch será ignorada pelas desenvolvedoras, visto que a Nintendo está tentando atrair as empresas rapidamente.

Dados do VGChartz sugerem que já existem 3 milhões de consoles Switch no mercado, um número até expressivo para o pouco tempo de vida da plataforma. Mas esses números ainda não foram suficientes para que os desenvolvedores comecem a apoiar massivamente a plataforma. Se a e3 serve de termômetro, no próximo ano o Switch vai sobreviver quase que exclusivamente de jogos 1st Party.

Os 5 melhores (e piores) momentos da Sony na E3 2017

Pois bem, a gigante japonesa dos games conquistou ao longo dos anos a hegemonia dos consoles e não por acaso as maiores expectativas por parte dos jogadores estavam voltados para a Sony. O que a empresa iria trazer para esse ano? Novos exclusivos, novas franquias, continuações?

Como não poderia deixar de ser, a Sony apostou suas fichas em suas franquias mais fortes como God of War e Uncharted, além do retorno de Shadow of the Colossus e a sequência de Ni No Kuni. Além disso, a empresa ainda trouxe novidades do Playstation VR, uma grata surpresa, visto que a concorrência ignorou sumariamente a realidade virtual.

Confira abaixo os “highlights” da apresentação da Sony na E3 2017:

 

Uncharted The Lost Legacy e God of War

Desde que apareceu oficialmente durante a E3 2016, God of War se tornou um dos jogos mais esperados para o PS4, e não era por menos: a mitologia nórdica já é por si só brutal e colocar Kratos no meio desse universo tinha tudo para dar certo. Não é por menos que a decepção pelo jogo ter sido adiado para 2018 ser grande. Ao menos, o que foi mostrado convenceu e mostrou que a Santa Monica está empenhada em trazer o seu melhor game já produzido.

E também não podemos deixar de citar o título que deu abertura para a conferência da Sony. Uncharted The Lost Legacy conseguiu se provar como um produto essencial para quem é fã da franquia. Afinal de contas, ficou claro que ele não é apenas uma expansão, mas praticamente um jogo novo e com todos os elementos para agradar fãs de jogos de ação e exploração.

 

Ni No Kuni 2: Revenant Kingdom

Um dos melhores jogos de toda a biblioteca do Playstation 3 foi Ni No Kuni: Wrath of the White Witch. Imaginem a surpresa do público quando a Sony anunciou a sequência ainda para este fim de ano. Revenant Kingdom seguirá a história do rei Evan Pettiwhisker Tildrum, que foi destronado por um golpe e agora precisa retomar seu reino.

Pelo que foi mostrado, o jogo terá um mundo aberto muito grande, com muitas cidades e dungeons para explorar. O sistema de combate deve ser parecido com o jogo anterior, porém com melhorias a fim de tornar as coisas mais dinâmicas e divertidas.

 

Spider-Man está arrasador

Se por um lado a Marvel reinava soberana no ramo do cinema, o mesmo pode ser dito da hegemonia da DC em relação aos jogos eletrônicos. Parece que as coisas estão mais pareadas nas duas frentes, pois a DC acertou a mão com o filme da Mulher-Maravilha e a Marvel vai ter o jogo do Homem-Aranha, em produção pela Insomniac.

O gameplay parece incrível e cheio de detalhes, incluindo passagens em QTE (quick time events) e acrobacias animais. Se o que foi prometido se tornar real, a franquia Arkham terá um concorrente de peso. Infelizmente, os jogadores só vão colocar as mãos neste jogo em algum momento de 2018.

 

Remake de Shadow of the Colossus

A maior bomba de toda a apresentação da Sony foi o remake de Shadow of the Colossus. Sim, muita gente faz piada pelo fato de que o game é do PS2 e já teve uma remasterização para o PS3. Ainda assim, estamos falando de um dos melhores games já produzidos na história e a qualidade gráfica está fascinante.

