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Conheça o jogo “O Celular do Surto” que orienta as crianças sobre os perigos das fake news

Nesses tempos obscuros as Fake News se proliferam como água. Uma das responsabilidades de todos é combater a onda de notícias falsas. Foi pensando nisso que a equipe do filme Tito e os Pássaros criou o jogo O Celular do Surto, inspirado no filme de animação. Basicamente o jogo utiliza interfaces inspiradas nas redes sociais mais famosas como Facebook, Twitter e Instagram e tenta assustar os jogadores com notícias alarmantes. A expectativa é que pais, professores e educadores podem baixar conteúdo explicativo para auxiliar no ensino. A equipe do longa-metragem brasileiro de animação.

O Celular do Surto funciona em celular e desktop e disponibiliza um arquivo com conteúdo explicativo para auxiliar pais, professores e educadores no ensino das crianças. O objetivo é familiarizar as crianças com as fake news e mostrar os pequenos como distingui-las. A tarefa pode parecer simples, porém muitos adultos acabam caindo também no fenômenos das notícias inverídicas.

O filme Tito e Pássaros só vai estrear em circuito comercial no ano que vem, mas os desenvolvedores acreditam que lançar o produto antes da decisão final eleitoral é uma boa forma de ensinar as crianças de forma lúdica o que são fake news e outros problemas das redes sociais. Outro destaque é que o jogo traz temas diferentes e complementares ao filme e também de começar a conhecer Tito e seus amigos antes de vê-los no cinema.

O Celular do Surto é composto por seis versões de aplicativos com os quais o jogador deve interagir para identificar mentiras, boatos, exibicionismos, discursos preconceituosos e violentos. O objetivo é não se deixar enganar e manter a sanidade. A cada engano, o jogador diminui seu nível de coragem até chegar ao nível de contágio (a doença do medo mostrada no filme “Tito e os Pássaros”) em que ele se transforma em pedra e perde o jogo.

Se o jogador consegue sobreviver, acertando as interações dentro de cada app, finaliza o game e recebe uma devolutiva sobre seu desempenho. Para jogar, basta acessar a página oficial, onde o jogador vai encontrar quatro simulações de apps disponíveis, cada um com sua própria mecânica:

  • Fakebook: Postagens verdadeiras e falsas desafiam o jogador a curtir o que é real e a identificar as mentiras. Os jogadores podem confirmar as fontes no motor de procura do jogo (o Bubble) para verificar se as postagens são verdadeiras.
  • Instapanic: O jogador deve identificar quais imagens são montadas e quais são verdadeiras.
  • Twistter: O jogador deve identificar quais assuntos devem ser replicados e quais não.
  • Candy Crash: Coloca ao jogador a pergunta sobre quanto vale a pena jogar um jogo viciante quando há coisas mais importantes a fazer.
  • Zap Messenger: No grupo dos amigos do Tito, o jogador recebe instruções sobre o jogo e sobre o que fazer nos outros aplicativos.
  • Spotifear: O controle das configurações de áudio (volume da trilha e efeitos sonoros, com trilha do filme “Tito e os Pássaros”).

 

Sobre o filme

Tito e os Pássaros trata da história de um menino, Tito, que se lança na missão de salvar o mundo de uma epidemia incomum: as pessoas ficam doentes ao sentirem medo. A direção é de Gustavo Steinberg, André Catoto e Gabriel Bitar. No Brasil, o longa teve sua primeira exibição no último Anima Mundi, em julho, que inclusive lhe rendeu o prêmio de melhor longa infantil. O lançamento de “Tito e os Pássaros” está previsto para o primeiro semestre de 2019; a distribuição será feita pela ELO Company. Mais informações aqui.

Fábrica de Jogos organiza Game Jam neste final de semana

Marque aí na sua agenda: nesta sexta-feira (05/10) o site Fabrica de Jogos irá organizar uma Game Jam de 48 horas para que os participantes criem um jogo sob um tema específico a ser definido no dia. O objetivo do evento é promover um espaço de rede de contatos, aprendizagem e união entre desenvolvedores de jogos iniciantes a mais avançados. O evento também conta com o apoio do Blog Diogo Pimenta, a Escola Brasileira de Games e do Marcos Game Dev.

O evento é gratuito e aberto ao público e totalmente digital. Deste modo, não será uma Game Jam com espaço físico definido. O tema será apresentado em uma live do youtube no canal do Fábrica de Jogos. A partir deste programa, os participantes terão até às 21hs do dia 07 de outubro para entregar um jogo completo a partir do tema informado. Esta live ocorrerá entre 20:30 e 21:00 do dia 05 de outubro, antes do evento. Todas as atividades e compartilhamento de ideias entre equipes ocorrerá no servidor Discord do Fábrica. Também será nesse espaço que terão contato com os mentores, ou seja, pessoas que já participaram do Fábrica e que tem experiência em games nas áreas de game design, arte e programação.

Esses mentores ajudarão os participantes nos projetos a serem criados e orientarão nas dúvidas durante a Game Jam. Para participar há algumas regras: você deve ser estudante brasileiro que estuda independente (sem vínculos institucionais) ou que pertence a uma instituição de ensino pública ou privada nacional, todos desenvolvedores que não são profissionais. Outras pessoas fora desse escopo podem participar, porém não concorrerão a menções honrosas que valem prêmios nem serão avaliados para essa premiação pelos mentores.

De acordo com o Fábrica, caracteriza-se profissional como alguém que trabalha já em estúdios de jogos ou que já tenha um portfólio de jogos com vendas significativo. Portfólio de 3 jogos profissionais e 2 anos de experiência ou de abertura da empresa. Os jogos, para participar de menções honrosas e premiações, precisam ser nas plataformas web e PC. Podem desenvolver em outras (inclusive jogos analógicos), porém não serão avaliados para premiação nem menções honrosas.

Ainda de acordo com os organizadores, os softwares de desenvolvimento do jogo do evento são livres. É possível também os participantes fazerem lives na comunidade Twitch do Fábrica, compartilhando o seu desenvolvimento durante o evento. Para participar, basta ler o regulamento contido no site e ver procedimentos de inscrição. Recomenda-se atenção a esses detalhes, pois eles podem custar sua classificação no evento para as próximas etapas.

 

Serviço – Game Jam Fábrica de Jogos

 

Onde: Lives no Youtube do Fábrica e Participação via Discord

Quando: 21:00 de 05/10/2018 até 21:00 de 07/10/2018 (48 horas)

Quanto: Gratuito

Quem pode participar: Estudantes brasileiros de instituições de ensino público e privadas ou autônomos nos estudos. Outros fora desse público podem participar, porém não concorrem a menções, prêmios nem serão avaliados pelos mentores.

Regulamento: https://www.even3.com.br/gamejamfabrica2018

16º Encontro Game Developers Brazil discute o uso de games na saúde e no desenvolvimento infantil

Na próxima quarta-feira (26 de setembro), a cidade de São Paulo irá recebe o 16º Encontro de Game Developers Brazil, um encontro de desenvolvedores de jogos nacionais que visa debater alguns aspectos de nossa indústria. Na edição deste ano, o evento recebe o Bruno Tachinardi, Co-fundador e Diretor de Produtos da Startup Fofuuu, para compartilhar um pouco da sua experiência e contar um pouco da trajetória da Fofuuu, que recentemente foi premiada durante o BIG Festival 2018 com seu jogo Fófuuu, na categoria de melhor jogo infantil.

O grande tema discutido por Tachinardi é a interação entre games e a sua usabilidade para a saúde. Basicamente o desenvolvedor irá discutir como os games podem ajudar no tratamento de crianças com Lábio Leporino, Síndrome de Down, Autismo, Apraxia e Atraso na fala. O executivo conta ainda como é possível unir fonoaudiologia, neurociência e o lúdico dos games para ajudar na saúde e desenvolvimento infantil de milhões de crianças com distúrbios da comunicação.