A Sony não deu detalhes adicionais sobre esse remake, então não tem como saber se haverá mais cenários, armas, mecânicas ou até novos colossus projeto só sai em 2018, um tempo muito longo para um mero “tapa visual”. Então dá para sonhar sim que novos conteúdos façam parte do pacote de jogo.

 

Destaque para o VR

A Microsoft não mostrou nada em relação a realidade virtual, mas a Sony seguiu por um caminho oposto: a empresa mostrou uma sequência variada de títulos com suporte ao VR, deixando a impressão de que o acessório veio pra ficar. O maior de todos os projetos mostrados foi Skyrim, que ganhou suporte ao acessório e, deste modo, permite que os jogadores entrem no mundo do jogo literalmente.

Outros títulos compatíveis com o aparelho foram Star Child, The Impatient, Monster of the Deep: Final Fantasy, Bravo Team e Moss. Mais uma vez a Sony foi vaga com relação as datas de lançamento, mas ao menos que investiu seu rico dinheiro na tecnologia não tem o que temer.

 

E os piores momentos da conferência da Sony

 

Os jogos que esperávamos sumiram

Ainda que rumores e informações dispersas já adiantavam que pesos-pesados ficariam de fora da feira, como Final Fantasy VII, The Last of Us II e Shenmue 3. Não deu para não ficar decepcionado com essas ausências, afinal muitos jogadores imaginavam que talvez a Sony surpreendesse nem que fosse com algum vídeo novo.

Nem mesmo o Death Strading deu as caras. Mais agravante foi o fato de que a Sony nem sinalizou que esses jogos ainda existem e possuem um calendário de lançamento. Ao menos, sabemos que o histórico da companhia é de manter seus projetos até o fim, mesmo que o desenvolvimento perdure anos a fio.

 

Nenhuma atenção aos indies

Surgeon Simulator, um indie de respeito na PSN

 

Ao fim da apresentação da Microsoft muita gente queria “tirar onda” com o fato de que muito do painel da empresa de Redmond era dedicado aos produtores independentes. O mesmo não pode ser dito da Sony, porém partimos de oito para oitenta, pois a Sony ignorou completamente os indies.

Há quem diga que acompanha a E3 para ver os jogos grandes, mas muitos executivos já sacaram que são justamente os indies que tem mais possibilidade de criar produtos rentáveis (vide casos de sucesso como o Minecraft, por exemplo). Além disso, os grandes jogos estão cada vez mais espaçados e é bom saber que todo mês aparece um game menor, porém divertido. Neste aspecto a Sony pisou na bola feio ao não dar atenção aos desenvolvedores menores.

 

Onde estava Kojima?

Claro, Death Strading não estava na feira, então não teria porque o mítico produtor Hideo Kojima aparecer no evento. Entretanto, por algum motivo, muitos membros da comunidade esperavam que Kojima subisse ao palco para trocar algumas palavras com o apresentador e dizer a quantas anda o seu novo game.

Neste caso é seguro afirmar que o desenvolvimento do game está ainda cru e para os desenvolvedores não faz sentido mostrar nada ainda, até porque a Sony já tem um histórico perturbador de mostrar games que vão sair em dois ou três anos. Talvez este seja um indício de que a empresa está prestando atenção nas críticas da comunidade.

 

Onde estão as novidades?

E, por fim, o mais triste da conferência da Sony: onde estão as novidades? Muitos dos jogos mostrados já haviam dado as caras em conferencias passadas da E3 e da Playstation Experience. Ficou aquela sensação d que eles estavam escondendo alguma carta na manga, mas essa carta nunca aparecia. A sensação foi tão amarga que há que brinque que a conferência deste ano foi uma remasterização do que foi apresentado no ano anterior.

Seja como for, a expectativa é que na Playstation Experience deste ano a empresa mostre seus novos projetos, IPs e lançamentos para o ano fiscal. Além disso, vale lembrar que alguns dos jogos apresentados foram de alta qualidade como Days Gone, Detroit Become Human e Destiny 2.