 

O encontro é uma ótima oportunidade para se conhecer os desafios que os desenvolvedores encontram para criar um produto que engaje e conecte pais, fonoaudiólogos e crianças no tratamento, que vai desde o design pensado para múltiplas personas, inovações tecnológicas envolvendo Inteligência Artificial e Realidade Aumentada, além de estudos acadêmicos e comprovações científicas da eficiência dos jogos na terapia. Você consegue mais detalhes através da página da Fofuuuno Facebook.

Além de Bruno Tachinardi, o Encontro de Game Developers Brazil também recebe Pedro Bruno (PBoss) que atualmente trabalha na Fofuuu e irá compartilhar um pouco de sua experiência e trajetória no mercado de games. O evento irá acontecer no auditório da Alura, próximo ao metrô vila mariana.

Para participar do evento você deve trazer sua carteira de identidade. Leve também cartões de visitas e blocos de notas para o networking e anotações. As vagas para o evento são limitadas, portanto é recomendado que se não puder comparecer ao evento (e já tiver confirmado presença) libere a vaga para outros membros da comunidade. Se no momento de sua inscrição as vagas estiverem lotadas, você pode ficar na fila de espera, e assim que uma vaga for liberada ela será disponibilizada aos membros da fila de espera.

Obs: Mesmo que não consiga uma vaga, recomendamos tentar dar uma passada pelo local do evento para checar se houve alguma desistência de última hora.

 

Sobre o GDBR

O Game Developers Brazil foi fundado com o intuito de aproximar profissionais e entusiastas da área de jogos, passando por desenvolvedores, artistas, músicos, roteiristas, dubladores, game designers, estudantes, e demais profissionais da área. Nosso objetivo e ser ferramenta na construção desta indústria no Brasil.

O Game Developers Brazil tem uma curadoria que busca em seus eventos, conteúdos relevantes e inspiradores para ser transmitido em nossos eventos. Para isso sempre levamos players renomados na indústria de games.

 

Serviço – 16º Encontro Game Developers Brazil

Quando: 26 de setembro de 2018 (19:00 até 22:00)

Onde: Auditório Alura – R. Vergueiro 3185 – 2º Andar · São Paulo

Inscrições: https://www.meetup.com/pt-BR/Game-Developers-Brazil/events/254875562/

Já estão abertas as inscrições para a segunda edição da Game Jam+, o maior evento de desenvolvimento da América Latina

Após passar por seis capitais e realizar uma final emocionante no Rock in Rio 2017, chegou a vez de começar a segunda edição do Game Jam+, o maior evento de desenvolvimento de jogos do Brasil. Neste ano a game Jam será dividida em duas etapas: a primeira consiste em uma maratona de desenvolvimento de jogos, dos dias 27 a 29 de julho, que acontecerá simultaneamente em todas as cidades participantes. A segunda etapa reúne os finalistas de cada região em um evento sediado no Rio de Janeiro em novembro.

A previsão dos organizadores é contar com a participação de 1500 desenvolvedores, 150 mentores e 180 jogos criados ao longo de toda a maratona. A final será realizada no Rio de Janeiro e o vencedor levará uma premiação especial para melhor jogo de impacto social com crivo da UNICEF. O objetivo é que não apenas sejam criados bons jogos, mas que os títulos desenvolvidos possam crescer e fortificar ainda mais o cenário de jogos desenvolvidos no Brasil.

A Game Jam+ cria ambiente para o desenvolvimento de jogos de vídeo game por amadores, oferecendo suporte de profissionais da indústria de games e professores especializados. Os desenvolvedores se reúnem para fazer um protótipo de jogo em uma maratona que dura 48 horas e acontece simultaneamente em todas as cidades participantes. As equipes capazes de concluir a primeira etapa são avaliadas por uma banca de jurados, que seleciona um finalista por região.

Vale mencionar que os protótipos também serão disponibilizados em uma plataforma online para votação do público. Assim, duas equipes terão a oportunidade de disputar a final no Rio de Janeiro. Até o momento são 15 cidades confirmadas: Belém, São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, Recife, Aracaju, Brasília, Belo Horizonte, Pato de Minas, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. As inscrições estão abertas no site da Game Jam+, você pode se inscrever aqui.

Carreira em jogo: BIG Festival vai ajudar quem quer trabalhar no mercado de games

O BIG Festival 2018 não será apenas um espaço para conhecer jogos indies de alta qualidade e fazer negócios, mas também de se interar mais sobre como funciona o mercado brasileiro e descobrir se é isso mesmo que você, jovem desenvolvedor, quer fazer na vida. Sim, o evento vai contar com um espaço chamado BIG Carreiras, que é voltado para alunos do ensino médio e universitários que cursam jogos digitais.

Basicamente o propósito é oferecer maiores informações sobre mercado de trabalho aos alunos, recém-formados e interessados em cursos de jogos digitais. Para isso, haverão sessões e debates com coordenadores de curso de jogos digitais, representantes da indústria e inúmeros profissionais. Todas as palestras possuem entrada gratuita e acontecem entre 29 e 30 de junho, em São Paulo (Centro Cultural São Paulo). No mesmo período também terão stands de escolas de jogos para auxiliar os visitantes.

Na conversa “O que são as Carreiras em Games”, por exemplo, serão apresentados os primeiros passos e dicas para quem quer seguir na área, com informações a alunos do ensino médio e quem não tem conhecimento da área ainda. Já para quem é recém-formado e busca um trabalho, diretores de estúdios e profissionais de Recursos Humanos na área de games dão dicas do que buscam em um funcionário na palestra “Qual Profissional de Games Queremos Contratar?”.

Do outro lado da mesa, em outra sessão, “Como Consegui Meu Primeiro Trabalho na área de Games”, profissionais já experientes e recém-contratados contam como conseguiram encontrar trabalho na área. Os estagiários na área de games contam sobre suas atividades, relação entre formação e atuação profissional, realizações e dificuldades na sessão “Vida de Estagiário“, com depoimentos de desenvolvedores já inseridos no mercado de trabalho.

Os pais também possuem um espaço no evento: destinada aos pais de jovens que já estão quebrando a cabeça na decisão profissional, a palestra “Meu Filho Quer Estudar Games, e Agora?” será sobre o mercado de trabalho na área de jogos eletrônicos. Lá serão expostas informações importantes para ajudar os filhos com relação à decisão na escolha profissional, eterno dilema de muitos. Mais informações no site oficial do evento.

Programação BIG Carreiras:

Dia 29/6 (sexta-feira)

18:30 – 19:00 – Carreira internacional em games

19:00 – 20:00 – Networking: aprecie com moderação

20:00 – 20:30 – Cursos de games e mercado de trabalho

Dia 30/6 (sábado)

14:00 – 15:00 – O que são as carreiras em games?

15:00 – 16:00 – Meu filho quer estudar games, e agora?

16:00 – 17:00 – Qual profissional de games queremos contratar?

17:00 – 18:00 – Vida de estagiário

18:00 – 19:00 – Como consegui meu primeiro trabalho na área de games

Serviço – BIG Festival 2018

6º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

De 23 de junho a 1 de julho (Segunda, 25, não abre)

De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso, SP

Entrada: Gratuita

BIG Rio e Fórum BIG Rio – 29 e 30 de junho

terça a domingo, de 11 às 22 horas

Oi Futuro – Rua 2 de Dezembro, 63 – Flamengo, RJ

Labsonica – Rua 2 de Dezembro, 107 – Flamengo, RJ

Entrada: Gratuita

Desenvolvimento de jogos: aprenda programação criando games

Muitos gamers seguem sua paixão com devoção e acabam se tornando atletas no esporte, com treinamentos diários e participação em grandes torneios mundo afora. Mas há uma carreira para gamers nem sempre mencionada, pouco conhecida e com uma importância crescente para este público: o desenvolvimento de jogos. Este é um mercado que movimenta mais de US$ 100 bilhões e emprega milhões de pessoas em todo o mundo. E os primeiros passos nesta carreira incrível começa com esta mesma paixão pelo mundo dos jogos, já que não é preciso ter qualquer conhecimento de programação para criar seus primeiros jogos. Com diversos cursos online voltados ao assunto, começar é muito mais fácil do que parece!

Unreal Engine: o primeiro passo em desenvolvimento 3D

Unreal Engine

Você só precisa de um computador e muita vontade de aprender para começar a criar os próprios games com uma das engines mais avançadas do mundo, o Unreal. Este curso irá ensinar do zero tudo o que é preciso para dominar o programa incluindo como começar e organizar seu primeiro projeto, os primeiros passos em programação para quem desejar fazer algo mais avançado e até as técnicas para efeito de câmera e iluminação para personalizar o cenário. Com mais de 9 horas de vídeos que mostram o passo a passo do projeto, você irá criar o seu primeiro game em poucos dias. E o melhor é que o curso está em promoção de mais de 90% esta semana, por apenas R$ 21,99!

Jogos em 2D com Unity

Jogos 2D com Unity

Para quem prefere jogos 2D, uma das engines mais indicadas é a Unity. Neste curso completo, o aluno aprende a linguagem C# do zero e segue o passo a passo para a criação de games no estilo Angry Birds, Metal Slug, Clash of Clans e muitos outros! São mais de 70 horas de conteúdo com um instrutor renomado no mercado! O curso também está em promoção e sai por apenas R$ 21,99 durante a Semana do Consumidor!

Aprenda a Criar Jogos para Android

Aprenda a Criar Jogos para Android

Se a sua praia é o desenvolvimento de games para celulares, este curso online da Geek Academy vai mostrar o passo a passo para a sua própria versão do Super Mario, Flappy Bird ou Fruit Ninja! Tudo será feito na plataforma Godot, uma das mais avançadas para criação de jogos. São mais de 10 horas de aulas em vídeo e muitos materiais complementares. E você ainda pode tirar sua dúvida com o professor sempre que quiser. Comece o curso hoje mesmo e crie seus primeiros jogos!

Sobre a Udemy

A Udemy é uma plataforma global de educação com mais de 20 milhões de alunos em todo o mundo e só no Brasil mais de 50 mil alunos já fizeram cursos de criação de games. Com um modelo único que traz o conhecimento de profissionais do setor diretamente para os alunos e pagamento por curso ao invés de mensalidade, já são mais de 65 mil cursos disponíveis em mais de 60 línguas. Ao contrário das principais plataformas de educação online do mercado, o acesso ao curso é vitalício e não há mensalidades, o pagamento é único. E o aluno pode fazer o curso online ou offline a partir de qualquer dispositivo.

Mestrado Profissional em Desenvolvimento de Jogos Digitais na PUC-SP

Já pensou em se tornar Mestre em Desenvolvimento de Jogos Digitais? Pois sua oportunidade está aberta, visto que a PUC-SP abrirá inscrições para o curso de Mestrado Profissional em Desenvolvimento de Jogos Digitais. Este curso é uma das novidades que a PUC-SP preparou para esta área do conhecimento.  As inscrições para os cursos de pós-graduação Stricto Sensu estarão abertas de 09 a 27 de outubro de 2017,  com início no primeiro semestre de 2018. Mais informações, você encontra aqui.

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O Mestrado Profissional em Desenvolvimento de Jogos Digitais procura aliar teoria e prática à produção de games, combinando os campos do design e da computação, tanto nas disciplinas quanto na orientação e nas produções dos alunos. Por isso, aproveita a experiência e infraestrutura já existentes na Universidade, incluindo o Curso Superior de Tecnologia em Jogos Digitais, bibliotecas e laboratórios.

Estas são as disciplinas que compõe o curso de Mestrado em Desenvolvimento de Jogos Digitais da PUC-SP:

  • Análise e Modelagem de Jogos Digitais
  • Implementação de Jogos Digitais
  • Processos de Desenvolvimento de Jogos Digitais
  • Arquitetura de Jogos Digitais
  • Design de Interação
  • Ergonomia e Usabilidade
  • Roteiro Audiovisual
  • Narrativas no Design Interativo de Games

Todo aluno frequentará também laboratórios em que formará um par com um colega de outra linha de pesquisa, para a produção de um trabalho de conclusão de curso. É a grande chance de desenvolver um game no ambiente acadêmico.

Linhas de pesquisa do Mestrado Profissional em Desenvolvimento de Jogos Digitais

As áreas de concentração do curso é Engenharia e Design de Jogos Digitais, dividida em duas linhas de pesquisa:

  • Software de Jogos Digitais;
  • Design de Conteúdo para Jogos Digitais.

Todas as informações necessárias para participar do processo seletivo estarão no site da Universidade. Em caso de dúvida, o candidato deverá entrar em contato com a Secretaria Acadêmica da Pós-Graduação da PUC-SP no telefone (11) 3670-8526 ou email alunospos@pucsp.br.

SAGA inaugura escola em Santana e abre matrículas para cursos Playgame e Start

A SAGA – School of Art, Game and Animation – inaugurou recentemente mais uma unidade, desta vez em Santana. A inauguração em Santana, na Zona Norte, significa que a escola está oficialmente nos quatro cantos da cidade de São Paulo. Esta é a quarta unidade da escola apenas na cidade de São Paulo, sendo que as demais estão no bairro da Lapa, Santo Amaro e Tatuapé.

A nova unidade já está com as matrículas abertas e os interessados podem conhecer a unidade a qualquer momento. De acordo com a SAGA, a unidade de Santana vai oferecer os dois cursos mais procurados de toda a rede: o Playgame (focado em técnicas para o desenvolvimento de games); e o Start, mais indicado para iniciantes em computação gráfica.

Para quem não conhece, o Playgame ensina técnicas de desenvolvimento de jogos, modelagem 3D, arte tradicional, animação, programação e criação de cenários, personagens e armas. Já o Start ensina noções básicas de computação gráfica até módulos de modelagem 3D, animação e efeitos visuais. Ou seja, os alunos aprendem técnicas de tratamento de imagens, criação de efeitos tanto em imagens estáticas como em filmes, animações em 2D e em 3D e usar ferramentas como Photoshop, Illustrator, Flash, Premiere, After Effects e Maya.

As aulas começam em agosto na nova unidade, portanto, os interessados já podem conhecer a unidade e fazer a matrícula. O endereço fica na Rua Alferes Magalhães, 103, próxima da estação Santana do metrô. Mais informações podem ser conferidas no site da SAGA.

Guia de sobrevivência do desenvolvedor indie de games

Por Renato Degiovani, especial para o GameReporter

A palavra “indie” virou moda nos tempos atuais e “ser indie” virou sinônimo de gente descolada, empreendedora e com um alto senso de aventura. Na verdade, o desenvolvedor indie (de jogos) existe desde o início dos anos 80 e de descolado ele não tem nada. Menos ainda de empreendedor e seu senso de aventura, pode-se dizer, é apenas normal.

Modernismos à parte, o indie é na verdade um sujeito que, por qualquer motivo válido, não se enquadrou no mainstream da produção de jogos comerciais e para se destacar dos demais, se apresenta como uma espécie de faz tudo. Está claro que não apenas o termo “indie” evoluiu com o tempo, como o próprio enquadramento na categoria, ao ponto de termos hoje até pequenas empresas formais e informais se declarando indie.

Mas afinal quem é esse sujeito que se auto proclama desenvolvedor indie de games? Como ele se relaciona com os demais e como podemos saber se há sucesso ou apenas equívocos no seu trajeto de vida?

O indie caracteriza-se essencialmente pela falta de recursos. Isso em 99% dos casos quer dizer dinheiro, grana, bufunfa, cacau, etc. Ainda que tendo algum recurso, não raro ele vem do próprio bolso, da família, dos demais participantes do grupo (amigos geralmente) ou de alguma mumunha ou mutreta (tipo programa de incentivo à pequena empresa, pequeno empreendedor, etc – mas esses são os sortudos).

Não existe no planeta (podem procurar se quiserem) um único indie que tenha em mãos um daqueles sucessos incontestáveis de público. Não se enganem, no exato instante que isso acontece, o indie é engolido pelo mainstream e passa a fazer parte daquela outra categoria que todos almejam: os que deram certo. Querendo ou não, ele deixa de ser indie e se torna profissional. Se vai continuar na trilha do sucesso é uma outra estória.

Existem dois tipos de desenvolvedor indie: aquele que desconhece ou simplesmente não compreende os mecanismos da sociedade comercial em que vivemos e os que, conhecendo ou não esses mecanismos, dão uma banana para eles e moldam seu próprio caminho. Caminho este que pode até mesmo não esbarrar num dos grandes sucessos comerciais, mas invariavelmente dá retorno tanto financeiro quanto no quesito satisfação pessoal.

Qual deles você é? É fácil saber, basta responder as seguintes questões: acredita mesmo que o governo não vai tachar com icms os mecanismos de venda por download? Acha que um dia os impostos serão justos e aplicados com coerência e parcimônia? Acredita em papai noel? Não entendeu as duas primeiras perguntas?

Se respondeu com “sim” a todas elas, perdão, mas o seu caso é sério. Você pode achar que é um desenvolvedor indie e seus amigos podem até confirmar isso, dando-lhe alguma satisfação, mas minha recomendação a você é: não perca mais tempo e procure outra área de atuação, ou se ainda preferir lidar com jogos, procure um emprego em alguma empresa da área.

Se entendeu as perguntas e ainda assim quer tentar pelo digamos “caminho do bem”, posso (no máximo) desejar-lhe toda sorte do mundo. Acredite, vai precisar muito dela, mas nada é impossível.

Nota: o parágrafo acima é capcioso e guarda uma leitura altamente subliminar. Se “pescou-a”, ótimo, excelente.

Agora, se você é daqueles que diz: danem-se os reis, lordes e burgomestres, porque se quiserem o meu, que venham buscar nem que seja à força, então meu caro, as dicas a seguir são pra você.

Não vou ensinar, nem tentar, a você como fazer um jogo, ou qual mercado escolher. Se ainda não sacou ou entendeu o que pode realmente fazer, dentro a sua realidade de recursos, com algum grau de expectativa de sucesso, volte umas 20 casas e tente fazer o cérebro pegar no tranco. Se não conseguir, vai ter sérios problemas à frente.

Então estou supondo, para efeito de praticidade, que sabe fazer, sabe avaliar os mercados potencias e tem como chegar até os finalmentes.

Nota: há uma tremenda diferença entre “saber avaliar os mercados potenciais” e “eu acho que todo mundo quer um jogo como esse meu”. Vai por mim, basear sua estratégia em seu gosto como jogador é o primeiro passo para quebrar a cara. Literalmente.

Vivemos um momento maravilhoso com a internet, com os mercados virtuais e com o pequeno e sutil detalhe de que jogos, além de divertidos (fazer e/ou jogar) podem ser distribuídos por download. Ou seja, não precisam da existência física (e todas as implicações dai decorrentes).

Ah! Mas nem todo mundo tem internet ainda.

Pois é, ainda.

Esse detalhe do download é tão maravilhoso que o próprio governo está pensando em arrumar um vudu que permita taxar o dito cujo. E se o governo quer taxar, é porque a coisa compensa.

Obs.: os governos, em nosso planeta, já taxam com impostos tudo o que é possível taxar e aumentar essas taxas é complicado. Principalmente pelo aspecto político (vide CPMS). Então, o barato dos burocratas é taxar coisas novas, que ainda não “contribuem” pra caixinha. E acredite, os governos fazem isso sem o menor pudor. Não vacilam sequer em criar taxas e impostos que podem incidir sobre seus próprios bolsos, quanto mais quando não são eles os principais contribuintes (pelo menos não me lembro de nenhum deputado ou senador que seja desenvolvedor de jogos).

Então veja, você chegou ao ponto de ter o jogo e quer entrar na briga pelos caraminguás que os usuários se dispõem a pagar (direta ou indiretamente) pelos jogos.

Minha primeira dica é: lucro é a diferença entre o quanto o usuário pagou e quanto custa o jogo (para existir e para estar disponível). Lucro não tem relação direta e imprescindível com sucesso, com tamanho da iniciativa, nem com quantidade de usuários, mas apenas e tão somente com uma continha de “menos”.

Se a conta for positiva, deu lucro. Se for negativa, deu prejú. O segredo aqui é administrar tanto o tamanho do lucro, quanto do prejuízo, pois disso irá depender o próximo jogo.

A segunda dica é: uma andorinha não faz verão, então, não perca muito do seu tempo/recursos, depois que o primeiro jogo entrou pro comércio. Faça o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto. Depois que tiver 20 jogos à venda, então já pode até começar a ter esperanças. Até lá, só se tiver uma sorte do tamanho da lua.

A terceira é: não se antecipe demais à guilhotina, pois pode perder a cabeça muito cedo. Entenda aqui o ponto: é legal ser legal, mas é mais legal ainda sobreviver e poder aos poucos ir se adequando à dura realidade da vida. Nunca comece criando empresa, alugando salas, contratando funcionários, etc. Esse é o jeito mais fácil de não dar certo e terminar a brincadeira com uma dívida impagável (principalmente para o governo).

Se não gosta do termo “informal” ou “informalidade”, encare seus jogos (e a venda deles) como se fosse uma espécie de artesanato digital. Estamos muito, mas muito longe do início da revolução industrial onde a mera seriação da produção criou a distinção entre fabricação e artesanato. Os tempos são outros e precisamos permanecer em estado de evolução.

Quarta dica: use os mecanismos de gerenciamento ou intermediação de pagamentos (os pagseguro e paypal da vida). Eles funcionam, são práticos, simples de serem operados e já começam a incorporar as devidas cotas de imposto sob serviços (o que nos coloca na legalidade, querendo ou não).

Quinta dica: use a força. Não se fie demais nos Sebraes, nas aulas de empreendedorismo, no que o governo prega e nem tão pouco no que eu escrevi acima. Trace sua própria rota, baseando suas decisões naquilo que vivencia, naquilo que vê outros vivenciarem e na compreensão que tem do todo. Vá com calma, que as chances de dar certo são boas.

Não se iluda nunca: ninguém, nem governo, nem entidades, nem associações e muito menos empresas, irão efetivamente ajudar na sua jornada rumo ao sucesso. Irão sim, querer beliscar algum, quando o sucesso começar a acenar para você, ainda que de longe. Isso é assim mesmo e faz parte do jogo.

No mais, não desista do sonho de fazer jogos. Ainda que no final não obtenha um estrondoso sucesso com eles, fazê-los por si só já é uma tremenda diversão.

E quais são as suas dicas para ser um desenvolvedor indie de games?


Renato Degiovani
 é o primeiro projetista de jogos brasileiro a criar e produzir profissionalmente um jogo de computador em língua portuguesa, no início da década de 1980. Foi colaborador e Diretor-Técnico da primeira revista brasileira de microcomputadores, a Micro Sistemas. Atualmente é editor e produtor do site TILT online, onde escreve artigos técnicos de programação e design de jogos, bem como cria os jogos comercializados pelo site.